{"id":913,"date":"2021-05-19T17:50:13","date_gmt":"2021-05-19T20:50:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/proinfra\/uma\/?p=913"},"modified":"2021-05-24T11:03:50","modified_gmt":"2021-05-24T14:03:50","slug":"mulheres-sustentaveis-e-transformadoras-marluza-da-rosa-e-o-ods-10","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/proinfra\/uma\/2021\/05\/19\/mulheres-sustentaveis-e-transformadoras-marluza-da-rosa-e-o-ods-10","title":{"rendered":"Mulheres Sustent\u00e1veis e Transformadoras: Marluza da Rosa e o ODS 10"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"913\" class=\"elementor elementor-913\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-2e097ed1 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"2e097ed1\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-43d396dd\" data-id=\"43d396dd\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5df38dd9 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"5df38dd9\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<!-- wp:paragraph -->\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-842 size-full\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/609\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-18.26.55-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"426\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/609\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-18.26.55-1.jpeg 1280w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/609\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-18.26.55-1-300x100.jpeg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/609\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-18.26.55-1-1024x341.jpeg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/609\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-18.26.55-1-768x256.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/p>\n<p>A desigualdade social \u00e9 um problema multifatorial. Para discutirmos esse tema, \u00e9 necess\u00e1rio entender o contexto hist\u00f3rico e a teia de interesses que est\u00e1 por tr\u00e1s dos dados mais recentes sobre essa quest\u00e3o. Segundo o relat\u00f3rio <a href=\"http:\/\/hdr.undp.org\/sites\/default\/files\/hdr_2019_pt.pdf\">Relat\u00f3rio de Desenvolvimento Humano (RDH)<\/a> da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) de 2019, o Brasil tem a segunda maior concentra\u00e7\u00e3o de renda: o 1% da popula\u00e7\u00e3o mais rica do pa\u00eds concentra 28,3% da renda total do pa\u00eds.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p>Dentro desses n\u00fameros, h\u00e1 um recorte de g\u00eanero e ra\u00e7a que deve ser levado em conta, visto que mulheres, pessoas negras e a periferia s\u00e3o os mais afetados pela desigualdade social. De acordo com <a href=\"https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/visualizacao\/livros\/liv101681_informativo.pdf\">dados do IBGE<\/a> de 2018, a porcentagem de pessoas pretas ou pardas ocupando cargos gerenciais era de apenas 29,9%, contra 68,6% ocupados por brancos. A taxa de pessoas pretas ou pardas abaixo da linha da pobreza tamb\u00e9m supera a dos brancos em 17,5%.\u00a0<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p>O acesso a recursos b\u00e1sicos tamb\u00e9m \u00e9 afetado pela desigualdade social. Uma grande parcela da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o frequenta escolas e universidades, n\u00e3o possui um transporte de qualidade ou sequer uma refei\u00e7\u00e3o completa por dia.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p>Dada essa realidade alarmante, a Agenda 2030, criada pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) prop\u00f5e o Objetivo de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel n\u00famero 10, que visa a redu\u00e7\u00e3o das desigualdades.\u00a0\u00a0<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: center\"><em>\u201cAt\u00e9 2030, empoderar e promover a inclus\u00e3o social, econ\u00f4mica e pol\u00edtica de todos, independentemente da idade, sexo, defici\u00eancia, ra\u00e7a, etnia, origem, religi\u00e3o, condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica ou outra\u201d<\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: center\"><em>Artigo 2 do ODS 10<\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p>No \u00e2mbito nacional, contamos com uma s\u00e9rie de pol\u00edticas p\u00fablicas que procuram amenizar a disparidade social, entre elas est\u00e1 o programa \u201cBolsa Fam\u00edlia\u201d, que surgiu em 2003 e possui tr\u00eas eixos principais: complemento da renda; acesso a direitos; e articula\u00e7\u00e3o com outras a\u00e7\u00f5es a fim de estimular o desenvolvimento das fam\u00edlias. Apesar disso, os n\u00fameros ligados \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de renda da popula\u00e7\u00e3o brasileira continuam preocupantes.\u00a0<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p>Ainda no mesmo relat\u00f3rio RDH citado acima, \u00e9 indicado que o Brasil \u00e9 o 7\u00ba pa\u00eds mais desigual do mundo. Combater esse problema exige um esfor\u00e7o em v\u00e1rias frentes, como na sa\u00fade, saneamento b\u00e1sico, seguran\u00e7a, e na educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: center\"><em>\u201cAdotar pol\u00edticas, especialmente fiscal, salarial e de prote\u00e7\u00e3o social, e alcan\u00e7ar progressivamente uma maior igualdade\u201d<\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: center\"><em>Artigo 4 do ODS 10<\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p>A educa\u00e7\u00e3o exerce papel fundamental na redu\u00e7\u00e3o das desigualdades, pois promove maior acesso da popula\u00e7\u00e3o nos espa\u00e7os p\u00fablicos e lhe proporciona melhores oportunidades de trabalho. Mas n\u00e3o s\u00f3 por isso, o estudo traz uma conscientiza\u00e7\u00e3o social, estimulando uma vis\u00e3o mais ampla e espec\u00edfica sobre a sociedade e os mecanismos nela presentes.