{"id":750,"date":"2021-06-29T17:53:38","date_gmt":"2021-06-29T20:53:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/agronomia\/?p=750"},"modified":"2021-06-29T17:53:39","modified_gmt":"2021-06-29T20:53:39","slug":"tripes-na-cultura-da-soja-principais-cuidados-no-manejo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/agronomia\/2021\/06\/29\/tripes-na-cultura-da-soja-principais-cuidados-no-manejo","title":{"rendered":"Tripes na cultura da soja: Principais cuidados no manejo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/23-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-751\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/23-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/23-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/23-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/23-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/23.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"f51c\" class=\"jb jc hk jd b je jf jg jh ji jj jk jl jm jn jo jp jq jr js jt ju cw ev\" data-selectable-paragraph=\"\">As tripes (ordem Thysanoptera) configuram pragas secund\u00e1rias na cultura da soja, ou seja, apesar de causarem preju\u00edzos, normalmente elas n\u00e3o representam um dano econ\u00f4mico expressivo. Entretanto, em algumas situa\u00e7\u00f5es, a infesta\u00e7\u00e3o cresce significativamente, podendo ocasionar grandes perdas de produtividade. O inseto j\u00e1 \u00e9 bastante conhecido por agricultores na produ\u00e7\u00e3o de hortali\u00e7as, algod\u00e3o, feij\u00e3o, dentre outras culturas que convivem com a praga h\u00e1 muitos anos. Na cultura da soja, a incid\u00eancia tem aumentado e surpreendido os produtores, sobretudo na \u00faltima safra, em que houve baixos n\u00edveis de precipita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p id=\"1147\" class=\"jb jc hk jd b je jv jf jg jh jw ji jj jk jx jl jm jn jy jo jp jq jz jr js ju cw ev\" data-selectable-paragraph=\"\">O nome tripes<span id=\"rmm\">\u00a0<\/span>representa as esp\u00e9cies de insetos da Ordem Thysanoptera, que se caracterizam por possu\u00edrem cerdas ou franjas nas margens das asas. S\u00e3o pequenos e medem de 0,5 a 5 mil\u00edmetros de comprimento. Quanto ao seu ciclo de desenvolvimento, varia de 18 a 28 dias. Possuem h\u00e1bito alimentar majoritariamente fit\u00f3fago, com algumas esp\u00e9cies predadoras de \u00e1caros, pulg\u00f5es e cochonilhas. Os insetos-praga t\u00eam o aparelho bucal sugador e, quando se alimentam do conte\u00fado celular, rompem as c\u00e9lulas das plantas, causando um sintoma de raspagem, inicialmente com marcas de colora\u00e7\u00e3o mais esbranqui\u00e7ada ou prateada, que posteriormente adquirem uma tonalidade mais escura. O ataque n\u00e3o ocorre s\u00f3 nas folhas, podendo apresentar-se nas infloresc\u00eancias e outras estruturas da planta, dependendo da esp\u00e9cie do inseto.<\/p>\n<p data-selectable-paragraph=\"\">\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"343\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_v1cBsC7M3tMHM5If.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-752\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_v1cBsC7M3tMHM5If.jpg 700w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_v1cBsC7M3tMHM5If-300x147.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption><strong><em>Figura 1:<\/em><\/strong><em>\u00a0Sintomas de tripes em soja.\u00a0<\/em><strong><em>Fonte:<\/em><\/strong><em>\u00a0Maur\u00edcio P. Batistella Pasini (2020 e 2021).