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				<title>MUSEUS UNIVERSITÁRIOS: O PAPEL DA PRE NA PRESERVAÇÃO DO CONHECIMENTO</title>
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				<pubDate>Mon, 18 May 2026 11:41:01 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[acervo artístico]]></category>
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						<description><![CDATA[Dos 11 acervos que promovem ciência e cultura na UFSM, cinco estão sob gestão da Pró-Reitoria de Extensão]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Comemorado hoje, 18 de maio, o Dia Internacional dos Museus dialoga sobre o papel desses espaços como ponte para a integração e valorização de comunidades em todo o planeta. Neste ano, a celebração opera sob o tema “Museus unindo um mundo dividido”, definido pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM) que, desde 2020, apoia os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A data congrega não apenas estruturas formalmente instituídas, mas também espaços de salvaguarda e coleções que, embora não se configurem juridicamente como museus, desempenham funções essenciais para a preservação e comunicação do patrimônio. Outra programação referente à temática é a 24ª Semana Nacional de Museus, que ocorre de 18 a 24 de maio, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">De acordo com a definição aprovada pelo ICOM, na Conferência Geral de Kyoto, esses lugares proporcionam experiências diversas para educação, fruição, reflexão e partilha de conhecimento. Conforme determinado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) na Resolução N° 252, de 3 de março de 2026, a instituição reconhece museus, acervos e coleções como bens de relevância histórica, científica e cultural, no âmbito da instituição. </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ao todo, são 11 locais voltados à promoção, à manutenção e ao resguardo da ciência na Universidade. Cinco deles são geridos pela Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM: Museu Gama D'Eça e Victor Bersani, Planetário Professor José Mariano da Rocha Filho, Acervo Artístico, Museu de Arte, Ciência e Tecnologia (MACT) e Laboratório de Arqueologia, Sociedade e Cultura das Américas (LASCA).<br /></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><br />A museóloga e chefe da Divisão de Museus da PRE, Aline Vargas, reforça que o não reconhecimento de determinada coleção como museu não a torna menos relevante, uma vez que muitos desses ambientes realizam práticas museológicas fundamentais, como guarda, documentação, conservação e ações educativas. “A museologia se manifesta em diferentes formatos, o compromisso com a salvaguarda do patrimônio ultrapassa a nomenclatura formal. É o caso da UFSM, que possui Museu, Planetário e Acervos/Coleções de ciência e arte, cujos servidores integram a Rede de Museus da Universidade”, destaca a profissional.</p>		
			<h4>UM ARCO DE EVOLUÇÃO CIENTÍFICA E SOCIAL</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Diferentemente de museus tradicionais, os acervos institucionais frequentemente se constituem a partir de projetos acadêmicos, atividades científicas e práticas de ensino, reunindo materiais que, com o tempo, passam a adquirir valor histórico, cultural e institucional, pois carregam consigo a história do fazer universitário. Aline ressalta que as coleções universitárias cumprem um papel estratégico na preservação, produção e difusão da ciência institucional, visto que articulam diretamente ensino, pesquisa, extensão e salvaguarda patrimonial. </p>
<p><b id="docs-internal-guid-5eb3d09a-7fff-c18f-6cba-e1fd1fcfca1b" style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">De acordo com a museóloga, centros de memória e produção científica universitários têm se tornado, cada vez mais, terreno de debate e ações no campo do patrimônio das universidades, configurando um movimento nacional de reconhecimento e valorização desses acervos. “Esse movimento envolve discussões sobre políticas museais, gestão de coleções, documentação, conservação preventiva e estratégias de comunicação”, afirma.</p>
<p><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Aline enfatiza que a presença de profissionais em formação é fundamental, pois amplia seus horizontes de atuação futura e contribui diretamente para a formação acadêmica e profissional. Esses espaços transdisciplinares, nos quais o museólogo atua em consonância com diferentes áreas do conhecimento, permitem ao estudante vivenciar práticas reais de salvaguarda e produção científica. </p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Embora não se constitua formalmente como museu, o Laboratório de Arqueologia, Sociedade e Cultura das Américas (LASCA), por exemplo, é uma Instituição de Guarda e Pesquisa (IGP) reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional Autarquia (IPHAN). Isso possibilita que estagiários acompanhem etapas como escavação, tratamento, análise e extroversão do conhecimento histórico-arqueológico, aplicando na prática os conteúdos aprendidos em sala de aula e desenvolvendo competências técnicas e críticas essenciais para sua atuação futura. </p>		
