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			<title>PET Educom Clima - Feed Customizado RSS</title>
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				<title>Pet Educom clima apresenta pesquisas no Intercom Sul 2026</title>
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				<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 13:19:35 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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						<description><![CDATA[Evento reúne estudantes e pesquisadores de universidades públicas e privadas da região Sul do Brasil Nos dias 4, 5 e 6 de junho, ocorreu o Intercom Sul 2026, sediado no Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz (FAG) na cidade de Toledo, no Paraná. O congresso regional tem como objetivo incentivar a formação científica, tecnológica, cultural [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<h2 style="text-align: center"><span style="font-weight: 400">Evento reúne estudantes e pesquisadores de universidades públicas e privadas da região Sul do Brasil</span></h2>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>Nos dias 4, 5 e 6 de junho, ocorreu o Intercom Sul 2026, sediado no Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz (FAG) na cidade de Toledo, no Paraná. O congresso regional tem como objetivo incentivar a formação científica, tecnológica, cultural e artística, aproximando professores, estudantes e profissionais da comunicação.<br>O Pet Educom Clima marcou presença na sexta-feira dia 5, no Grupo de Trabalho (GT) “Comunicação, divulgação científica, saúde e meio ambiente”, com a apresentação de duas pesquisas: Tetra Pak: análise do discurso da sustentabilidade do projeto “Rota da Reciclagem” no Linkedin apresentada pela aluna do quinto semestre de jornalismo e petiana Emylli Fontoura e A Floresta em Chamas e o Sistema em Pé: análise de discurso da crise ambiental no rap de MC Sid apresentada pela professora e tutora do PET Claudia Herte de Moraes.</p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/955/2026/06/716431352_18094482092204901_8194081211554847662_n-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-391" style="aspect-ratio:1.777792299448467;width:425px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption"><sub>2°dia de Intercom Sul | Foto: Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz - Campus Toledo</sub></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O evento reúne estudantes e pesquisadores de universidades públicas e privadas da região Sul do Brasil, promovendo a troca de conhecimentos e discussões sobre pesquisas na área de Comunicação. Para a petiana Emylli, a troca de experiências entre os pesquisadores presentes no evento, foi um dos momentos mais marcantes de sua participação.“A parte de que eu mais gostei foi a parte final, em que chamaram os três últimos trabalhos e a gente conversou sobre os nossos trabalhos e o que eles tinham em comum. Então foi bem interessante essa troca ali de conversa sobre as pesquisas que foram apresentadas”.</span></p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/955/2026/06/image-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-392" style="aspect-ratio:0.750025311329351;width:314px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption"><sub>Petiana Emylli Foutoura (ao centro) apresentando </sub><sub>sua pesquisa | Foto: Rômulo Tondo (Unipampa)</sub></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p style="text-align: left"><span style="font-weight: 400">Eventos como o Intercom Sul aproximam a comunidade acadêmica da pesquisa.“Eu acho também que é muito gratificante quando você escreve ele e passa o tempo escrevendo e depois vem a notificação de que seu trabalho está aceito e você vai apresentar, então acho que é bem interessante fazer parte de um evento científico” comenta Emylli.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

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<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/955/2026/06/imagem_2026-06-09_101651819-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-393" style="aspect-ratio:1.777792299448467;width:547px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption"><sub>Profª  e tutora do PET Educom Clima, Cláudia Moraes, apresentando sua pesquisa | Foto: Rômulo Tondo (Unipampa)</sub></figcaption></figure>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Notícia por Maria Signori</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Vozes que emergem da terra e das águas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2026/05/21/vozes-que-emergem-da-terra-e-das-aguas</link>
				<pubDate>Thu, 21 May 2026 17:11:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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						<description><![CDATA[PET Educom Clima estará presente no V Educom Sul Acontece entre os dias 10 e 11 de junho o V Educom Sul, com o tema “Vozes dos Territórios: Educomunicação Popular e Indígena no Enfrentamento à Crise Climática”, realizado pelo Núcleo Sul da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação (ABPEducom). O evento é gratuito, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><em>PET Educom Clima estará presente no V Educom Sul</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Acontece entre os dias 10 e 11 de junho o V Educom Sul, com o tema “Vozes dos Territórios: Educomunicação Popular e Indígena no Enfrentamento à Crise Climática”, realizado pelo Núcleo Sul da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação (ABPEducom). </span><span style="font-weight: 400">O evento é gratuito, online e destinado a estudantes, pesquisadores, educadores, lideranças comunitárias, indígenas e à comunidade em geral, </span><span style="font-weight: 400">garantindo que as vozes de todos os cantos do sul possam ecoar. A transmissão será no canal da ABPeducom.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A Associação tem como integrante a professora-doutora Cláudia Herte de Moraes, docente da Universidade Federal de Santa Maria, Campus Frederico Westphalen, e tutora do Programa de Educação Tutorial (PET) Educom Clima, grupo que, além de apresentar atividades de extensão, também auxilia na divulgação do evento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O V Educom Sul nasce em um momento definidor para o Sul do Brasil e para o Brasil, pois a crise climática se instala com grandes impactos, especialmente sobre os ombros dos mais vulneráveis. Organizado pela ABPEducom Núcleo Sul, este evento é o espaço de convergência entre a teoria da educomunicação e a prática de quem está na linha de frente, seja em diferentes movimentos sociais e educativos. O objetivo do evento é apresentar e preparar trabalhos para o XI Educom Brasileiro, a ser realizado em outubro, em Santarém (PA).  </span></p>
<p><b>Confira a programação: </b></p>
<p><span style="font-weight: 400">10 de junho | 15h às 17h</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Palestra: Educomunicação Popular e Defesa dos Territórios em Crise Climática:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Apresentação do projeto participativo da Cáritas RS com famílias moradoras de Canoas e Cruzeiro do Sul atingidas pelas enchentes de maio de 2024.</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Convidada: Clarinha Glock (Cáritas RS).</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Mediação: Rosane Rosa (Associação Indígena Awkêre).</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400">11 de junho | 19h às 21h</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Mesa: Educomunicação em Territórios Indígenas:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Diálogos sobre o Projeto Educom Indígena (UNILA), PET Educom Clima e as vivências da Licenciatura Indígena (UFSM).</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Convidados: Mário Ramão Villalva Filho (UNILA), indígenas participantes do projeto, estudantes e professora Cláudia Herte de Moraes (UFSM).</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Mediação: Prof. Rafael Gué Martini (Educom Floripa)<br /></span>Comissão organizadora: Coordenação colegiada da ABPEducom Sul</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400">         Assista ao V Educom Sul no </span><span style="font-weight: 400">canal da </span><a href="https://www.youtube.com/abpeducom"><b>ABPEducom</b><span style="font-weight: 400"> no YouTube</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p>Notícia por Emylli Fontoura | Bolsista PET</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pisar mais leve sobre a Terra: os jovens que estão tirando a carne dos pratos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2026/05/20/pisar-mais-leve-sobre-a-terra-os-jovens-que-estao-tirando-a-carne-dos-pratos</link>
				<pubDate>Wed, 20 May 2026 20:52:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Reportagem Especial]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/?p=384</guid>
						<description><![CDATA[Atualmente, com o agravamento das mudanças climáticas e a degradação da natureza, a adoção de dietas vegetarianas, principalmente entre os jovens, tem sido uma escolha significativa para a sustentabilidade ambiental, sendo uma alternativa frequentemente incentivada que pode ajudar a reduzir os danos ambientais. Mas o que envolve essa escolha? O vegetarianismo é caracterizado pela exclusão [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, com o agravamento das mudanças climáticas e a degradação da natureza, a adoção de dietas vegetarianas, principalmente entre os jovens, tem sido uma escolha significativa para a sustentabilidade ambiental, sendo uma alternativa frequentemente incentivada que pode ajudar a reduzir os danos ambientais. Mas o que envolve essa escolha?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O vegetarianismo é caracterizado pela exclusão da carne da alimentação, mas possui diferentes vertentes. Veja as características de cada uma:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400"> Ovolactovegetarianismo permite o consumo de ovos, leite e derivados; </span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400"> Ovovegetarianismo exclui o leite, mas mantém os ovos; </span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Vegetarianismo estrito exclui todos os produtos de origem animal da alimentação. </span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Veganismo vai além da alimentação e propõe a exclusão de produtos de origem animal também em outros aspectos do consumo, como roupas e cosméticos. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400">Apesar das diferenças entre essas práticas, todas têm em comum a eliminação do consumo de carne, que é um dos pontos centrais nos debates ambientais atuais e que envolve diferentes dimensões. Além dos impactos ambientais da pecuária, o setor possui forte relevância econômica e cultural no país,  especialmente aqui na região Sul, onde o churrasco gaúcho ocupa um lugar simbólico na identidade regional. Portanto, é preciso entender esse contexto e pensar de que forma é possível habitar o planeta pisando de forma mais leve sobre a terra, como diz o filósofo Ailton Krenak.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<h2><strong>Pecuária e impactos ambientais</strong></h2>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">A pecuária está entre as atividades que mais contribuem para a emissão de gases de efeito estufa, principalmente o metano produzido durante o processo digestivo dos bovinos. De acordo com o estudo “Jovens &amp; Mudança: guia sobre mudança climática e estilos de vida”, publicado em 2018 pela UNESCO e ONU Meio Ambiente, a agricultura representa cerca de 12% das emissões globais de gases de efeito estufa, isso porque o metano emitido pelos animais ruminantes possui elevado potencial de retenção de calor na atmosfera, contribuindo para o agravamento do aquecimento global. O documento também destaca que hábitos de consumo e alimentação possuem relação direta com os impactos ambientais e com o agravamento das mudanças climáticas. Somado a isso,  a atividade também está relacionada ao uso intensivo de recursos naturais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A expansão da pecuária também aparece entre as principais causas do desmatamento na Amazônia. Dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES) mostram que milhares de quilômetros quadrados da floresta já foram convertidos em áreas de pastagem, o que reduz a capacidade da  natureza de absorver  carbono e liberando ainda mais poluentes na atmosfera.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outro fator frequentemente apontado por especialistas é o alto consumo de água relacionado à produção de carne. Enquanto a produção de 1 kg de carne bovina pode consumir cerca de 15 mil litros de água, alimentos vegetais como cenoura e batata exigem volumes significativamente menores, cerca de 322 litros por quilo produzido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A discussão sobre redução do consumo de carne também aparece em estudos sobre hábitos individuais. Dados da Sociedade Vegetariana Brasileira indicam que apenas um dia sem carne pode conservar 24 metros quadrados de terra, poupar oito quilos de grãos, economizar 60 litros de água doce e evitar a emissão de 11 quilos de gás carbônico.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<h2><span style="font-weight: 400"> </span><b>Impactos sociais e econômicos da produção de carne no Brasil</b><b><br /><br /></b></h2>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Ao mesmo tempo em que enfrenta críticas pelos impactos ambientais, a pecuária possui forte peso econômico no Brasil. O país está entre os maiores produtores e exportadores de carne bovina do mundo, movimentando bilhões de reais e gerando empregos em diferentes setores da cadeia produtiva, como frigoríficos, transporte, agricultura e comércio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No Rio Grande do Sul, a atividade também possui relevância histórica e econômica. Em diversas cidades, a pecuária faz parte da formação social da região e está diretamente ligada ao desenvolvimento rural.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Por isso, o crescimento do vegetarianismo levanta debates que vão além da alimentação. Mudanças nos hábitos de consumo também podem impactar setores econômicos importantes, principalmente em regiões onde a produção de carne possui forte presença.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Por outro lado, especialistas apontam que o crescimento do mercado de produtos vegetais pode abrir novas oportunidades econômicas. O aumento da demanda mundial por produtos considerados sustentáveis tem incentivado empresas e produtores a investirem em alternativas vegetais e na diversificação da produção alimentícia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além das questões ambientais e econômicas, a questão social envolvida na produção de carne está altamente ligada a práticas desumanas, como o trabalho escravo. Apesar da JBS empregar muitas pessoas e ser uma das maiores empresas do setor, o trabalho escravo continua sendo um problema grave dentro da cadeia produtiva de carne.  De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil é um dos países com maiores índices de trabalho escravo nas fazendas de produção de carne, como exemplificado pelo caso da fazenda Curuá, em Altamira, propriedade de Antônio José Junqueira Vilela Filho e sua família, onde foram reveladas práticas de exploração de trabalhadores,  a revelação foi feita por investigação da Repórter Brasil em parceria com o jornal britânico The Guardian. Documentos do inquérito indicam que a JBS, uma das maiores empresas do setor, comprou gado da fazenda, evidenciando como grandes corporações podem estar conectadas a violações de direitos humanos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, de acordo com os dados obtidos de um relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a produção de carne paradoxalmente contribui para a insegurança alimentar de muitas pessoas, já que metade de toda a proteína vegetal gerada globalmente é utilizada como ração animal. No Brasil, essa situação é ainda mais crítica, com 79% da proteína sendo convertida em ração e apenas 16% destinada ao consumo humano. Ao manter esse sistema que prioriza o consumo de carne em vez do uso direto das proteínas vegetais, perpetua um ciclo de desigualdade e desumanização.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<h2><b>Impactos da dieta vegetariana</b><b><br /><br /></b></h2>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">A transição para dietas com menos carne e mais vegetais pode reduzir as emissões em até 61%, segundo um estudo da revista científica Nature Food. Além de emitir menos gases de efeito estufa, a produção de vegetais também consome menos água: enquanto são necessários cerca de 15 mil litros de água para produzir 1 kg de carne bovina, apenas 322 litros são suficientes para 1 kg de vegetais como cenoura ou batata, o que torna a adoção de uma dieta vegetariana uma escolha ambientalmente sustentável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ao analisar o contexto econômico brasileiro, percebe-se que as exportações de carne têm grande influência. No entanto, o aumento da demanda mundial por produtos vegetais abre novas oportunidades, especialmente em mercados que valorizam a sustentabilidade. Nesse sentido, investir na diversificação das exportações, ampliando a oferta de produtos além do setor da carne, seria uma alternativa estratégica para reduzir a dependência de um único setor e fortalecer a economia do país.</span><span style="font-weight: 400"><br /></span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Um estudo publicado em 2026 na revista “</span><i><span style="font-weight: 400">Current Developments in Nutrition</span></i><span style="font-weight: 400">” apontou que a adoção de uma dieta vegana com baixo teor de gordura reduziu em 55% as emissões de gases de efeito estufa relacionadas à alimentação em apenas 12 semanas. A pesquisa também identificou redução de 44% na demanda energética ligada à produção de alimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo os pesquisadores, os resultados ocorreram principalmente pela eliminação da carne e dos laticínios, considerados alguns dos componentes alimentares com maior impacto ambiental. Hana Kahleova, médica e diretora de pesquisa clínica do </span><i><span style="font-weight: 400">Physicians Committee for Responsible Medicine</span></i><span style="font-weight: 400">, afirmou no estudo publicado que “este não é um modelo teórico ou uma projeção. São dados reais de ensaios clínicos que mostram que mudar o que comemos pode reduzir de forma rápida e significativa o impacto ambiental”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os dados da Sociedade Vegetariana Brasileira são impressionantes e revelam o potencial transformador de pequenas mudanças em nossos hábitos. Ao considerarmos que apenas um dia sem carne pode conservar 24 metros quadrados de terra, poupar oito quilos de grãos, economizar 60 litros de água doce e evitar a emissão de 11 quilos de gás carbônico, fica claro que as ações individuais têm um impacto coletivo significativo. Se cada pessoa adotasse essa prática uma vez por semana, estaríamos falando de uma redução massiva no uso de recursos naturais e na emissão de poluentes, contribuindo para um planeta mais saudável.  </span></p>
<p> </p>
<p><b>Confira mais informações no infográfico abaixo:</b><b><br /></b></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

