{"id":742,"date":"2021-06-29T17:46:13","date_gmt":"2021-06-29T20:46:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/agronomia\/?p=742"},"modified":"2021-06-29T17:46:15","modified_gmt":"2021-06-29T20:46:15","slug":"pragas-do-algodoeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/agronomia\/2021\/06\/29\/pragas-do-algodoeiro","title":{"rendered":"Pragas do algodoeiro"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/21-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-743\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/21-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/21-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/21-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/21-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/21.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"1167\" class=\"ix iy hg iz b ja jb jc jd je jf jg jh ji jj jk jl jm jn jo jp jq cw ev\" data-selectable-paragraph=\"\">A cotonicultura \u00e9 muito promissora no Brasil, visto que \u00e9 um dos poucos pa\u00edses com territ\u00f3rio dispon<span id=\"rmm\">\u00ed<\/span>vel para a expans\u00e3o da cultura, al\u00e9m de que, a demanda mundial por produtos naturais vem aumentando cada vez mais, favorecendo a fibra no mercado. Segundo a Conab, no ano de 2019, o Brasil passou a ser o segundo maior exportador de algod\u00e3o mundial, somando 1,61 milh\u00f5es de toneladas. Sua produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 concentrada principalmente nos estados de Mato Grosso e Bahia, os quais somam cerca de 90% da produ\u00e7\u00e3o nacional. A atividade em clima tropical pode trazer muitas vantagens, por\u00e9m tamb\u00e9m \u00e9 acompanhada por alguns obst\u00e1culos, como a intensidade e severidade de ataques de pragas, doen\u00e7as e plantas daninhas. Neste texto, abordaremos sobre as principais pragas e uma alternativa para seu controle, visto que muitas delas j\u00e1 s\u00e3o consideradas resistentes a seus inseticidas.<\/p>\n<p id=\"1493\" class=\"ix iy hg iz b ja jr jb jc jd js je jf jg jt jh ji jj ju jk jl jm jv jn jo jq cw ev\" data-selectable-paragraph=\"\">A gama de pragas na cultura do algodoeiro \u00e9 muito vasta e significativa, em virtude de poderem atacar ra\u00edzes, folhas, caule, bot\u00f5es florais, flores, ma\u00e7\u00e3s (fruto) e capulhos (fruto aberto e seco). Essa gama compreende o\u00a0<em class=\"jw\">Anthonomus grandis, Heliothis virescens ou Helicoverpa zea, Alabama argilaceae, Aphis gossypi\u00ed, Pectionophora gossypiella, Tetranychus erticae,Spodoptera frugiperda, Bemisia tabaci, Horcias nobilellus, Diabrotica speciosa, Agrotis ipsilon e Planococcus minor.\u00a0<\/em>Daremos foco para algumas delas devido aos danos causados na cultura e import\u00e2ncia econ\u00f4mica<em class=\"jw\">.<\/em><\/p>\n<p data-selectable-paragraph=\"\">\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_epi_7G-_JMezx4Tv.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-744\" width=\"415\" height=\"288\" \/><figcaption><em>Fonte:\u00a0<\/em><a href=\"https:\/\/www.agroolhar.com.br\/\"><em>https:\/\/www.agroolhar.com.br<\/em><\/a><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O curuquer\u00ea do algodoeiro (Alabama argillacea \u2014 Lepidoptera) \u00e9 uma mariposa de h\u00e1bitos noturnos, com cor marrom-palha e duas manchas circulares escuras no centro das asas anteriores. Sua lagarta mede cerca de 40mm, com colora\u00e7\u00e3o entre verde-amarelado e verde-escuro, sua cabe\u00e7a \u00e9 amarelada com pontua\u00e7\u00f5es pretas e listras longitudinais ao longo do corpo, locomovendo-se como \u201cmede-palmo\u201d (Figura 1). O curuquer\u00ea ataca o limbo foliar, acometendo as folhas quase que totalmente, causando uma desfolha intensa. Dependendo da \u00e9poca em que o ataque ocorre, ele pode causar matura\u00e7\u00e3o precoce das ma\u00e7\u00e3s (diminuindo resist\u00eancia das fibras) e paralisa\u00e7\u00e3o da frutifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"194\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_w8yBvUMpbjwr4Ls8.