{"id":3138,"date":"2019-10-18T20:51:01","date_gmt":"2019-10-18T23:51:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/pre\/?p=3138"},"modified":"2019-10-22T14:49:52","modified_gmt":"2019-10-22T17:49:52","slug":"a-extensao-das-flores-perfil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/pre\/2019\/10\/18\/a-extensao-das-flores-perfil","title":{"rendered":"A Extens\u00e3o das Flores | Perfil"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"3138\" class=\"elementor elementor-3138\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-4535427d elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"4535427d\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-13a4abfa\" data-id=\"13a4abfa\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-52f18b64 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"52f18b64\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><!-- wp:tadv\/classic-paragraph --><\/p>\n<h4 style=\"text-align: center\">\u201cFoi<i> bonita a festa, p\u00e1<br \/><\/i><i>Fiquei contente<br \/><\/i><i>Ainda guardo renitente<br \/><\/i><i>Um velho cravo para mim<br \/><\/i><i>J\u00e1 murcharam tua festa, p\u00e1<br \/><\/i><i>Mas certamente<br \/><\/i><i>Esqueceram uma semente<br \/><\/i><i>Em algum canto de jardim\u201d<\/i><\/h4>\n<p style=\"text-align: center\">\u00a0<\/p>\n<p>As flores, muito mais do que utilizadas como enfeites ou objetos de galanteio, foram s\u00edmbolos de mudan\u00e7a de rumo ao longo da hist\u00f3ria. No s\u00e9culo XX, durante a Primavera de Praga, elas foram o s\u00edmbolo m\u00e1ximo da revolta popular. Em 1974, em Portugal, os cravos foram respons\u00e1veis pelo fim da ditadura. Nos anos 1980, elas comemoraram o fim da Cortina de Ferro e da ditadura sovi\u00e9tica. Em v\u00e1rios locais do mundo e em per\u00edodos hist\u00f3ricos distintos, as flores contam e recontam a hist\u00f3ria &#8211; de pessoas, de institui\u00e7\u00f5es e de pa\u00edses. E \u00e9 a partir delas que apresentamos o Docente Destaque Extensionista 2019.<\/p>\n<p>Talvez as redes sociais tenham criado um excesso informativo, do qual quase tudo o que se procura est\u00e1 dispon\u00edvel. Quase tudo. Isso porque, ao buscarmos em todas as redes sociais e em todos os bancos de dados virtuais, o que achamos foram informa\u00e7\u00f5es sobre os projetos coordenados pelo professor Nereu Streck. O que achamos sobre ele? Que, desde 1986,\u00a0 faz parte da Universidade Federal de Santa Maria. Graduado e mestre em Agronomia pela UFSM, em 1998 realizou seu doutorado na Universidade de Nebraska-Lincoln, nos Estados Unidos. Desde o ano de 1995, \u00e9 professor associado ao Centro de Ci\u00eancias Rurais (CCR), lotado no Departamento de Fitotecnia. Ao longo de sua trajet\u00f3ria como docente, j\u00e1 orientou 28 teses de doutorado, 47 disserta\u00e7\u00f5es de mestrado e 126 alunos de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Mas bem, estes s\u00e3o apenas alguns dados que n\u00e3o nos revelam muito sobre o Docente Destaque Extensionista 2019. Ou, talvez, revelam muito. Afinal, foram, ao total, mais de 200 pesquisas para o avan\u00e7o social e econ\u00f4mico da regi\u00e3o central do Rio Grande do Sul. Mais de 200 sementes lan\u00e7adas em v\u00e1rios cantos do pa\u00eds. Algumas delas ficaram nos jardins da UFSM, multiplicando ainda mais suas ideias. Em uma busca r\u00e1pida nos hist\u00f3ricos da Universidade, os resultados surpreendem: 143 projetos &#8211; entre pesquisa e extens\u00e3o &#8211; contaram com a sua participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O primeiro projeto de extens\u00e3o que coordenou, em 2005, teve como objetivo trabalhar com a Agrometeorologia na recupera\u00e7\u00e3o de pacientes psiqui\u00e1tricos e despertar, em alunos do Ensino Fundamental e M\u00e9dio, a curiosidade sobre as Ci\u00eancias Agr\u00e1rias. Em 2006, seu segundo projeto de extens\u00e3o tamb\u00e9m foi voltado para pacientes psiqui\u00e1tricos: o foco era construir uma horta, no Hospital Universit\u00e1rio (HUSM) da UFSM, para n\u00e3o s\u00f3 fortalecer a autonomia e a autoestima dos pacientes, como tamb\u00e9m para auxiliar na reabilita\u00e7\u00e3o deles.