										<figure>
										<img width="768" height="938" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-18-at-10.13.54-2-768x938.jpeg" alt="" />											<figcaption>Aline em exposição no LASCA.</figcaption>
										</figure>
							<i>No ensino, nossos espaços contribuem para a formação prática dos estudantes por meio de estágios, disciplinas de extensão, oficinas e vivências técnicas nas diversas esferas da cadeia museológica e patrimonial. Na pesquisa, constituem-se como locais de conservação e análise da cultura material, permitindo o desenvolvimento de  trabalhos acadêmicos como artigos, teses e dissertações. Já na extensão, eles aproximam a UFSM da comunidade externa por meio de exposições, ações educativas, visitas mediadas e projetos culturais, promovendo a socialização do conhecimento e ampliando o impacto social da instituição.</i>
														Aline Vargas
																						Museóloga e chefe da Divisão de Museus da UFSM
			<h4><br>DA ERA DA PEDRA À ERA DIGITAL</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Acompanhando os avanços tecnológicos, a divulgação do trabalho desenvolvido na Universidade, de modo geral, ocorre por meio de estratégias integradas de comunicação institucional. Utilizando plataformas digitais como sites e redes sociais, além da produção de conteúdos informativos e educativos, esses ambientes ampliam o acesso do público às ações realizadas. </p>
<p><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No caso da UFSM, essa articulação se dá em múltiplos canais, incluindo páginas institucionais, redes sociais e veículos próprios como TV e rádio universitárias. Além disso, há participação em eventos regionais e nacionais que fortalecem a troca entre profissionais, ampliam a visibilidade das coleções e contribuem para a valorização e criação de diretrizes voltadas ao patrimônio universitário.</p>
<p><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No mesmo sentido, iniciativas como a digitalização de acervos, além de possibilitarem maior difusão da ciência e acesso remoto a obras, são uma forma de preservar materiais que, fisicamente, podem sofrer com deterioração. No entanto, a museóloga ressalta que a ideia de um acesso plenamente universal é um desafio, considerando as diferentes limitações físicas, sensoriais e cognitivas, assim como as desigualdades de acesso às tecnologias. </p>
<p><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A profissional salienta que o digital, embora facilite muitos processos, não se opõe ao real. “Para acesso on-line é necessário uso de celular ou outro aparato tecnológico conectado à rede, realidade inviável para muitos brasileiros. A digitalização é uma estratégia complementar de conservação e difusão que permite a catalogação, organização e atualização mais ágil das informações, facilitando consultas e pesquisas inclusive de pesquisadores e interessados geograficamente distantes”, complementa. </p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Aline frisa que exposições interativas também podem ampliar o envolvimento do público com o acervo, não sendo necessariamente dependente de tecnologias digitais. “Essa medida pode ocorrer por meio de réplicas táteis, jogos educativos, mediações participativas e experiências sensoriais que aproximam diferentes públicos do patrimônio de forma mais dinâmica e significativa”, conclui.</p>		
			<h4><p>CONHECIMENTO ARTICULADO É CIÊNCIA PROPAGADA</p></h4>		
			<h4><br>A casa que guarda memórias em suas paredes&nbsp; </h4>		
		<p> </p>
<p>O mais antigo dos acervos institucionais da UFSM é o Museu Gama D'Eça e Victor Bersani. Ele surgiu em 1981 da fusão de dois locais existentes em Santa Maria: o Museu Victor Bersani, fundado em 1913 e pertencente à Sociedade União dos Caixeiros Viajantes (SUCV), e o Museu Educativo Gama d’Eça, criado em 1968 pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). </p>
<p>Atualmente localizado na Rua do Acampamento, no centro de Santa Maria, o museu tem como sede o Palacete, anteriormente residência e consultório médico do Dr. Astrogildo César de Azevedo. A construção, que teve início em 1912, foi a primeira casa a contar com piscina na cidade, além de um mini zoológico e um jardim temático com elementos dos jogos de cartas, chamado Jardim dos Naipes. </p>		
										<figure>
