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Projetos do Eixo População Indígena

Confira projetos de 2019 e 2020:

 

Coordenadora: Suzane Bevilacqua Marcuzzo

No Rio Grande do Sul temos um total de 32.989 indíge¬nas divididos entre as tribos, Guarani, Guarani Mbya e Kaingang. Em face desse cenário, a etnoconservação é hoje considerada uma das soluções capazes de interromper, ou menos minimizar a perda da biodiversidade, pois gera a possibilidade da associação entre a conservação de alguns recursos naturais com os conhecimentos e práticas dessas populações. Por essa razão torna-se necessário difundir a narrativa indígena para a sociedade como um todo como instrumento de interpretação da natureza e educação ambiental, pois ela envolve a imaginação criativa incorporando fatos em valores e crenças. O atual projeto propõe elaborar oportunidades de interpretação ambiental para visitação em terras indígenas visando o resgate e valorização dos saberes das etnias Guarani e Kaingang na Terra Indígena do Guarita e na aldeia Guarani Mbya Guavitaty Porã. Para tal, a metodologia aplicada será baseada em diagnósticos participativos, tais como mapas presente/futuro e a técnica da travessia. O projeto tem por expectativa que as novas gerações indígenas percebam a riqueza de sua cultura e a oportunidade que se tem por meio da visitação desenvolvendo um senso de pertencimento e gerando o fortalecimento de seu território e identidade.

Para saber mais sobre o projeto, clique aqui.

Coordenador: Prof. Dr. Odailso Sinvaldo Berte

A realização do Projeto de Extensão De terra seus corpos consiste na implementação de um conjunto de ações extensionistas de pesquisa, ensino e criação artística, envolvendo acadêmicos e professores da UFSM e a comunidade local e regional de São Miguel das Missões em torno da remontagem do espetáculo Som e Luz em Corpos, por meio de um convênio entre a Prefeitura Municipal de São Miguel das Missões e a Universidade Federal de Santa Maria, através do Laboratório Investigativo de Criações Contemporâneas em Dança, do Curso de Dança Licenciatura.

O projeto visa: 1) Desenvolver um conjunto de ações extensionistas de pesquisa, ensino e criação artística envolvendo acadêmicos e professores da UFSM e a comunidade local e regional de São Miguel das Missões. 2) Conhecer a arte, a história e os modos de ser da comunidade indígena Guarani de São Miguel das Missões. 3) Promover a identidade cultural gaúcha de maneira crítica, criativa e performativa em sua origem indígena Guarani. 4) Fomentar a troca de conhecimentos entre acadêmicos dos Cursos de Dança da UFSM e os artistas da Região das Missões. 5) Contribuir com a formação estudantes dos Cursos de Dança da UFSM, ampliando o rol de experiências artísticas e pedagógicas vivenciadas na universidade. 6) Instigar posturas de respeito, tolerância e solidariedade, favorecendo a valorização da herança cultural indígena e cultura de paz entre os povos. 7) Realizar processos criativos e educativos através de oficinas artísticas fundamentadas em princípios da dança contemporânea e da dança-teatro. 8) Remontar o espetáculo Som e Luz em Corpos e apresentá-lo no Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo envolvendo acadêmicos da UFSM e jovens de São Miguel das Missões no respectivo elenco. 9) Publicar um livro sobre corpo, arte e identidade Guarani.

Dentre as ações propostas para esse ano, estão:

Montagem da obra coreográfica “Yvy mara ei” (Terra sem males), de março a junho de 2019.

A montagem da obra coreográfica “Yvy mara ei” (Terra sem males) é baseada na obra “Missa da Terra Sem Males” de Pedro Casaldáliga, Pedro Tierra e Martin Coplas (que tem como referência o mito guarani da terra sem mal, ou o paraíso perdido) e constitui-se como uma missa onde a igreja católica e a raça branca colonizadora pedem perdão pelos males cometidos contra as nações indígenas de toda a América Latina. A referida montagem será realizada com acadêmicos dos Cursos de Dança e os estudantes indígenas da UFSM.

Apresentação da obra coreográfica “Yvy mara ei” (Terra sem males)

A apresentação será no dia 26 de junho de 2019, no Campus da UFSM de Santa Maria (Espaço MULTIUSO). A obra também poderá ser reapresentada durante o II Fórum de Direitos Humanos da UFSM.

Encontros de formação e oficinas com os estudantes indígenas da UFSM, de abril a outubro de 2019.

Estudo e reflexão crítica sobre o texto da obra “Missa da Terra Sem Males”; oficinas artísticas sobre danças indígenas em diálogo com a dança contemporânea.

