{"id":1077,"date":"2023-03-03T00:00:00","date_gmt":"2023-03-03T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/agronomia\/?p=1077"},"modified":"2023-02-13T17:03:37","modified_gmt":"2023-02-13T20:03:37","slug":"mecanismos-de-resistencia-a-estresses-abioticos-desenvolvidos-pelas-plantas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/agronomia\/2023\/03\/03\/mecanismos-de-resistencia-a-estresses-abioticos-desenvolvidos-pelas-plantas","title":{"rendered":"Mecanismos de resist\u00eancia a estresses abi\u00f3ticos desenvolvidos pelas plantas"},"content":{"rendered":"\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/miro.medium.com\/max\/700\/1*D-KGOCMZcNztIynQhbQVjw.jpeg\" \/><\/p>\n<p id=\"5d9f\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si sj gs sk sl sm gw sn so sp sq sr ss st su sv sw sx sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">Estresse abi\u00f3tico \u00e9 denominado como a interfer\u00eancia negativa de elementos n\u00e3o vivos sobre seres vivos em determinado ambiente, que podem variar de acordo com o tempo e a localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica (TAIZ et al., 2013). As condi\u00e7\u00f5es ambientais determinam de forma expressiva a produtividade, a qualidade e a sanidade das plantas. Por isso, \u00e9 importante compreender quais s\u00e3o os mecanismos desenvolvidos para amenizar situa\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis, que v\u00e3o desde ajustes metab\u00f3licos tempor\u00e1rios, relacionados \u00e0 aclimata\u00e7\u00e3o, at\u00e9 altera\u00e7\u00f5es na forma de \u00f3rg\u00e3os das plantas.<\/p>\n<p id=\"3ee9\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si sj gs sk sl sm gw sn so sp sq sr ss st su sv sw sx sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">As culturas desenvolveram m\u00e9todos de forma homeost\u00e1tica para contornar situa\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis ao seu desenvolvimento, trazendo v\u00e1rias respostas contra o estresse. Esses mecanismos est\u00e3o relacionados ao crescimento e desenvolvimento das culturas, \u00e0 biologia molecular e a aspectos fisiol\u00f3gicos.<\/p>\n<p id=\"a1df\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si sj gs sk sl sm gw sn so sp sq sr ss st su sv sw sx sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">Ao sofrer determinado estresse, sensores atuam com o prop\u00f3sito de iniciar rotas de transdu\u00e7\u00e3o de sinais, mediando a necessidade do desenvolvimento da planta conforme sua condi\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n<p id=\"f009\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si sj gs sk sl sm gw sn so sp sq sr ss st su sv sw sx sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">Assim, um dos principais fatores abi\u00f3ticos de estresse \u00e9 o d\u00e9ficit h\u00eddrico, que culmina na desidrata\u00e7\u00e3o celular, gerando interfer\u00eancia na fotoss\u00edntese e expans\u00e3o celular. Para isso, as respostas s\u00e3o o fechamento estom\u00e1tico, a altera\u00e7\u00e3o da \u00e1rea e enrolamento foliar, mudan\u00e7a na orienta\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do desenvolvimento de cut\u00edcula e tricomas que s\u00e3o uma adapta\u00e7\u00e3o que permite diminuir n\u00edveis de transpira\u00e7\u00e3o da planta por meio da camada de ar lim\u00edtrofe e pela secre\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias.<\/p>\n<p id=\"e06d\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si sj gs sk sl sm gw sn so sp sq sr ss st su sv sw sx sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">Diante desses aspectos, as plantas C3 quando est\u00e3o sob esse estresse realizam o processo de fotorrespira\u00e7\u00e3o, um mecanismo que utiliza a pr\u00f3pria energia para manter suas atividades metab\u00f3licas e posteriormente continuar seu desenvolvimento caso se depare com condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis.<\/p>\n<p id=\"3780\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si sj gs sk sl sm gw sn so sp sq sr ss st su sv sw sx sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">As plantas C4 possuem maior capacidade de desenvolvimento em condi\u00e7\u00f5es mais adversas, pois em sua anatomia foliar possuem a estrutura de Kranz e as c\u00e9lulas do mes\u00f3filo que estocam carbono, permitindo \u00e0 planta continuar seu desenvolvimento por tempo maior mesmo com os est\u00f4matos fechados.<\/p>\n<p id=\"ebe2\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si sj gs sk sl sm gw sn so sp sq sr ss st su sv sw sx sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">Tamb\u00e9m existem as plantas CAM que realizam a fotoss\u00edntese por meio da separa\u00e7\u00e3o temporal em suas folhas. Ou seja, no per\u00edodo da noite realizam as trocas gasosas, capturando carbono, no qual durante o dia as folhas fecham os est\u00f4matos e realizam o processo de carboxila\u00e7\u00e3o para seu desenvolvimento.