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Projeto Geoparque Caçapava

O Projeto Geoparque Caçapava é uma iniciativa da Pró Reitoria de Extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em parceria com a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) – Campus Caçapava do Sul. Este já possui uma trajetória e algumas condições para a efetivação da proposta, dentre elas, a singularidade geológica (pré requisito indispensável para o pleito) e principalmente, interesse da comunidade acadêmica da UFSM em contribuir com a população desse território na construção de tal estratégia de desenvolvimento regional. A intenção é implementar e coordenar uma proposta de Geoparque no município de Caçapava do Sul visando novas alternativas para a economia regional, de forma sustentável, por meio da conservação do patrimônio natural e cultural, da educação para o meio ambiente, incentivo à geração de renda através de iniciativas privadas, bem como ao turismo local. Tudo isso, através da apropriação do conhecimento, da capacitação da comunidade, da formação acadêmica, da pesquisa, da extensão, da intervenção e da articulação junto ao poder público local, entidades e sociedade civil organizada.

O município de Caçapava do Sul apresenta uma condição ímpar dentro do Brasil para a criação de um Geoparque Global da Unesco. Isso se dá pela presença de sucessões de rochas sedimentares marinhas e continentais muito antigas, de mais de 500 milhões de anos, expostas em áreas de grande beleza cênica e alta relevância ecológica, como as Pedras das Guaritas e a Serra do Segredo. Aliada a isso, está a presença, nos sedimentos de seus arroios, de fósseis de animais extintos da megafauna, em especial as preguiças gigantes. Espécies vegetais raras e endêmicas do bioma pampa, além de comunidades humanas tradicionais, como indígenas, quilombolas e pecuaristas familiares, completam esse cenário singular na América do Sul.

Esses conjuntos de características, se bem articulados, podem permitir que essas comunidades possam legar, às próximas gerações deste planeta, um futuro em que a qualidade de vida esteja em sintonia com a conservação da sua cultura e com a sua herança geopatrimonial.

No ano de 2018 algumas iniciativas já ocorreram na UFSM e nos territórios para a efetivação desse projeto. Foram realizadas reuniões ampliadas internas e outras específicas com os gestores municipais de Caçapava do Sul e com representantes da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) Campus Caçapava do Sul . Em 2019 foram realizadas diversas viagens para sensibilização e capacitações com o poder público e setor produtivo dos municípios, além de u ma chamada interna que contemplou oito projetos de extensão direcionados ao território, dezenas de Estudantes, Professores e Técnicos Administrativos em Educação da UFSM, além de muitos colaboradores externos A intenção dessa proposta é articular os pesquisadores e extensionistas da UFSM na temática do geoturismo e institucionalizar essa iniciativa junto ao poder público local, entidades e sociedade civil organizada. No ano de 2020, tivemos iniciativas internas antes à pandemia e durante o período de isolamento social e paralis ação das atividades presenciais, a UFSM, a Unipampa Caçapava e a Ageotur estamos realizando trabalhos presenciais a fim de minimizar impactos negativos desse período, como distribuição de máscaras, álcool gel e cestas básicas.

Relatório de Ações

No ano de 2018, algumas iniciativas já ocorreram na UFSM e no território para a efetivação desse projeto. Foram realizadas reuniões ampliadas internas e outras específicas com os gestores municipais de Caçapava do Sul e com representantes da Unipampa (campus Caçapava do Sul).Em 2019, realizamos diversas viagens para sensibilização e capacitações com o poder público e setor produtivo dos municípios, além de uma chamada interna que contemplou oito projetos de extensão direcionados ao território, dezenas de estudantes, docentes e técnicos administrativos em educação da UFSM, além de muitos colaboradores externos. A intenção dessa proposta é articular os pesquisadores e extensionistas da UFSM na temática do geoturismo e institucionalizar essa iniciativa junto às comunidades.

Projetos selecionados no Edital Conexões Geoparques e Empresas Juniores

Ação: Assessorias de Negócios – Desenvolvendo empresas locais das regiões dos Geoparques Quarta Colônia e Caçapava (ITEP Jr. e Objetiva Jr.)

Coordenador: Profª. Sirlei Glassenap

Os geoparques são territórios conhecidos por terem grande relevância geológica, geomorfológica e paleontológica, no qual essas características singulares são capazes de proporcionar um desenvolvimento econômico da região. Na abrangência da UFSM, encontram-se dois territórios que possuem o potencial de serem reconhecidos como geoparques pela UNESCO, Caçapava do Sul e Quarta Colônia. Para que a comunidade local de geoparques seja cada vez mais fortalecida, é necessário fomentar a atitude e cultura empreendedora para os negócios locais, além de salientar os benefícios mútuos que são proporcionados entre os Geoparques e os empreendimentos locais da região. Uma das ações que envolvem o Geoparque é fortalecer os negócios locais, para que sejam cada vez mais capazes de gerar e administrar seu capital, produção, vendas e áreas relacionadas. Além disso, a retenção de pessoas dentro dessa região proporcionará uma maior demanda aos negócios locais. Dado esse contexto, a proposta de projeto da Objetiva Jr. em parceria com a ITEP Jr. tem por objetivo promover o empreendedorismo local através do ensino de práticas de gestão de negócios desde o suporte estratégico e mercadológico até o desenvolvimento de práticas de controle financeiro e produtivo para pequenas empresas localizadas nas regiões da Quarta Colônia e Caçapava do Sul. O projeto terá uma relação de trabalho conjunto com o projeto presente no edital: “Laboratório de Negócios”, da profª Debora Bobsin.

Pode-se destacar duas esferas no qual o projeto terá impacto, empreendimentos dos geoparques e alunos colaboradores das EJ’s. O primeiro, espera-se que cerca de 100 empreendimentos serão capazes de gerenciar melhor os recursos disponíveis, possuindo um diagnóstico completo da situação atual e próximos passos claros. Por meio de capacitações que os tornará capazes de tomar ações de melhoria em gestão financeira, estratégica, processos, pessoas e produção. Além do conhecimento do impacto que uma cultura empreendedora e gestão podem ter na comunidade e empresas. Bem como, cerca de 30 empresas possuirão, através da assessoria, ferramentas e práticas para que essa transformação seja potencializada. Dessa maneira, a comunidade terá empresas mais capazes de gerar renda e empregar pessoas da região. O segundo, por dar oportunidade a membros das EJ’s de aliarem a teoria à prática. Isso, impactará a experiência deles dentro do ambiente universitário, tornando-a mais completa e prática

Essa proposta é uma das ações ligadas a empresa Objetiva Júnior e a ITEP Júnior.
Para saber mais sobre as Empresas, acesse o Portal de Projetos da UFSM.