Oficinas Comunidade

Oficinas sobre danças Guaranise dança contemporânea com acadêmicos da UFSM e membros da Aldeia Tekoá Ko’Enjú de São Miguel das Missões. -Realizar trocas de experiências e saberes sobre arte, simbologia, imagem e representação entre acadêmicos da UFSM e os artesãos Guaranis que trabalham no Sítio Histórico de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões.

Com este projeto, visa-se promover expressão e visibilidade da causa indígena através da dança, assim como sensibilizar e conscientizar a população para a defesa dos direitos humanos e da dignidade dos povos indígenas. Também pretende-se propor a reflexão sobre a importância das línguas, da cultura e da arte indígena.

Para acessar o projeto no Portal de Projetos na UFSM, clique aqui.

No ano de 2021, um projeto da UFSM foi contemplado com o recurso do Observatório de Direitos Humanos da UFSM no eixo População Indígena. Para saber mais sobre os projetos, acesse:

Coordenador: Vitor Jochims Schneider

Em junho de 2019, o CNJ publica a Resolução 287/2019, instrumento que estabelece procedimentos jurídicos e penitenciários para o tratamento das pessoas indígenas acusadas, rés, condenadas ou privadas de liberdade. Esta resolução, que busca alinhar o tratamento jurídico e penal das pessoas indígenas aos marcos consolidados pela Constituição de 1988, garante a pessoa indígena seja acompanhada por intérprete da sua comunidade em todas as etapas do processo. A resolução salienta a necessidade de que tribunais cadastrem intérpretes indígenas das etnias presentes na região bem como de que ofereçam cursos de capacitação e atualização para servidores(as) da esfera jurídica e penitenciária considerando princípios de igualdade e não-discriminação. O programa Intérpretes indígenas: pluralidade linguística e acesso à justiça tem como objetivo promover ações de formação e divulgação que contribuam para o cumprimento da Resolução 287/2019 do Conselho Nacional de Justiça. Dentre tais ações destacam-se (I) curso de formação de intérpretes comunitários para indígenas das comunidades da região e (II) cursos de formação intercultural voltado aos servidores(as) dos órgãos de justiça e segurança do estado da região. Num primeiro momento, a equipe executora se dedicará a planificar, elaborar e ministrar um curso de formação de intérpretes comunitários para indígenas da região. Neste curso interdisciplinar abarcará tanto conceitos da área do direito penal e material necessários para compreensão da Resolução 287/2019 como a fundamentos linguísticos da interpretação. Após a realização desta formação, a equipe executora oferecerá para servidores(as) dos órgãos de justiça e segurança do estado cursos de formação intercultural antirracista, nos quais será abordada a Resolução 287/2019 e possíveis formas de implementá-la. Além disso, nestes cursos serão indicados os intérpretes comunitários capacitados pelo programa para que sejam devidamente cadastrados juntos aos tribunais e instituições penitenciárias. Ambas as etapas do programa estão alinhadas ao Desafio 3 (Inclusão Social) estabelecido no PDI 2016-2026 da instituição e tem como público-alvo grupos em situação de vulnerabilidade social no sentido de promover a sua autonomia e melhoria de qualidade de vida. Além de oferecer aos membros das comunidades indígenas e aos servidores da esfera jurídica e penitenciária uma formação que possibilitará a consolidação de uma rede de trabalho, o programa permite aos discentes de diferentes cursos de graduação uma experiência multidisciplinar de interação dialógica entre a universidade e a sociedade, o que fomentará ações de pesquisa em diferentes áreas do conhecimento.

Para saber mais sobre o projeto, clique aqui.

