{"id":799,"date":"2021-06-29T18:36:01","date_gmt":"2021-06-29T21:36:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/agronomia\/?p=799"},"modified":"2021-06-29T18:36:03","modified_gmt":"2021-06-29T21:36:03","slug":"identificacao-e-manejo-de-doencas-no-trigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/agronomia\/2021\/06\/29\/identificacao-e-manejo-de-doencas-no-trigo","title":{"rendered":"Identifica\u00e7\u00e3o e Manejo de Doen\u00e7as no Trigo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/12-1-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-800\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/12-1-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/12-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/12-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/12-1-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/12-1.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"cda6\" class=\"ix iy hg iz b ja jb jc jd je jf jg jh ji jj jk jl jm jn jo jp jq cw ev\" data-selectable-paragraph=\"\">A cultura do trigo (Triticumaestivum L.) tem grande import\u00e2ncia para o Rio Grande do Sul, \u00f3tima op\u00e7\u00e3<span id=\"rmm\">o<\/span>\u00a0de cultivo de inverno e pode apresentar benef\u00edcios para as culturas posteriores como o controle de plantas invasoras, um grande teor de palhada e um bom retorno financeiro ao produtor. Isso porque o trigo \u00e9 um dos principais cereais da alimenta\u00e7\u00e3o humana e apresenta grande demanda de produ\u00e7\u00e3o. No entanto, fatores como as doen\u00e7as, podem comprometer seu rendimento, pois s\u00e3o dif\u00edceis de manejar, sendo essencial o uso de pr\u00e1ticas integradas para o controle. Entre as doen\u00e7as que acometem o trigo, podem ser citadas a giberela, o brusone, o o\u00eddio e a mancha amarela.<\/p>\n<p id=\"1dc0\" class=\"ix iy hg iz b ja jr jb jc jd js je jf jg jt jh ji jj ju jk jl jm jv jn jo jq cw ev\" data-selectable-paragraph=\"\">A giberela \u00e9 causada pelo fung o (Gibberellazeae\/Fusariumgraminearum), pode ser reconhecida pela descolora\u00e7\u00e3o das espiguetas e aristas deslocadas para fora das espigas. Apresenta dano ao rendimento e qualidade dos gr\u00e3os. O brusone (Magnaportheoryzae\/ Pyriculariaoryzae), afeta as espigas, reconhecida por causar a descolora\u00e7\u00e3o da espigueta acima do local onde houve a infec\u00e7\u00e3o, nesse local \u00e9 poss\u00edvel observar um ponto escuro devido o rompimento de transloca\u00e7\u00e3o de nutrientes.<\/p>\n<p id=\"3a77\" class=\"ix iy hg iz b ja jr jb jc jd js je jf jg jt jh ji jj ju jk jl jm jv jn jo jq cw ev\" data-selectable-paragraph=\"\">O O\u00eddio (Blumeriagraminis f. sp, tritici), \u00e9 reconhecido na fase inicial, antes do perfilhamento. O fungo sobre as folhas apresenta um aspecto de p\u00f3 branco ou cinza e abaixo desse p\u00f3 a folha pode estar amarelada. Os esporos se desprendem com facilidade, podendo ser carregado pelo vento facilitando a dissemina\u00e7\u00e3o do fungo pelas lavouras, essa doen\u00e7a \u00e9 prop\u00edcia em anos com poucas chuvas. A mancha amarela (Pyrenophoratriticirepentis\/Drechsleratritici-repentis), no fim do ciclo pode fazer com que todo o limbo foliar fique necrosado caso a doen\u00e7a n\u00e3o seja controlada. A produ\u00e7\u00e3o de trigo \u00e9 muito prejudicada, pois a \u00e1rea fotossint\u00e9tica da folha \u00e9 afetada. Essa doen\u00e7a \u00e9 comum em plantio direto pois o fungo pode estar nos restos culturais. Em resumo, com exce\u00e7\u00e3o do o\u00eddio, as doen\u00e7as s\u00e3o favorecidas em anos chuvosos e temperaturas elevadas, ao fim do texto \u00e9 poss\u00edvel ver fotos dessas 4 doen\u00e7as no trigo.