{"id":243,"date":"2025-06-25T11:23:53","date_gmt":"2025-06-25T14:23:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/educom-clima\/?p=243"},"modified":"2025-06-25T11:23:56","modified_gmt":"2025-06-25T14:23:56","slug":"na-expectativa-da-cop-30-educacao-ambiental-e-caminho-para-engajamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/educom-clima\/2025\/06\/25\/na-expectativa-da-cop-30-educacao-ambiental-e-caminho-para-engajamento","title":{"rendered":"Na expectativa da COP 30, Educa\u00e7\u00e3o Ambiental \u00e9 caminho para engajamento"},"content":{"rendered":"\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nos \u00faltimos anos, o Brasil tem enfrentado desastres ambientais recorrentes como enchentes, deslizamentos de terra, queimadas e secas que deixam marcas profundas, sobretudo nas regi\u00f5es mais vulner\u00e1veis. Embora as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a m\u00e1 gest\u00e3o do territ\u00f3rio sejam fatores evidentes, h\u00e1 um elemento crucial muitas vezes negligenciado: a falta de preparo e de consci\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o para lidar com os riscos. Diante da repeti\u00e7\u00e3o dessas trag\u00e9dias, \u00e9 urgente olhar para al\u00e9m das medidas emergenciais e das obras de conten\u00e7\u00e3o. Em ano de COP no Brasil, a Educa\u00e7\u00e3o Ambiental surge como um caminho capaz de formar cidad\u00e3os mais conscientes, engajados e preparados para prevenir e enfrentar esses desafios com responsabilidade coletiva.<\/span><\/p>\n<h3><b>Educa\u00e7\u00e3o Ambiental como pr\u00e1tica de escuta e transforma\u00e7\u00e3o<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A educa\u00e7\u00e3o ambiental vai al\u00e9m de ensinar conceitos sobre natureza e sustentabilidade. Para quem vive essa pr\u00e1tica no dia a dia, como a bi\u00f3loga Maria Clara Pinheiro, supervisora do Projeto Meros do Brasil no Par\u00e1, ela \u00e9 um processo de acolhimento, troca e transforma\u00e7\u00e3o. \u201cEduca\u00e7\u00e3o ambiental n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 levar conhecimento t\u00e9cnico para as comunidades. \u00c9 antes de tudo criar um espa\u00e7o de escuta, entender os modos de vida, os saberes que muitas vezes s\u00e3o passados de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o e que a gente, da universidade, nem sempre conhece\u201d, diz. \u00c0 frente das a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o ambiental do projeto na regi\u00e3o de Bel\u00e9m, Maria Clara atua com crian\u00e7as, jovens e adultos em comunidades tradicionais. Nessas localidades, a pesca \u00e9 a principal atividade econ\u00f4mica e de subsist\u00eancia, mas tamb\u00e9m um setor marcado por dificuldades. \u201cOs pescadores s\u00e3o fundamentais para a nossa regi\u00e3o, mas s\u00e3o os que menos recebem apoio e pol\u00edticas p\u00fablicas. Quando se fala em conserva\u00e7\u00e3o marinha ou em evitar desastres, muitas vezes se aponta para eles como vil\u00f5es. Mas a realidade \u00e9 outra. S\u00e3o eles que mais sentem os impactos das mudan\u00e7as no ambiente\u201d, explica.<\/span><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/955\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-25-at-11.20.41.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-255\" style=\"width:1354px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/955\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-25-at-11.20.41.jpeg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/955\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-25-at-11.20.41-300x225.jpeg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/955\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-25-at-11.20.41-768x576.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Exibi\u00e7\u00e3o do Cine Meros: sess\u00e3o com curtas sobre o meio ambiente e document\u00e1rio do peixe mero, promovendo reflex\u00e3o e consci\u00eancia ambiental.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O <\/span><a href=\"https:\/\/merosdobrasil.org\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Projeto Meros do Brasil<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> tem como foco a preserva\u00e7\u00e3o do mero (Epinephelus itajara), conhecido tamb\u00e9m como bodete, canap\u00fa, badej\u00e3o, merote ou \u201csenhor das pedras\u201d na tradu\u00e7\u00e3o tupi-guarani, esp\u00e9cie que h\u00e1 mais de 20 anos est\u00e1 em processo de extin\u00e7\u00e3o e que ainda \u00e9 capturada na regi\u00e3o. Maria Clara conta que, ao trabalhar a educa\u00e7\u00e3o ambiental com os pescadores, o objetivo nunca \u00e9 culpabilizar. \u201cEles n\u00e3o s\u00e3o os respons\u00e1veis pelo desaparecimento do mero. O nosso papel \u00e9 sensibilizar, mostrar como cada um pode contribuir, mas sempre com respeito e di\u00e1logo. Muitas vezes, o que a gente acha que vai ensinar, eles j\u00e1 sabem de outra forma, porque aprenderam com os pais, com os av\u00f3s.