{"id":3621,"date":"2022-08-22T18:53:22","date_gmt":"2022-08-22T21:53:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/?p=3621"},"modified":"2022-08-22T18:53:24","modified_gmt":"2022-08-22T21:53:24","slug":"a-luta-contra-o-abandono-animal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/2022\/08\/22\/a-luta-contra-o-abandono-animal","title":{"rendered":"A LUTA CONTRA O ABANDONO ANIMAL"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left wp-block-paragraph\">Embora batalhe diariamente para cuidar dos animais desamparados, o Zelo &#8211; vinculado \u00e0 Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o, tem seu foco voltado para a educa\u00e7\u00e3o, na busca por conscientizar e sensibilizar contra o abandono. Com dificuldades financeiras e poucos volunt\u00e1rios, o projeto permaneceu ativo, at\u00e9 mesmo em meio \u00e0 pandemia, para atender c\u00e3es e gatos deixados no campus. Atualmente o foco \u00e9 lidar com as consequ\u00eancias do isolamento e os novos desafios deixados por ele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Hist\u00f3ria<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto zelo foi idealizado pelo antigo vice-reitor da universidade, Paulo Bayard, em 2014. M\u00e9dico veterin\u00e1rio por forma\u00e7\u00e3o, Bayard enxergou a necessidade da formaliza\u00e7\u00e3o de uma iniciativa que assistisse os animais. Assim, uma equipe foi montada e vinculada ao seu gabinete. Em 2017 as atividades foram suspensas devido a desintegra\u00e7\u00e3o da equipe e o in\u00edcio do segundo mandato do reitor Paulo Burmann, que trazia como vice, o professor de engenharia el\u00e9trica, Luciano Schuch. Por n\u00e3o ser da \u00e1rea, Schuch n\u00e3o se sentiu apto para continuar com o projeto vinculado ao seu gabinete. Apenas em agosto de 2018, o Projeto Zelo foi oficialmente lan\u00e7ado como um projeto estrat\u00e9gico &#8211; diretamente ligado \u00e0 Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A professora do&nbsp; Col\u00e9gio Polit\u00e9cnico, Fabiana Stecca, que fazia parte da primeira composi\u00e7\u00e3o da equipe como representante da unidade, foi convidada para coordenar o Zelo. A professora, docente do departamento h\u00e1 mais de 15 anos, j\u00e1 coordenava um projeto de extens\u00e3o interno, que buscava recursos para cuidar dos animais que habitavam a \u00e1rea do polit\u00e9cnico &#8211; conhecido pela grande concentra\u00e7\u00e3o, principalmente, de gatos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>O projeto<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sem uma sede f\u00edsica, o projeto n\u00e3o se caracteriza como um abrigo para animais, apenas ajuda aqueles que foram v\u00edtimas da ado\u00e7\u00e3o irrespons\u00e1vel. A coordenadora do projeto e professora do Col\u00e9gio Polit\u00e9cnico, Fabiana Stecca, conta que o objetivo \u00e9 transmitir&nbsp; informa\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de a\u00e7\u00f5es com a comunidade, como nas palestras ministradas pelo projeto ou atrav\u00e9s das m\u00eddias sociais &#8211; j\u00e1 s\u00e3o quase 6 mil seguidores no Instagram (@zeloufsm).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por\u00e9m, os resultados n\u00e3o t\u00eam sido t\u00e3o favor\u00e1veis quanto o desejado. De acordo com Fabiana, o n\u00famero nunca baixa da m\u00e9dia de 90 animais dispersos pela universidade. Ainda que, maus tratos e abandono sejam crimes previstos no artigo 32 da Lei Federal N\u00b0 9.605 de 1988, e existam c\u00e2meras de monitoramento no campus, isso n\u00e3o parece intimidar os infratores. O projeto procura localizar onde os animais s\u00e3o deixados para identificar, atrav\u00e9s das imagens, o autor do crime e tomar medidas legais. Den\u00fancias podem ser feitas pelo n\u00famero 181.