Coordenador: Vitor Jochims Schneider

Em junho de 2019, o CNJ publica a Resolução 287/2019, instrumento que estabelece procedimentos jurídicos e penitenciários para o tratamento das pessoas indígenas acusadas, rés, condenadas ou privadas de liberdade. Esta resolução, que busca alinhar o tratamento jurídico e penal das pessoas indígenas aos marcos consolidados pela Constituição de 1988, garante a pessoa indígena seja acompanhada por intérprete da sua comunidade em todas as etapas do processo. A resolução salienta a necessidade de que tribunais cadastrem intérpretes indígenas das etnias presentes na região bem como de que ofereçam cursos de capacitação e atualização para servidores(as) da esfera jurídica e penitenciária considerando princípios de igualdade e não-discriminação. O programa Intérpretes indígenas: pluralidade linguística e acesso à justiça tem como objetivo promover ações de formação e divulgação que contribuam para o cumprimento da Resolução 287/2019 do Conselho Nacional de Justiça. Dentre tais ações destacam-se (I) curso de formação de intérpretes comunitários para indígenas das comunidades da região e (II) cursos de formação intercultural voltado aos servidores(as) dos órgãos de justiça e segurança do estado da região. Num primeiro momento, a equipe executora se dedicará a planificar, elaborar e ministrar um curso de formação de intérpretes comunitários para indígenas da região. Neste curso interdisciplinar abarcará tanto conceitos da área do direito penal e material necessários para compreensão da Resolução 287/2019 como a fundamentos linguísticos da interpretação. Após a realização desta formação, a equipe executora oferecerá para servidores(as) dos órgãos de justiça e segurança do estado cursos de formação intercultural antirracista, nos quais será abordada a Resolução 287/2019 e possíveis formas de implementá-la. Além disso, nestes cursos serão indicados os intérpretes comunitários capacitados pelo programa para que sejam devidamente cadastrados juntos aos tribunais e instituições penitenciárias. Ambas as etapas do programa estão alinhadas ao Desafio 3 (Inclusão Social) estabelecido no PDI 2016-2026 da instituição e tem como público-alvo grupos em situação de vulnerabilidade social no sentido de promover a sua autonomia e melhoria de qualidade de vida. Além de oferecer aos membros das comunidades indígenas e aos servidores da esfera jurídica e penitenciária uma formação que possibilitará a consolidação de uma rede de trabalho, o programa permite aos discentes de diferentes cursos de graduação uma experiência multidisciplinar de interação dialógica entre a universidade e a sociedade, o que fomentará ações de pesquisa em diferentes áreas do conhecimento.

Para saber mais sobre o projeto, clique aqui.

Projetos 2022:

O programa trabalha com as comunidades que estão em vulnerabilidade social, atendendo os indígenas Kaingang e dentro da diversidade cultural trabalham com a agricultura familiar e as  comunidades afro.

A sede é em Palmeiras das Missões, onde está sendo feito o trabalho de certificação dos quilombos urbanos. No momento estão trabalhando a saúde da mulher afro e indígena, onde tem o auxílio dos alunos extensionista da Universidade Federal de Palmeiras das Missões.

O programa de extensão tem parceria, com a ONG Meninos e Meninas de Rua, que tem como objetivo trabalhar com os adolescentes oficinas de artesanato, de pintura, dança, capoeira e o reforço escolar.

Outras ações:

Anualmente, é realizado o Processo Seletivo Indígena.

No Processo Seletivo Indígena, os candidatos tem seleção específica com prova diferenciada para ingresso na UFSM. Ele é constituído por uma prova com 20 questões de múltipla escolha, composta pelas disciplinas de Biologia (03 questões), História (04 questões), Língua Portuguesa (10 questões) e Matemática (03 questões), e por uma prova de Redação relacionada à temática indígena (equivale a 5 acertos).

É condição legal para se inscrever ao Processo Seletivo Indígena que o candidato comprove sua condição de indígena aldeado. Compreende-se o termo indígena aldeado como aquele indígena que pertence e relaciona-se com comunidade indígena, em observância à Parte VI (Artigos 26 a 31) da Convenção N. 169 da Organização Internacional do Trabalho – OIT sobre os Povos Indígenas e Tribais e ao Artigo 9º da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

Para comprovar a condição de indígena aldeado, o candidato deve apresentar o Registro Administrativo de Índio ou a Certidão do Registro Civil, acompanhado da declaração de indígena aldeado, expressa pela liderança indígena da comunidade de origem e também da declaração da FUNAI.

 

EDITAIS:

Edital 068/2017

O PET Indígena Ñande Reko da UFSM foi criado em 2010, por meio do edital “Conexões de Saberes”, e atua na universidade desde 2011.

O PET Indígena é um dos poucos da Universidade que possui um caráter multidisciplinar, recebendo estudantes de diversos cursos, tais como agronomia, matemática, direito e história. Assim, se caracterizando por suas diversas interlocuções de saberes tanto acadêmicos quanto étnicos.

A atuação do programa na UFSM se dá através de múltiplos projetos, todos trabalhando a questão indígena, seja ela a representação da comunidade ou falando sobre a saúde na comunidade, dentre diversos assuntos. Citando alguns exemplos, temos o projeto “Memórias Kaigang”, que através de entrevistas com membros antigos das comunidades Kaigang, busca concretizar narrativas, assim resgatando memórias e representações. O projeto “Corporalidades Indígenas” busca entender e refletir sobre o culto ao corpo enquanto performance quando em questões de saúde, também nas comunidades Kaigang.

Ñande Reko pode ser traduzido como “Nosso modo de ser”. O grupo recebe este nome por conta do seu desejo de trazer visibilidade à cultura e aos saberes tradicionais indígenas, por meio da valorização dos diversos modos de ser de seus participantes, e por seu objetivo de inserir os estudantes indígenas dentro da Universidade, na forma de um lugar que dialogue com a questão indígena.