Ir para o conteúdo Egressos Ir para o menu Egressos Ir para a busca no site Egressos Ir para o rodapé Egressos
  • Acessibilidade
  • Sítios da UFSM
  • Área restrita

Aviso de Conectividade Saber Mais

Início do conteúdo

Fred Rubim, formado em Desenho Industrial, e outros egressos da UFSM marcam presença na CCXP 2019



Fred Rubim (esquerda) e André Zanki Cordenonsi (direira) no vale dos artistas da CCPX 2019

 

A Comic Con Experience (também conhecida apenas como CCXP) é um evento brasileiro de cultura pop nos moldes da San Diego Comic-Con cobrindo as principais áreas dessa indústria como: videogames, histórias em quadrinhos, filmes e séries para TV.

Realizado pela primeira vez em dezembro de 2014 pelas equipes do site Omelete, da Piziitoys e pela agência Chiaroscuro Studios, é considerado o maior evento nerd já organizado no país e foi maior Comic Con do mundo em público em 2019, superando a dos EUA. 

 

 No evento, existe o vale dos artistas em que escritores, autores, desenhistas divulgam e vendem seus trabalhos. Lá, estiveram alguns egressos da UFSM, como Enéias Tavares (Letras), André Zanki Cordenonsi (Ciência da Computação) que já esteve conversando conosco no programa Vambora no dia 8 de novembro para conferir a entrevista completa clique aqui e Fred Rubim, egresso do curso de Desenho Industrial.

 

O programa Volver entrevistou Fred Rubim. Confira: 

Volver – Faça uma apresentação sua, porque quis fazer Desenho Industrial? Como é o curso? E como esse mundo dos quadrinhos entrou na tua vida?

Fred – Meu nome é Fred Rubim, sou quadrinista, ilustrador e designer gráfico. Sou formado em Desenho Industrial pela UFSM. Decidi fazer o curso porque, na época, era uma das únicas graduações que eu conhecia que pareciam envolver desenho. No fim das contas, o curso tinha apenas uma disciplina de HQs, sendo o restante da formação dedicado à programação visual e design gráfico. O que foi ótimo, pois aprendi muitas coisas que hoje aplico aos quadrinhos.

Era uma época bem diferente, a internet estava recém começando, não existiam redes sociais. A atividade do designer era focada majoritariamente em trabalhos impressos. Acabei fazendo meu trabalho de conclusão de curso em animação 2D, e trabalhei por um bom tempo com isso depois de formado. Sempre gostei de quadrinhos, fui alfabetizado com gibis, e criava meus próprios personagens. Aos 15, comecei a publicar uma tira no jornal da minha cidade.  Depois de formado, esqueci tudo isso por um tempo, e trabalhei com outras coisas relacionadas a desenho, como animação, ilustração editorial, personagens, etc, nunca deixando de exercitar o traço. Quando comecei a publicar HQs, em 2016, já tinha uma boa formação por conta dessas práticas.

Volver – Quais são suas principais obras?

Fred – Tenho 6 obras publicadas até agora, em parcerias com diferentes roteiristas, como por exemplo: a série “Contos do Cão Negro”, com César alcazar, a série “Le Chevalier”, com A.Z. Cordenonsi, e mais recentemente os álbuns “O Matrimônio de Céu e Inferno”, com Enéias Tavares.

Volver – Quem são suas principais inspirações?

Fred – Minhas inspirações variam muito, pois estou sempre conhecendo coisas novas. Mas posso citar Eisner, Hergé, Risso e Mazzucchelli.

Volver – Como foi a CCPX 2019? O senhor já tinha participado outros anos, certo? Como é a atmosfera do evento?

Fred – A CCXP 2019 foi a quarta edição que participei como expositor. Desta vez fui lançando a HQ “O Horror de Dunwich”, com roteiro do Felipe Castilho, adaptando o conto de Lovecraft.

Este ano o evento se consolidou como a maior comic con do mundo, superando inclusive San Diego e Nova York.

Volver – Gostaria de mandar um recado para os estudantes de desenho industrial e/ou para a galera que pensa em entrar pro universo das HQ’s?

Fred – Para quem deseja seguir a carreira de quadrinista, é preciso saber que não basta talento, tem que praticar muito, estudar de verdade os fundamentos como anatomia, narrativa, perspectiva. E ter paciência, pois as coisas não acontecem de um dia pro outro.


Publicações Recentes