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<figure class="wp-block-image size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/955/2026/05/infografico.jpg" alt="" class="wp-image-385" /></figure>
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<h2><b>O peso da tradição e os caminhos da mudança </b></h2>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">No Sul do país, o consumo de carne também está relacionado à cultura e à convivência social. O churrasco gaúcho, tradicionalmente associado a encontros familiares, comemorações e rodas de conversa, é considerado um símbolo da identidade regional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesse contexto, mudanças alimentares podem impactar não apenas a rotina, mas também as relações sociais e os espaços de convivência. Para muitos jovens vegetarianos, reduzir ou deixar de consumir carne significa adaptar hábitos construídos desde a infância em uma cultura fortemente marcada pelo churrasco e pelo consumo de carne.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Eu comecei a pensar mais sobre isso depois das discussões sobre mudanças climáticas, mas é difícil porque o churrasco sempre esteve presente na minha vida”, relata o estudante de jornalismo da UFSM, Lorenzo Coletto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo o Relatório da Força-Tarefa de Marraquexe sobre Estilos de Vida Sustentáveis, “um estilo de vida sustentável significa repensar nossos modos de vida, a forma como compramos e como organizamos nossa vida quotidiana”, além de transformar hábitos relacionados à alimentação, consumo e convivência social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em meio ao avanço das discussões sobre sustentabilidade, o crescimento do vegetarianismo entre jovens brasileiros evidencia um debate que vai além da alimentação. Questões ambientais, econômicas, culturais e sociais passam a fazer parte das reflexões sobre hábitos de consumo, modos de vida e os desafios de construir práticas mais sustentáveis sem ignorar as particularidades culturais de cada região.</span></p>
<p><b>Para saber mais, acesse as fontes consultadas para essa reportagem:</b><b><br /><br /></b><a href="https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000266237">https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000266237</a></p>
<p><a href="https://www.ecodebate.com.br/2026/05/04/dieta-a-base-de-plantas-reduz-o-impacto-climatico-em-mais-da-metade/"><span style="font-weight: 400">https://www.ecodebate.com.br/2026/05/04/dieta-a-base-de-plantas-reduz-o-impacto-climatico-em-mais-da-metade/</span></a><span style="font-weight: 400"> </span></p>
<p><a href="https://veja.abril.com.br/agenda-verde/alimentacao-verde-salva-vidas-reduz-emissoes-carne-laticinios/"><span style="font-weight: 400">https://veja.abril.com.br/agenda-verde/alimentacao-verde-salva-vidas-reduz-emissoes-carne-laticinios/</span></a><span style="font-weight: 400"> </span></p>
<p><a href="https://reporterbrasil.org.br/2017/06/jbs-comprou-de-fazendas-flagradas-com-trabalho-escravo-e-desmatamento-ilegal/"><span style="font-weight: 400">https://reporterbrasil.org.br/2017/06/jbs-comprou-de-fazendas-flagradas-com-trabalho-escravo-e-desmatamento-ilegal/</span></a></p>
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<p></p>
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													</item>
						<item>
				<title>IA entre a desinformação e o resgate da confiança</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2026/05/06/ia-entre-a-desinformacao-e-o-resgate-da-confianca</link>
				<pubDate>Wed, 06 May 2026 14:52:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos de Opinião]]></category>

