{"id":298,"date":"2011-05-25T00:24:00","date_gmt":"2011-05-25T03:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/w3.ufsm.br\/revistatxt\/?page_id=298"},"modified":"2019-08-19T14:58:54","modified_gmt":"2019-08-19T17:58:54","slug":"cultura-ed-12","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/2011\/05\/25\/cultura-ed-12","title":{"rendered":"S\u00edmbolos ocultos na UFSM"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\">Camila Marchesan \u2013\u00a0<a href=\"mailto:cargnelutti@gmail.com\">camila.m.cargnelutti@gmail.com<\/a><br \/>Fernanda Arispe \u2013\u00a0<a href=\"mailto:fernandaarispe.jornalufsm@yahoo.com.br\">fernandaarispe.jornalufsm@yahoo.com.br<\/a><br \/>Julia do Carmo \u2013\u00a0<a href=\"mailto:juliadocarmo.jornalismoufsm@hotmail.com\">juliadocarmo.jornalismoufsm@hotmail.com<\/a><\/p>\n<p>Todos os dias milhares de estudantes desembarcam no Campus da UFSM. Logo na entrada, s\u00e3o recebidos por uma B\u00fassola gigante que lhes indica que aquele \u00e9 o caminho para o conhecimento. Assim como a B\u00fassola, existem outros monumentos no Campus\u00a0 repletos de simbologias. Seguindo at\u00e9 o final da Avenida Roraima encontramos aquele que mais agu\u00e7a a imagina\u00e7\u00e3o dos estudantes: o monumento em homenagem a Mariano da Rocha. N\u00e3o h\u00e1 quem nunca tenha ouvido teorias a respeito da imponente constru\u00e7\u00e3o em frente \u00e0 Reitoria. Algumas delas envolvem \u00e1guias, far\u00f3is, a letra \u201cM\u201d de Mariano e a ma\u00e7onaria. Em busca do significado do monumento, a equipe da\u00a0\u00a0<strong>.txt<\/strong> procurou Francisco Jos\u00e9 Mariano da Rocha, atual Diretor do Planet\u00e1rio da UFSM e filho de Mariano da Rocha.<\/p>\n<p>Uma das teorias mais conhecidas para o significado do monumento envolve a ma\u00e7onaria.\u00a0 Ela diz que a arquitetura da constru\u00e7\u00e3o \u00e9 baseada na simbologia ma\u00e7\u00f4nica, j\u00e1 que Mariano da Rocha era um ma\u00e7om. Quando chegamos \u00e0 sala de Francisco Mariano da Rocha para descobrir o que o monumento significa, acredit\u00e1vamos que falar sobre esse assunto, n\u00e3o seria uma tarefa f\u00e1cil. Mas, para nossa surpresa, foi Francisco que resolveu esclarecer a quest\u00e3o: \u201cAs pessoas enxergam esquadros, compassos e \u201cemes\u201d no monumento e ligam isso \u00e0 ma\u00e7onaria. N\u00e3o \u00e9! Mariano era Cavaleiro Templ\u00e1rio e Cavaleiro de Malta. Ele at\u00e9 foi iniciado na ma\u00e7onaria, mas largou a ordem\u201d, releva.<\/p>\n<p>Francisco nos contou que o pertencimento de seu pai \u00e0 Ordem dos Cavaleiros de Malta trouxe muitos benef\u00edcios para a UFSM: \u201cSer da ordem abriu muitas portas para Marianinho. Em suas viagens ao exterior, ele entrou em contato com muitos Cavaleiros de Malta importantes, que o ajudaram no in\u00edcio da implanta\u00e7\u00e3o da UFSM\u201d.<\/p>\n<p>Faltava descobrir se a fam\u00edlia de Mariano ainda mantinha rela\u00e7\u00f5es com a Ordem. Mas como faz\u00ea-lo? At\u00e9 que uma ideia surgiu: \u201cFrancisco, a Ordem dos Cavaleiros de Malta ainda existe?\u201d \u2013 perguntou uma aspirante \u00e0 jornalista, querendo descobrir mais do que perguntava. Foi quando Francisco sorriu, talvez tenha percebido as inten\u00e7\u00f5es da pergunta, e colocando a m\u00e3o em seu bolso retirou um chaveiro. Branco, com uma cruz vermelha no centro: a cruz de Malta.<\/p>\n<p>Naquele momento percebemos que as teorias conspirat\u00f3rias formuladas acerca do significado do monumento e sobre a fam\u00edlia Mariano da Rocha tinham um fundo de raz\u00e3o. O monumento \u00e9 coberto de refer\u00eancias a uma ordem secreta. E a fam\u00edlia Mariano da Rocha pertence a uma ordem secular, que, apesar de n\u00e3o ser secreta, \u00e9 envolta em mist\u00e9rios. A ordem n\u00e3o era a ma\u00e7onaria, como muitos apostavam, mas sim a Ordem dos Cavaleiros de Malta.<\/p>\n<p><strong>A Ordem dos Cavaleiros Templ\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>A Ordem dos Templ\u00e1rios ou dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salom\u00e3o foi fundada na Primeira Cruzada de 1096, com o prop\u00f3sito original de proteger militarmente os crist\u00e3os que voltaram a fazer a peregrina\u00e7\u00e3o a Jerusal\u00e9m ap\u00f3s a sua conquista. Deposit\u00e1rios de imensas fortunas, os templ\u00e1rios foram alvos da cobi\u00e7a do Rei Felipe, o Belo, da Fran\u00e7a, que necessitando de dinheiro, em conseq\u00fc\u00eancia das incessantes guerras que movia aos seus vizinhos e temeroso do poderio dos Cavaleiros Templ\u00e1rios, resolveu apoderar-se dos bens da Ordem. Acusados de heresia perante a inquisi\u00e7\u00e3o, os Templ\u00e1rios foram denunciados por possu\u00edrem um esoterismo particular, sendo caluniados, espoliados e martirizados. Hoje os Templ\u00e1rios est\u00e3o espalhados por todos os pa\u00edses onde dedicam suas atividades em prol do progresso do ser humano de forma integral, como ajuda a orfanatos, amparo \u00e0 velhice e \u00e0s crian\u00e7as desamparadas, oferecendo est\u00edmulo moral e material aos cientistas e estudiosos.