{"id":329,"date":"2017-11-13T16:34:55","date_gmt":"2017-11-13T18:34:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/orgaos-executivos\/agittec\/2017\/11\/13\/salao-de-inovacao-e-empreendedorismo-atraiu-mais-de-mil-pessoas-em-sua-4-edicao\/"},"modified":"2017-11-13T16:34:55","modified_gmt":"2017-11-13T18:34:55","slug":"salao-de-inovacao-e-empreendedorismo-atraiu-mais-de-mil-pessoas-em-sua-4-edicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/proinova\/2017\/11\/13\/salao-de-inovacao-e-empreendedorismo-atraiu-mais-de-mil-pessoas-em-sua-4-edicao","title":{"rendered":"Sal\u00e3o de Inova\u00e7\u00e3o e Empreendedorismo atraiu mais de mil pessoas em sua 4\u00aa edi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Hist\u00f3rias de supera\u00e7\u00e3o, narradas com emo\u00e7\u00e3o e bom humor, foram a t\u00f4nica do 4\u00ba Sal\u00e3o de Inova\u00e7\u00e3o e Empreendedorismo, que atraiu um p\u00fablico de cerca de mil pessoas para o Centro de Conven\u00e7\u00f5es da UFSM na tarde e noite de quinta-feira (9). Promovido pela Ag\u00eancia de Inova\u00e7\u00e3o e Transfer\u00eancia de Tecnologia (Agittec), o evento proporcionou \u00e0 comunidade palestras de quatro personalidades de renome no meio em que atuam, seja o futebol, o humor, o jornalismo, a m\u00fasica ou as causas ambientais.<\/p>\n<p>Sandro Sotilli<\/p>\n<p>Levando o p\u00fablico \u00e0s gargalhadas, o primeiro palestrante foi o ex-jogador de futebol Sandro Sotilli. Maior artilheiro da hist\u00f3ria do Campeonato Ga\u00facho, com 111 gols marcados, hoje ele se dedica a uma inusitada por\u00e9m bem-sucedida carreira como humorista nas redes sociais. Ele contou um pouco de sua trajet\u00f3ria, desde os tempos de menino, na pequena cidade de Rondinha (RS), quando j\u00e1 sonhava em ser jogador, passando pela adolesc\u00eancia como seminarista que desistiu da vida religiosa (\u00e0 qual a fam\u00edlia o tinha destinado) para concretizar o sonho de inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Embora tenha jogado no Internacional, \u00fanico clube grande em sua carreira de cerca de 20 anos no futebol, o p\u00fablico lembra dele como o centroavante oportunista e carism\u00e1tico em cada um dos in\u00fameros times pelos quais atuou, principalmente no interior do Rio Grande do Sul mas tamb\u00e9m em outros estados, incluindo ainda temporadas no M\u00e9xico e na China.<\/p>\n<p>Ao pendurar as chuteiras, em 2014, pensou em assumir outra fun\u00e7\u00e3o nos gramados, a de t\u00e9cnico. Tentou inclusive entrar para a pol\u00edtica, candidatando-se a deputado estadual. Ambas as tentativas foram em v\u00e3o. Mal sabia ele que iria se reinventar em um ramo muito diferente e de forma totalmente involunt\u00e1ria. Um f\u00e3 seu (\u201cmais colono do que eu\u201d, ironiza), Bruno Pires Schroder, da cidade de Santa Rosa, criou um perfil fake de Sotilli no Twitter (e posteriormente tamb\u00e9m no Facebook), no qual despejava coment\u00e1rios sarc\u00e1sticos das atualidades futebol\u00edsticas, principalmente as relacionadas \u00e0 dupla Grenal. Isso misturado a goza\u00e7\u00f5es com h\u00e1bitos t\u00edpicos dos \u201ccolonos\u201d, como os bailes de interior movidos a cerveja barata e ao som de \u201cbandinhas\u201d.<\/p>\n<p>Essa brincadeira despretensiosa cresceu tanto que hoje Sandro e Bruno s\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 amigos, mas tamb\u00e9m s\u00f3cios na carreira de humoristas, atraindo diversos patrocinadores.