{"id":4058,"date":"2025-08-14T23:31:12","date_gmt":"2025-08-15T02:31:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/?p=4058"},"modified":"2025-08-14T23:31:13","modified_gmt":"2025-08-15T02:31:13","slug":"do-centro-ao-esquecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/2025\/08\/14\/do-centro-ao-esquecimento","title":{"rendered":"Do centro ao esquecimento"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/Audioreportagem.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Localizado no cora\u00e7\u00e3o de Santa Maria h\u00e1 mais de 60 anos, est\u00e1 o pr\u00e9dio da Casa do Estudante I (CEU I), conhecida como CEU do Centro. Morada de muitos universit\u00e1rios ao longo do tempo, tamb\u00e9m \u00e9 uma das resid\u00eancias do Diret\u00f3rio Central dos Estudantes (DCE) da UFSM que transformou o local em um centro cultural com a Boate do DCE a partir da d\u00e9cada de 80, desativada h\u00e1 dez anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A TXT buscou conhecer os espa\u00e7os da moradia, atrav\u00e9s de uma visita guiada pelo estudante de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, e morador da CEU I, Robson da Rosa (foto). \u201cAqui era o local de encontro dos estudantes\u201d, afirma&nbsp; o estudante. Robson compartilha que, quando chegou, vivia na CEU lotada e dividia apartamento com mais tr\u00eas pessoas, algo muito distante da realidade de hoje. Ele lamenta a realidade atual da casa n\u00e3o ser a mesma de antes: \u201cHoje \u00e9 s\u00f3 mem\u00f3ria\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/Robson-na-janela-1024x683.jpg\" alt=\"A foto na horizontal mostra um menino apoiado em uma janela, com o bra\u00e7o para fora, ele est\u00e1 observando a vista da cidade, onde ao fundo se encontram pr\u00e9dios e montanhas. Na imagem o estudante Robson, est\u00e1 na esquerda e se mostra de perfil encostado em uma janela, olhando para fora. Ele usa \u00f3culos e est\u00e1 vestindo um moletom cinza escuro com capuz branco, o cabelo \u00e9 castanho escuro e est\u00e1 preso em um coque, Ainda ao fundo, vemos uma paisagem urbana da cidade de Santa Maria com pr\u00e9dios e, mais ao longe, montanhas cobertas por vegeta\u00e7\u00e3o. A luz natural entra pela janela, iluminando levemente o rosto e a m\u00e3o do homem. Se destacam tons de azul, verde, e creme na paisagem.\n\" class=\"wp-image-4068\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/Robson-na-janela-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/Robson-na-janela-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/Robson-na-janela-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/Robson-na-janela-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/Robson-na-janela-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/Robson-na-janela.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Robson na janela<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo o Portal da Transpar\u00eancia da UFSM, a CEU I tem capacidade para receber 167 moradores, mas atualmente apenas 72 vagas est\u00e3o ocupadas. Os moradores relatam problemas de infraestrutura nos apartamentos. Mofo, vazamento de \u00e1gua, cupins, portas e janelas quebradas s\u00e3o alguns dos problemas. Robson, um dos moradores mais longevos da CEU I, questiona o futuro: \u201cO novo sempre vem, ser\u00e1 que o novo para a gente \u00e9 ir para o Campus?\u201d. A visita come\u00e7a no t\u00e9rreo onde ficam o laborat\u00f3rio de inform\u00e1tica e a biblioteca.<\/p>\n\n\n\n<p>Robson apresenta o Laborat\u00f3rio de Inform\u00e1tica, um dos poucos locais que os moradores da CEU I t\u00eam dispon\u00edvel para estudar. Entre os cerca de sete computadores contabilizados, apenas um funciona. Al\u00e9m disso, no ch\u00e3o branco da sala pequena, se destacam os res\u00edduos de cupim que caem das mesas e arm\u00e1rios de madeira. A Pr\u00f3-Reitora de Assuntos Estudantis (PRAE), Giselle Guimar\u00e3es, afirma que h\u00e1 um plano de reestrutura\u00e7\u00e3o do laborat\u00f3rio que n\u00e3o saiu do papel por falta de or\u00e7amento. A pr\u00f3xima parada \u00e9 a biblioteca.