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			<description>Universidade Sustentável - O esforço da UFSM na preservação do meio ambiente</description>
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						<item>
				<title>Mulheres Sustentáveis e Transformadoras: Elisiane Machado Lunardi e o ODS 17</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinfra/uma/2021/07/07/mulheres-sustentaveis-e-transformadoras-elisiane-lunardi-e-o-ods-17</link>
				<pubDate>Wed, 07 Jul 2021 22:23:16 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[agenda2030]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[release]]></category>
		<category><![CDATA[UMAFSMsustentável]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres sustentaveis e transformadoras]]></category>
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						<description><![CDATA[Caroline Siqueira | Bolsista de Jornalismo no Projeto Universidade Meio Ambiente. “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” Paulo Freire.  É com esta frase icônica de Paulo Freire,  um dos educadores mais famosos e respeitados mundialmente, que damos início ao encerramento do quadro “Mulheres Sustentáveis e Transformadoras”. Essa [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":842,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/609/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-18.26.55-1-1024x341.jpeg" alt="" /></figure>
<!-- /wp:image --><!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Caroline Siqueira | Bolsista de Jornalismo no Projeto Universidade Meio Ambiente.</strong></p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
[caption id="attachment_932" align="alignleft" width="225"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/609/2021/07/elisiane-225x300.jpeg" alt="" width="225" height="300" /> Professora Elisiane Machado Lunardi[/caption]
<p style="text-align: center"><em>“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”</em></p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p style="text-align: center"><em>Paulo Freire. </em></p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>É com esta frase icônica de Paulo Freire,  um dos educadores mais famosos e respeitados mundialmente, que damos início ao encerramento do quadro “Mulheres Sustentáveis e Transformadoras”. Essa série foi imaginada para que, além da divulgação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS’s) e dos projetos de pesquisa e extensão da Universidade, também houvesse o reconhecimento das mulheres, de fato sustentáveis e transformadoras, que estão por trás destes projetos </p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>A Agenda 2030 foi imaginada para auxiliar a construção de uma sociedade que se desenvolvesse de forma sustentável, utilizando seus recursos conscientemente e promovendo cada vez mais a igualdade social. São 17 ODS’s e <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinfra/uma/mulheressustentaveis/">16 deles já foram abordados ao longo desta série</a>, cada um com sua particularidade. E  para encerrarmos, trazemos o último Objetivo, o ODS 17, que visa firmar um compromisso renovado de cooperação entre a comunidade internacional e uma parceria global ampla, que inclua todos os setores interessados e as pessoas afetadas pelos processos de desenvolvimento.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p><em>“Incentivar e promover parcerias públicas, público-privadas, privadas, e com a sociedade civil eficazes, a partir da experiência das estratégias de mobilização de recursos dessas parcerias, dados, monitoramento e prestação de contas”</em></p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p><em>Artigo 17 do ODS 17</em></p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>As parcerias são imprescindíveis para o desenvolvimento da comunidade. Na ciência, por exemplo, os estudos só conseguem ser publicados e comprovados através da parceria de cientistas, até mesmo de outros países. No período de pandemia que estamos vivendo, podemos observar ainda mais a importância da colaboração internacional em prol do mesmo objetivo. A vacina contra o coronavírus se destaca nessa discussão, visto que países como China e Brasil atuaram juntos para a aprovação da Coronavac. </p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Ainda, agora que a largada de vacinação já foi iniciada, nações que já tiveram a maioria de suas populações vacinadas, estão doando doses para os países mais desassistidos, formando uma grande rede de apoio e combate contra a COVID-19.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Essa cooperação entre a comunidade é alicerce fundamental do desenvolvimento e, por ser multidisciplinar, é presente em diferentes ações da Universidade. Entretanto, hoje daremos destaque ao curso de extensão<strong> “Curso de Formação Continuada para Gestores Escolares, Conselheiros Municipais de Educação e Técnicos-Administrativos” </strong>coordenado pela professora do Departamento de Administração Escolar e do Programa de Pós-Graduação da UFSM Elisiane Machado Lunardi.</p>
[caption id="attachment_933" align="alignright" width="300"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/609/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-07-at-20.45.15-300x169.jpeg" alt="" width="300" height="169" /> Lunardi em apresentação do Curso de Extensão.[/caption]
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>O objetivo desse projeto é promover a formação continuada aos gestores escolares, conselheiros municipais de Educação e técnicos-administrativos no sentido de qualificar a sua atuação em processos de gestão administrativa, financeira e pedagógica das escolas municipais e contextos educativos, considerando as políticas públicas da educação em inter-relações com os desafios educacionais da contemporaneidade.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>O curso foi guiado pelas legislações relacionadas à educação, como a Constituição Federal de 1988, a Lei nº. 9.394/96, que trata das Diretrizes e Bases da Educação Nacional e o Plano Nacional de Educação. A ação teve início antes da pandemia, mas não foi paralisada devido à crise sanitária.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Por aulas via Google Classroom, Lunardi, outros docentes da UFSM, pós-graduandos do Programa de Políticas Públicas e Gestão Educacional dão aulas e também contam com o apoio de profissionais da <strong>Promotoria Regional de Educação de Santa Maria, Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul e União dos Conselhos Municipais do Rio Grande do Sul</strong> e demais convidados para auxiliar os gestores da educação em seus desafios frente à pandemia. </p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Em 2019 e 2020, Lunardi trabalhou com os conselheiros municipais e também professores da rede municipal de Cachoeira do Sul, através de uma formação de 120h com os docentes, que juntos totalizaram mais de 150 participantes. Com o sucesso dessa ação e de outras promovidas pelo projeto, a professora ofertou um curso de curta duração no mês de junho para 44 municípios pertencentes a  Promotoria Regional de Educação de Santa Maria (Preduc), em parceria com o Ministério Público e com a União dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME). Neste curso, secretários de educação, professores e funcionários das secretarias tiveram a oportunidade de discutir sobre Políticas públicas e gestão educacional e escolar em tempos de pandemia do Covid-19.</p>
[caption id="attachment_936" align="alignleft" width="300"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/609/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-07-at-20.48.43-300x300.jpeg" alt="" width="300" height="300" /> Foto de divulgação do Primeiro Encontro do curso iniciado em junho de 2021.[/caption]
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Além da extensão e do ensino, Lunardi é líder do Grupo de Pesquisa Redes de Estudos e Pesquisas em Gestão Educacional CNPP/UFSM. Os integrantes do grupo são protagonistas no planejamento e desenvolvimento dos projetos de ensino, pesquisa e extensão, com a participação de acadêmicos da Pós-graduação, Graduação e professores da rede básica e superior.</p>
[caption id="attachment_934" align="alignright" width="300"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/609/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-07-at-20.42.54-300x225.jpeg" alt="Grupo de Pesquisa REDES" width="300" height="225" /> Grupo de Pesquisa REDES em apresentação.[/caption]
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Elisiane Machado Lunardi é graduada e licenciada em Pedagogia pelo Centro de Educação da UFSM (1991), , especializada em Orientação Educacional pelo Curso de Especialização em Gestão Escolar/CE/UFSM (2000) e mestranda em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação/CE/UFSM (2002) pela Universidade Federal de Santa Maria. Atualmente, Lunardi é professora adjunta da Universidade Federal de Santa Maria no Departamento de Administração Escolar, atuando na graduação com as disciplinas de Pesquisa em Educação, Políticas Públicas, Gestão Educacional e Pesquisa em Educação. Também é professora credenciada no Programa e Pós-graduação em Políticas Públicas e Gestão Educacional e do Centro de Educação da UFSM, na Linha de Pesquisa 01: Políticas e gestão da escola básica e superior. A professora diz que "a UFSM é uma grande mãe, ela nos acolhe muito".</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
[caption id="attachment_937" align="alignleft" width="300"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/609/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-07-at-20.44.16-300x225.jpeg" alt="Grupo de Pesquisa REDES" width="300" height="225" /> Grupo de Pesquisa REDES.[/caption]
<p>Depois de sua formação em Pedagogia pela UFSM, Lunardi entrou no mercado de trabalho e atuou por mais de 20 anos na rede pública municipal de Santa Maria e também em Instituições de Ensino Superior. Em 2016, ingressou no quadro de docentes no Departamento de Administração Escolar, Centro de Educação, da UFSM.  "Educação para mim é empoderamento", diz a professora.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Mulheres Sustentáveis e Transformadoras - Giuliana Redin e o ODS 16</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinfra/uma/2021/07/02/mulheres-sustentaveis-e-transformadoras-giuliana-redin-e-o-ods-16</link>
				<pubDate>Fri, 02 Jul 2021 19:51:54 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[agenda2030]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[UMAFSMsustentável]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres sustentaveis e transformadoras]]></category>
