{"id":744,"date":"2019-01-30T21:36:37","date_gmt":"2019-01-30T23:36:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/pre\/observatorio-de-direitos-humanos\/?page_id=744"},"modified":"2019-01-30T21:41:01","modified_gmt":"2019-01-30T23:41:01","slug":"voce-ja-ouviu-falar-sobre-desgaste-academico","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/pre\/observatorio-de-direitos-humanos\/voce-ja-ouviu-falar-sobre-desgaste-academico","title":{"rendered":"Voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar sobre desgaste acad\u00eamico?"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"744\" class=\"elementor elementor-744 elementor-bc-flex-widget\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-171b1bf elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"171b1bf\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-f772c80\" data-id=\"f772c80\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-176affe elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"176affe\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-weight: 400; font-size: 10pt;\">Jenifer Agarriberri Gosm\u00e3o (Lenora Consales)<br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 10pt;\">Revis\u00e3o: Andressa Mour\u00e3o Duarte e Leandra da Silva Cunha<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Sabe-se que as Universidades no Brasil, cada qual com suas particularidades, s\u00e3o dominadas hegemonicamente por indiv\u00edduos brancos e <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">cisg\u00eanero<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, heteronormativos e de classes altas. Atualmente dentro das institui\u00e7\u00f5es de ensino superior tem-se debatido quest\u00f5es em torno da sa\u00fade mental dos estudantes, sobretudo aqueles que prop\u00f5em um olhar e cuidado sobre o desgaste acad\u00eamico sofrido pelos estudantes ao longo da forma\u00e7\u00e3o. Evidenciasse que esse desgaste \u00e9 agravado quanto mais houver cobran\u00e7as excessivas n\u00e3o apenas em rela\u00e7\u00e3o ao curso em si, mas em rela\u00e7\u00e3o ao lugar desse estudante, as intersec\u00e7\u00f5es que permeiam a vida desses indiv\u00edduos como por exemplo, as quest\u00f5es de g\u00eanero, ra\u00e7a e classe. <\/span><\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Quando pensamos em desgaste acad\u00eamico logo associamos esse termo ao adoecimento mental dos estudantes, pensa-se tamb\u00e9m nos diversos fatores que levam o estudante a esse desgaste emocional, f\u00edsico e mental, entre eles; o novo; a quebra das perspectivas antes alimentadas e quebradas ao ingressar na universidade, o novo dentro de sua pr\u00f3pria identidade e constru\u00e7\u00e3o enquanto indiv\u00edduo e coletivo; a ruptura com as formas de pensar e se ver diante do mundo; a dist\u00e2ncia da fam\u00edlia e do lar; a n\u00e3o imers\u00e3o em um \u201cgrupo\u201d; o n\u00e3o se ver no outro; a press\u00e3o mental imposta pelos professores e em n\u00e3o raros casos, os abusos de poder destes em rela\u00e7\u00e3o ao aluno; a incompreens\u00e3o e banaliza\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental como algo urgente a ser tratado; a competitividade no meio acad\u00eamico e certamente o Racismo, a<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Lgbtfobia+, a Xenofobia que contribuem para agravar ainda mais esse desgaste acad\u00eamico que propicia, na maioria das vezes, um adoecimento mental e f\u00edsico.<\/span><\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-weight: 400;\"> A naturaliza\u00e7\u00e3o no meio acad\u00eamico, de comportamentos nocivos e a cobran\u00e7a por resultados excelentes de produ\u00e7\u00e3o cada vez maiores foram apontados em uma pesquisa do Laborat\u00f3rio de conex\u00f5es intermidi\u00e1ticas, como fatores determinantes para os altos \u00edndices de adoecimento mental estudantil. Outro fator contribuinte para esse desgaste e adoecimento \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre professores e alunos. Os primeiros acham que os alunos devem ingressar nos cursos superiores j\u00e1 tendo uma compreens\u00e3o da l\u00f3gica acad\u00eamica, o que pode dificultar o aprendizado, pois \u00e9 comum que o professor tenha como pressuposto que estes estudantes tenham uma boa no\u00e7\u00e3o da \u00e1rea escolhida, deixando assim de explicar o conte\u00fado de maneira <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">mais aprofundada<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400; font-size: 10pt;\"> Pautando a quest\u00e3o racial como agravamento do adoecimento mental, precisamos lembrar \u201co que \u00e9 ser negro no Brasil?\u201d, desta forma percebemos mais \u201cfacilmente\u201d que o negro na universidade faz uma multiplica\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os a fim de permanecer neste meio.