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Procedimentos<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao tomar conhecimento de um novo animal no campus, o primeiro protocolo \u00e9 identificar de onde ele veio e divulgar sua imagem nas redes sociais do zelo &#8211; afinal, a primeira hip\u00f3tese \u00e9 de que ele possa estar perdido. Fabiana conta que j\u00e1 houveram hist\u00f3rias bem sucedidas em que os adotantes reencontraram seus pets desaparecidos e puderam lev\u00e1-los de volta ao lar ap\u00f3s comprovar a tutoria. Quando ningu\u00e9m entra em contato dentro das primeiras 24 horas, o animal fica sob a observa\u00e7\u00e3o da equipe, ao passo que tentam conseguir um lar tempor\u00e1rio. Caso n\u00e3o seja poss\u00edvel encontrar uma estadia, o animal fica solto no campus at\u00e9 consultar no Hospital Veterin\u00e1rio Universit\u00e1rio (HVU).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso de encontrar animais enfermos ou machucados, o recomendado \u00e9 entrar em contato com o zelo pelas redes sociais. Fabiana ainda indica que seja tirada uma foto do animal e do local em que ele se encontra; e, se poss\u00edvel, que permane\u00e7a no local com o com ele at\u00e9 que algu\u00e9m da equipe chegue para ajudar no resgate.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O processo de ado\u00e7\u00e3o \u00e9 feito por meio de entrevistas, divididas em etapas para certificar de que o animal ter\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de viver no ambiente oferecido pelo candidato. A coordenadora relatou casos em que o animal foi adotado e devolvido cerca de 24 horas depois, por arrependimento. Dessa forma, a indica\u00e7\u00e3o \u00e9 que sejam feitas visitas pr\u00e9vias para conhecer o pet para evitar situa\u00e7\u00f5es como essa. O termo de responsabilidade que deve ser assinado pelo adotante, tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de tentar prevenir atos impulsivos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<strong><em>Pandemia<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a pandemia, foram cerca de 30 abandonos de animais doentes. Nesse per\u00edodo, as zoonoses &#8211; doen\u00e7as infecciosas transmiss\u00edveis entre animais e pessoas &#8211; aumentaram. Segundo Fabiana, animais com essas condi\u00e7\u00f5es exigem mais cuidados e tratamentos de maior valor, por isso ressalta a expressividade da situa\u00e7\u00e3o: &#8220;N\u00e3o posso dizer que o abandono <em>s\u00f3 <\/em>cresceu, ele cresceu e ao mesmo tempo a maneira com que os animais apareceram no campus foi muito mais dif\u00edcil de controlar\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A extens\u00e3o territorial da universidade, a inexist\u00eancia de abrigos em Santa Maria e a quantidade de animais soltos no campus, tornam dif\u00edceis as condi\u00e7\u00f5es de monitorar as prescri\u00e7\u00f5es. Nos \u00faltimos dois anos, o n\u00famero de disponibiliza\u00e7\u00e3o de lares tempor\u00e1rios chegou a quase <em>zero, <\/em>segundo a coordenadora. Os animais s\u00e3o levados \u00e0s consultas, recebem o diagn\u00f3stico e o receitu\u00e1rio &#8211; que muitas vezes inclui rem\u00e9dios controlados &#8211; mas n\u00e3o h\u00e1 como acompanhar o tratamento.