										<img width="480" height="287" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2026/05/gama.jpg" alt="" />											<figcaption>Fachada do Prédio do Museu Educativo Gama D’Eça. | 
Divisão de Arquivo Permanente do Departamento de Arquivo Geral - DAG/UFSM (Brasil).</figcaption>
										</figure>
		<p style="color: #000000;font-size: 16px"> </p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px">O prédio foi ocupado pela Prefeitura Municipal de Santa Maria de 1964 a 1984, com um serviço de saúde anexado. No fim desse período, a residência foi assumida pela UFSM para reforma e, em 10 de dezembro de 1985, foi inaugurada a sede do Museu Educativo Gama d’Eça e Victor Bersani. Pela primeira vez, as duas coleções dividiram o mesmo local.</p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px">De acordo com o auxiliar em administração Christian Dias, o recinto possui artefatos arqueológicos, fósseis, documentos e objetos históricos, animais taxidermizados, e coleção de numismática e de entomologia.  Há, ainda, outras peças com significativo valor histórico e cultural, como a Coleção Victor Bersani da Sociedade União dos Caixeiros Viajantes do Rio Grande do Sul (SUCV), tombada pelo IPHAN em 1938, uma das poucas coleções tombadas a nível nacional no estado do Rio Grande do Sul. </p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px">Temporariamente fechado ao público para realização de obra no telhado, o acervo segue com trabalho interno voltado ao seu inventário que conta com mais de 13 mil peças. “Ele pode ser visto ainda como um importante instrumento para a extensão universitária e para a valorização da cultura da cidade”, afirma Dias.</p>		
			<h4><p>Mais do que um pedaço de história</p><br></h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O LASCA, resultado de mais de 40 anos de arqueologia na Região Central do estado, tem se destacado por seu trabalho de educação patrimonial e aproximação com as comunidades externa e acadêmica. Por meio de exposições, oficinas e ações educativas, o espaço reforça o compromisso com a democratização do conhecimento arqueológico e a formação crítica acerca da valorização e preservação do patrimônio cultural.</p>		
										<figure>
										<img width="768" height="660" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2026/05/lasca-1-768x660.jpg" alt="" />											<figcaption>Ambiente do LASCA. | Foto: Pró-Reitoria de Extensão da UFSM (PRE/UFSM).</figcaption>
										</figure>
		<p> </p>
<p>De acordo com Aline, neste ano, mais de 300 estudantes de projetos e escolas da cidade e de municípios vizinhos já visitaram a mostra Escavando Histórias: a trajetória da arqueologia através dos tempos. Desenvolvida com foco em uma abordagem lúdica e interativa sobre a arqueologia enquanto ciência, a exposição foi inaugurada em dezembro de 2025 e reúne mais de 90 objetos de pesquisas da UFSM.</p>
<p>Localizado no centro de Santa Maria, na Rua Floriano Peixoto, 1176, ao lado do prédio da Antiga Reitoria da UFSM, o laboratório fica aberto de segunda a sexta-feira. As visitações ocorrem das 8h às 12h e das 13h às 17h, sem necessidade de agendamento. </p>		
			<h4>Um mundo de possibilidades</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O <b>Acervo Artístico da UFSM</b> reúne obras de arte contemporânea, especialmente gravuras, pinturas, desenhos e esculturas de artistas nacionais e internacionais. Composto por ambientes como a Caverna, espaço imersivo com ambientação sonora e visual, o Acervo organiza suas exposições por meio da produção própria da Universidade e da seleção de artistas por editais. </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O lugar trata questões que vão desde a arte rupestre até produções atuais, trabalhando com símbolos e signos, questões da arte contemporânea, arte urbana, entre outros. Além disso, a equipe detém a guarda da Filmoteca de Santa Maria, conjunto de bens municipal do Santa Maria Vídeo e Cinema, cujos arquivos estão em processo de catalogação. Localizado no prédio da Biblioteca Central, no campus sede, o Acervo pode ser visitado de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Do mesmo modo, o <b>Planetário da UFSM</b>, que atua como um elo dinâmico entre o conhecimento acadêmico e a comunidade externa, democratizando a astronomia e as ciências afins. Para comemorar o Dia Internacional dos Museus e a  24ª Semana Nacional de Museus, a organização preparou uma programação para esta quarta-feira, dia 20.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>		
										<figure>
