{"id":163,"date":"2025-05-01T09:14:12","date_gmt":"2025-05-01T12:14:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/educom-clima\/?p=163"},"modified":"2025-05-01T09:14:14","modified_gmt":"2025-05-01T12:14:14","slug":"negar-a-ciencia-climatica-e-parte-da-tragedia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/educom-clima\/2025\/05\/01\/negar-a-ciencia-climatica-e-parte-da-tragedia","title":{"rendered":"Negar a ci\u00eancia clim\u00e1tica \u00e9 parte da trag\u00e9dia"},"content":{"rendered":"\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Como explicar que, mesmo em uma era de tanto avan\u00e7o tecnol\u00f3gico e acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, ainda existam pessoas que negam o que est\u00e1 escancarado diante de seus olhos? A trag\u00e9dia que atingiu o Rio Grande do Sul em 2024 reacendeu esse debate. Muito se tem discutido sobre o negacionismo clim\u00e1tico e ambiental como um dos fatores que agravaram o desastre. Em muitos casos, essa nega\u00e7\u00e3o, que parte dos pr\u00f3prios negacionistas, parece surgir como uma forma de minimizar responsabilidades, uma tentativa, consciente ou n\u00e3o, de se isentar diante da calamidade que paralisou o estado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Mas, afinal, o que significa negar a crise clim\u00e1tica? Trata-se apenas de uma rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 ci\u00eancia, ou seria tamb\u00e9m um reflexo de interesses pol\u00edticos, econ\u00f4micos e culturais profundamente enraizados?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo o professor Renato Souza, do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Extens\u00e3o Rural da Universidade Federal de Santa Maria, em artigo publicado no Brasil de Fato, a origem do negacionismo clim\u00e1tico e ambiental \u00e9 antiga e est\u00e1 diretamente ligada a movimentos conservadores e de extrema direita, que historicamente defenderam a propriedade privada da terra e a desregulamenta\u00e7\u00e3o da economia. No Brasil, essa postura se entrela\u00e7a com os interesses do agroneg\u00f3cio e das atividades extrativistas, que buscam deslegitimar pol\u00edticas ambientais para expandir a fronteira agr\u00edcola e flexibilizar o uso de \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Com isso, o professor Souza conclui que o negacionismo clim\u00e1tico no pa\u00eds visa preservar e ampliar o modelo de produ\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria agroexportadora, frequentemente em detrimento da conserva\u00e7\u00e3o ambiental e da resposta urgente que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas exigem.<\/span><\/p>\n\n\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"496\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/955\/2025\/04\/2-Templates-e-Orientacoes-Capas-Blogposts-do-Portal-Politize-2-8-768x499-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-164\" style=\"width:950px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/955\/2025\/04\/2-Templates-e-Orientacoes-Capas-Blogposts-do-Portal-Politize-2-8-768x499-1.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/955\/2025\/04\/2-Templates-e-Orientacoes-Capas-Blogposts-do-Portal-Politize-2-8-768x499-1-300x194.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem retirada da reportagem \u201cNegacionismo clim\u00e1tico: conhe\u00e7a suas ideias e caracter\u00edsticas\u201d do site de not\u00edcias Politize!<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n\n\n<h3><b>Negacionismo clim\u00e1tico\u00a0<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O negacionismo clim\u00e1tico consiste, basicamente, na rejei\u00e7\u00e3o das evid\u00eancias cient\u00edficas que comprovam o aquecimento global e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas provocadas pelas atividades humanas. Trata-se de uma postura que se sustenta muito mais em cren\u00e7as, interesses pessoais e ideologias do que em dados ou comprova\u00e7\u00f5es cient\u00edficas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Al\u00e9m disso, \u00e9 curioso que as pessoas que negam a ci\u00eancia o fazem geralmente\u00a0 de forma bastante seletiva. Ou seja, elas rejeitam descobertas cient\u00edficas apenas quando essas conclus\u00f5es contrariam suas cren\u00e7as ou interesses.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Muitos que questionam ou descredibilizam as pesquisas sobre o aquecimento global, dificilmente recusariam um tratamento odontol\u00f3gico, por exemplo. Mesmo sabendo que ambos os conhecimentos, tanto o que possibilita o avan\u00e7o da medicina quanto o que aponta os riscos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, partem do mesmo m\u00e9todo cient\u00edfico. No fim das contas, \u00e9 a mesma ci\u00eancia que desenvolveu anestesias, tratamentos dent\u00e1rios e vacinas que tamb\u00e9m alertam sobre o aumento preocupante dos gases de efeito estufa na atmosfera.