<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"ca6c\">Um dos danos diretos \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea foliar fotossinteticamente ativa e, por esse motivo, interferem no peso do gr\u00e3o ou semente, diminuindo a produtividade. Al\u00e9m disso, podem ocasionar abortamento de folhas e flores pelo envelhecimento precoce promovido pelos danos na planta. Indiretamente, esses insetos s\u00e3o potenciais transmissores de pat\u00f3genos, como o v\u00edrus que causa a doen\u00e7a \u201cqueima-do-broto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"cc24\">As caracter\u00edsticas de cada fase de desenvolvimento do inseto s\u00e3o de extrema import\u00e2ncia para entender e desenvolver um manejo eficiente. Na fase de larva ou ninfa, quando o inseto adquire colora\u00e7\u00e3o amarelada, acontecem os maiores preju\u00edzos. Nessa fase ocorre a danifica\u00e7\u00e3o do tecido e cera que protegem a planta da desidrata\u00e7\u00e3o, aumentando a perda de \u00e1gua dentro do tecido vegetal e levando \u00e0 murcha das folhas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"469\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_N9QzBP5JlvcUllFZ-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-754\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_N9QzBP5JlvcUllFZ-1.jpg 700w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_N9QzBP5JlvcUllFZ-1-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_N9QzBP5JlvcUllFZ-1-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption><strong><em>Figura 2:<\/em><\/strong><em>\u00a0Ilustra\u00e7\u00e3o do ciclo de desenvolvimento da tripes.\u00a0<\/em><strong><em>Fonte:<\/em><\/strong><em>\u00a0Pr\u00f3pria (2021).<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"1c76\">Na cultura da soja prevalecem as esp\u00e9cies&nbsp;<em>Caliothrips braziliensis<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>Frankliniella schultzei.<\/em>&nbsp;A primeira tem prefer\u00eancia de permanecer na parte inferior das folhas, no ter\u00e7o inferior e m\u00e9dio da planta, j\u00e1 a esp\u00e9cie do g\u00eanero&nbsp;<em>Frankliniella<\/em>&nbsp;se instala, na maioria das vezes, no tecido meristem\u00e1tico. Dessa forma, \u00e9 essencial que ocorra o monitoramento da praga desde os est\u00e1dios iniciais da cultura, a fim de realizar o controle antecipado para atingir com maior facilidade a superf\u00edcie abaxial das folhas, onde o inseto fica instalado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"734d\">O acompanhamento torna-se mais dif\u00edcil nos est\u00e1dios de desenvolvimento avan\u00e7ados e com o aumento da popula\u00e7\u00e3o dos organismos, com riscos de reinfesta\u00e7\u00e3o caso o controle qu\u00edmico n\u00e3o dispor de tecnologia de aplica\u00e7\u00e3o adequada para entrar em contato com a tripes.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"700\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_LTKYz3GhfhQ_mH-z.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-755\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_LTKYz3GhfhQ_mH-z.jpg 700w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_LTKYz3GhfhQ_mH-z-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_LTKYz3GhfhQ_mH-z-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption><strong><em>Figura 3:<\/em><\/strong><em>\u00a0Caliothrips braziliensis na fase adulta.\u00a0<\/em><strong><em>Fonte:<\/em><\/strong><em>\u00a0Maur\u00edcio P. Batistella Pasini (2020)<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"2f19\">O manejo deve acontecer de maneira integrada, considerando-se as culturas no sistema de rota\u00e7\u00e3o (atentando-se a hospedeiras como o trigo, feij\u00e3o, algod\u00e3o, milho, dentre outras) e o controle de plantas daninhas que servem de abrigo para a tripes e tamb\u00e9m para as doen\u00e7as as quais ela transmite, tanto na safra quanto na entressafra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"f8ec\">Inseticidas com a\u00e7\u00e3o translaminar devem ser priorizados para que se tenha uma supress\u00e3o eficiente. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante que eles sejam seletivos a fim de evitar a mortandade de inimigos naturais, como alguns cole\u00f3pteros, hem\u00edpteros, larvas de d\u00edpteras e de crisop\u00eddeos. Os ingredientes ativos registrados para o controle das duas principais esp\u00e9cies s\u00e3o sobretudo acefatos (organofosforados), clorfenapir (an\u00e1logo de pirazol), imidacloprido (neonicotin\u00f3ide) e permetrina (piretr\u00f3ide).