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		<category><![CDATA[ods16]]></category>
		<category><![CDATA[umaufsm]]></category>

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						<description><![CDATA[Caroline Siqueira | Bolsista de Jornalismo do Projeto Universidade Meio Ambiente A paz é elemento fundamental para o desenvolvimento sustentável. Quando uma nação entra em guerra, suas prioridades se tornam outras e demandas essenciais como alimentação, saúde e educação ficam em segundo plano. Uma guerra surge através das insatisfações de determinado grupo com as instituições [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":842,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/609/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-18.26.55-1-1024x341.jpeg" alt="" class="wp-image-842" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Caroline Siqueira | Bolsista de Jornalismo do Projeto Universidade Meio Ambiente</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A paz é elemento fundamental para o desenvolvimento sustentável. Quando uma nação entra em guerra, suas prioridades se tornam outras e demandas essenciais como alimentação, saúde e educação ficam em segundo plano. Uma guerra surge através das insatisfações de determinado grupo com as instituições vigentes, como por exemplo a <strong>desigualdade social, o preconceito, a corrupção, abuso e exploração de crianças e violências contra determinados grupos sociais</strong>. Ao longo da história, guerras e conflitos internos vitimaram milhares de civis e trouxeram ainda mais problemas à população afetada por estas ações.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Por não terem acesso a estes direitos básicos e por estarem sempre correndo risco de vida, a comunidade civil que está no palco de um conflito armado ainda se vê obrigada a deixar seu país de origem e pedir<strong> refúgio em outras nações,</strong> que nem sempre a recebem da melhor forma. Segundo relatório organizado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) <a href="https://www.unhcr.org/flagship-reports/globaltrends/"><em>“Global Trends”</em></a><em>, </em>79,5 milhões de pessoas estavam deslocadas até o final de 2019 por guerras, conflitos e perseguições – um número sem precedentes, jamais verificado pelo ACNUR.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Atualmente, pessoas naturais da Síria, Venezuela, Afeganistão e Sudão do Sul, países em guerra, lideram a quantidade de refugiados pelo mundo.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A melhor forma de acabar com as guerras é evitando que elas aconteçam. Para isso, é necessário que as instituições atuem de forma eficaz. Ao perceber os problemas sociais, é de extrema importância que as organizações responsáveis e aptas pensem em ações para solucioná-los, contribuindo para o bem-estar da comunidade&nbsp; e consequentemente, colaborando para um desenvolvimento sustentável.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Pensando nisso, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou na Agenda 2030 o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 16, que visa a promoção da paz e o estímulo às instituições eficazes.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center"><em>“Reduzir significativamente todas as formas de violência e as taxas de mortalidade relacionada, em todos os lugares”</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center"><em>Artigo 1 do ODS 16</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Dentro desse ODS, há também ações contra outros temas sensíveis, como o combate à exploração sexual, ao tráfico de pessoas e à tortura. Outros temas incluídos nas metas do ODS 16 são o enfrentamento à corrupção, ao terrorismo, a práticas criminosas, especialmente aquelas que ferem os direitos humanos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Nesse contexto, o projeto de extensão universitária <strong>“Assessoria a Imigrantes e Refugiados (MIGRAIDH/CSVM) - Fase 2”</strong>, coordenado pela&nbsp; professora do&nbsp; Departamento de Direito da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Giuliana Redin, assume papel de destaque.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O Grupo de Pesquisa, Ensino e Extensão Direitos Humanos e Mobilidade Humana Internacional da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), MIGRAIDH, iniciou suas atividades nesse projeto em 2014, junto ao curso de Direito, comprometido com o direito humano de migrar. Inicialmente, era conhecido como <strong>Assessoria Jurídica a Imigrantes e Refugiados.</strong> No entanto, com a renovação da ação agora em sua segunda fase, o termo “Jurídico” foi suprimido, pois a Assessoria contava com apoio de outros cursos da Universidade além do Direito.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Atualmente, a iniciativa possui seis linhas de pesquisa nas áreas do Direito, Ciências Sociais, Comunicação Social, Letras e Psicologia da UFSM, lideradas por professoras-pesquisadoras dos respectivos cursos, e um Programa de Extensão, Assessoria a Migrantes e Refugiados. Esta Assessoria tem como objetivo geral &nbsp;promover ações para o acesso a direitos da população migrante refugiada. Para isso, é fundamental o reconhecimento de direitos e desenvolvimento de processos legislativos e políticas públicas, apoio psicossocial e ações de integração local desta população, por meio de assessoria técnico-jurídica, ações de acolhimento, atendimento psicológico, fortalecimento de redes e atuação política.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No início, a Assessoria trouxe como uma de suas pautas a instituição de uma <strong>política de ingresso na UFSM diferenciada para imigrantes em situação de vulnerabilidade e refugiados</strong>. Esta ação foi protocolada em dezembro de 2014 e inaugurou o campo extensionista do projeto. Foram publicados dois editais referentes a este sistema de ingresso, em 2017 e 2018.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“O campo das migrações foi pra mim um dos mais sensíveis na minha atuação como docente ainda muito antes de entrar na UFSM”, relata Redin. Em seu período de docência em outras instituições de ensino superior, ela ministrou a disciplina de Direito Internacional Privado e, nesta mesma época, trabalhava diretamente com o Estatuto do Estrangeiro, instrumento legal que, em sua visão, não atendia os direitos básicos dessa parcela da comunidade tão vulnerável.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A partir dessa insatisfação, ela desenvolveu sua tese de doutorado chamada “Direito de Imigrar: Direitos Humanos e Espaço Público” para denunciar a violência do Estado nessa agenda e pensar em perspectivas do reconhecimento de migrar como um direito humano.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O MIGRAIDH também contribuiu nos diálogos que antecederam o debate da nova lei de imigração. Em 2015, por exemplo, foi produzida uma nota técnica referente às novas legislações sobre os direitos dos imigrantes, que estavam em discussão no Brasil, que eles defenderam no Congresso Nacional e a UFSM foi a única Universidade que apresentou comentários exaustivos sobre esta temática.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Quando Redin entrou no corpo docente da UFSM, em 2012, começou a consolidar um espaço de discussão mais aprofundada sobre o tema das migrações internacionais sob a perspectiva do direito humano de migrar. Em 2013, foi fundada a primeira linha de pesquisa, que agora também está em sua segunda fase, chamada “Proteção e Promoção dos Direitos Humanos de Migrantes e Refugiados no Brasil”. Mais tarde, em 2014, surgiu a necessidade das ações práticas, visando a inclusão social dos imigrantes e refugiados, a partir daí, a Assessoria se iniciou.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Durante a pandemia, os problemas relacionados à assistência dessa comunidade foram agravados. Com o fechamento das fronteiras, os imigrantes começaram a entrar no país informalmente, o que trouxe uma série de casos de exploração de trabalho e supressão de direitos: “É uma situação em cadeia, uma situação de&nbsp; vulnerabilidade potencializada”, relata a professora. Por exemplo, os imigrantes que acabaram chegando ao país sem documentação, não conseguiram acessar o sistema de saúde brasileiro, nem matricular seus filhos nas escolas, pois como as aulas presenciais estavam proibidas e alguns pais estrangeiros também não conseguiam proporcionar financeiramente ferramentas fundamentais para manter o ensino remoto de seus filhos, como internet e computador.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Entretanto, a Assessoria continuou atendendo os imigrantes e refugiados de forma remota, por meio de números de telefone e Whatsapp. Hoje, a maior parte das pessoas atendidas são do Haiti, inclusive estão dentro do ambiente universitário, mas o projeto também atende uma série de outras pessoas de diferentes nacionalidades, como venezuelanos.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Dentro do ambiente universitário, a presença do imigrante traz, segundo Redin, uma “internacionalização por uma outra perspectiva, da riqueza cultural, da vivência que esses imigrantes possuem em seus países e podem aqui contribuir para uma educação contra-hegemônica”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Durante o começo de sua trajetória acadêmica, que se iniciou aos 16 anos de idade no curso de Direito, Redin diz que seu maior conflito foi sentir que estava em um lugar que não lhe pertencia. “Não me sentia confortável. Era muito presente a estética da autoridade, do poder [...] Os professores davam aula de terno e gravata e eu tive poucas professoras mulheres, uma ou duas”.&nbsp;&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A professora só começou a se identificar com o Direito quando começou a fazer estágio em uma Defensoria Pública do Rio Grande do Sul, onde teve maior contato com a população e suas questões diretamente ligadas com a desigualdade social. Foi a partir daí que começou a ver o Direito como uma área de luta por direitos. “Foram situações únicas que me ajudaram a ressignificar meu lugar no Direito”, diz Redin.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Já no mercado de trabalho, a professora conta que, na questão de gênero, sofreu um impacto muito grande quando se tornou gestante do primeiro filho, enquanto atuava em outra Instituição de Ensino Superior. Lá, ela ouviu um comentário de um homem dizendo que deveriam ser repensadas as contratações de professoras da idade que Redin estava na época, pois as professoras dessa idade estavam engravidando e isso seria um problema. “A gente tem que lidar com essa questão de ser um corpo instrumentalizado num sistema de produção”, desabafa a professora.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Mas Redin se mostra esperançosa quanto a mudança dessas estruturas e diz que, para iniciarmos essa mudança, é necessária a educação, e principalmente, a educação em Direitos Humanos. “A educação em Direitos Humanos é promotora de toda a educação, de todo um conhecimento emancipador e capaz de nos afirmar em nossa condição humana. [...] Enquanto a gente tem esperança e vê o brilho no olho de um estudante, de um colega que se sensibiliza, é isso que vai nos motivando. E o brilho no olho é a esperança.”</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Mulheres Sustentáveis e Transformadoras - Simone Messina e o ODS 15</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinfra/uma/2021/06/23/mulheres-sustentaveis-e-transformadoras-simone-messina-e-o-ods-15</link>