<em>&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A TAE (T\u00e9cnico Administrativo em Educa\u00e7\u00e3o) do Centro de Ci\u00eancias Naturais e Exatas, Nat\u00e1lia Huber, abriu as portas de sua casa para oferecer acolhimento tempor\u00e1rio aos bichos cerca de 6 vezes, entre 2019 e 2020. No entanto, \u00e9 preciso ter a responsabilidade de averiguar as condi\u00e7\u00f5es de espa\u00e7o, seguran\u00e7a e disponibilidade de receber o animal. Por\u00e9m, segundo Nat\u00e1lia, as atribui\u00e7\u00f5es n\u00e3o devem intimidar, pois \u00e9 gratificante acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o deles, desde sua chegada at\u00e9 sua recupera\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, ela acredita que \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel,<strong> \u201c<\/strong>se n\u00e3o fizermos isso, al\u00e9m de n\u00e3o terem um lar naquele per\u00edodo delicado, os animais talvez n\u00e3o tenham tratamento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Desordem e solid\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mudan\u00e7a repentina na rotina do campus fez com que os c\u00e3es e gatos, que j\u00e1 habitavam o espa\u00e7o antes do isolamento, sentissem&nbsp; um&nbsp; impacto. Fabiana, conta que muitos deles ficaram abatidos sem o movimento do campus e as mudan\u00e7as em suas pr\u00f3prias rotinas. Com pr\u00e9dios fechados, sem alunos e funcion\u00e1rios, eles perderam suas refer\u00eancias de alimenta\u00e7\u00e3o e carinho, buscando novos pontos da cidade universit\u00e1ria para se estabelecerem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/kS5MSGKquKTaSXsjDHe0k-TuBGoVx9LRiwMGmv-SyOZOWvHwYe6wfLZYFs_5M33YB9Y3AaXMQkXHKBapU3dkZOANx_UJxsMmm4k29T5ZsIr2Bz13-FzlmZWrqQb140RcqJfDA4iMWJVLf3dRPuvVux0\" alt=\"Foto horizontal e colorida de um cachorro de pelagem branca e caramelo, com os olhos escuros, e as orelhas para cima, aparece em destaque deitado com o focinho sobre a grama verde com uma pequena flor amarela desfocada em frente ao focinho; no fundo pr\u00e9dios brancos na lateral direita e na lateral esquerda e no meio o c\u00e9u claro desfocado.\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;Este \u00e9 o caso do Silveira, cachorro que ganhou o apelido de \u201cPr\u00f3-reitor de Assuntos Caninos\u201d e um perfil no Instagram, que possui mais de 2 mil seguidores (@podraodog). Velho conhecido de quem circula pelo campus, ele costumava transitar em busca de carinho ou de uma aula para assistir. Contudo, na maior parte do tempo, ficava entre o Col\u00e9gio Polit\u00e9cnico, o Centro de Conven\u00e7\u00f5es e o pr\u00e9dio 74 do Centro de Ci\u00eancias Sociais e Humanas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Silveira sofreu com os impactos da pandemia; sem rumo com a nova realidade, ficou abatido e nem se alimentava mais. Fabiana conta que ele se perdeu no in\u00edcio do isolamento e foi achado pelos arredores do Hospital Universit\u00e1rio (HUSM), onde encontrou uma maior circula\u00e7\u00e3o. Apesar de ter grande porte e impor receio para quem n\u00e3o o conhece, Silveira \u00e9 d\u00f3cil, adora carinho e estar no meio de pessoas &#8211; exatamente o que encontrou no local.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 na metade de 2020, funcion\u00e1rios do<strong> <\/strong>pronto socorro pediram ajuda ao Projeto Zelo, para averiguar quest\u00f5es de sa\u00fade do animal, na inten\u00e7\u00e3o de torn\u00e1-lo um residente da unidade<strong>.<\/strong> Depois de uma grande campanha, Silveira vive em sua casinha personalizada no pronto atendimento e \u00e9 muito querido por funcion\u00e1rios e por quem circula por l\u00e1. Os motoristas de ambul\u00e2ncias contam que sempre perguntam \u201ccad\u00ea o \u2018Silveirinha\u2019?