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Márcia Foletto, egressa do Jornalismo, turma de 1988, concorre ao “Troféu Mulher Imprensa”, veja como votar.



Para a primeira entrevista do mês de novembro, convidamos a egressa da turma de 1988 do curso de Jornalismo, Márcia Foletto. Ela, que já recebeu diversos prêmios por suas fotografias impactantes, conta suas lembranças da UFSM e sobre a sua profissão.

Além disso, Márcia está concorrendo ao “Troféu Mulher Imprensa”, confira a entrevista e veja como votar!

Márcia recebendo o prêmio das mãos do Rei Felipe VI

VOLVER – Para começar, nos conte quais lembranças guarda da UFSM e como a universidade contribuiu para que você chegasse onde está hoje?

MÁRCIA – A UFSM, de um forma ou de outra, sempre esteve na minha vida. Sou a mais nova de uma família de 10 filhos e desde muito criança compartilhava o nervosismo com o vestibular e a alegria nas festas de formatura dos meus irmãos, todos graduados em Santa Maria. Na minha vez de estudar no campus de Camobi, pude entender o peso e a responsabilidade de frequentar uma universidade pública e de qualidade. Foi onde aprendi muito da profissão que exerço, mas foram os quatro anos de muita leitura, estudo e convivência acadêmica que desenvolveram meu olhar para a vida, o desejo pela ética e a empatia necessária para contar boas histórias no jornalismo. E quis a vida que, 30 anos após a minha formatura, meu filho Antônio, “carioca e flamenguista” fosse também estudar medicina na UFSM. Ele hoje circula nos mesmos lugares que eu estudei e isso me enche de orgulho.

VOLVER – Como foi a escolha pelo curso de jornalismo? E como se deu o contato com a fotografia?

MÁRCIA – O jornalismo foi uma escolha desde adolescente, me parecia ser um caminho para “conquistar o mundo…” (rsrs). E foi no primeiro semestre, na disciplina de fotografia, que era ministrada no Centro de Artes, que me apaixonei. Com uma câmera emprestada da minha irmã, que também foi professora da UFSM (hoje está aposentada), fiz minhas primeiras fotos e não consegui mais parar. Passei a fotografar para todas as publicações do curso de Comunicação e quando me formei já estava empregada como repórter-fotográfica, função que exerço ainda hoje, no jornal O Globo, no Rio de Janeiro, depois de passar por diversos jornais no sul do país. 

As crianças Diana, de 6 anos, e Adriel, de 8, estudam na casa erguida à beira de um rio em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Foto da série Os Miseráveis, de 2015, vencedora do Prêmio Rey de Espanha Foto: Márcia Foletto

VOLVER – Você já ganhou diversos prêmios e agora está concorrendo a mais um, o “Troféu Mulher Imprensa”, nos conte qual é a sensação de ter o trabalho reconhecido.

MÁRCIA – Algumas fotografias minhas foram premiadas ao longo dessas décadas, e isso me traz muita alegria. Mas para mim um trabalho reconhecido passa pela transformação que a imagem pode provocar. Se ela mostra uma realidade injusta e incômoda e é capaz de gerar reação e uma mudança, esse é um objetivo alcançado. O troféu Mulher Imprensa existe há alguns anos, e ser indicada é sempre motivo de satisfação, pois a lista das várias categorias é de excelentes profissionais e é um orgulho estar entre elas. 

"Para mim um trabalho reconhecido passa pela transformação que a imagem pode provocar. Se ela mostra uma realidade injusta e incômoda e é capaz de gerar reação e uma mudança, esse é um objetivo alcançado"
Crianças são revistadas por soldados do Exército na entrada da comunidade Santa Marta, em Botafogo, durante operação das Forças Armadas nas favelas do Rio de Janeiro, novembro de 1994. Foto: Márcia Foletto

VOLVER – Nos conte as principais recompensas e dificuldades de se trabalhar com a fotografia.

MÁRCIA – A dificuldade maior é estar sempre com um bom equipamento fotográfico, que não pode te deixar na mão. E isso significa andar com bastante peso nas costas e no ombro, às vezes por muitas horas seguidas. E para boas fotografias é necessário muita paciência. Tem que observar, esperar, convencer, as vezes correr (rsrs) e o principal, ouvir. As pessoas vão contar suas histórias e quanto mais você souber ouvi-las, melhor será sua fotografia. Quando eu estou nesse processo isso é muito intenso pra mim, não consigo não me envolver com o que fotografo. Mas acho que essa é justamente a recompensa!

VOLVER – Como você se vê daqui a 10 anos?

MÁRCIA – Bem, no momento faço parte de uma equipe de fotógrafos de um jornal, cubro assuntos que são notícia. Pela forma de produção, não tenho muito tempo para desenvolver os trabalhos. Meu desejo é daqui a 10 anos estar totalmente envolvida na produção de ensaios de temas que acho muito importantes, como justiça social e meio-ambiente. Imagino conseguir tempo para entrar de cabeça nestes assuntos e assim produzir fotografias mais relevantes.

SOBRE O TROFÉU MULHER IMPRENSA:

O Troféu Mulher IMPRENSA, uma iniciativa da Revista e Portal IMPRENSA, é o único prêmio do Brasil destinado a reconhecer o trabalho jornalístico das mulheres dentro e fora das redações brasileiras. A 15ª edição visa prestigiar, mediante votação popular, as jornalistas que se destacaram em suas áreas de atuação no biênio 2020/2021, além de fomentar a pauta dos direitos humanos através do tema diversidade. 

A votação acontecerá até o dia 13 de novembro de 2021 e você pode votar na Márcia clicando aqui ou no botão abaixo.

Texto: Júlia Ferrari

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