{"id":3735,"date":"2023-07-30T09:00:53","date_gmt":"2023-07-30T12:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/?p=3735"},"modified":"2023-07-10T11:22:10","modified_gmt":"2023-07-10T14:22:10","slug":"o-porque-das-coisas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/2023\/07\/30\/o-porque-das-coisas","title":{"rendered":"O PORQU\u00ca DAS COISAS"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2023\/07\/ARTHUR-C.-PARALELO-O-PORQUE-DAS-COISAS-2-1024x683.jpg\" alt=\"Fotografia horizontal e colorida da pista para ciclistas e pedestres no campus da UFSM. A pista \u00e9 de concreto, cinza e tem duas faixas, divididas por uma linha amarela tracejada. A pista tem uma leve curva \u00e0 direita e uma subida mais adiante. No lado direito da pista, uma mulher sobre uma bicicleta est\u00e1 de costas. Ela tem pele branca, cabelos escuros presos em rabo de cavalo; esta camiseta amarela, short preto e t\u00eanis branco. Ela usa mochila preta nas costas.. Dos lados da pista, gramado com grama baixa bem aparada. No lado esquerdo da foto,  o gramado separa a pista da cal\u00e7ada. No lado direito da pista, troncos de \u00e1rvores altas. Em segundo plano, no lado esquerdo da pista, um homem branco de cabelos brancos est\u00e1 em p\u00e9 e olha para o celular. Ele veste uma camiseta cinza e cal\u00e7a preta, e usa uma mochila preta. Atr\u00e1s do homem, duas pessoas est\u00e3o sentadas em um banco. Ao fundo, \u00e1rvores altas, um estacionamento com carros e o pr\u00e9dio do Centro de Tecnologia da UFSM.\" class=\"wp-image-3738\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2023\/07\/ARTHUR-C.-PARALELO-O-PORQUE-DAS-COISAS-2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2023\/07\/ARTHUR-C.-PARALELO-O-PORQUE-DAS-COISAS-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2023\/07\/ARTHUR-C.-PARALELO-O-PORQUE-DAS-COISAS-2-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2023\/07\/ARTHUR-C.-PARALELO-O-PORQUE-DAS-COISAS-2-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2023\/07\/ARTHUR-C.-PARALELO-O-PORQUE-DAS-COISAS-2-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2023\/07\/ARTHUR-C.-PARALELO-O-PORQUE-DAS-COISAS-2-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pista multiuso do campus da UFSM garante seguran\u00e7a para ciclistas | Foto: Rafael Rintzel<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 deve ter se perguntado, em algum momento, porque algo \u00e9 do jeito que \u00e9. Explorar os porqu\u00eas \u00e9 possivelmente um dos grandes instintos humanos. Entretanto, com o passar dos anos, \u00e9 comum que muitos percam o costume de perguntar \u201cpor qu\u00ea?\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel, por exemplo, que um estudante da UFSM tenha percebido que os carros, antes da faixa de pedestre, param com mais frequ\u00eancia no campus do que nas outras ruas de Santa Maria, mas nunca se perguntou: por qu\u00ea? Tampouco sabe que a raz\u00e3o \u00e9 a mesma que em Amsterd\u00e3.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A capital da Holanda \u00e9 reconhecida mundialmente pelo ciclismo como uma forma sustent\u00e1vel e eficiente de transporte di\u00e1rio. Segundo o&nbsp; <a href=\"https:\/\/www.government.nl\/binaries\/government\/documenten\/reports\/2018\/04\/01\/cycling-facts-2018\/Cycling+facts+2018.pdf\">Instituto Neerland\u00eas de An\u00e1lise de Pol\u00edticas de Transporte<\/a>, h\u00e1 mais bicicletas do que pessoas no pa\u00eds europeu. No Brasil, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 outra. Em estudo do <a href=\"https:\/\/ipmmu.com.br\/josum\/article\/view\/2\">Instituto de Pesquisa Multiplicidade Mobilidade Urbana<\/a>, com base em dados do Instituto Nacional de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), Glaucia Pereira descobriu haver apenas 16 bicicletas para cada 100 brasileiros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 as bicicletas que fazem de Amsterd\u00e3 um bom lugar para se locomover. \u00c9 o que argumenta o canal <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/notjustbikes\">Not Just Bikes<\/a> no Youtube, apresentado por Jason Slaughter, engenheiro norte-americano encantado com o ambiente urbano da cidade europeia. \u00c9 precisamente o <em>design <\/em>das vias de Amsterd\u00e3 que garante a seguran\u00e7a e o conforto de ciclistas e pedestres.