{"id":806,"date":"2021-07-08T14:12:01","date_gmt":"2021-07-08T17:12:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/agronomia\/?p=806"},"modified":"2021-07-08T14:12:03","modified_gmt":"2021-07-08T17:12:03","slug":"producao-cafeeira-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/agronomia\/2021\/07\/08\/producao-cafeeira-no-brasil","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o cafeeira no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/07\/1_m2nhXSZbR8_9Yb9JNpiXUw-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-807\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/07\/1_m2nhXSZbR8_9Yb9JNpiXUw-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/07\/1_m2nhXSZbR8_9Yb9JNpiXUw-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/07\/1_m2nhXSZbR8_9Yb9JNpiXUw-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/07\/1_m2nhXSZbR8_9Yb9JNpiXUw-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/07\/1_m2nhXSZbR8_9Yb9JNpiXUw.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"855e\" class=\"ix iy hg iz b ja jb jc jd je jf jg jh ji jj jk jl jm jn jo jp jq cw ev\" data-selectable-paragraph=\"\">Historicamente, o Brasil se enquadra como um dos principais produtores mundiais de alimentos, com de<span id=\"rmm\">s<\/span>taque no cultivo e exporta\u00e7\u00e3o de diversas culturas agr\u00edcolas, seguindo ciclos que se sucederam desde a coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa. Dentre elas, a produ\u00e7\u00e3o cafeeira vem desde o per\u00edodo imperial e com destaque at\u00e9 na Rep\u00fablica Velha. Entretanto, no atual cen\u00e1rio do agroneg\u00f3cio nacional, essa cadeia produtiva perdeu import\u00e2ncia relativa para culturas como soja, milho e cana-de-a\u00e7\u00facar. Apesar disso, o pa\u00eds \u00e9 o maior produtor mundial de caf\u00e9, gr\u00e3o que ainda apresenta import\u00e2ncia econ\u00f4mica, principalmente da regi\u00e3o sudoeste do pa\u00eds, onde concentra-se a maior parte da produ\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 brasileiro.<\/p>\n<p id=\"1c27\" class=\"ix iy hg iz b ja jr jb jc jd js je jf jg jt jh ji jj ju jk jl jm jv jn jo jq cw ev\" data-selectable-paragraph=\"\">O cafeeiro (<em class=\"jw\">Coffea sp.<\/em>) \u00e9 uma planta arbustiva do g\u00eanero\u00a0<em class=\"jw\">Rubiaceae<\/em>, possuindo diversas esp\u00e9cies dentro do g\u00eanero\u00a0<em class=\"jw\">Coffea<\/em>\u00a0L., tem sua origem correspondente \u00e0s terras altas da Eti\u00f3pia, se difundindo para o mundo atrav\u00e9s das rotas comerciais do Egito e da Europa. Morfologicamente, a planta \u00e9 classificada como um arbusto de crescimento cont\u00ednuo, podendo atingir at\u00e9 4m de altura, dependendo das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e disponibilidade de nutrientes no solo, apresentando um sistema radicular de grande desenvolvimento, que pode atingir at\u00e9 3m de profundidade. O produto final do ciclo da planta \u00e9 um gr\u00e3o seco que passa por processos industriais para ser utilizado como base de alimentos e bebidas, sendo parte do dia a dia de quase toda a popula\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p id=\"342f\" class=\"ix iy hg iz b ja jr jb jc jd js je jf jg jt jh ji jj ju jk jl jm jv jn jo jq cw ev\" data-selectable-paragraph=\"\">Figura 1: Cafeeiro<\/p>\n<p data-selectable-paragraph=\"\">\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"307\" height=\"409\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/07\/0_0AYRL3DTMkiTcoEl.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-808\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/07\/0_0AYRL3DTMkiTcoEl.jpg 307w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2021\/07\/0_0AYRL3DTMkiTcoEl-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 307px) 100vw, 307px\" \/><figcaption><em>Foto: MEIRA, Carlos Alberto Alves<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"4fff\">A cadeia produtiva do caf\u00e9 brasileiro produziu, em m\u00e9dia, 61,62 milh\u00f5es de sacas no ano de 2020, com aumento de 25% em rela\u00e7\u00e3o ao ano de 2019, arrecadando uma receita bruta de R$ 30,95 bilh\u00f5es. Esses n\u00fameros colocam o caf\u00e9 com o 5\u00ba lugar no ranking das culturas de maior import\u00e2ncia no pa\u00eds, com destaque para o estado de Minas Gerais, que det\u00e9m cerca de 60% de toda a produ\u00e7\u00e3o nacional, seguido de Esp\u00edrito Santo e S\u00e3o Paulo. Os principais destinos da exporta\u00e7\u00e3o s\u00e3o, em primeiro lugar, os Estados Unidos, importando 2,7 milh\u00f5es de sacas; em segundo a Alemanha com a compra de 2,4 milh\u00f5es e em terceiro a It\u00e1lia, consumindo cerca de 1,2 milh\u00e3o de sacas do gr\u00e3o. Esses valores s\u00e3o referentes tanto ao caf\u00e9 ar\u00e1bica quanto ao caf\u00e9 conilon.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"efab\">O caf\u00e9 ar\u00e1bica (<em>Coffea ar\u00e1bica<\/em>) possui esse nome justamente pela sua origem \u00e1rabe, sendo uma das primeiras esp\u00e9cies a serem difundidas nas rotas comerciais. Seus gr\u00e3os s\u00e3o ovalados e finos e suas diversas variedades possuem algumas caracter\u00edsticas comuns, como plantas mais suscept\u00edveis a pragas, exig\u00eancia de altas altitudes no cultivo e temperaturas amenas, por esse motivo \u00e9 considerado um tipo de gr\u00e3o especial e refinado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"67c7\">J\u00e1 o caf\u00e9 conilon, tamb\u00e9m chamado de caf\u00e9 robusta, possui maior resist\u00eancia, com gr\u00e3os arredondados e pequenos, sendo uma esp\u00e9cie originaria do Congo. Possui um menor valor agregado se comparado ao caf\u00e9 ar\u00e1bica, al\u00e9m de folhas menores e de texturas mais lisas. \u00c9 empregado na formula\u00e7\u00e3o de caf\u00e9s sol\u00faveis, com toques amargos e fortes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"72f0\">Essas rela\u00e7\u00f5es com o exterior, principalmente no final do s\u00e9culo XIX, permitiram a elabora\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica cambial padronizada e redefiniram diversos aspectos financeiros, bem como o perfil de um mercado consumidor. Uma fronteira muito importante que serviu de \u201cguia\u201d e impacta at\u00e9 hoje nas rela\u00e7\u00f5es internacionais de venda dos produtos agr\u00edcolas produzidos em solo brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"f90a\">Autor:<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"760f\">Yuri Rafael Rissi, acad\u00eamico do 4\u00ba Semestre de Agronomia e integrante do grupo PET Agronomia \u2014 Universidade Federal de Santa Maria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"34bb\">E-mail: yuririssi21@gmail.com<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"b280\">Telefone: (55) 99684\u20137010<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Historicamente, o Brasil se enquadra como um dos principais produtores mundiais de alimentos, com destaque no cultivo e exporta\u00e7\u00e3o de diversas culturas agr\u00edcolas, seguindo ciclos que se sucederam desde a coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa. 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