{"id":1055,"date":"2023-02-20T00:00:00","date_gmt":"2023-02-20T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/agronomia\/?p=1055"},"modified":"2023-02-13T16:32:05","modified_gmt":"2023-02-13T19:32:05","slug":"culturas-de-inverno-no-manejo-de-plantas-daninhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/agronomia\/2023\/02\/20\/culturas-de-inverno-no-manejo-de-plantas-daninhas","title":{"rendered":"Culturas de inverno no manejo de plantas daninhas"},"content":{"rendered":"\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/miro.medium.com\/max\/700\/1*U0XU3Ajdb0qTMpa6hYWHuQ.jpeg\" \/><\/p>\n<p id=\"8417\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si sj gs sk sl sm gw sn so sp sq sr ss st su sv sw sx sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">Com o aumento da popula\u00e7\u00e3o e a crescente demanda por alimentos, tem-se a necessidade de maximizar a produ\u00e7\u00e3o das culturas com uso de m\u00e9todos sustent\u00e1veis de cultivo. As plantas daninhas podem causar grandes redu\u00e7\u00f5es da produtividade e estima-se que de 20 a 30% do custo de produ\u00e7\u00e3o de uma lavoura se deve ao custo de controle das plantas daninhas (SILVA, 2013). O uso de plantas de cobertura desempenha um papel importante no controle de plantas daninhas entre as diversas ferramentas dispon\u00edveis aos agricultores.<\/p>\n<p id=\"c1f2\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si sj gs sk sl sm gw sn so sp sq sr ss st su sv sw sx sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">A presen\u00e7a de uma camada de palha sobre o solo diminui a incid\u00eancia de luz sobre as sementes das daninhas, reduzindo a emerg\u00eancia dessas plantas daninhas Al\u00e9m disso, algumas esp\u00e9cies de cobertura, quando entram em decomposi\u00e7\u00e3o, podem liberar subst\u00e2ncias aleloqu\u00edmicas que exercem influ\u00eancia sobre a germina\u00e7\u00e3o e desenvolvimento das plantas daninhas.<\/p>\n<p id=\"3da5\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si sj gs sk sl sm gw sn so sp sq sr ss st su sv sw sx sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">Diante do atual cen\u00e1rio, com altos custos dos insumos e da escassez de produtos qu\u00edmicos, o agricultor deve investir em ferramentas complementares e mais econ\u00f4micas para o manejo de plantas daninhas, permitindo em alguns casos minimizar o uso de herbicidas.<\/p>\n<p id=\"7bbb\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si sj gs sk sl sm gw sn so sp sq sr ss st su sv sw sx sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">A imagem 1 ilustra a emerg\u00eancia da cultura da soja com o azev\u00e9m como cobertura, onde se observa a baixa incid\u00eancia de daninhas. Estudos comprovam que os restos vegetais de coberturas influenciam na diminui\u00e7\u00e3o da emerg\u00eancia de plantas daninhas, por exemplo, a palha de aveia-preta e de azev\u00e9m possuem elevado potencial para suprimir a emerg\u00eancia e o crescimento daninhas (ROMAN, 2002). Os res\u00edduos de aveia-preta e aveia-branca suprimiram a emerg\u00eancia de capim-marmelada ou papu\u00e3 (<em class=\"tb\">Brachiaria plantaginea<\/em>) na cultura da soja, j\u00e1 na cultura do milho Balbinot Jr.\u00a0<em class=\"tb\">et al.<\/em>\u00a0(2005) verificou que o cons\u00f3rcio de azev\u00e9m, aveia-preta, centeio, ervilhaca e nabo forrageiro reduziram a massa acumulada pelas plantas daninhas em aproximadamente cinco vezes. Balbinot Jr.\u00a0<em class=\"tb\">et al.<\/em>\u00a0(2003) mostrou que com a presen\u00e7a de 4,7 t ha-1 de palha de ervilhaca diminuiu a infesta\u00e7\u00e3o de plantas daninhas na cultura de milho, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aus\u00eancia de palha.<\/p>\n<figure style=\"width: 415px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/miro.medium.com\/max\/415\/0*ncdBsBJHZxYfDcVx.