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						<description><![CDATA[Estamos na era em que a inteligência artificial avança rapidamente e as redes sociais acompanham essa tendência e se tornam um espaço cada vez mais fértil para a ampla circulação de informações duvidosas. Ao mesmo tempo, vídeos, áudios e imagens manipulados desafiam a capacidade de distinguir o que é verdadeiro e falso. A IA tem [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Estamos na era em que a inteligência artificial avança rapidamente e as redes sociais acompanham essa tendência e se tornam um espaço cada vez mais fértil para a ampla circulação de informações duvidosas. Ao mesmo tempo, vídeos, áudios e imagens manipulados desafiam a capacidade de distinguir o que é verdadeiro e falso. A IA tem contribuído para um fenômeno que se tornou comum no nosso dia a dia: a desconfiança generalizada. Esse tema ganha ainda mais peso quando entra na pauta ambiental. A crise climática já convive há anos com a desinformação e a distorção da realidade. Com a inteligência artificial fica ainda mais fácil criar mensagens enganosas, por exemplo, com imagens de desastres manipuladas, dados científicos fictícios ou fora de contexto, mas que passam a falsa sensação de credibilidade.<br><br>Um relatório elaborado pela coalizão de ONGs ‘<em>Climate Action Against Disinformation</em>’ (CAAD) e o Observatório da Integridade da Informação (OII) chama a atenção para esse cenário ao destacar o papel da IA na amplificação da desinformação climática, especialmente em um contexto de alta visibilidade como a COP30, realizada em novembro de 2025 no Brasil. É mais do que espalhar informações falsas, esse movimento tem um efeito mais profundo: ele desgasta a confiança. Especialistas conectam que esse impacto chega a ultrapassar o ambiente digital, afetando a sociedade como um todo, na mobilização social. Podem enfraquecer políticas públicas e atrasar respostas, que precisam ser urgentes, quando tratamos de crise climática.<br><br>No entanto, a mesma tecnologia que potencializa esse problema também pode fazer parte da solução. Um exemplo disso é o Macaozinho, uma ferramenta criada para oferecer informações confiáveis sobre a mudança global do clima, como um guia para as discussões da COP30 e de outras conferências internacionais. Em vez de se basear em conteúdos amplos, nem sempre verificados, ele foi treinado com documentos oficiais de organismos como a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Isso significa respostas mais precisas, alinhadas ao consenso científico e menos expostas à desinformação.<br><br>No meio de um ambiente marcado por ruído e desinformação, iniciativas como essa mostram que a tecnologia também pode ser uma ponte do bem. O Macaozinho ajuda a construir algo que hoje se tornou raro: confiança na informação. Disponível em mais de 50 idiomas e com uma proposta acessível, essa IA consegue traduzir discussões complexas para diferentes públicos, desde pessoas que têm o primeiro contato com o tema até atuantes em negociações climáticas. O site oficial da IA é www.macaozinho.com mas no momento está fora do ar.<br><br>Esse contraste nos mostra que a inteligência artificial não é, por si só, uma ameaça. Ela reflete os interesses de quem a utiliza. Quando é utilizada sem responsabilidade ética, pode ampliar a desinformação. Mas, quando orientada por critérios científicos, pode se tornar uma aliada poderosa no enfrentamento de fake news e especialmente na crise climática.<br><br>Diante disso, mais uma vez entendemos que a comunicação assume um papel estratégico. Além de informar, é preciso desenvolver o senso crítico, incentivar a checagem de fontes e promover o acesso a informações confiáveis. Iniciativas educomunicativas com foco em educação midiática, como as desenvolvidas pelo PET EducomClima, tornam-se fundamentais nesse processo, ao aproximar o conhecimento científico da sociedade e fortalecer a consciência ambiental. Um exemplo é o nosso informativo semanal Clima em Pauta, que fica acessível no perfil do Instagram, trazendo destaques às notícias sobre meio ambiente a cada sexta-feira. O objetivo é somar esforços para criarmos um ambiente de informação confiável e combatermos a desinformação, seja ela produzida ou não por IA.</p>
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<p>Por Isadora Casse Konzen | Bolsista PET Educom Clima</p>
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<p><strong>Para saber mais, acesse:</strong><br><a href="https://www.cartacapital.com.br/sustentabilidade/ia-potencializa-desinformacao-climatica-antes-da-cop30-no-brasil-destaca-relatorio/">https://www.cartacapital.com.br/sustentabilidade/ia-potencializa-desinformacao-climatica-antes-da-cop30-no-brasil-destaca-relatorio/</a></p>
<p><a href="https://cop30.br/pt-br/noticias-da-cop30/conheca-o-macaozinho-chatbot-de-ia-especializado-em-mudanca-global-do-clima">https://cop30.br/pt-br/noticias-da-cop30/conheca-o-macaozinho-chatbot-de-ia-especializado-em-mudanca-global-do-clima</a></p>
<p><a href="https://www.routetobelem.com/macaozinho">https://www.routetobelem.com/macaozinho</a></p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Entre o silenciamento e a resistência: como os povos originários moldaram o Pampa e a identidade gaúcha</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2026/04/19/entre-o-silenciamento-e-a-resistencia-comoos-povos-originarios-moldaram-o-pampa-e-a-identidade-gaucha</link>
				<pubDate>Sun, 19 Apr 2026 16:17:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Entrevista]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/?p=379</guid>
						<description><![CDATA[No Dia dos Povos Originários, entrevista e estudos revelam a influência indígena na cultura do Rio Grande do Sul e os impactos ambientais da exclusão territorial. Muito antes da formação da identidade gaúcha, os povos originários já habitavam e moldavam o território do sul do Brasil. Seus saberes influenciaram práticas culturais, formas de trabalho e [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>No Dia dos Povos Originários, entrevista e estudos revelam a influência indígena na cultura do Rio Grande do Sul e os impactos ambientais da exclusão territorial.</p>
<p>Muito antes da formação da identidade gaúcha, os povos originários já habitavam e moldavam o território do sul do Brasil. Seus saberes influenciaram práticas culturais, formas de trabalho e a relação com a natureza, embora essa presença siga frequentemente invisibilizada. Em entrevista ao PET Educom Clima, Eduardo Ribeiro Mestre em Sociologia e amante da história gaúcha analisa como essa herança foi incorporada e muitas vezes apagada ao longo da história, além de discutir os impactos ambientais desse processo no bioma Pampa.</p>
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<h2>Uma cultura construída, mas nem sempre reconhecida</h2>
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<p>A cultura do Rio Grande do Sul é frequentemente associada a símbolos consolidados, como o chimarrão e o churrasco. No entanto, muitos desses<br />elementos têm origem direta nos povos indígenas que habitavam o território antes da colonização europeia.</p>
<p>Essa presença está na base da formação social do gaúcho, construída a partir da adaptação ao território e da incorporação de saberes indígenas no cotidiano. Ao longo do tempo, porém, houve uma valorização maior de referências europeias, contribuindo para o apagamento dessas origens.</p>
<p>“O mate, o modo de fazer churrasco com a carne espetada no chão são aspectos da cultura gaúcha que se beneficiaram de saberes indígenas.”</p>
<p>“Hoje, quando a gente fala em identidade gaúcha, muitas vezes o tributo é para uma cultura branca e essa contribuição indígena vai sendo ignorada.”</p>
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<h2>Diversidade indígena e complexidade cultural</h2>
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<p>O Rio Grande do Sul abriga diferentes povos originários, como Kaingang, Mbyá-Guarani e remanescentes Charrua. Cada grupo possui formas próprias de organização, cultura e relação com o território.</p>
<p>Os Kaingang têm presença histórica ampla no estado, enquanto os Guarani mantêm forte ligação espiritual com a terra. Já os Charrua possuem trajetória marcada pela relação com o bioma Pampa.</p>
<p>Essa diversidade evidencia que não há uma única identidade indígena, mas múltiplas formas de existência.</p>
<p>“O principal problema é que as pessoas olham os povos todos como um só.”</p>
<p>“O gaúcho ele é de fenótipo indígena, ele é caboclo, ele é da terra, ele é uma mistura.”</p>
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<h2>Território e transformação ambiental</h2>
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<p>A ocupação do território gaúcho provocou mudanças profundas no plano social e ambiental. A expulsão dos povos originários rompeu formas tradicionais de uso da terra, baseadas no equilíbrio com a natureza.</p>
<p>Com a consolidação da propriedade privada e da exploração intensiva, o ambiente foi transformado, com redução da biodiversidade e simplificação dos ecossistemas.</p>
<p>“A exclusão dos povos indígenas do território é um fator fundante dos desequilíbrios ambientais.”</p>
<p>“Só tu cercar uma terra e dizer que é tua, tu já alterou o processo dos caras.”</p>
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<h2>Relação com a natureza e impactos no presente</h2>
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<p>A relação com a natureza no estado passou por mudanças significativas. A expansão agrícola e as monoculturas contribuíram para a perda de<br />biodiversidade, especialmente no bioma Pampa.</p>
<p>Essa transformação reflete uma mudança na forma de perceber a natureza, que passou a ser vista como um recurso.</p>
<p>“Quando o cara olha um campo, parece que é só grama mas ali tem várias espécies nativas.”</p>
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<h2>Fechamento</h2>
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<p>No Dia dos Povos Originários, a reflexão vai além do reconhecimento simbólico. Compreender a influência indígena na formação do Rio Grande do Sul é também reconhecer os impactos históricos que ainda afetam o meio ambiente.</p>
<p>Integrar cultura, território e natureza é essencial para pensar soluções mais sustentáveis e valorizar saberes historicamente invisibilizados.</p>
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<p>Guilherme Xavier | Integrante PET Educom Clima</p>
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													</item>
						<item>
				<title>O truque da invisibilidade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2026/04/08/o-truque-da-invisibilidade</link>
				<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 12:17:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Crônicas e contos]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/?p=373</guid>
						<description><![CDATA[Todas as noites faço a retirada do lixo, intercalo entre o seco e o orgânico, não acumulando nada dentro de casa e evitando o mau cheiro no ambiente. O curioso é que, ao acordar pela manhã, saio para a faculdade e me deparo com as lixeiras das ruas vazias, fico contente em ver que os [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Todas as noites faço a retirada do lixo, intercalo entre o seco e o orgânico, não acumulando nada dentro de casa e evitando o mau cheiro no ambiente.<br /><br />O curioso é que, ao acordar pela manhã, saio para a faculdade e me deparo com as lixeiras das ruas vazias, fico contente em ver que os dejetos acumulados desapareceram e deixaram uma sensação de limpeza no local. Parece mágica a forma com que tudo some durante a madrugada, causando um falso alívio em saber que aquele lixo teve um fim. <br /><br />Desaparecer é a ilusão que eu uso para invisibilizar o verdadeiro processo dos materiais assim que retiramos de nossas casas. Afinal eles não “somem” de forma instantânea e nem são levados por mágicos que, como um truque de cartas, desaparecem com os milhares de entulhos.<br /><br />O caminho do lixo na verdade começa bem antes da chegada dos caminhões, tem início dentro de nossas residências, passa pelas lixeiras e espera horas e horas para que seu transporte coletivo chegue. Então, junto com muitas toneladas seguem rumo aos lixões ou aterros sanitários.<br /><br />Após o embarque, a viagem segue para o centro de triagem, isso porque os viajantes são recicláveis. Dessa forma, precisam passar pelo processo de separação para que possam ser prensados e vendidos para indústrias. Diferente dos recicláveis, os orgânicos seguem por outro caminho, com destino aos aterros sanitários para compostagem. São espalhados, compactados por máquinas e cobertos por terra virando adubo.<br /><br />Esse percurso todo pode se tornar invisível. Jogar fora sempre foi o início e o fim de tudo, mas é simples o processo dessa forma, pois consigo me ausentar da culpa e me alimento da ilusão de tudo estar bem e o meio ambiente seguro. É comum pensar “se eu não vejo, não é problema meu”, mas apenas conto essa mentira para que o peso na minha consciência não exista.<br /><br />O lixo nunca desaparece, ele apenas muda de lugar ou se transforma, sendo exatamente isso que me permite seguir em frente todos os dias, acreditando na mágica. Mas, para agir de forma ainda mais responsável com o ambiente, precisamos rever nosso consumo. Essa sim seria uma magia real, que resolve o problema em sua raiz: gerar o mínimo de lixo possível e seguir separando corretamente. Nesse truque, trocamos a invisibilidade e a culpa por responsabilidade socioambiental.</p>
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<p>Maria Signori | Integrante PET Educom Clima</p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Como as guerras atrasam o combate às mudanças climáticas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2026/03/25/como-as-guerras-atrasam-o-combate-as-mudancas-climaticas</link>
				<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 18:45:59 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos de Opinião]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/?p=371</guid>
						<description><![CDATA[Há uma decisão silenciosa sendo tomada diariamente no jornalismo, e talvez seja uma das mais arriscadas da nossa época: quando a guerra entra em pauta, o clima sai. As mudanças climáticas não deixam de existir durante conflitos armados. Ao contrário. Elas se agravam. Porém, desaparecem. São ofuscadas por imagens mais urgentes e &#8220;comerciais&#8221;: explosões, mapas [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Há uma decisão silenciosa sendo tomada diariamente no jornalismo, e talvez seja uma das mais arriscadas da nossa época: quando a guerra entra em pauta, o clima sai.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As mudanças climáticas não deixam de existir durante conflitos armados. Ao contrário. Elas se agravam. Porém, desaparecem. São ofuscadas por imagens mais urgentes e "comerciais": explosões, mapas táticos, conflitos geopolíticos. O planeta, que deveria ser o pano de fundo de tudo, acaba se tornando uma nota de rodapé, quando isso acontece.</span></p>
<p>Essa divisão não é natural. É formada.</p>
<p><span style="font-weight: 400">Uma das análises mais recentes do </span><a href="https://jornalismoemeioambiente.com/observatorio/"><span style="font-weight: 400">Observatório de Jornalismo Ambiental </span></a><span style="font-weight: 400">aponta uma falha quase sistemática na cobertura: guerras e desastres climáticos são vistos como eventos separados, embora façam parte do mesmo processo de deterioração global.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">É como se o efeito ambiental de um bombardeio não estivesse ligado à crise climática, como se arrasar uma cidade não acabasse também com um ecossistema.</span></p>
<p>E é nesse ponto que o discurso começa a desmoronar.</p>
<p><span style="font-weight: 400">As guerras modernas não se limitam apenas a disputas territoriais. Elas são máquinas que consomem muito carbono. Tanques, caças, drones, cadeias industriais inteiras operando para manter o conflito, tudo isso consome energia, água e recursos naturais em uma escala imensa.Estima-se que as atividades militares estejam entre as principais responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa no planeta. Em outras palavras, enquanto alguns líderes falam sobre objetivos climáticos, suas guerras fazem exatamente o contrário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Porém, o problema não se resume ao que a guerra emite, mas ao que ela impede.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Quando um país entra em conflito, as políticas ambientais perdem a prioridade. Planos de adaptação são suspensos, recursos são desviados e instituições entram em colapso. No recente conflito no Oriente Médio, por exemplo, </span><a href="https://jornalismoemeioambiente.com/2026/03/20/muito-mercado-pouca-comida-o-que-a-guerra-do-oriente-medio-tem-a-ver-com-isso/"><span style="font-weight: 400">a guerra não apenas agravou a devastação ambiental</span></a><span style="font-weight: 400">, mas também impediu totalmente qualquer esforço para enfrentar a crise da água e do clima.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A lógica é simples: não se discute o futuro quando o presente está em chamas.</span></p>
<p>No entanto, essa lógica tem um custo cumulativo.</p>
<p><span style="font-weight: 400">A devastação de infraestruturas essenciais, como saneamento, abastecimento de água e agricultura, gera impactos ambientais que podem perdurar por décadas. A guerra já arrasou terras agrícolas, contaminou água e solo e gerou milhões de toneladas de resíduos tóxicos em Gaza.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Reconstruir isso não é apenas caro. É um desastre climático: reconstruir também emite, também consome e também piora a situação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Trata-se de um ciclo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A guerra causa destruição, a reconstrução gera emissões, o clima se agrava, surgem novas crises, aumenta a instabilidade e, consequentemente, mais guerras acontecem. E no meio de tudo isso, há um elemento ainda mais maligno: o dinheiro. Em muitos casos, os recursos alocados à indústria bélica são suficientes para financiar políticas globais de combate à crise climática.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Porém, não são.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Porque a guerra agita o mercado. O clima exige mudança. E a transformação não é de interesse para quem se beneficia da continuidade do conflito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Por fim, a questão mais desconfortável pode não ser "como as guerras impactam o clima", mas sim por que continuamos a considerar esses dois fenômenos como distintos. A resposta envolve , política e um modelo de desenvolvimento que normaliza a destruição. O jornalismo colabora nesse cenário, mantendo o debate longe das verdadeiras causas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesse meio tempo, o planeta segue sendo bombardeado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com e sem transmissão ao vivo.</span></p>
<p>Por Welitom Wargas | Bolsista PET Educom Clima</p>
<p><b>Saiba Mais:</b></p>
<p><a href="https://jornalismoemeioambiente.com/2026/03/06/guerra-e-clima-nao-coabitam-manchetes/">Guerra e clima não coabitam manchetes</a></p>
<p><a href="https://jornalismoemeioambiente.com/2026/03/13/desastres-viram-noticia-preveni-los-nao/">Desastres viram notícia. Preveni-los, não. </a></p>
<p><a href="https://jornalismoemeioambiente.com/observatorio/">Muito mercado, pouca comida: o que a guerra do Oriente Médio tem a ver com isso?</a></p>
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													</item>
						<item>
				<title>A falta de saneamento básico como parte do racismo ambiental no Brasil</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2026/03/11/a-falta-de-saneamento-basico-como-parte-do-racismo-ambiental-no-brasil</link>
				<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 13:29:02 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos de Opinião]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/?p=366</guid>
