{"id":3834,"date":"2023-07-24T09:00:50","date_gmt":"2023-07-24T12:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/?p=3834"},"modified":"2023-07-11T09:44:44","modified_gmt":"2023-07-11T12:44:44","slug":"morcegos-ampliam-ameaca-da-leptospirose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/2023\/07\/24\/morcegos-ampliam-ameaca-da-leptospirose","title":{"rendered":"MORCEGOS AMPLIAM AMEA\u00c7A DA LEPTOSPIROSE"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2023\/07\/20230426130512_IMG_6979-1024x683.jpg\" alt=\"Fotografia horizontal e colorida de um morcego morto em cima de lajotas marrom avermelhadas, separadas por rejuntes na cor cinza. O morcego \u00e9 preto e est\u00e1 com as asas abertas e r\u00edgidas. Algumas partes do corpo do morcego  est\u00e3o desfiguradas. Na lajota, h\u00e1 algumas manchas de tinta branca e peda\u00e7os de tinta creme secos. Ao fundo, a  base de metal da janela em cor cinza.\" class=\"wp-image-3835\" width=\"768\" height=\"512\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2023\/07\/20230426130512_IMG_6979-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2023\/07\/20230426130512_IMG_6979-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2023\/07\/20230426130512_IMG_6979-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2023\/07\/20230426130512_IMG_6979-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2023\/07\/20230426130512_IMG_6979-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2023\/07\/20230426130512_IMG_6979-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">De acordo com a Dra. Ana Eucares Von Laer, a doen\u00e7a transmitida por morcegos que mais preocupa na UFSM \u00e9 a leptospirose | Foto: Gabriel Barros<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Tradicionalmente associada aos ratos, a leptospirose \u00e9 uma doen\u00e7a preocupante em todo o Brasil, devido a sua alta taxa de letalidade. Por\u00e9m, segundo a pesquisa publicada como disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado da doutoranda em Medicina Veterin\u00e1ria, Bruna Carolina Ulsenheimer, indica os morcegos como mais um poss\u00edvel transmissor da bact\u00e9ria. Entre novembro de 2022 e fevereiro de 2023 &#8211;&nbsp; per\u00edodo de alta nas contamina\u00e7\u00f5es devido \u00e0 maior incid\u00eancia de chuvas &#8211;&nbsp; 564 casos da doen\u00e7a foram confirmados no Brasil. <a href=\"http:\/\/www.saude.sp.gov.br\/resources\/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica\/areas-de-vigilancia\/doencas-de-transmissao-por-vetores-e-zoonoses\/doc\/lepto\/alerta_epidemiologicoms_lepto_inundacoes.pdf\">Destes, 10,28% foram no Rio Grande do Sul, de acordo com a Secretaria de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade e Ambiente do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/a>. Com a de que n\u00e3o somente os ratos, mas tamb\u00e9m os morcegos servem como reservat\u00f3rio para a bact\u00e9ria, a preocupa\u00e7\u00e3o chega na UFSM, onde os estudantes convivem diariamente com esses animais nos pr\u00e9dios.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem caminha pelos corredores da Universidade, ainda mais nos edif\u00edcios antigos, com facilidade percebe a presen\u00e7a de morcegos e das fezes que eles deixam. Quando fala-se sobre o medo de contrair alguma doen\u00e7a destes animais, o imagin\u00e1rio popular tem a raiva como principal preocupa\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, de acordo com a coordenadora do Laborat\u00f3rio de Diagn\u00f3stico de Leptospirose (LABLEPTO), Dra. Ana Eucares Von Laer, a doen\u00e7a transmitida por morcegos que mais preocupa na UFSM \u00e9 a leptospirose.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Ana, a raiva \u00e9 uma doen\u00e7a preocupante, mas s\u00f3 pode ser transmitida por esp\u00e9cies que sealimentam de sangue e pequenos insetos, o que n\u00e3o \u00e9 o caso dos encontrados na Universidade. Segundo ela, a maior parte das variedades identificadas no Campus comem apenas frutas, por isson\u00e3o s\u00e3o transmissores da raiva, mas podem ser vetores para a leptospira.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio dos excrementos deixados pelos morcegos, a bact\u00e9ria pode infectar humanos. Como informa Bruna, a bact\u00e9ria pode se instalar nos rins das esp\u00e9cies frug\u00edvoras, ser eliminada pela urina e transmitir a leptospira. A pesquisadoraainda destaca que existem riscos de outras doen\u00e7as incubadas em animais que dividem espa\u00e7o com humanos, se tornarem zoonoses. \u201cAinda vamos passar n\u00e3o apenas por uma, mas porv\u00e1rias epidemias capazes de evoluir para pandemias&#8221; alerta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Bruna: \u201cEstes microrganismos podem estar somenteem uma esp\u00e9cie, mas tem potencial desofrer muta\u00e7\u00f5es e contaminar pessoas que tenham contato com essas col\u00f4nias [de animais]\u201d. Para a doutoranda, v\u00edrus e bact\u00e9rias novospodem agir de maneiras desconhecidas no organismo, j\u00e1 que o corpo ainda n\u00e3o tem defesas naturais &#8211; os anticorpos, que s\u00e3o criados pelo sistema imunol\u00f3gico a partir do contato com agentes patol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p>A mestranda em Medicina Veterin\u00e1ria e integrante do LabLepto, Taynara Dias Lansarin, pontua que os centros urbanos cresceram de forma exponencial e desorganizada. \u201cAs cidades se estabelecem nos habitats naturais dos morcegos, aumentando o contato humano com essas esp\u00e9cies e com os microrganismos que elas carregam\u201d, explica Taynara. Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a leptospirose tem letalidade m\u00e9dia de 9%, podendo chegar a 40% em casos graves.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\" \/>\n\n\n\n<p>Em caso de suspeita de infec\u00e7\u00e3o por leptospirose, um m\u00e9dico deve ser procurado para evitar que a doen\u00e7a evolua para sua fase tardia e mais grave. Os sintomas s\u00e3o: febre, dor muscular nas panturrilhas, dor de cabe\u00e7a, n\u00e1useas e falta de apetite. O tratamento deve ser iniciado logo ap\u00f3s a suspeita da infec\u00e7\u00e3o, com o uso de antibi\u00f3ticos, que tem sua maior efic\u00e1cia na primeira semana de sintomas. Em caso de agravamento, a hospitaliza\u00e7\u00e3o deve ser imediata para amenizar o risco de morte.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\" \/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>A casa \u00e9 dos estudantes, as janelas dos morcegos<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Na Casa do Estudante Universit\u00e1rio (CEU), o conv\u00edvio com morcegos \u00e9 constante, e, em algumas situa\u00e7\u00f5es, seus dejetos interferem diretamente no bem-estar dos moradores. Como conta um dos milhares de estudantes que residem no local, \u201cA conviv\u00eancia \u00e9 bastante complicada. Todos os apartamentos tem uma caixa que protege a persiana, onde os morcegos se alojam e defecam na janela. A \u00fanica manuten\u00e7\u00e3o \u00e9 feita pelos moradores&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Pr\u00f3-reitoria de infraestrutura, ningu\u00e9m pode manejar o material sem uso de Equipamento de prote\u00e7\u00e3o individual (EPIs), no entanto, o morador destaca que n\u00e3o h\u00e1 nenhuma manuten\u00e7\u00e3o ou limpeza por parte da institui\u00e7\u00e3o, com esses res\u00edduos sendo retirados somente quando a iniciativa \u00e9 tomada por quem reside no apartamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A Proinfra acrescenta que realizou um estudo em 2022, buscando saber qual a situa\u00e7\u00e3o no Campus, em quais pr\u00e9dios os morcegos t\u00eam aparecido, hor\u00e1rio que saem para se alimentar, etc. Com o resultado, foi elaborada uma dispensa de licita\u00e7\u00e3o para limpeza e veda\u00e7\u00e3o das juntas de dilata\u00e7\u00e3o da Reitoria, que aconteceu em 2023.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos demais pr\u00e9dios que enfrentam o problema, a Pr\u00f3-reitoria de infraestrutura afirma que est\u00e1 preparando uma nova licita\u00e7\u00e3o para enviar ao Departamento de Material e Patrim\u00f4nio (DEMAPA). Esse servi\u00e7o exige o acompanhamento de um respons\u00e1vel t\u00e9cnico, j\u00e1 que os morcegos s\u00e3o protegidos por lei, sendo proibida a captura sem autoriza\u00e7\u00e3o do \u00d3rg\u00e3o Ambiental. A norma tamb\u00e9m estipula um per\u00edodo de retirada entre mar\u00e7o e setembro, fora do per\u00edodo de amamenta\u00e7\u00e3o dos filhotes.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\" \/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Reportagem:<\/strong> <em>Gabriel Barros e Rafael Rintzel<\/em><br><strong>Contato:<\/strong> <em><a href=\"mailto:barrosgabrieltm@gmail.com\">barrosgabrieltm@gmail.com<\/a> \/ <a href=\"mailto:rafel_rintzel@hotmail.com\">rafel_rintzel@hotmail.com<\/a><\/em>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Transmitida atrav\u00e9s da urina, a bact\u00e9ria pode ser letal para o humano<\/p>\n","protected":false},"author":6330,"featured_media":3835,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[358,367],"tags":[262,370,402,263,401,400,288],"class_list":["post-3834","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-28a-edicao","category-saude-28a-edicao","tag-txt","tag-ed28","tag-higiene","tag-jornalismo","tag-leptospirose","tag-morcegos","tag-saude"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3834","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6330"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3834"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3834\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3835"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3834"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3834"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3834"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}