{"id":770,"date":"2021-06-29T18:17:19","date_gmt":"2021-06-29T21:17:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/agronomia\/?p=770"},"modified":"2021-06-29T18:17:21","modified_gmt":"2021-06-29T21:17:21","slug":"como-controlar-a-disseminacao-de-mofo-branco-na-cultura-da-da-soja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/agronomia\/2021\/06\/29\/como-controlar-a-disseminacao-de-mofo-branco-na-cultura-da-da-soja","title":{"rendered":"Como controlar a dissemina\u00e7\u00e3o de Mofo branco na cultura da da soja"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/4-1-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-771\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/4-1-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/4-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/4-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/4-1-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/4-1.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"8d1d\" class=\"gk gl ex gm b gn go gp gq gr gs gt gu gv gw gx gy gz ha hb hc hd he hf hg hh ec bz\" data-selectable-paragraph=\"\">O primeiro registro de mofo branco no Brasil foi em S\u00e3o Paulo, em 1921, devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas mais favor\u00e1veis daquele local. No passado, essa doen\u00e7a era mais restrita \u00e0s regi\u00f5es Sul e Sudeste do pa\u00eds. No entanto, desde a safra 2003\/2004, ela vem se manifestando em regi\u00f5es mais quentes e, atualmente, estima-se que mais de 6 milh\u00f5es de hectares apresentam essa enfermidade, totalizando entre 9 e 10% de toda a \u00e1rea do territ\u00f3rio brasileiro. O fungo do mofo branco (<em class=\"hi\">Sclerotinia sclerotiorum)\u00a0<\/em>manifesta-se com tempos de chuva, alta umidade relativa do ar e temperaturas amenas, variando entre 15 \u00baC e 25 \u00baC, apresentando maior severidade em \u00e1reas acima dos 600 metros de altitude. Devido a essas condi\u00e7\u00f5es , o mofo branco encontra-se em ambiente favor\u00e1vel em quase todos estados do Sul e do Centro-Oeste do pa\u00eds, atacando diversas culturas, mas principalmente a soja, o feij\u00e3o, a canola e o algod\u00e3o.<\/p>\n<p id=\"294a\" class=\"gk gl ex gm b gn go gp gq gr gs gt gu gv gw gx gy gz ha hb hc hd he hf hg hh ec bz\" data-selectable-paragraph=\"\">A doen\u00e7a aparece no momento da produ\u00e7\u00e3o, de dif\u00edcil percep\u00e7\u00e3o na flora\u00e7\u00e3o e, caso o produtor n\u00e3o se precaveja, pode ser uma doen\u00e7a com efeitos s\u00e9rios na produtividade. A perda de rendimento \u00e9 acompanhada por plantas murchas, podres e at\u00e9 a morte da planta inteira. Por ser um fungo que sobrevive no solo durante v\u00e1rios anos, \u00e9 dif\u00edcil erradicar esse organismo, resultando em uma grande dificuldade no manejo dos efeitos sobre as plantas.<\/p>\n<figure class=\"hk hl hm hn ho eo dp dq paragraph-image\">\n<div class=\"dp dq hj\">\n<div class=\"hu s cb hv\">\n<div class=\"hw hx s\">\n<div class=\"bx hp t u v hq aj hr hs ht\">\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"469\" height=\"352\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_OnoXxNByUNYy1tEV-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-773\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_OnoXxNByUNYy1tEV-1.png 469w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_OnoXxNByUNYy1tEV-1-300x225.png 300w\" sizes=\"(max-width: 469px) 100vw, 469px\" \/><figcaption><strong><em>Figura 1:<\/em><\/strong><em>\u00a0Escler\u00f3dios de Sclerotinia sclerotiorum em res\u00edduo de pr\u00e9-limpeza de gr\u00e3os de soja provenientes de lavoura atacada por mofo-branco.\u00a0<\/em><strong><em>Fonte:<\/em><\/strong><em>\u00a0M.C. Meyer.