Objetiva Jr: clique aqui.

ITEP Jr.: clique aqui.

Projetos selecionados no Edital Conexões Geoparque Caçapava e Observatório de Direitos Humanos (ODH)

Ação: 50 anos dos clubes negros de Caçapava do Sul

Coordenadora: Iliane Colpo

O presente projeto tem como objetivo estudar e documentar a origem e história dos clubes negros da cidade de Caçapava do Sul – RS, tentando atribuir significado na criação dos mesmos. Especificamente, do Clube Harmonia e do CTG Clareira da Mata que completarão 49 e 46 anos respectivamente em 2020.

O objetivo específico consiste em reunir e sistematizar um acervo com fotos, vídeos, reportagens e depoimentos das pessoas frequentavam os clubes, para assim contar parte da história de Caçapava do Sul. Após a construção do documentário, objetiva-se divulgar/expor o resultado nas escolas do município, na UNIPAMPA, e nas demais instituições que revelarem interesse no assunto, assim como, nos eventos da cidade fomentando o debate sobre a importância dos clubes negros para a cultura da cidade. O acervo ficará a disposição da comunidade Caçapavana.

A proposta contempla a necessidade e anseios da população negra de Caçapava do Sul em registrar e conhecer amis a história dos clubes negros. Além disso, o projeto Geoparque considera a importância em preservar o direito a memória do sofrido período de segregação pelo qual a população negra passou no município de Caçapava do Sul. Um Geoparque, fundamentalmente, é uma iniciativa de base comunitária. Sendo assim, ações que valorizem e promovam a cultura local são bem-vistas pela Unesco (órgão que certifica os Geoparques).

O projeto conta com a parceria da Coordenadoria Municipal da Promoção da Igualdade Racial – COMPIR de Caçapava do Sul e do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas da Universidade Federal do Pampa, campus de Caçapava do Sul.

Espera-se a princípio, como resultado que o projeto possa contribuir para o combate ao racismo estrutural persistente na sociedade brasileira e em Caçapava do Sul. Ao resgatar a história dos clubes e dos seus personagens, explicitando suas representatividades e as contribuições para a cultura local, espera-se que as crianças negras e os jovens da cidade sintam-se orgulhosos da sua história, que percebam e acreditem que podem ser protagonistas da história de sua comunidade. Além disso, espera-se conscientizar o conjunto da população caçapavana da importância cultural da população negra na cidade, fomentando o debate contra o racismo

Essa proposta é uma das ações ligadas ao projeto “História dos clubes negros de Caçapava do Sul e seus personagens”.

Para acessá-lo no Portal de Projetos da UFSM, clique aqui.

Ação: Caminhos para conservação do bioma Pampa: a etnobotânica em Quilombos na região de Caçapava do Sul

Coordenadora: Suzane Bevilacqua Marcuzzo

O presente trabalho será realizado na comunidade Quilombola de Picada das Vassouras e Quebra Canga, localizada no município de Caçapava do Sul, RS, Brasil. Como objetivo buscou identificar o conhecimento etnobotânico na comunidade em especial o uso de espécies nativas em uma região do Bioma Pampa. O trabalho de campo será composto de entrevistas semiestruturadas, observação participante, entrevistas com artefatos, bem como a técnica de “walk in the forest” na companhia de um especialista local. Os participantes serão selecionados pelo método ”snow ball ”, a partir das famílias identificadas como integrantes do quilombo. Os dados resultantes do projeto poderão servir de suporte para aprimorar novos instrumentos políticos que favorecerão mais interação entre ciência e planejamento socioambiental.

Segundo a Federação das Comunidades Quilombolas, existem mais de 130 comunidades remanescentes de quilombos no Rio Grande do Sul. Especificamente no Bioma Pampa, existem muitas comunidades quilombolas, as quais surgiram a partir da população negra que trabalhava como mão de obra escrava, principalmente em grandes estâncias de gado e nas charqueadas (MANJURANA et al, 2016). A Fundação Palmares certificou no município de Caçapava do Sul em 2006 a Comunidade de Picada das Vassouras e Quebra Canga como “remanescente das comunidades dos quilombos”. Apesar desse número significativo de comunidades negras, poucos foram publicados trabalhos sobre o conhecimento etnobotânico das comunidades quilombolas no RS. Nesse contexto, propomos estudar o conhecimento e uso das plantas, em especial as espécies nativas do Quilombo Picada das Vassouras e Quebra Canga. Para tal, abordamos as seguintes perguntas: Quais plantas são utilizadas pela comunidade e quantas são nativas do bioma Pampa? Quais usos são destinados às plantas (medicinal/ ritualístico)? Quais partes da planta são utilizadas e onde as plantas são coletadas? Quais categorias de uso são mais importantes? Quais espécies devem ter prioridade de conservação? Esses dados devem ser usados para aprimorar novos instrumentos políticos que favorecerão mais interação entre ciência e planejamento socioambiental.

Essa proposta é uma das ações ligadas ao projeto “Caminhos para conservação do bioma Pampa: a etnobotânica em Quilombos na região de Caçapava do Sul”.

Ação: Quilombos Urbanos: a experiência dos clubes sociais negros como espaços de resistência

Coordenador: José Luiz de Moura Filho

O Decreto Federal 4.887/03, que regulamentou o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – ADCT, da Constituição Federal de 1988, prevê a necessidade de criação de Associações, a fim de que, em caso de deferimento da propriedade sobre os territórios reivindicados, sejam os mesmos geridos coletivamente, uma vez que a titulação se dará sob a forma de condomínio, sendo que duas situações novas se apresentam aqui, uma de fato (estrutura) e outra de direito (funcionamento). A proposta, então, visa resgatar a história dos clubes sociais negros de Caçapava do Sul (RS), do ponto de vista da experiência associativa urbana, historicamente mais recente, comparando-a com aquela dos espaços de sociabilidade existentes nos territórios rurais negros, mais antiga. Estes são caracterizados por diferentes biomas, no caso o Pampa e a Mata Atlântica, que vão da fronteira com o Uruguai (Aceguá) até a Região Centro-Serra (Arroio do Tigre e Salto do Jacuí), passando pelo centro do Estado (São Sepé, Formigueiro, Restinga Seca e Nova Palma), unindo os dois Geoparques, e extrapolando para lugares em que a PRE/UFSM vem desenvolvendo projetos (pelo ODH e IS), podendo estabelecer-se um tipo de consórcio de entidades, para troca de experiências, em termos de resistência e efetivação de direitos específicos dessas comunidades, inclusive quanto à legislação de obras e edificações (especialmente os PPCIs), além daquela de natureza patrimonial, em termos de proteção do patrimônio cultural. 