						<description><![CDATA[O termo “racismo ambiental” se refere às injustiças sociais e ambientais que populações marginalizadas enfrentam. Historicamente, os locais mais afastados dos centros das cidades são ocupados por populações de baixa renda e minorias, por conterem imóveis baratos, além de conseguirem adquirir um terreno de forma irregular. A necessidade de ter uma moradia, mesmo que de [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O termo “racismo ambiental” se refere às injustiças sociais e ambientais que populações marginalizadas enfrentam. Historicamente, os locais mais afastados dos centros das cidades são ocupados por populações de baixa renda e minorias, por conterem imóveis baratos, além de conseguirem adquirir um terreno de forma irregular. A necessidade de ter uma moradia, mesmo que de forma precária, faz com que essas pessoas enfrentem desigualmente as mudanças do clima e os problemas socioambientais dos seus territórios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A falta de saneamento básico é um exemplo dessa desigualdade, atingindo mais da metade dos habitantes de 3.505 dos 5.569 municípios do país, segundo o Censo de 2022, realizado pelo IBGE. As cidades mais afetadas com a falta de saneamento são as interioranas com 5 mil moradores, em que 49% dos domicílios possuem rede coletora, pluvial ou fossa séptica, enquanto as cidades com mais de 500 mil habitantes chegam a 91% de tratamento de dejetos. Logo, o espaço geográfico interfere no acesso público à despoluição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, a população sem acesso ao saneamento tem sua saúde fragilizada. Conforme o médico e ambientalista, Gilberto Natalini, em declaração no festival “Virada Sustentável 2025”, a comunidade marginalizada tem maiores chances de desenvolver problemas de saúde relacionados aos mosquitos, às febres e outras doenças sanitárias. Por conta da falta de coleta residual nos lugares em que habitam, conforme o IBGE, 9,1% dos brasileiros não têm acesso ao serviço, o que fragiliza ainda mais essas populações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outro fator que contribui para o esquecimento destas pessoas em relação ao serviço básico ainda é etnico-racial. De acordo com o IBGE, 87% das pessoas brancas têm acesso a saneamento, enquanto pessoas pretas 75%, pardas 70% e indígenas 30%, diminuindo a qualidade de vida e bem-estar, fazendo parte também da desigualdade estrutural que esses grupos sofrem. De acordo com o analista do IBGE, Bruno Perez “[...] em todos os 20 municípios brasileiros mais populosos, a população de cor ou raça branca têm mais acesso a abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta de lixo do que a população de cor ou raça preta, parda e indígena.” em nota à revista Carta Capital.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Portanto, o racismo ambiental, assim como a escassez de saneamento, tem raízes profundas de desigualdades sociais e afetam diretamente a vida de milhões de  brasileiros. Esse é um dos problemas que grupos minoritários passam dentro da sociedade e que o esquecimento dos governadores por essas populações. O espaço geográfico se torna político e o afastamento dos centros municipais torna a prefeitura ausente, pelo menor trânsito de pessoas e turistas por esses lugares.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>| Por Emylli Fontoura&nbsp;</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Educomunicação em ação no diálogo sobre clima, comunicação e cidadania</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2026/02/24/educomunicacao-em-acao-no-dialogo-sobre-clima-comunicacao-e-cidadania</link>
				<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 21:47:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/?p=364</guid>
						<description><![CDATA[O ano foi marcado por uma intensa agenda de atividades extensionistas no PET Educom Clima. As ações são realizadas em diálogo com a comunidade, especialmente a escola, por meio dos processos educomunicativos. Entre ações concluídas, adaptações de percurso e projetos que seguem em construção, o setor de extensão reafirmou seu papel como ponte entre o [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O ano foi marcado por uma intensa agenda de atividades extensionistas no PET Educom Clima. As ações são realizadas em diálogo com a comunidade, especialmente a escola, por meio dos processos educomunicativos. Entre ações concluídas, adaptações de percurso e projetos que seguem em construção, o setor de extensão reafirmou seu papel como ponte entre o debate climático e a realidade local.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Uma das experiências mais significativas foi desenvolvida nas Escolas Sepé Tiaraju e Cardeal Roncalli em três momentos. No primeiro dia, realizamos a atividade “Brasil em Chamas” que tratou sobre as queimadas no Brasil em 2024, apresentando dados atualizados e imagens que contextualizaram a crise climática no país. A exposição abriu espaço para uma discussão interativa com os estudantes, incentivando reflexões sobre causas e consequências das queimadas. No segundo dia, promovemos uma oficina prática de fotografia, no qual os alunos foram convidados a registrar, em imagens, a relação entre meio ambiente e escola. O resultado foi exposto no evento Seja UFSM, uma mostra aberta a mais de 500 estudantes da região que visitam nosso campus, além de também ser divulgado nas redes sociais e em nosso site.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outra iniciativa foi o PET Pró PET, um brechó solidário em prol dos animais abandonados e em situação de vulnerabilidade no campus da UFSM/FW. A ação combinou arrecadação de recursos, engajamento da comunidade acadêmica e conscientização sobre adoção responsável. Mais do que uma atividade pontual, o brechó evidenciou como as questões socioambientais também passam pelo cuidado com o território e com os seres que o habitam. Foram arrecadados R$280,00, valor que será repassado em março de 2026 para o grupo de apoio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A cobertura da COP 30 também exigiu reinvenção. A ida presencial a Belém não foi possível por questões logísticas e financeiras, mas isso não impediu uma cobertura intensa e qualificada. A parceria com o Observatório do Clima fortaleceu as ações, com o envio de materiais didáticos que subsidiaram debates junto à comunidade acadêmica e à população de Frederico Westphalen, por meio do projeto Estação COP30. Ao longo de todas as atividades, a COP 30 foi tratada como eixo central de discussão, conectando o global ao local.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Temas como combate à desinformação climática e racismo ambiental foram trabalhados de forma transversal ao longo de 2025. As ações foram incorporadas às demais atividades, seja por meio de falas dos petianos, apresentação de dados ou produção de conteúdos para o site e redes sociais do grupo. No caso do racismo ambiental, posts especiais no Instagram e abordagens no podcast Vozes na COP, projeto especial de comunicação climática, ampliaram a discussão sobre como comunidades vulnerabilizadas são desproporcionalmente afetadas por problemas ambientais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"> As atividades de extensão são combinadas com uma comunicação ambiental crítica, acessível e socialmente engajada. O percurso evidencia que fazer extensão é, sobretudo, construir coletivamente para transformar conhecimento em diálogo e ação.</span></p>
<p>Por Raquel Teixeira  | Bolsista PET Educom Clima. </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>De manuais de práticas a ações solidárias: o ano de consolidação do PET Educom Clima</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2026/02/17/de-manuais-de-praticas-a-acoes-solidarias-o-ano-de-consolidacao-do-pet-educom-clima</link>
				<pubDate>Tue, 17 Feb 2026 20:22:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/?p=363</guid>
						<description><![CDATA[Ao longo de 2025, o setor de Organização, Planejamento e Avaliações Institucionais do PET Educom Clima desenvolveu ações voltadas à melhoria da organização interna do grupo, ao planejamento das atividades e à avaliação das ações realizadas. As atividades foram pensadas de forma integrada, totalizando 265 horas, com o objetivo de tornar os processos mais claros, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Ao longo de 2025, o setor de Organização, Planejamento e Avaliações Institucionais do PET Educom Clima desenvolveu ações voltadas à melhoria da organização interna do grupo, ao planejamento das atividades e à avaliação das ações realizadas. As atividades foram pensadas de forma integrada, totalizando 265 horas, com o objetivo de tornar os processos mais claros, organizados e eficientes, além de fortalecer a atuação institucional do PET.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entre as ações realizadas, destaca-se a criação de manuais de boas práticas e do banco de dados institucional, que teve como foco padronizar procedimentos e facilitar o funcionamento do grupo. O banco de dados foi totalmente criado, reunindo informações importantes para o dia a dia do PET. Já os manuais de boas práticas começaram a ser elaborados, com a definição de que cada setor do grupo seria responsável por construir seu próprio material, de acordo com suas atividades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outra ação importante foi a elaboração de pesquisas de satisfação para uso em eventos, com o objetivo de avaliar as atividades desenvolvidas pelo PET Educom Clima. Foram criados dois modelos de questionário: um para eventos internos e outro para eventos externos. Esses modelos passaram a ser utilizados como base para avaliar todas as ações promovidas pelo grupo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Também foi criada uma mailing list, organizada com contatos relevantes, como jornalistas e emissoras de rádio. Esse mailing passou a ser utilizado para divulgar as ações do PET, enviar convites e fortalecer a comunicação com parceiros e instituições.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O Momento de Leitura foi desenvolvido como uma atividade de formação e reflexão. Os encontros aconteceram nos intervalos do almoço, com duração média de 30 minutos, e abordaram temas ligados à comunicação, educação, justiça social e mudanças climáticas. As leituras incluíram obras de autores como Ailton Krenak, Vandana Shiva, Paulo Freire e Françoise Vergès. A atividade também foi levada para o ambiente escolar, com uma edição especial realizada no dia 30 de maio na Escola Estadual de Ensino Básico Sepé Tiaraju, em Frederico Westphalen, envolvendo estudantes do Ensino Médio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A recepção dos calouros, no início do ano, teve como objetivo apresentar o PET Educom Clima aos novos estudantes e aproximá-los das ações do grupo. Para isso, foi criado um QR Code que direcionava os alunos ao Instagram do PET, onde puderam conhecer os projetos e as atividades previstas para o ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No campo das ações solidárias, o grupo realizou campanhas de arrecadação em datas especiais. Entre elas, a arrecadação de brinquedos para o Dia das Crianças, feita em parceria com o PROMENOR de Frederico Westphalen. Promovidas em conjunto com os grupos Ecológica Jr, Agenda 2030 e o PET Engenharia Florestal, foram arrecadadas tampinhas plásticas e lacres de alumínio, destinados à ONG AMAA, que atua na proteção de animais. Devido ao bom engajamento, a campanha de arrecadação de tampinhas e lacres foi planejada para continuar em 2026.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para melhorar a organização das tarefas, foi implementada a ferramenta Trello, organizada por setores, permitindo acompanhar o andamento das atividades e distribuir melhor as responsabilidades entre os integrantes do PET.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Por fim, foi realizada a organização do InterPET, em parceria com os grupos PET CISA e PET Odontologia. O evento aconteceu de forma online no dia 13 de setembro e teve como tema “Comunicação Pessoal e Presença nas Redes Sociais”, com palestra ministrada pela professora Cíntia da Silva Carvalho. A atividade promoveu a integração entre os grupos PET e a troca de experiências.</span></p>
<p>Por Júlia Weber | Bolsista PET Educom Clima. </p>
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<h3>Percepção das petianas</h3>
<p>Para Júlia Weber, "a<span style="font-weight: 400">s atividades desenvolvidas demonstram um ano positivo para o setor. Foi observado um bom engajamento do grupo nas atividades, especialmente naquelas relacionadas ao planejamento interno e às campanhas de arrecadação, o que contribuiu para o fortalecimento do trabalho coletivo e para a melhoria da organização das atividades do PET. Também, nós petianos, organizando e realizando as atividades, temos a oportunidade de aplicar, na prática, os conhecimentos adquiridos em sala de aula, contribuindo para a nossa formação profissional". </span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Vozes e clima: a construção da identidade do PET em seu primeiro ano</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2026/02/09/vozes-e-clima-a-construcao-da-identidade-do-pet-em-seu-primeiro-ano</link>
				<pubDate>Mon, 09 Feb 2026 18:05:24 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/?p=362</guid>
						<description><![CDATA[O primeiro ano de PET,  2025, foi marcado por descobertas, testes e, principalmente, pela vontade de comunicar. Em meio a aprendizados coletivos e à construção de uma identidade própria, o grupo encontrou na comunicação um espaço potente de diálogo  sobre questões climáticas e socioambientais de forma acessível e próxima do público. Ao longo do ano, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O primeiro ano de PET,  2025, foi marcado por descobertas, testes e, principalmente, pela vontade de comunicar. Em meio a aprendizados coletivos e à construção de uma identidade própria, o grupo encontrou na comunicação um espaço potente de diálogo  sobre questões climáticas e socioambientais de forma acessível e próxima do público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ao longo do ano, o Clima em Pauta se consolidou como uma das principais iniciativas do grupo. A proposta nasceu do desejo de traduzir temas complexos sobre o clima para uma linguagem simples, direta e conectada ao cotidiano. A cada novo vídeo, o projeto foi se moldando, ganhando forma e aproximando o PET de quem acompanhava os conteúdos. Mais do que informar, o Clima em Pauta se tornou um espaço de escuta, troca e reflexão, reforçando a importância de falar sobre o clima de maneira clara e responsável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outra atividade que marcou esse primeiro período do grupo foi o Podcast Vozes na COP. O podcast surgiu como uma forma de ampliar o debate e dar voz às discussões que atravessam as Conferências do Clima, conectando o que acontece nesses grandes eventos globais à realidade local. Ao longo dos episódios, o PET experimentou novas linguagens, explorou o formato do áudio; como resultado, percebemos o quanto aprofundar uma única temática pode gerar mais envolvimento e sentido para quem escuta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Essas duas ações refletem muito do que foi o primeiro ano do PET: um período de construção coletiva, aprendizado constante e a busca pelas melhores formas de comunicar sobre o clima. Entre ajustes, descobertas e novas ideias, o primeiro ano deixou como legado a certeza de que a comunicação pode ser uma ferramenta de transformação — capaz de aproximar pessoas, provocar reflexões e fortalecer o compromisso coletivo com as questões climáticas.</span></p>
<p>Por Bruna Einecke | Bolsista PET Educom Clima. </p>
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													</item>
						<item>
				<title>Pesquisa e produção de conhecimento: as ações do PET Educom Clima em 2025</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2026/01/29/pesquisa-e-producao-de-conhecimento-as-acoes-do-pet-educom-clima-em-2025</link>
				<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 18:12:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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						<description><![CDATA[Ao longo de 2025, o PET Educom Clima realizou um conjunto de ações voltadas à formação acadêmica, à pesquisa e à produção de conhecimento no campo da comunicação socioambiental. As atividades foram planejadas de modo integrado, promovendo momentos de estudo, troca e debate, que contribuíram tanto para a qualificação dos integrantes do grupo quanto para [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Ao longo de 2025, o PET Educom Clima realizou um conjunto de ações voltadas à formação acadêmica, à pesquisa e à produção de conhecimento no campo da comunicação socioambiental. As atividades foram planejadas de modo integrado, promovendo momentos de estudo, troca e debate, que contribuíram tanto para a qualificação dos integrantes do grupo quanto para a comunidade acadêmica interessada nas temáticas da educomunicação e da justiça climática.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesse contexto, a Oficina Estudando Métodos destacou-se como um espaço aberto de formação em pesquisa científica. Desenvolvida em quatro encontros ao longo do ano, a oficina possibilitou o contato dos participantes com diferentes abordagens metodológicas, abrangendo discussões sobre elaboração de projetos, análise de dados qualitativos, relações entre pesquisa e comunicação socioambiental e uso de ferramentas digitais no meio acadêmico. A presença de pesquisadoras e pesquisadores convidados ampliou o diálogo entre teoria e prática e auxiliou estudantes em distintas fases de seus trabalhos acadêmicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De forma complementar, a atividade Encontro de Pesquisa: Futuros Possíveis consolidou-se como um espaço coletivo de leitura e debate de textos teóricos nas áreas de Jornalismo, Cidadania e Meio Ambiente. Ao longo de seis encontros, os integrantes do PET apresentaram textos previamente selecionados e conduziram discussões coletivas, estimulando a escuta, o diálogo e a construção compartilhada do conhecimento. A atividade contribuiu para o aprofundamento teórico do grupo e para o desenvolvimento de uma postura crítica diante dos desafios contemporâneos relacionados à comunicação e à crise climática.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As atividades desenvolvidas ao longo de 2025 estiveram vinculadas às ações do Grupo de Pesquisa Jornalismo Ambiental: Possibilidades de Engajamento Educomunicativo pela Justiça Climática, que manteve suas atividades ao longo de 2025. O grupo realizou fichamentos de produções acadêmicas selecionadas nas bases SciELO e BDTD, ampliando o repertório teórico dos participantes e fortalecendo a base conceitual que orienta as ações de ensino, pesquisa e extensão do PET. A participação de estudantes e pesquisadores para além do grupo PET contribuiu para a diversidade de perspectivas e para o diálogo interdisciplinar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Esse processo formativo também se refletiu na participação do PET Educom Clima em diferentes eventos científicos ao longo do ano, como o Intercom Regional Sul, a Jornada Acadêmica Integrada (JAI), o Congresso Abrapcorp – Comunicação para a Sociedade de Risco e o Colóquio Mato-grossense de Educomunicação. Nesses espaços, o grupo apresentou trabalhos e relatos de experiência que sistematizaram ações de extensão, pesquisas em andamento e práticas educomunicativas, possibilitando a troca com outros pesquisadores e a circulação do conhecimento produzido no âmbito do PET. Como desdobramento dessas experiências, integrantes do grupo publicaram o relato “Em prol da justiça climática: saberes compartilhados” no dossiê Letramento Socioambiental: educação ambiental climática, educomunicação, justiça socioambiental e educação transformadora, da Revista Letramento SocioAmbiental, registrando e compartilhando práticas desenvolvidas pelo PET ao longo de 2025.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No eixo de pesquisa, as atividades desenvolvidas em 2025 contribuíram para a ampliação do repertório teórico e metodológico dos integrantes do PET Educom Clima, qualificando a elaboração de estudos, projetos e produções acadêmicas na área da comunicação socioambiental.</span></p>
<p>Por Júlia Gonsalo | Bolsista do PET Educom Clima</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Enquanto discutimos o mapa do caminho, o futuro nos escapa</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2025/11/27/enquanto-discutimos-o-mapa-do-caminho-o-futuro-nos-escapa</link>
				<pubDate>Thu, 27 Nov 2025 12:56:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Coproduções]]></category>
		<category><![CDATA[De Olho na COP]]></category>

