{"id":694,"date":"2021-06-29T10:12:41","date_gmt":"2021-06-29T13:12:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/agronomia\/?p=694"},"modified":"2021-06-29T10:20:58","modified_gmt":"2021-06-29T13:20:58","slug":"conhecendo-a-escala-fenologica-da-cultura-da-soja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/agronomia\/2021\/06\/29\/conhecendo-a-escala-fenologica-da-cultura-da-soja","title":{"rendered":"Conhecendo a escala fenol\u00f3gica da cultura da soja"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1080\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/4-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-695\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/4-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/4-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/4-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/4-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/4.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"8d27\" class=\"ix iy hg iz b ja jb jc jd je jf jg jh ji jj jk jl jm jn jo jp jq cw ev\" data-selectable-paragraph=\"\">O sucesso na condu\u00e7\u00e3o de uma lavoura de soja est\u00e1 diretamente ligado ao conhecimento que o t\u00e9cnico respons\u00e1vel tem sobre a planta, o ambiente e as pr\u00e1ticas de manejo que devem ser empregadas. Nesse sentido, o entendimento sobre a planta se d\u00e1, em parte, atrav\u00e9s do aprendizado da fenologia, que compreende o estudo de como as plantas se desenvolvem.<\/p>\n<p id=\"e488\" class=\"ix iy hg iz b ja jr jb jc jd js je jf jg jt jh ji jj ju jk jl jm jv jn jo jq cw ev\" data-selectable-paragraph=\"\">Acompanhar a fenologia \u00e9 levar em conta a<span id=\"rmm\">\u00a0<\/span>\u201cidade fisiol\u00f3gica\u201d e n\u00e3o a \u201cidade cronol\u00f3gica\u201d da planta (Zanon et. al., 2018). Desse modo, tem-se uma melhor representa\u00e7\u00e3o do exato momento em que a planta encontra-se e as necessidades em termos de condi\u00e7\u00f5es ambientais e de pr\u00e1ticas de manejo mais adequadas para cada est\u00e1gio da cultura.<\/p>\n<p id=\"0627\" class=\"ix iy hg iz b ja jr jb jc jd js je jf jg jt jh ji jj ju jk jl jm jv jn jo jq cw ev\" data-selectable-paragraph=\"\">A escala fenol\u00f3gica, tamb\u00e9m conhecida como escala de desenvolvimento, \u00e9 a caracteriza\u00e7\u00e3o dos est\u00e1gios fenol\u00f3gicos das culturas e a padroniza\u00e7\u00e3o da terminologia de modo objetivo e preciso. Isso o permite uma melhor comunica\u00e7\u00e3o entre pesquisadores, extensionistas, assistentes t\u00e9cnicos e agricultores. A escala mais utilizada a n\u00edvel mundial para a soja \u00e9 a proposta por Fehr e Caviness (1977) a qual \u00e9 dividida em duas fases: a vegetativa e a reprodutiva. A fase vegetativa \u00e9 descrita pela letra V, acompanhada por um n\u00famero que varia de 1 a n, indicando o n\u00famero de folhas completamente desenvolvidas na planta em determinado momento, e pelos est\u00e1gios VE e VC, que indicam emerg\u00eancia e est\u00e1gio cotiledonar, respectivamente (Zanon et. al., 2018). A fase reprodutiva \u00e9 representada pela letra R, seguida por um n\u00famero de 1 a 8 indicando o est\u00e1gio de desenvolvimento.<\/p>\n<p id=\"cf94\" class=\"ix iy hg iz b ja jr jb jc jd js je jf jg jt jh ji jj ju jk jl jm jv jn jo jq cw ev\" data-selectable-paragraph=\"\">O est\u00e1gio VE (emerg\u00eancia da cultura) \u00e9 alcan\u00e7ado quando 50% das plantas est\u00e3o com os cotil\u00e9dones acima do solo formando um \u00e2ngulo de 45\u00b0 ou mais. J\u00e1 o est\u00e1gio VC (est\u00e1gio cotiledonar) \u00e9 quando o primeiro e \u00fanico par de folhas unifolioladas est\u00e3o suficientemente estendidas, de modo que seus bordos n\u00e3o mais se tocam.