<\/p>\n\n\n\n<p>O caminho do Laborat\u00f3rio de Inform\u00e1tica at\u00e9 a biblioteca se passa no corredor estreito onde est\u00e1 uma pintura cubista: apresenta tr\u00eas homens que olham para baixo com ferramentas nas m\u00e3os, f\u00e1bricas e campos ao fundo e materiais did\u00e1ticos na parte inferior (foto). \u201cAcho ela muito significativa porque, se olharmos bem, s\u00e3o trabalhadores do interior que v\u00e3o estudar na universidade\u201d, observa Robson. Ele \u00e9 de Vale do Sol e chegou em Santa Maria para realizar o sonho da gradua\u00e7\u00e3o na UFSM. Logo em frente, est\u00e1 a entrada para a biblioteca.<\/p>\n\n\n\n<p>Robson destaca que a biblioteca \u00e9 um local de estudo e encontro dos moradores da CEU do Centro. A sala cont\u00e9m estantes com livros e se tornou um espa\u00e7o de conviv\u00eancia que os acad\u00eamicos usam para se expressar, em uma das paredes se observa um grafite amarelo contornado em roxo escrito \u201cCEU I\u201d. Ao seguir pelo corredor, se encontra a secretaria do DCE.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/IMG_9125-1024x683.jpg\" alt=\"A fotografia horizontal e colorida retrata a biblioteca da CEU I. Uma sala com v\u00e1rias estantes de livros, mesas e cadeiras. Na parte superior, o teto apresenta pintura em listras largas nas cores azul, verde, amarelo, laranja e vermelho. Logo abaixo, a parede de fundo \u00e9 lisa e clara, com tr\u00eas estantes de madeira repletas de livros e pap\u00e9is empilhados, sendo que a estante da esquerda est\u00e1 mais desorganizada, com pilhas irregulares. No centro da sala h\u00e1 v\u00e1rias mesas retangulares brancas alinhadas, cercadas por cadeiras pretas de encosto vazadas. No canto direito, encostada na parede, h\u00e1 uma estante de nichos amarelos e marrons com livros, \u00e0 frente de uma cortina vertical azul clara. Na parte inferior direita, outra estante verde aparece parcialmente, tamb\u00e9m carregada de livros. O piso \u00e9 de madeira desgastada e h\u00e1 uma mesa com tampo de vidro pr\u00f3ximo ao canto inferior esquerdo da imagem.\" class=\"wp-image-4064\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/IMG_9125-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/IMG_9125-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/IMG_9125-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/IMG_9125-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/IMG_9125-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/IMG_9125-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O passado pulsante<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A secretaria do&nbsp; DCE na CEU I tornou-se um verdadeiro museu da organiza\u00e7\u00e3o estudantil da UFSM. Dividida em tr\u00eas salas, a primeira \u00e1rea \u00e9 o audit\u00f3rio, um sal\u00e3o espa\u00e7oso, Robson diz que \u00e9 o espa\u00e7o utilizado pelos moradores para conviv\u00eancia. Na sala, se destacam algumas cadeiras, mesas e nas paredes h\u00e1 frases com temas pol\u00edticos. Um tambor comprido no canto da sala evidencia a utiliza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o por um projeto de extens\u00e3o, a \u00fanica marca da presen\u00e7a da universidade aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao adentrar a segunda sala percebe-se o mural que ocupa toda uma parede com cartazes de eventos e propagandas do movimento estudantil, um deles convoca os alunos para a Assembleia Geral de 2010 . A sala parece perdida no tempo, em meio ao entulho, est\u00e1 a placa do audit\u00f3rio: \u201cAudit\u00f3rio Adelmo Genro Filho, inaugurado em 07\/06\/91\u201d. J\u00e1 na terceira sala, quase n\u00e3o h\u00e1 como se mover com o volume de entulho. S\u00e3o mesas, cadeiras, peda\u00e7os de madeira, arquivos e jornais espalhados pelo ch\u00e3o e muito lixo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Boate do DCE e a Catacumba<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Boate do DCE e a Catacumba fazem parte da hist\u00f3ria da CEU I. Eram espa\u00e7os destinados \u00e0s express\u00f5es culturais dos estudantes, ambos localizados nos andares inferiores ao t\u00e9rreo. Ao descer a escada estreita primeiro se passa pela Boate do DCE, um sal\u00e3o grande com copa, banheiros e chapelaria. Nas paredes pretas se destacam caricaturas e grafites coloridos, frases de impacto e men\u00e7\u00f5es a bandas famosas como Rolling Stones.