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Em homenagem ao Dia do Nutricionista, conversamos sobre alimentação em tempos de pandemia com Mariana Balestrin, egressa do curso.



A alimentação tem papel fundamental em nossas vidas, por isso, a importância do nutricionista em nossa sociedade é enorme, seja para orientar ou incentivar a boa alimentação, bem como prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida das pessoas. O campo de atuação de um nutricionista é vasto e se expande cada vez mais, uma vez que a alimentação saudável ocupa uma posição primordial na preservação da saúde humana. É por sua tamanha importância que hoje, dia 31 de agosto, comemora-se o Dia do Nutricionista, pois nessa data foi fundada a Associação Brasileira de Nutricionistas, no Rio de Janeiro, no ano de 1949. 

Conversamos com Mariana Balestrin sobre a alimentação das pessoas durante a pandemia. Ela que é formada em Nutrição pela Universidade Federal de Santa Maria UFSM/Palmeira das Missões (2013). Especialista em Gestão e Organização em Saúde Pública pela Universidade Federal de Santa Maria UFSM/Palmeira das Missões (2015). Mestre em Educação pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões/Frederico Westphalen (2016). Doutoranda em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul UFRGS. Foi Professora Substituta do Curso de Nutrição da Universidade Federal de Santa Maria (Campus – Palmeira das Missões) e atualmente é Nutricionista Responsável Técnica pela Alimentação Escolar do Município de Caiçara/RS. Ela também falou um pouco sobre seu doutorado e deu dicas para manter uma alimentação saudável. Confira:

 

Volver – Como está sendo sua rotina durante a pandemia?

Mariana – Estou aproveitando o período da pandemia para estudar, fazer planos e me atualizar com as inúmeras oportunidades on-line que estão surgindo. Além disso, com os devidos cuidados, procuro manter uma rotina de trabalho, estudo, alimentação e atividade física. 

Volver – Você vê mudanças extremas na alimentação das pessoas durante a pandemia? Você acha que tende a melhorar ou piorar?

Mariana – Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), a pandemia COVID-19 pode levar mais de 130 milhões de pessoas à fome crônica até o final de 2020.

Além disso, estudos relatam uma alta prevalência de sofrimento psicológico e sintomas de transtorno durante o período de pandemia, induzindo a distúrbios emocionais, depressão, estresse, ansiedade, mau humor, irritabilidade e insônia. Esses sentimentos podem induzir as pessoas a se alimentarem com alimentos altamente calóricos. Ademais, durante o período de isolamento, as pessoas reduzem o nível de atividade física e essas mudanças no estilo de vida impactam negativamente na saúde e nutrição da população.

Volver – Conte mais sobre a sua linha de pesquisa no Doutorado sobre a saúde da criança e do adolescente.

Mariana – A obesidade infantil é um dos maiores desafios de saúde pública e um dos principais determinantes deste cenário são os ambientes obesogênicos em que as crianças e adolescentes crescem, com uma mudança muito grande nos padrões alimentares, através de um consumo excessivo de alimentos altamente calóricos, baseado em alimentos ultraprocessados/industrializados, bem como uma diminuição no nível de atividade física, com maior tempo gasto com lazer sedentário. Contribuindo com este cenário, infelizmente, no contexto escolar, as cantinas escolares estão sendo vistas como uma barreira para a adoção de práticas alimentares saudáveis, devido à alta quantidade de alimentos ultraprocessados vendidos nestes ambientes de ensino. Diante deste contexto, desenvolvo minha pesquisa de doutorado na área de Educação Alimentar e Nutricional no ambiente escolar, através do desenvolvimento de um programa de intervenção educacional para auxiliar as cantinas escolares na implementação de ambientes mais saudáveis. 

Volver – Você acha que as crianças e adolescentes tendem a ter uma alimentação mais ligada ao psicólogo do que os adultos? E como fica durante o isolamento?

Mariana – A pandemia trouxe grandes mudanças na vida cotidiana das crianças e adolescentes, tornando-as suscetíveis as repercussões psicológicas da pandemia. Essas mudanças podem deixar as crianças e adolescentes mais ansiosos e estressados e essas emoções podem ser compensadas pelo aumento da ingestão alimentar, consumo de alimentos calóricos e de baixo valor nutricional.

Apesar do cenário de isolamento social ser totalmente atípico, esta pode ser uma ótima oportunidade para as famílias ficarem mais próxima, fortalecerem o vínculo afetivo e desenvolverem novas habilidades em relação a uma alimentação saudável. Aproximar as crianças do preparo das refeições e permitir que ela faça pequenas tarefas culinárias é uma ótima alternativa para favorecer a aceitação por alimentos saudáveis, além de auxiliar nas atividades domésticas e diminuírem a ociosidade.

Volver – Dê dicas para manter uma boa alimentação durante o isolamento!

Mariana – Até o momento, não existe nenhum alimento, vitamina ou receita milagrosa para prevenir ou curar a infecção pelo novo coronavirus. Contudo, uma alimentação adequada e saudável é primordial para manter a saúde e fortalecer o sistema imunológico. 

Deixo aqui algumas dicas para manter uma boa alimentação durante a pandemia, com base nas orientações presentes no Guia Alimentar para a População Brasileira:

1)Faça dos alimentos in natura/frescos ou minimamente processados a base da sua alimentação; 2)Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados/industrializados; 3) Utilize óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades no preparo das refeições; 4) Desenvolva, exercite e partilhe habilidades culinárias; 5)Seja crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação e fuja de promessas milagrosas!

Texto: Lucas Zambon

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