										<img width="768" height="960" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-15-at-12.46.09-1-768x960.jpeg" alt="" />											<figcaption>Programação do Planetário da UFSM. | Divulgação interna.</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A diretora do Planetário, Jaqueline Trentim Machado, destaca que pautas como o Dia Internacional dos Museus são fundamentais para ampliar o debate sobre a preservação da cultura, da ciência e da memória coletiva. “Esses momentos reforçam a importância de instituições culturais e educativas para reflexão, pertencimento e acesso ao conhecimento para toda a sociedade”, aponta.  </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Durante o ano letivo, as visitações podem ocorrer de segunda a sexta-feira em sessões às 8h30, 9h30 e 10h30 e, no turno da tarde, às 13h30, 14h30 e 15h30, mediante agendamento. Semanalmente, ocorrem as sessões abertas gratuitas, divulgadas pelo perfil do <a href="https://www.instagram.com/planetarioufsm/">Planetário no Instagram</a>.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Outro centro memorial e científico do campus é o<b> Museu de Arte, Ciência e Tecnologia (MACT)</b>. Inaugurado em 2021, no mezanino do Planetário, ele busca convergir a interdisciplinaridade das áreas de arte, ciência e tecnologia, abarcando obras digitais e com caráter interativo, experiencial e sensorial. Conforme o secretário do MACT, Evandro Bertol, o espaço, que atualmente está fechado ao público devido a reformas, deve retomar suas atividades no segundo semestre letivo deste ano.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>		
										<figure>
										<img width="720" height="374" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-15-at-15.52.17.jpeg" alt="" />											<figcaption>Experiência interativa no MACT. | Divulgação interna.</figcaption>
										</figure>
			<h4>INVESTIR PARA PRESERVAR O PASSADO E CRIAR O FUTURO</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A falta de recursos financeiros e de infraestrutura é uma dificuldade para a manutenção de bens culturais. Além de apoio didático e científico, instituições museológicas são parte fundamental da memória universitária e da sociedade e contribuem para manter viva a identidade e a trajetória da cidade.</p>
<p><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Aline comenta que a escassez de investimentos compromete etapas essenciais de salvaguarda, como conservação preventiva, acondicionamento adequado, registro, segurança e ações de difusão. A ausência de materiais específicos, a necessidade de restauro, a falta de ambientes apropriados para guarda e exposição de peças e a limitação de sistemas de segurança e controle ambiental aumentam os riscos de deterioração, extravio ou danos ao patrimônio.</p>
<p><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Outro desafio é a carência de profissionais especializados, como museólogos e restauradores, o que fragiliza a gestão técnica e dificulta o atendimento de demandas específicas. Entre as medidas necessárias citadas pela museóloga estão: garantia de financiamento contínuo, disposição de infraestrutura adequada, ampliação de equipes técnicas e elaboração de planos de gestão com normas de cuidado e segurança. Também são importantes parcerias institucionais, projetos de extensão e a participação estudantil, fortalecendo o impacto social e educativo dessas instituições culturais.</p>
<p><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para a profissional, pautas como o Dia dos Museus possibilitam ampliar significativamente o debate sobre preservação da cultura e da memória. “Essas abordagens evidenciam a construção social e histórica dessas estruturas que não são neutras. São espaços de poder, onde escolhas sobre o que resguardar, expor e narrar influenciam diretamente a forma como a sociedade compreende sua história”, pontua. </p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A museóloga ressalta que trabalhar na área exige uma postura crítica diante de desigualdades, apagamentos e silenciamentos. Ela entende essa visão necessária para fortalecer a diversidade e organizar práticas mais inclusivas e socialmente comprometidas com a superação de paradigmas ultrapassados, que compreende o visitante como um sujeito passivo e sem repertório.</p>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><i>Texto: Kemyllin Haana Timm Dutra, jornalista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).<br /><br /></i><i>Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).</i></p>		
													<img width="300" height="300" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2020/09/ODS_4-300x300.jpg" alt="" />													
													<img width="300" height="300" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2020/09/ODS_9-300x300.jpg" alt="" />]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Museu de Arte, Ciência e Tecnologia é inaugurado no Planetário UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/2021/08/23/museu-de-arte-ciencia-e-tecnologia-e-inaugurado-no-planetario-ufsm</link>