<\/p>\n<p id=\"6cb6\" class=\"ix iy hg iz b ja jr jb jc jd js je jf jg jt jh ji jj ju jk jl jm jv jn jo jq cw ev\" data-selectable-paragraph=\"\">Na sequ\u00eancia, nos pr\u00f3ximos est\u00e1gios vegetativos tem-se: V1, que ocorre quando a folha unifoliolada est\u00e1 completamente desenvolvida, devendo-se levar em conta que para a folha unifoliolada ser considerada como desenvolvida, a folha imediatamente acima dela n\u00e3o deve estar mais com os bordos dos l\u00f3bulos se tocando; V2, que \u00e9 quando a primeira folha trifoliada est\u00e1 completamente desenvolvida, sendo tamb\u00e9m contabilizada quando a folha imediatamente acima dela n\u00e3o estiver mais com os bordos se tocando (Figura 1); V3, que se caracteriza pela segunda folha trifoliolada completamente desenvolvida; e em continuidade, os est\u00e1gios vegetativos subsequentes s\u00e3o representados tamb\u00e9m pela letra V, seguido de um n\u00famero at\u00e9 n, em que n representa o n\u00famero de folhas trifolioladas completamente desenvolvidas na haste principal, iniciando-se a contagem a partir das folhas unifolioladas.<\/p>\n<p id=\"193f\" class=\"ix iy hg iz b ja jr jb jc jd js je jf jg jt jh ji jj ju jk jl jm jv jn jo jq cw ev\" data-selectable-paragraph=\"\"><strong class=\"iz cj\">Figura 1<\/strong>\u00a0\u2014 Esquema do ciclo vegetativo com algumas das fases da planta de soja. Adaptado de Iowa State University, Special Report, n\u00ba 53, 1988.<\/p>\n<p data-selectable-paragraph=\"\">\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"568\" height=\"227\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_Lq5_GkOhffWtkbq-.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-696\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_Lq5_GkOhffWtkbq-.jpg 568w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_Lq5_GkOhffWtkbq--300x120.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 568px) 100vw, 568px\" \/><figcaption><em>Fonte: Agrolink(https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/soja\/informacoes\/caracteristicas_361509.html)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"b80d\">No campo nem sempre \u00e9 poss\u00edvel verificar todas as folhas presentes nas plantas, pois podem j\u00e1 ter senescido ou sido eliminadas por ataque de alguma praga ou outro motivo. Neste caso, o agricultor deve considerar o n\u00famero de n\u00f3s na haste principal, sendo V1 o primeiro n\u00f3 ap\u00f3s os cotil\u00e9dones, V2 o segundo n\u00f3, V3 o terceiro n\u00f3 e assim sucessivamente.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"51f6\">O in\u00edcio da fase reprodutiva \u00e9 representado pelo est\u00e1gio R1, caracterizado pelo in\u00edcio do florescimento com o aparecimento de uma flor aberta em qualquer n\u00f3 da haste principal. O R2 corresponde ao florescimento pleno e ocorre quando h\u00e1 uma flor aberta em um dos 2 \u00faltimos n\u00f3s da haste principal.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"d75b\">O est\u00e1gio R3 \u00e9 o in\u00edcio da forma\u00e7\u00e3o do legume (vagem) com 0,5 cm de comprimento presente em qualquer um dos 4 \u00faltimos n\u00f3s da haste principal, com folhas completamente desenvolvidas, conhecido popularmente como \u201ccanivete\u201d. Enquanto o est\u00e1dio R4 \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de legumes, tendo um legume de 2,0 cm de comprimento em qualquer um dos 4 \u00faltimos n\u00f3s da haste principal, com folhas completamente desenvolvidas.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"563f\">O pr\u00f3ximo est\u00e1gio \u00e9 o R5, ocorrendo o in\u00edcio do desenvolvimento dos gr\u00e3os, tendo-se a presen\u00e7a de gr\u00e3os com 3 mm de comprimento em legume, em um dos 4 \u00faltimos n\u00f3s da haste principal, com folha completamente desenvolvida.