{"id":7795,"date":"2024-06-26T15:21:26","date_gmt":"2024-06-26T18:21:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/orgaos-suplementares\/radio\/?p=7795"},"modified":"2024-06-26T15:21:26","modified_gmt":"2024-06-26T18:21:26","slug":"gritos-do-silencio-o-pais-da-diversidade-que-nao-aceita-a-cultura-e-a-crenca-distinta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/orgaos-suplementares\/radio\/2024\/06\/26\/gritos-do-silencio-o-pais-da-diversidade-que-nao-aceita-a-cultura-e-a-crenca-distinta","title":{"rendered":"[GRITOS DO SIL\u00caNCIO] O pa\u00eds da diversidade que n\u00e3o aceita a cultura e a cren\u00e7a distinta"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"7795\" class=\"elementor elementor-7795\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-5f23a0d elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"5f23a0d\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-7c5eb43\" data-id=\"7c5eb43\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-28913b1 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"28913b1\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figure class=\"wp-caption\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"800\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/411\/2024\/03\/h7.jpg\" class=\"attachment-1536x1536 size-1536x1536 wp-image-7796\" alt=\"Uma mulher preta, com vestimentas brancas que remetem a cultura religiosa da umbanda. Ela est\u00e1 no centro da fotografia, e foi retratada dos ombros para cima, com enfoque no rosto. O fundo est\u00e1 desfocado.\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/411\/2024\/03\/h7.jpg 1200w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/411\/2024\/03\/h7-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/411\/2024\/03\/h7-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/411\/2024\/03\/h7-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/411\/2024\/03\/h7-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figcaption class=\"widget-image-caption wp-caption-text\">Foto: Helemoz\u00e3o (@helesalomao)<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d06eb8c elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"d06eb8c\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-a0fb568 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"a0fb568\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: 400\">A religi\u00e3o desempenha um papel significativo na vida de muitas pessoas, com aproximadamente 8 em cada 10 indiv\u00edduos declarando ter alguma filia\u00e7\u00e3o religiosa. No Brasil, conhecido por sua vasta diversidade \u00e9tnica e cultural, essa pluralidade estende-se tamb\u00e9m ao campo religioso, abrigando uma ampla gama de cren\u00e7as. No entanto, apesar da presen\u00e7a de muitas religi\u00f5es distintas, algumas cren\u00e7as passam por quest\u00f5es de preconceito e persegui\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">O cristianismo, a religi\u00e3o que det\u00e9m mais fi\u00e9is no pa\u00eds, tem um n\u00famero bem expressivo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais, sendo seguida por mais de 80% da popula\u00e7\u00e3o, os dados s\u00e3o da pesquisa do Datafolha, de 2021, a pesquisa foi realizada com 2.948 entrevistados em 176 munic\u00edpios de todo o pa\u00eds. A dados tamb\u00e9m detalham que 50% dos entrevistados apontaram ser cat\u00f3licos e 31% disseram ser evang\u00e9licos, ou seja, mais de 80% dos entrevistados relatam serem crist\u00e3os. A pesquisa ainda apontou que 10% das pessoas relataram n\u00e3o ter religi\u00e3o, 3% relatam serem esp\u00edritas e 2% alegam serem de religi\u00f5es de matriz africana.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Esses n\u00fameros s\u00e3o apenas reflexos do que encontramos no mundo, onde o cristianismo tamb\u00e9m \u00e9 a cren\u00e7a com mais adeptos, segundo o relat\u00f3rio Global Religious Landscape (Panorama Global da Religi\u00e3o) de 2012, o qual revelou que 31,5% da popula\u00e7\u00e3o mundial considera-se crist\u00e3. Em seguida temos a religi\u00e3o mu\u00e7ulmana que segundo os dados do relat\u00f3rio consta com 23,2% da popula\u00e7\u00e3o mundial. Al\u00e9m disso, 16,3% declaram n\u00e3o ter nenhuma religi\u00e3o.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">A presen\u00e7a de diversas religi\u00f5es em um pa\u00eds, como, por exemplo, o Brasil, \u00e9 um princ\u00edpio b\u00e1sico do estado laico, mesmo que isso n\u00e3o ocorra da melhor maneira poss\u00edvel. O termo \u201cestado laico\u201d significa que um estado, pa\u00eds ou na\u00e7\u00e3o n\u00e3o admite a influ\u00eancia religiosa no seu modo de governar, ou de conduzir as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Al\u00e9m disso, o estado laico \u00e9 o que permite, protege e respeita as distintas cren\u00e7as e religi\u00f5es em seu territ\u00f3rio.