				<pubDate>Wed, 23 Jun 2021 20:36:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[agenda2030]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[release]]></category>
		<category><![CDATA[UMAFSMsustentável]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres sustentaveis e transformadoras]]></category>
		<category><![CDATA[mulheresnaciencia]]></category>
		<category><![CDATA[ods15]]></category>

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						<description><![CDATA[Caroline Siqueira | Bolsista de Jornalismo do Projeto Universidade Meio Ambiente (UMA) A Terra abriga milhões de espécies de animais e plantas, colecionando uma série de seres vivos únicos que ocupam espaço fundamental no ecossistema. Quando falamos disso, é necessário que saibamos que a sobrevivência desses organismos depende de fatores bióticos (todos os organismos vivos [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><!-- wp:image {"id":842,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} --></p>
<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/609/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-18.26.55-1-1024x341.jpeg" alt="" /></figure>
<p><!-- /wp:image --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>Caroline Siqueira | Bolsista de Jornalismo do Projeto Universidade Meio Ambiente (UMA)</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>A Terra abriga milhões de espécies de animais e plantas, colecionando uma série de seres vivos únicos que ocupam espaço fundamental no ecossistema. Quando falamos disso, é necessário que saibamos que a sobrevivência desses organismos depende de fatores bióticos (todos os organismos vivos envolvidos) e abióticos (fatores físicos e químicos do ambiente, como disponibilidade e qualidade de água).</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Problemas ambientais como desmatamento, queimadas, caça ilegal, tráfico e poluição hídrica vêm colocando toda essa biodiversidade em risco. Um <a href="https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fcosc.2020.615419/full">relatório produzido pela Organização das Nações Unidas (ONU), </a>publicado em janeiro deste ano, indica que cerca de um milhão de espécies de animais estão sob risco de extinção no mundo. A Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção (CITES) protege aproximadamente 5.950 espécies de animais e 32.800 espécies de plantas de todo o mundo, separadas em três anexos de acordo com o grau de ameaça. </p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Diante desse contexto, surge dentro da Agenda 2030 da ONU o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 15, que prevê a proteção da vida na Terra.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><em>“Tomar medidas urgentes e significativas para reduzir a degradação de habitat naturais, estancar a perda de biodiversidade e, até 2020, proteger e evitar a extinção de espécies ameaçadas.”</em></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><em>Artigo 5 do ODS 15</em></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) abraça essa causa e dentre várias ações e projetos que atendem ao ODS 15, trazemos em destaque hoje, no 15º episódio da série Mulheres Sustentáveis e Transformadoras, o trabalho da Técnica em Assuntos Educacionais da UFSM Simone Messina. Servidora da UFSM há oito anos, Simone Messina atua hoje como coordenadora do Núcleo de Educação Socioambiental do Jardim Botânico e também do projeto Telhado Verde.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
[caption id="attachment_929" align="alignleft" width="300"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/609/2021/06/jd-botanico-3-300x225.jpeg" alt="" width="300" height="225" /> Fachada do Jardim Botânico da UFSM. Foto por Aline Dalpont (2020).[/caption]
<p>O Núcleo de Educação Socioambiental do Jardim Botânico visa ao desenvolvimento de atividades de ensino e práticas de educação ambiental. Por meio de oficinas e vídeos educativos, o Núcleo sensibiliza visitantes do Jardim e escolas que entram em contato e solicitam atividades voltadas às temáticas ambientais. Devido à pandemia (COVID-19), essas ações estão sendo realizadas de forma virtual. A  partir de julho, as oficinas de educação socioambiental do Jardim Botânico serão ofertadas para as escolas da região de Santa Maria, todas realizadas remotamente.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Nessas oficinas, é salientada a importância do ecossistema e a sua complexidade: <strong>“O ecossistema é todo interligado. Uma árvore, por exemplo, não é somente um organismo fornecedor de oxigênio para os seres humanos, é também um lugar onde os pássaros moram, insetos se alimentam…”, </strong>relata a técnica.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
[caption id="attachment_928" align="alignright" width="300"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/609/2021/06/jd-botanico-1-300x200.jpeg" alt="" width="300" height="200" /> Fonte no Telhado Verde do Jardim Botânico.[/caption]
<p>Já o Telhado Verde é uma ação de extensão universitária que envolve três dimensões: a engenharia sustentável, o paisagismo e a educação socioambiental. <strong>“O Telhado verde é uma ação inovadora, pois envolve tecnologia e ambiente”,</strong> diz Messina. O objetivo dessa ação é abordar os problemas  ambientais no meio urbano e mostrar como o Telhado Verde pode ser uma solução viável para o desenvolvimento sustentável. Além disso, o Telhado Verde conta com a presença de plantas nativas da região e algumas exóticas, sendo um importante espaço de conservação ambiental.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Messina também é envolvida com a participação do Jardim no <a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/educacao-basica-em-rede/"><strong>UFSM em Rede com a Educação Básica</strong></a>, programa de desenvolvimento institucional que visa produzir, colaborativamente, recursos e materiais didático-curriculares para alunos(as) sem acesso à internet, veiculando, através de canal aberto de TV e programas de rádio, os principais conteúdos das diferentes áreas/campos do conhecimento, nos diferentes níveis da Educação Básica, com interlocução e protagonismo de professores(as) das redes de ensino público de municípios do estado do Rio Grande do Sul. </p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>O Jardim Botânico ainda é um guarda-chuva de outros projetos, envolvendo áreas como Arquitetura, Engenharia Florestal, Turismo, Artes, Paisagismo, entre outros. A técnica atua para que o Jardim esteja numa posição estratégica de visibilidade dentro do campus e na região central do RS,  sendo atrativo ao público, focando na sustentabilidade ambiental.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Entretanto, a relação da técnica com o Jardim Botânico vem antes disso. Enquanto ainda estava na sua graduação em Ciências Biológicas na UFSM, Messina foi bolsista no Jardim, durante três anos, pelo Fundo de Incentivo à Extensão (FIEX) sendo a primeira monitora de educação ambiental neste espaço. <strong>“Nunca imaginei que o mundo ia dar essa volta e eu voltaria a trabalhar agora como servidora e coordenadora de educação socioambiental no Jardim Botânico”</strong>, diz a técnica. </p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Durante toda a sua jornada, Messina teve e ainda tem um forte vínculo com a Educação Ambiental, com especialização na área e participação em projetos como o Programa de Educação Socioambiental Multicentros (2010-2020). Assim que se formou, ela chegou a trabalhar como professora de ciências de escola particular, mas logo surgiu a oportunidade do concurso público da UFSM, no qual foi aprovada e ingressou na instituição em 2013.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Na UFSM, a servidora foi alocada no curso de Letras, onde trabalhou por cinco anos até que, em 2018,  recebeu o convite do Diretor Renato Záchia para trabalhar no Jardim Botânico e o aceitou. Lá, ela teve a responsabilidade de coordenar o Núcleo de Educação Socioambiental do Jardim, devido a suas experiências. </p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Antigamente, o Jardim recebia as escolas e era oferecido somente um tour pelas dependências e Messina percebeu que o Jardim tinha muito mais a oferecer, visto que é um espaço de conservação de espécies nativas, bem como de ensino, pesquisa e extensão. Então, em conjunto com a equipe (alunos da UFSM e professores do Depto. de Biologia), a técnica implantou um sistema de oficinas educativas de diversos temas, como plantas carnívoras, plantas medicinais e plantas nativas, além de montar uma exposição de animais taxidermizados (cedidos pelo Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal/UFSM) no Jardim.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>As visitas escolares eram agendadas por um formulário virtual e eram realizadas presencialmente, antes da pandemia. No ano de 2019, o Jardim Botânico recebeu 10.000 visitantes. A RBS TV, inclusive, realizou uma reportagem sobre as ações do Jardim e, logo no outro final de semana, após a publicação do conteúdo, o Jardim recebeu 300 visitantes. Infelizmente, essa movimentação teve uma paralisação completa devido à pandemia e à suspensão das atividades presenciais, pela Portaria UFSM n. 9733/2020.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
[caption id="attachment_927" align="alignleft" width="300"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/609/2021/06/jd-botanico-2-300x200.jpeg" alt="" width="300" height="200" /> Simone Messina no Telhado Verde do Jardim Botânico da UFSM.[/caption]
