{"id":899,"date":"2022-02-05T20:10:27","date_gmt":"2022-02-05T23:10:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/agronomia\/?p=899"},"modified":"2022-02-05T20:12:15","modified_gmt":"2022-02-05T23:12:15","slug":"manejo-da-pastagem-de-azevem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/agronomia\/2022\/02\/05\/manejo-da-pastagem-de-azevem","title":{"rendered":"Manejo da pastagem de azev\u00e9m"},"content":{"rendered":"\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"700\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2022\/02\/1-JBTCXtB4s0Fh-L7TUjtmuQ-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-900\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2022\/02\/1-JBTCXtB4s0Fh-L7TUjtmuQ-1.jpeg 700w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2022\/02\/1-JBTCXtB4s0Fh-L7TUjtmuQ-1-300x300.jpeg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/779\/2022\/02\/1-JBTCXtB4s0Fh-L7TUjtmuQ-1-150x150.jpeg 150w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O azev\u00e9m anual \u00e9 a forrageira mais cultivada no RS, apresentando um papel fundamental na oferta de forragem durante o per\u00edodo da esta\u00e7\u00e3o fria, sendo utilizado tanto para pastejo direto como para fabrica\u00e7\u00e3o de feno. J\u00e1 para a produ\u00e7\u00e3o de silagem n\u00e3o tem sido muito utilizado, devido ao alto teor de prote\u00edna e baixo teor de carboidratos sol\u00faveis, que levam \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de um produto com alto pH, acima do ideal para uma boa silagem (L\u00f3pez, 1975).<\/p>\n<p>Dentre as caracter\u00edsticas que fazem o sucesso na ado\u00e7\u00e3o do azev\u00e9m pelos produtores pode-se destacar o alto valor nutritivo, boa produ\u00e7\u00e3o de forragem, palatabilidade, capacidade de rebrote, resist\u00eancia ao pastejo e ao excesso de umidade. Al\u00e9m disso, as sementes s\u00e3o de f\u00e1cil aquisi\u00e7\u00e3o, tem baixo custo de implanta\u00e7\u00e3o e possui alta ressemeadura natural.<\/p>\n<p>Geralmente, o per\u00edodo de utiliza\u00e7\u00e3o com o pastejo vai de junho a setembro, mas ocorrem varia\u00e7\u00f5es, existindo utiliza\u00e7\u00e3o desde maio at\u00e9 o m\u00eas de novembro. Essas varia\u00e7\u00f5es sofrem influ\u00eancia, tais como: caracter\u00edsticas da cultivar utilizada, tipo de solo, clima da regi\u00e3o, n\u00edvel de aduba\u00e7\u00e3o, manejo da pastagem, regime de chuvas, entre outros fatores.<\/p>\n<p>Na maioria das lavouras cultivadas com azev\u00e9m no RS, o sistema de produ\u00e7\u00e3o que mais se observa \u00e9 a sucess\u00e3o de soja e azev\u00e9m. Neste caso, a<\/p>\n<p>pastagem de azev\u00e9m \u00e9 altamente beneficiada pela oferta de nitrog\u00eanio que ocorre na \u00e1rea com a decomposi\u00e7\u00e3o da palhada da soja, propiciando um bom desenvolvimento inicial e uma exuberante pastagem.<\/p>\n<p>Existem alguns aspectos no manejo da pastagem que s\u00e3o extremamente importantes, como a aduba\u00e7\u00e3o nitrogenada e a altura de entrada e de sa\u00edda dos animais no pastejo. O ideal \u00e9 que, al\u00e9m do nitrog\u00eanio, nutrientes como f\u00f3sforo e pot\u00e1ssio tenham seus n\u00edveis corrigidos ou repostos conforme a an\u00e1lise de solo, expectativa de produ\u00e7\u00e3o e cultura antecessora. Contudo, diante das circunst\u00e2ncias, nem sempre os agricultores conseguem fornecer toda a aduba\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aduba\u00e7\u00e3o nitrogenada, \u00e9 importante atentar para o momento recomendado de realiza\u00e7\u00e3o, que \u00e9 quando a planta est\u00e1 com 