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Em contraste com o significado de estado laico, infelizmente, presenciamos a intoler\u00e2ncia religiosa que afeta muitas religi\u00f5es no pa\u00eds e no mundo. No entanto, no Brasil, especificamente, esse preconceito sobressai-se quando se trata de religi\u00f5es de matriz africana, que s\u00e3o perseguidas, amea\u00e7adas e amedrontadas por algumas pessoas de religi\u00f5es distintas.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Essa intoler\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s religi\u00f5es de matriz africana \u00e9 carregada de racismo, um preconceito que se instaurou no Brasil desde a chegada dos europeus ao pa\u00eds. Essa problem\u00e1tica n\u00e3o tem melhorado no decorrer das d\u00e9cadas, muito pelo contr\u00e1rio, ela se intensificou durante os mais de 300 anos do per\u00edodo escravocrata e n\u00e3o mudou apesar do fim da escravid\u00e3o no pa\u00eds e nem com as Leis da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">A infeliz presen\u00e7a da intoler\u00e2ncia religiosa no Brasil tem um processo longo e duradouro, foi marcada e ocorreu de diferentes formas, pela persegui\u00e7\u00e3o, difama\u00e7\u00e3o e catequiza\u00e7\u00e3o sofrida por povos ind\u00edgenas, povos quilombolas e pelo povo negro brasileiro.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Ressalta-se, essa afirma\u00e7\u00e3o do racismo sofrido pelo povo negro no Brasil, devido a todas as cren\u00e7as ou cultura deste povo, que no pa\u00eds, de forma err\u00f4nea, \u00e9 considerada como algo de menor valor do que as demais culturas, e a religi\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o, pois assim como a capoeira, o samba ou a pr\u00f3pria dan\u00e7a, em algum momento da hist\u00f3ria j\u00e1 foi perseguido, considerada como feiti\u00e7aria ou ainda como vagabundagem por algumas pessoas da sociedade brasileira que desconhecem ou s\u00e3o intolerantes com a cultura afro-brasileira.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Em contrapartida aos ataques e difama\u00e7\u00f5es que a cultura negra sofreu e sofre no pa\u00eds, destaca-se a resist\u00eancia, palavra que representa a cultura negra que sobrevive no pa\u00eds, uma heran\u00e7a dos antepassados que resistiram \u00e0s atrocidades sofridas e que hoje marca a identidade dessa na\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-15f7e9e elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"15f7e9e\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-22cc829 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"22cc829\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\"><b>Racismo religioso<\/b><\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-a0d76c0 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"a0d76c0\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-bd000cf elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"bd000cf\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: 400\">O termo racismo religioso, apresenta-se como uma forma de distinguir o preconceito que algumas outras religi\u00f5es sofrem, pois o preconceito com religi\u00f5es de matriz africana ocorre por serem religi\u00f5es praticadas por pessoas negras e africanas, que foram escravizadas no Brasil, e n\u00e3o apenas por serem religi\u00f5es diferentes das predominantes no pa\u00eds, mas sim por conta da cor da pele das pessoas que a praticam, ou seja, a intoler\u00e2ncia religiosa \u00e9 uma marca do racismo, e por conta disso \u00e9 denominado como racismo religioso.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Essa denomina\u00e7\u00e3o distinta decorre do hist\u00f3rico de racismo que est\u00e1 enraizado no pa\u00eds, e esse preconceito ocorre por conta da tradi\u00e7\u00e3o dos povos tradicionais e origin\u00e1rios. Os elementos hist\u00f3ricos que constituem esses povos sofreram e sofrem com a repress\u00e3o, escravid\u00e3o e tiveram suas culturas usurpadas e demonizadas por povos europeus, colonizadores do pa\u00eds, sendo a religi\u00e3o um dos principais alvos desse racismo.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo os dados do Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos e Cidadania, as den\u00fancias de intoler\u00e2ncia religiosa no Brasil aumentaram 45% nos \u00faltimos dois anos. Relembramos que as den\u00fancias podem ser feitas no disque 100.