{"id":7733,"date":"2024-02-14T16:00:00","date_gmt":"2024-02-14T19:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/orgaos-suplementares\/radio\/?p=7733"},"modified":"2024-01-26T12:25:03","modified_gmt":"2024-01-26T15:25:03","slug":"gritos-do-silencio-calamidade-publica-no-rio-grande-do-sul-um-retrato-da-nova-realidade-socioambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/orgaos-suplementares\/radio\/2024\/02\/14\/gritos-do-silencio-calamidade-publica-no-rio-grande-do-sul-um-retrato-da-nova-realidade-socioambiental","title":{"rendered":"[GRITOS DO SIL\u00caNCIO] Calamidade p\u00fablica no Rio Grande do Sul: um retrato da nova realidade socioambiental"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"7733\" class=\"elementor elementor-7733\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-02ee122 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"02ee122\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-a68a43a\" data-id=\"a68a43a\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-82b332c elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"82b332c\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figure class=\"wp-caption\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"512\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/411\/2023\/10\/efeitociclone11-1-1-768x512.jpg\" class=\"attachment-medium_large size-medium_large wp-image-7735\" alt=\"A foto mostra uma rua da cidade de Roca Sales com postes ca\u00eddos e casas destru\u00eddas.\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/411\/2023\/10\/efeitociclone11-1-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/411\/2023\/10\/efeitociclone11-1-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/411\/2023\/10\/efeitociclone11-1-1-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/411\/2023\/10\/efeitociclone11-1-1.jpg 1000w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figcaption class=\"widget-image-caption wp-caption-text\">Reprodu\u00e7\u00e3o de G1: cidade de Roca Sales depois da passagem do ciclone - Foto: Lauro Alves\/Ag\u00eancia RBS<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e93bc07 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"e93bc07\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-28d4b21 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"28d4b21\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: 400\">De junho a setembro deste ano, o Rio Grande do Sul enfrentou nove ciclones extratropicais. O mais nocivo deles se manifestou na madrugada do dia 4 de setembro, quando moradores de cerca de 90 munic\u00edpios foram surpreendidos por uma enchente. O epis\u00f3dio foi causado pelo aumento r\u00e1pido e impar\u00e1vel do n\u00edvel do Rio Taquari, o que se deu ap\u00f3s chuvas intensas no vale. De acordo com a Defesa Civil Estadual, o sinistro afetou mais de 150 mil pessoas e levou a 43 mortes.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Danos humanos, sociais e econ\u00f4micos como esses j\u00e1 haviam sido vistos h\u00e1 seis d\u00e9cadas no estado. Em setembro de 1959 ocorreu o desastre clim\u00e1tico mais fatal do Rio Grande do Sul, tamb\u00e9m decorrente de chuvas extremas que elevaram o n\u00edvel do Rio Pardo. O epis\u00f3dio ocorreu nas cidades de Candel\u00e1ria, Passa Sete e Sobradinho, no Centro ga\u00facho, e resultou na morte de 94 pessoas.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Fatores geomorfol\u00f3gicos e clim\u00e1ticos tornam o estado favor\u00e1vel ao que se chama de efeito orogr\u00e1fico, fen\u00f4meno surgido do encontro entre uma massa de ar e um \u201cobst\u00e1culo\u201d no relevo. O professor em climatologia geogr\u00e1fica C\u00e1ssio Wollmann explica que as fortes chuvas s\u00e3o naturais. \u201cSempre tende a chover mais no norte do Rio Grande do Sul e relativamente menos nas \u00e1reas mais planas. Em um evento extremo como esse, de maior quantidade de chuva, vai chover mais onde j\u00e1 \u00e9 esperado\u201d, conclui.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">No dia 7 de setembro, logo ap\u00f3s a passagem do ciclone, a Ga\u00facha ZH publicou uma reportagem sobre a possibilidade de recorr\u00eancia de supertempestades em solo ga\u00facho. Sob o risco crescente de novas cat\u00e1strofes, \u00e9 urgente que medidas de preven\u00e7\u00e3o sejam tomadas. No entanto, dados do <\/span><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mcti\/pt-br\/acompanhe-o-mcti\/cgcl\/paginas\/adaptabrasil-mcti\"><span style=\"font-weight: 400\">Adapta Brasil<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> indicam que quase metade dos munic\u00edpios do RS tem baixo potencial de adapta\u00e7\u00e3o frente a desastres desse n\u00edvel.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6ff11ce elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"6ff11ce\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f3b3ae6 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"f3b3ae6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Poss\u00edveis medidas<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7705cb8 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"7705cb8\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5f9f416 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"5f9f416\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: 400\">A baixa capacidade adaptativa das cidades, somada \u00e0 falta de planejamento e investimento do Governo Estadual, intensifica o perigo de preju\u00edzos na qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o. Segundo mat\u00e9ria da <\/span><a href=\"https:\/\/apublica.org\/2023\/09\/governo-do-rio-grande-do-sul-engavetou-planos-para-lidar-com-mudancas-climaticas\/#MPF\"><span style=\"font-weight: 400\">Ag\u00eancia P\u00fablica<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, o estado deixou de implementar planos para administrar emerg\u00eancias e prevenir estragos advindos de cat\u00e1strofes naturais. A neglig\u00eancia se estende \u00e0 desconsidera\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o atual para com os alertas emitidos pela MetSul Meteorologia na semana precedente \u00e0 enchente.