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as estrat\u00e9gias da capital holandesa para a sua infraestrutura urbana est\u00e1 a eleva\u00e7\u00e3o das faixas de pedestres ao n\u00edvel das cal\u00e7adas. Para quem caminha, o cruzamento se transforma em uma extens\u00e3o da \u00e1rea de passeio. Para o motorista do carro, al\u00e9m de melhor visualizar o pedestre ou ciclista, a faixa elevada sinaliza a necessidade de redu\u00e7\u00e3o de velocidade, ao atuar como um \u201cquebra-molas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O campus sede da UFSM tem estrat\u00e9gias similares. De acordo com o professor do Departamento de Transportes do Centro de Tecnologia e coordenador do Laborat\u00f3rio de Mobilidade e Log\u00edstica, Alejandro Ruiz Padillo, a melhor forma para evitar conflitos \u00e9 segregar os espa\u00e7os de circula\u00e7\u00e3o, principalmente entre ve\u00edculos motorizados e n\u00e3o motorizados, mas tamb\u00e9m entre ciclistas e pedestres. No entanto, em pontos de cruzamento surge a necessidade de priorizar um ou outro.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a d\u00e9cada de 1970, a capital holandesa foi planejada para priorizar ciclistas e pedestres, ap\u00f3s campanhas contra o alto n\u00famero de jovens v\u00edtimas de acidentes de tr\u00e2nsito na \u00e9poca, como o <a href=\"https:\/\/www.dutchreach.org\/car-child-murder-protests-safer-nl-roads\/\"><em>Stop de Kindermoord<\/em><\/a>. Al\u00e9m disso, a Holanda tem a maior parte de seu territ\u00f3rio em relevo plano, um facilitador para ciclistas e pedestres.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Segundo o professor Padillo, o contexto brasileiro difere do europeu tanto em raz\u00e3o de seu planejamento urbano desordenado, caracter\u00edstico dos pa\u00edses sul-americanos, como pelas dificuldades topogr\u00e1ficas. Muitas cidades brasileiras, como Santa Maria, enfrentam altera\u00e7\u00f5es de relevo significativas em sua \u00e1rea urbana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do campus e do bairro Camobi serem relativamente planos quando comparados ao centro da cidade, o relevo n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico fator para que algu\u00e9m escolha a bicicleta para se deslocar. Para Padillo, o alto volume de tr\u00e1fego motorizado nas faixas de acesso \u00e0 UFSM e a descontinuidade da ciclofaixa dificultam o incentivo a modos n\u00e3o motorizados de transporte.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com essas dificuldades, Padillo acredita que o campus pode ser um espa\u00e7o de gera\u00e7\u00e3o de outros porqu\u00eas que pensem um ambiente urbano sustent\u00e1vel: \u201ca Universidade tem um compromisso com a sustentabilidade em v\u00e1rias esferas, devemos ser exemplo do que pregamos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-dots\" \/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Reportagem:<\/strong> <em>Arthur Camponogara<\/em><br><strong>Contato:<\/strong> <em><a href=\"mailto:arthurcamponogara@acad.ufsm.br\">arthur.camponogara@acad.ufsm.br<\/a><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo em contextos diferentes, o campus da UFSM e a cidade de Amsterd\u00e3 utilizam estrat\u00e9gias similares para quest\u00f5es de mobilidade<\/p>\n","protected":false},"author":6330,"featured_media":3738,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[358,364],"tags":[262,374,373,370,263,371,372],"class_list":["post-3735","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-28a-edicao","category-paralelo-28a-edicao","tag-txt","tag-amsterda","tag-ciclismo","tag-ed28","tag-jornalismo","tag-paralelo","tag-pista-multiuso"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3735","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6330"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3735"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3735\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3738"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3735"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3735"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3735"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}