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						<description><![CDATA[Por Franchesco de Oliveira* e Cláudia Herte de Moraes** Depois de dias intensos em Belém, a COP-30 deixa de ser apenas um encontro global e se torna um ponto de virada (ou de cobrança) para o mundo. Agora, no pós-COP-30, é hora de olhar para além dos discursos e avaliar o que realmente ficou: os [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

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<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/955/2025/11/rbr3906-0-1024x613.jpg" alt="" class="wp-image-358" style="width:1102px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</em></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

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<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por Franchesco de Oliveira* e Cláudia Herte de Moraes**</p>
<p>Depois de dias intensos em Belém, a COP-30 deixa de ser apenas um encontro global e se torna um ponto de virada (ou de cobrança) para o mundo. Agora, no pós-COP-30, é hora de olhar para além dos discursos e avaliar o que realmente ficou: os compromissos firmados, as tensões expostas, os avanços possíveis e as lacunas que persistem. Entre análises que apontam divergências internas, acordos considerados tímidos e expectativas não atendidas por cientistas, ambientalistas e negociadores, estamos em um momento decisivo para entender o que, de fato, mudou e o que ainda permanece na agenda climática mundial.</p>
<p>A conferência terminou com promessas de acelerar a transição energética, elevar o financiamento climático e estabelecer mecanismos mais rígidos de adaptação. Houve avanços, mas também frustrações: os países maiores emissores ainda resistem a metas vinculantes, e o financiamento aos países do Sul Global continua marcado por burocracias e disputas políticas. Ainda assim, Belém deslocou o eixo das discussões: a urgência climática tem território, tem povo, tem nome. E tem pressa. </p>
<p>Neste <a href="https://jornalismoemeioambiente.com/category/de-olho-na-cop/">Observatório de Jornalismo Ambiental</a>, acompanhamos a preparação e a realização da COP-30 a partir de diferentes abordagens e jornalismos. Podemos afirmar que a pauta se consolidou como mais relevante e mais aprofundada nesta edição do evento, realizado no coração da Amazônia. A atmosfera e a proximidade da COP-30 trouxeram elementos de destaque para o debate sobre a emergência climática que, afinal, já está sendo vivenciada de forma avassaladora no mundo. </p>
<p>Para a análise do <a href="https://www.nexojornal.com.br/cop30-belem-resultados-insuficientes-participacao"><em>Nexo</em></a>, mesmo com a inclusão de temas na COP que geralmente passam ao largo da visibilidade midiática (justiça racial, gênero e participação social com a Cúpula dos Povos), o ponto central sobre os combustíveis fósseis e desmatamento foi considerado vago e incapaz de reparar minimamente a dívida histórica do Norte Global com o Sul Global. Neste sentido, a reportagem analisada colabora para um debate mais aprofundado sobre as causas do aquecimento global e não apenas sobre as consequências já sentidas em vários cantos do mundo. </p>
<p>Da mesma forma, a <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yqj75jleyo"><em>BBC</em></a> destacou que a COP-30 terminou sob o peso das ausências, sobretudo a dos Estados Unidos, e de um texto final que frustrou ambientalistas ao não incluir qualquer referência aos “mapas do caminho” para abandonar os combustíveis fósseis e zerar o desmatamento, duas das propostas centrais defendidas por Lula. Embora o “Mutirão Global” tenha sido saudado por evitar a implosão do Acordo de Paris, o recuo diante da pressão de grandes produtores e consumidores de petróleo, como Arábia Saudita, Índia e China, marcou um dos pontos mais sensíveis da conferência. Ainda assim, a <em>BBC </em>apontou avanços moderados, como o aumento do financiamento para adaptação agora com a meta de triplicar até 2035, a inclusão histórica do termo “afrodescendentes” nos documentos oficiais e a adoção de 59 indicadores globais para medir a capacidade de adaptação climática. Ou seja, o veículo destacou o avanço da justiça racial, incorporando uma visão mais complexa da questão climática que é socioambiental em sua base.</p>
<p>Para o <a href="https://g1.globo.com/jornal-nacional/jn-na-cop30/noticia/2025/11/22/resultado-da-cop30-frustra-cientistas-ambientalistas-e-representantes-de-diversos-paises.ghtml"><em>G1</em></a> a palavra que resume a COP30 é frustração. A principal decepção foi a ausência total de menções aos combustíveis fósseis nos documentos finais, assim como  nos textos de <em>Nexo</em> e <em>BBC</em>.  O portal inclui uma avaliação de que  houve avanços simbólicos, como a inclusão inédita de referências a afrodescendentes. Indicou ainda que para a ONU, a falta de ambição reflete a conjuntura geopolítica fragmentada, com os Estados Unidos ausentes, a União Europeia enfraquecida e China relutante em assumir liderança. Observamos que a análise do <em>G1 </em>trouxe a visão da governança global, de forma indireta, indicando que para a construção de um caminho ainda há fortes entraves de Estados negacionistas e/ou pressionados pelas elites econômicas que atuam globalmente.</p>
<p>Diante desse conjunto de avanços pequenos e problemas que continuam sem solução, os textos do pós-COP funcionam como um alerta: o mundo não está discutindo apenas metas, mas o que ainda é possível evitar diante da crise climática. Belém mostrou a força dos povos da floresta, das vozes que quase nunca são ouvidas e da pressão social que tenta mudar o centro das decisões. </p>
<p>Ficou evidente que as grandes potências defendem de forma cada vez mais aguerrida os seus interesses ligados aos combustíveis fósseis e que a política internacional segue dividida. Relembramos aqui <a href="https://jornalismoemeioambiente.com/2023/12/">uma análise</a> deste Observatório sobre a cobertura da COP-28, em 2023, que tratava do mesmo tema: o abandono dos combustíveis fósseis é uma exigência de nosso tempo</p>
<p>Durante a “barqueata” que integrou a programação da Cúpula dos Povos, evento paralelo à COP30, o cacique Raoni disse: “Precisamos cuidar do planeta. Se continuar o desmatamento, nossos filhos e netos vão ter problemas sérios. O nosso território garante a respiração do mundo inteiro.” O pós-COP-30 não é um encerramento, e sim um aviso: o planeta continua cobrando medidas concretas enquanto muitos países ainda hesitam em agir. O relógio climático não para e a história vai registrar quem escolheu empurrar o problema para depois, enquanto o futuro escapava.</p>
<p>*Franchesco de Oliveira é graduando em Jornalismo na UFSM e bolsista do PET Educom Clima. E-mail: <a href="mailto:franchesco.castro@acad.ufsm.br">franchesco.castro@acad.ufsm.br</a>. </p>
<p>**Cláudia Herte de Moraes é Jornalista e Doutora em Comunicação e Informação, professora no Programa de Pós-Graduação em Comunicação (UFSM). Tutora do PET Educom Clima (UFSM) e líder do Grupo Educom Clima (CNPq/UFSM). Integrante do Grupo de Pesquisa Jornalismo Ambiental e do Laboratório de Comunicação Climática. (CNPq/UFRGS). E-mail: <a href="mailto:claudia.moraes@ufsm.br">claudia.moraes@ufsm.br</a>. </p>
<p>***Publicado originalmente no no Observatório de Jornalismo Ambiental.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Petianos publicam relato de experiência em dossiê sobre letramento socioambiental</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2025/11/15/petianos-publicam-relato-de-experiencia-em-dossie-sobre-letramento-socioambiental</link>
				<pubDate>Sat, 15 Nov 2025 12:16:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/?p=354</guid>
						<description><![CDATA[Integrantes do PET Educom Clima participaram da publicação do dossiê Letramento Socioambiental Educação ambiental climática: educomunicação, justiça socioambiental e educação transformadora, lançado em 13 de novembro de 2025. A produção integra o projeto temático “Como a educomunicação pode ampliar e qualificar as práticas de educação ambiental climática na Educação Básica no Brasil?” O lançamento ocorreu [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Integrantes do PET Educom Clima participaram da publicação do dossiê Letramento Socioambiental Educação ambiental climática: educomunicação, justiça socioambiental e educação transformadora, lançado em 13 de novembro de 2025. A produção integra o projeto temático “Como a educomunicação pode ampliar e qualificar as práticas de educação ambiental climática na Educação Básica no Brasil?” O lançamento ocorreu simultaneamente em Belém, na Casa da Educação e Inovação Ambiental e Climática, e em São Paulo, no auditório Lupe Cotrim da Escola de Comunicações e Artes da USP, com transmissão ao vivo pelo canal do Labidecom no YouTube.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A Revista Letramento SocioAmbiental reúne reflexões acadêmicas e relatos de experiências pedagógicas voltados à Educação Socioambiental no Brasil. Entre seus colaboradores estão pesquisadores, profissionais de organizações da sociedade civil e professores que desenvolvem práticas formativas em suas comunidades escolares. Com acervo totalmente gratuito, a revista busca ampliar o acesso a conteúdos para o ensino de temas socioambientais na Educação Básica.&nbsp;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O texto “Em prol da justiça climática: saberes compartilhados”, assinado por Júlia Weber, Júlia Gonsalo de Carvalho, Franchesco de Oliveira Y Castro e Raquel Teixeira Pereira, com tutoria da Prof Dª Cláudia Herte de Moraes, apresenta ações realizadas pelo PET Educom Clima que articulam educomunicação, justiça climática e diálogo intercultural. O relato reúne três ações formativas realizadas entre março e junho de 2025: a oficina Brasil em Chamas, o Momento de Leitura e a oficina Olhar de Jornalista, todas articulando educomunicação, justiça climática e diálogo intercultural.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A seção do dossiê dedicada ao PET Educom Clima sintetiza a perspectiva que orienta as práticas desenvolvidas pelo grupo, a educomunicação como fundamento do letramento socioambiental. As ações são construídas a partir do diálogo, da escuta e da valorização de saberes diversos. Nessa abordagem, comunicação, educação e meio ambiente são compreendidos como processos coletivos e políticos, atravessados por pertencimento, memória, território e justiça social. O texto evidencia como o PET articula teoria e prática ao desenvolver oficinas, rodas de leitura e vivências que estimulam o protagonismo juvenil e indígena diante dos desafios climáticos contemporâneos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A oficina <strong>Brasil em Chamas</strong> foi realizada com estudantes do ensino médio de Frederico Westphalen e teve como proposta discutir os impactos das queimadas no Brasil. A atividade apresentou dados, imagens e manchetes sobre incêndios em diferentes biomas, facilitando a compreensão do problema em escala nacional e local. Os estudantes analisaram as informações, debateram causas e consequências e, ao final, produziram cartazes que sintetizavam questionamentos e percepções sobre o tema. A oficina buscou desenvolver leitura crítica da mídia, reflexão contextualizada e produção visual baseada no conteúdo discutido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A oficina <strong>Olhar de Jornalista</strong>, desenvolvida com estudantes da Licenciatura Intercultural Indígena da UFSM/FW durante o evento “Compartilhando Saberes”, ofereceu uma vivência prática sobre fotografia e comunicação. Os participantes tiveram uma introdução à história da fotografia e a aspectos técnicos básicos, utilizando câmeras do PET e celulares próprios. Em seguida, registraram o evento a partir de seus pontos de vista, exercitando o uso da imagem como forma de documentação e expressão. Ao final, uma conversa coletiva permitiu analisar as fotografias produzidas e discutir decisões de enquadramento, composição e registro do cotidiano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O <strong>Momento de Leitura</strong>, realizado quinzenalmente na universidade e aberto à comunidade acadêmica, promove conversas sobre comunicação, meio ambiente e justiça climática a partir de trechos selecionados por integrantes do grupo. Em uma edição especial na Escola Estadual Sepé Tiaraju, a atividade utilizou um trecho de Ideias para Adiar o Fim do Mundo, de Ailton Krenak, para orientar o diálogo com estudantes do ensino médio sobre consumo, meio ambiente, pertencimento e representatividade indígena e quilombola. A proposta enfatizou a leitura como ponto de partida para discussão e troca de perspectivas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A participação no dossiê registra parte das ações desenvolvidas pelo PET Educom Clima em 2025 e sistematiza práticas que integram comunicação, educação e meio ambiente.&nbsp; A versão completa do dossiê está publicada no portal da Revista Letramento SocioAmbiental: </span><a href="https://letramentosocioambiental.com.br/"><span style="font-weight: 400">https://letramentosocioambiental.com.br/</span></a><span style="font-weight: 400">&nbsp;</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:image {"id":356,"sizeSlug":"full","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/955/2025/11/487761.jpg" alt="" class="wp-image-356" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Por Júlia Gonsalo de Carvalho | Bolsista PET Educom Clima</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>“O agro não enche o prato": a denúncia que a COP ignora</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2025/11/12/o-agro-nao-enche-o-prato-a-denuncia-que-a-cop-ignora</link>
				<pubDate>Wed, 12 Nov 2025 19:05:52 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Coproduções]]></category>
		<category><![CDATA[De Olho na COP]]></category>

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						<description><![CDATA[Por Jéssica Thaís Hemsing* e Cláudia Herte de Moraes** A COP30 começou oficialmente nesta segunda-feira, dia 10, com a promessa de colocar a transformação da agricultura e dos sistemas alimentares no centro das discussões sobre o combate à crise climática. Embora o tema esteja em alta nos painéis oficiais e na comunicação do evento, o [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":353,"width":"1102px","height":"auto","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/955/2025/11/d6a8235_0-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-353" style="width:1102px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Por Jéssica Thaís Hemsing* e </span><span style="font-weight: 400">Cláudia Herte de Moraes**</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A COP30 começou oficialmente nesta segunda-feira, dia 10, com a promessa de colocar a transformação da agricultura e dos sistemas alimentares no centro das discussões sobre o combate à crise climática. Embora o tema esteja em alta nos painéis oficiais e na comunicação do evento, o debate permanece superficial. Ainda falta coragem para enfrentar o verdadeiro nó da questão: as estruturas de poder e a desigualdade que sustentam o modelo agroexportador brasileiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Falar em soberania alimentar sem tocar na concentração de terras e nos bilhões de reais em subsídios ao agronegócio é esvaziar o sentido da expressão. Não existe soberania alimentar quando quem decide o que e como se planta são grandes corporações mais interessadas em lucro do que em comida de verdade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O que não pode acontecer é que, em uma conferência do clima que se propõe a discutir o combate à fome e à crise ambiental, o destaque vá para projetos do agronegócio como o Ferrogrão. A ferrovia, apresentada como símbolo de progresso, serve, na prática, para facilitar o escoamento de commodities do Centro-Oeste e do Norte, beneficiando exportadores e não quem precisa de alimento no prato. Muito se fala em redução de custos de frete e de preços dos alimentos, mas essa conta raramente chega à mesa do povo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O jornal </span><i><span style="font-weight: 400">Brasil de Fato</span></i><span style="font-weight: 400"> está presente em Belém e, por seu caráter contra-hegemônico, tem se destacado pela escuta de vozes diversas. Na tarde desta segunda-feira, 10, participou de um debate no qual Adriano Ferreira, representante do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Campo (MTC), afirmou: </span><a href="https://www.brasildefato.com.br/2025/11/10/recursos-do-meio-ambiente-vao-contemplar-a-agricultura-familiar-enfrentar-a-fome-e-enfrentar-a-crise-climatica/"><span style="font-weight: 400">“A gente precisa gritar ao mundo que só existe justiça climática se houver proteção dos territórios tradicionais, dos povos indígenas e também dos camponeses que estão na terra produzindo o alimento que nutre o povo brasileiro.”</span></a><span style="font-weight: 400"> A fala de Adriano representa muitos trabalhadores que lutam por uma justiça climática que inclua quem produz o alimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O portal de jornalismo independente </span><i><span style="font-weight: 400">ICL Notícias</span></i><span style="font-weight: 400"> demonstra atenção aos movimentos sociais presentes em Belém, noticiando os protestos recentes durante a COP 30. Com destaque às frases na faixa, </span><a href="https://iclnoticias.com.br/protesto-contra-ferrograo/"><span style="font-weight: 400">“O agro não enche o prato”,  “Ferrogrão Não”, “Comida sem veneno” e “O agro passa, a destruição fica”</span></a><span style="font-weight: 400"> mostram que a sociedade civil está atenta. As mobilizações denunciam que os grandes empreendimentos do agronegócio (como o projeto Ferrogrão) trazidos como  “salvadores” da economia não alimentam o país. “Não queremos que nossos biomas sejam vistos só como mercado, como corredor de soja, porto ou ferrovia”, retrata a liderança Tupinambá Marília Sena ao ICL. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Enquanto isso, o governo brasileiro segue abrindo mão de recursos públicos. Em 2024, foram cerca de R$ 158 bilhões em isenções fiscais ao agronegócio, segundo o próprio ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O portal </span><i><span style="font-weight: 400">Sumaúma</span></i><span style="font-weight: 400"> ressalta essa crítica ao destacar que, </span><a href="https://sumauma.com/boi-soja-agrotoxicos-isencoes-tributarias-agroindustria-alimentam-desmatamento-poluicao/"><span style="font-weight: 400">ao patrocinar grandes produtores e exportadores</span></a><span style="font-weight: 400">, o país prioriza o modelo agroexportador, deixando em segundo plano quem luta pela agroecologia e pela proteção ambiental. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Mesmo diante de dados científicos evidentes sobre a necessidade de produção de alimentos de forma mais sustentável, a maior parte dos veículos de comunicação ignora a pauta da soberania alimentar. Ainda mais quando há manifestações contrárias aos interesses do agronegócio. Pensando na essência do jornalismo, que deveria pautar-se pelo compromisso público, percebemos que, em geral, os veículos hegemônicos descartam uma compreensão ampliada de sua responsabilidade social. Por exemplo, no caso do Ferrogrão citado acima, nenhum veículo tradicional destacou o tema no contexto da COP30.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De um lado, o discurso verde e rentável do agro. Do outro, a luta popular por comida sem veneno e por um modelo agrícola justo e sustentável. Para além do nosso presente já impactado pela mudança climática, que planeta estamos deixando às futuras gerações?</span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-weight: 400">*Jéssica Thaís Hemsing é graduanda em Jornalismo na UFSM e bolsista do PET Educom Clima. E-mail: jessica.thais@acad.ufsm.br</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">**Cláudia Herte de Moraes é Jornalista e Doutora em Comunicação e Informação, professora na UFSM. Tutora do PET Educom Clima (UFSM) e líder do Grupo Educom Clima (CNPq/UFSM). Integrante do Grupo de Pesquisa Jornalismo Ambiental e do Laboratório de Comunicação Climática. (CNPq/UFRGS). E-mail: claudia.moraes@ufsm.br</span></p>
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													</item>
						<item>
				<title>Cuidar do planeta é comunicar: a cobertura do PET Educom Clima na COP30</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2025/11/11/cuidar-do-planeta-e-comunicar-a-cobertura-do-pet-educom-clima-na-cop30</link>
				<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 20:42:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Reportagem Especial]]></category>

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						<description><![CDATA[A COP30, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que está sendo realizada em Belém do Pará, marca um momento histórico: pela primeira vez, o centro das decisões climáticas globais volta-se diretamente para o coração da Amazônia, bioma essencial para a regulação climática do planeta e território de povos que, há séculos, garantem sua preservação. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">A COP30, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que está sendo realizada em Belém do Pará, marca um momento histórico: pela primeira vez, o centro das decisões climáticas globais volta-se diretamente para o coração da Amazônia, bioma essencial para a regulação climática do planeta e território de povos que, há séculos, garantem sua preservação. É neste cenário que o Grupo PET Educom Clima da UFSM fortalece sua atuação na comunicação socioambiental, contribuindo para aproximar a sociedade local das discussões mais urgentes do nosso tempo.</span></p>
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<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/955/2025/11/DSC_0337-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-349" style="width:1354px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">Petianos de Jornalismo e Relações Públicas</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