<\/p>\n<p data-selectable-paragraph=\"\">\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"530\" height=\"554\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/1_faPn_xvPOeVywMtoiX3g8w-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-802\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/1_faPn_xvPOeVywMtoiX3g8w-1.jpg 530w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/06\/1_faPn_xvPOeVywMtoiX3g8w-1-287x300.jpg 287w\" sizes=\"(max-width: 530px) 100vw, 530px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"b41e\">Nesse sentido, h\u00e1 diversas pr\u00e1ticas que podem auxiliar no controle dessas doen\u00e7as, fazendo uso do manejo integrado. Utilizar cultivares resistentes \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o, visto que o produtor pode conhecer quais as doen\u00e7as mais comuns em sua \u00e1rea e h\u00e1 um vasto portf\u00f3lio dessas cultivares. Al\u00e9m disso, utilizar sementes certificadas e realizar o tratamento de sementes (TS) \u00e9 essencial, levando em conta que muitos pat\u00f3genos podem estar no solo ou em restos culturais, com o TS \u00e9 poss\u00edvel evitar que as sementes ou as pl\u00e2ntulas sejam infectadas. A rota\u00e7\u00e3o de cultura \u00e9 eficiente, pois muitos in\u00f3culos permanecem dormentes nos restos culturais, por isso deve-se utilizar culturas que n\u00e3o ser\u00e3o hospedeiras de fungos causadoresde doen\u00e7as no trigo. Essa rota\u00e7\u00e3o de culturas deve ser feita com culturas de mesma \u00e9poca que o trigo. Outra pr\u00e1tica para o controle da maioria das doen\u00e7as citadas \u00e9 o uso de defensivos qu\u00edmicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"b99e\">No entanto, devido a press\u00e3o de sele\u00e7\u00e3o associada ao uso cont\u00ednuo de fungicidas, esses podem n\u00e3o ser eficientes no controle de doen\u00e7as, tornando-se um investimento n\u00e3o rent\u00e1vel. Nesse caso, ao usar fungicida \u00e9 necess\u00e1rio ter cuidados que evitem casos de resist\u00eancias e prolongue a sua vida \u00fatil, para isso \u00e9 importante a rota\u00e7\u00e3o de mecanismos de a\u00e7\u00e3o e usar produtos com efeito protetivo, isto \u00e9, fungicidas multiss\u00edtios que agem em diferentes pontos do metabolismo do fungo ao mesmo tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"74f7\">Em vista disso, \u00e9 essencial que os produtores conhe\u00e7am e saibam identificar as doen\u00e7as, al\u00e9m de realizar o manejo integrado de doen\u00e7as, levando em conta o uso em conjunto das pr\u00e1ticas citadas no texto. Assim \u00e9 poss\u00edvel evitar doen\u00e7as, prolongar a efici\u00eancia dos fungicidas e evitar perdas de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"7013\">Refer\u00eancias:<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"2edb\">SANTANA, Fl\u00e1vio Martins; LAU, Douglas; MACIEL, Jo\u00e3o Leodato Nunes; FERNANDES, Jos\u00e9 Maur\u00edcio Cunha; COSTAMILAN, Leila Maria. Manual de Identifica\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as de Trigo. Passo Fundo: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria, 2012. 48 p.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"2a70\">CASTRO, Ricardo Lima de et al. Informa\u00e7\u00f5es T\u00e9cnicas para Trigo e Triticale. Passo Fundo: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria, 2018. 240 p. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.reuniaodetrigo.com.br\/\">https:\/\/www.reuniaodetrigo.com.br\/<\/a>&nbsp;download\/ID44570\u20132018InfTecTrigoTriticale2019.pdf. Acesso em: 15 jun. 2020.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"c7c1\">Autora:<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"b10c\">Ar\u00edcia Ritter Corr\u00eaa, acad\u00eamica do 3\u00ba semestre de Agronomia e bolsista PET Agronomia \u2014 Universidade Federal de Santa Maria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"a94b\">Email: ariciaritter18@gmail.com<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"f37f\">Contato: 55 996776692<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cultura do trigo (Triticumaestivum L.) tem grande import\u00e2ncia para o Rio Grande do Sul, \u00f3tima op\u00e7\u00e3o\u00a0de cultivo de inverno e pode apresentar benef\u00edcios para as culturas posteriores como o controle de plantas invasoras, um grande teor de palhada e um bom retorno financeiro ao produtor. 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