{"id":803,"date":"2021-07-01T10:33:55","date_gmt":"2021-07-01T13:33:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/agronomia\/?p=803"},"modified":"2021-07-01T10:33:57","modified_gmt":"2021-07-01T13:33:57","slug":"supressao-de-plantas-daninhas-durante-a-entressafra-de-soja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/agronomia\/2021\/07\/01\/supressao-de-plantas-daninhas-durante-a-entressafra-de-soja","title":{"rendered":"SUPRESS\u00c3O DE PLANTAS DANINHAS DURANTE A ENTRESSAFRA DE SOJA"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/07\/1_Gtx3Wdmutk60Ou7KShzchQ-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-804\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/07\/1_Gtx3Wdmutk60Ou7KShzchQ-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/07\/1_Gtx3Wdmutk60Ou7KShzchQ-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/07\/1_Gtx3Wdmutk60Ou7KShzchQ-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/07\/1_Gtx3Wdmutk60Ou7KShzchQ-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/07\/1_Gtx3Wdmutk60Ou7KShzchQ.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"c35b\" class=\"ix iy hg iz b ja jb jc jd je jf jg jh ji jj jk jl jm jn jo jp jq cw ev\" data-selectable-paragraph=\"\">Durante a safra principal de soja uma das preocupa\u00e7\u00f5es dos produtores \u00e9 com o controle de plantas daninhas que poder\u00e3o competir por \u00e1gua, luz e nutrientes, e reduzir a produtividade das culturas. Entretanto, esse manejo \u00e9 importante n\u00e3o somente nos meses em que a oleaginosa est\u00e1 no campo, mas tamb\u00e9m durante a entressafra com o objetivo de evitar o desenvolvimento de invasoras na \u00e1rea. Basicamente, tr\u00eas medidas de controle podem ser adotadas: interven\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica (utiliza\u00e7\u00e3o de ro\u00e7adeiras, grades de disco, rolo faca, etc), controle qu\u00edmico (herbicidas) e o manejo cultural.<\/p>\n<p id=\"907e\" class=\"ix iy hg iz b ja jr jb jc jd js je jf jg jt jh ji jj ju jk jl jm jv jn jo jq cw ev\" data-selectable-paragraph=\"\">Segundo o\u00a0<span id=\"rmm\">C<\/span>omit\u00ea de A\u00e7\u00e3o a Resist\u00eancia aos Herbicidas (HRAC) no Brasil, somente na cultura da soja (Glycine max), j\u00e1 s\u00e3o, pelo menos, 30 casos registrados de esp\u00e9cies de plantas daninhas resistentes a herbicidas. Os casos mais recentes s\u00e3o Amaranthus hybridus (syn: quitensis), Conyza sumatrensis e Eleusine indica, os tr\u00eas com resist\u00eancia m\u00faltipla. Essa informa\u00e7\u00e3o salienta a necessidade de utilizar estrat\u00e9gias de controle, como o manejo cultural, aliadas ao manejo qu\u00edmico, dadas as suas limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p id=\"84f3\" class=\"ix iy hg iz b ja jr jb jc jd js je jf jg jt jh ji jj ju jk jl jm jv jn jo jq cw ev\" data-selectable-paragraph=\"\">As medidas culturais consistem de diversas pr\u00e1ticas agr\u00edcolas que poder\u00e3o ser adotadas para suprimir as invasoras, mas destaca-se o manejo destas na entressafra. O objetivo \u00e9 impedir que durante a entressafra as plantas daninhas se desenvolvam e se multipliquem, para que durante o ciclo da cultura principal n\u00e3o haja interfer\u00eancia destas esp\u00e9cies. A supress\u00e3o das plantas indesejadas pode ser realizada com a utiliza\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies de inverno que servir\u00e3o de cobertura do solo, competindo por \u00e1gua, luz e nutrientes, al\u00e9m de algumas esp\u00e9cies possu\u00edrem efeito alelop\u00e1tico sobre as invasoras, impedindo a sua emerg\u00eancia. Desse modo, contribuindo estrategicamente para o objetivo central do manejo de plantas daninhas, que busca a redu\u00e7\u00e3o do banco de sementes presente no solo.<\/p>\n<p id=\"1f17\" class=\"ix iy hg iz b ja jr jb jc jd js je jf jg jt jh ji jj ju jk jl jm jv jn jo jq cw ev\" data-selectable-paragraph=\"\">No sul do pa\u00eds, especialmente no estado do Rio Grande do Sul, destaca-se o cultivo de algumas esp\u00e9cies de inverno como nabo forrageiro, aveia-preta, centeio, azev\u00e9m e diversos cons\u00f3rcios que consistem da misturas de duas ou mais esp\u00e9cies a serem semeadas em uma \u00e1rea. Em estudo realizado por Balbinot Jr. et al. (2007) todas as esp\u00e9cies supracitadas apresentaram potencial de suprimir a emerg\u00eancia, assim como o ac\u00famulo de massa seca das plantas daninhas, exceto o nabo forrageiro, que isoladamente n\u00e3o apresentou potencial de supress\u00e3o.<\/p>\n<p id=\"fe28\" class=\"ix iy hg iz b ja jr jb jc jd js je jf jg jt jh ji jj ju jk jl jm jv jn jo jq cw ev\" data-selectable-paragraph=\"\">Neste sentido, nota-se a import\u00e2ncia da utiliza\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies em cons\u00f3rcio, pois os efeitos s\u00e3o somados e contribuem simultaneamente com o sistema. Doneda et al. (2012), ao avaliar a produ\u00e7\u00e3o de fitomassa de culturas puras e em cons\u00f3rcio, observou que o cons\u00f3rcio entre leguminosas, br\u00e1ssicas e gram\u00edneas possuiu maior aporte de fitomassa que plantas de coberturas isoladas, sendo que esse resultado corrobora com a supress\u00e3o de invasoras, isto \u00e9: quanto maior a produ\u00e7\u00e3o de fitomassa das plantas de cobertura, maior a supress\u00e3o das plantas daninhas.