O projeto contará com as parcerias da Associação Ará Dudu – Coletivo de Arte e Cultura Negra, Coordenadoria Municipal de Promoção de Igualdade Racial – Caçapava do Sul (RS), Associação Comunitária Remanescente Quilombola de Júlio Borges – Salto do Jacuí (RS), Associação Quilombola Linha Fão – Arroio do Tigre (RS), Associação Vovô Geraldo Restinga Seca (RS), Clube Recreativo Harmonia – Caçapava do Sul (RS), CTG Clareira na Mata – Caçapava do Sul (RS), Associação Vovó Isabel – Nova Palma (RS), Associação Quilombola Vila da Lata – Aceguá (RS).

No curto prazo, espera-se contribuir com a candidatura a Geoparque, dos territórios de incidência do Projeto, por meio do fomento ao Geoturismo, na modalidade étnica, gerando renda para as comunidades tradicionais com geoprodutos como o guasqueiro, por exemplo.

A médio prazo, pretende-se qualificar os clubes negros e os demais espaços de sociabilidade, não só do ponto de vista físico (acessibilidade, PCCI, etc.), como, também, simbólico, por meio da apropriação dos mesmos pelas novas gerações, para a reprodução do modo de vida tradicional, especialmente no aspecto cultural.

Já no longo prazo, imagina-se que estas estruturas possam contribuir com o PNDH-3, através da redução das desigualdades sociais – e regionais, dado o estigma da Metade Sul, como pobre e atrasada – por meio de uma gestão consorciada do território, que o ordene (no sentido da otimização dos recursos naturais) como um todo, Rota dos Quilombos, construção coletiva pautada na cosmovisão africana.


Essa proposta é uma das ações ligadas ao projeto “Núcleo Interdisciplinar de Interação Jurídica Comunitária ”.

Para acessá-lo no Portal de Projetos da UFSM,  clique aqui.

Projetos e Programas desenvolvidos no território - 2020

Ação: Interpretação e promoção do patrimônio natural do “Projeto Caçapava Geoparque”

Coordenador: André W. Borba

Os objetivos desta ação são:

* definir, interpretar e sinalizar trilhas pedestres nos geomonumentos Pedras das Guaritas, Serra do Segredo, Serra de Santa Bárbara e Alto de Caçapava;

* projetar e instalar, com recursos a serem pleiteados junto a instâncias diversas, cinco miradores de observação da paisagem em Caçapava do Sul;

* projetar, construir e oferecer à comunidade local e aos turistas um centro interpretativo para a geodiversidade e a paisagem de Caçapava do Sul, para funcionar como centro de visitantes e como sede do futuro ‘Caçapava Geoparque’.

A interpretação ambiental e geopatrimonial é uma das bases de qualquer estratégia de geoconservação, sobretudo quando tal estratégia pretende, no futuro, buscar uma certificação pela UNESCO. Trilhas interpretativas e o potencial de Caçapava do Sul p ara as estradas paisagísticas e para a implantação de miradores já foram temas de trabalhos científicos na geografia/UFSM, e agora podem se tornar realidade. Um centro interpretativo, como base central para a recepção de turistas e familiarização com a paisagem local, é requisito primordial para uma estratégia de geoparque.

Parcerias externas: Unipampa (campus Caçapava do Sul), Prefeitura

Municipal de Caçapava do Sul, (secretarias de Educação e Cultura/Turismo), AGEOTUR, Flor de Tuna Cia. de Aventura, Guaritas Geoturismo, Fazenda Guaporã, Pousada Chácara do Forte.

Parcerias internas já acertadas: Programa de Pós-graduação em Geografia (PPGGEO), Pró-reitoria de Extensão, docentes e estudantes de Arquitetura, Artes Visuais, Desenho Industrial;

Parcerias internas a obter: docentes, alunos e empresas juniores de Engenharia, Artes, Design, Controle/Automação, Sistemas de Informação, Esportes de Aventura, Turismo.

Ações previstas para o ano corrente:

Sinalização e interpretação de quatro trilhas pedestres no geomonumento Pedras das Guaritas, através de oficinas com escolas, tanto para a manufatura das placas quanto para a efetiva instalação das mesmas, além de eventuais aplicações de tinta spray nas rochas, ao longo do percurso;

Idealização e projeto de cinco miradores (mirantes, belvederes) de observação e interpretação da paisagem, em pontos já selecionados em trabalhos anteriores sobre estradas paisagísticas e em estratégias já existentes dentro da própria Prefeitura Municipal;

A partir da formatação (já realizada) do pré-projeto de centro interpretativo (resultado do projeto no ano de 2019), em 2020 serão retomados: projetos individuais das salas temáticas, início das tratativas com empresas-juniores de Engenharia & Arquitetura, Controle/Automação, Sistemas de Informação e com docentes/estudantes de Educação Física;

Divulgação do projeto, em seus diversos aspectos, em eventos relacionados à geoconservação, ao patrimônio geológico e aos geoparques;

Considerando a natureza do trabalho para o presente ano, as bolsas pretendidas serão destinadas a estudantes das áreas de artes visuais, desenho industrial, arquitetura ou afins.

Impactos esperados:

  • Trilhas: disponibilização de percursos seguros para turistas e visitantes locais que desejem ir aos geomonumentos; possibilidade de exploração dessas trilhas por condutores/guias locais, incrementando suas rendas; possibilidade de que os proprietários das terras por onde cruzam essas trilhas explorem economicamente tal iniciativa, vendendo água ou alimentos aos aventureiros;

  • Miradores: disponibilização de informação e interpretação geopatrimoniale de natureza aos turistas e aos moradores locais, produzindo uma sociedade mais informada, mais conhecedora e orgulhosa do seu ‘lugar’; possibilidade de uso dos miradores não apenas por turistas, mas por escolas e universidades em atividade de campo;

  • Centro interpretativo: espaço de recepção e informação para turistas e para a comunidade local; espaço para melhoria contínua da educação em ciências e da educação ambiental no município; exemplo para o município e para a comunidade na adoção de iniciativas sustentáveis, tanto do ponto de vista social quanto ambiental; revitalização e valorização de terreno importante, em posição central da cidade, atualmente em ruínas.