<p>Hoje, são quase 20 alunos ligados ao Jardim, entre estagiários, bolsistas e voluntários. <strong>“A Equipe é muito unida. Graças a todo esse empenho que a gente fez, o Jardim hoje é mais conhecido pela comunidade santa-mariense e região”</strong>, diz a técnica. Entre eles, está a antiga bolsista do Jardim Daiane Oliveira, formada em Paisagismo e atual estudante de Ciências Biológicas da UFSM, a qual trabalhou junto à Simone e com o auxílio de uma indicação da técnica, ela conseguiu um emprego na empresa SulClean nos serviços de jardinagem do Jardim. <strong>“Sinto que nasci para ajudar pessoas a desenvolver seus potenciais”</strong>, revela Simone. Ela ainda diz que gosta de estar  próxima à equipe em todas as ações e participa ativamente desde o planejamento até a implementação das atividades, sejam educacionais ou práticas. <strong>“Me sinto realizada em poder contribuir com o Jardim Botânico da UFSM e com o nosso público.” </strong>diz Messina.</p>
<p>A técnica relembra que antes de entrar no curso de Ciências Biológicas, foi inspirada por uma professora de Biologia e hoje ela se sente realizada em poder inspirar outras pessoas também. Atualmente, ela está fazendo doutorado na área da Educação com foco em extensão universitária.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:image {"id":927,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} --></p>
<p><!-- /wp:image --></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Mulheres Sustentáveis e Transformadoras: Eliane Maria Foleto e o ODS 14</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinfra/uma/2021/06/16/mulheres-sustentaveis-e-transformadoras-eliane-maria-foleto-e-o-ods-14</link>
				<pubDate>Wed, 16 Jun 2021 21:02:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[release]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres sustentaveis e transformadoras]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 14]]></category>

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						<description><![CDATA[A água é um recurso indispensável para a nossa sobrevivência. Como exposto numa na matéria Nós precisamos falar sobre a água, os corpos d’água vêm sofrendo cada vez mais com as consequências das ações do ser humano. A pesca predatória, a deposição de resíduos industriais, agrotóxicos, esgoto doméstico e o plástico são os principais agentes [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":842,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/609/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-18.26.55-1-1024x341.jpeg" alt="" class="wp-image-842" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A água é um recurso indispensável para a nossa sobrevivência. Como exposto numa <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinfra/uma/2021/03/22/nos-precisamos-falar-sobre-a-agua/">na matéria Nós precisamos falar sobre a água</a>, os corpos d’água vêm sofrendo cada vez mais com as consequências das ações do ser humano. A pesca predatória, a deposição de resíduos industriais, agrotóxicos, esgoto doméstico e o plástico são os principais agentes poluentes dos recursos hídricos. A fauna e a flora marinha vêm perdendo grande parte de sua diversidade devido a essas problemáticas e isso se tornou pauta de diferentes congressos mundiais.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Pensando nisso, a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) prevê o <a href="http://www.agenda2030.org.br/ods/14/">Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 14</a>, que visa conservar e promover o uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center"><em>“Até 2025, prevenir e reduzir significativamente a poluição marinha de todos os tipos, especialmente a advinda de atividades terrestres, incluindo detritos marinhos e a poluição por nutrientes.”</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center"><em>Artigo 1 do ODS 14</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Mas para mudar o cenário atual, é necessário entender como a água funciona, quais são seus ciclos e quais caminhos ela percorre desde a sua nascente até chegar à foz do rio, quando se encontra com um corpo d’água maior, geralmente os oceanos. Quanto a isso, o projeto de extensão “Hidrossítios no Geoparque da Quarta Colônia”, coordenado pela professora do Departamento de Geociências do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) e do Programa de Pós Graduação em Geografia da UFSM, Eliane Maria Foleto, ganha grande destaque.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Com início datado em 2018, a ação visa, através de visitas aos nove municípios que abrigam o Geoparque Quarta Colônia, levantar junto aos gestores e representantes da comunidade quais são os mananciais hídricos, superficiais, subterrâneos que apresentam singularidade; definir dentre mananciais apontados quais possuem atributos excepcionais a serem inventariados; delimitar os hidrossítios de maior valor patrimonial e, construir junto ao Poder Público e comunidade, o caminho das águas no Geoparque da Quarta Colônia.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Quarta Colônia é composta por nove municípios gaúchos: Agudo, Dona Francisca, Faxinal do Soturno, Ivorá, Nova Palma, Pinhal Grande, Restinga Seca, São João do Polêsine e Silveira Martins.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Apesar da ação ser recente, o contato de Eliane Foleto com a natureza e os recursos hídricos começou muito antes disso. “Estou nesse debate muito antes da cúpula da Agenda 2030 traçar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, diz a professora. Desde pequena, filha de agricultores e com infância dentro do meio rural, ela brincava com o pé no chão e nos rios próximos de casa.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ao entrar na Faculdade de Ciências e Letras Imaculada Conceição (FIC), no curso de Geografia Licenciatura, ela teve maior contato com as questões ambientais e nutriu ainda mais o seu interesse em se tornar professora, pois ela gostava da ideia de difundir e “plantar sementinhas” de conhecimento. Ao terminar sua graduação em 1989, ela optou por continuar sua carreira acadêmica e fez mestrado em Engenharia Civil, na área de Cadastro Técnico Multifinalitário, pela Universidade Federal de Santa Catarina&nbsp; (UFSC) em 1995.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Já em 1996, entrou no quadro de docentes da Universidade Federal de Santa Maria, oferecendo, dentre outras disciplinas, a matéria de Hidrogeografia. Nessa cadeira, a água é trabalhada como um indicador de qualidade ambiental e ainda como um agente que se transforma (seus estados físicos da matéria), mas ao mesmo tempo, transforma a paisagem, através de processos de erosão, transporte e deposição. Outra perspectiva trazida por essa disciplina é olhar a água como elemento integrante e estruturante da paisagem.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Nesse mesmo período, o Brasil estava passando por uma reestruturação na legislação ambiental e aprovou em 1997 a Lei n. 10.350, que indica como instrumentos de gerenciamento da água o plano de recursos hídricos, o enquadramento de recursos hídricos, a outorga dos usos e o plano de informações para tais recursos.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A partir dessa movimentação política nacional, a professora sentiu a&nbsp; necessidade em se especializar na área de recursos ambientais. Então, ela solicitou o afastamento na Universidade e foi fazer o doutorado na área de Engenharia de Produção da UFSC numa linha de pesquisa de Gestão Ambiental. Quando ela retornou de seu doutorado, no final de 2003, o curso de mestrado em Geografia acabara de ser aprovado na UFSM. A partir de então, a professora passou a ministrar uma disciplina que discute sobre o uso racional dos recursos hídricos e o desenvolvimento sustentável.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Apesar de estar ligada às causas ambientais em função&nbsp; da pesquisa, Foleto sentia vontade de aplicar esses conhecimentos com a comunidade e colocar em prática aquilo que estudava na Universidade. Seguindo essa vontade, em 2004, a professora aproximou-se da F<a href="http://www.fundacaomoa.org.br/pesquisas.php">undação Mo’Ã</a> de Santa Maria, uma ONG que foi instituída por professores aposentados da UFSM e atua, desde 1997, na região central do Rio Grande do Sul. A fundação tem lugar de fala em vários conselhos, como o Conselho Municipal de Meio Ambiente de Santa Maria e no Comitê de Bacias Hidrográficas de Santa Maria.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em setembro de 2007, a organização recebeu por doação uma propriedade de 25 hectares no município de Itaara, distante 12km do centro de Santa Maria. Lá, a professora foi desafiada a criar uma Unidade de Conservação. Dentro desse território, existem três nascentes de água e a professora faz questão de levar seus alunos para lá. Os discentes da UFSM pesquisam e realizam ações nas unidades de conservação no município de Santa Maria. Dentro dessas discussões científicas, surgiu o livro <strong>Áreas Protegidas</strong>. Publicado pela Editora da UFSM, é uma coletânea de trabalhos realizados voluntariamente por acadêmicos e docentes da UFSM nessa perspectiva de áreas protegidas e foi organizado pela professora Eliane Maria Foleto e pela Dalvana Brasil do Nascimento. Ele está disponível para compra no <a href="https://editoraufsm.com.br/areas-protegidas.html">site da Editora da UFSM </a>e também possui versão e-book.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ainda dentro da Mo’Ã, Foleto organizou a obra <strong>A Conservação da Água sob Diferentes Olhares</strong>, que foi uma consequência do trabalho da Fundação em conjunto com a comunidade do município de Itaara e de parcerias acadêmicas relacionadas ao projeto.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em 2015, o Grupo de Pesquisa que a professora fazia parte, o <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/grupo-de-apoio-e-incentivo-a-adocao-gaia-sm/">Grupo de Análise e Investigação Ambiental (Gaia)</a>, teve uma ampliação e foi criado o Grupo Patrimônio Natural Geoconservação e Gestão da Água (Pangea). Nele, a professora é responsável pela temática Gestão da Água, na área dos hidrossítios.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Nesse mesmo período, a questão dos Geoparques começou a ganhar maior visibilidade no meio acadêmico e a UFSM acabou se envolvendo diretamente com esses dois projetos. Atualmente, a Universidade possui ações nos Geoparques Caçapava do Sul e Quarta Colônia. E é a partir daí que o projeto coordenado por Foleto ganha suas primeiras formas.