<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-weight: 400;\">No Brasil \u00e9 sustentado o mito da \u201cdemocracia racial\u201d, o qual diz<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">que todas as pessoas de todas as ra\u00e7as, vivem harmoniosamente no Pa\u00eds. Essa fal\u00e1cia se alastra por todos os meios institucionais (o que chamamos de racismo institucional) impedindo que estudantes negros alcancem maiores possibilidades \u00a0de perman\u00eancia na universidade, lugar de fala, e pol\u00edticas p\u00fablicas objetivadas na realidade desses indiv\u00edduos.<\/span><\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400; font-size: 10pt;\">Portanto, podemos afirmar que o negro dentro da universidade faz um ac\u00famulo de esfor\u00e7os m\u00faltiplos, como defende o psic\u00f3logo social Valter da Mata, sendo eles: Financeiro (constatando que a maior parcela da popula\u00e7\u00e3o pobre \u00e9 preta); Subjetivo &#8211; falta de referencial te\u00f3rico de intelectuais negros (as) na universidade que contribui para a deslegitima\u00e7\u00e3o das falas de estudantes negros -; e \u2018Acad\u00eamicos\u2019 avaliando toda a press\u00e3o professor-aluno, carga hor\u00e1ria, prazos, produ\u00e7\u00e3o, competitividade, abuso dos professores, trabalho para garantir renda para sustento pr\u00f3prio, renda para eventos a fim de enriquecer curr\u00edculo, etc. Todos esses fatores ocasionam um maior desgaste e adoecimento mental ao estudante negro, conduzindo-o a evas\u00e3o do ensino superior a partir da desist\u00eancia, trancamento ou at\u00e9 mesmo o suic\u00eddio. Afinal quantos negros entram na universidade e quantos se formam?<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400; font-size: 10pt;\">Refer\u00eancia Bibliogr\u00e1fica<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-weight: 400;\">LARA, Maria Gabriela. <\/span><a href=\"http:\/\/labcon.fafich.ufmg.br\/o-ignorado-adoecimento-mental-dos-estudantes-universitarios\/\"><b>O ignorado adoecimento mental dos estudantes universit\u00e1rios<\/b><\/a><b>. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">12.10. 2017 Acessado em: 1.07.2018<br \/><\/span><\/span><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"http:\/\/labcon.fafich.ufmg.br\/o-ignorado-adoecimento-mental-dos-estudantes-universitarios\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/labcon.fafich.ufmg.br\/o-ignorado-adoecimento-mental-dos-estudantes-universitarios\/<\/span><\/a><\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Resende, Laila. <\/span><b>A sa\u00fade mental dos negros na universidade. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">15.07.2017<br \/><\/span><\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 10pt;\">Acessado em: <\/span><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-weight: 400;\">01.07.2018&lt;<\/span><a href=\"https:\/\/rededandarasblog.wordpress.com\/2017\/08\/15\/a-saude-mental-dos-negros-e-negras-na-universidade\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/rededandarasblog.wordpress.com\/2017\/08\/15\/a-saude-mental-dos-negros-e-negras-na-universidade\/<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">&gt;.<\/span><\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ribeiro, <\/span><a href=\"http:\/\/www.revistadr.com.br\/divas\/stephanie-ribeiro\"><span style=\"font-weight: 400;\">Stephanie. <\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><b>Dossi\u00ea: falas e falhas da universidade: O negro e a universidade: o que posso falar disso. <br \/><\/b><\/span><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Acessado em:17.07.2018<\/span><a href=\"http:\/\/www.revistadr.com.br\/posts\/o-negro-e-a-universidade-o-que-posso-falar-disso\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/www.revistadr.com.br\/posts\/o-negro-e-a-universidade-o-que-posso-falar-disso<\/span><\/a><\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Da Mata, Valter.<\/span><b> O racismo \u00e9, sim, promotor de sofrimento ps\u00edquico.<br \/><\/b><\/span><span style=\"font-size: 10pt;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Acessado em: 18.07.2018&lt;<\/span><a href=\"https:\/\/site.cfp.org.br\/o-racismo-e-sim-promotor-de-sofrimento-psiquico\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/site.cfp.org.br\/o-racismo-e-sim-promotor-de-sofrimento-psiquico\/<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">&gt;<\/span><\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jenifer Agarriberri Gosm\u00e3o (Lenora Consales)Revis\u00e3o: Andressa Mour\u00e3o Duarte e Leandra da Silva Cunha Sabe-se que as Universidades no Brasil, cada qual com suas particularidades, s\u00e3o dominadas hegemonicamente por indiv\u00edduos brancos e cisg\u00eanero, heteronormativos e de classes altas. 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