\u00a0 Al\u00e9m disso, o combate \u00e0 intoler\u00e2ncia religiosa no pa\u00eds passou a ser comemorado no dia 21 de janeiro e passou a ser reconhecido como o dia de combate \u00e0 intoler\u00e2ncia religiosa no Brasil. Essa data foi escolhida, pois foi o dia do falecimento da baiana, Iyalorix\u00e1, conhecida como M\u00e3e Gilda, que teve sua casa religiosa invadida diversas vezes por pessoas de religi\u00e3o diferente o que agravou a sua sa\u00fade, e no dia 21 de janeiro, M\u00e3e Gilda reencontrou os ancestrais. O reconhecimento da data foi institu\u00eddo por meio da<\/span><a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2007\/lei\/l11635.htm\"> <span style=\"font-weight: 400\">Lei 11.635, de 2007<\/span><\/a> <span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8744a21 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"8744a21\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ba2db7a elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"ba2db7a\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">A Lei 10.639 e a sa\u00edda para combater o racismo religioso<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b3f12cc elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"b3f12cc\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-a560b3b elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"a560b3b\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: 400\">O combate \u00e0 intoler\u00e2ncia religiosa, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s religi\u00f5es de matriz africana, p\u00f4de ser fortalecido atrav\u00e9s da implementa\u00e7\u00e3o da Lei 10.639 de 2003, que completou 20 anos em 2023. A lei estabelece como uma das diretrizes de base da educa\u00e7\u00e3o nacional o ensino da hist\u00f3ria e da cultura Afro-Brasileira nas escolas p\u00fablicas como uma obrigatoriedade, como destacou a pesquisadora e umbandista Marina Pereira Furtado.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">O ensino da cultura afro-brasileira se faz necess\u00e1rio dentro das escolas para justamente tornar os jovens conhecedores da cultura, a fim de n\u00e3o reproduzirem o racismo institucional e estrutural que ainda ocorre na sociedade brasileira, mesmo que algumas vezes ele ocorra de forma inconsciente. Al\u00e9m disso, por consequ\u00eancia, o ensino tamb\u00e9m \u00e9 um meio para reduzir o racismo religioso.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Evidencia-se a riqueza das religi\u00f5es de matriz africana existentes no Brasil, que por conta da escravid\u00e3o diferentes povos vindos da \u00c1frica trocaram elementos que se assemelhavam e que acabaram a se fundir e criar as religi\u00f5es afro-brasileiras que temos hoje, essas religi\u00f5es de matriz africana, como denominamos, tem caracter\u00edsticas que se assemelham, mas cada uma tem a sua especificidade. Destaca-se como algumas das religi\u00f5es de matriz africana mais conhecidas no pa\u00eds, o Candombl\u00e9, a Umbanda e Quimbanda, al\u00e9m dessas, existem outras que s\u00e3o parecidas e que muitas vezes o nome de cada religi\u00e3o muda conforme a regi\u00e3o em que est\u00e1.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400\">Al\u00e9m disso, o artigo 1\u00b0 da Lei n\u00b0 12.735, de 2012, relata que <\/span><span style=\"font-weight: 400\">ser\u00e3o punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito de ra\u00e7a, cor, etnia, religi\u00e3o ou proced\u00eancia nacional.\u00a0 Ressalta-se que o crime de racismo no \u00faltimo ano passou a ser inafian\u00e7\u00e1vel, e o per\u00edodo de reclus\u00e3o \u00e9 de 2 a 5 anos, com multa. A efetiva\u00e7\u00e3o da Lei, \u00e9 uma forma concreta de combater o racismo em um per\u00edodo de curto espa\u00e7o de tempo. Para al\u00e9m do amparo legislativo, destaca-se novamente a import\u00e2ncia de t<\/span><span style=\"font-weight: 400\">ornar os jovens cientes do qu\u00e3o prejudicial \u00e9 a pr\u00e1tica do racismo e conhecedores da riqueza da cultura afro-brasileira, sua historicidade e din\u00e2mica cultural do pr\u00f3prio pa\u00eds, pois foi a partir dessa intera\u00e7\u00e3o cultural que se elevou a cultura identit\u00e1ria e seus patrim\u00f4nios imateriais pelos quais o Brasil \u00e9 conhecido mundialmente.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-8fd3d7c elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"8fd3d7c\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-0a5f9cb\" data-id=\"0a5f9cb\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-85e4bd1 elementor-position-left elementor-vertical-align-top elementor-widget elementor-widget-image-box\" data-id=\"85e4bd1\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image-box.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-image-box-wrapper\"><figure class=\"elementor-image-box-img\"><img decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/411\/2024\/03\/IMG_6954-150x150.jpg\" class=\"elementor-animation-pulse attachment-thumbnail size-thumbnail wp-image-7797\" alt=\"\" \/><\/figure><div class=\"elementor-image-box-content\"><h3 class=\"elementor-image-box-title\">Willian da Silva<\/h3><p class=\"elementor-image-box-description\"><span style=\"font-size: 16px\">Rep\u00f3rter do Gritos do Sil\u00eancio, estudante de Jornalismo pela UFSM. Contato: willian-silva.ws@acad.ufsm.br&nbsp;<\/span><\/p><\/div><\/div>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-71c87f3 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"71c87f3\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-2bf9811\" data-id=\"2bf9811\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-0a03843 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"0a03843\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div