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“O hidrossítio é um patrimônio. A ideia é que utilizemos esses geossítios de caráter hidrológico que têm um apelo muito grande junto à sociedade para conscientizar a comunidade sobre a importância da conservação da água.”, explica a professora.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Mas não são todos os recursos hídricos que se tornam hidrossítios: “O hidrossítio precisa ter valor ecológico, valor hidromorfológico, valor estético para o apelo da comunidade, sociocultural (roda d'água, barramento) e importância científica”, ressalta Foleto.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os chamados hidrossítios servem como uma espécie de bandeira para a sensibilização e conscientização da população frente à conservação do meio ambiente e dos recursos hídricos. “A importância de manter áreas verdes e instituir unidades de conservação neste processamento de água é que elas possuem papel fundamental s vão reter naturalmente o escoamento e fazer com que as águas infiltrem e regulem a vazão nos períodos de estiagem”, esclarece a professora.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Foleto também chama a atenção para a crise ambiental que estamos vivendo. Ela diz que é essencial que haja uma revisão do nosso consumo e das problemáticas relacionadas ao meio ambiente o quanto antes, pois se não, as consequências serão ainda mais graves.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em relação à docência e à ideia de plantar sementes de conhecimentos, a professora Eliane Foleto já vem colhendo frutos. Ela se&nbsp; orgulha em dizer que tem um ex-aluno concursado que atua hoje no Instituto Brasileiro&nbsp; do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis no Norte do país e também fala sobre uma aluna de doutorado que trabalha em um projeto de investigação na Universidade de Coimbra, definindo áreas prioritárias para conservação, nessa mesma perspectiva ambiental.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Mulheres Sustentáveis e Transformadoras - Carina Petch, Natalia Batista e o ODS 13</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinfra/uma/2021/06/09/mulheres-sustentaveis-e-transformadoras-carina-petch-natalia-batista-e-o-ods-13</link>
				<pubDate>Wed, 09 Jun 2021 20:33:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[release]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres sustentaveis e transformadoras]]></category>
		<category><![CDATA[ods13]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinfra/uma/?p=917</guid>
						<description><![CDATA[Não é novidade que a questão climática vem se tornando uma preocupação para as organizações mundiais. Como explicado em nossa página, o aumento da temperatura da Terra traz consequências transversais e precisa ser amenizado imediatamente.&nbsp; Não por acaso que Greta Thunberg foi nomeada pela revista Time como a pessoa do ano de 2019. A ativista [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":842,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/609/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-18.26.55-1-1024x341.jpeg" alt="" class="wp-image-842" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Não é novidade que a questão climática vem se tornando uma preocupação para as organizações mundiais. Como <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinfra/uma/mudancas-climaticas">explicado em nossa página</a>, o aumento da temperatura da Terra traz consequências transversais e precisa ser amenizado imediatamente.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Não por acaso que Greta Thunberg foi nomeada pela revista Time como a pessoa do ano de 2019. A ativista ambiental sueca de apenas 16 anos na época, iniciou suas ações contra o aquecimento global em agosto de 2018, quando abdicou de suas aulas e acampou durante dias na frente do parlamento sueco, protestando por ações mais efetivas para a mitigação do aumento da temperatura terrestre.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Desde então, as movimentações de Thunberg começaram a ser reconhecidas mundialmente e hoje, aos 18 anos, a ativista coleciona reuniões e entrevistas com chefes de Estado da Organização das Nações Unidas (ONU) e aparições em veículos midiáticos de grande notoriedade. Além disso, ela inspirou milhões de pessoas a se juntarem à greve climática global de 2019, a maior manifestação climática da história da humanidade.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O caso de Thunberg serve para exemplificar o valor da movimentação estudantil e jovem frente às questões socioambientais. No dia 25 de março de 2021, foi realizada a&nbsp; <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinfra/uma/2021/03/26/aula-virtual-pelo-clima-aborda-poder-da-juventude-frente-as-mudancas-climaticas/">Aula Virtual pelo Clima</a>, promovida pela Agência Íntegra, Mão na Mídia, Universidade Meio Ambiente (UMA) e pelo Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM-FW. O evento,&nbsp; transmitido pelo <a href="https://www.youtube.com/channel/UCmbF6QuzFUnKVnxeNU3K4UQ">canal do Youtube do Mão na Mídia</a>, teve como destaque as falas de Amanda Costa e Renata Padilha e mediação do acadêmico de Relações Públicas da UFSM-FW Kawê Veronezi e da jornalista egressa da UFSM-FW Lívia Trindade. Nela, também foi abordado o poder da juventude frente às mudanças climáticas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Percebendo essa realidade, a Agenda 2030 traz o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 13, que indica a Ação Contra a Mudança Global pelo Clima.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center"><em>“</em><em>Melhorar a educação, aumentar a conscientização e a capacidade humana e institucional sobre mitigação global do clima, adaptação, redução de impacto, e alerta precoce à mudança do clima”</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center"><em>Artigo 3 do ODS 13.</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Universidade Federal de Santa Maria tem uma <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinfra/uma/2021/03/16/como-os-projetos-da-ufsm-colaboram-a-favor-da-ods-13/">série de ações</a> que atendem esse ODS. No 13º episódio da série Mulheres Sustentáveis e Transformadoras, nós salientamos o “Projeto Interpolar de Formação de professores e oficinas pedagógicas sobre Antártida e Andes”,&nbsp; coordenado pela professora Carina Petsch e co-orientado pela professora Natália Lampert. As duas se conheceram enquanto Lampert estava no programa de pós-graduação em Geografia, quando ela e Petsch trabalharam juntas em oficinas de cartografia do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid).&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A ideia do projeto veio da professora Carina Petsch, que trabalha há muitos anos com a temática polar. Com graduação, mestrado e doutorado em Geografia, Petsch já havia realizado outras pesquisas relacionadas às mudanças climáticas. Desde que entrou na UFSM, Petsch pesquisa e realiza oficinas sobre a Antártida, mas foi no final de 2019, quando é celebrado em 1º de dezembro o dia da Antártida, que o projeto ganhou forma.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Nesta data, ocorreu a primeira oficina voltada ao ensino das temáticas interpolares, realizada por Petsch e Natália Lampert, agora pós doutoranda. A partir daí, o Projeto Interpolar começou a dar seus primeiros passos. Iniciado formalmente em fevereiro de 2020, o projeto é voltado para a &nbsp;criação de estratégias metodológicas para o ensino de Antártica e Andes com professores e alunos da educação básica, o trabalho extensionista é desenvolvido a partir da realização de formações de professores, oficinas pedagógicas com alunos e docentes e com a realização de eventos como a “Semana Polar” e o “Dia da Antártica”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center"><em>“Integrar medidas da mudança do clima nas políticas, estratégias e planejamentos nacionais”</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center"><em>Artigo 2 do ODS 13</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O projeto foi registrado poucos dias antes do anúncio da pandemia, então suas atividades não foram afetadas tão gravemente. Entre elas, Lampert chama atenção para o curso “Casos de Antártida”, organizado todo em formato remoto. Realizado entre setembro e dezembro de 2020, essa capacitação tinha o objetivo de envolver futuros professores, atuais graduandos de Geografia de diferentes instituições,&nbsp; que tinham interesse em aprender mais sobre a temática polar. A divulgação desta capacitação se deu via Instagram, pelo <a href="https://www.instagram.com/cartografiaviral/">perfil do projeto Cartografia Viral,</a> coordenado também pelas duas professoras.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O curso teve três encontros síncronos, atividades assíncronas e uma palestra. Montado de forma lúdica, inspirado no programa do SBT Casos de Família, foram apresentados vários casos hipotéticos com uma série de questões equivocadas, em um segundo momento, era feita a identificação de todos os erros e era realizada uma discussão científica sobre eles.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Justamente por ter sido realizado de forma remota, o curso atingiu estudantes de outras universidades, como a Universidade Federal Fluminense e a Universidade Federal de Pelotas.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Lampert entrou no projeto graças ao convite de Petsch e diz: <strong>“Tenho uma admiração gigante pela professora Carina, que é uma pessoa muito inspiradora e que acabou me despertando para a visualização de outras temáticas dentro do ensino de Geografia que, até então, eram menos trabalhadas dentro do meu contexto de atuação”.</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Natalia finaliza dizendo que todos os projetos que visam a formação de pessoas que estejam comprometidas com a realidade, seja a partir de discussões mais sociais ou ambientais, são centrais para a formação de cidadãos críticos e de uma sociedade mais justa.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As regiões polares são as mais afetadas pelo aquecimento global graças ao degelo. São diversas as espécies de animais que têm esses locais como hábitats naturais e correm risco de extinção. Ainda, durante esse processo ocorre a liberação de gases prejudiciais ao meio ambiente. Por isso é essencial a transmissão de conhecimentos sobre essas áreas tão importantes para o planeta Terra.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Mulheres Sustentáveis e Transformadoras - Jaciele Sell e o ODS 12</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinfra/uma/2021/06/02/mulheres-sustentaveis-e-transformadoras-jaciele-sell-e-o-ods-12</link>