Essa proposta é uma das ações ligadas ao projeto “Interpretação e promoção do patrimônio natural do ‘Projeto Geoparque Caçapava’”.

Para acessá-lo no Portal de Projetos da UFSM, clique aqui.

Ação: Cartografia Afetiva e Poética dos Geoparques Quarta Colônia e Caçapava: Arte Locativa e Colaborativa em ações de preservação e divulgação do patrimônio natural e cultural

Coordenadora: Andreia Machado Oliveira

Propõe-se a criação de uma Cartografia Afetiva e Poética – via produções em Arte e Tecnologia – em colaboração com as comunidades integrantes da Quarta Colônia/RS e Caçapava. Com participações diretas e ativas com os articuladores sociais do Geoparque e a população local, busca-se valorizar o pertencimento, a preservação, a visibilidade do lugar a fim de promover o desenvolvimento das comunidades envolvidas em relação aos seus patrimônios naturais e culturais. Este projeto está vinculado ao projeto “CODATA” e em consonância com o projeto estratégico Geoparques.

A Quarta Colônia e Caçapava, regiões de cultura material e imaterial com alto potencial, são espaços promissores para o crescimento econômico criativo e sustentável. Assim, almeja-se não somente mostrar esses potenciais, mas ampliá-los com as possibilidades da Arte e da Tecnologia. A partir de realizações de pesquisa e extensão do LabInter/UFSM, propõe-se oferecer à comunidade da Quarta Colônia e Caçapava alternativas tecnológicas de exploração sustentável e inovadora da região do Geoparque, em laboratórios de criação que farão uso de conhecimentos de produção audiovisual, produção de áudio, geolocalização e realidade aumentada.

Para isso, parte-se de proposições de Arte Locativa e Colaborativa, de forma horizontal e dialogada, conduzida pela população local. A fim de gerar uma cartografia afetiva, pretende mapear esses espaços de convivência, ativar as memórias locais, estimular o conhecimento tecnológico e incentivar a produção cultural, de forma poética e reflexiva.

Esse projeto conta com as parcerias do Laboratório Interdisciplinar Interativo da UFSM (LabInter), coordenado pela Profª. Drª. Andreia Machado Oliveira e do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFSM (PPGART).

As ações previstas acontecerão em etapas consecutivas no decorrer de quatro etapas:

Etapa 1 – Encontros com a comunidade do Geoparque Quarta Colônia e Caçapava

Após o mapeamento das comunidades da Quarta Colônia e Caçapava, apresentar o projeto aos representantes da comunidade escolhida – encontros online.

Etapa 2 – Laboratório de criação audiovisual

De acordo com a metodologia colaborativa em arte, adaptar em coletivo o tema a ser trabalhado e produzir narrativas poéticas afetivas: relatos orais e pessoais, através de registros fotográficos, audiovisuais, sonoros e textuais (com câmeras, celulares e tablets) – Serão produzidas lives dos laboratórios de criação pelo LabInter e será disponível online.

Etapa 3 – Laboratório de criação em mídia locativa

Dialogar com espaços de convivência em comum, por meio da criação de mapas com geotags, os quais estarão disponíveis de forma online (Youtube, Blogs, sites, redes sociais, etc). Serão produzidas lives dos laboratórios de criação pelo LabInter e será disponível online.

Etapa 4 – Pós-produção

Integrantes do LabInter farão a edição e finalização dos diversos materiais audiovisuais gerados pelas propostas – encontros online do LabInter.

Etapa 5 – Meios de visualização em outros espaços

O mapa com certas comunidades da Quarta Colônia e Caçapava com as geotags para geolocalização e as produções audiovisuais decorrentes dos Laboratórios de criação serão divulgados nas redes sociais pela Internet, bem como a divulgação do próprio projeto desenvolvido, que contemplem todo o processo de criação do projeto e seus resultados, via a organização de um blog online.

Impacto e Transformação Social esperados:

Entende-se que a Arte Locativa e Colaborativa podem contribuir de maneira acessível, democrática, ativa e participativa através do uso das tecnologias emergentes, objetivando-se uma inclusão social, tecnológica, criativa e empoderadora nas comunidades. Ao disponibilizar essa produção em rede, em exposições e seminários, permite-se uma relação significante entre o local e o global, entre as tecnologias e a conservação e a valorização do patrimônio cultural.

Com uma metodologia colaborativa em arte, busca-se uma troca efetiva e afetiva com a comunidade, uma experiência que une pesquisa e extensão de forma a transformar o ensino laboratorial em encontros e resultados concretos. As experiências em Arte e Tecnologia nas comunidades vêm a contribuir para uma aprendizagem, articulação e pertencimento coletivo, mobilizando a expressão, a comunicação pessoal e interpessoal e a afirmação de laços, ampliando a formação e os sentidos de existência do cidadão em sua comunidade.

Essa proposta é uma das ações ligadas ao projeto “CODATA – Comunidades Colaborativas de Dados”.

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Ação: Arquivo Pessoal Alcides Saldanha: organização e difusão de acervos arquivísticos

Coordenador: Augusto César Luiz Britto

O projeto de organização e difusão do Arquivo Pessoal de Alcides Saldanha surge do interesse dos atuais titulares do acervo, mediante o escritório de advocacia “Alcides Saldanha”, em perpetuar a memória deste agente político que teve atuação relevante para o município de Caçapava do Sul e região. Para tal, o referido escritório procurou o curso de Arquivologia da UFSM para que o mesmo contribuísse na estruturação de um Centro de Memória no Município que contemplasse os acervos arquivístico, biblioteconômico e museológico de Alcides Saldanha.

Alcides Saldanha é natural de Cachoeira do Sul/RS e possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. A sua notabilidade como personalidade é graças a sua atuação como político pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB durante quatro décadas (de 1963 a 1997). O principal cargo que Alcides Saldanha ocupou foi o de Ministro dos Transportes no governo de Fernando Henrique Cardoso durante o período de 1996 a 1997. O seu acervo está custodiado em Caçapava do Sul/RS, município onde iniciou a sua jornada política, e contém documentos que atestam as suas atividades profissionais, além das relações pessoais que o mesmo possuía.