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, gente. Ningu\u00e9m sabe o que eu treinava, o que eu me esfor\u00e7ava. Porque eu queria ser sempre o melhor, eu queria aparecer no Globo Esporte (&#8230;), eu queria chegar em casa e ver a satisfa\u00e7\u00e3o do meu pai, da minha m\u00e3e e dos meus irm\u00e3os\u201d, relembra Sotilli.<\/p>\n<p>Geysa Borini<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima a subir ao palco foi Geysa Borini, s\u00f3cia da Assobio Solu\u00e7\u00f5es Socioambientais, instalada na cidade de Botucatu (SP). Ela apresentou ao p\u00fablico o conceito de neg\u00f3cios sociais, no qual se baseia a sua empresa. Ele foi desenvolvido pelo economista bengali Muhammad Yunus, vencedor do Pr\u00eamio Nobel da Paz em 2006, que com sua pol\u00edtica de microcr\u00e9dito retirou da mis\u00e9ria milh\u00f5es de pessoas em seu pa\u00eds. Geysa conheceu o trabalho dele durante um interc\u00e2mbio na \u00cdndia e, desde ent\u00e3o, vem tentando aplicar parte de seus ensinamentos no Brasil.<\/p>\n<p>Para ela, os neg\u00f3cios sociais re\u00fanem o melhor de dois mundos distintos: como qualquer outra empresa, persegue o lucro, mas tamb\u00e9m se preocupa com o meio ambiente e o bem-estar da popula\u00e7\u00e3o mais pobre, da mesma forma que uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental (ONG). No caso da Assobio, o foco \u00e9 ajudar empresas (incluindo as de grande porte) a lidar com as exig\u00eancias da legisla\u00e7\u00e3o ambiental e a cumprir demandas da Justi\u00e7a e do Minist\u00e9rio P\u00fablico, incluindo termos de ajustamento de conduta e de compromisso de recupera\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>Reflorestamento, projetos personalizados, licenciamento e monitoramento ambientais s\u00e3o os principais \u201cprodutos\u201d oferecidos pela Assobio, que Geysa fundou junto com sua s\u00f3cia Marina Andrade, ambas formadas em Agronomia pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). A sua cren\u00e7a na sustentabilidade como base para o desenvolvimento \u00e9 o que as faz, como mencionado na palestra, \u201clevantar da cama todos os dias\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO neg\u00f3cio social, sim, ele quer ganhar dinheiro. N\u00f3s queremos ganhar dinheiro, n\u00f3s precisamos ganhar dinheiro. E, como uma ONG, n\u00f3s tamb\u00e9m queremos causar impacto social\u201d, afirma Geysa.<\/p>\n<p>Marcelo Canellas<\/p>\n<p>\u201cDinossauro anal\u00f3gico\u201d confesso, o jornalista Marcelo Canellas, rep\u00f3rter especial da TV Globo, foi o pr\u00f3ximo palestrante. Prestes a completar 30 anos de profiss\u00e3o (\u00e9 jornalista formado pela UFSM), ele declarou-se encantado com a visita que fez antes da palestra ao Centro de Apoio \u00e0 Pesquisa Paleontol\u00f3gica (Cappa), projeto desenvolvido pela universidade no munic\u00edpio de S\u00e3o Jo\u00e3o do Pol\u00easine. Ele citou o ainda inexplorado potencial tur\u00edstico da riqueza paleontol\u00f3gica da regi\u00e3o como um desafio a ser enfrentado pelos empres\u00e1rios e institui\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n<p>Da mesma forma que a riqueza da regi\u00e3o precisa ser desencavada debaixo do solo, Canellas enxerga na profundidade do conte\u00fado um fator diferencial para os comunicadores que queiram se destacar no concorrido mundo virtual, em um momento em que os meios tradicionais da comunica\u00e7\u00e3o de massa (jornal, r\u00e1dio, TV) se encontram em crise.