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Bioinsumos: saiba como a UFSM e a região estão investindo nessa tecnologia promissora



O setor de controle biológico no Brasil vem crescendo rapidamente e ganhou novo impulso com a aprovação do Programa Nacional de Incentivo à Produção e Uso de Bioinsumos. No ano passado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento bateu recorde com 95 defensivos registrados. 

 

Bioinsumos são insumos biológicos de origem animal, vegetal ou microbiana capazes de interferir positivamente no crescimento e na produção agropecuária e florestal. Segundo o decreto N° 10.375, através do qual foi criado o Plano Nacional de Bioinsumos (PNB), são considerados bioinsumos qualquer produto, processo ou tecnologia de origem vegetal, animal ou microbiana destinados ao uso na produção, no armazenamento e no beneficiamento de produtos agropecuários, abrangendo os sistemas de: produção agrícola, pecuária, aquícola, florestas. 

 

Duas empresas incubadas na UFSM trabalham com bioinsumos. A INGAL Agrotecnologia é uma startup que pesquisa e desenvolve produtos de origem orgânica, inovadores e viáveis para uso na agricultura, tanto em sentido econômico, quanto no trato do meio ambiente. A empresa iniciou suas atividades produzindo em escala industrial o ácido fítico ou fitina – fonte orgânica de fósforo – e os aminoácidos orgânicos, ambos extraídos de fontes vegetais – arroz e soja. A combinação dessas matérias-primas resultou na produção do bioestimulante “Organic Bloom” – Potencializador Orgânico de Crescimento Vegetal, produto que obteve o Selo de Produto Orgânico, emitido pelo IBD, maior certificadora de produtos orgânicos e sustentáveis da América Latina, com validade internacional, cuja patente foi requerida pelos seus proprietários: UFSM, Estado do Rio Grande do Sul e INGAL.

 

Já a Bioagreen oferece soluções para a agricultura, voltadas para Tecnologia da Aplicação, Nutrição e Fisiologia Vegetal e Controle Biológico, baseadas em produtos e serviços. Na linha de controle biológico, a empresa desenvolve produtos microbiológicos para a promoção do crescimento vegetal, enraizamento, fixação biológica de nitrogênio, disponibilização de nutrientes como fósforo e potássio, indução de resistência e controle de pragas e doenças.

 

A UFSM também obtém destaque no setor através das pesquisas desenvolvidas em seus laboratórios. O Biotec Factory, por exemplo, tem como objetivo o desenvolvimento de pesquisas na área de bioprocessos e bioprodutos com aplicação na agricultura e atenção especial na produção de biomoléculas por microrganismos por meio de processos fermentativos. As biomoléculas produzidas no laboratório são utilizadas na formulação de bioprodutos para o controle de doenças e pragas em culturas agrícolas, o que podemos chamar de biopesticidas de segunda geração, que apresentam vantagens tecnológicas em relação aos biopesticidas de primeira geração disponíveis no mercado. Os biopesticidas, comparados aos pesticidas comuns, são mais seguros tanto para o meio ambiente quanto para a saúde humana. 

 

Outro exemplo de sucesso é o Laboratório de Biotecnologia Agrícola (BioTechAgro), que desenvolve produtos biológicos, buscando uma agricultura mais sustentável por meio da redução do uso de pesticidas e fertilizantes químicos. O BioTechAgro surgiu da união do Laboratório de Manejo Integrado de Pragas e do Laboratório de Microbiologia do Solo. O objetivo é utilizar a biodiversidade brasileira e transformá-la em produtos biológicos para a agricultura, melhorando a qualidade de vida do produtor rural e do consumidor.

 

O programa Inova RS apoia a inovação na Região Central a partir da atuação interconectada da sociedade civil organizada e dos setores empresarial, acadêmico e governamental. As ações em andamento visam a articulação e a construção de projetos voltados ao desenvolvimento econômico e social do Estado. O programa promete que a Região Central será referência nacional, até 2030, na geração de tecnologias e de inovações no agronegócio e em outras áreas.

A Solubio é uma empresa instalada em Gurupi, no Tocantins, que trabalha com bioinsumos e tem como missão eliminar o uso de pesticidas químicos na agricultura. Com o aprendizado constante no campo, o feedback dos produtores e a parceria com doutores, institutos de pesquisas e universidades, a empresa criou um sistema integrado de manejo biológico OnFarm, com padrão industrial, chamado Solubio Experience: (i) LabFarm, (ii) BioFábrica OnFarm, (iii), SoluFarm e (iv) Suporte OnFarm. A tecnologia de produção de bioinsumos na fazenda permitiu que os produtores parceiros da Solubio reduzissem seus custos em até 40% nos cultivos de soja, milho, trigo, algodão, cana, café e hortifruti. A Solubio é uma das empresas parceiras da UFSM/Agittec e vem desenvolvendo projetos promissores de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

 

Os bioinsumos são importantes aliados para auxiliar nos sistemas de produção e diminuir o emprego de insumos químicos, cujo uso inadequado ou excessivo leva a desequilíbrios que aumentam ainda mais a dependência por insumos sintéticos. A aplicação de bioinsumos possibilita uma produção agrícola mais sustentável, utilizando recursos naturais. O interesse dos produtores rurais brasileiros nessas soluções tem crescido e a UFSM busca acompanhar essa demanda, gerando cada vez mais conhecimento e novas tecnologias para o setor. 

 

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