Neste sentido, o projeto tem por finalidade executar atividades que colaborem com a estruturação de um lugar de memória ao organizar, preservar e difundir um acervo pessoal com informações de relevância social. O futuro Centro de Memória visa se constituir como patrimônio municipal que disponibilizará o seu espaço para a realização de pesquisas acadêmicas/científicas, ações culturais pela sociedade Caçapavana e de educação patrimonial para as escolas do município.

O Centro de Memória ao se vincular às ações desenvolvidas pelo “Geoparque de Caçapava do Sul” auxiliará na construção e consolidação da memória local fortalecendo os sentimentos de identidade e pertencimento a uma cultura pela sociedade local.

Escritório de Advocacia “Alcides Saldanha” – Os atuais titulares do arquivo pessoal de Alcides Saldanha se comprometem a disponibilizar o acervo e o espaço do futuro Centro de Memória a sociedade Caçapavana após o término das atividades. Os mesmos também se comprometem com a logística de transporte para o tratamento do acervo (Caçapava do Sul – Santa Maria – Caçapava do Sul), além de disponibilizar alguns materiais para a realização das atividades previstas pelo projeto.

Ações previstas para o ano corrente:

1. Estudo biográfico: contextualização do acervo mediante pesquisa na literatura sobre Alcides Saldanha e entrevistas a pessoas que foram próximas a ele;

2. Levantamento da tipologia documental: identificação dos tipos documentais presentes no acervo;

3. Organização do acervo: elaboração e aplicação do Quadro de Arranjo, além da ordenação das peças documentais de acordo com a série que cada conjunto se insere;

4. Descrição documental: elaboração de um instrumento de pesquisa que facilite a recuperação informacional do acervo de acordo com as normas arquivísticas vigentes;

5. Digitalização do acervo: A digitalização facilitará o acesso aos documentos remotamente, além de contribuir com a preservação dos documentos físicos;

6. Difusão Documental: elaboração de um programa de difusão tendo em vista a apropriação, pela sociedade Caçapavana, tanto do futuro Centro de Memória como patrimônio local como das informações contidas no acervo para assimilação da vida e obra de Alcides Saldanha na identidade, cultura e memória municipal. Para tal, será necessário realizar uma campanha com a comunidade local (via escolas, Rádio Caçapava, Jornal Gazeta, Portal Farrapo e Prefeitura Municipal) para saber o que esta espera do Centro de Memória.

Essa proposta é uma das ações ligadas ao projeto “Arquivo Pessoal Alcides Saldanha: organização e difusão do acervo arquivístico”.

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Ação: Geoparques: Laboratório de Negócios

Coordenadora: Debora Bobsin

A presente ação de extensão tem como objetivo capacitar empreendedores para a construção e desenvolvimento de empreendimentos e negócios que realmente transformem e realidade local, gerando renda e contribuindo para o fortalecimento dos Geoparques. Desta forma, para que essa ação de extensão alcance seu propósito que é: dar suporte aos negócios dos territórios dos Geoparques Quarta Colônia e Caçapava do Sul por meio de atividades formativas e capacitações. Este projeto pretende integrar os acadêmicos da UFSM em ações de extensão que contribuam para o desenvolvimento dos negócios, difundido as particularidades desses empreendimentos e contribuindo para o desenvolvimento local. A presente proposta busca atuar como suporte a governança dos Geoparques no que envolve a área de desenvolvimento do empreendedorismo e fortalecimento dos negócios locais. Para isso, é preciso fortalecer as iniciativas empreendedoras e profissionalizar os negócios a partir de capacitações, instrumentalização, suporte conceitual e auxílio técnico.

Como parceiros do projeto temos o SEBRAE, a ACIC (Associação Comercial de Caçapava do Sul), a UNIPAMPA, o CONDESUS Quarta Colônia, a AGEOTUR (Associação para o Desenvolvimento do Geoturismo de Caçapava do Sul), as Empresas Júniores da UFSM e a “Nós – Rede de Apoio a Trabalhadores e Microempreendedores”.

A presente proposta tem como meta realizar duas capacitações online para cada um dos Geoparques sobre temáticas referentes a negócios e gestão (marketing digital, planejamento, gestão de equipes, atendimento ao público, etc.). As temáticas das capacitações serão definidas conforme as demandas e prioridades dos territórios. Para cada formação serão desenvolvidos materiais didáticos específicos e voltados para a realidade local.

Em resumo, a metodologia do Laboratório de Negócios compreende as seguintes ações:

  • Instrumentalização acerca das temáticas centrais do projeto.

  • Mapeamento do perfil dos empreendedores da região: mapear o perfil dos empreendedores, bem como observando suas necessidades em termos de capacitações e auxílio técnico. O mesmo deverá ser realizado para empreendedores sociais da região, a fim de ampliar o público-alvo dos cursos de capacitação e das ações de suporte técnico do Laboratório.

  • Organização e realização das capacitações, construção do material didático a ser utilizado.

  • Suporte técnico aos empreendedores: ações de consultoria e de suporte aos negócios, vivenciando o cotidiano organizacional e contribuindo com as soluções e estratégias para os problemas observados.

  • Elaboração de relatórios, análise dos resultados e divulgação das ações – análise dos resultados alcançados, bem como apresentação pública dos mesmos.

O Laboratório busca contribuir com a formação e o desenvolvimento dos empreendedores, reforçando a possibilidade de construir o desenvolvimento econômico a partir de um novo paradigma e de iniciativas coletivas. Espera-se que o envolvimento com as ações do projeto, permita aos acadêmicos aliarem a teoria à prática, preparando-os para oportunidades de trabalho diferenciadas. No que tange a contribuição e ao papel das universidades para esta mudança, é necessário reforçar que o relacionamento entre universidade e comunidade se dá também por meio de iniciativas sociais, destinadas a melhorar a vida da comunidade e dos cidadãos, dentro e fora do ambiente acadêmico. E esta nova configuração das relações de extensão entre universidade e sociedade que se evidencia a premente necessidade de acabar definitivamente com o mito de que na área social não se inova. Os objetivos desta proposta articulam os conceitos de empreendedorismo e cidadania.

O futuro Centro de Memória Alcides Saldanha visa proporcionar a sociedade local um estímulo econômico ao atrair pesquisadores que usufruirão do comércio local.

Em igual medida visam beneficiar a área social mediante a apropriação, pela população local, de quem foi Alcides Saldanha e suas idéias. Essa apropriação acarreta no acréscimo desses elementos na identidade, cultura local e na construção e/ou exercício da cidadania. O próprio Centro de Memória será um espaço para promoção de eventos culturais no município de Caçapava do Sul e de ações que promovam a educação patrimonial em conjunto com as escolas do município.