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">A previs\u00e3o era de que chuvas intensas, acima de 300 mil\u00edmetros, trariam volume expressivo e impactos iminentes, mas n\u00e3o houve esfor\u00e7os para promover uma redu\u00e7\u00e3o de danos. Para Wollmann, o padr\u00e3o hist\u00f3rico do estado apresenta uma previsibilidade alta de acontecimento do g\u00eanero e, por isso, os \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis devem administrar de forma mais coerente a ocupa\u00e7\u00e3o territorial do estado.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">O professor elucida a quest\u00e3o com a enchente ocorrida em 1941, quase meio metro maior que essa \u00faltima, na capital ga\u00facha. \u201cAs cidades eram menores, sem o contingente populacional de hoje. O uso do solo pela agricultura, pela ind\u00fastria e pela expans\u00e3o da cidade era menor. Em 1941, o ocorrido n\u00e3o causou tantos transtornos quanto o atual. \u00c9 urgente uma organiza\u00e7\u00e3o territorial para que se entenda quais \u00e1reas s\u00e3o pass\u00edveis de sofrer com enchentes e deslizamentos. Temos que ocupar os lugares com base no que a natureza promove de eventos regulares ou extremos\u201d, ressalta.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Sobre moradia em \u00e1reas de risco no Brasil, em 2020, o portal R7 compartilhou uma reportagem com dados que apontavam ao menos 4 milh\u00f5es de pessoas nessa situa\u00e7\u00e3o. Em novembro de 2022, o MapBiomas Brasil divulgou um levantamento de dados que aponta que, de 1985 a 2021, o n\u00famero de ocupa\u00e7\u00f5es em ambiente irregular totalizou 106 mil hectares. As pessoas que ocupam esses lugares possuem algo em comum: s\u00e3o diretamente afetadas pela desigualdade socioecon\u00f4mica.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Wollmann refor\u00e7a que todos est\u00e3o vulner\u00e1veis, em maior ou menor grau, a sofrer os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, mas que comunidades pobres s\u00e3o as mais afetadas. \u201cQuando essas popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o jogadas em encostas de morro, regi\u00f5es costeiras e beiras de rio, se favorece, intrinsecamente, o risco. A falta de recursos faz com que, muitas vezes, as constru\u00e7\u00f5es sejam mais fr\u00e1geis e as pessoas n\u00e3o tenham como se proteger. Ent\u00e3o, deve existir um planejamento para tentar mitigar e reduzir essa desigualdade com pol\u00edticas de Estado em todas as esferas do nosso pa\u00eds\u201d, enfatiza o professor<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-a8ca3cc elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"a8ca3cc\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-523a781 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"523a781\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Crise clim\u00e1tica e ponto de ebuli\u00e7\u00e3o global: o que \u00e9 o novo normal?<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f758418 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"f758418\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5b6bbc2 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"5b6bbc2\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: 400\">Em julho deste ano, o secret\u00e1rio-geral da ONU, Ant\u00f3nio Guterres, declarou em uma coletiva de imprensa que a Terra chegou ao seu ponto de ebuli\u00e7\u00e3o. O uso abusivo de energia f\u00f3ssil, carv\u00e3o e de outros elementos respons\u00e1veis pelo efeito estufa aumentou o clima normal m\u00e9dio do planeta.<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> No m\u00eas seguinte, o Servi\u00e7o de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas Copernicus, financiado pela Uni\u00e3o Europeia, anunciou que <\/span><span style=\"font-weight: 400\">a temperatura da atmosfera global est\u00e1 1,5\u00baC acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industriais.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">As consequ\u00eancias, que j\u00e1 podem ser notadas no cotidiano da humanidade, t\u00eam reflexos na seguran\u00e7a alimentar, no desenvolvimento socioecon\u00f4mico e na sa\u00fade de todas as pessoas. O <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC) iniciou em 2018 um relat\u00f3rio sobre a tem\u00e1tica do aquecimento global. O resultado das an\u00e1lises traz a <\/span><span style=\"font-weight: 400\">previs\u00e3o de um colapso clim\u00e1tico antes do ano de 2040.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Com foco em reverter a situa\u00e7\u00e3o e promover a sustentabilidade, a ONU lan\u00e7ou, em 2015, a Agenda 2030. O plano possui 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel e prop\u00f5e a\u00e7\u00f5es afirmativas, inclus\u00e3o socioecon\u00f4mica e conscientiza\u00e7\u00e3o ambiental para resolver entraves econ\u00f4micos, ambientais e sociais. De acordo com Wollmann, a ideia deve ser acompanhada de desenvolvimento te\u00f3rico e intelectual: \u201cSem uma educa\u00e7\u00e3o mundial que contemple formas de gerir esses problemas todos relacionados \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e \u00e0s rela\u00e7\u00f5es interpessoais, n\u00e3o vamos avan\u00e7ar muito nisso\u201d.