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Entenda a compostagem



A compostagem é o processo de reciclagem de resíduos orgânicos, que utiliza materiais ricos em carbono e nitrogênio na sua composição, tornando-se um adubo natural de alta qualidade. Esse processo pode acontecer em pequena e grande escala, o texto a seguir explica como ocorre a decomposição, quais os cuidados necessários a serem tomados, os diferentes tipos de compostagem e como montar uma composteira.

Para entendermos melhor o que ocorre na compostagem, podemos dividir o processo em três fases:

  • Fase mesofílica: é a etapa inicial, onde os microrganismos começam a agir para degradar os resíduos em temperatura ambiente. À medida que os agentes degradantes se multiplicam, a temperatura aumenta para aproximadamente 40 °C. Esse processo dura cerca de 15 dias.
  • Fase termofílica: é a parte mais longa com duração de até 2 meses, nesta a temperatura aumenta e os organismos atuantes são os que sobrevivem à microflora de 65°C. Nessa fase é muito importante a oxigenação do ambiente, pois a temperatura alta evita a presença de fungos e bactérias nocivas à saúde.
  • Fase de maturação: é a etapa final, onde ocorre a degradação de todo material orgânico, a atividade microbiana é reduzida a quase zero, a temperatura se iguala a do ambiente e temos todo o material orgânico transformando o em húmus. Para que essa degradação ocorra de forma completa é necessário até dois meses, podendo variar de acordo com a quantidade de material orgânico o adicionando às condições ambientais.

Podemos citar alguns fatores importantes que influenciam diretamente no processo de compostagem, entre eles:

Organismos: realizam a decomposição do material orgânico. Vale salientar que, além de compostagem, é possível fazer a vermicompostagem que segue o mesmo princípio, mas utilizando minhocas. Também existem as composteiras automáticas que funcionam como as outras, mas possuem microrganismos patenteados que aceleram o processo;

Temperatura: tem influência direta sobre a presença de microrganismos e na decomposição. Sendo assim, se a temperatura está baixa o processo não está ocorrendo corretamente.

Umidade: garante a atividade microbiana, mas é preciso cuidado para que não exista excesso, caso haja presença de minhocas é ainda mais importante a manutenção desse fator, a umidade ideal é de aproximadamente 50%.

Aeração: De grande importância para evitar o mau cheiro e a presença indesejada de moscas da fruta e insetos. Além disso, é importante para que haja oxigênio dentro do processo de degradação, assim garantindo que as reações anaeróbicas não liberem gases tóxicos (metano). Para se obter uma boa aeração recomenda-se revolver, em intervalos de tempo, a compostagem. Prática essa que também contribui para a manutenção da temperatura.

Outro fator importante é o material para fazer a compostagem. Engana-se quem pensa que todo lixo orgânico pode passar por tal decomposição, é preciso separar os resíduos orgânicos antes de somá-los ao processo. Caso haja presença de minhocas, por exemplo, a restrição aumenta em relação aos materiais adicionados. A imagem a seguir explica que tipo de lixo doméstico pode ser adicionado normalmente, com moderação e os que não podem.

 

Fonte: Unoesc

Há vários tipos de composteiras disponíveis no mercado para o uso doméstico, mas também é possível construir uma. Caso seja em propriedade rural, a lógica de utilização é a mesma, a mudança está na escala. Toda composteira deve ter uma saída para que o chorume (um ótimo adubo líquido) escorra e não acumule no seu interior; no caso das domésticas a drenagem é feita por uma torneira e a ordem das caixas é trocada periodicamente, enquanto nas rurais um ralo é a melhor alternativa para drenagem e é preciso realizar o revolvimento para a oxigenação do composto em preparação.

A compostagem é um processo conhecido e extremamente importante para darmos um destino correto ao material orgânico que geramos. Na maioria das vezes, colocamos o lixo em sacolas plásticas e depois de sair de nossas casas não nos preocupamos com o destino. A composteira é uma boa alternativa para reduzir esse impacto no meio ambiente, além de fornecer um produto altamente eficiência para a adubação. Espero que tenha gostado e que coloque em prática esse aprendizado, para que assim, consigamos reduzir a quantidade de resíduos orgânicos destinados a aterros sanitários.

Autor: Augusto Monteiro Leal, acadêmico do 4o semestre de agronomia e bolsista grupo PET Agronomia — Universidade Federal de Santa Maria

Email: augusto.leal19@gmail.com

Telefone: 54 99912–9907

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