A área acadêmico-científica também será favorecida ao poder ter acesso às informações de natureza primária sobre diversos assuntos potenciais para a execução de vários tipos de trabalhos científicos. Assim, o projeto tem como objetivo colaborar com a promoção de ações que atinjam a Sociedade Caçapavana como um todo contribuindo com o seu desenvolvimento.

Essa proposta é uma das ações ligadas ao projeto “Geoparques: Laboratório de Negócios”.

Para acessá-lo no Portal de Projetos da UFSM, clique aqui.

Ação: Rota das Luzes: Um Roteiro de UFO Turismo Para Caçapava

Coordenador: Gilvan Veiga Dockhorn

A proposta deste projeto é a criação de um roteiro de UFO turismo na cidade de Caçapava do Sul, explorando a já existente área de interesse de estudos ufológicos no município; tal roteiro se pauta pela sustentabilidade, buscando unir elementos de outros segmentos do turismo, promovendo a preservação do patrimônio cultural material e imaterial e estabelecendo parcerias com atores turísticos locais. Assim, o projeto visa desenvolver um roteiro de UFO turismo para a cidade de Caçapava do Sul, no Rio Grande do Sul/RS. O UFO Turismo pode ser considerado um subsegmento do Ecoturismo, pois tem ligação direta com o meio ambiente, com o patrimônio natural e com a comunidade receptora, visto que em algum ponto do roteiro, o turista além de estar interagindo com o meio ambiente, também vai entrar em contato direto com a comunidade local. O Ufoturismo é um segmento do turismo, onde os turistas se deslocam para determinado destino, a fim de fazer observações, podendo ser elas, noturnas ou diurnas, tendo um público com alto poder aquisitivo.

Objetiva unir elementos do Turismo de Aventura, Ecoturismo, e Turismo Esportivo, segmentos já em curso na cidade criando um mecanismo de preservação do patrimônio natural e cultural.

A partir da proposta do Geoparques o roteiro de Ufo turismo propõe estabelecer parcerias com atores turísticos que já exploram a região através da implementação e um ponto de divulgação dos atrativos turísticos e venda de souvenirs, com artesanatos produzidos na região.

Como parcerias internas e internas, temos:

  • Pró Reitoria de Extensão (UFSM);

  • Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Turismo (UFSM);

  • Departamento de Turismo (UFSM);

  • Programa de Pós-Graduação em Patrimônio Cultural (UFSM);

  • Ponto de Cultura Espelho da Comunidade – TV OVO (Santa Maria);

  • Prefeitura Municipal de Caçapava do Sul

Ações previstas para o ano corrente:

1) Revisão de material de divulgação turística produzido na cidade;

2) Revisão da produção acadêmica acerca do turismo em Caçapava do Sul;

3) Levantamento Dados para Elaboração Roteiro (visitas às comunidades envolvidas);

4) Oficinas de capacitação de moradores e interessados no projeto;

5) Criação do mapa;

6) Guiamente e Visitação

Os resultados da presente ação permitem afirmar que a elaboração de um roteiro de Ufoturismo é viável. Tal segmento de empreendimento turístico tem possibilidades de vincular a comunidade local com a utilização da já instalada infra- estrutura turística da cidade de Caçapava do Sul, fazendo uso da exploração turística de uma área de interesse de estudos ufológicos a partir da elaboração desse roteiro.

A demanda por questões ligadas à ufologia é um dinamizador de um futuro roteiro turístico relacionado à essa procura. A cidade já possui um histórico de recepcionar visitantes com o intuito de conhecer locais de supostos avistamentos de objetos voadores não identificados é possível explorar o turismo de uma maneira sustentável e responsável, não sendo o turismo o responsável pelo desenvolvimento econômico da cidade, mas um fator de assistência da economia local, o que por conseguinte fomentará o desenvolvimento de Caçapava do Sul.

Essa proposta é uma das ações ligadas ao projeto “Rota das Luzes: Um Roteiro de UFO Turismo Para Caçapava do Sul/RS”.

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Ação: Teatro e comunidade: relações com o patrimônio natural e cultural de Caçapava do Sul

Coordenadora: Marcia Berselli

O objetivo central é desenvolver atividades teatrais com moradores do município de Caçapava do Sul celebrando as relações entre a comunidade e seu patrimônio natural e cultural. De modo à adequação à situação de isolamento social, o Grupo de Pesquisa Teatro Flexível: práticas cênicas e acessibilidade (CNPq/UFSM) vem desenvolvendo as práticas cênicas através de ambiente virtual, especialmente Google Meet, encontrando um modo interessante de manutenção de oferecimento das atividades de teatro. Assim, as oficinas aqui propostas serão desenvolvidas em ambiente virtual (G Meet, Zoom), e estima-se a possibilidade de atender até 30 pessoas por encontro semanal. As oficinas/workshops de teatro estarão centradas em três eixos, sendo eles: o teatro pós-dramático, a comédia e o teatro autobiográfico. Busca-se, assim, aproximar práticas desenvolvidas na Universidade com a comunidade de Caçapava do Sul, realizando ações que desenvolvam competências cênicas dos interessados, além de recuperar a memória e cultura do município e de sua população, através de recursos do teatro autobiográfico, assim, engloba-se especialmente o tópico 2.1.4 Geoparques e Cultura da proposta de Geoparques, mas, também, 2.1.2 Geoparques e Educação.

Como parceiros temos:

  • Estudantes do Departamento de Artes Cênicas, participantes do Grupo de Pesquisa Teatro Flexível: práticas cênicas e acessibilidade (CNPq/UFSM);

  • Setores estratégicos da comunidade local, de modo a estimular a adesão e participação na proposta.

Ao longo do ano corrente, serão desenvolvidas, semanalmente, oficinas de teatro para a comunidade de Caçapava do Sul (setembro a dezembro). Nestas oficinas busca-se a aproximação da comunidade com o teatro, e, caso houver materiais e o interesse dos integrantes, poder-se-á articular o compartilhamento dos materiais desenvolvidos nas oficinas, no formato de pequenas cenas e composições gravadas. As oficinas terão como público adolescentes e adultos.

