{"id":217,"date":"2010-12-04T12:56:37","date_gmt":"2010-12-04T15:56:37","guid":{"rendered":"http:\/\/w3.ufsm.br\/revistatxt\/?page_id=217"},"modified":"2019-08-20T15:34:59","modified_gmt":"2019-08-20T18:34:59","slug":"cultura-ed-11","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/2010\/12\/04\/cultura-ed-11","title":{"rendered":"A paix\u00e3o pelo teatro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong><br>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Kamila Baidek &#8211; <a href=\"mailto:kamila_baidek@hotmail.com\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener noreferrer\">kamila_baidek@hotmail.com<\/a><br>\nMarlon Dias &#8211; <a href=\"mailto:marlon_smdias@gmail.com\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener noreferrer\">marlon_smdias@gmail.com<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Nosso primeiro contato com a companhia Teatro Por Que N\u00e3o? foi numa noite chuvosa de junho. Acomodamo-nos em nossas poltronas no Theatro Treze de Maio, pr\u00f3ximas ao palco, para assistir ao espet\u00e1culo de um grupo argentino. Logo fomos avisados de que o espet\u00e1culo daquela noite seria outro. O grupo dos hermanos fora v\u00edtima de ladr\u00f5es no aeroporto de Buenos Aires, o que impossibilitou sua vinda ao Brasil. Para substitu\u00ed-los, um grupo de teatro independente da cidade fora chamado com urg\u00eancia. Fim de Partida seria a pe\u00e7a encenada. T\u00ednhamos poucas informa\u00e7\u00f5es. Sab\u00edamos apenas que era uma pe\u00e7a dram\u00e1tica, inspirada num texto escrito por Beckett. Abriram-se as cortinas. No palco, um homem sentado na cadeira de rodas resmungava com seu criado manco, que, vez por outra, monitorava pela janela o inferno que imaginava ser o mundo l\u00e1 fora. Ao fundo, dois anci\u00e3os mutilados encontravam-se dentro de lat\u00f5es \u00e0 espera da morte. E durante uma hora e meia a magia do teatro tomou conta daquele ambiente sombrio, com di\u00e1logos intensos e reflex\u00f5es de vida.<\/p>\n<p>Dois meses depois, surge a oportunidade de escrevermos sobre teatro para a Revista .txt. N\u00e3o pensamos duas vezes e fomos atr\u00e1s daquele grupo teatral, formado por jovens estudantes da Universidade Federal de Santa Maria, que tanto nos emocionou naquela noite. Ainda perdidos pelos corredores do Centro de Artes e Letras, procur\u00e1vamos pessoas que pudessem dar informa\u00e7\u00f5es sobre o grupo, quando encontramos Andr\u00e9 Galar\u00e7a, integrante do Teatro Por Que N\u00e3o?. Andr\u00e9 em nada lembrava o velho resmung\u00e3o que interpreta em Fim de Partida. Numa r\u00e1pida conversa, o jovem nos convida para acompanharmos a prepara\u00e7\u00e3o dos atores na pe\u00e7a que apresentariam na noite seguinte em um bar da cidade.<\/p>\n<p>No come\u00e7o, a sensa\u00e7\u00e3o foi de estranhamento. Apresentar uma pe\u00e7a teatral num bar, um espa\u00e7o pequeno e sem camarins? No entanto, o grupo surpreendeu mais uma vez. N\u00e3o havia lugar mais adequado para encenar O Abajur Lil\u00e1s do que aquele bar. As prostitutas, o cafet\u00e3o e seu capanga \u2013 personagens da pe\u00e7a \u2013 misturavam-se ao p\u00fablico e interagiam com as pessoas presentes. Pouco tempo foi necess\u00e1rio para j\u00e1 nos sentirmos imersos naquele ambiente de viol\u00eancia e opress\u00e3o apresentada pela pe\u00e7a. Ao fim do espet\u00e1culo, l\u00e1grimas escorriam pelo rosto das pessoas e por v\u00e1rios minutos puderam-se ouvir as palmas da plateia. Quando vimos as pessoas chorando, emocionadas, lembramos daquela noite de junho, na qual choramos com Fim de Partida. Foi naquele momento que entendemos o porqu\u00ea de fazer teatro, o motivo que fazia aqueles jovens dedicarem tantas horas de seus dias aos ensaios e estudos. Entendemos tamb\u00e9m o motivo que nos levou a fazer aquela reportagem. O motivo que nos unia era um s\u00f3: a paix\u00e3o pelo teatro. E \u00e9 sobre essa paix\u00e3o pelas artes c\u00eanicas que os integrantes do Teatro Por Que N\u00e3o? falam no v\u00eddeo produzido pela equipe da Revista .txt:<\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Teatro, por que n\u00e3o?\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dclvDa2ssyw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Kamila Baidek &#8211; kamila_baidek@hotmail.com Marlon Dias &#8211; marlon_smdias@gmail.com Nosso primeiro contato com a companhia Teatro Por Que N\u00e3o? foi numa noite chuvosa de junho. 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