\u201d Para ela, a educa\u00e7\u00e3o ambiental em comunidades tradicionais deve ser constru\u00edda de dentro para fora. Quando o assunto s\u00e3o os desastres clim\u00e1ticos, como as enchentes e queimadas que se intensificam no Brasil, Maria Clara defende que a educa\u00e7\u00e3o ambiental deve ser feita com cuidado, principalmente com crian\u00e7as. \u201cN\u00e3o podemos tirar das crian\u00e7as o direito ao livre brincar, sobrecarregando-as com um peso que n\u00e3o cabe a elas. Com os adultos, o desafio \u00e9 outro: mostrar que podemos transformar nossa realidade local, sem gerar aquele sentimento de impot\u00eancia diante de problemas t\u00e3o grandes\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Maria Clara tamb\u00e9m critica a forma como as decis\u00f5es sobre o meio ambiente costumam ser tomadas pelos governos. \u201cAs leis e normas v\u00eam de cima para baixo, sem di\u00e1logo com quem vive na base, com quem est\u00e1 na linha de frente dos impactos. Isso precisa mudar. Precisamos dar voz \u00e0s comunidades para que elas participem das decis\u00f5es que v\u00e3o afetar suas vidas\u201d, refor\u00e7a. Para transformar essa realidade, Maria Clara acredita que o primeiro passo \u00e9 cultivar a empatia e o senso de comunidade. \u201cA gente s\u00f3 vai avan\u00e7ar na preserva\u00e7\u00e3o ambiental e na preven\u00e7\u00e3o de desastres quando entender que o problema do outro tamb\u00e9m \u00e9 meu. \u00c9 ajudando o vizinho, cuidando do nosso entorno, que a mudan\u00e7a acontece. A educa\u00e7\u00e3o ambiental deve despertar esse olhar coletivo\u201d, defende. Al\u00e9m disso, ela destaca a import\u00e2ncia de projetos que levem conhecimento pr\u00e1tico e despertem novas perspectivas em crian\u00e7as e jovens. \u201c\u00c0s vezes, um simples exemplo, como construir um terr\u00e1rio ou observar o ciclo da \u00e1gua, j\u00e1 acende uma chama de curiosidade. Isso abre um mundo novo para quem vive em realidades muito duras, onde a perspectiva muitas vezes se limita ao que est\u00e1 ao redor.\u201d<\/span><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns are-vertically-aligned-center is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" data-id=\"254\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/955\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-25-at-08.18.28-3.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-254\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/955\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-25-at-08.18.28-3.jpeg 1024w, 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Segundo ela, o trabalho que desenvolve busca orientar docentes para atuar em parceria com a popula\u00e7\u00e3o, utilizando as m\u00eddias comunit\u00e1rias como forma de alerta e preven\u00e7\u00e3o a desastres. \u201cA educomunica\u00e7\u00e3o socioambiental \u00e9 um processo que vai al\u00e9m do conhecimento t\u00e9cnico. \u00c9 um trabalho que visa preparar professores para atuar em comunidade, criando espa\u00e7os de escuta e aprendizado m\u00fatuo, onde se compreendam os riscos e se desenvolvam a\u00e7\u00f5es preventivas antes, durante e depois de desastres\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Cl\u00e1udia tamb\u00e9m trouxe uma reflex\u00e3o cr\u00edtica sobre como a educa\u00e7\u00e3o ambiental ainda \u00e9 tratada nas escolas. \u201cEnquanto a gente trabalhar a educa\u00e7\u00e3o ambiental com conceitos duros, t\u00e9cnicos, sem estimular uma consci\u00eancia cr\u00edtica, vamos continuar s\u00f3 na superf\u00edcie. Falta o que eu chamo de reforma \u00edntima, uma consci\u00eancia \u00e9tica de pertencimento ao meio ambiente\u201d, afirmou. Para ela, o ser humano precisa se enxergar como parte do ecossistema e abandonar a vis\u00e3o de superioridade que, muitas vezes, ainda predomina na sociedade e no pr\u00f3prio ambiente escolar. \u201cFoi um choque quando percebi em minha pesquisa que muitos professores ainda veem o ser humano como algo \u00e0 parte da natureza, como se fosse um ser supremo\u201d, contou. Sobre o papel das universidades, Cl\u00e1udia ressalta: \u201cA universidade precisa formar profissionais conscientes, que atuem de