Como metodologia para as aulas de teatro, os jogos e exercícios estão sendo adaptados pelo Grupo de Pesquisa, sendo que o Grupo vem desenvolvendo oficinas desde abril por meios virtuais, confirmando essa possibilidade. Assim, as aulas de teatro acontecerão por meio de plataformas virtuais, tais como Google Meet e Zoom. Ainda, serão gravados materiais e disponibilizados em canal do Grupo de Pesquisa no YouTube, sendo que os mesmos poderão ser acessados pelos participantes das oficinas. O facilitador prevê, como parte do recorte do trabalho autobiográfico, o resgate de elementos culturais e históricos da comunidade, que promoverão a integração entre os integrantes da comunidade.

O mês de janeiro será destinado à organização do material para documentação (imagens, vídeos, fichário das práticas), e finalização de relatório das atividades.

Uma oficina de teatro está totalmente associada à educação, o que enriquece não somente culturalmente o indivíduo que participa, como também intelectualmente, assim, espera-se o desenvolvimento de técnicas teatrais, as quais auxiliam na construção de uma identidade expressiva como ser humano. Tendo em vista a abordagem autobiográfica como elemento central do trabalho, espera-se fortalecer os vínculos da comunidade com seu patrimônio natural e cultural, destacando a perspectiva viva da cultura, que está sempre a refazer-se pelos sujeitos que compõem determinada sociedade. Valorizar os recursos de uma comunidade implica em convívio, e, tendo em vista o atual momento de enfrentamento de uma pandemia e de isolamento social, acreditamos que as práticas cênicas podem atuar na manutenção da saúde e bem-estar a partir do aspecto relacional entre as pessoas e que é central nas artes cênicas.

Essa proposta é uma das ações ligadas ao projeto “Teatro e comunidade: relações com o patrimônio natural e cultural de Caçapava do Sul”.

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Ação: Geoparquilombos

Coordenador: José Luiz de Moura Filho

Nos territórios sobre os quais incide a proposta à UNESCO, de candidatura como Geoparques – na região central do RS – existem, pelo menos, 8 localidades identificadas como sendo remanescentes de antigos quilombos, cujos processos de regularização fundiária se encontram em distintas fases. Para aquela organização, que pauta suas decisões pelo respeito ao chamado direito à diferença, característica maior do Direito Internacional do Reconhecimento – DIR, que está na base das Políticas inclusivas trazidas pela Constituição Federal de 1988, a manifestação de populações tradicionais sobre a proposta é, por certo, um dos critérios, se não determinante, no mínimo preponderante. Assim, a Consulta Prévia, Livre e Informada – CPLI, prevista na Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho – OIT é instrumento indispensável na trajetória para certificação e consolidação do território como tal.

Para que tal consulta corresponda aos adjetivos que a denominam, indispensável aferir-se acerca da efetivação de uma série de normas (editadas a partir do advento da CF 1988, especialmente do artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – ADCT), muitas de natureza setorial – como aquelas referentes à saúde e educação -, algumas delas ainda não apropriadas pelos gestores locais, o que implica, inclusive, em perda de receita, o que soa preocupante, mormente numa situação de crise econômica e, agora, sanitária.

Assim, a ação proposta visa identificar as Políticas Públicas – especialmente sociais – em vigor, voltadas às comunidades quilombolas, com vistas a orientar os gestores públicos e capacitar lideranças comunitárias e membros de Colegiados cujas competências tem afinidade com as temáticas, a fim de que aquelas sejam efetivamente executadas nos territórios, podendo mesmo ser estabelecidas de forma consorciada, para otimização dos recursos, sempre escassos.

Como parceiros do projeto, temos:

  • Coletivo Ara Dudu/Incubadora Social;

  • Coordenadoria de Política de Igualdade Racial/Caçapava do Sul;

  • Associação Quilombola Vovô Geraldo/Restinga Seca;

  • Associação Quilombola Santa Isabel/Nova Palma;

  • Associação Quilombola Picada das Vassouras;

    As ações previstas para o ano corrente, se encontram a seguir: 
    1) Caracterizar, do ponto de vista das condições socioeconômicas, as comunidades quilombolas existentes no território; 
    2) Elencar as Políticas Públicas (especialmente sociais) previstas na legislação – inclusive internacional – potencial ou efetivamente incidentes no território; 
    3) Identificar quais das Políticas Públicas elencadas se encontram em execução nos territórios municipais e acompanhá-las; 
    4) Capacitar as lideranças comunitárias para demanda e acompanhamento das ações previstas nas Políticas Públicas setoriais/territoriais pertinentes às comunidades quilombolas; 

Já no curto prazo, prevê-se a identificação das oportunidades, em termos de geração de renda, que a proposta de um Geoparque em territórios com presença de povos tradicionais enseja. 

A médio prazo, imagina-se a consolidação dos territórios, nos moldes previstos na legislação de regularização fundiária, ou seja, espaços coletivos de preservação da memória e da culturas negras, com qualidade de vida. 

Por fim, a longo prazo, espera-se que a apropriação, pelos membros das comunidades quilombolas, das informações sobre a estrutura e funcionamento dos mecanismos de efetivação das Políticas Públicas de que são – potencial ou efetivamente – beneficiários, lhes permita exercer o papel que lhes cabe, ou seja, mais do que apenas expectadores, atores de sua própria trajetória, rumo à consolidação de um projeto de Geoparque enquanto território inclusivo, no sentido de que o mesmo se apresente como um suporte físico/cenário em que as relações sociais se desenvolvam com respeito às diferenças, especialmente culturais. 

Essa proposta é uma das ações ligadas ao projeto “Núcleo Interdisciplinar de Interação Jurídica Comunitária”.

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Ação: FÓRUM DO SETOR DE ALIMENTOS

Subprojeto: Repasse Educativo sobre Qualidade de Processos Produtivos de Alimentos da Quarta Colônia e Caçapava do Sul: Aspectos Culturais, Sociais e Tecnológicos