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">O meteorologista Murilo Lopes explica que extremos clim\u00e1ticos n\u00e3o significam o surgimento de novos fen\u00f4menos, mas sim a mudan\u00e7a de intensidade e frequ\u00eancia daquilo que naturalmente j\u00e1 acontece. Para ele, \u00e9 fundamental que a sociedade, como um todo, entenda a crise clim\u00e1tica e suas nuances para barrar o negacionismo quanto aos modos de consumo e de vida cada vez mais autodestrutivos.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0Em rela\u00e7\u00e3o ao superaquecimento do planeta, Lopes evidencia que o problema n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o calor. \u201cExtremos de frio e de chuva podem ser potencializados no planeta mais quente. O impacto social da intensidade e da concentra\u00e7\u00e3o desses eventos em regi\u00f5es espec\u00edficas \u00e9 inerente. Ent\u00e3o, isso \u00e9 algo que temos que difundir muito bem, porque gera muitas d\u00favidas e faz com que o cen\u00e1rio de mudan\u00e7a clim\u00e1tica seja erroneamente questionado\u201d, salienta o especialista.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">De acordo com o meteorologista, o que se pode esperar \u00e9 que mais pessoas sejam expostas aos impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e que, por esse motivo, \u00e9 urgente que haja um investimento pr\u00e9vio para investigar e prevenir cat\u00e1strofes futuras. \u201cO evento clim\u00e1tico vai acontecer de maneira natural, mas o desastre s\u00f3 acontece quando o ser humano est\u00e1 ali\u201d, completa.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-438e091 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"438e091\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-4c2129e elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"4c2129e\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-8facd8b\" data-id=\"8facd8b\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-71cf00d elementor-position-left elementor-vertical-align-top elementor-widget elementor-widget-image-box\" data-id=\"71cf00d\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image-box.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-image-box-wrapper\"><figure class=\"elementor-image-box-img\"><img decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/411\/2023\/10\/IMG_7087-150x150.jpg\" class=\"elementor-animation-grow attachment-thumbnail size-thumbnail wp-image-7736\" alt=\"\" \/><\/figure><div class=\"elementor-image-box-content\"><h4 class=\"elementor-image-box-title\">Texto: Kemyllin Dutra<\/h4><p class=\"elementor-image-box-description\">Rep\u00f3rter do Gritos do Sil\u00eancio, estudante de Jornalismo pela UFSM. Contato: kemyllin.dutra@acad.ufsm.br\n<\/p><\/div><\/div>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-96a8479 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"96a8479\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-2ab802e\" data-id=\"2ab802e\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-0c09c34 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"0c09c34\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><strong>Foto:<\/strong> Lauro Alves\/Ag\u00eancia RBS<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3c2ba23 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"3c2ba23\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><strong>Revis\u00e3o:<\/strong>&nbsp;J\u00falia Petenon<span style=\"color: #000000;font-size: 16px;font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );text-align: var(--bs-body-text-align)\">, rep\u00f3rter do Gritos do Sil\u00eancio e estudante de jornalismo pela UFSM. Contato:&nbsp;<\/span><span style=\", Roboto, RobotoDraft, Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 14px;font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );text-align: var(--bs-body-text-align)\">petenon.julia@acad.ufsm.br<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ae67613 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"ae67613\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: bold;color: #000000;font-size: 16px\">Publica\u00e7\u00e3o:<\/span><span style=\"color: #000000;font-size: 16px\">\u00a0Elisa Bedin, rep\u00f3rter do Gritos do Sil\u00eancio e estudante de jornalismo pela UFSM. Contato: elisa.bedin@acad.ufsm.br<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-468b8fa elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"468b8fa\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c9648a4 elementor-align-center elementor-widget elementor-widget-button\" data-id=\"c9648a4\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"button.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-button-wrapper\">\n\t\t\t\t\t<a class=\"elementor-button elementor-button-link elementor-size-md\" href=\"https:\/\/open.spotify.com\/episode\/7mJNQP3ybReJyv0jwmu4HJ?si=KYUPxvfkTiWBNl3g4qGgmw\">\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-button-content-wrapper\">\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-button-icon\">\n\t\t\t\t<i aria-hidden=\"true\" class=\"fas fa-caret-square-right\"><\/i>\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-button-text\">Escute o nosso programa: Crise clim\u00e1tica e calamidade p\u00fablica<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o de G1: cidade de Roca Sales depois da passagem do ciclone &#8211; Foto: Lauro Alves\/Ag\u00eancia RBS De junho a setembro deste ano, o Rio Grande do Sul enfrentou nove ciclones extratropicais. 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