5 a 6 folhas, coincidindo com a emiss\u00e3o dos seus perfilhos. Nesse momento, a libera\u00e7\u00e3o de nitrog\u00eanio pela mat\u00e9ria org\u00e2nica do solo \u00e9 baixa em fun\u00e7\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o da temperatura que ocorre no outono. Deste modo, se n\u00e3o for realizada a aduba\u00e7\u00e3o nitrogenada, o perfilhamento ser\u00e1 lento, de menor densidade e a pastagem levar\u00e1 mais tempo at\u00e9 atingir a condi\u00e7\u00e3o adequada para utiliza\u00e7\u00e3o. A aplica\u00e7\u00e3o de 45 a 50 Kg de nitrog\u00eanio por hectare no perfilhamento tem possibilitado a entrada dos animais em at\u00e9 40 dias ap\u00f3s a emerg\u00eancia das pl\u00e2ntulas (Carvalho et al., 2011).<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 altura de entrada e de sa\u00edda dos animais na pastagem, o ideal \u00e9 que ocorra quando o pasto atingir 20 a 25 cm de altura e entre 1500 a 2500 kg de mat\u00e9ria seca por hectare (Carvalho et al., 2011) e a sa\u00edda deve ocorrer quando as plantas atingirem metade da altura de entrada.<\/p>\n<p>Muitas vezes, a espera pela altura do pasto ou massa de forragem ideal pode representar uma situa\u00e7\u00e3o delicada para os produtores. Por um lado, tem-se certa categoria animal com necessidade urgente de melhoria da condi\u00e7\u00e3o nutricional. Por outro, tem-se pastos de azev\u00e9m que n\u00e3o est\u00e3o prontos para uso, pois n\u00e3o alcan\u00e7aram o ponto \u00f3timo de intercepta\u00e7\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o solar e de enraizamento. Neste caso, o uso de pastejo controlado (hor\u00e1rio) com poucas horas de uso por dia ou uso inicial de lota\u00e7\u00e3o baixa s\u00e3o alternativas para se iniciar a utiliza\u00e7\u00e3o antes do ponto \u00f3timo. Contudo, quando poss\u00edvel, a espera pelo momento ideal \u00e9 a melhor op\u00e7\u00e3o, pois 15 a 20 dias a mais de espera at\u00e9 o pleno estabelecimento pode proporcionar 40 a 50 dias a<\/p>\n<p>mais de utiliza\u00e7\u00e3o do pasto at\u00e9 o final do ciclo, e em condi\u00e7\u00e3o potencial superior de ganho de peso (Carvalho et al., 2011).<\/p>\n<p>Essas s\u00e3o algumas pr\u00e1ticas essenciais e decisivas para o sucesso no manejo da pastagem, principalmente na fase inicial de estabelecimento. Valendo lembrar que existem diferentes formas de manejar a pastagem, seja utilizando o pastejo rotacionado ou at\u00e9 mesmo o pastejo cont\u00ednuo. Mas, independe dos aspectos da propriedade que levem o produtor a escolher um ou outro, esse deve ser implementado da melhor forma poss\u00edvel, de acordo com os princ\u00edpios b\u00e1sicos que dar\u00e3o sustentabilidade ao sistema.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p>CARVALHO et. al. Forrageiras de clima temperado. Cap 16. 2011.<\/p>\n<p>L\u00d3PEZ, J. Valor nutritivo de silagens. In: Simp\u00f3sio sobre manejo de pastagens, Piracicaba, Anais\u2026 Piracicaba, p. 186\u2013207, 1975.<\/p>\n<p><strong>Autor:<\/strong><\/p>\n<p>Alex Maquiel Klein, acad\u00eamico do 8\u00ba semestre de Agronomia e bolsista do grupo PET Agronomia \u2014 Universidade Federal de Santa Maria<\/p>\n<p>E-mail: alexmklein17@gmail.com<\/p>\n<p>Telefone: (55) 9 9680\u20132790<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O azev\u00e9m anual \u00e9 a forrageira mais cultivada no RS, apresentando um papel fundamental na oferta de forragem durante o per\u00edodo da esta\u00e7\u00e3o fria, sendo utilizado tanto para pastejo direto como para fabrica\u00e7\u00e3o de feno. 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