<\/p>\n<p>Mas e as flores, onde se encaixam? Em 2017, em um dos projetos de extens\u00e3o com maior visibilidade no territ\u00f3rio ga\u00facho: o projeto <strong>Flores para todos<\/strong>. A a\u00e7\u00e3o extensionista, coordenada pelo professor Nereu, atualmente encontra-se no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paran\u00e1 e no Vale do Rio S\u00e3o Francisco, levando novas oportunidades de gera\u00e7\u00e3o de renda aos agricultores e os aproximando do cultivo de flores. Inspirado na cultura inglesa, que a partir da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial popularizou o acesso aos jardins, o projeto faz parte da Equipe PhenoGlad, que re\u00fane pesquisadores e extensionistas de v\u00e1rias universidades e institutos federais de educa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de parcerias externas, como o da Emater.<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es extensionistas do projeto tamb\u00e9m envolvem dias de campo e roteiros t\u00e9cnicos em lavouras de produtores rurais. O Flores para Todos, atrav\u00e9s da equipe PhenoGlad, tamb\u00e9m desenvolveu um aplicativo hom\u00f4nimo para auxiliar os produtores dos Glad\u00edolo &#8211; ou Palma de Santa Rita.<\/p>\n<p>Assim como a Revolta dos Cravos (simbolizada pelas flores e inspira\u00e7\u00e3o para a m\u00fasica de Chico Buarque que abre e fecha esse perfil) modificou a hist\u00f3ria portuguesa, o projeto do professor Nereu est\u00e1 mudando a realidade de muitos produtores e estudantes de todo o Brasil.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h6 style=\"text-align: center\"><em>\u201cSei que h\u00e1 l\u00e9guas a nos separar<\/em><br \/><em>Tanto mar, tanto mar<\/em><br \/><em>Sei tamb\u00e9m quanto \u00e9 preciso, p\u00e1<\/em><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: center\"><em>Navegar, navegar<\/em><br \/><em>Canta a primavera, p\u00e1<\/em><br \/><em>C\u00e1 estou carente<\/em><br \/><em>Manda novamente<\/em><br \/><em>Algum cheirinho de alecrim\u201d<\/em><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: center\"><em>\u00a0<\/em><\/h6>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3149\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/pre\/wp-content\/uploads\/sites\/346\/2019\/10\/Nereu-300x201.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/346\/2019\/10\/Nereu-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/346\/2019\/10\/Nereu-768x514.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/346\/2019\/10\/Nereu.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/346\/2019\/10\/Nereu-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>Texto: Wellington Hack \/ bolsista NDI PRE<\/em><\/p>\n<p><em>Revis\u00e3o Textual: Erica<\/em> Medeiros \/ bolsista NDI PRE<\/p>\n<p><!-- \/wp:tadv\/classic-paragraph --><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cFoi bonita a festa, p\u00e1Fiquei contenteAinda guardo renitenteUm velho cravo para mimJ\u00e1 murcharam tua festa, p\u00e1Mas certamenteEsqueceram uma sementeEm algum canto de jardim\u201d \u00a0 As flores, muito mais do que utilizadas como enfeites ou objetos de galanteio, foram s\u00edmbolos de mudan\u00e7a de rumo ao longo da hist\u00f3ria. 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