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-745\" \/><figcaption><em>Fonte: Bayer Crop Science<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>As lagartas-das-ma\u00e7\u00e3s (<em>Heliothis virescens\u00a0<\/em>e\u00a0<em>Helicoverpa zea\u00a0<\/em>\u2014 Lepidoptera), possuem h\u00e1bitos noturnos, com oviposi\u00e7\u00e3o isolada nos ponteiros, folhas novas ou nas br\u00e1cteas dos bot\u00f5es florais. Ambas possuem colora\u00e7\u00f5es parecidas, sendo que na\u00a0<em>H. virescens\u00a0<\/em>a asa anterior \u00e9 verde-amarelada com tr\u00eas faixas marrons obl\u00edquas e asas posteriores claras, com faixa cruzada no centro, j\u00e1 a\u00a0<em>H. zea\u00a0<\/em>possui asas anteriores amareladas ou verde-amareladas, com faixa reniforme escura e asas posteriores claras. Suas lagartas possuem colora\u00e7\u00e3o variada (marrom, verde, rosada, amarelada), com manchas pretas. Ambas lagartas causam danos, resultando na destrui\u00e7\u00e3o dos bot\u00f5es e ma\u00e7\u00e3s, como mostrado na figura 2, e em menor parte, nas flores.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"224\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_4XboaoqBzKUlsk3Z.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-746\" \/><figcaption><em>Fonte: PRA\u00c7A Lilian Botelho, 2007<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p id=\"8e20\">O bicudo do algodoeiro (<em>Anthonomus grandis&nbsp;<\/em>\u2014 Coleoptera) \u00e9 considerado a principal praga da cultura atualmente, sendo que seu preju\u00edzo pode acometer 75% da produ\u00e7\u00e3o (Degrande et al., 2004 e Degrande, 2006). Seu adulto \u00e9 um besouro (Figura 3) marrom avermelhado a cinza escuro, sendo que a colora\u00e7\u00e3o varia de acordo com a idade do inseto.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"ae34\">Mede em torno de 7mm, possui um bico prolongado com a boca em sua extremidade, al\u00e9m de um par de espinhos localizados no f\u00eamur da perna anterior. Seu ataque se d\u00e1 nos bot\u00f5es florais, nos quais as br\u00e1cteas tornam-se amarelas e caem ap\u00f3s sete dias. As ma\u00e7\u00e3s atacadas podem cair ou n\u00e3o, ficando deformadas ou abrindo irregularmente, se estas estiverem em desenvolvimento pode ocorrer abortamento. As sementes no interior da ma\u00e7\u00e3 ficam destru\u00eddas e a fibra apresenta manchas. Segundo CEPEA, se o controle dessa praga n\u00e3o fosse feito, causaria uma redu\u00e7\u00e3o de cerca de 30% na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"e4ae\">Um conjunto de ferramentas que est\u00e1 sendo utilizado como alternativa para o controle das pragas na cotonicultura, \u00e9 o Manejo Integrado de Pragas (MIP), que visa integrar v\u00e1rias t\u00e9cnicas de controle populacional (controle biol\u00f3gico, cultural e gen\u00e9tico), para que essa popula\u00e7\u00e3o existente n\u00e3o cause danos econ\u00f4micos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m para evitar o uso indiscriminado de inseticidas, que leva a resist\u00eancia de insetos. Estrat\u00e9gias de controle que podem ser utilizadas para diversas pragas s\u00e3o queima de plantas volunt\u00e1rias, aduba\u00e7\u00f5es com sulfato de am\u00f4nio, utiliza\u00e7\u00e3o de calc\u00e1rio, rota\u00e7\u00e3o de culturas, e cultivares de algod\u00e3o transg\u00eanico (Bollgard\u00ae). Por\u00e9m, a utiliza\u00e7\u00e3o de insetos parasitas de pragas ou predadores, \u00e9 espec\u00edfica para cada esp\u00e9cie, aumentando a biodiversidade de insetos n\u00e3o praga no ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"e72e\">A cultura do algodoeiro possui pragas diversas que podem atacar e causar danos muito significativos na produ\u00e7\u00e3o e na qualidade das fibras. O controle dessas pragas \u00e9 de extrema import\u00e2ncia, por\u00e9m, a utiliza\u00e7\u00e3o de inseticidas pode selecionar insetos resistentes, dificultando mais ainda seu controle, por esse motivo, o uso de t\u00e9cnicas empregas pelo MIP \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o de grande val\u00eancia, principalmente do ponto de vista da sustentabilidade do meio ambiente, al\u00e9m da diminui\u00e7\u00e3o de perdas, manter alta produ\u00e7\u00e3o e evitar gastos extras.