{"id":1044,"date":"2015-10-06T12:01:29","date_gmt":"2015-10-06T15:01:29","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.ufsm.br\/petagrofw\/?p=1044"},"modified":"2015-10-06T12:01:29","modified_gmt":"2015-10-06T15:01:29","slug":"experimento-com-cultivares-de-canola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/ciencias-agrarias\/2015\/10\/06\/experimento-com-cultivares-de-canola","title":{"rendered":"Experimento com cultivares de canola"},"content":{"rendered":"<p>O grupo PET Ci\u00eancias Agr\u00e1rias est\u00e1 realizando avalia\u00e7\u00f5es do experimento com canola. Foram semeadas 6 cultivares de canola no campo experimental da Universidade Federal de Santa Maria, campus de Frederico Westphalen, RS, com o intuito de verificar a cultivar com melhor adapta\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os e rendimento de \u00f3leo na regi\u00e3o. O experimento consistiu na avalia\u00e7\u00e3o do ciclo e do desempenho agron\u00f4mico de 6 cultivares de canola semeadas em 2 \u00e9pocas, uma cedo (08\/05\/2015) e outra tardia (16\/06\/2015). As cultivares utilizadas foram: Hyola 433, Hyola 50, Hyola 61 Hyola 76 Hyola 571 CL e Hyola 575 CL.<\/p>\n<p>Esse experimento est\u00e1 sendo realizado em parceria com a EMBRAPA Trigo, empresa que disponibilizou as sementes atrav\u00e9s do Prof. Dr. Gilberto Omar Tomm. Durante o experimento est\u00e3o sendo feitas avalia\u00e7\u00f5es relativas aos seus ciclos e incid\u00eancias de pragas e doen\u00e7as. Notou-se que as cultivares semeadas na primeira \u00e9poca demonstraram melhor desenvolvimento vegetativo, apresentando maior estatura de planta, maior \u00e1rea foliar, e n\u00fameros de folhas. Os dados referentes a produtividade ainda ser\u00e3o avaliados. As condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas foram prejudiciais ao desenvolvimento da canola este ano, tanto pelo favorecimento para o aparecimento de pragas, como tamb\u00e9m com as quedas de granizo e veranicos.<\/p>\n<p>Primeiramente, no in\u00edcio do m\u00eas de junho houve grande infesta\u00e7\u00e3o da vaquinha (Diabrotica speciosa) na canola da primeira \u00e9poca, quando esta apresentava 2 a 4 folhas. Esta praga ataca desde a fase da emerg\u00eancia at\u00e9 a fase que a planta apresenta de 4 a 5 folhas. Entretanto, foi visto que ela continuou atacando at\u00e9 a flora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No m\u00eas de julho houve queda de granizo, estando as cultivares da primeira \u00e9poca em est\u00e1dio de florescimento e a canola da segunda \u00e9poca n\u00e3o tinha ainda emergido. Ap\u00f3s isso, houve dez dias seguidos de muita umidade com grande pluviosidade, o que ajudou a atrasar um pouco a emerg\u00eancia.<\/p>\n<p>Apesar de tudo a canola teve um bom desenvolvimento, e apresentou boa flora\u00e7\u00e3o, verificando grande diferen\u00e7a entre as cutivares referente o tempo em dias entre per\u00edodo de emerg\u00eancia e flora\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m na dura\u00e7\u00e3o desta fase.<\/p>\n<p>Como passamos por um inverno primeiramente \u00famido, depois quente e seco, isso ajudou a proliferar certas pragas, e uma delas foi o pulg\u00e3o ceroso das cruc\u00edferas (Brevicoryne brassicae). Em meados do m\u00eas de agosto houve um aumento significativo da popula\u00e7\u00e3o de pulg\u00f5es, atingindo infesta\u00e7\u00f5es generalizadas e elevadas nas infloresc\u00eancias, tanto nas canolas com s\u00edliquas j\u00e1 formadas (primeira \u00e9poca) e tamb\u00e9m nas folhas e infloresc\u00eancias nas cultivares da segunda \u00e9poca. Em condi\u00e7\u00f5es que favore\u00e7am o seu desenvolvimento, os pulg\u00f5es se multiplicam rapidamente, aumentando sua popula\u00e7\u00e3o em poucos dias, causando preju\u00edzos por suc\u00e7\u00e3o de seiva nas folhas, brotos e infloresc\u00eancias. Ao todo, foram aplicados 3 vezes inseticidas na canola da primeira \u00e9poca e 4 vezes na segunda \u00e9poca.<\/p>\n<p>As cultivares de canola da primeira \u00e9poca foram colhidas no dia 22\/09\/2015. Sendo a canola uma cultura muito desuniforme para a determina\u00e7\u00e3o do tempo exato de colheita, sua colheita se fez quando 50% das sementes nas s\u00edliquas mudaram a cor verde para marrom, considerado este o ponto ideal para a colheita, independente da cor dos ramos ou das s\u00edliquas, podendo estes estar ainda verdes, mas com os gr\u00e3os j\u00e1 marrons.<\/p>\n<p>As avalia\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas e de produtividade das cultivares da primeira \u00e9poca est\u00e3o sendo realizadas em laborat\u00f3rio. As canolas da segunda \u00e9poca est\u00e3o ainda em fase de florescimento e enchimento de gr\u00e3o. Os resultados brevemente ser\u00e3o tabulados, analisados e posteriormente publicados.<\/p>\n<p>Por: Carlos Alberto Gonsiorkiewicz Rigon Membro Grupo PET Ci\u00eancias Agr\u00e1rias \u2013 UFSM\/FW 04\/10\/2015<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O grupo PET Ci\u00eancias Agr\u00e1rias est\u00e1 realizando avalia\u00e7\u00f5es do experimento com canola. Foram semeadas 6 cultivares de canola no campo experimental da Universidade Federal de Santa Maria, campus de Frederico Westphalen, RS, com o intuito de verificar a cultivar com melhor adapta\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os e rendimento de \u00f3leo na regi\u00e3o. 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