				<pubDate>Wed, 02 Jun 2021 20:42:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[release]]></category>
		<category><![CDATA[agenda2030]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres sustentaveis e transformadoras]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 12]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinfra/uma/?p=916</guid>
						<description><![CDATA[As relações comerciais e de consumo começaram a se intensificar no século XIX, com a ascensão da Segunda Revolução Industrial. O sociólogo Karl Marx estudou essa relação da sociedade com o mercado e elaborou o conceito do fetichismo da mercadoria, que se baseia na influência que o produto tem sobre a população. Nele, o consumo [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":842,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/609/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-18.26.55-1-1024x341.jpeg" alt="" class="wp-image-842" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As relações comerciais e de consumo começaram a se intensificar no século XIX, com a ascensão da Segunda Revolução Industrial. O sociólogo Karl Marx estudou essa relação da sociedade com o mercado e elaborou o conceito do<strong> fetichismo da mercadoria</strong>, que se baseia na influência que o produto tem sobre a população. Nele, o consumo não se dá mais pela necessidade, mas sim pela ideia de que ela existe. Um exemplo disso é quando compramos uma peça de roupa da moda, quando temos outras roupas que possuem a mesma função.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No século XX, principalmente entre as décadas de 1920 e 1970, a produção e consumo industrial só aumentaram. Graças&nbsp; ao Fordismo, modelo de produção industrial que visa otimizar o tempo e produzir em massa, o sistema industrial se transformou por completo, focando mais na<strong> quantidade</strong> do que na <strong>qualidade</strong>. A partir desse contexto, de lá até aqui, o consumo desenfreado continuou aumentando.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A problemática dessa questão é transversal, pois com a alta demanda da produção e consumo, a retirada de matérias primas da natureza aumenta a quantidade de resíduos gerados antes, durante e após a compra do produto. Isso não só traz prejuízos ao meio ambiente, como a&nbsp; questão do lixo e poluição dos oceanos, por exemplo, mas também revela as desigualdades sociais que um consumo não sustentável traz para a comunidade. Enquanto muitos consomem demais, milhões estão abaixo da linha da pobreza.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Outra análise cabível a essa discussão sobre consumo é o uso descabido de água e energia. Além do custo ser alto, as consequências para a natureza derivadas desse comportamento nocivo são graves. E ainda: <strong>a preferência nacional por produtos e serviços internacionais.</strong> O mercado nacional e principalmente o local, como comércios de pequenos produtores rurais, se desvaloriza com isso e perdemos um grande potencial de gerar riquezas em nosso país de origem.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Diante desse contexto, a Agenda 2030, objeto criado pela Organização das Nações Unidas que visa um Desenvolvimento Sustentável, lançou o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 12, que visa o Consumo e Produção Responsáveis.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center"><em>“Até 2030, garantir que as pessoas, em todos os lugares, tenham informação relevante e conscientização sobre o desenvolvimento sustentável e estilos de vida em harmonia com a natureza”</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center"><em>Artigo 8 do ODS 12</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Universidade Federal de Santa Maria realiza diversas ações que atendem esse ODS, mas no 12º episódio da série Mulheres Sustentáveis e Transformadoras, damos destaque ao projeto <strong>“</strong><strong>Geoparque Quarta Colônia”, </strong>coordenado pela técnica em Assuntos Educacionais na Pró-Reitoria de Extensão da UFSM, <strong>Jaciele Carine Sell. </strong>Sell também é pesquisadora do Grupo de Pesquisa Patrimônio Natural, Geoconservação e Gestão da Água (PANGEA), e atua principalmente nos seguintes temas: Educação Ambiental, Patrimônio Paisagístico, Ordenamento Territorial, Impactos Socioambientais e Sustentabilidade.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O projeto em questão prevê a implementação e coordenação de uma estratégia de desenvolvimento regional sustentável no território da Quarta Colônia, visando à certificação geoparque por meio da conservação do patrimônio natural e cultural, da educação para o meio ambiente, bem como do incentivo ao turismo local, através da apropriação do conhecimento, da formação acadêmica, da pesquisa, da extensão, da intervenção e da articulação junto ao poder público local, entidades e sociedade civil organizada.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Geoparques são territórios de características singulares reconhecidas pela UNESCO em que as características geográficas e culturais são únicas e devem ser preservadas e utilizadas de forma sustentável para gerar desenvolvimento regional. Esse desenvolvimento pode se dar no turismo, na criação de produtos, na gastronomia, no artesanato e em todas as formas de atividades que conservem e valorizem o patrimônio geológico-geomorfológico, como rochas, minerais, água, solos, relevos, paisagens e fósseis, em associação à cultura da comunidade.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center"><em>“Desenvolver e implementar ferramentas para monitorar os impactos do desenvolvimento sustentável para o turismo sustentável que gera empregos, promove a cultura e os produtos locais”</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center"><em>Artigo B do ODS 12</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O Geoparque da Quarta Colônia é composto por nove municípios gaúchos: Agudo, Dona Francisca, Faxinal do Soturno, Ivorá , Nova Palma , Pinhal Grande , Restinga Seca , São João do Polêsine e Silveira Martins.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A entrada de Jaciele Carine Sell nesse projeto é cercada de muita história e está intrinsecamente ligada à Universidade. <strong>“Toda a minha história se constrói pela UFSM”</strong>, diz.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Sell entrou na UFSM pela primeira vez em 2005, aos 17 anos, no curso de Geografia. Lá, a técnica teve contato com essa área que, segundo ela, é naturalmente crítica, já que discute uma série de acontecimentos políticos e históricos pelo globo. A partir daí, Sell se envolveu cada vez mais com o meio universitário, morou na Casa do Estudante, se envolveu em projetos de&nbsp; pesquisa e extensão e, inclusive, atuou como professora do Projeto Institucional de Extensão "ALTERNATIVA PRÉ-VESTIBULAR POPULAR" no Programa Universidade Aberta.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A&nbsp; técnica foi a primeira de sua família a entrar no ensino superior e decidiu seguir sua trajetória no meio acadêmico. Ela fez seu mestrado e doutorado em Geografia também pela UFSM e mais tarde, passou no concurso público para atuar como Técnica em Assuntos Educacionais na Universidade, cargo que exerce atualmente.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Durante sua atuação na Pró-Reitoria, Jacielle Sell entrou em contato com o projeto Geoparque Quarta Colônia e se tornou coordenadora da ação. Com mais de três anos de existência, esta iniciativa de extensão prevê o desenvolvimento regional, não só o econômico, mas em todas as esferas que ele atende.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>“O território só se desenvolve se ele considera a sua identidade, suas características e o potencial local para criar estratégias de desenvolvimento e de forma alguma acredito que o desenvolvimento venha de fora, ou venha trazido por um capital externo”</strong>, diz a técnica.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Além da conservação ambiental, o ponto fundamental do Geoparque da Quarta Colônia, segundo Sell, é que a comunidade local ganhe dinheiro com o seu patrimônio sem o destruir e sem o vender.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo Jaciele Sell, esta iniciativa serve de apoio para várias outras ações universitárias.<strong> “É um guarda chuva que tem diversos outros projetos dentro dele”, </strong>diz a técnica. Atualmente, são 54 áreas do conhecimento da Universidade que estão dentro desse guarda-chuva, entre elas a Educação Física, que conta com projetos de esportes de aventura para serem postos em prática no turismo ecológico da região.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Frente à pandemia, Sell conta que com o home-office, não há um limite: <strong>“Vivo 24 horas por dia nesse projeto”</strong>, diz ela. Seu marido também é geógrafo, atua como professor da Universidade, e participa ativamente do projeto Geoparque de Caçapava do Sul, o que só retoma as discussões sobre&nbsp; os geoparques dentro de casa. Sell conta que eles foram apelidados de “Geo casal”, e sua filha Joana, de 4 anos, de “Geoana”.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No entanto, a técnica diz que nem ela, nem sua família se incomodam com a presença dos projetos universitários em seu cotidiano, visto que são apaixonados pelo que fazem.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Fora do projeto, Jaciele Sell atua na linha de frente para a aprovação da Política de Igualdade de Gênero na UFSM, ação que visa ampliar e implementar os espaços de acolhimento do corpo acadêmico da Universidade. Apesar de estar envolvida em várias ações, a técnica confessa que <strong>ser mãe é sempre achar que está devendo participação em algum outro aspecto</strong>. Se passa muito tempo se dedicando ao projeto, ela sente que está faltando no processo de crescimento de sua filha, se passa muito tempo em casa, sente que não está dando seu máximo ao projeto.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Entretanto, a técnica reconhece: <strong>“Ser mãe e ser servidora pública é um privilégio”. </strong>Sell conta que apesar dos pesares, ela é privilegiada pelo espaço que ocupa e pelas condições de trabalho que usufrui, quando comparada à diversas outras mulheres do setor privado, que ainda possuem uma disparidade salarial alta em relação aos homens.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Sell finaliza sua fala deixando um ensinamento para as mulheres que estão no início de sua trajetória acadêmica e de trabalho: <strong>“Meu principal conselho é mediar. A construção de uma sociedade melhor passa por uma mediação”, </strong>finaliza a técnica.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Matéria: Caroline Siqueira | Bolsista de Jornalismo no UMA</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Mulheres Sustentáveis e Transformadoras - Marilise Krügel e o ODS 11</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinfra/uma/2021/05/26/mulheres-sustentaveis-e-transformadoras-marilise-krugel-e-o-ods-11</link>
