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Projeto Retalhos da Memória de Santa Maria – artigo 005 A Viagem Transcontinental dos Embriões



Fotografia em preto e branco. Mãos de homem com a pele clara manuseando uma seringa grande e um copo. No pulso esquerdo aparece a pulseira de um relógio. Ao redor vêem-se tubos de ensaio e materiais de química. Ao fundo e acima aparece a mão de outra pessoa.

A Revista O Quero-Quero, informativo da UFSM, anunciava, em abril de 1977, a seguinte manchete: “a viagem transcontinental dos embriões”.

Desde muitos anos que os veterinários de todo o mundo tentavam no campo da pesquisa, verificar o grau de produtividade dos mamíferos domésticos, com a intenção de aumentá-la. Iniciaram a experiência em coelhos – coelhas inseminadas com coelhos de outras raças geravam coelhinhos mistos. No entanto, no ano de 1927, o Dr. Hamond, na Inglaterra, injetou em uma novilha Gonatrofina Coriônica Humana e verificou que o animal em um período normal ovulou em uma quantidade anormal.

Foi então que se pensou em fecundar os óvulos da novilha, retirar os embriões assim gerados e, após, introduzi-los em outras vacas, conseguindo-se assim um número bem maior de descendentes em uma só gestação. E, inclusive, as receptoras dos embriões poderiam ser de raças diferentes sem afetar a raça de origem dos embriões.

A idéia de realizar transplante de embriões surgiu quando o Doutor Severo Salles de Barros, Coordenador do Curso de Medicina Veterinária, freqüentou, em 1975, a Escola Superior de Veterinária de Hannover.

Com isso, na tarde de outono do dia 26 de abril de 1977, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), chegava apressado depois de 36 horas de viagem, o Professor Joachin Hahn, médico-veterinário europeu, da Escola Superior de Veterinária de Hannover, Alemanha, a maior autoridade mundial em transplante de embriões de bovinos. Trazia consigo dez embriões gerados em uma vaca, na cidade de Bremen, para serem implantados em dez vacas brasileiras. Os embriões foram gerados de pai e mãe holandeses puros, de alta capacidade genética.

Dessa forma, a UFSM foi a pioneira nesse tipo de projeto na América Latina, implantando em vacas Charolesas, as quais nove meses mais tarde dariam à luz terneirinhos de raça holandesa puríssima com a mesma linhagem de seus genitores.

Texto: Tanise Souza de Salles, Acadêmica do 5º semestre do Curso de Arquivologia da UFSM.

Audiodescrição da imagem: Fotografia em preto e branco. Mãos de homem com a pele clara manuseando uma seringa grande e um copo. No pulso esquerdo aparece a pulseira de um relógio. Ao redor vêem-se tubos de ensaio e materiais de química. Ao fundo e acima aparece a mão de outra pessoa.

Comissão de Audiodescrição da UFSM.

Artigo em Libras


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