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na aus\u00eancia de plantas hospedeiras, o fungo consegue sobreviver no solo atrav\u00e9s dos escler\u00f3dios por um per\u00edodo de 5 at\u00e9 10 anos. Esses escler\u00f3dios possuem uma colora\u00e7\u00e3o escura e s\u00e3o formados pelo pr\u00f3prio mic\u00e9lio do fungo, contendo bastantes subst\u00e2ncias de reserva, as quais possibilitam a viabilidade no ambiente por muito tempo at\u00e9 o momento em que as condi\u00e7\u00f5es ambientais sejam favor\u00e1veis \u00e0 sua germina\u00e7\u00e3o. Os escler\u00f3dios podem estar tanto na superf\u00edcie quanto no interior da haste e vagens infectadas e, ao ca\u00edrem no solo, tornam-se fonte de in\u00f3culo para as culturas hospedeiras subsequentes, iniciando o processo infeccioso da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"525\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_C6HHZqn4HZid1-pS.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-774\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_C6HHZqn4HZid1-pS.jpg 700w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/0_C6HHZqn4HZid1-pS-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption><strong><em>Figura 2:<\/em><\/strong><em>\u00a0Forma\u00e7\u00e3o de escler\u00f3dios na soja.\u00a0<\/em><strong><em>Fonte:<\/em><\/strong><em>\u00a0Agro Revenda.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"edf2\">O mofo branco \u00e9 capaz de infectar qualquer parte da planta de soja, mas intensifica-se na fase reprodutiva, mais especificamente entre R1 e R4. Nesses est\u00e1gios as plantas s\u00e3o atacadas a partir das infloresc\u00eancias, das axilas, dos pec\u00edolos e dos ramos laterais. Portanto, \u00e9 necess\u00e1rio um manejo eficiente para diminuir essa infesta\u00e7\u00e3o e conseguir um maior controle das \u00e1reas j\u00e1 infectadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"b5d1\">A ado\u00e7\u00e3o de medidas de controle visam reduzir a taxa de progresso dos escler\u00f3dios no solo e manter um n\u00edvel baixo de dano econ\u00f4mico. Entre as condutas tecnicamente eficientes destacam-se:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Aquisi\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de sementes certificadas e de boa qualidade, podendo garantir a aus\u00eancia da estrutura do fungo;<\/li><li>Tratamento de sementes com fungicida, impedindo a aus\u00eancia de prop\u00e1gulos vi\u00e1veis da doen\u00e7a na superf\u00edcie das sementes e tamb\u00e9m para proteger a pl\u00e2ntula nos est\u00e1dios iniciais;<\/li><li>Limpeza de m\u00e1quinas e implementos utilizados em \u00e1reas com hist\u00f3rico de mofo branco, para n\u00e3o disseminar para outras \u00e1reas n\u00e3o infestadas;<\/li><li>Rota\u00e7\u00e3o e\/ou sucess\u00e3o de culturas n\u00e3o hospedeiras, principalmente com a utiliza\u00e7\u00e3o de gram\u00edneas;<\/li><li>Cobertura de solo com palhada, promovendo uma barreira f\u00edsica, impedindo a luz direta sobre os apot\u00e9cios;<\/li><li>Escolha de cultivares mais eretas, menos ramificadas e com folhas menores;<\/li><li>Aumento do espa\u00e7amento entre linhas em \u00e1reas com hist\u00f3rico da doen\u00e7a, permitindo assim uma maior aera\u00e7\u00e3o e boa penetra\u00e7\u00e3o de raios UV na superf\u00edcie do solo;<\/li><li>Controle de plantas daninhas hospedeiras com o uso de herbicidas pr\u00e9-emergentes;<\/li><li>Controle qu\u00edmico que se inicia nas primeiras aberturas de flores (R1 da cultura da soja).