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<p><span style="font-weight: 400">Desde o início de 2025, o grupo acompanha os preparativos da Conferência com o projeto “De Olho na COP”, desenvolvido em parceria com o Grupo de Pesquisa em Jornalismo Ambiental (GPJA/UFRGS). A iniciativa analisa criticamente a cobertura jornalística da COP30 e os desafios que cercam sua realização. O objetivo é identificar lacunas informativas e estimular um debate qualificado sobre as decisões que podem definir o futuro do clima no mundo.</span></p>
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<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/955/2025/11/DE-OLHO-NA-COP-SITE-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-350" style="width:1354px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">Material produzido para a série <em>De Olho na COP</em> em pareceria com o Observatório de Jornalismo Ambiental</figcaption></figure>
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<p><span style="font-weight: 400">Além desse monitoramento da mídia, o PET Educom Clima ampliou sua presença na comunicação climática com reportagens especiais a cada semana. Entre os temas abordados ao longo do ano, foram destaque cultura amazônida, proteção de povos indígenas, o papel da juventude no ativismo ambiental, disputas entre interesses econômicos e justiça socioambiental. Essa atuação contínua se fortaleceu com o Clima em Pauta, quadro semanal que informa, de maneira acessível e dinâmica sobre mudanças climáticas, educação, comunicação e o combate à desinformação. A iniciativa traduz debates técnicos e decisões globais em conteúdos que fazem sentido no cotidiano da comunidade acadêmica e regional. Ao selecionar e contextualizar informações verificadas, o grupo contribui para ampliar o engajamento social diante da crise climática e enfrenta diretamente os desafios da desinformação, um dos grandes obstáculos para a construção de políticas ambientais efetivas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Veiculado nos canais oficiais do PET, o Clima em Pauta se consolida como um espaço de referência para quem busca atualização constante e confiável sobre o futuro climático do planeta. Assim, o grupo reafirma seu compromisso com a educomunicação&nbsp; que, inspirados em Paulo Freire, constitui as ações que mais do que transmitir saberes,&nbsp; buscam o diálogo e a coparticipação crítica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entre as ações criadas recentemente, está o podcast “Vozes na COP”, um espaço de diálogo sobre os rumos do planeta a partir do que acontece em Belém. Com cinco episódios, o programa explorou tópicos como saberes tradicionais, integridade da informação, cultura e justiça climática, além das responsabilidades do Brasil no combate às mudanças climáticas. Todo o processo, do roteiro à edição, foi realizado pelos integrantes do PET, que buscaram tornar as discussões da Cúpula Climática acessíveis à comunidade.</span></p>
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<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/955/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-11-at-16.46.28-1-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-351" style="width:1102px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">Petiana Raquel Teixeira Pereira, editora do podcast <em>Vozes na COP.</em></figcaption></figure>
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<p><span style="font-weight: 400">Aliando-se ao Observatório do Clima, o grupo atua como uma Estação Central da COP, divulgando o melhor da ciência entre estudantes do ensino médio e universitário. A </span><a href="https://centraldacop.oc.eco.br/estacao-central-da-cop/"><b>Estação Central da COP</b></a><span style="font-weight: 400"> é um convite do Observatório do Clima para qualquer grupo (escola, comunidade, coletivo, centro cultural, etc) que tenha interesse em criar um espaço de informação e formação sobre a Conferência das Partes (COP) e a mudança do clima. Nas esferas da pesquisa sobre desinformação climática, educação midiática e educomunicação socioambiental, a professora tutora Cláudia Herte de Moraes integra o PET Educom Clima à </span><a href="https://integridadeclima.org/"><b>Rede</b> <b>de</b> <b>Parceiros</b> <b>pela</b> <b>Integridade</b> <b>da</b> <b>Informação</b> <b>sobre Mudança do Clima</b></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para a professora Cláudia Herte de Moraes, tutora do PET Educom Clima, a participação do grupo na cobertura da COP30 é resultado de um trabalho planejado desde o início do projeto. “Nosso PET já nasceu com foco na comunicação e no clima. Sabíamos que, com a COP acontecendo em Belém, haveria uma grande movimentação no país e, por isso, organizamos desde o fim de 2024 atividades que nos permitissem pesquisar, aprender e discutir o tema”, explica. Ela destaca que o grupo atua de forma integrada entre pesquisa, ensino e extensão, abordando temas como jornalismo ambiental, educação midiática, educomunicação socioambiental e justiça climática. “A produção que temos feito dá muito orgulho, porque passa essa noção de que a comunicação faz parte da transformação que queremos operar na sociedade: uma transformação em direção à sustentabilidade da vida e aos direitos”, afirma. Para Cláudia, o trabalho desenvolvido pelos petianos em 2025 deixa um saldo extremamente positivo e a atuação não termina com o fim da conferência. “Para nós, clima não é só o ano da COP. Seguimos construindo alternativas e discutindo o que está em jogo para garantir uma sociedade de dignidade, oportunidades e igualdade para todos e todas.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Agora, dura</span><span style="font-weight: 400">nte os dias intensos da Conferência, o grupo amplia ainda mais sua atuação e integra a ação extensionista COP UFSM, liderada pela pró-reitoria de extensão. Com a divulgação de lives e transmissões especiais, oficinas, reportagens especiais, as redes sociais do PET trazem  notícias em tempo real e aproximam o público do que está sendo debatido nos pavilhões da COP30. A cobertura reforça o papel da comunicação como ferramenta de participação política para a construção democrática em tempos de emergência climática. Fazer a COP na Amazônia é uma oportunidade única de expor ao mundo tanto os riscos de um bioma ameaçado quanto a riqueza de alternativas sustentáveis construídas por quem vive e cuida da floresta. Nesse contexto, o grupo PET Educom Clima reafirma seu compromisso: contribuir para que a sociedade compreenda o que está em jogo e participe da construção de futuros possíveis.</span></p>
<p> </p>
<h3><span style="font-weight: 400">Acompanhe o PET Educom Clima nas redes sociais:</span></h3>
<h3><span style="font-weight: 400">Instagram | @peteducomclima </span></h3>
<p> </p>
<p><span style="font-weight: 400">Por Franchesco de Oliveira | Bolsista PET Educom Clima</span></p>
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													</item>
						<item>
				<title>PET Educom Clima apresenta produções científicas na JAI e no Workshop de Mudanças Climáticas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2025/11/10/pet-educom-clima-apresenta-producoes-cientificas-na-jai-e-no-workshop-de-mudancas-climaticas</link>
				<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 19:42:13 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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						<description><![CDATA[Entre os dias 3 e 7 de novembro, integrantes do PET Educom Clima participaram da 40ª Jornada Acadêmica Integrada (JAI) e do III Workshop Gaúcho de Mudanças Climáticas, apresentando trabalhos vinculados ao projeto Divulgação Científica – Espalhando a Ciência. A atividade de divulgação científica tem como objetivo incentivar e auxiliar na produção de artigos, materiais [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Entre os dias 3 e 7 de novembro, integrantes do PET Educom Clima participaram da 40ª Jornada Acadêmica Integrada (JAI) e do III Workshop Gaúcho de Mudanças Climáticas, apresentando trabalhos vinculados ao projeto Divulgação Científica – Espalhando a Ciência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A atividade de divulgação científica tem como objetivo incentivar e auxiliar na produção de artigos, materiais e projetos desenvolvidos pelos bolsistas e  voluntários do grupo. O </span><i><span style="font-weight: 400">Espalhando a Ciência</span></i><span style="font-weight: 400"> busca valorizar a educomunicação  como prática de divulgação e de formação socioambiental, aproximando o conhecimento acadêmico de diferentes públicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As produções apresentadas representam diferentes experiências e práticas desenvolvidas nas áreas de pesquisa, ensino e extensão do PET. Entre elas estão os trabalhos “Oficina Brasil em Chamas: usando a fotografia para falar de meio ambiente”, de Franchesco de Oliveira e Raquel Pereira, e “Momento de Leitura do PET Educom Clima em práticas educomunicativas de diálogo e formação socioambiental”, de Júlia Gonsalo de Carvalho e Júlia Weber.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Também foram apresentados “Semana Pensando Verde: evento do grupo Agenda 2030 UFSM-FW”, de Isadora Casse Kozen; “Entre lentes e vozes: fotografia e educomunicação na construção de justiça climática”, de Franchesco de Oliveira e Raquel Pereira; e “PET Educom Clima: identidade e valores na comunicação”, de Bruna Einecke Cabreira, Jéssica Thaís Hemsing e Gabriela Ferreira de Menezes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Cada trabalho apresentado reflete as ações do projeto, voltadas à divulgação das produções do grupo e ao estímulo à reflexão sobre a prática científica. O </span><i><span style="font-weight: 400">Espalhando a Ciência</span></i><span style="font-weight: 400"> atua como um espaço de formação que integra ensino, pesquisa e extensão, contribuindo para a difusão das atividades do PET.</span></p>
<p>Por Júlia Gonsalo | Bolsista PET Educom Clima </p>
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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped"><!-- wp:image {"id":341,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/955/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-10-at-16.29.34-1-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-341" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/955/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-10-at-16.29.34-2-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-346" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/955/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-10-at-16.29.34-4-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-345" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/955/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-10-at-16.29.34-576x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-342" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/955/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-10-at-16.29.35-576x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-344" /></figure>
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													</item>
						<item>
				<title>PET Educom Clima integra diálogo sobre COP30 em evento de interculturalidade na UFSM-FW</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2025/11/10/pet-educom-clima-integra-dialogo-sobre-cop30-em-evento-de-interculturalidade-na-ufsm-fw</link>
				<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 13:03:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/?p=335</guid>
						<description><![CDATA[O Grupo PET Educom Clima participou, dia 8 de novembro, da segunda edição do evento “Compartilhando Saberes: Integração Cultural”, realizado na Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen. A ação celebra a presença indígena no ambiente universitário, reforçando a interculturalidade e o fortalecimento dos laços entre os povos originários da UFSM. Nesta edição, o [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O Grupo PET Educom Clima participou, dia 8 de novembro, da segunda edição do evento “Compartilhando Saberes: Integração Cultural”, realizado na Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen. A ação celebra a presença indígena no ambiente universitário, reforçando a interculturalidade e o fortalecimento dos laços entre os povos originários da UFSM.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:image {"id":336,"width":"1102px","height":"auto","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/955/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-10-at-09.35.18-1024x797.jpeg" alt="" class="wp-image-336" style="width:1102px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">Petianos Franchesco de Oliveira e Raquel Pereira juntamente da Professora Aline Passini, coordenadora do curso de Licenciatura Intercultaral Indígena. Foto: Júlia Gonçalo. </figcaption></figure>
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<p><span style="font-weight: 400">Nesta edição, o PET Educom Clima promoveu um momento de diálogo e troca de conhecimentos sobre a Conferência das Partes (COP). O destaque foi para a importância histórica da COP30 ser sediada no Brasil, em 2025, e o papel central dos povos indígenas nos debates internacionais sobre mudanças climáticas. A atividade contou com a participação dos estudantes do curso de Licenciatura Intercultural Indígena, que contribuíram de forma ativa na atividade.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

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<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/955/2025/11/DSC_0046-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-337" style="width:1102px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Aline Iora/Assessoria de Comunicação</figcaption></figure>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Como proposta prática, os petianos convidaram os acadêmicos a colaborarem na montagem da Estação Central da COP, iniciativa do Observatório do Clima que busca incentivar instituições, escolas, comunidades e coletivos a criarem espaços de formação e engajamento sobre a pauta climática. A ação visou estimular o diálogo sobre justiça climática e ampliar o acesso às informações relacionadas às decisões definidas na Conferência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A Estação Central da COP surge como resposta à urgência climática já vivenciada em diferentes territórios, sejam florestas, campos, periferias ou grandes cidades. É uma estratégia para reforçar que as decisões internacionais têm impacto direto na vida das pessoas. Assim, a participação da comunidade acadêmica e indígena torna-se essencial para o fortalecimento desse debate no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com iniciativas como esta, o grupo PET Educom Clima reafirma seu compromisso com a educação ambiental, a educomunicação e a construção de espaços que ampliem a participação social nas pautas globais sobre o clima.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/955/2025/11/DSC_0069-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-338" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Aline Iora/Assessoria de Comunicação</figcaption></figure>
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<p><span style="font-weight: 400">Por Franchesco de Oliveira | Bolsistas PET Educom Clima</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Vale e COP30: entre o discurso verde e o rastro de lama</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2025/10/29/vale-e-cop30-entre-o-discurso-verde-e-o-rastro-de-lama</link>
				<pubDate>Wed, 29 Oct 2025 21:13:42 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos de Opinião]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/?p=333</guid>
						<description><![CDATA[A notícia da Vale como uma das patrocinadoras oficiais da COP30, que acontecerá em 2025, em Belém, gerou reações intensas. Para alguns, é um sinal positivo de que grandes corporações estão assumindo um papel ativo nas discussões sobre o futuro do planeta. Para outros, é uma contradição evidente: como uma empresa associada a desastres ambientais [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A notícia da Vale como uma das patrocinadoras oficiais da COP30, que acontecerá em 2025, em Belém, gerou reações intensas. Para alguns, é um sinal positivo de que grandes corporações estão assumindo um papel ativo nas discussões sobre o futuro do planeta. Para outros, é uma contradição evidente: como uma empresa associada a desastres ambientais de proporções históricas pode ocupar o palco de um evento voltado à sustentabilidade?</p>
<p>Desde as tragédias de Mariana, em 2015, e de Brumadinho, em 2019, a Vale carrega uma marca difícil de apagar. Mais do que perdas materiais, esses episódios deixaram cicatrizes humanas, sociais e ambientais profundas. A lama não destruiu apenas rios e comunidades, destruiu também a confiança de grande parte da população na palavra “responsabilidade corporativa”.</p>
<p>Mesmo assim, nos últimos anos, a empresa tem investido fortemente em projetos de comunicação, inovação e sustentabilidade. São campanhas, relatórios, compromissos públicos e ações de reparação que buscam mostrar uma Vale diferente, mais consciente, transparente e comprometida com o meio ambiente. Do ponto de vista das Relações Públicas, essas iniciativas fazem parte de um processo puro de gestão de crise e reconstrução de imagem. Afinal, toda organização que enfrenta uma crise precisa dialogar com seus públicos, assumir responsabilidades e mostrar, com atitudes, que está disposta a mudar.</p>
<p>Mas há um ponto sensível nessa história. Quando o discurso de sustentabilidade surge de empresas que tiveram grande responsabilidade em desastres ecológicos, é natural que o público desconfie. O patrocínio à COP30 pode ser visto como uma tentativa de reconexão com a sociedade mas também pode ser interpretado como uma ação de <em>greenwashing</em>, termo usado para descrever práticas de marketing enganoso que criam uma imagem “verde” mas sem uma mudança profunda na estrutura ou nas práticas da empresa.</p>
<p>No caso da Vale, é importante reconhecer que a empresa vem adotando medidas de reparação e ampliando a discussão sobre sustentabilidade. Mas também é necessário lembrar que as comunidades afetadas pelas barragens ainda convivem com as consequências da lama, da perda de renda e da destruição ambiental.</p>
<p>A presença da Vale na COP30 nos coloca diante de uma pergunta maior: até que ponto as grandes corporações podem ser parte da solução climática se elas também são, historicamente, parte do problema? Talvez o mais importante não seja escolher um lado, mas manter o olhar crítico e o questionamento vivo. </p>
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<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/955/2025/10/imagem_materia.jpg" alt="" class="wp-image-334" style="width:1102px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">Ricardo Stuckert/Fotos Públicas Fonte: Agência Senado</figcaption></figure>
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<p>Por Isadora Konzen <strong class="Yjhzub">| </strong>Integrante do PET Educom Clima.</p>
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													</item>
						<item>
				<title>Vozes indígenas e quilombolas seguem à margem da cobertura antes da COP-30</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2025/10/22/vozes-indigenas-e-quilombolas-seguem-a-margem-da-cobertura-antes-da-cop-30</link>
				<pubDate>Wed, 22 Oct 2025 11:44:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Coproduções]]></category>
		<category><![CDATA[De Olho na COP]]></category>

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						<description><![CDATA[Por Bruna Einecke Cabreira* e Cláudia Herte de Moraes** Cerca de 80% dos mais pobres e vulneráveis do mundo, quase 900 milhões de pessoas, estão diretamente expostas a riscos climáticos, como calor extremo, inundações, secas ou poluição do ar. E os números evidenciam que mulheres negras e indígenas estão entre as mais afetadas, com os piores [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