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com um globo espelhado no ch\u00e3o e garrafas de cerveja empoeiradas,&nbsp; fica evidente que o espa\u00e7o n\u00e3o \u00e9 utilizado h\u00e1 algum tempo. Robson conta que as festas da Boate do DCE tamb\u00e9m eram uma forma de juntar dinheiro para as organiza\u00e7\u00f5es estudantis da \u00e9poca. \u00c9 preciso descer mais um pouco at\u00e9 chegar \u00e0 Catacumba. O espa\u00e7o \u00e9 grande e alto, com paredes brancas e um palco. Robson diz que ali aconteciam festas com estilo alternativo, preferencialmente o rock.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"708\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/IMG_9179-1-1024x708.jpg\" alt=\"A fotografia \u00e9 horizontal e colorida, ela retrata a antiga boate do DCE. O ambiente interno est\u00e1 escuro, com m\u00f3veis de madeira empilhados, a \u00fanica luz do c\u00f4modo vem das janelas de vidro. Na parte superior, a parede de fundo est\u00e1 coberta por tinta preta e grafites, com a sigla \u201cDCE\u201d em letras amarelas e pretas no centro, acompanhada das palavras \u201cCHAPELARIA\/CAIXA\u201d em branco. Logo abaixo, h\u00e1 um balc\u00e3o pequeno com moldura laranja e pichado. \u00c0 esquerda, v\u00ea-se uma porta gradeada aberta, revelando uma sala pintada de laranja e com uma janela branca por onde entra luz. Na frente, ocupando a parte inferior, h\u00e1 mesas ou balc\u00f5es de madeira virados de cabe\u00e7a para baixo, recebendo feixes de luz. Ao fundo, a lateral direita permanece na penumbra.\n\n\" class=\"wp-image-4063\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/IMG_9179-1-1024x708.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/IMG_9179-1-300x207.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/IMG_9179-1-768x531.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/IMG_9179-1-1536x1062.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/IMG_9179-1-2048x1416.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>A incerteza do futuro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao final do corredor, no 8\u00b0 andar, est\u00e1 o apartamento de Robson. As moradias da CEU I s\u00e3o pequenas, apresentam dois quartos e uma cozinha, os banheiros ficam no corredor, um para cada apartamento. Ele divide o espa\u00e7o com outro estudante. Robson, explica que um dos motivos da perman\u00eancia na CEU do Centro \u00e9 estar pr\u00f3ximo das oportunidades de emprego. Ele destaca o envolvimento com a cidade: \u201cQuando cheguei aqui, eu queria viver Santa Maria, ent\u00e3o foi muito legal vir pra c\u00e1\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudante n\u00e3o esconde a preocupa\u00e7\u00e3o com o futuro da CEU I: \u201cIsso \u00e9 o que mais doi na verdade, saber que essa moradia tem potencial muito grande, tanto para quem \u00e9 estudante pobre que chega, quanto para a comunidade no entorno\u201d. Robson diz que o abandono da CEU \u00e9 um projeto, segundo ele, n\u00e3o h\u00e1 mais interesse da universidade no espa\u00e7o. \u201cMuitas pessoas nem sabem que a CEU I existe e n\u00e3o v\u00e3o saber porque n\u00e3o querem que saibam\u201d,&nbsp; afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, a CEU I n\u00e3o possui um Restaurante Universit\u00e1rio (RU) pr\u00f3ximo da casa. Com a mudan\u00e7a dos cursos da Antiga Reitoria para o Campus as estruturas do Centro foram desativadas. Os moradores recebem um vale-alimenta\u00e7\u00e3o de R$ 700 , o valor foi conquistado pela luta do movimento estudantil contra o valor anterior, R$ 250 . Al\u00e9m disso, os estudantes que v\u00e3o at\u00e9 o Campus todos os dias, t\u00eam acesso ao vale-transporte do Benef\u00edcio Socioecon\u00f4mico (BSE) da Universidade que cobre 50% do valor das passagens.