				<pubDate>Wed, 26 May 2021 21:11:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[agenda2030]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[release]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres sustentaveis e transformadoras]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 11]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinfra/uma/?p=914</guid>
						<description><![CDATA[A população urbana está crescendo cada dia mais. Segundo projeções do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas de 2018, até 2050, cerca de 68% da população mundial viverá em áreas urbanas. O crescimento urbano simboliza maior movimentação da economia e desenvolvimento da comunidade, no entanto, ele também traz algumas questões problemáticas.  Sem [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":842,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/609/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-18.26.55-1-1024x341.jpeg" alt="" class="wp-image-842" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A população urbana está crescendo cada dia mais. Segundo <a href="https://population.un.org/wup/">projeções do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas de 2018</a>, até 2050, cerca de 68% da população mundial viverá em áreas urbanas. O crescimento urbano simboliza maior movimentação da economia e desenvolvimento da comunidade, no entanto, ele também traz algumas questões problemáticas. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Sem um planejamento adequado, os centros urbanos, principalmente de países em desenvolvimento (como o Brasil), têm seus serviços básicos entrando em colapso. O transporte público, a saúde, a educação, por exemplo, não são oferecidos de uma forma adequada e a qualidade de vida da população diminui exponencialmente. Além disso, as grandes cidades ainda contam com o fator da segregação socioespacial: a população mais vulnerável mora mais longe dos centros comerciais, nas regiões periféricas, a maioria em habitações precárias e com o acesso aos serviços básicos mais restrito.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Dentro destes serviços básicos, há um em especial de extrema relevância ambiental: a gestão dos resíduos gerados pela população. Só no Brasil, são coletadas 166 mil toneladas de resíduos por dia, de acordo com <a href="https://antigo.mma.gov.br/agenda-ambiental-urbana/res%C3%ADduos-s%C3%B3lidos.html">dados de 2018 do Ministério do Meio Ambiente (MMA)</a>. Ainda neste levantamento do MMA, foi constatado que 45% dos municípios depositam seus resíduos de forma inadequada. A má gestão dos resíduos sólidos traz problemas socioambientais graves, como a poluição da água, do solo, do ar e ainda interfere diretamente na saúde pública, pois quando mal dispostos, os resíduos atraem vetores de doenças, como a leptospirose, hepatite A, cólera e diarreia.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Pensando nisso, em 2016, houve a nova <a href="https://habitat3.org/the-conference">Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Sustentável (Habitat III)</a>, em Quito, no Equador. Esse evento representa a visão compartilhada para um futuro melhor e sustentável. Nele, foi estabelecida a nova Agenda Urbana, iniciativa mundial que conta com uma série de ações que prevêem um melhor planejamento urbano, oferecendo palestras mundiais e propostas de planos de ações voltados às localidades mais necessitadas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Agenda 2030, proposta pela ONU, vem como suporte a essa Agenda Urbana, contando com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 11: Cidades e Comunidades Sustentáveis da Agenda 2030, que visa tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>“Apoiar os países menos desenvolvidos, inclusive por meio de assistência técnica e financeira, para construções sustentáveis e robustas, utilizando materiais locais”</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Artigo c do ODS 11.</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A UFSM conta com diversas ações que atendem esse Objetivo, entre elas, está o <strong>“</strong><a href="https://portal.ufsm.br/projetos/publico/projetos/view.html?idProjeto=52256"><strong>Gestão de resíduos sólidos recicláveis no campus da UFSM, em Camobi, Santa Maria</strong></a><strong>”</strong>, coordenado pela professora Marilise Mendonça Krügel. Krügel é graduada em Ciências Biológicas pela UFSM e mestre e doutora em Zoologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A professora conta que o projeto tem ainda maior relação com o ODS 11, pois o campus sede da UFSM tem porte e a complexidade de uma cidade.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A ideia surgiu em 2016, tendo como inspiração um outro projeto de coleta seletiva que o professor do departamento de Zootecnia Everton Rodolfo Behr estava coordenando no campus da UFSM em Silveira Martins. “Além desta experiência, Everton e eu sempre nutrimos um sentimento de indignação e insatisfação com a questão da gestão e gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos em Santa Maria e, até aquele momento, no campus da UFSM.”, diz Krügel.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>“Até 2030, reduzir o impacto ambiental negativo per capita das cidades, inclusive prestando especial atenção à qualidade do ar, gestão de resíduos municipais e outros.”</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Artigo 6 do ODS 11.</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em vários momentos da história da UFSM, houve iniciativas de coleta seletiva, como no Centro de Ciências Rurais (CCR), Centro de Tecnologia (CT), na Casa do Estudante (CEU) e no Hospital Universitário (HUSM), mas estas eram pontuais e não tinham um impacto mais forte na Universidade no geral.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Então, Krügel, Behr e um acadêmico do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental, Yamil Salomón, se organizaram e começaram a estudar sobre a implementação de um sistema de coleta seletiva no campus sede. Aos poucos, eles foram instalando pontos de coleta pelas dependências universitárias. A ação ganhou força com o apoio e atuação do Setor de Planejamento Ambiental (SPA) da Pró-Reitoria de Infraestrutura; da então presidente da Comissão de Planejamento Ambiental (COMPLANA), professora Marta Tochetto, e também do trabalho de muitos professores, técnico-administrativos e acadêmicos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ao longo destes anos de atuação, Krügel e sua equipe buscaram realizar, além da própria coleta, atividades de apoio à ação, como a produção de material informativo, ações de educação ambiental, apoio no monitoramento dos pontos de coleta e na capacitação das funcionárias responsáveis pela limpeza do campus.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“Vale lembrar que a implementação da coleta seletiva além de sua importância ambiental, econômica e social, também é uma exigência decorrente do Decreto Federal nº 5.940/2006, que institui a separação dos resíduos recicláveis descartados pelos órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta, na fonte geradora, e a sua destinação às associações e cooperativas dos catadores de materiais recicláveis.”, relembra a professora.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Atualmente, a coleta seletiva é feita através de associações de selecionadores de resíduos, habilitadas conforme o Decreto 5940/2006 e escolhidas pela Instituição através da publicação de edital. Esse sistema foi implementado em junho de 2016, através de um acordo firmado entre a Universidade e três associações: Associação de Selecionadores de Materiais Recicláveis (ASMAR), Noêmia Lazzarini e Associação de Reciclagem Seletiva de Lixo Esperança (ARSELE).&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Krügel revela que coordenar uma ação como esta não é uma tarefa muito fácil: “Atuar em projetos que envolvam coleta seletiva implica em sensibilizar as pessoas para os graves problemas ambientais decorrentes do descarte inadequado de resíduos [...] e principalmente, implica na mudança do comportamento e dos hábitos das pessoas.”, relata a professora. A coordenadora diz que quando nos sensibilizamos com a importância da separação dos resíduos, passamos a considerar nossas compras, começamos a pensar sobre economia circular e o ciclo de vida do produto e passamos a entender que é uma ação que se inicia no individual e que tem grandes implicações sobre o coletivo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“Os resíduos recicláveis produzidos na UFSM, se corretamente separados pela comunidade universitária, são limpos, de qualidade e têm um grande valor para as associações que os recebem.” A professora conta que hoje os resíduos gerados na UFSM beneficiam, pelo menos, 30 famílias. “Para estas famílias o nosso 'lixo' é emprego e renda, é comida na mesa, é a compra de roupas. Poder contribuir desta forma é gratificante.” diz Krügel.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Frente à pandemia, o projeto teve que se readaptar. “Estamos criando conteúdos destinados aos professores, alunos e funcionários terceirizados de limpeza. Além disso, contribuímos com o SPA no monitoramento dos pontos de coleta. A coleta dos resíduos está ocorrendo nas segundas e quintas-feiras com redução, obviamente, na quantidade gerada diariamente.”, diz a professora.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Apesar das grandes conquistas já realizadas pelo projeto, Krügel revela que a ação ainda precisa progredir em alguns quesitos, como o fortalecimento da coleta seletiva solidária, a destinação de resíduos perigosos, a compostagem de resíduos orgânicos, a coleta e destinação de produtos eletroeletrônicos, de óleo vegetal e dos</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>resíduos da construção civil.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Pessoalmente, Marilise Krügel diz que tem motivação para sensibilizar e mobilizar pessoas para mudar hábitos, refletir sobre o consumo e de divulgar o princípio de que precisamos agir individualmente em prol do coletivo e pela saúde ambiental de onde vivemos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Mulheres Sustentáveis e Transformadoras: Débora Bobsin e o ODS 8</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinfra/uma/2021/05/05/mulheres-sustentaveis-e-transformadoras-debora-bobsin-e-o-ods-8</link>