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<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/955/2025/10/indigenas_marco_temporal_indigena_stf250820213912_0-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-332" style="width:1102px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">Indígenas descem a esplanada dos ministérios em direção ao STF para a realização de uma vigília contra o Marco Temporal. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por Bruna Einecke Cabreira* e Cláudia Herte de Moraes**</p>
<p>Cerca de 80% dos mais pobres e vulneráveis do mundo, <a href="https://climainfo.org.br/2025/10/19/crise-climatica-afeta-900-milhoes-de-pessoas-que-vivem-na-pobreza/">quase 900 milhões de pessoas</a>, estão diretamente expostas a riscos climáticos, como calor extremo, inundações, secas ou poluição do ar. E os números evidenciam que mulheres negras e indígenas estão entre as mais afetadas, com os piores índices de moradia digna, de violência, de acesso à renda e à saúde, entre outros indicadores de vulnerabilidade. Ainda assim, elas são as pessoas menos escutadas quando falamos sobre vulnerabilidade social diante da crise climática.</p>
<p>Essa questão foi abordada nos debates da Pré-COP sediada em Brasília, na última semana. A Pré-COP nada mais é que uma reunião preparatória que funciona como um termômetro para as negociações oficiais da COP-30 – que ocorrerão dos dias 10 a 21 de novembro, em Belém. O evento reuniu mais de 600 representantes de 67 delegações ao longo de dois dias de debates intensos, que abordaram temas centrais como o financiamento climático, a transição energética e a adaptação aos eventos climáticos extremos.</p>
<p>Além das discussões formais, a <a href="https://www.nexojornal.com.br/podcast/2025/10/15/pre-cop-30-belem-mudancas-climaticas-conferencia-onu">Pré-COP</a> também foi marcada por manifestações da sociedade civil, que cobraram ações concretas e compromissos efetivos para a conferência em Belém. Povos indígenas marcaram presença com uma passeata, na segunda-feira, com cerca de 200 manifestantes de diferentes regiões do Brasil, em defesa da demarcação de terras. A Conaq (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas) pediu ao governo federal a titulação do passivo de 87% das terras ocupadas tradicionalmente por comunidades quilombolas como uma medida de preservação da natureza e da biodiversidade.</p>
<p>Mas, ainda assim, as vozes destes grupos tiveram pouco espaço na cobertura da mídia brasileira. Nos portais <em>G1</em> e <em>Folha de S. Paulo</em>, dois dos maiores sites de notícias do país, apenas uma reportagem em cada site abordou as manifestações durante a Pré-COP. No <em><a href="https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2025/10/13/indigenas-levam-decreto-gigante-e-canetao-inflavel-a-brasilia-para-pedir-que-lula-demarque-terras-ate-a-cop30.ghtml">G1</a></em>, a cobertura destacou o ato indígena, focando principalmente em noticiar o protesto e deixando as reivindicações indígenas em segundo plano. Os argumentos pelo pedido de demarcação urgente das terras indígenas apareceram apenas por meio de duas fontes entrevistadas. Na <em><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2025/10/quilombolas-pedem-titulacao-de-terras-como-parte-da-meta-climatica-do-brasil.shtml">Folha de S. Paulo,</a></em> a notícia cobriu o protesto quilombola, dando ênfase especificamente na proposta de anexo à meta climática do Brasil, conhecida como NDC. A matéria se apoiou em apenas uma fonte, retirando grande parte das informações diretamente do documento e sem detalhar outros aspectos relevantes.</p>
<p>Por outro lado, mesmo não repercutindo os protestos indígena e quilombola, o jornal <em><a href="https://www.brasildefato.com.br/2025/10/14/caminho-para-belem-organizacoes-da-sociedade-civil-elaboram-contribuicoes-para-a-cop30/">Brasil de Fato</a></em> deu ênfase para as organizações da sociedade civil presentes na Pré-COP, destacando o evento “Caminho para Belém: contribuições da sociedade civil” que aconteceu durante as negociações. A notícia teve foco nas falas da Ministra Sônia Guajajara e Selwin Hart, enviado especial do Secretário-Geral da ONU, que participaram da cerimônia de abertura.<br />A cobertura limitada das manifestações indígenas e quilombolas evidencia que essas vozes continuam à margem do debate público e midiático em nosso país.</p>
<p>A pouca atenção da grande imprensa reforça a necessidade de ampliar o espaço dado às comunidades historicamente vulneráveis, garantindo que suas reivindicações e perspectivas sejam ouvidas e consideradas nas decisões políticas, e em especial, sobre o clima e o meio ambiente. A inclusão dessas vozes se faz necessária não apenas por uma questão de justiça social e climática com estas comunidades, mas também essencial para a construção de políticas climáticas mais eficazes para todos nós.</p>
<p><br />*Graduanda em Jornalismo na UFSM, bolsista do PET Educom Clima. E-mail: bruna.cabreira@acad.ufsm.br. </p>
<p>**Jornalista, doutora em Comunicação e Informação, professora na UFSM. Tutora do PET Educom Clima (UFSM) e líder do Grupo Educom Clima (CNPq/UFSM). Integrante do Grupo de Pesquisa Jornalismo Ambiental e do Laboratório de Comunicação Climática. (CNPq/UFRGS). E-mail: claudia.moraes@ufsm.br.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Dilemas do carro elétrico: a produção e o descarte desses veículos ainda representam desafios socioambientais significativos </title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2025/10/13/dilemas-do-carro-eletrico-a-producao-e-o-descarte-desses-veiculos-ainda-representam-desafios-socioambientais-significativos</link>
				<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 19:56:40 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Matérias]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/?p=329</guid>
						<description><![CDATA[Apresentados como solução limpa para o futuro da mobilidade, os carros elétricos conquistam cada vez mais espaço nos discursos sobre sustentabilidade. Mas, por trás das promessas de um planeta menos poluído, a produção desses veículos é feita de mineração intensiva, consumo energético elevado e problemas ainda distantes de serem superados. Mais limpos&#8230; ou apenas diferentes? [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Apresentados como solução limpa para o futuro da mobilidade, os carros elétricos conquistam cada vez mais espaço nos discursos sobre sustentabilidade. Mas, por trás das promessas de um planeta menos poluído, a produção desses veículos é feita de mineração intensiva, consumo energético elevado e problemas ainda distantes de serem superados.</span></p>
<h3><b>Mais limpos... ou apenas diferentes?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">De fato, os veículos elétricos reduzem as emissões diretas de gases poluentes e o ruído nas cidades. No entanto, a pesquisadora Meiry Mayumi Onohara, coautora do estudo “</span><a href="https://revistas.editoraenterprising.net/index.php/regmpe/article/view/439"><span style="font-weight: 400">Comparações entre a Eficiência Energética de Carro Elétrico e de Carro à Combustão: uma análise dos impactos socioambientais e financeiros</span></a><span style="font-weight: 400">” (2022), alerta que a imagem de sustentabilidade é, em parte, ilusória.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Existe uma percepção de sustentabilidade dos veículos elétricos que não considera totalmente os impactos ao longo de todo o seu ciclo de vida, incluindo o maior impacto ambiental inicial durante a fabricação e os desafios com o descarte e a reciclagem das baterias”, explica Onohara. “A fase de produção de veículos elétricos pode gerar significativamente mais emissões do que a de carros convencionais, principalmente devido à fabricação de baterias.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo dados da International Energy Agency (</span><a href="https://www.iea.org/data-and-statistics/charts/minerals-used-in-electric-cars-compared-to-conventional-cars"><span style="font-weight: 400">IEA</span></a><span style="font-weight: 400">), um carro elétrico pode demandar até cinco vezes mais minerais do que um modelo tradicional. A título de comparação, enquanto são necessários de 2 a 3 gramas de lítio para produzir a bateria de um iPhone 11, o módulo de energia de um Tesla Model S precisa de 12 quilos do metal, mas dependendo do veículo, essa quantidade pode chegar a 30 quilos.</span><span style="font-weight: 400"><br></span> <span style="font-weight: 400">A estimativa impressiona: se os 1,6 bilhões de carros no mundo fossem convertidos para modelos elétricos, seriam necessários mais de 19 milhões de toneladas de lítio, e isso sem considerar a troca desnecessária e constante para um novo modelo, incentivada por práticas de consumo cada vez mais aceleradas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O estudo de Onohara e Onohara (2022) confirma que, embora os carros elétricos apresentem rendimento energético de até 90% na conversão da energia elétrica em movimento, frente aos 25% dos veículos a combustão, a fase de produção ainda é responsável por um impacto ambiental expressivo. A extração e o transporte das matérias-primas dependem de combustíveis fósseis e provocam degradação ambiental, especialmente em países latino-americanos que concentram as reservas minerais.</span></p>
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<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/955/2025/10/124a8375_0-1024x695.jpg" alt="" class="wp-image-330" style="width:1354px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">Carro elétrico sendo carregado em ponto recarga em Brasília.  Foto: José Cruz/Agência Brasil</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