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A Pr\u00f3-reitora de Assuntos Estudantis, professora Giselle Guimar\u00e3es, afirma que h\u00e1 planos de reestrutura\u00e7\u00e3o da CEU I e do RU do Centro que, segundo ela, est\u00e3o travados por falta de or\u00e7amento ou \u201cvontade pol\u00edtica\u201d. Ela explica que os alunos t\u00eam a liberdade de escolher para qual Casa do Estudante desejam ir e que o motivo do esvaziamento da CEU I \u00e9 a baixa procura. Al\u00e9m disso, a ida de mais moradores para o Centro implicaria na reestrutura\u00e7\u00e3o dos gastos nas CEUs, Giselle afirma que a universidade prefere que os alunos permane\u00e7am na CEU II, localizada no Campus de Camobi.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/IMG_9238-1-1024x683.jpg\" alt=\"A foto na horizontal mostra um menino apoiado em uma janela, com o bra\u00e7o para fora, ele est\u00e1 observando a vista da cidade, onde ao fundo se encontram pr\u00e9dios e montanhas. Na imagem o estudante Robson, est\u00e1 na esquerda e se mostra de perfil encostado em uma janela, olhando para fora. Ele usa \u00f3culos e est\u00e1 vestindo um moletom cinza escuro com capuz branco, o cabelo \u00e9 castanho escuro e est\u00e1 preso em um coque, Ainda ao fundo, vemos uma paisagem urbana da cidade de Santa Maria com pr\u00e9dios e, mais ao longe, montanhas cobertas por vegeta\u00e7\u00e3o. A luz natural entra pela janela, iluminando levemente o rosto e a m\u00e3o do homem. Se destacam tons de azul, verde, e creme na paisagem.\n\" class=\"wp-image-4066\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/IMG_9238-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/IMG_9238-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/IMG_9238-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/IMG_9238-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/IMG_9238-1-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/IMG_9238-1-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Robson diz n\u00e3o acreditar no interesse pela revitaliza\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio: \u201cEu acho que isso n\u00e3o vai acontecer, n\u00e3o v\u00e3o revitalizar a moradia, o esvaziamento \u00e9 proposital, \u00e9 um projeto que j\u00e1 vem acontecendo h\u00e1 anos\u201d. Ele destaca o fechamento do RU do Centro como fator chave para os estudantes n\u00e3o se interessarem pela CEU I: \u201cLimitou as pessoas de virem para c\u00e1\u201d. Enquanto isso,&nbsp; o ber\u00e7o da ocupa\u00e7\u00e3o estudantil da UFSM j\u00e1 n\u00e3o grita com o fluxo de muitos estudantes e o que resta \u00e9 o sussurro de uma moradia estudantil com metade de seus quartos vazios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p><strong>Rep\u00f3rteres:<\/strong>&nbsp;<em>Ellen Schwade e Thomas Machado<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fotografia: <\/strong>Mathias Ilnick<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Contato:<\/strong><\/em> ellen.schwade@acad.ufsm.br \/\u00a0<em>thomas.souza@acad.ufsm.br<\/em> \/  mathias.dalla@acad.ufsm.br<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A emblem\u00e1tica situa\u00e7\u00e3o da CEU I: passado agitado, presente inerte e futuro incerto<\/p>\n","protected":false},"author":8925,"featured_media":4061,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[460,464],"tags":[262,476,263,257],"class_list":["post-4058","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-30a-edicao","category-geral-30a-edicao","tag-txt","tag-ed30-2","tag-jornalismo","tag-ufsm"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4058","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8925"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4058"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4058\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4061"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4058"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4058"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4058"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}