style=\"flex-basis: var(--flex-basis);flex-grow: var(--flex-grow);flex-shrink: var(--flex-shrink);align-self: var(--align-self);flex-direction: var(--flex-direction);flex-wrap: var(--flex-wrap);justify-content: var(--justify-content);align-items: var(--align-items);align-content: var(--align-content);gap: var(--gap);--swiper-theme-color: #000;--swiper-navigation-size: 44px;--swiper-pagination-bullet-size: 6px;--swiper-pagination-bullet-horizontal-gap: 6px;color: #000000;font-weight: 400;width: 1062px;font-size: 16px\" data-id=\"5ef162e\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\"><div><p><span style=\"font-weight: bolder\">Foto:<\/span>\u00a0Artista\u00a0<span style=\"color: #010d05;font-family: times;font-size: 40px;text-align: center\">Helen Salom\u00e3o (Insta: @helesalomao)<\/span><\/p><\/div><\/div><div style=\"flex-basis: var(--flex-basis);flex-grow: var(--flex-grow);flex-shrink: var(--flex-shrink);align-self: var(--align-self);flex-direction: var(--flex-direction);flex-wrap: var(--flex-wrap);justify-content: var(--justify-content);align-items: var(--align-items);align-content: var(--align-content);gap: var(--gap);--swiper-theme-color: #000;--swiper-navigation-size: 44px;--swiper-pagination-bullet-size: 6px;--swiper-pagination-bullet-horizontal-gap: 6px;color: #000000;font-weight: 400;width: 1062px;font-size: 16px\" data-id=\"b772e4b\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\"><div><p><span style=\"font-weight: bolder\">Revis\u00e3o:<\/span>\u00a0Pedro Pagnossin,<span style=\"color: #000000;font-size: 16px;font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );text-align: var(--bs-body-text-align)\">\u00a0r<\/span><span style=\"color: #1c1c1c;font-size: 16px;text-align: var(--bs-body-text-align)\">ep\u00f3rter do Gritos do Sil\u00eancio, estudante de Jornalismo pela UFSM. Contato: pedro.moro@acad.ufsm.br<\/span><\/p><\/div><\/div><div style=\"flex-basis: var(--flex-basis);flex-grow: var(--flex-grow);flex-shrink: var(--flex-shrink);align-self: var(--align-self);flex-direction: var(--flex-direction);flex-wrap: var(--flex-wrap);justify-content: var(--justify-content);align-items: var(--align-items);align-content: var(--align-content);gap: var(--gap);--swiper-theme-color: #000;--swiper-navigation-size: 44px;--swiper-pagination-bullet-size: 6px;--swiper-pagination-bullet-horizontal-gap: 6px;color: #000000;font-weight: 400;width: 1062px;font-size: 16px\" data-id=\"fd4757f\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\"><div><p><span style=\"font-weight: bolder\">Publica\u00e7\u00e3o:<\/span>\u00a0Elisa Bedin, rep\u00f3rter do Gritos do Sil\u00eancio e estudante de jornalismo pela UFSM. Contato: elisa.bedin@acad.ufsm.br<\/p><\/div><\/div>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Helemoz\u00e3o (@helesalomao) A religi\u00e3o desempenha um papel significativo na vida de muitas pessoas, com aproximadamente 8 em cada 10 indiv\u00edduos declarando ter alguma filia\u00e7\u00e3o religiosa. No Brasil, conhecido por sua vasta diversidade \u00e9tnica e cultural, essa pluralidade estende-se tamb\u00e9m ao campo religioso, abrigando uma ampla gama de cren\u00e7as. No entanto, apesar da presen\u00e7a de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7218,"featured_media":7796,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"episode_type":"","audio_file":"","cover_image":"","cover_image_id":"","duration":"","filesize":"","date_recorded":"","explicit":"","block":"","filesize_raw":"","footnotes":""},"categories":[83,81],"tags":[64,89,55,14],"class_list":["post-7795","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-fm","category-programas","tag-gritos-do-silencio","tag-intolerancia-religiosa","tag-radios-ufsm","tag-uni-fm"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/orgaos-suplementares\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7795","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/orgaos-suplementares\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/orgaos-suplementares\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/orgaos-suplementares\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7218"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/orgaos-suplementares\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7795"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/orgaos-suplementares\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7795\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/orgaos-suplementares\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7796"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/orgaos-suplementares\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7795"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/orgaos-suplementares\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7795"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/orgaos-suplementares\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7795"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}