\u00a0<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p>Foi pensando nessa conscientiza\u00e7\u00e3o social que a professora do Departamento de Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Santa Maria campus Frederico Westphalen Marluza da Rosa iniciou o projeto \u201cDiscurso, Poder e Pol\u00edticas da (In)visibilidade (DISPOLI)\u201d, em 2017. Rosa \u00e9 graduada e mestre em Letras pela UFSM, doutora em em Lingu\u00edstica Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas. Em 2020, ela finalizou seu p\u00f3s-doutorado na <em>\u00c9cole des hautes \u00e9tudes en sciences sociales, EHESS, <\/em>na Fran\u00e7a.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p>\u201cO foco do projeto de pesquisa \u00e9 reunir pesquisadores que estejam interessados em discutir e entender as rela\u00e7\u00f5es de poder e saber do discurso. Nesse sentido, entender tamb\u00e9m como funcionam as esferas discursivas institucionais e midi\u00e1ticas\u201d, diz a participante do projeto e estudante do curso de Jornalismo da UFSM-FW Maria Mariana do Nascimento.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p>Em suas atividades, a a\u00e7\u00e3o visa compreender como os grupos de maior vulnerabilidade social s\u00e3o expostos na m\u00eddia, muitas vezes sendo silenciados ou espetacularizados de alguma forma.\u00a0<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p>Para Nascimento, o projeto foi uma forma dela conseguir adquirir mais conhecimento em um assunto que j\u00e1 a interessava pessoalmente e a incomoda h\u00e1 anos: o preconceito. \u201cComo estudante de jornalismo, que est\u00e1 sempre atenta \u00e0s manchetes e \u00e0s not\u00edcias, eu vejo como a comunica\u00e7\u00e3o reproduz muitos preconceitos que refor\u00e7am a viol\u00eancia contra pessoas minorizadas, como a comunidade preta, mulheres, comunidade LGBTQIA+\u201d, diz a estudante.\u00a0<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p>\u201cNo DISPOLI, eu pude estudar e entender de uma forma mais pr\u00e1tica e cr\u00edtica, mas tamb\u00e9m humana, a comunica\u00e7\u00e3o e como os discursos de saber e poder\u00a0 beneficiam ou prejudicam certos grupos sociais\u201d, relata Nascimento.\u00a0<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p>\u201cO projeto combate as desigualdades justamente por esse debate, que visa entender as desigualdades, como elas se reproduzem e simplesmente pelo fato das pessoas envolvidas que focam em produzir projetos e trabalhos acad\u00eamicos com esse olhar mais cr\u00edtico em rela\u00e7\u00e3o aos preconceitos e grupos minorizados\u201d, diz a jovem. Nascimento acredita que a produ\u00e7\u00e3o desse conte\u00fado \u00e9 importante porque ainda \u00e9 uma tem\u00e1tica escassa no meio acad\u00eamico: \u201cT\u00eam artigos e t\u00eam trabalhos sobre, mas n\u00e3o s\u00e3o suficientes ou poderiam utilizar outros tipos de abordagem.\u201d, finaliza a estudante<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p>Para o antigo participante do projeto e estudante de Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas Kaw\u00ea Veronezi, a experi\u00eancia com a professora Marluza transformou sua vida: &#8220;Uma ruptura em como fa\u00e7o a leitura do mundo se fez quando comecei a frequentar o grupo de pesquisa. Eu sempre discutia em sala de aula o papel \u00e9tico e social de rela\u00e7\u00f5es-p\u00fablicas, e sempre me pareceu muito distante colocar em pr\u00e1tica\u201d, relata o estudante. \u201cPor meio do DISPOLI compreendi que as transforma\u00e7\u00f5es est\u00e3o muito mais perto do que esperava: podem ser feitas atrav\u00e9s dos discursos. Parei de aceitar que tudo era natural, e comecei a questionar as opress\u00f5es que corroboram as desigualdades. Minha forma\u00e7\u00e3o foi muito mais cidad\u00e3 por esses dois anos em orienta\u00e7\u00e3o de leitura com a Marluza&#8221;, finaliza Veronezi.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p>No grupo de pesquisa, leituras acerca da An\u00e1lise do Discurso Francesa s\u00e3o postas em discuss\u00e3o para oferecer ferramentas de leitura e cr\u00edtica da realidade. Nas reuni\u00f5es, as rela\u00e7\u00f5es de poderes no campo da Comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o postas em conflitos que evidenciam a manuten\u00e7\u00e3o de desigualdades. Durante os anos, o grupo contou com estudos que investigavam desde as constru\u00e7\u00f5es narrativas em manchetes de jornais, discursos organizacionais que n\u00e3o eram praticados, o conflito migrat\u00f3rio, corpos marginalizados e espa\u00e7os urbanos, entre outros temas correlacionados \u00e0 Desigualdade.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->\n<p>Al\u00e9m dessa iniciativa, Marluza Rosa atua em outros projetos voltados aos debates, principalmente os voltados \u00e0 leitura. Entre eles, est\u00e1 o projeto de extens\u00e3o \u201cUFSM\/FW e escola de ensino m\u00e9dio: parceiros de leitura e escrita\u201d, onde os participantes estimulam os alunos do ensino m\u00e9dio a se interessarem pela leitura. O objetivo dessa a\u00e7\u00e3o \u00e9 aumentar o \u00edndice de aprendizagem voltado para a maior proximidade com a leitura, melhorando a escrita, por meio de maior familiaridade com textos de diferentes g\u00eaneros, principalmente no texto dissertativo, fato que resultar\u00e1 tamb\u00e9m no melhor desempenho do aluno no Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (ENEM), chegando \u00e0 universidade com maior qualifica\u00e7\u00e3o para ler, interpretar e produzir textos acad\u00eamicos.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph \/--><!-- wp:paragraph \/-->\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A desigualdade social \u00e9 um problema multifatorial. Para discutirmos esse tema, \u00e9 necess\u00e1rio entender o contexto hist\u00f3rico e a teia de interesses que est\u00e1 por tr\u00e1s dos dados mais recentes sobre essa quest\u00e3o. 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