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"7502\">Outra maneira de preven\u00e7\u00e3o \u00e9 o uso de agentes antagonistas, como os fungos&nbsp;<em>Trichoderma spp.,<\/em>&nbsp;que atacam os escler\u00f3dios, diminuindo a popula\u00e7\u00e3o de Sclerotinia sclerotiorum. Apesar de no inverno o desempenho do Trichoderma ser comprometido por conta do frio, ainda assim \u00e9 poss\u00edvel o seu uso para controlar e evitar a dissemina\u00e7\u00e3o do mofo branco, mesmo com menor efici\u00eancia. J\u00e1 no ver\u00e3o, \u00e9 recomend\u00e1vel a sua utiliza\u00e7\u00e3o, mesmo em culturas como o milho, pois o escler\u00f3dio est\u00e1 no solo, logo, acaba diminuindo os problemas posteriormente, principalmente na cultura da soja.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"46b1\">Assim, a efici\u00eancia no controle do mofo branco na soja s\u00f3 ser\u00e1 efetiva com o manejo integrado das medidas citadas anteriormente, pois medidas isoladas n\u00e3o proporcionar\u00e3o o controle desejado do fungo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"c7fc\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"66cc\">CARDOSO, J. E. Mofo branco. In: SARTORATO, A.; RAVA, C. A. (Ed.).&nbsp;<strong>Principais doen\u00e7as do feijoeiro comum e seu controle<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.agro.bayer.com.br\/essenciais-do-campo\/alvos\/doencas\/mofo-branco&gt;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"2eea\">KOPPERT BIOLOGICAL SYSTEMS.&nbsp;<strong>Mofo Branco.&nbsp;<\/strong>Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.koppert.com.br\/desafios\/controle-de-doencas\/mofo-branco\/&gt;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"2471\">LANDGRAF, Lebna.&nbsp;<strong>Manejo integrado \u00e9 alternativa para controle do mofo-branco em soja.<\/strong>&nbsp;Dispon\u00edvel em:<strong>&nbsp;&lt;<\/strong>https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-noticias\/-\/noticia\/44464158\/manejo-integrado-e-alternativa-para-controle-do-mofo-branco-em-soja&gt;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"b90b\">GODOY, C. V. et al. Doen\u00e7as da Soja. In: AMORIM, L. et al. (Ed.).&nbsp;<strong>Manual de Fitopatologia: Volume 2 \u2014 Doen\u00e7as das Plantas Cultivadas.<\/strong>&nbsp;Dispon\u00edvel em:<strong>&nbsp;&lt;<\/strong>https:\/\/blogagro.basf.com.br\/as-7-doencas-da-cultura-da-soja-813\/n&gt;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"f222\">CHINELATO, Gressa.&nbsp;<strong>Mofo-branco: como identificar, controlar e prevenir na sua lavoura.<\/strong>&nbsp;Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/blog.aegro.com.br\/mofo-branco\/&gt;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"56be\">MEYER, C. M.&nbsp;<strong>Mofo-branco: desafios do manejo na cultura da soja.&nbsp;<\/strong>Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.grupocultivar.com.br\/artigos\/mofo-branco-desafios-do-manejo-na-cultura-da-soja&gt;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"76d9\">DALL\u2019AGNOL, Am\u00e9lio. Mofo-branco, uma das mais antigas doen\u00e7as da soja. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/blogs.canalrural.com.br\/embrapasoja\/2020\/08\/31\/mofo-branco-uma-das-mais-antigas-doencas-da-soja\/&gt;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"9182\"><strong>Autor:<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"3872\">Benhur Sari Severo, acad\u00eamico do 2\u00ba semestre do curso de Agronomia e Integrante do PET Agronomia \u2014 Universidade Federal de Santa Maria<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"b5dc\">Texto publicado em:<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/maissoja.com.br\/como-controlar-a-disseminacao-de-mofo-branco-na-cultura-da-da-soja\/\">https:\/\/maissoja.com.br\/como-controlar-a-disseminacao-de-mofo-branco-na-cultura-da-da-soja\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O primeiro registro de mofo branco no Brasil foi em S\u00e3o Paulo, em 1921, devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas mais favor\u00e1veis daquele local. 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