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O que est\u00e1 em jogo, portanto, n\u00e3o \u00e9 uma rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 ci\u00eancia em si, mas o desconforto com o que ela representa quando questiona privil\u00e9gios, o modelo econ\u00f4mico vigente ou a liberdade de consumo. O negacionismo clim\u00e1tico, nesse sentido, \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o defensiva \u00e0 possibilidade de mudan\u00e7as estruturais na economia e no estilo de vida, necess\u00e1rias para enfrentar a crise ambiental.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Esse cen\u00e1rio se torna ainda mais evidente diante de acontecimentos concretos, como a trag\u00e9dia em Porto Alegre em 2024. Mesmo ap\u00f3s as enchentes devastadoras que atingiram a cidade, o poder p\u00fablico manteve posturas criticadas. O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Ga\u00facha de Prote\u00e7\u00e3o ao Ambiente Natural (Agapan), Heverton Lacerda, em uma entrevista concedida para a rede de not\u00edcias DW, questionou a libera\u00e7\u00e3o de R$27 milh\u00f5es em dinheiro p\u00fablico para o evento privado South Summit, em vez de priorizar projetos de reconstru\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o ambiental. Lacerda e outras entidades levaram a den\u00fancia ao Minist\u00e9rio P\u00fablico e ao Tribunal de Contas do Estado, destacando tamb\u00e9m a aus\u00eancia de a\u00e7\u00f5es efetivas de recomposi\u00e7\u00e3o de matas e \u00e1reas naturais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Apesar da experi\u00eancia traum\u00e1tica vivida pela popula\u00e7\u00e3o, o governo estadual, segundo a Agapan, n\u00e3o alterou sua postura de press\u00e3o sobre o meio ambiente. O que evidencia o quanto o negacionismo clim\u00e1tico, ou a resist\u00eancia em aceitar e agir sobre as evid\u00eancias cient\u00edficas, ainda influencia decis\u00f5es pol\u00edticas e administrativas.<\/span><\/p>\n<h3><b>Como explicar para algu\u00e9m que n\u00e3o acredita?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O escritor norte-americano Andrew Hoffman, em seu livro <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;Como a Cultura Molda o Debate do Clima&#8221;<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, prop\u00f5e que o caminho agora \u00e9 construir confian\u00e7a. Em sua obra, ele explora como as diferen\u00e7as culturais e ideol\u00f3gicas moldam a compreens\u00e3o e a resposta ao aquecimento global, defendendo que a ci\u00eancia, sozinha, pode n\u00e3o conseguir convencer os mais resistentes a serem ignorantes.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo Hoffman, existem tr\u00eas poss\u00edveis caminhos para sair do impasse atual. O primeiro \u00e9 otimista: surgiria uma solu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica capaz de reverter os danos, como uma tecnologia que removesse o excesso de carbono da atmosfera. O segundo \u00e9 pessimista: o debate continuaria se polarizando, com cada lado defendendo seus valores e tentando impor suas cren\u00e7as, o que favoreceria a propaga\u00e7\u00e3o de d\u00favidas e dificultaria a\u00e7\u00f5es efetivas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O terceiro caminho, e o \u00fanico vi\u00e1vel para Hoffman, \u00e9 a busca por consenso. Esse cen\u00e1rio exige que ambos os lados reconhe\u00e7am a radicaliza\u00e7\u00e3o de suas posi\u00e7\u00f5es e trabalhem juntos para encontrar interesses em comum.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Como parte do esfor\u00e7o para combater a desinforma\u00e7\u00e3o no debate ambiental, que dialoga justamente com a ideia de Hoffman, o Observat\u00f3rio do Clima, uma rede de organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, criou a plataforma Fakebook.eco em 2019. A iniciativa visa sistematizar, de maneira did\u00e1tica, o conhecimento sobre mitos, distor\u00e7\u00f5es e mal-entendidos comuns relacionados ao meio ambiente no Brasil. Al\u00e9m de funcionar como um reposit\u00f3rio para desmentir informa\u00e7\u00f5es falsas, a plataforma tamb\u00e9m realiza checagens r\u00e1pidas de declara\u00e7\u00f5es de autoridades e fake news ambientais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Um exemplo de uma dessas produ\u00e7\u00f5es foi a realizada pela Fakebook.eco em 2022, que aborda a falsa ideia de