{"id":4075,"date":"2025-08-21T18:50:35","date_gmt":"2025-08-21T21:50:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/?p=4075"},"modified":"2025-09-12T14:01:06","modified_gmt":"2025-09-12T17:01:06","slug":"do-interior-do-brasil-ao-cosmos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/2025\/08\/21\/do-interior-do-brasil-ao-cosmos","title":{"rendered":"Do interior do Brasil ao cosmos"},"content":{"rendered":"\n<p>Para escutar o \u00e1udio da reportagem, clique abaixo:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/audioreportagem_Lavinia.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/Imagem_Laviniasite-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4078\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/Imagem_Laviniasite-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/Imagem_Laviniasite-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/Imagem_Laviniasite-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/Imagem_Laviniasite-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/Imagem_Laviniasite-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2025\/08\/Imagem_Laviniasite.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Planet\u00e1rio da UFSM | Fotografia: Lav\u00ednia Coradini<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Dentro da c\u00fapula do planet\u00e1rio da UFSM, o que se projeta e experimenta ultrapassa os limites da Astronomia. Imagens criadas com intelig\u00eancia artificial, sons, cheiros e sensores de movimento formam experi\u00eancias que acionam o corpo, o espa\u00e7o e a mem\u00f3ria. A proposta envolve tecnologia, mas tamb\u00e9m sensa\u00e7\u00e3o, express\u00e3o e pol\u00edtica.&nbsp;|<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 dessa uni\u00e3o entre arte, ci\u00eancia e espiritualidade que nasce o projeto Ambientes Imersivos, Interativos e Inteligentes em Rede (AIR). Criado pela professora do curso de Artes Visuais Andr\u00e9ia Machado Oliveira, o AIR transforma o planet\u00e1rio em um espa\u00e7o de escuta e presen\u00e7a. Nesse processo busca-se outras formas de narrar o mundo e o cosmos, romper com estruturas convencionais e explorar linguagens sensoriais, corporais e imersivas \u2014 sons, imagens, aromas e movimentos, que dialogam com a mem\u00f3ria, a experi\u00eancia e o territ\u00f3rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A abordagem emerge a partir do Sul, e valoriza saberes locais, ao inv\u00e9s de seguir modelos externos: queremos estimular um modo de pensar que inclua o corpo e o espa\u00e7o em que se vive, n\u00e3o apenas a l\u00f3gica dominante\u201d, afirma Andr\u00e9ia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa iniciativa, o planet\u00e1rio deixa de ser uma estrutura voltada apenas para observa\u00e7\u00e3o espacial e se transforma em um territ\u00f3rio. Para o arquiteto e integrante do projeto Matheus Moreno, o local prop\u00f5e outra forma de rela\u00e7\u00e3o com o c\u00e9u. A ideia \u00e9 reconhecer o cosmos como algo pr\u00f3ximo, ligado \u00e0 exist\u00eancia e \u00e0 experi\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O AIR tamb\u00e9m levanta quest\u00f5es sobre os modelos presentes nas tecnologias, sobretudo na intelig\u00eancia artificial. Instala\u00e7\u00f5es como <em>Quantum of Humanities e Cyberfaces <\/em>mostram como os sistemas de dados reproduzem padr\u00f5es visuais e sonoros eurocentrados, mesmo quando tentam representar outras popula\u00e7\u00f5es. Em resposta, o projeto cria bancos de dados pr\u00f3prios, com materiais de museus da \u00c1frica e da Am\u00e9rica Latina, e d\u00e1 a esses acervos um papel ativo na cria\u00e7\u00e3o: queremos que os dados fa\u00e7am parte do lugar e da hist\u00f3ria, n\u00e3o sejam apenas arquivos desconectados\u201d, refor\u00e7a Andr\u00e9ia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa perspectiva se articula com a ideia de cosmoceno: encontro entre diferentes formas de conhecimento, vindas da ci\u00eancia, da tradi\u00e7\u00e3o e da rela\u00e7\u00e3o com a terra. A tecnologia se entrela\u00e7a com o corpo, ritmos, cheiros e imagens que guardam mem\u00f3ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que apresentar tecnologias, o projeto prop\u00f5e novos usos para elas. Ao integrar realidade virtual, ambientes digitais e intelig\u00eancia artificial com acesso ampliado, o AIR cria experi\u00eancias que despertam sentidos e convida \u00e0 reflex\u00e3o. As formas de intera\u00e7\u00e3o e envolvimento j\u00e1 transformam pr\u00e1ticas de comunica\u00e7\u00e3o e aprendizado, embora tamb\u00e9m tragam o risco de nos afastarmos do mundo f\u00edsico e das refer\u00eancias que sustentam a vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2025, o AIR participar\u00e1 de uma mostra com planet\u00e1rios do Brasil e da \u00c1frica do Sul. A proposta busca fortalecer a presen\u00e7a do Sul global na cria\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas, educativas e tecnol\u00f3gicas que considerem o contexto, o ambiente e as m\u00faltiplas vozes que comp\u00f5em o mundo. Quando o planet\u00e1rio se transforma em territ\u00f3rio e o c\u00e9u \u00e9 escutado como parte da experi\u00eancia humana, a arte deixa de apenas imaginar o futuro e passa a disput\u00e1-lo \u2014 com imagens, presen\u00e7a e ancestralidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p><strong>Rep\u00f3rter: <\/strong><em>Lav\u00ednia Coradini<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contato: <\/strong><em> coradini.lavinia@acad.ufsm.br<\/em><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>UFSM na reinven\u00e7\u00e3o descolonial da arte tecnol\u00f3gica <\/p>\n","protected":false},"author":8890,"featured_media":4078,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[460,465],"tags":[262,476],"class_list":["post-4075","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-30a-edicao","category-paralelo-30a-edicao","tag-txt","tag-ed30-2"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4075","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8890"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4075"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4075\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4078"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4075"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4075"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4075"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}