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			<title>UMA - Feed Customizado RSS</title>
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			<description>Universidade Sustentável - O esforço da UFSM na preservação do meio ambiente</description>
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				<title>Mulheres Sustentáveis e Transformadoras: Eliane Maria Foleto e o ODS 14</title>
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				<pubDate>Wed, 16 Jun 2021 21:02:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[release]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres sustentaveis e transformadoras]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 14]]></category>

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						<description><![CDATA[A água é um recurso indispensável para a nossa sobrevivência. Como exposto numa na matéria Nós precisamos falar sobre a água, os corpos d’água vêm sofrendo cada vez mais com as consequências das ações do ser humano. A pesca predatória, a deposição de resíduos industriais, agrotóxicos, esgoto doméstico e o plástico são os principais agentes [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":842,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/609/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-18.26.55-1-1024x341.jpeg" alt="" class="wp-image-842" /></figure>
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<p>A água é um recurso indispensável para a nossa sobrevivência. Como exposto numa <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinfra/uma/2021/03/22/nos-precisamos-falar-sobre-a-agua/">na matéria Nós precisamos falar sobre a água</a>, os corpos d’água vêm sofrendo cada vez mais com as consequências das ações do ser humano. A pesca predatória, a deposição de resíduos industriais, agrotóxicos, esgoto doméstico e o plástico são os principais agentes poluentes dos recursos hídricos. A fauna e a flora marinha vêm perdendo grande parte de sua diversidade devido a essas problemáticas e isso se tornou pauta de diferentes congressos mundiais.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Pensando nisso, a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) prevê o <a href="http://www.agenda2030.org.br/ods/14/">Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 14</a>, que visa conservar e promover o uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center"><em>“Até 2025, prevenir e reduzir significativamente a poluição marinha de todos os tipos, especialmente a advinda de atividades terrestres, incluindo detritos marinhos e a poluição por nutrientes.”</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center"><em>Artigo 1 do ODS 14</em></p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>Mas para mudar o cenário atual, é necessário entender como a água funciona, quais são seus ciclos e quais caminhos ela percorre desde a sua nascente até chegar à foz do rio, quando se encontra com um corpo d’água maior, geralmente os oceanos. Quanto a isso, o projeto de extensão “Hidrossítios no Geoparque da Quarta Colônia”, coordenado pela professora do Departamento de Geociências do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) e do Programa de Pós Graduação em Geografia da UFSM, Eliane Maria Foleto, ganha grande destaque.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Com início datado em 2018, a ação visa, através de visitas aos nove municípios que abrigam o Geoparque Quarta Colônia, levantar junto aos gestores e representantes da comunidade quais são os mananciais hídricos, superficiais, subterrâneos que apresentam singularidade; definir dentre mananciais apontados quais possuem atributos excepcionais a serem inventariados; delimitar os hidrossítios de maior valor patrimonial e, construir junto ao Poder Público e comunidade, o caminho das águas no Geoparque da Quarta Colônia.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Quarta Colônia é composta por nove municípios gaúchos: Agudo, Dona Francisca, Faxinal do Soturno, Ivorá, Nova Palma, Pinhal Grande, Restinga Seca, São João do Polêsine e Silveira Martins.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Apesar da ação ser recente, o contato de Eliane Foleto com a natureza e os recursos hídricos começou muito antes disso. “Estou nesse debate muito antes da cúpula da Agenda 2030 traçar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, diz a professora. Desde pequena, filha de agricultores e com infância dentro do meio rural, ela brincava com o pé no chão e nos rios próximos de casa.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ao entrar na Faculdade de Ciências e Letras Imaculada Conceição (FIC), no curso de Geografia Licenciatura, ela teve maior contato com as questões ambientais e nutriu ainda mais o seu interesse em se tornar professora, pois ela gostava da ideia de difundir e “plantar sementinhas” de conhecimento. Ao terminar sua graduação em 1989, ela optou por continuar sua carreira acadêmica e fez mestrado em Engenharia Civil, na área de Cadastro Técnico Multifinalitário, pela Universidade Federal de Santa Catarina&nbsp; (UFSC) em 1995.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Já em 1996, entrou no quadro de docentes da Universidade Federal de Santa Maria, oferecendo, dentre outras disciplinas, a matéria de Hidrogeografia. Nessa cadeira, a água é trabalhada como um indicador de qualidade ambiental e ainda como um agente que se transforma (seus estados físicos da matéria), mas ao mesmo tempo, transforma a paisagem, através de processos de erosão, transporte e deposição. Outra perspectiva trazida por essa disciplina é olhar a água como elemento integrante e estruturante da paisagem.