{"id":4691,"date":"2026-06-02T17:13:16","date_gmt":"2026-06-02T20:13:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/pre\/observatorio-de-direitos-humanos\/?page_id=4691"},"modified":"2026-07-07T15:29:01","modified_gmt":"2026-07-07T18:29:01","slug":"mestre-militar-ancestralidade-capoeira-e-transformacao-social","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/pre\/observatorio-de-direitos-humanos\/notorios-saberes\/ultimas-noticias\/mestre-militar-ancestralidade-capoeira-e-transformacao-social","title":{"rendered":"Mestre Militar: ancestralidade, capoeira e transforma\u00e7\u00e3o social"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"4691\" class=\"elementor elementor-4691\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-24bcb466 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"24bcb466\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-2e6ab679\" data-id=\"2e6ab679\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-11c6c3d elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"11c6c3d\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figure class=\"wp-caption\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1672\" height=\"941\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/414\/2026\/06\/Ilustracao-\u2013-Opcao-2.jpg\" class=\"attachment-full size-full wp-image-4695\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/414\/2026\/06\/Ilustracao-\u2013-Opcao-2.jpg 1672w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/414\/2026\/06\/Ilustracao-\u2013-Opcao-2-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/414\/2026\/06\/Ilustracao-\u2013-Opcao-2-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/414\/2026\/06\/Ilustracao-\u2013-Opcao-2-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/414\/2026\/06\/Ilustracao-\u2013-Opcao-2-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1672px) 100vw, 1672px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figcaption class=\"widget-image-caption wp-caption-text\">Mais do que luta, a capoeira de Mestre Militar \u00e9 ancestralidade, solidariedade, identidade e transforma\u00e7\u00e3o coletiva.<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-489bd3c2 elementor-widget__width-initial elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"489bd3c2\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<!-- wp:paragraph {\"align\":\"right\"} -->\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Fellipe H. Alves Medeiros<\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify\">Luiz Ant\u00f4nio Loreto aprendeu cedo que a capoeira n\u00e3o nasce apenas no corpo, mas tamb\u00e9m na escuta, na mem\u00f3ria e na conviv\u00eancia. Conhecido em Santa Maria e na regi\u00e3o central do Rio Grande do Sul como Mestre Militar, ele transformou a roda em espa\u00e7o de acolhimento, resist\u00eancia e ensino coletivo. H\u00e1 35 anos vem dedicados integralmente \u00e0 capoeira, sua trajet\u00f3ria carrega marcas da oralidade, da cultura afro-brasileira e da vida comunit\u00e1ria constru\u00edda na Vila Url\u00e2ndia, bairro onde nasceu e cresceu entre rodas de samba, brincadeiras de rua e os primeiros contatos com a arte que definiria sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify\">Antes mesmo de pleitear o reconhecimento acad\u00eamico por meio do projeto Not\u00f3rios Saberes, Luiz Ant\u00f4nio Loreto j\u00e1 era mestre nas ruas, nas comunidades e nas rodas de capoeira. Em Santa Maria, seu nome atravessa bairros, escolas e pra\u00e7as p\u00fablicas ao som do berimbau e na forma\u00e7\u00e3o de gera\u00e7\u00f5es inteiras de capoeiristas. Conhecido como Mestre Militar, construiu, ao longo de 35 anos ininterruptos dedicados \u00e0 capoeira, uma trajet\u00f3ria marcada pela resist\u00eancia negra, pela educa\u00e7\u00e3o popular e pela transforma\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify\">Na Vila Url\u00e2ndia, onde nasceu e cresceu em uma fam\u00edlia de 14 irm\u00e3os, a capoeira apareceu ainda na inf\u00e2ncia, entre brincadeiras de rua, rodas de samba e os treinos conduzidos pelo Mestre Biriba no p\u00e1tio da igreja do bairro. Sem condi\u00e7\u00f5es financeiras para frequentar academias, come\u00e7ou aprendendo da forma mais antiga: observando. O olhar atento para os movimentos, para a musicalidade e para os mais velhos transformou-se, aos poucos, em uma compreens\u00e3o profunda da capoeira como heran\u00e7a ancestral e pr\u00e1tica coletiva.