				<pubDate>Wed, 05 May 2021 20:50:12 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[agenda2030]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[release]]></category>
		<category><![CDATA[UMAFSMsustentável]]></category>
		<category><![CDATA[agenda 2030]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres sustentaveis e transformadoras]]></category>
		<category><![CDATA[ods8]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinfra/uma/?p=900</guid>
						<description><![CDATA[A forma como a sociedade interpreta o trabalho foi se transformando ao longo do tempo. Ele já foi tratado como forma de subsistência na pré-história, com a construção de ferramentas e plantio de alimentos; como moeda no período feudal, quando os camponeses trabalhavam em troca de uma porção de terra, e com a industrialização, ele [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":842,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/609/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-18.26.55-1-1024x341.jpeg" alt="" class="wp-image-842" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A forma como a sociedade interpreta o trabalho foi se transformando ao longo do tempo. Ele já foi tratado como forma de subsistência na pré-história, com a construção de ferramentas e plantio de alimentos; como moeda no período feudal, quando os camponeses trabalhavam em troca de uma porção de terra, e com a industrialização, ele se tornou peça chave para o relacionamento interpessoal dentro da comunidade.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Dentro desse último conceito, há a visão da sociedade sobre a força do trabalho e seu mecanismo de produção, que através do longo contexto histórico de revoluções industriais e lutas trabalhistas, vai além da relação emprego e salário. De acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, o sistema capitalista é guiado pela solidariedade orgânica, que apresenta diferentes funções (profissões) especializadas, gerando uma interdependência entre todos os seres humanos envolvidos nas distintas tarefas realizadas.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Seguindo essa linha, a participação formal da população nesse mecanismo indica mais do que poder econômico e sua capacidade de gerar e consumir bens, mas também revela sua relevância para a comunidade e transmite a sensação de dignidade e pertencimento. Quando não há uma relação justa e legal entre empregado e empregador, a desvalorização do ser humano como indivíduo é inevitável.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Conforme <a href="https://www.ilo.org/global/publications/books/WCMS_626831/lang--pt/index.htm">dados de 2018 da Organização Internacional do Trabalho (OIT)</a>, mais de 61% da população empregada do mundo, 2 bilhões de pessoas, está no mercado informal. No Brasil, o índice é de 46%.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Infelizmente, a informalidade não é a única questão preocupante relacionada ao trabalho. De acordo com o estudo <a href="https://reliefweb.int/report/world/global-estimates-modern-slavery-forced-labour-and-forced-marriage"><em>Global Estimates of Modern Forced Labor and Forced Marriage</em></a>, de 2017, mais de 40 milhões de pessoas foram vítimas da escravidão moderna em 2016, sendo que a maioria eram mulheres e meninas. A escravidão moderna se distingue das formas de trabalho forçado tradicionalmente estudadas, como a aplicada no período escravocrata que vigorou no Brasil que durou três séculos e ecoa suas consequências até hoje. Esse tipo é mais discreto e popular, resumido em situações onde pessoas são forçadas a trabalhar em condições insalubres sob ameaça de retaliação e com pouco ou nenhum salário.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Diante desses números e problemáticas, diversas leis e ações governamentais agem contra&nbsp; essas situações, visando o alcance do trabalho decente para todos. Sabendo que só há como ter um desenvolvimento sustentável com todas as pessoas exercendo seu trabalho de forma digna e honesta, a Organização das Nações Unidas (ONU) conta com o <a href="http://www.agenda2030.org.br/ods/8/">Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 8</a>, que visa o Trabalho Decente e Crescimento Econômico.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>“Até 2030, alcançar o emprego pleno e produtivo e trabalho decente todas as mulheres e homens, inclusive para os jovens e as pessoas com deficiência, e remuneração igual para trabalho de igual valor”</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Artigo 5 do ODS 8&nbsp;</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Universidade Federal de Santa Maria colabora diretamente com esse ODS e com toda a Agenda 2030 nos futuros geoparques vinculados à ela. A UNESCO explica que geoparques são territórios de interesse geológico e geomorfológico que devem possuir uma estratégia de desenvolvimento responsável tanto social quanto ambientalmente. São áreas de valor natural muito grandes e que oferecem uma fonte de renda viável aos moradores da região.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Atualmente, a UFSM auxilia duas localidades com potencial para se tornarem geoparques:&nbsp; Caçapava do Sul e Quarta Colônia, cada uma com suas peculiaridades. Com a ajuda do meio acadêmico nesses locais, há o estímulo do desenvolvimento regional e dos eixos propostos pela UNESCO para a final denominação de geoparque ser concedida.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Uma das formas que a Universidade encontrou para atuar em prol disso é através do projeto de extensão <a href="https://portal.ufsm.br/projetos/publico/projetos/view.html?idProjeto=65916"><strong>“Geoparques: Laboratório de Negócios”</strong></a>, coordenado pela professora do Departamento de Ciências Administrativas da UFSM Débora Bobsin.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O projeto em questão visa o desenvolvimento econômico da região auxiliando novos empreendedores e fortalecendo os negócios já existentes. A ação trabalha tanto com iniciativas empreendedoras, ou seja, pessoas que só têm as ideias, mas ainda não tiveram a oportunidade de colocá-las em prática, quanto com empreendimentos que ainda não trabalham formalmente, a fim de legalizarem as práticas. “Alguém que quer empreender precisa de uma porta de entrada, um suporte”, explica a professora.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os caminhos que levaram Bobsin à coordenar essa iniciativa datam desde 2014, quando ela fez um intercâmbio de pesquisa para o seu pós-doutorado no Canadá durante um ano. Apesar de ter a maior parte de sua carreira acadêmica voltada para a tecnologia aplicada na administração, no exterior ela começou a se interessar por inovação social e por tecnologias do terceiro setor.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No final de 2017, a professora foi convidada para trabalhar na Incubadora Social da UFSM junto à Pró Reitoria de Extensão e lá atuou durante os anos de 2018 e 2019, onde se aproximou ainda mais do empreendedorismo social, que é uma forma alternativa de gerir negócios, que além do lucro, visa também melhorias sociais. Com essas experiências, o “Geoparques: Laboratório de Negócios” nasceu em agosto de 2019.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>São vários os empreendimentos atendidos pelo projeto, dentre eles estão oficinas de confecção de pilchas, fortalecendo a cultura gaúcha,&nbsp; produção de morango (fruta <em>in natura</em> e doces), salames e queijo. Bobsin chama atenção para duas situações: a primeira é um grupo de empreendedores que visam gerir negócios voltados à cultura negra, e a segunda é a iniciativa embrionária de uma jovem que quer trabalhar com uma horta agroecológica que foi muito beneficiada com a oficina de canvas ministrada pela equipe do projeto.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“Um dos pontos positivos da extensão é que aprendemos a conversar com diferentes públicos”, afirma a professora. “A forma como eu explico para os meus alunos o que é canvas é completamente diferente da forma que eu explico para o empreendedor que está lá na ponta [...] Fazer com que as pessoas entendam o que fazemos e desenvolvemos na academia e fazer com que elas apliquem em seus negócios, com suas devidas adaptações”, explica Bobsin.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Débora Bobsin ainda retoma a importância do fortalecimento das comunidades periféricas para minimizar os problemas sociais. A professora ainda retoma o fato da questão de gênero e raça no meio empresarial: “A questão de gênero aparece em diferentes frentes. Ela aparece no nosso dia a dia, como chegar em uma reunião e ser só você como mulher, e por outro lado, é quando atuamos com as empreendedoras. Precisamos entender os desafios que elas vivenciam”, diz Bobsin.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A professora diz que trabalhar com a extensão é um exercício de empatia e que ela e os outros membros do projeto buscam mudar a realidade daqueles envolvidos, estimulando o empreendedorismo feminino e negro. Nas escolas de Caçapava do Sul, o projeto auxilia os professores nas aulas de empreendedorismo e instiga as alunas a adentrarem no mercado empresarial.&nbsp;</p>
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<p>“A extensão pra mim, eu gosto dela, eu tenho um apreço pelo viés mais prático pelo contato com as pessoas porque a gente tem a sensação de que estamos contribuindo”, ela fala. <br>Hoje, Bobsin também faz parte do <a href="http://ice.org.br/programa-academia/">programa academia do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE)</a>. Essa organização visa fortalecer a atuação das Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras nas temáticas de Finanças Sociais e Negócios de Impacto, com ênfase nas três dimensões básicas do ensino: pesquisa, docência e extensão.</p>
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