Coordenadora: Neila S.P.S. Richards

Co-coordenador: Diniz Fronza

O setor informal está quase sempre relacionado à atividade marginal ou residual; porém, é considerada como aspecto central da dinâmica econômica e social de qualquer país, em especial daqueles em desenvolvimento. A agroindústria familiar, além de promover uma melhor racionalização da mão de obra existente nas propriedades, é uma fonte de agregação de valor ao produto in natura, gerando renda e trabalho, que são fundamentais para a sustentação econômica da família rural. Além disso, a produção de alimentos, de produtos coloniais faz parte da cultura, dos hábitos e dos costumes da população da região da Quarta Colônia e de Caçapava do Sul, por se tratar de uma tradição herdada dos imigrantes europeus. A grande maioria destes produtos é desenvolvida artesanalmente e estão carregados de sentidos culturais e familiares. Entretanto, grande parte dos pequenos produtores rurais que fabricam produtos coloniais está na informalidade, por falta de atualização da legislação vigente, certificação dos órgãos de fiscalização e inspeção de produtos alimentícios. Por isso, em um primeiro momento, apoiar as pequenas agroindústrias familiares da região da Quarta Colônia e de Caçapava do Sul, na produção e comercialização de seus produtos, com qualidade, em consonância com a legislação vigente, devidamente certificados, levará a geração de empregos e renda às pequenas propriedades rurais da região. E, em um segundo momento estimular e capacitar os estudantes da UFSM na prática, mostrará aos empresários a importância de ter um profissional qualificado responsável pela empresa, assegurando a qualidade do produto produzido. O projeto de extensão consiste na realização de oficinas teóricas e práticas, apresentando a legislação e o processo produtivo do alimento de acordo com as Boas Práticas de Manipulação e Fabricação, ou seja, terá o intuito de qualificar os produtores e seus produtos e, principalmente, dar ênfase no trabalho social nas agroindústrias, com a finalidade de fortalecer a função produtiva dos produtos produzidos, promovendo, desta forma, o acesso a inclusão produtiva de pessoas-agroindústrias que precisem de capacitação na área de manipulação segura dos alimentos. Com isto promover um espaço para troca de experiências, a fim de prevenir a ocorrência de situação de risco social e, principalmente, insegurança alimentar. O projeto de extensão tem como ação principal estimular os agroempresários a construção e reconstrução de suas histórias, estimulando o caráter preventivo e proativo, aumentando suas capacidades e potencialidades visando o enfrentamento da vulnerabilidade social, principalmente na colocação de seus produtos no mercado pós-pandemia. Serão realizadas oficinas práticas, de acordo com a demanda de cada município da Quarta Colônia e Caçapava do Sul, de conservas doces, conservas salgadas e produtos lácteos, com foco nas dificuldades do produtor. O público-alvo serão as famílias de pequenos produtores rurais da região da Quarta Colônia e Caçapava do Sul que tem como atividade de subsistência a produção de frutíferas, nogueiras e alimentos processados nas suas mais variadas formas. Sendo assim este projeto visa levar aos produtores informações técnicas que farão a diferença em relação à qualidade dos produtos por eles produzidos, promovendo, dessa forma, a capacitação não só dos produtores e colaboradores, mas também de estudantes e pesquisadores envolvidos neste projeto. Dada a importância que a segurança dos alimentos possui no dia a dia da população, em especial nesta época de pandemia, esta proposta tem como objetivo geral promover o desenvolvimento local-regional da Quarta Colônia e Caçapava do Sul por meio da pequena agroindústria familiar na produção e comercialização frutas in natura, nozes e produtos alimentícios, valorizando a cultura local e ampliando a geração de empregos e renda da comunidade rural.

Este projeto está alinhado com os seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ONU agenda 2030): 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável; 12 – Consumo e Produção Responsáveis; com a Áreas e Linhas Temáticas da Política de Extensão (UFSM): 7 – Tecnologia e Produção e Linhas de extensão: Desenvolvimento de produtos, Desenvolvimento tecnológico, Inovação Tecnológica e Desenvolvimento Regional

Essa proposta é uma das ações ligadas ao projeto “Fórum do Setor de Alimentos”.

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Ação: Projeto de Gestão de custos e formação de preço

Coordenador: Roberto De Gregori

Formação e capacitação para as organizações inseridas nos territórios dos geoparques que busquem a qualificação de seus processos, principalmente na área de gestão de custos e formação de preço. Auxiliar com essa formação que essas organizações consigam gerir melhor seus negócios objetivando a sustentabilidade dos mesmos, e produzindo materiais que sirvam de ferramentas de gestão e controle.

São desenvolvidas parcerias com os seguintes agentes:

  • Agências de suporte;

  • Sebrae;

  • Emater/RS;

  • Prefeituras municipais e

  • Pró-reitoria de extensão da UFSM

Como ações previstas para o ano corrente, temos:

  • Capacitar organizações a controlar seus gastos;

  • Capacitar através de cursos a construção e formação de preços;

  • Organizar oficinas de gestão de custos;

  • Construir um folder/cartilha para auxiliar o processo de entendimento e construção de uma gestão de custos e formação de preço.

Espera-se, com a implantação do projeto nos territórios dos municípios envolvidos, que as organizações participantes consigam gerenciar seus gastos e receitas. Através do projeto, que organizações consigam administrar melhor seus negócios, preservando o seu ambiente e de toda a sua comunidade.

De modo pontual, espera-se:

Capacitação de pelo menos 10 empresas/pessoas nos municípios envolvidos;

Promoção e realização de pelo menos 2 oficinas de gestão de custos e formação de preço;

Essa proposta é uma das ações ligadas ao projeto “Projeto de gestão de custos e formação de preço”.

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Projetos e Programas desenvolvidos no território - 2019

Ação: No meio do caminho “tinha” uma (pedra) terra: Irapuá no contexto do Geoparque de Caçapava do Sul

Coordenador: José Luiz de Moura Filho

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Ação: Produção de vídeos institucionais dos Geoparques Caçapava e da Quarta Colônia

Coordenadora: Aline Roes Dalmolin

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Ação: Interpretação e promoção do patrimônio natural do ‘Projeto Caçapava Geoparque’

Coordenador: André Weissheimer de Borba

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Ação: Valorização e divulgação do patrimônio paleontológico de Caçapava do Sul

Coordenador: Átila Augusto Stock da Rosa

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Ação: Programa Rastro

Coordenadora: Clarice Bastarz

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Ação: Núcleo de Implementação da Excelência Esportiva e Manutenção da Saúde NIEEMS – Geoparque Caçapava

Coordenador: Luiz Fernando Cuozzo Lemos

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Ação: Design&Território: educação para o desenvolvimento de produtos no contexto dos geoparques Caçapava e Quarta Colônia

Coordenadora: Marilaine Pozzatti Amadori

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Ação: Ações artísticas – Quarta Colônia e Caçapava do Sul

Coordenadora: Rebeca Lenize Stumm

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Ação: atividades de educação geopatrimonial: o “Geo.Dia” como base do projeto Geoparque Caçapava.

Coordenador: Andre Weissheimer de Borba

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Produtos editoriais

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Publicações científicas

Em construção

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