				<pubDate>Mon, 23 Aug 2021 13:18:44 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[O MACT está localizado no mezanino do Planetário]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: justify">A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) inaugurou, na última sexta, 20, o <a href="https://www.ufsm.br/museus/arte-ciencia-tecnologia/">Museu de Arte, Ciência e Tecnologia</a>&nbsp;(MACT). Localizado no mezanino do Planetário UFSM, o novo Museu integra os espaços de popularização e de divulgação científica da instituição, destacando a capacidade interdisciplinar que os conhecimentos podem ter. Devido às restrições causadas pelo novo coronavírus, a cerimônia foi restrita às autoridades e pode ser acompanhada através do Farol UFSM.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2021/08/C36A8518.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2021/08/C36A8518-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200"></a>O reitor da UFSM, Paulo Afonso Burmann, destacou que o MACT é resultado de uma trajetória de mais de 10 anos de discussões, demonstrando a importância que as diferentes áreas do saber têm para a universidade. “Estamos muito felizes por entregar mais esse espaço para a comunidade e esperamos que, em breve, ele possa ser apropriado pelos visitantes”. Burmann também lembrou que o Planetário UFSM é visitado com frequência pela comunidade e pelas escolas da região e que o MACT soma-se ao espaço ampliando as possibilidades para a troca de conhecimento.</p>
<p style="text-align: justify">De acordo com Jaqueline Trentim Machado, chefe da Divisão de Museus UFSM, com a integração do MACT aos espaços museais da Universidade, será possibilitado à comunidade acessar as produções artísticas, científicas e tecnológicas produzidas pela instituição. Além de contar com um acervo permanente em exposições, o MACT também receberá exposições e mostras temporárias produzidas pela comunidade acadêmica e externa.&nbsp;<br></p>
<p style="text-align: justify">Para a professora Juliana Vizzotto, uma das coordenadoras do MACT, a inauguração do Museu foi um marco para a Universidade e para toda a comunidade regional, reunindo, junto ao Planetário, o conhecimento tecnológico em diálogo com outras áreas do saber. “A UFSM agora dispõe de mais um importante espaço para ações extensionistas e que visa propiciar um local para a interação da comunidade com a Arte, a Ciência e a Tecnologia”, ressalta Vizzotto.</p>
<p style="text-align: justify">A professora Maria Rosa Chitolina, ressaltou que o MACT será o espaço de aproximação entre a comunidade e a universidade, permitindo que todos possam refletir e discutir diferentes temas do cotidiano social. Além disso, a coordenadora também frisou que com o espaço físico, será possível articular novas ações de ensino, de pesquisa e de extensão na UFSM, trazendo o caráter interdisciplinar que tanto é buscado na Ciência.&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify"><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2021/08/C36A8528.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2021/08/C36A8528-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200"></a>Nara Cristina Santos, também coordenadora do Museu e uma das idealizadoras do projeto, ressaltou o apoio recebido por diversas áreas da instituição, o que possibilitou a concretização do espaço físico do MACT. Santos lembrou que, ao longo dos dez anos de promoção das ações que resultaram no Museu, foi possível enfatizar e conectar a atuação de diversos ramos do conhecimento, característica fundamental do MACT.</p>
<p style="text-align: justify">Devido a suspensão das atividades presenciais na UFSM, o Museu ainda não está recebendo público. A expectativa é que, com o retorno à presencialidade, os visitantes possam conhecer o espaço no&nbsp;<i style="font-size: 16px">campus</i>&nbsp;de Santa Maria.</p><p><em>Redação: Wellington Felipe Hack | PRE UFSM</em></p><p><em>Fotos: Rafael Happke | PRE UFSM</em></p>		
			<h5>Agenda 2030 na UFSM</h5>		
		<p style="color: #000000;font-size: 16px;text-align: center">A ação de Extensão apresentada neste texto atende aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).</p><p style="color: #000000;font-size: 16px;text-align: center"><em>Acesse as imagens para saber mais sobre cada um deles.</em></p>		
									<figure>
											<a href="http://www.agenda2030.com.br/ods/4/">
							<img width="150" height="150" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2020/09/ODS_4-150x150.jpg" alt="" loading="lazy" />								</a>
											<figcaption>ODS 4</figcaption>
										</figure>]]></content:encoded>
													</item>
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