{"id":968,"date":"2015-06-07T16:43:24","date_gmt":"2015-06-07T19:43:24","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.ufsm.br\/petagrofw\/?p=968"},"modified":"2015-06-07T16:43:24","modified_gmt":"2015-06-07T19:43:24","slug":"o-que-o-el-nino-significa-para-o-trigo-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/ciencias-agrarias\/2015\/06\/07\/o-que-o-el-nino-significa-para-o-trigo-nacional","title":{"rendered":"O que o El Ni\u00f1o significa para o trigo nacional?"},"content":{"rendered":"<p>Na \u00faltima semana ouvimos a previs\u00e3o de El Ni\u00f1o, algo que apavora os produtores brasileiros de trigo. Mas ser um ano de influ\u00eancia do fen\u00f4meno, tem somente a parte ruim? Quais os efeitos esperados.<\/p>\n<p>Baseando-se nas impress\u00f5es do Climatempo, observamos as previs\u00f5es e observa\u00e7\u00f5es sobre o fen\u00f4meno El Ni\u00f1o, que \u00e9 dado como certo neste momento pelos meteorologistas de todo mundo.<\/p>\n<p>Come\u00e7ando pelo aspecto de chuvas. Teremos como \u00e9 de se esperar, chuvas acima do normal no per\u00edodo de primavera e ver\u00e3o para o Sul do pa\u00eds. Em primeira m\u00e3o, isso \u00e9 p\u00e9ssimo para a cultura nas \u00e1reas de plantio mais tardio do Paran\u00e1, e principalmente para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.<\/p>\n<p>Por\u00e9m cabe aqui a ressalva de que ainda n\u00e3o est\u00e1 confirmada a intensidade do fen\u00f4meno, e que o m\u00e1ximo que se pode esperar \u00e9 um El Ni\u00f1o moderado, nada de forte ou extremo. No curto prazo j\u00e1 teremos efeitos de aumento de chuvas, o que na pr\u00e1tica \u00e9 bom para produtividades no Paran\u00e1 e a germina\u00e7\u00e3o das sementes no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 temperatura, cabe destacar que as previs\u00f5es anteriores de meteorologistas argentinos (sem prever El Ni\u00f1o) identificavam o aumento da presen\u00e7a de massas de ar frio polar ao longo do ano e com fortes ocorr\u00eancias de geadas j\u00e1 em maio e no final do ano (setembro e at\u00e9 outubro). O El Ni\u00f1o minimiza esta probabilidade e traz menos chance de perdas pelo frio. Em contrapartida, o freq\u00fcente encontro de massas de ar frio com massas de ar quente aumenta a chance de ventos fortes e de granizo.<\/p>\n<p>No Paran\u00e1, onde o plantio foi atrasado, a chance de frios extremos tardios, ou mesmo dentro da \u00e9poca correta era vista como um fator limitante \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e \u00e0s produtividades. Algo que n\u00e3o est\u00e1 livre de ocorrer na \u00e9poca certa (junho e julho), por\u00e9m para isso serve o zoneamento agr\u00edcola.<\/p>\n<p>Concluindo. Grosso modo, h\u00e1 sim riscos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas de plantio mais tardio do Sul do pa\u00eds, por conta das chuvas. Entretanto o aquecimento das \u00e1guas do Pac\u00edfico protege as lavouras em \u00e1reas de transi\u00e7\u00e3o, como o Norte e o Oeste do Paran\u00e1, amea\u00e7adas por secas e por frios nas primeiras previs\u00f5es dispon\u00edveis para este ano safra.<\/p>\n<p>De posse destas informa\u00e7\u00f5es, escalonamentos da produ\u00e7\u00e3o, escolha das cultivares quanto ao ciclo, per\u00edodo de vegeta\u00e7\u00e3o, resist\u00eancia \u00e0 germina\u00e7\u00e3o nas espigas, etc, se mostram t\u00e3o ou mais importantes aos produtores, do que simplesmente as produtividades e a qualidade de produto neste ano safra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Biotrigo<\/p>\n<p>Via: Andre Beck Goergen<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima semana ouvimos a previs\u00e3o de El Ni\u00f1o, algo que apavora os produtores brasileiros de trigo. Mas ser um ano de influ\u00eancia do fen\u00f4meno, tem somente a parte ruim? Quais os efeitos esperados. Baseando-se nas impress\u00f5es do Climatempo, observamos as previs\u00f5es e observa\u00e7\u00f5es sobre o fen\u00f4meno El Ni\u00f1o, que \u00e9 dado como certo neste [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3322,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-968","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/ciencias-agrarias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/968","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/ciencias-agrarias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/ciencias-agrarias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/ciencias-agrarias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3322"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/ciencias-agrarias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=968"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/ciencias-agrarias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/968\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/ciencias-agrarias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=968"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/ciencias-agrarias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=968"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/ciencias-agrarias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=968"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}