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"95df\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"ef13\">PAZ, da Alessandra, 2019.&nbsp;<strong>Mensura\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da incid\u00eancia de pragas e doen\u00e7as no Brasil: uma aplica\u00e7\u00e3o para as culturas de soja, milho e algod\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"e2c3\">BASTOS, Cristina S. e TORRES Jorge B., 2005.&nbsp;<strong>Controle Biol\u00f3gico e o Manejo de Pragas do Algodoeiro.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"d32f\">PEREIRA M\u00f4nica J. B., ALBUQUERQUE F\u00e1bio A. de, BASTOS Cristina S., 2006.&nbsp;<strong>Pragas do algodoeiro: identifica\u00e7\u00e3o, biologia e sintomas de ataque.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"4101\">MIRANDA Jos\u00e9 E., 2010.&nbsp;<strong>Manejo integrado de pragas do algodoeiro no cerrado brasileiros.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"b4d8\">CARVALHO Saul, 2018.&nbsp;<strong>A cultura do algodoeiro.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"ee19\">PRA\u00c7A Lilian B., 2007.&nbsp;<strong><em>Anthonomus grandis&nbsp;<\/em>Boheman, 1843 (Coleoptera: Curculionidae).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"4c9d\">AZAMBUJA Rosalia, DEGRANDE Paulo E., 2013.<strong>&nbsp;Trinta anos do bicudo-do-algodoeiro no Brasil.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"251d\">SEVERINO Liv S., RODRIGUES Sandra M. M., CHITARRA Luiz G., LIMA Joaquim Filho, CONTINI Elisio, MOTA Mierson, MARRA Renner e ARA\u00daJO Adalberto, 2019.&nbsp;<strong>Cultura do algod\u00e3o cresce no Brasil, mas desafiam aumentam.&nbsp;<\/strong>Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.brasilagro.com.br\/conteudo\/cultura-do-algodao-cresce-no-brasil-mas-desafiam-aumentam.html\">https:\/\/www.brasilagro.com.br\/conteudo\/cultura-do-algodao-cresce-no-brasil-mas-desafiam-aumentam.html<\/a>&gt;. Acesso em: 20 de junho, 2020.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"6442\">Agro Bayer Brasil.&nbsp;<strong>Lagarta das ma\u00e7\u00e3s.&nbsp;<\/strong>2018. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.agro.bayer.com.br\/alvos\/lagarta-das-macas-heliothis-virescens\">https:\/\/www.agro.bayer.com.br\/alvos\/lagarta-das-macas-heliothis-virescens<\/a>&gt; Acesso em: 5 de agosto, 2020.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"8eb8\">Olhar Agro &amp; neg\u00f3cios.&nbsp;<strong>Uma das pragas que mais prejudica o algodoeiro, o Curuquer\u00ea pode destruir at\u00e9 30% da lavoura, saiba mais sobre esta lagarta.&nbsp;<\/strong>2015. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.agroolhar.com.br\/noticias\/exibir.asp?id=19643&amp;noticia=umas-das-pragas-que-mais-prejudica-o-algodoeiro-o-curuquere-pode-destruir-ate-30-da-lavoura-saiba-mais-sobre-esta-lagarta\">https:\/\/www.agroolhar.com.br\/noticias\/exibir.asp?id=19643&amp;noticia=umas-das-pragas-que-mais-prejudica-o-algodoeiro-o-curuquere-pode-destruir-ate-30-da-lavoura-saiba-mais-sobre-esta-lagarta<\/a>&gt;. Acesso em: 20 de junho, 2020.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"f70f\"><strong>Autora:<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p id=\"494c\">Julia Damiani ,acad\u00eamica do 2\u00ba semestre de Agronomia e bolsista do grupo PET Agronomia \u2014 Universidade Federal de Santa Maria<\/p>\n\n\n\n<p id=\"4ce8\"><strong>Texto publicado em:&nbsp;<\/strong><a href=\"https:\/\/maissoja.com.br\/pragas-do-algodoeiro\/\">https:\/\/maissoja.com.br\/pragas-do-algodoeiro\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cotonicultura \u00e9 muito promissora no Brasil, visto que \u00e9 um dos poucos pa\u00edses com territ\u00f3rio dispon\u00edvel para a expans\u00e3o da cultura, al\u00e9m de que, a demanda mundial por produtos naturais vem aumentando cada vez mais, favorecendo a fibra no mercado. 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