que n\u00e3o h\u00e1 consenso na comunidade cient\u00edfica sobre o aquecimento global. O trabalho destaca que mais de 99% dos estudos cient\u00edficos revisados por pares entre 2012 e 2020 reconhecem a influ\u00eancia humana na mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Esses dados foram confirmados por uma pesquisa da Universidade de Cornell, publicada em outubro de 2021. O estudo, liderado pelo professor Mark Lynas, analisou cerca de 90 mil publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas sobre a crise clim\u00e1tica. Segundo o autor, os resultados tornam a discuss\u00e3o sobre a exist\u00eancia de consenso cient\u00edfico um \u201ccaso encerrado\u201d. De acordo com o levantamento, n\u00e3o h\u00e1 debate relevante entre especialistas que neguem a mudan\u00e7a clim\u00e1tica induzida pela a\u00e7\u00e3o humana.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Frente a esse contexto de desinforma\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia, surgem iniciativas como o PET Educom Clima, criado em 2024 no curso de Jornalismo da UFSM, campus Frederico Westphalen, sob a coordena\u00e7\u00e3o da professora Cl\u00e1udia Herte de Moraes. O grupo nasceu a partir de uma chamada do governo federal para fortalecer a integridade da informa\u00e7\u00e3o, uma diretriz proposta pela ONU para enfrentar a desinforma\u00e7\u00e3o no ambiente digital.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O PET Educom Clima trabalha com a educomunica\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, promovendo o di\u00e1logo aberto e cr\u00edtico com a sociedade, especialmente no ambiente escolar. Atrav\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados sobre meio ambiente e do incentivo \u00e0 an\u00e1lise cr\u00edtica das informa\u00e7\u00f5es que circulam na m\u00eddia, o grupo busca explicar, de forma acess\u00edvel, as bases cient\u00edficas v\u00e1lidas sobre o aquecimento global. Assim, contribuindo para a forma\u00e7\u00e3o de uma cidadania ambientalmente consciente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A supera\u00e7\u00e3o do negacionismo clim\u00e1tico passa, portanto, pela implanta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de promo\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o, da informa\u00e7\u00e3o de qualidade, bem como pela mobiliza\u00e7\u00e3o social. Tarefas essas que se tornam ainda mais urgentes diante das consequ\u00eancias reais e tr\u00e1gicas da crise ambiental.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Raquel Teixeira Pereira | Bolsista do PET Educom Clima<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><b>Saiba mais:<\/b><\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/www.fakebook.eco.br\/mito-nao-ha-consenso-na-comunidade-cientifica-sobre-o-aquecimento-global\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Mito x Fato &#8211; Clima<\/span><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/epoca.globo.com\/colunas-e-blogs\/blog-do-planeta\/noticia\/2015\/06\/como-convencer-seu-amigo-cetico-das-mudancas-climaticas.html\"><span style=\"font-weight: 400\">Como convencer seu amigo c\u00e9tico das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/span><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/datafolha.folha.uol.com.br\/opiniaopublica\/2019\/07\/1988289-para-85-dos-brasileiros-planeta-esta-ficando-mais-quente.shtml\"><span style=\"font-weight: 400\">Para 85% dos brasileiros, planeta est\u00e1 ficando mais quente<\/span><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/05\/29\/negacionismo-climatico-nao-e-sobre-ciencia-e-sobre-ideologia\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Negacionismo clim\u00e1tico n\u00e3o \u00e9 sobre ci\u00eancia, \u00e9 sobre ideologia\u00a0<\/span><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/oeco.org.br\/colunas\/esperancar-com-arte-e-cultura-um-chamado-a-acao-climatica\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Esperan\u00e7ar com Arte e Cultura: Um chamado \u00e0 a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica<\/span><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/um-ano-depois-desconfian%C3%A7a-ronda-sistema-anticheias-em-porto-alegre\/a-72321218\"><span style=\"font-weight: 400\">Desconfian\u00e7a ainda ronda sistema anticheias em Porto Alegre<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como explicar que, mesmo em uma era de tanto avan\u00e7o tecnol\u00f3gico e acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, ainda existam pessoas que negam o que est\u00e1 escancarado diante de seus olhos? 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