\u201d assim que chegam, porque encontr\u00e1-lo pelos arredores j\u00e1 faz parte da rotina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pode parecer que a hist\u00f3ria de Silveira teve um final feliz, mas est\u00e1 longe disso. H\u00e1 anos ele espera por um lar que possa lhe oferecer tudo que precisa. Silveira e todos os bichos que vivem no campus est\u00e3o dispon\u00edveis para ado\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel, afinal, a universidade n\u00e3o \u00e9 um lugar seguro para esses animais. Eles ficam expostos a riscos como: atropelamento, oscila\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, fuga, entre outros fatores. Ainda que a equipe do projeto se dedique para atend\u00ea-los, o n\u00famero de pessoas \u00e9 baixo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 demanda. A coordenadora estima cerca de 20 envolvidos, entre volunt\u00e1rios e bolsistas, para uma quantidade cerca de <em>quatro vezes <\/em>maior de c\u00e3es e gatos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto n\u00e3o recebe financiamento do governo, apenas uma quantia para o pagamento das quatro bolsistas e para alguns repasses ao HVU. Apesar de ser um hospital vinculado \u00e0 universidade, o hospital veterin\u00e1rio n\u00e3o isenta os custos dos atendimentos nem mesmo ao Zelo. Embora seja especificado na entrevista de ado\u00e7\u00e3o que a responsabilidade dos protocolos em rela\u00e7\u00e3o a sa\u00fade do bicho passam a ser do tutor, Fabiana conta que muitos entram em contato depois da ado\u00e7\u00e3o na busca de procedimentos gratuitos para os animais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2022\/08\/silveira-2-680x1024.jpg\" alt=\"Foto vertical e colorida de um cachorro de porte grande no interior de uma casinha de madeira marrom. O cachorro tem pelagem branca e caramelo. A partir da entrada da casinha, o rosto do cachorro est\u00e1 em destaque. Ele est\u00e1 deitado sobre cobertores coloridos, com os olhos fechados. A casa de madeira tem o telhado triangular e uma abertura; acima, o nome &quot;Silveira&quot; e a figura de um osso acima do nome. A casa est\u00e1  sobre um palete de madeira. O fundo \u00e9 o c\u00e9u claro desfocado, detalhe de um carro branco na lateral esquerda  e uma parede branca na lateral direita.\" class=\"wp-image-3680\" width=\"451\" height=\"680\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2022\/08\/silveira-2-680x1024.jpg 680w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2022\/08\/silveira-2-199x300.jpg 199w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2022\/08\/silveira-2.jpg 712w\" sizes=\"(max-width: 451px) 100vw, 451px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Como ajudar<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Roselaine, estudante de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o que vive na CEU III da UFSM, se voluntariou ao zelo depois de observar a grande procria\u00e7\u00e3o de gatos nos arredores da moradia. Mesmo sem condi\u00e7\u00f5es de custear alimenta\u00e7\u00e3o ou castra\u00e7\u00e3o, ela entrou em contato com o projeto para ajudar de outras formas. Assim, come\u00e7ou a se aproximar das gatas e seus filhotes, na tentativa de aliment\u00e1-los e amans\u00e1-los para que pudessem ser castrados. Ela conta que passou 2020 nesse processo, que resultou em 18 felinos castrados &#8211; todos de forma privada, por conta da pandemia &#8211; e adotados. &#8220;Agora n\u00e3o tem nenhuma gata aqui correndo pela garagem&#8221;, comemora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para adotar ou se voluntariar ao projeto, basta entrar em contato pelo Instagram (@zeloufsm). As atividades desenvolvidas pelos volunt\u00e1rios variam entre apadrinhamento, ajuda no transporte de animais ao HVU, atendimento em eventos, entre outras. O aux\u00edlio tamb\u00e9m pode ser feito por meio da doa\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00e3o, sach\u00eas e outros mantimentos, que podem ser consultados por meio das redes sociais. As doa\u00e7\u00f5es em dinheiro s\u00e3o atrav\u00e9s do pix: fabiana@ufsm.br.