<\/p>\n<p>Fez o p\u00fablico rir e refletir com anedotas pitorescas da vida de jornalista, contou bastidores da sua atua\u00e7\u00e3o na Globo e relembrou o trabalho que mais lhe marcou em toda a sua carreira: a premiada e impactante s\u00e9rie de reportagens sobre a fome no Brasil, que foi ao ar em 2001 no Jornal Nacional.<\/p>\n<p>Falou ainda dos trabalhos sociais que desenvolve junto \u00e0 TV Ovo em Santa Maria, incluindo o projeto de um novo centro cultural para jovens de baixa renda e o site Cronicaria.<\/p>\n<p>\u201cDiferentemente do que \u00e9 cantado aos quatro ventos, de que \u00e9 necess\u00e1rio reduzir os textos, de compactar, de usar uma linguagem de memes, de usar uma linguagem sint\u00e9tica, inovar hoje \u00e9 apostar na profundidade. \u00c9 apostar na prospec\u00e7\u00e3o, \u00e9 apostar no contexto\u201d, opina Canellas.<\/p>\n<p>Thedy Corr\u00eaa<\/p>\n<p>Para fechar a noite, Thedy Corr\u00eaa, vocalista do Nenhum de N\u00f3s, subiu ao palco n\u00e3o s\u00f3 para cantar alguns dos maiores hits da banda (acompanhado pelo p\u00fablico), mas principalmente para falar sobre como a m\u00fasica pode inspirar a inova\u00e7\u00e3o, seja nas pessoas individualmente ou nas empresas e institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Fez analogias entre diversos tipos de empresas, e seus respectivos funcion\u00e1rios e p\u00fablicos, com diferentes estilos musicais (erudito, samba, rock, folcl\u00f3rico) e compara\u00e7\u00f5es dos pap\u00e9is que cada um desempenha dentro de uma organiza\u00e7\u00e3o com os membros de uma banda de rock (baterista, baixista, guitarrista, tecladista, vocalista), mostrando de que forma cada um pode ser decisivo para o sucesso ou fracasso de uma empreitada, seja ela musical ou n\u00e3o. E usa exemplos da hist\u00f3ria de 31 anos de sua banda para mostrar a import\u00e2ncia de cada componente.<\/p>\n<p>Para ele, a m\u00fasica \u00e9 uma \u201cguloseima para o c\u00e9rebro\u201d, apoiando-se em pesquisas do neurocientista e escritor Oliver Sacks. Ela faz os dois lados do c\u00e9rebro trabalharem ao mesmo tempo: com o ritmo, p\u00f5e em a\u00e7\u00e3o o lado esquerdo, ligado \u00e0 l\u00f3gica e \u00e0 matem\u00e1tica, e com o sentimento, faz despertar o lado direito, afeito \u00e0s emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em sentido metaf\u00f3rico, decidir que instrumento e que estilo musical se quer tocar \u00e9 o caminho para encontrar solu\u00e7\u00f5es criativas.<\/p>\n<p>\u201cPara a gente chegar nas solu\u00e7\u00f5es criativas, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e n\u00e3o se ensina na escola a ser criativo. Aquela hist\u00f3ria de \u2018pensar fora da caixa\u2019&#8230; Eu at\u00e9 n\u00e3o sou muito favor\u00e1vel a essa express\u00e3o, porque parece que nos colocaram primeiramente dentro de uma caixinha e ent\u00e3o a gente tem que sair dela\u201d, conclui Thedy.<\/p>\n<p>Texto: Lucas Casali<\/p>\n<p>Fotos: Gabrielle Coradini, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista da Ag\u00eancia de Not\u00edcias<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/site.ufsm.br\/noticias\/exibir\/salao-de-inovacao-e-empreendedorismo-atraiu-mais-d\" target=\"_blank\">Portal UFSM<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3rias de supera\u00e7\u00e3o, narradas com emo\u00e7\u00e3o e bom humor, foram a t\u00f4nica do 4\u00ba Sal\u00e3o de Inova\u00e7\u00e3o e Empreendedorismo, que atraiu um p\u00fablico de cerca de mil pessoas para o Centro de Conven\u00e7\u00f5es da UFSM na tarde e noite de quinta-feira (9). 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