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Projetos do Eixo População Negra

Projetos de 2019:

Coordenadora: Prof.Drª. Maria Clara Mocellin

As ações propostas pelo Projeto GT Negros: Juntos Somos Mais contarão com oficinas anuais em Escolas de Samba/Bloco Xis do Toco; 16 sessões de estudos anuais; evento Novembro Negro anual; Mesa Redonda sobre Religiosidades Afro-Brasileiras; participação anual na FEICOOP; eventos com a temática de gênero, como Marielle Franco em andamento na UFSM e em ambito regional.

Espera-se que o Projeto mobilize 2.500 pessoas, o que será evidenciado pelos comprovantes de presenças e/ou certificados de participação emitidos, fotografias e publicização nos meios sociais. As ações metodológicas adotadas serão leituras, fichamentos, sessões de estudo sistemáticas, análises e debates de textos de autores previamente indicados; debates sobre filmes e documentários; oficinas itinerantes. Os eventos propostos serão encontros, seminários, mesas redondas; pesquisas com utilização do método etnográfico e narrativas (auto)biográficas, além de pesquisas bibliográficas.

O evento Novembro Negro, que marca a Semana da Consciência Negra constará de Seminário sobre a temática Étnico-Racial; mesas redondas sobre religiosidade afro-brasileira e palestras. O empoderamento de quilombolas será trabalhado agregando ao Projeto Regionalidades do Sul, Protagonismo Biográfico e Narrativas de Vida no Universo Acadêmico, com o acréscimo de no mínimo cinco narrativas autobiográficas e cinco banners.

O empoderamento da comunidade e da mulher negra será trabalhado a partir da divulgação de narrativas que enfoquem o protagonismo da ancestralidade negra, no decorrer das reuniões do GT Negros, com apresentação oral das narrativas, no decorrer do Novembro Negro. Durante a FEICOOP serão oferecidas oficinas a membros do Movimento Negro e integrantes de grupos de Economia Solidária participantes da Feira.

Para acessar o projeto no Portal de Projetos da UFSM, clique aqui.

Coordenadora: Prof. Drª Leonice Aparecida de Fátima Alves Pereira Mourad

O Protagonismo Negro é um programa que vai ao ar semanalmente pela Rádio UniFm e Rádio Universidade. Para o ano de 2019, o grupo visa maior atuação fora dos estúdios de gravação, tendo interesse em fazer atividades como palestras e rodas de conversa em espaços dentro da UFSM e fora da Universidade também. O grupo também visa maior produção textual envolvendo a temática negra, como objetivo de publicar esses textos em plataformas on-line.

No ano de 2019, o Protagonismo Negro será transmitido semanalmente pela UniFM, com possibilidade de ter direito a uma reprise durante a semana devido à relevância de sua temática. Além dos programas semanais, a equipe pretende organizar seminários e ações em escolas do ensino público de Santa Maria e ter maior engajamento na sua produção on-line (tanto em suas páginas nas redes sociais como em páginas oficiais da UFSM, produzindo textos que envolvam a temática negra).

Espera-se que o Protagonismo Negro funcione como um projeto que fomenta o debate de assuntos que estão relacionados à realidade da população negra não apenas em nossa região, mas no mundo inteiro. Espera-se que o programa seja visto pela comunidade universitária como ponto de referência aos alunos negros, para que eles possam se conhecer e também se reconhecer. Também salientamos a importância de termos um programa construído por alunos negros em uma rádio de tamanha relevância como a UniFM.

Para acessar o projeto no Portal de Projetos, clique aqui.

 

 

No ano de 2021, 3 projetos da UFSM foram contemplados com o recurso do Observatório de Direitos Humanos da UFSM no eixo População Negra Para saber mais sobre os projetos, acesse:

Coordenador: Anderson Luiz Machado dos Santos

De acordo com Lefebvre (2013[1974]), a produção do espaço no capitalismo conduz a uma flagrante virtualização e fragmentação do mesmo, criando centralidades e marginalidades, nesse espectro se inserem as periferias urbanas. Diante dessa premissa, este projeto de extensão propõe-se a dialogar com as periferias urbanas do Centro-Sul Gaúcho como espaços-tempos marcados por múltiplas territorialidades subalternizadas e em resistência. Como ponto de partida, estabelece como locus de trabalho, os espaços periféricos de Santa Maria, em que se encontram expressões desse processo, nas ocupações urbanas lideradas por movimentos sociais, como a Nova Santa Marta na zona oeste da cidade; nas territorialidades da negritude contidas em bairros e ocupações periféricas, que possuem uma multiplicidade de expressões territoriais que vão das comunidades de terreiros de religiões de matriz africana, às expressões de arte-cultura negra como o Hip-Hop e o Samba; ao afro-empreenderorismo e as organizações do movimento social negro. Também nos movimentos e organizações sociais LGBTQIA+, cujos territórios de vida também se encontram nas periferias urbanas. Para tal, propõe-se utilizar metodologias qualitativas, na interface entre pesquisa e extensão, com vistas a realizar um diálogo com as práticas, narrativas e saberes periféricos, através de oficinas pedagógicas virtuais, respeitando as medidas de proteção à saúde no contexto da pandemia Covid-19, as quais visam contribuir na identificação e discussão dos conflitos vivenciados e na positivação das ações desenvolvidas por tais sujeitos, organizações e movimentos sociais.

Para acessar o projeto no Portal de Projetos da UFSM, clique aqui.

Coordenador: José Luiz de Moura Filho

O Programa de Extensão Núcleo Interdisciplinar de Interação Jurídica Comunitária – Residência – NIJuC-R tem por objeto a assessoria jurídica popular em Políticas Públicas nas temáticas atinentes aos Direitos Humanos, conforme o disposto no 3º Programa Nacional de Direitos Humanos – PNDH-3. Visa, assim, promover e desenvolver ações orientadas ao acesso a justiça social, por meio do reconhecimento e concretização de direitos fundamentais – individuais e coletivos – de minorias, com vistas a uma prática extensionista diversa da tradicional, não assistencialista. Tais objetivos deverão ser atingidos por meio da Residência, que envolve não apenas a permanência mais efetiva de seus membros nos espaços/equipamentos públicos e comunitários como, também, a participação de profissionais egressos da UFSM com vistas à orientação dos demais. Neste período espera-se, também, contribuir para a construção da política de curricularização da Extensão na UFSM, por meio da elaboração de novos PPCs e, ao mesmo tempo, empoderar-se a comunidade externa constituída pelas populações mais vulneráveis, no sentido de fazer funcionar – sob a forma de rede – os serviços voltados às questões sociais.

Para saber mais sobre o projeto, clique aqui.

Coordenadora: Lizandra Falcão Gonçalves

O presente projeto tem como objetivo estudar e documentar a origem e a história dos clubes negros da cidade de Caçapava do Sul – RS, tentando atribuir significado na criação dos mesmos. Especificamente do Clube Harmonia e do CTG Clareira da Mata que completarão 49 e 46  anos respectivamente em 2020. Ambos os clubes foram fundados pela população negra de Caçapava do Sul, visto que não era permitida (ou restringida) a entrada de pessoas negras nos demais clubes da cidade. Prática esta corriqueira em todo o Brasil, mesmo após a abolição formal da escravidão. Diante desta proposição, acredita-se que a criação de diversos clubes e entidades culturais tinham por objetivo que a população negra pudesse ter acesso a cultura e ao lazer, bem como construir uma outra forma de luta e resistência contra a discriminação e contra o racismo da época. Por anos, essas histórias, assim como a contribuição cultural do povo negro em Caçapava do Sul não tiveram o devido destaque, resquícios do preconceito e racismo estrutural que permanece no nosso País. Dessa forma, o projeto pretende retomar a história desses clubes, re-significar a origem de sua criação e conhecer os sentidos atuais que representam para a população negra, além de reunir e sistematizar um acervo com fotos, vídeos, reportagens e coletar depoimentos das pessoas que frequentam os clubes. Para assim, produzir um documentário que narra essa parte da história de Caçapava do Sul. Após a construção do documentário,  objetiva-se divulgar/expor o resultado nas escolas do município, na UNIPAMPA, e nas demais instituições que revelarem interesse no assunto, assim como, nos eventos da cidade fomentando o debate sobre a importância dos clubes negros para a cultura da cidade. O acervo ficará a disposição do Conselho Municipal da Igualdade Racial de Caçapava do Sul e dos respectivos Clubes.

Para saber mais, clique aqui.