{"id":347,"date":"2018-04-10T12:22:17","date_gmt":"2018-04-10T15:22:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/orgaos-executivos\/agittec\/2018\/04\/10\/metricas-as-grandes-vilas-da-inovacao-nas-universidades\/"},"modified":"2019-03-01T12:08:57","modified_gmt":"2019-03-01T15:08:57","slug":"metricas-as-grandes-vilas-da-inovacao-nas-universidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/proinova\/2018\/04\/10\/metricas-as-grandes-vilas-da-inovacao-nas-universidades","title":{"rendered":"M\u00e9tricas: as grandes vil\u00e3s da inova\u00e7\u00e3o nas Universidades"},"content":{"rendered":"<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/medium.com\/deep-wylinka\/m%C3%A9tricas-as-grandes-vil%C3%A3s-da-inova%C3%A7%C3%A3o-nas-universidades-694f081ae630\" target=\"_blank\">Wylinka<\/a><\/p>\n<p>Os que acompanham a DEEP j\u00e1 sabem: n\u00f3s da Wylinka somos apaixonados pelo papel da universidade em ecossistemas de empreendedorismo (especialmente pelo fato de boa parte do time ser composta por pessoas que vivenciaram intensamente a ci\u00eancia na universidade). \u00c9 a partir dela que geralmente se avan\u00e7a o desenvolvimento tecnol\u00f3gico nascido da pesquisa, ela quem oferece m\u00e3o-de-obra qualificada para atuar em empresas nascentes de tecnologia, ela que possui espa\u00e7os e infraestrutura para a realiza\u00e7\u00e3o de atividades que possam tornar a atmosfera de um ecossistema mais vibrante e muito mais. Mas sabemos que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples, sabemos que \u00e9 deveras simplista pensar que basta somente aproximar o mercado da universidade para, em um passe de m\u00e1gica, surgir inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito a ser pensado. Como funcionar\u00e1 o alinhamento cultural entre pesquisa e mercado? Quais os esfor\u00e7os necess\u00e1rios para transformar a pesquisa em tecnologia, a tecnologia em inova\u00e7\u00e3o? Como organizar uma universidade sob a perspectiva de ecossistemas de empreendedorismo? Como fazer uma tradu\u00e7\u00e3o de idiomas antag\u00f4nicos: a linguagem de um cientista\u200a\u2014\u200aque pensa em m\u00e9todo e valoriza o rigor dos processos n\u00e3o influenciando nos resultados\u200a\u2014\u200acom a do empres\u00e1rio\u200a\u2014\u200aque pensa em resultados, muitas vezes sendo necess\u00e1ria a adapta\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos? \u00c9 o velho dilema dos marketplaces: \u00e9 muito f\u00e1cil identificar o gap de mercado, dif\u00edcil mesmo \u00e9 fazer o fit funcionar de maneira fluida. Um dos pesquisadores do tema que mais consideramos \u00e9 o professor Paulo Lemos, que apresenta um modelo de organiza\u00e7\u00e3o da UNICAMP sob o ponto de vista dos ecossistemas em seu livro Universidades e Ecossistemas de Empreendedorismo:<\/p>\n<p>A longa introdu\u00e7\u00e3o traz nosso texto a um ponto cego que muitos que est\u00e3o fora n\u00e3o compreendem: o problema das m\u00e9tricas nas universidades. No Brasil, a qualidade de uma institui\u00e7\u00e3o de ensino superior \u00e9 historicamente pouco influenciada pela inova\u00e7\u00e3o gerada\u200a\u2014\u200aos pesquisadores, docentes e gestores s\u00e3o cobrados por m\u00e9tricas diferentes, e acabam naturalmente direcionando seus esfor\u00e7os para a excel\u00eancia nas mesmas. Atualmente se mede muito a produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica\u200a\u2014\u200apapers, revistas, grupos de pesquisa e produtividade nas publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas -, ao passo que a inova\u00e7\u00e3o fica de lado. Com essa mentalidade, algumas Universidades brasileiras come\u00e7aram a evoluir\u200a\u2014\u200aobservando outras m\u00e9tricas, como o n\u00famero de pedidos de patentes. Mas seria essa m\u00e9trica suficiente?<\/p>\n<p>A resposta reside no caso da Universidade de Utah, apresentado no livro do Professor Paulo Lemos citado acima. Os n\u00edveis de gera\u00e7\u00e3o de patentes de Utah atingem aproximadamente a metade das patentes do MIT (al\u00e9m de outras m\u00e9dias inferiores, como gastos em P&amp;D e n\u00famero de doutores), por\u00e9m, Utah se direcionou para processos de transfer\u00eancia de tecnologia pensados na gera\u00e7\u00e3o de startups, o que fez com que gerasse mais startups que o MIT nos anos de 2008 e 2009.