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify\">Hoje, aos 52 anos, Mestre Militar \u00e9 reconhecido como uma das principais refer\u00eancias da capoeira de rua e da cultura afro-brasileira na regi\u00e3o central do Rio Grande do Sul. Sua trajet\u00f3ria integra o projeto \u201cNot\u00f3rios Saberes\u201d, da Universidade Federal de Santa Maria, iniciativa \u00e9 reconhecido como um dos mestres e mestras cujos conhecimentos foram constru\u00eddos pela pr\u00e1tica, pela tradi\u00e7\u00e3o oral e pelo compromisso com a comunidade.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo registros do Portal da Capoeira\/IPHAN, iniciou sua trajet\u00f3ria em 1989, passou a ministrar aulas em 1995 e recebeu oficialmente o t\u00edtulo de mestre em 2016. Formado por Mestre Biriba, ligado ao Grupo Ox\u00f3ssi, carrega uma linhagem que conecta Santa Maria \u00e0s ra\u00edzes hist\u00f3ricas da capoeira baiana, passando por nomes como Mestre \u00cdndio da Bahia, Mestre Valdemar da Paix\u00e3o, Mestre Pel\u00e9 da Bomba e Mestre Besouro. Para ele, a capoeira \u00e9 uma \u00e1rvore viva de mem\u00f3ria, em que cada gera\u00e7\u00e3o mant\u00e9m acesa a experi\u00eancia daqueles que vieram antes.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify\">Para Mestre Militar, a capoeira nunca foi apenas luta ou esporte. \u201cCapoeira \u00e9 fam\u00edlia\u201d, costuma dizer. A frase resume uma filosofia constru\u00edda dentro e fora da roda: ningu\u00e9m cresce sozinho. Em seus relatos, lembra que, ap\u00f3s perder uma irm\u00e3 em um per\u00edodo de dificuldades financeiras, foi acolhido pelo pr\u00f3prio mestre, que permitiu que continuasse treinando sem pagar mensalidade. O gesto marcou profundamente sua forma\u00e7\u00e3o e moldou a maneira como passou a enxergar o grupo de capoeira: como um espa\u00e7o de cuidado coletivo, solidariedade e pertencimento.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify\">Em 2002, ap\u00f3s anos de forma\u00e7\u00e3o no Grupo Ox\u00f3ssi, fundou a Associa\u00e7\u00e3o de Capoeira de Rua Berimbau, em Santa Maria. A iniciativa nasceu do desejo de aproximar novamente a capoeira da comunidade e dos espa\u00e7os p\u00fablicos. Naquele per\u00edodo, o mestre percebia que muitas rodas haviam migrado para academias e clubes fechados, afastando-se da periferia e das ruas onde historicamente se desenvolveram. Ao ocupar pra\u00e7as e espa\u00e7os p\u00fablicos da cidade, como o Cal\u00e7ad\u00e3o, Mestre Militar reafirmou a capoeira como pr\u00e1tica popular, acess\u00edvel e coletiva.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify\">A associa\u00e7\u00e3o expandiu suas atividades para outras cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paran\u00e1 e tamb\u00e9m para a Argentina, onde mant\u00e9m grupos em Buenos Aires e Santa Fe. Parte dessa internacionaliza\u00e7\u00e3o aconteceu atrav\u00e9s da rela\u00e7\u00e3o constru\u00edda com a Universidade Federal de Santa Maria. Segundo o mestre, muitos intercambistas conheceram a capoeira na cidade e levaram para outros pa\u00edses uma pr\u00e1tica menos comercial e mais ligada \u00e0 identidade social e comunit\u00e1ria.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify\">Essa conex\u00e3o com a universidade tornou-se uma das marcas de sua trajet\u00f3ria. Participando de projetos de extens\u00e3o, palestras e atividades acad\u00eamicas, Mestre Militar construiu parcerias com cursos como Medicina, Letras, Matem\u00e1tica, Publicidade e Odontologia. Todos os semestres, estudantes visitam a comunidade para compreender, atrav\u00e9s da conviv\u00eancia, as realidades sociais da periferia, da popula\u00e7\u00e3o negra e das pr\u00e1ticas coletivas de cuidado. Para o mestre, essa troca rompe hierarquias tradicionais do conhecimento: dentro da roda, a universidade tamb\u00e9m aprende.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify\">A Associa\u00e7\u00e3o Berimbau tornou-se tamb\u00e9m um espa\u00e7o de inclus\u00e3o social e forma\u00e7\u00e3o cidad\u00e3. Sem barreiras financeiras, religiosas ou de g\u00eanero, o trabalho desenvolvido pelo mestre busca fortalecer v\u00ednculos comunit\u00e1rios e combater preconceitos historicamente reproduzidos dentro e fora das rodas. Ele destaca a import\u00e2ncia de transformar tradi\u00e7\u00f5es que naturalizavam machismo e homofobia, defendendo uma capoeira baseada no respeito, na escuta e na valoriza\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a feminina.