<\/p>\n<p><strong>Cavaleiros de Malta<\/strong><\/p>\n<p>A Ordem de Malta ou Ordem Soberana e Militar Hospital\u00e1ria de S\u00e3o Jo\u00e3o de Jerusal\u00e9m, de Rhodes e de Malta, \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o internacional cat\u00f3lica fundada no ano de 1099, na Terra Santa, durante as Cruzadas. A Ordem era encarregada de assistir e proteger os peregrinos \u00e0quela terra. Devido \u00e0s cont\u00ednuas invas\u00f5es mu\u00e7ulmanas, os Cavaleiros de Malta adotaram a filosofia guerreira dos Templ\u00e1rios e rapidamente dedicaram-se \u00e0 defesa Militar da Cristandade. Sua estrutura b\u00e1sica \u00e9 bastante parecida com a dos templ\u00e1rios, por\u00e9m com um maior enfoque em sa\u00fade e medicina.Atualmente, a Ordem de Malta \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria soberana internacional, reconhecida como entidade de direito internacional. A Ordem dirige hospitais e centros de reabilita\u00e7\u00e3o em todo o mundo. Possui 12.500 membros, 80.000 volunt\u00e1rios permanentes e 20.000 profissionais da sa\u00fade associados, incluindo m\u00e9dicos, enfermeiros, auxiliares e param\u00e9dicos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n\n\n<ul class=\"wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-content\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03054-1024x768.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3138\" data-link=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/dsc03054\/\" class=\"wp-image-3138\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03054-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03054-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03054-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03054.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-content\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03062-1024x768.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3142\" data-link=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/dsc03062\/\" class=\"wp-image-3142\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03062-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03062-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03062-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03062.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-content\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03094-1024x768.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3140\" data-link=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/dsc03094\/\" class=\"wp-image-3140\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03094-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03094-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03094-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03094.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-content\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03079-1024x768.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3141\" data-link=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/dsc03079\/\" class=\"wp-image-3141\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03079-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03079-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03079-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03079.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-content\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03117-1024x768.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3139\" data-link=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/dsc03117\/\" class=\"wp-image-3139\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03117-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03117-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03117-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2019\/08\/DSC03117.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Camila Marchesan \u2013\u00a0camila.m.cargnelutti@gmail.comFernanda Arispe \u2013\u00a0fernandaarispe.jornalufsm@yahoo.com.brJulia do Carmo \u2013\u00a0juliadocarmo.jornalismoufsm@hotmail.com Todos os dias milhares de estudantes desembarcam no Campus da UFSM. 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