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"ef0b\">De maneira geral, a tripes n\u00e3o apresenta s\u00e9rios riscos se manejada e controlada da maneira correta, por\u00e9m \u00e9 importante redobrar o cuidado em \u00e9pocas de defici\u00eancia h\u00eddrica. Nesse caso, o desenvolvimento na fase de pseudopupa no solo \u00e9 favorecido, contribuindo para o aumento r\u00e1pido da popula\u00e7\u00e3o, que seria suprimida naturalmente pela chuva. O vento tamb\u00e9m \u00e9 um fator importante de dispers\u00e3o da praga, visto que ela n\u00e3o possui grande capacidade de voo. Dessa forma, com o monitoramento das esp\u00e9cies, principalmente em per\u00edodos de d\u00e9ficit h\u00eddrico, manejo integrado, e o controle adequado no momento certo, tem-se efic\u00e1cia na supress\u00e3o desse inseto-praga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"a481\"><strong>Autora:&nbsp;<\/strong>Fernanda Silveira Ribeiro, acad\u00eamica do 2\u00b0 semestre de Agronomia e Bolsista grupo PET Agronomia \u2014 Universidade Federal de Santa Maria<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"7cd7\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"3e10\">MOMBELLI, Denilso J<strong>. Infesta\u00e7\u00e3o de tripes na cultura da soja.<\/strong>&nbsp;Coagril. Dispon\u00edvel em: &lt; http:\/\/www.coagril-rs.com.br\/informativos\/ver\/255\/infestacao-de-tripes-na-cultura-da-soja&gt;. Acesso em 12 de jan de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"1140\">SALVADORI, Jos\u00e9 R. et. al.&nbsp;<strong>Pragas ocasionais em lavouras de soja no Rio Grande do Sul.<\/strong>&nbsp;Infoteca-e (Reposit\u00f3rio de Informa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica da Embrapa). Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.infoteca.cnptia.embrapa.br\/bitstream\/doc\/852548\/1\/pdo91.pdf&gt;. Acesso em 12 de jan de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"6b5d\">CAMARGO, Amabilio J. A.&nbsp;<strong>Ordem Thysanoptera<\/strong>. Cole\u00e7\u00e3o Entomol\u00f3gica da Embrapa Cerrados. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.embrapa.br\/cerrados\/colecao-entomologica\/thysanoptera&gt;. Acesso em 12 de jan de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"5f4e\"><em>TAMAI, Marco A. et. al.&nbsp;<\/em><strong>Como realizar o controle adequado de tripes em soja e algod\u00e3o. Grupo Cultivar.&nbsp;<\/strong>Dispon\u00edvel em:<strong>&nbsp;&lt;<\/strong>https:\/\/www.grupocultivar.com.br\/noticias\/controle-de-tripes-em-soja-e-algodao&gt;. Acesso em 12 de jan de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"8fbf\">DESTAQUE Rural.&nbsp;<strong>Desafios da Soja 2019\/2020 \u2014 Tripes, a praga dessa safra. 2020.&nbsp;<\/strong>Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=1e_OlnzuPco&gt;. Acesso em 12 de jan de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"9fc8\">CROPLIFE Am\u00e9rica Latina.&nbsp;<strong>O pequeno grande devorador da Soja<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.croplifela.org\/pt\/pragas\/lista-do-pragas\/trips-em-soja&gt;. Acesso em 12 de jan de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"0724\"><strong>Texto publicado em:&nbsp;<\/strong><a href=\"https:\/\/maissoja.com.br\/tripes-na-cultura-da-soja-principais-cuidados-no-manejo\/\">https:\/\/maissoja.com.br\/tripes-na-cultura-da-soja-principais-cuidados-no-manejo\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As tripes (ordem Thysanoptera) configuram pragas secund\u00e1rias na cultura da soja, ou seja, apesar de causarem preju\u00edzos, normalmente elas n\u00e3o representam um dano econ\u00f4mico expressivo. Entretanto, em algumas situa\u00e7\u00f5es, a infesta\u00e7\u00e3o cresce significativamente, podendo ocasionar grandes perdas de produtividade. 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