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify\">Sua atua\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria ultrapassa a capoeira. Na Vila Url\u00e2ndia, ajudou a estruturar projetos ligados \u00e0 sa\u00fade coletiva, \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de alimentos, a oficinas culturais, a atividades com idosos e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de jovens. Um dos exemplos mais simb\u00f3licos \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o da horta comunit\u00e1ria, surgida a partir de estudos sobre ervas medicinais e conhecimentos ancestrais compartilhados pelos moradores mais velhos da comunidade. O espa\u00e7o tornou-se ponto de encontro, seguran\u00e7a alimentar e integra\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify\">Durante a pandemia, a associa\u00e7\u00e3o funcionou como centro de apoio para fam\u00edlias da regi\u00e3o. Mesmo com os treinos suspensos presencialmente, o grupo manteve o acompanhamento das crian\u00e7as, a distribui\u00e7\u00e3o de materiais e o suporte comunit\u00e1rio. Para Mestre Militar, o desafio sempre foi impedir que a juventude fosse \u201caliciada\u201d pela viol\u00eancia e fortalecer caminhos de pertencimento atrav\u00e9s da cultura.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify\">Sua pedagogia nasce da experi\u00eancia cotidiana. Uma das hist\u00f3rias que mais o marcou aconteceu durante aulas em uma escola p\u00fablica, quando descobriu que um aluno chegava atrasado porque precisava permanecer em casa protegendo a irm\u00e3 de agress\u00f5es dom\u00e9sticas. O epis\u00f3dio transformou sua vis\u00e3o sobre educa\u00e7\u00e3o e desigualdade social. \u201cN\u00e3o existe educa\u00e7\u00e3o igual para todos quando as constru\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o diferentes\u201d, afirma.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify\">Essa dimens\u00e3o humana atravessa tamb\u00e9m a musicalidade da capoeira. Mestre Militar incentiva seus alunos a comporem cantigas pr\u00f3prias como forma de preservar mem\u00f3ria, identidade negra e consci\u00eancia hist\u00f3rica. Em uma de suas composi\u00e7\u00f5es, canta:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p><em>\u201cEu sou negro descendente de Zumbi<\/em><em><br \/><\/em><em> O rei negro de Palmares<\/em><em><br \/><\/em><em> Pelo negro ele lutou<\/em><em><br \/><\/em><em> Eu sou negro hoje livre sim senhor.\u201d<\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify\">A m\u00fasica continua denunciando o preconceito sofrido por praticantes da capoeira, frequentemente associados \u00e0 marginalidade, mas reafirma a roda como espa\u00e7o de amizade, paz e dignidade.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify\">Essa vis\u00e3o acompanha o reconhecimento da capoeira como Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial pelo IPHAN, em 2008, e pela UNESCO, em 2014. Para Mestre Militar, a capoeira ultrapassa o movimento corporal: ela \u00e9 tamb\u00e9m instrumento de educa\u00e7\u00e3o, alfabetiza\u00e7\u00e3o cultural e fortalecimento da identidade negra. Por meio da musicalidade, das cantigas e da literatura de cordel, ensina seus alunos a compreenderem a pr\u00f3pria hist\u00f3ria e a preservarem a mem\u00f3ria afro-brasileira.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify\">O reconhecimento de Mestre Militar pelo projeto \u201cNot\u00f3rios Saberes\u201d representa mais do que um t\u00edtulo acad\u00eamico. \u00c9 o reconhecimento de uma trajet\u00f3ria constru\u00edda pela oralidade, pela ancestralidade e pela experi\u00eancia coletiva. Sua hist\u00f3ria reafirma a capoeira como patrim\u00f4nio cultural, instrumento educativo e forma de resist\u00eancia negra que continua viva nas ruas, nas comunidades e nas novas gera\u00e7\u00f5es formadas dentro da roda.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify\">Mais do que ensinar movimentos, Mestre Militar construiu uma roda em que a capoeira se torna espa\u00e7o de pertencimento, aprendizado e transforma\u00e7\u00e3o coletiva. Sua presen\u00e7a no projeto \u201cNot\u00f3rios Saberes\u201d reconhece uma trajet\u00f3ria que mant\u00e9m viva, em Santa Maria, a for\u00e7a da oralidade, da cultura popular e da ancestralidade negra.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PLqSe1CLHkJ24599r6_Vq6BAnfylZKRsrc\">CONFIRA A PLAYLIST\u00a0 NO YOUTUBE<\/a><\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph \/-->\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais do que luta, a capoeira de Mestre Militar \u00e9 ancestralidade, solidariedade, identidade e transforma\u00e7\u00e3o coletiva. Fellipe H. Alves Medeiros Luiz Ant\u00f4nio Loreto aprendeu cedo que a capoeira n\u00e3o nasce apenas no corpo, mas tamb\u00e9m na escuta, na mem\u00f3ria e na conviv\u00eancia. 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