<\/p>\n<p id=\"e6a0\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si sj gs sk sl sm gw sn so sp sq sr ss st su sv sw sx sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">Al\u00e9m disso, quando a planta est\u00e1 sob esse estresse, a rela\u00e7\u00e3o dos horm\u00f4nios \u00e1cido absc\u00edsico (ABA) e citocininas muda de acordo com a necessidade da planta. Ou seja, quando h\u00e1 pouca disponibilidade h\u00eddrica, haver\u00e1 maior crescimento da raiz em rela\u00e7\u00e3o a parte a\u00e9rea, devido a altera\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de ABA em rela\u00e7\u00e3o a citocininas na planta, resultando em explora\u00e7\u00e3o de maior volume de solo e redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de biomassa.<\/p>\n<p id=\"5795\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si sj gs sk sl sm gw sn so sp sq sr ss st su sv sw sx sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">Ao se deparar em situa\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00e3o de temperatura e de pH do solo, a planta reage na manuten\u00e7\u00e3o das prote\u00ednas por meio de prote\u00ednas de choque t\u00e9rmico, com o prop\u00f3sito de manter sua estabilidade. Tendo tamb\u00e9m a composi\u00e7\u00e3o de lip\u00eddeos que auxiliam no controle t\u00e9rmico, caracter\u00edstico de culturas tolerantes ao frio, e com o prop\u00f3sito de evitar o congelamento em per\u00edodos de inverno.<\/p>\n<p id=\"b20a\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si sj gs sk sl sm gw sn so sp sq sr ss st su sv sw sx sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">Quando h\u00e1 presen\u00e7a de \u00edons t\u00f3xicos, as plantas possuem toler\u00e2ncia interna que permite conter altas concentra\u00e7\u00f5es desses \u00edons e realizam a exclus\u00e3o desses elementos atrav\u00e9s da membrana plasm\u00e1tica. Existe tamb\u00e9m a produ\u00e7\u00e3o de EROs (Esp\u00e9cies Reativas de Oxig\u00eanio)<br \/>como forma de alerta para a necessidade de resposta ao estresse, mas que podem causar dano celular. Diante disso, a desintoxica\u00e7\u00e3o de EROs \u00e9 feita pela planta por meio de antioxidantes e prote\u00ednas especializadas.<\/p>\n<p id=\"654e\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si sj gs sk sl sm gw sn so sp sq sr ss st su sv sw sx sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">Por fim, existem as plantas que est\u00e3o aclimatadas a ambientes \u00famidos e alagados, como na cultura do arroz, contendo a presen\u00e7a de aer\u00eanquima nas ra\u00edzes que propicia trocas gasosas nessas condi\u00e7\u00f5es anaer\u00f3bicas sem interferir no seu desenvolvimento.<\/p>\n<p id=\"a4d8\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si sj gs sk sl sm gw sn so sp sq sr ss st su sv sw sx sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">Portanto, conclui-se que as plantas possuem uma s\u00e9rie de mecanismos envolvendo aclimata\u00e7\u00f5es e adapta\u00e7\u00f5es desenvolvidas ao longo do tempo que permitem toler\u00e2ncia a estresses que causam grande preju\u00edzo nas lavouras. Por\u00e9m, mesmo com esses mecanismos de resist\u00eancia, as culturas agr\u00edcolas sofrem grande impacto no cen\u00e1rio atual, sendo necess\u00e1rio escolher cultivares adequadas e utilizar os manejos corretos nas lavouras, a fim de manter bons n\u00edveis de produtividade.<\/p>\n<h2 id=\"c412\" class=\"tm tn rk bd to jc tp dn gu jf tq dp gy so tr ts hc ss tt tu hg sw tv tw hk tx bi\" data-selectable-paragraph=\"\">Autora:<\/h2>\n<p id=\"277a\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si ty gs sk sl tz gw sn so ua sq sr ss ub su sv sw uc sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">Agnes Estela Fontana, acad\u00eamica do 3\u00ba semestre de Agronomia e bolsista do grupo PET Agronomia \u2014 Universidade Federal de Santa Maria<\/p>\n<h2 id=\"de78\" class=\"tm tn rk bd to jc tp dn gu jf tq dp gy so tr ts hc ss tt tu hg sw tv tw hk tx bi\" data-selectable-paragraph=\"\"><strong class=\"ak\">Refer\u00eancias:<\/strong><\/h2>\n<p id=\"1e8d\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si ty gs sk sl tz gw sn so ua sq sr ss ub su sv sw uc sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">Estresse abi\u00f3tico em plantas. Dispon\u00edvel em: . Acesso em: 9 de maio de 2022. TAIZ, L.; ZEIGER, E. Fisiologia Vegetal. Porto Alegre: Artmed, 2013. 918 p. 5\u00aa Edi\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p id=\"0a2f\" class=\"pw-post-body-paragraph sg sh rk jv b si sj gs sk sl sm gw sn so sp sq sr ss st su sv sw sx sy sz ta iv bi\" data-selectable-paragraph=\"\">BROETTO, F; et al. O estresse das plantas; teoria e pr\u00e1tica. Dispon\u00edvel em:&lt; 390142.pdf (santoandre.sp.gov.br)&gt;. S\u00e3o Paulo: Cultura Acad\u00eamica, 2017. 194p<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estresse abi\u00f3tico \u00e9 denominado como a interfer\u00eancia negativa de elementos n\u00e3o vivos sobre seres vivos em determinado ambiente, que podem variar de acordo com o tempo e a localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica (TAIZ et al., 2013). As condi\u00e7\u00f5es ambientais determinam de forma expressiva a produtividade, a qualidade e a sanidade das plantas. 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