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"a740\">Quando se chega ao est\u00e1gio R6, tem-se gr\u00e3o cheio ou completo. Neste h\u00e1 presen\u00e7a de legume contendo gr\u00e3os verdes preenchendo as cavidades do legume de um dos 4 \u00faltimos n\u00f3s da haste principal, com folhas completamente desenvolvidas. O in\u00edcio da matura\u00e7\u00e3o \u00e9 representado pelo est\u00e1gio R7, em que ocorre a matura\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica e h\u00e1 a presen\u00e7a de um legume na cor madura na haste principal (Zanon et.al., 2018). Neste ponto o gr\u00e3o atinge o m\u00e1ximo de peso em mat\u00e9ria seca e se desliga fisiologicamente da planta. Mais adiante, quando h\u00e1 presen\u00e7a de 95% dos legumes na cor madura, na haste principal chega-se \u00e0 maturidade de colheita, est\u00e1gio R8.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"64bd\">Com objetivo de melhor representar o per\u00edodo de enchimento de gr\u00e3os, Yorinori (1996) adaptou essa escala e subdividiu o est\u00e1gio R5 em 5 sub-est\u00e1gios: R5.1 \u2014 gr\u00e3os percept\u00edveis ao tato (10% de grana\u00e7\u00e3o); R5.2 \u2014 grana\u00e7\u00e3o de 11% a 25%; R5.3 \u2014 grana\u00e7\u00e3o de 26% a 50%; R5.4 \u2014 grana\u00e7\u00e3o de 51% a 75%; R5.5 \u2014 grana\u00e7\u00e3o de 76% a 100%.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"7d8e\">Segundo Zanon et. al. (2018), al\u00e9m da divis\u00e3o do desenvolvimento da planta de soja em fases vegetativa e reprodutiva e da caracteriza\u00e7\u00e3o de cada est\u00e1gio de desenvolvimento pela escala de Fehr e Caviness (1977), outra possibilidade \u00e9 dividir o ciclo de desenvolvimento da soja atrav\u00e9s das exig\u00eancias da cultura. Como os subper\u00edodos: semeadura \u2014 emerg\u00eancia; desenvolvimento vegetativo; florescimento; forma\u00e7\u00e3o do legume; enchimento de gr\u00e3os; e matura\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica. Esta classifica\u00e7\u00e3o leva em conta as necessidades e a forma de distribui\u00e7\u00e3o dos fotoassimilados entre os \u00f3rg\u00e3os da planta durante o ciclo.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"9c9b\">Todo esse conhecimento \u00e9 fundamental quando se busca melhorar as pr\u00e1ticas de manejo, de modo a atender \u00e0s necessidades espec\u00edficas das plantas em cada per\u00edodo, fase e\/ou est\u00e1gio de desenvolvimento, possibilitando a \u201cconstru\u00e7\u00e3o\u201d de lavouras mais eficientes e de alto rendimento. E isso, s\u00f3 \u00e9 alcan\u00e7ado quando h\u00e1 conex\u00e3o s\u00f3lida entre pesquisa b\u00e1sica, pesquisa aplicada, ensino e extens\u00e3o, de modo que as informa\u00e7\u00f5es e tecnologias desenvolvidas sejam aplicadas de fato l\u00e1 na \u201cponta\u201d, na lavoura do produtor.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"f9f4\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"d236\">ZANON, A. J. et. al., Ecofisiologia da soja: visando altas produtividades. Santa Maria: 2018, 136 p.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/soja\/informacoes\/caracteristicas_361509.html\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"d589\"><strong>Autor:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"fe06\">Alex Maquiel Klein, acad\u00eamico do 8\u00ba semestre do curso de Agronomia e bolsista do grupo PET Agronomia \u2014 Universidade Federal de Santa Maria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sucesso na condu\u00e7\u00e3o de uma lavoura de soja est\u00e1 diretamente ligado ao conhecimento que o t\u00e9cnico respons\u00e1vel tem sobre a planta, o ambiente e as pr\u00e1ticas de manejo que devem ser empregadas. 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