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/IhmIv5WE93DTxOnGq1BC-V3ERzh2gF7_1u5MKu2lBrT-t8KPBZLI0EJ8rzSkc-mSs68GLDc9zrRHlOau84lTpk3YbLC9f7PYSfNklo89n_0GIPYFPL8itZ3xI8zEtRyY2WEJxPsUO6iPHeVp0Sm6i-c\" alt=\"Foto horizontal e colorida mostra em \u00e2ngulo diagonal o interior de uma sala com paredes brancas e ch\u00e3o marrom. Em destaque do lado direito um manequim de ferro vestido com uma camisa roxa estampada com desenho do rosto de cachorro no centro, abaixo escrito zelo e a frase a educa\u00e7\u00e3o faz a prote\u00e7\u00e3o. No meio prateleiras de madeira na parede com pilhas de roupas dobradas, no ch\u00e3o caixas de papel\u00e3o com roupas dobradas. Ao fundo do lado esquerdo uma arara com roupas penduradas em cabides.\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, o zelo possui um brech\u00f3 que comercializa roupas, cal\u00e7ados e diversos itens doados, bem como produtos personalizados do projeto para arrecadar fundos aos animais. Chamado de Grife do Zelo, sua sede presencial se localiza na sala D7 do col\u00e9gio polit\u00e9cnico &#8211; \u00e9 poss\u00edvel consultar os hor\u00e1rios ou agendar atendimento atrav\u00e9s do Instagram (@zeloufsm), para organiza\u00e7\u00e3o da agenda dos volunt\u00e1rios e bolsistas. O brech\u00f3 tamb\u00e9m funciona no formato itinerante, com pe\u00e7as expostas em eventos e feiras como a Polifeira, que acontece todas as ter\u00e7as (na Avenida Roraima) e quintas-feiras (ao lado do Planet\u00e1rio da UFSM).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/2Bp5-R0C-ZD-eriWvh5WcVsn-3Um2P_ec0ewMfo4Sly0zFSAiwTCn0NI38pRRO1PGp0ckt8P8f7HxPolr0S4U66om3jGlyjJN2oejs9VXs5Zf40dzcQiI3fWxDGs8O1IBnXOKsJxVbihURsOMZiWJHY\" alt=\"Foto horizontal colorida em destaque olhando para a c\u00e2mera duas mulheres achadas. A da esquerda uma mulher branca com cabelos ondulados castanhos na altura dos seios e sobrancelhas castanhas, no rosto uma m\u00e1scara de tecido com fundo salm\u00e3o e estampa floral vermelha usa camisa vermelha com o rosto de cachorro no centro abaixo a palavra zelo, por cima casaco preto cal\u00e7a preta e botas de cano alto preta. Na direita uma mulher branca com cabelos castanhos escuros lisos na altura da cintura. No rosto usa m\u00e1scara de tecido com fundo branco e estampa de pequenas bolas vermelhas. Veste uma jaqueta verde escura com o s\u00edmbolo da UFSM na manga esquerda, cal\u00e7a jeans azul clara e t\u00eanis preto. Entre as duas est\u00e3o organizados sacos de ra\u00e7\u00e3o e cobertores de cachorro. Acima da pilha de ra\u00e7\u00f5es uma caixa de papel\u00e3o com uma cartaz com a mensagem ajude com um kilo de ra\u00e7\u00e3o abaixo a foto de tr\u00eas cachorros. O fundo na esquerda \u00e9 uma barraca com arma\u00e7\u00e3o de ferro o telhado e o fundo de lona branca debaixo do telhado roupas penduradas e uma mesa de escola com objetos indefinidos. amarrados na arma\u00e7\u00e3o da barraca uma faixa nela preso um cartaz com a frase ajude com qualquer quantia e abaixo a foto de um cachorro. O fundo na direita um carro vermelho e um carro branco \u00e1rvores verdes, uma barraca com telhado verde e duas pessoas em detalhe.\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><em>Reportagem: J\u00falia Weber<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><em>Fotos: Gabriel Escobar e J\u00falia Petenon<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora batalhe diariamente para cuidar dos animais desamparados, o Zelo &#8211; vinculado \u00e0 Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o, tem seu foco voltado para a educa\u00e7\u00e3o, na busca por conscientizar e sensibilizar contra o abandono. 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