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"327\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Imagem 1: emerg\u00eancia da soja em cobertura de azev\u00e9m. Fonte: Luana Flores, 2021.<\/figcaption><\/figure>\n<p id=\"032f\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si sj gs sk sl sm gw sn so sp sq sr ss st su sv sw sx sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">A redu\u00e7\u00e3o de plantas daninhas acontece porque a cobertura que est\u00e1 presente no solo vai competir por \u00e1gua, radia\u00e7\u00e3o solar e nutrientes, assim limitando a germina\u00e7\u00e3o de sementes e o desenvolvimento das invasoras. As plantas daninhas afetam principalmente as fases iniciais do desenvolvimento das culturas comerciais, com repercuss\u00e3o no desenvolvimento e, consequentemente, na produtividade final (RIZZARDI\u00a0<em class=\"tb\">et al.<\/em>, 2003). Por isso a import\u00e2ncia de ter uma planta de cobertura para a realiza\u00e7\u00e3o do plantio direto.<\/p>\n<p id=\"3e57\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si sj gs sk sl sm gw sn so sp sq sr ss st su sv sw sx sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">As plantas daninhas tamb\u00e9m podem ser reduzidas pelo efeito alelop\u00e1tico, ou seja, qualquer efeito negativo causado de forma direta ou indireta por uma planta ou organismo sobre outra atrav\u00e9s da libera\u00e7\u00e3o de produtos qu\u00edmicos por ela sintetizados no metabolismo secund\u00e1rio (Sociedade Internacional de Alelopatia). Essas libera\u00e7\u00f5es ocorrem atrav\u00e9s da volatiliza\u00e7\u00e3o, normalmente pelas folhas, exsuda\u00e7\u00f5es radiculares diretamente das ra\u00edzes para o solo, lixivia\u00e7\u00e3o pela chuva e orvalho e libera\u00e7\u00e3o pela decomposi\u00e7\u00e3o de res\u00edduos vegetais (IQBAL; FRY, 2012). A aveia possui potencial alelop\u00e1tico associado ao exsudato escopoletina, que \u00e9 um metab\u00f3lito secund\u00e1rio da classe das coumarinas e tem efeito sobre o crescimento radicular de algumas plantas (MONTEIRO; VIEIRA, 2002). No trigo mourisco (<em class=\"tb\">Fagopyrum esculentum<\/em>), foram identificados nove \u00e1cidos fen\u00f3licos diferentes, os quais podem suprimir a planta daninha\u00a0<em class=\"tb\">Bidens pilosa<\/em>\u00a0com cobertura de solo a partir de 4,0 t ha-1 de fitomassa seca, reduzindo o n\u00famero de emerg\u00eancia, \u00edndice de velocidade de germina\u00e7\u00e3o, massa seca da parte a\u00e9rea e radicular da planta daninha (PACHECO\u00a0<em class=\"tb\">et al.<\/em>, 2013).<\/p>\n<p id=\"8ae1\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si sj gs sk sl sm gw sn so sp sq sr ss st su sv sw sx sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">Dessa forma fica evidente a import\u00e2ncia de manter o solo coberto, por\u00e9m o sucesso do sistema vai depender da escolha da esp\u00e9cie, pois esta deve se adequar ao manejo e ao local de cultivo do produtor. E assim, possibilitar a redu\u00e7\u00e3o da quantidade de herbicidas utilizados para o controle de plantas daninhas, al\u00e9m de melhorar a qualidade qu\u00edmica, f\u00edsica e biol\u00f3gica do solo.<\/p>\n<h2 id=\"76ab\" class=\"tm tn rk bd to jc tp dn gu jf tq dp gy so tr ts hc ss tt tu hg sw tv tw hk tx bi\" data-selectable-paragraph=\"\">Autora:<\/h2>\n<p id=\"2c39\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si ty gs sk sl tz gw sn so ua sq sr ss ub su sv sw uc sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">Luana Campagnolo Flores, acad\u00eamica do 6\u00ba semestre de Agronomia e bolsista do grupo PET Agronomia na Universidade Federal de Santa Maria \u2014 UFSM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o aumento da popula\u00e7\u00e3o e a crescente demanda por alimentos, tem-se a necessidade de maximizar a produ\u00e7\u00e3o das culturas com uso de m\u00e9todos sustent\u00e1veis de cultivo. 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