<\/p>\n<p>Compara\u00e7\u00e3o de n\u00fameros entre MIT x Utah<br \/>Isso demonstra que \u00e9 importante ir al\u00e9m quando se pensa em m\u00e9tricas para inova\u00e7\u00e3o nas universidades\u200a\u2014\u200aespecialmente o papel dos NITs na transfer\u00eancia de tecnologia e est\u00edmulo \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o das patentes em inova\u00e7\u00e3o. Pensando nisso, a Wylinka organizou, para as universidades, algumas m\u00e9tricas complementares interessantes que realmente estimulam a gera\u00e7\u00e3o da tecnologias e sua aplica\u00e7\u00e3o empreendedora de modo a gerar inova\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8211;<strong>N\u00famero de pesquisadores com projetos em incubadoras<\/strong>: atentar-se aos n\u00fameros ligados a projetos que saem dos ambientes de pesquisa e v\u00e3o para as incubadoras \u00e9 uma maneira de se observar a aplica\u00e7\u00e3o das tecnologias geradas. Com os movimentos dos mecanismos de acelera\u00e7\u00e3o, h\u00e1 muita oportunidade para o fortalecimento do papel das incubadoras na gera\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00e3o, como apresentamos nesse post e tamb\u00e9m nesse estudo feito por um membro da Wylinka junto com o professor Guilherme Ary Plonski (N\u00facleo de Pol\u00edticas e Gest\u00e3o Tecnol\u00f3gica da USP) e a professora Luciane Ortega (Ag\u00eancia USP de Inova\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>&#8211;<strong>N\u00famero de equipes de competi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica<\/strong>: equipes de rob\u00f3tica, de automobilismo, de aerodesign etc. representam uma forte viv\u00eancia para os alunos na cria\u00e7\u00e3o de tecnologias e gerenciamento de projetos para tal aplica\u00e7\u00e3o. Essa viv\u00eancia resulta em maior engajamento com o aprendizado por parte do aluno e o aproxima de uma vis\u00e3o hol\u00edstica na cria\u00e7\u00e3o de tecnologias, formando cientistas e engenheiros mais inovadores. A Escola de Engenharia da UFMG j\u00e1 \u00e9 um exemplo brasileiro de aten\u00e7\u00e3o a esse aspecto, como cobrimos nesse texto.<\/p>\n<p>&#8211;<strong>N\u00famero de entidades estudantis de fomento ao empreendedorismo<\/strong>: ganhando relev\u00e2ncia nos Estados Unidos (entrepreneurship clubs do MIT), no Reino Unido (NACUE) e na Escandin\u00e1via (AaltoES), os movimentos grassroots (espont\u00e2neos e n\u00e3o institucionalizados) s\u00e3o apresentados por alguns pesquisadores como o elemento chave da transforma\u00e7\u00e3o de uma universidade para empreendedorismo. Alguns estudos refor\u00e7am a tese, como um sobre Stanford e outro da Finl\u00e2ndia. No Brasil, fortes exemplos s\u00e3o o N\u00facleo de Empreendedorismo da USP e o Centro de Empreendedorismo da UNIFEI.<\/p>\n<p>&#8211;<strong>N\u00famero de bolsas de inicia\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica<\/strong>: ainda pouco exploradas, as bolsas de inicia\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica s\u00e3o uma modalidade criada pelo CNPq para o incentivo ao desenvolvimento tecnol\u00f3gico. Refletir sobre suas possibilidades e aplica\u00e7\u00f5es no contexto das universidades, NITs e afins pode ser um novo horizonte no fomento \u00e0 inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211;<strong>N\u00famero de competi\u00e7\u00f5es de plano de neg\u00f3cio por ano<\/strong>: a cria\u00e7\u00e3o de planos de neg\u00f3cio \u00e9 considerada como uma \u00f3tima viv\u00eancia para que alunos e pesquisadores compreendam a esfera de neg\u00f3cio envolvida na aplica\u00e7\u00e3o de suas tecnologias. O plano de neg\u00f3cio visto n\u00e3o como elemento norteador da empresa, mas sim como elemento de aprendizagem gera bastante resultados quando aplicado num contexto universit\u00e1rio. Um bom exemplo \u00e9 a competi\u00e7\u00e3o do MIT\u200a\u2014\u200aMIT 100K, que estimula anualmente alunos e pesquisadores a aplicarem suas pesquisas, concorrendo ao pr\u00eamio de cem mil d\u00f3lares para o vencedor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Wylinka Os que acompanham a DEEP j\u00e1 sabem: n\u00f3s da Wylinka somos apaixonados pelo papel da universidade em ecossistemas de empreendedorismo (especialmente pelo fato de boa parte do time ser composta por pessoas que vivenciaram intensamente a ci\u00eancia na universidade). \u00c9 a partir dela que geralmente se avan\u00e7a o desenvolvimento tecnol\u00f3gico nascido da pesquisa, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"episode_type":"","audio_file":"","cover_image":"","cover_image_id":"","duration":"","filesize":"","date_recorded":"","explicit":"","block":"","filesize_raw":"","footnotes":""},"categories":[6,1],"tags":[],"class_list":["post-347","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/proinova\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/347","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/proinova\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/proinova\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/proinova\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/proinova\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=347"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/proinova\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/347\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/proinova\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=347"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/proinova\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=347"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/proinova\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=347"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}