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<h3><b>A corrida por minérios e os riscos para o Brasil</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Boa parte do lítio que alimenta essa transição energética está na América do Sul, no chamado “Triângulo do Lítio”, formado por Chile, Bolívia e Argentina. De acordo com o “Guia Latam de Lítio”, produzido pela Agência EY, esses países detêm, juntos, metade das reservas globais conhecidas do mineral. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400"> O Brasil também desponta como potência, com reservas significativas localizadas em Minas Gerais, na chamada Província Borborema e no Vale do Jequitinhonha, o qual equivale a 85% das reservas conhecidas, segundo reportagem do </span><a href="https://canalve.com.br/brasil-avanca-no-mercado-global-de-litio-e-atrai-investimentos"><span style="font-weight: 400">canal VE</span></a><span style="font-weight: 400">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A gigante chinesa BYD, uma das maiores fabricantes de veículos elétricos do mundo, adquiriu </span><a href="https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2025/02/14/exclusivo-documentos-mostram-que-chinesa-byd-detem-direitos-minerarios-no-vale-do-litio.htm"><span style="font-weight: 400">direitos</span></a><span style="font-weight: 400"> minerários sobre uma área em Coronel Murta, no Vale do Jequitinhonha (MG),  De acordo com documentos obtidos pela Reuters, a empresa já detém títulos de exploração emitidos pela Agência Nacional de Mineração (ANM), o que marca a entrada direta da montadora na corrida global por minerais estratégicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, a mineradora Sigma Lithium, uma das líderes do setor, foi acusada por comunidades locais de ter contaminado um rio da região. Em resposta, a empresa passou a enviar caminhões-pipa semanalmente para cerca de 70 famílias. O caso reacende o debate sobre os impactos diretos da mineração em comunidades vulneráveis.</span><span style="font-weight: 400"><br /></span> <span style="font-weight: 400">Outro ponto a se destacar é que a Sigma Lithium recebeu cerca de </span><a href="https://agenciadenoticias.bndes.gov.br/industria/BNDES-aprova-R%24-4867-milhoes-para-Sigma-Lithium-beneficiar-litio-de-forma-sustentavel/"><span style="font-weight: 400">R$ 500 milhões do BNDES </span></a><span style="font-weight: 400">via o Fundo Clima, criado justamente para financiar ações de mitigação às mudanças climáticas. O financiamento serviu para dobrar a capacidade de produção da mina, o que gerou críticas sobre a real sustentabilidade desse modelo de desenvolvimento.</span></p>
<h3><b>“Terras raras” na Amazônia</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Além do lítio, os veículos elétricos dependem de um conjunto de 17 elementos químicos, as chamadas terras raras, que são essenciais em imãs, motores elétricos, catalisadores e componentes eletrônicos das baterias e sistemas de tração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Pesquisas geológicas recentes conduzidas pelo Serviço Geológico do Brasil (</span><a href="https://www.sgb.gov.br/w/provincia-mineral-de-carajas-mapa-de-favorabilidade-para-cobre-identifica-areas-promissoras"><span style="font-weight: 400">SGB</span></a><span style="font-weight: 400">) indicam que províncias minerais do Norte do país, especialmente a Província Mineral de Carajás, no Pará, concentram depósitos significativos de minerais estratégicos, incluindo elementos de terras raras. De acordo com levantamentos apresentados pelo SGB, já foram documentadas assinaturas desses elementos em amostras coletadas na região, o que reforça o potencial da Amazônia como polo de exploração de insumos críticos para a transição energética.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O Brasil, aliás, está entre os países com maiores reservas estimadas de terras raras no mundo, de acordo com o </span><a href="https://www.brasilmineral.com.br/noticias/sgb-afirma-que-brasil-tem-cerca-de-23-das-reservas-mundiais-de-terras-raras"><span style="font-weight: 400">SGB</span></a><span style="font-weight: 400">, corresponde a cerca de 23%,  fato que atrai atenção de investidores e de governos interessados em diversificar cadeias de abastecimento fora da China, hoje dominante no refino e na produção global. Ao mesmo tempo, a expansão da mineração na Amazônia levanta alertas por impactos ambientais e sociais conhecidos: a extração de minerais na região tem histórico de danos a ecossistemas e de conflitos com populações tradicionais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ao mesmo tempo, a expansão da mineração na Amazônia levanta alertas ambientais e sociais. Especialistas apontam que a extração de minérios na região tem um histórico de impactos severos sobre ecossistemas e populações tradicionais. No Pará, os riscos são intensificados por casos de contaminação industrial, como o da </span><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/547869-falhas-e-possiveis-crimes-foram-causa-de-vazamento-de-rejeitos-minerais-em-barcarena-pa-conclui-comissao"><span style="font-weight: 400">refinaria Hydro Alunorte</span></a><span style="font-weight: 400">, em </span><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/533699-pesquisadores-confirmam-contaminacao-de-igarapes-em-barcarena/"><span style="font-weight: 400">Barcarena</span></a><span style="font-weight: 400">, que foi alvo de investigações e relatórios parlamentares após o vazamento de rejeitos que afetaram igarapés e comunidades locais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Belém será a sede da COP30, que ocorrerá entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025. Há expectativa de que a Conferência coloque a Amazônia no centro das negociações globais sobre clima e conservação. Mas especialistas e lideranças locais temem que a atenção internacional possa, em vez de resultar em proteção efetiva, abrir avenida para um modelo de “extrativismo climático”, isto é, favorecer a exploração acelerada de minerais estratégicos sem garantias ambientais e de direitos para as comunidades afetadas</span></p>
<h3><b>O dilema da eficiência energética</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Quando se trata de eficiência energética, a vantagem elétrica é clara. Um carro a combustão converte apenas 10% a 30% da energia do combustível em movimento, enquanto o elétrico aproveita até 90% da energia armazenada na bateria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Mas, segundo Onohara, “a sustentabilidade dos carros elétricos é relativa e depende fortemente de fatores como a matriz energética utilizada para geração da eletricidade e os desafios associados ao descarte e à reciclagem das baterias”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, os custos ainda são altos: o valor da bateria pode representar até 50% do preço total de um carro elétrico. Como apontam os autores do estudo da UFU, a produção desses veículos demanda investimentos pesados em infraestrutura elétrica e redes de recarga, o que reforça o caráter elitizado da “mobilidade verde”.</span><span style="font-weight: 400"><br /></span></p>
<h3><b>Transporte público e bicicletas</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">O investimento em ônibus elétricos, corredores exclusivos, metrôs e bicicletas compartilhadas têm impacto mais direto, democrático e ambientalmente responsável do que a substituição dos veículos individuais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Por isso, em vez de apenas trocar motores a combustão por baterias, propostas mais sustentáveis priorizam transporte coletivo eficiente, infraestrutura para pedestres e ciclovias integradas. De acordo com o Caderno Técnico de Rotas Tecnológicas de Descarbonização do Transporte Coletivo no Brasil (</span><a href="https://files.antp.org.br/2024/7/22/caderno-tecnico-29--rotas-tecnologidas-de-descarbonizacao-para-transporte-publico.pdf"><span style="font-weight: 400">ANTP</span></a><span style="font-weight: 400">) e estimativas do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), a expansão do transporte público e o incentivo à mobilidade ativa, como o uso de bicicletas e deslocamentos a pé, podem reduzir entre 20% e 30% das emissões de CO₂ do setor de transportes urbanos nas grandes cidades brasileiras, especialmente quando combinadas com políticas de planejamento urbano sustentável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, cidades mais compactas, com serviços acessíveis a pé, o chamado urbanismo de proximidade, têm se mostrado mais resilientes às crises climáticas, econômicas e sociais.</span></p>
<h3><b>O futuro sustentável com carro elétrico</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Para Meiry Onohara, tornar o carro elétrico realmente sustentável no Brasil exigirá uma série de mudanças estruturais. “É necessário fortalecer a matriz energética com fontes renováveis, desenvolver a logística reversa para as baterias e expandir a infraestrutura de recarga e superar barreiras financeiras e de aceitação social.”, defende. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">É essencial investir em políticas públicas e conscientização sobre o descarte correto, para que a transição energética não repita os mesmos erros do extrativismo tradicional. Enquanto as tecnologias de reciclagem e reaproveitamento avançam lentamente, a corrida por minérios se acelera e o dilema permanece: Estamos realmente caminhando para um futuro sustentável, ou apenas repetindo velhos padrões de exploração sob um novo discurso?</span></p>
<p>Gabriela de Menezes <span style="color: initial">| Integrante PET Educom Clima</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title> A narrativa individualista no cenário ambiental</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2025/09/24/a-narrativa-individualista-no-cenario-ambiental</link>
				<pubDate>Wed, 24 Sep 2025 17:32:57 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Matérias]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/?p=327</guid>
						<description><![CDATA[Enquanto pequenos grupos de pessoas dispersas reduzem seu impacto ambiental, as empresas utilizam a narrativa individualista para danificar o meio ambiente e não serem devidamente responsabilizadas.&nbsp; Em entrevista publicada no Mídia Ninja, uma das coordenadoras da Fundação Heinrich Böll Brasil, Maureen Santos, comentou sobre o tema. “É muito importante você mudar a sua prática e [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Enquanto pequenos grupos de pessoas dispersas reduzem seu impacto ambiental, as empresas utilizam a narrativa individualista para danificar o meio ambiente e não serem devidamente responsabilizadas.&nbsp;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em entrevista publicada no Mídia Ninja, uma das coordenadoras da Fundação Heinrich Böll Brasil, Maureen Santos, comentou sobre o tema. “É muito importante você mudar a sua prática e estar de acordo com a sua consciência, dando coerência à sua luta e militância, mas nada vai mudar se você não transformar o coletivo através da busca por políticas públicas, construindo ações coletivas e de engajamento”, afirma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Diante da busca por um cotidiano consciente e de controle sustentável, surge o conceito de </span><i><span style="font-weight: 400">Green New Deal, </span></i><span style="font-weight: 400">Novo Acordo Verde, que teria como base implementar hábitos verdes na economia, por exemplo: trocar combustíveis fósseis por energias renováveis e limpas. Mas, segundo Santos, continuaríamos sob a ótica capitalista e consumista. “Esse esverdeamento do capitalismo trazendo o sistema para ser um pouquinho mais ambientalmente correto, na verdade não muda as verdadeiras práticas do próprio modelo”, diz ela.&nbsp;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outro termo criado dentro deste contexto é o </span><i><span style="font-weight: 400">greenwashing, </span></i><span style="font-weight: 400">que em sua tradução significa “lavagem verde”. A prática diz respeito à divulgação de sustentabilidade falsa por meio de empresas com o intuito de enganar consumidores, através do marketing. De acordo com pesquisa do Market Analysis Brasil e do Instituto Akatu, 85% das empresas que vendem seus produtos com alegações ambientais possuem propagandas enganosas ou falsas. Tal prática induz o público ao erro e tem reconhecimento pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), o órgão aceita denúncias com provas emitidas pelos compradores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outra abordagem individual para um problema coletivo e global foi o estabelecimento da chamada ‘pegada de carbono’. O conceito foi inicialmente implementado por campanhas publicitárias, que evoluíram para aplicativos que notificavam as pessoas quando utilizavam serviços com emissões de gás carbônico na atmosfera, como forma de culpar o consumidor e não a empresa fornecedora.</span></p>
<h3><strong>A raiz dos problemas</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Educados em fazer banhos curtos, economizar na hora de escovar os dentes, muitas vezes não nos damos conta de cobrar dos grandes responsáveis pela crise. Porém, relatórios especiais demonstram que um número pequeno de empresas é quem mais contribui com a maior parte das emissões globais. Segundo o relatório Carbon Majors, publicado em 2017, aponta a responsabilidade do aumento de emissões de gases do efeito estufa na indústria de combustível fóssil desde 1998. A culpabilidade de hábitos rotineiros se torna um desvio de atenção para os verdadeiros poluentes.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:image {"id":328,"width":"1102px","height":"auto","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/955/2025/09/limpeza-de-praia-ortobom-ciclovivo1-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-328" style="width:1102px;height:auto" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Worldpackers</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Para sair desse circuito individualista, pode-se pensar por que esta estratégia é usada? Ela é considerada eficaz porque se conecta com o nosso senso de responsabilidade e de um sentimento de culpa. Aliás, em algumas pessoas também essas narrativas podem ampliar a ecoansiedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No episódio “Ecoansiedade” do projeto de extensão Mão na Mídia, a psicóloga Laís Piovesan fala sobre o que pode ser feito para que o excesso de informações sobre o aquecimento global não se torne um adoecimento. “Em relação à questão específica de como canalizar esse incômodo, essa preocupação, uma das formas que eu vejo que tem uma grande potência é o envolvimento em causas coletivas, seja por meio de projetos mais acadêmicos, seja por meio de voluntariado”, diz a psicóloga. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Um grupo que sai da lógica singular é o Engajamundo, composto por jovens ativistas em prol da mobilização social sobre o meio ambiente. A organização promove formações, participação e </span><i><span style="font-weight: 400">advocacy</span></i><span style="font-weight: 400"> para conscientizar os integrantes sobre seus impactos socioambientais e colocá-los à frente na tomada de decisões sobre o tema. Atualmente, o grupo utiliza as redes sociais como forma de disseminar informações ambientais ao público. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Por Emylli Mariana Fontoura | Integrante do PET Educom Clima</span></p>
<p> </p>
<h3><strong>Fontes:</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Maureen Santos: Soluções individuais não mudam o meio ambiente </span><a href="https://midianinja.org/maureen-santos-solucoes-individuais-nao-mudam-o-meio-ambiente/"><span style="font-weight: 400">https://midianinja.org/maureen-santos-solucoes-individuais-nao-mudam-o-meio-ambiente/</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400">Quem são os maiores poluidores do planeta e qual a nossa parte nisso?</span> <a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2021/12/25/quem-sao-os-maiores-poluidores-do-planeta----e-qual-a-nossa-parte-nisso.htm?cmpid=copiaecola"><span style="font-weight: 400">https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2021/12/25/quem-sao-os-maiores-poluidores-do-planeta----e-qual-a-nossa-parte-nisso.htm?cmpid</span></a><span style="font-weight: 400"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Greenwashing: entenda o que é e aprenda a se defender de propagandas falsas</span> <a href="https://share.google/50PeMOgeHAQfwPD2S"><span style="font-weight: 400">https://share.google/50PeMOgeHAQfwPD2S</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400">Greenwashing no Brasil: Estudo revela que 85% das alegações ambientais nos produtos são enganosas </span><a href="https://envolverde.com.br/governanca/greenwashing-no-brasil-estudo-revela-que-85-das-alegacoes-ambientais-nos-produtos-sao-enganosas/"><span style="font-weight: 400">https://envolverde.com.br/governanca/greenwashing-no-brasil-estudo-revela-que-85-das-alegacoes-ambientais-nos-produtos-sao-enganosas/</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400">Home – Engajamundo </span><a href="https://share.google/9yJyEvachzH0JxSGK"><span style="font-weight: 400">https://share.google/9yJyEvachzH0JxSGK</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400">Projeto de extensão Mão na Mídia - Ecoansiedade </span><a href="https://open.spotify.com/episode/2wEZwDqpdQxmCU4w20wW3n?si=Jsn0qA4sQHGpjzz62YO7hw"><span style="font-weight: 400">https://open.spotify.com/episode/2wEZwDqpdQxmCU4w20wW3n?si=Jsn0qA4sQHGpjzz62YO7hw</span></a><span style="font-weight: 400"> </span></p>
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													</item>
						<item>
				<title>PET Educom Clima realiza oficina Brasil em Chamas na escola Cardeal Roncalli</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/2025/09/15/pet-educom-clima-realiza-oficina-brasil-em-chamas-na-escola-cardeal-roncalli</link>
				<pubDate>Mon, 15 Sep 2025 18:31:57 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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						<description><![CDATA[Nesta segunda-feira, 15 de setembro, o PET Educom Clima promoveu a oficina Brasil em Chamas com estudantes do 1º ano do ensino médio da Escola Estadual de Ensino Médio Cardeal Roncalli. Esta é a segunda edição da oficina que o grupo promove com estudantes de Frederico Westphalen e tem o objetivo de sensibilizar os jovens [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Nesta segunda-feira, 15 de setembro, o PET Educom Clima promoveu a oficina Brasil em Chamas com estudantes do 1º ano do ensino médio da Escola Estadual de Ensino Médio Cardeal Roncalli. Esta é a segunda edição da oficina que o grupo promove com estudantes de Frederico Westphalen e tem o objetivo de sensibilizar os jovens para os impactos das queimadas no Brasil, utilizando uma abordagem interativa que combina dados, imagens e expressão artística. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A atividade iniciou com uma conversa sobre as causas e o impacto das queimadas no meio ambiente, o papel da comunicação em tempos de desastres climáticos e como poderíamos conscientizar as pessoas sobre os impactos das mudanças climáticas. Além de refletir sobre a COP-30, que será realizada dos dias 10 a 21 de novembro, em Belém. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com a proximidade da COP-30, a temática desta segunda edição foi adaptada e os alunos foram convidados a produzir cartazes imaginando que seriam representantes do Brasil na COP-30 e que precisariam apresentar uma solução para enfrentar as mudanças climáticas em nosso país. Os cartazes foram produzidos com colagens, tintas e desenhos. Após a produção, cada grupo apresentou suas ideias, simulando o papel de delegados(as) do Brasil na conferência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Bruna Einecke | Bolsista PET Educom Clima.</span></p>
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				<title>Oficina de Divulgação de Projetos em Educomunicação Ambiental |  CECSA</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/oficina-de-divulgacao-de-projetos-em-educomunicacao-ambiental-cecsa</link>
				<pubDate>Mon, 15 Sep 2025 16:02:09 +0000</pubDate>
				
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						<description><![CDATA[No dia 04 de abril, no campus da UFSM/FW, ocorreu a segunda oficina sobre educomunicação ambiental organizada pelo grupo PET Educom Clima. A atividade faz parte de uma colaboração do grupo PET com o Centro de Educação e Cooperação Socioambiental do Noroeste Gaúcho (CECSA) e teve como tema a divulgação de projetos em educação ambiental, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>No dia 04 de abril, no campus da UFSM/FW, ocorreu a segunda oficina sobre educomunicação ambiental organizada pelo grupo PET Educom Clima. A atividade faz parte de uma colaboração do grupo PET com o Centro de Educação e Cooperação Socioambiental do Noroeste Gaúcho (CECSA) e teve como tema a divulgação de projetos em educação ambiental, com objetivo de expandir a comunicação de atividades das instituições de Frederico Westphalen e região.</p>
<p>Os bolsistas do grupo PET Educom Clima, Júlia Weber, Julia Gonsalo de Carvalho e Marcos Castro foram responsáveis por ministrar a palestra, explicando questões relacionadas à divulgação de materiais ambientais e as diferentes redes sociais. </p>
<p>Por fim, após a palestra, os presentes foram convidados a gravarem vídeos para serem postados nas redes sociais do grupo PET e em colaboração com as instituições representadas. Desta forma, será ampliada a divulgação dos projetos de educação ambiental da região.</p>		
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						<item>
				<title>Brasil em Chamas | Cardeal Roncalli</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pet/educom-clima/brasil-em-chamas-cardeal-roncalli</link>
				<pubDate>Mon, 15 Sep 2025 15:19:58 +0000</pubDate>
				
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						<description><![CDATA[Nos dia 15 de novembro, o PET Educom Clima promoveu a oficina Brasil em Chamas com estudantes do 1º ano do ensino médio da Escola Estadual de Ensino Médio Cardeal Roncalli. Está é a segunda edição da oficina que o grupo promove com estudantes de Frederico Westphalen e têm o objetivo de sensibilizar os jovens [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Nos dia 15 de novembro, o PET Educom Clima promoveu a oficina Brasil em Chamas com estudantes do 1º ano do ensino médio da Escola Estadual de Ensino Médio Cardeal Roncalli. Está é a segunda edição da oficina que o grupo promove com estudantes de Frederico Westphalen e têm o objetivo de sensibilizar os jovens para os impactos das queimadas no Brasil, utilizando uma abordagem interativa que combina dados, imagens e expressão artística. </p>
<p>A atividade iniciou com uma conversa sobre as causas e o impacto das queimadas no meio ambiente, o papel da comunicação em tempos de desastres climáticos e como poderíamos conscientizar as pessoas sobre os impactos das mudanças climáticas. Além de refletir sobre a COP-30, que será realizada dos dias 10 à 21 de novembro, em Belém. </p>
<p>Com a proximidade da COP-30, a temática desta segunda edição foi adaptada e os alunos foram convidados a produzir cartazes imaginando que seriam representantes do Brasil na COP-30 e que precisariam apresentar uma solução para enfrentar as mudanças climáticas em nosso país. Os cartazes foram produzidos com colagens, tintas e desenhos, e após a produção cada grupo apresentou suas ideias, simulando o papel de delegados(as) do Brasil na conferência.</p>
<p>O PET Educom Clima é um grupo vinculado aos cursos de Jornalismo e Relações Públicas da UFSM – Campus Frederico Westphalen. Criado em 2024 pela professora Cláudia Herte de Moraes, o grupo utiliza a educomunicação como ferramenta para promover a conscientização sobre as mudanças climáticas e combater a desinformação. Por meio de atividades como oficinas, palestras e produções audiovisuais, o PET Educom Clima busca desenvolver o pensamento crítico e a cidadania ambiental nos estudantes.</p>		
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