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Nesse mesmo período, o Brasil estava passando por uma reestruturação na legislação ambiental e aprovou em 1997 a Lei n. 10.350, que indica como instrumentos de gerenciamento da água o plano de recursos hídricos, o enquadramento de recursos hídricos, a outorga dos usos e o plano de informações para tais recursos.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A partir dessa movimentação política nacional, a professora sentiu a&nbsp; necessidade em se especializar na área de recursos ambientais. Então, ela solicitou o afastamento na Universidade e foi fazer o doutorado na área de Engenharia de Produção da UFSC numa linha de pesquisa de Gestão Ambiental. Quando ela retornou de seu doutorado, no final de 2003, o curso de mestrado em Geografia acabara de ser aprovado na UFSM. A partir de então, a professora passou a ministrar uma disciplina que discute sobre o uso racional dos recursos hídricos e o desenvolvimento sustentável.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Apesar de estar ligada às causas ambientais em função&nbsp; da pesquisa, Foleto sentia vontade de aplicar esses conhecimentos com a comunidade e colocar em prática aquilo que estudava na Universidade. Seguindo essa vontade, em 2004, a professora aproximou-se da F<a href="http://www.fundacaomoa.org.br/pesquisas.php">undação Mo’Ã</a> de Santa Maria, uma ONG que foi instituída por professores aposentados da UFSM e atua, desde 1997, na região central do Rio Grande do Sul. A fundação tem lugar de fala em vários conselhos, como o Conselho Municipal de Meio Ambiente de Santa Maria e no Comitê de Bacias Hidrográficas de Santa Maria.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em setembro de 2007, a organização recebeu por doação uma propriedade de 25 hectares no município de Itaara, distante 12km do centro de Santa Maria. Lá, a professora foi desafiada a criar uma Unidade de Conservação. Dentro desse território, existem três nascentes de água e a professora faz questão de levar seus alunos para lá. Os discentes da UFSM pesquisam e realizam ações nas unidades de conservação no município de Santa Maria. Dentro dessas discussões científicas, surgiu o livro <strong>Áreas Protegidas</strong>. Publicado pela Editora da UFSM, é uma coletânea de trabalhos realizados voluntariamente por acadêmicos e docentes da UFSM nessa perspectiva de áreas protegidas e foi organizado pela professora Eliane Maria Foleto e pela Dalvana Brasil do Nascimento. Ele está disponível para compra no <a href="https://editoraufsm.com.br/areas-protegidas.html">site da Editora da UFSM </a>e também possui versão e-book.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>Ainda dentro da Mo’Ã, Foleto organizou a obra <strong>A Conservação da Água sob Diferentes Olhares</strong>, que foi uma consequência do trabalho da Fundação em conjunto com a comunidade do município de Itaara e de parcerias acadêmicas relacionadas ao projeto.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>Em 2015, o Grupo de Pesquisa que a professora fazia parte, o <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/grupo-de-apoio-e-incentivo-a-adocao-gaia-sm/">Grupo de Análise e Investigação Ambiental (Gaia)</a>, teve uma ampliação e foi criado o Grupo Patrimônio Natural Geoconservação e Gestão da Água (Pangea). Nele, a professora é responsável pela temática Gestão da Água, na área dos hidrossítios.&nbsp;</p>
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<p>Nesse mesmo período, a questão dos Geoparques começou a ganhar maior visibilidade no meio acadêmico e a UFSM acabou se envolvendo diretamente com esses dois projetos. Atualmente, a Universidade possui ações nos Geoparques Caçapava do Sul e Quarta Colônia. E é a partir daí que o projeto coordenado por Foleto ganha suas primeiras formas.&nbsp;</p>
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<p>“O hidrossítio é um patrimônio. A ideia é que utilizemos esses geossítios de caráter hidrológico que têm um apelo muito grande junto à sociedade para conscientizar a comunidade sobre a importância da conservação da água.”, explica a professora.&nbsp;</p>
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<p>Mas não são todos os recursos hídricos que se tornam hidrossítios: “O hidrossítio precisa ter valor ecológico, valor hidromorfológico, valor estético para o apelo da comunidade, sociocultural (roda d'água, barramento) e importância científica”, ressalta Foleto.&nbsp;</p>
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<p>Os chamados hidrossítios servem como uma espécie de bandeira para a sensibilização e conscientização da população frente à conservação do meio ambiente e dos recursos hídricos. “A importância de manter áreas verdes e instituir unidades de conservação neste processamento de água é que elas possuem papel fundamental s vão reter naturalmente o escoamento e fazer com que as águas infiltrem e regulem a vazão nos períodos de estiagem”, esclarece a professora.&nbsp;</p>
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<p>Foleto também chama a atenção para a crise ambiental que estamos vivendo. Ela diz que é essencial que haja uma revisão do nosso consumo e das problemáticas relacionadas ao meio ambiente o quanto antes, pois se não, as consequências serão ainda mais graves.</p>
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<p>Em relação à docência e à ideia de plantar sementes de conhecimentos, a professora Eliane Foleto já vem colhendo frutos. Ela se&nbsp; orgulha em dizer que tem um ex-aluno concursado que atua hoje no Instituto Brasileiro&nbsp; do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis no Norte do país e também fala sobre uma aluna de doutorado que trabalha em um projeto de investigação na Universidade de Coimbra, definindo áreas prioritárias para conservação, nessa mesma perspectiva ambiental.</p>
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