forma transformadora na sociedade. Isso vale para professores, comunicadores, assistentes sociais, engenheiros, todos que lidam diretamente com quest\u00f5es socioambientais\u201d. Ela tamb\u00e9m destaca a urg\u00eancia de levar o debate ambiental para al\u00e9m das escolas e das situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia. \u201cInfelizmente, muitas vezes s\u00f3 se leva educa\u00e7\u00e3o ambiental \u00e0s comunidades mais vulner\u00e1veis quando ocorre um desastre de grande propor\u00e7\u00e3o. A gente precisa atuar antes, com uma pedagogia que ensine a contemplar, observar, sentir o ambiente para preveni-lo de chegar \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o\u201d.<\/span><\/p>\n<h3><b>Espa\u00e7o de escuta<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">As expectativas de Maria Clara Pinheiro e Cl\u00e1udia Rodrigues para a COP 30 se encontram no desejo comum de que o evento v\u00e1 al\u00e9m das palavras e promessas. Maria Clara demonstra preocupa\u00e7\u00e3o com a exclus\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es que mais deveriam ser ouvidas no processo, como as comunidades perif\u00e9ricas e tradicionais. \u201cInfelizmente, quem deveria ser ouvido n\u00e3o vai ser. A cidade est\u00e1 sendo modificada sem considerar a realidade de quem mora aqui. Minha esperan\u00e7a \u00e9 que a gente consiga usar esse momento para fazer barulho, sensibilizar mais pessoas e reivindicar o direito das periferias, que s\u00e3o as mais impactadas, de participar das decis\u00f5es sobre o pr\u00f3prio futuro\u201d, relata a bi\u00f3loga, que atua diretamente junto \u00e0s comunidades na regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Cl\u00e1udia refor\u00e7a essa cr\u00edtica ao destacar que discuss\u00f5es e articula\u00e7\u00f5es, por si s\u00f3, n\u00e3o bastam para transformar a realidade socioambiental. \u201cVai haver muita discuss\u00e3o, muita articula\u00e7\u00e3o, e isso \u00e9 importante. Mas s\u00f3 o discurso n\u00e3o resolve. \u00c9 preciso formar consci\u00eancia e mudar a pr\u00e1tica. A natureza n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 biologia; \u00e9 tamb\u00e9m rela\u00e7\u00e3o social. E a maior dificuldade que temos hoje \u00e9 que o ser humano ainda n\u00e3o se entende como parte desse contexto\u201d, afirma a pesquisadora. Ambas defendem que a COP 30 precisa ser um espa\u00e7o de real escuta e de constru\u00e7\u00e3o de caminhos concretos, que integrem as vozes das popula\u00e7\u00f5es mais afetadas e promovam mudan\u00e7as efetivas na forma como a sociedade se relaciona com o meio ambiente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Por Franchesco de Oliveira Y Castro | Bolsista PET Educom Clima<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, o Brasil tem enfrentado desastres ambientais recorrentes como enchentes, deslizamentos de terra, queimadas e secas que deixam marcas profundas, sobretudo nas regi\u00f5es mais vulner\u00e1veis. Embora as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a m\u00e1 gest\u00e3o do territ\u00f3rio sejam fatores evidentes, h\u00e1 um elemento crucial muitas vezes negligenciado: a falta de preparo e de consci\u00eancia da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8453,"featured_media":255,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-243","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-materias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/educom-clima\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/243","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/educom-clima\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/educom-clima\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/educom-clima\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8453"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/educom-clima\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=243"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/educom-clima\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/243\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/educom-clima\/wp-json\/wp\/v2\/media\/255"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/educom-clima\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=243"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/educom-clima\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=243"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pet\/educom-clima\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=243"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}