<\/p>\n<p data-selectable-paragraph=\"\">\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"581\" height=\"416\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/07\/1_90S1t4T88qXSl2SCMCLhuA.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-805\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/07\/1_90S1t4T88qXSl2SCMCLhuA.jpg 581w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/07\/1_90S1t4T88qXSl2SCMCLhuA-300x215.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 581px) 100vw, 581px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"d645\">Deve-se considerar tamb\u00e9m a \u00e9poca de semeadura das esp\u00e9cies de cobertura. Atualmente, alguns produtores de soja t\u00eam adotado a t\u00e9cnica de sobressemeadura, que consiste em semear a cultura anual de inverno sobre aquela que j\u00e1 est\u00e1 estabelecida, neste caso, a soja, sendo a semeadura no est\u00e1dio R7 da cultura. Essa estrat\u00e9gia permite que as esp\u00e9cies de inverno se estabele\u00e7am cedo na \u00e1rea, evitando o estabelecimento de plantas daninhas, al\u00e9m de aproveitar os nutrientes advindos da queda das folhas da soja, servindo como um fertilizante que auxilia no estabelecimento inicial da cultura, al\u00e9m de ciclar os nutrientes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"8bab\">Outro efeito adicional ao introduzir plantas de cobertura durante a entressafra \u00e9 o efeito alelop\u00e1tico das esp\u00e9cies de inverno. Essas plantas possuem a capacidade de produzir subst\u00e2ncias qu\u00edmicas que s\u00e3o liberadas no ambiente, dificultando o desenvolvimento de outras esp\u00e9cies. Em estudos realizados por Tokura e N\u00f3brega (2006), ao avaliar plantas de cobertura que apresentaram maior potencial alelop\u00e1tico sobre plantas invasoras, as que se sobressa\u00edram foram: aveia preta, canola, nabo forrageiro e milheto. Al\u00e9m disso, na \u00e1rea desse experimento foram identificadas: 15 fam\u00edlias bot\u00e2nicas e 28 esp\u00e9cies de plantas infestantes. A fam\u00edlia mais expressiva foi Asteraceae com nove esp\u00e9cies de plantas infestantes, seguida pela Brassicaceae, com tr\u00eas esp\u00e9cies.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"311c\">Por fim, cabe salientar que a utiliza\u00e7\u00e3o de plantas de cobertura durante a entressafra contribui com a supress\u00e3o de plantas daninhas, mas tamb\u00e9m contribui com a melhoria de diversas caracter\u00edsticas do solo, tais como: o incremento da mat\u00e9ria org\u00e2nica no solo, pode auxiliar na descompacta\u00e7\u00e3o do solo, na manuten\u00e7\u00e3o da umidade do solo, atenua as varia\u00e7\u00f5es de temperatura, aumentam a atividade biol\u00f3gica do solo, melhoram a estrutura, dentre outros benef\u00edcios diretos e indiretos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"a733\">REFER\u00caNCIAS:<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"db0e\">BALBINOT JR., A.A. et al. Efeito de coberturas de inverno e sua \u00e9poca de manejo sobre a infesta\u00e7\u00e3o de plantas daninhas na cultura de milho. Planta daninha vol.25 no.3 Vi\u00e7osa July\/Sept. 2007<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"d7cd\">DONEDA, A. et al. Fitomassa e decomposi\u00e7\u00e3o de res\u00edduos de plantas de cobertura puras e consorciadas. Rev. Bras. Ci\u00eanc. Solo. 2012, vol.36, n.6, pp.1714\u20131723.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"ed8c\">HRAC-BR. Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de A\u00e7\u00e3o a Risist\u00eancia de Plantas Daninhas e Herbicidas. Risistant Weeks in Brazil. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.weedscience.com\/Summary\/Country.aspx?CountryID=5.\">http:\/\/www.weedscience.com\/Summary\/Country.aspx?CountryID=5.<\/a>&nbsp;Acessado em: 12 de julho de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"20a9\">TOKURA K. L. E N\u00d3BREGA P.H.L. Alelopatia de cultivos de cobertura vegetal sobre plantas infestantes. Acta Sci. Agron. Maring\u00e1, v. 28, n. 3, p. 379\u2013384, July\/Sept., 2006.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"2c98\">Autora:<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"273f\">Mariana Miranda Wruck, acad\u00eamica do 6\u00ba semestre de Agronomia e bolsista do grupo PET Agronomia \u2014 Universidade Federal de Santa Maria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"1137\">E-mail:marianamwruck@gmail.com<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"d3f5\">Telefone: (55) 9 9676\u20133285<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"87b6\">Texto publicado em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/maissoja.com.br\/supressao-de-plantas-daninhas-durante-a-entressafra-de-soja\/\">https:\/\/maissoja.com.br\/supressao-de-plantas-daninhas-durante-a-entressafra-de-soja\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante a safra principal de soja uma das preocupa\u00e7\u00f5es dos produtores \u00e9 com o controle de plantas daninhas que poder\u00e3o competir por \u00e1gua, luz e nutrientes, e reduzir a produtividade das culturas. 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