{"id":3634,"date":"2011-03-28T22:26:44","date_gmt":"2011-03-29T01:26:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/prpgp\/2011\/03\/28\/28a-universidade-brasileira-e-a-excelencia-internacional\/"},"modified":"2011-03-28T22:26:44","modified_gmt":"2011-03-29T01:26:44","slug":"28a-universidade-brasileira-e-a-excelencia-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/prpgp\/2011\/03\/28\/28a-universidade-brasileira-e-a-excelencia-internacional","title":{"rendered":"A Universidade Brasileira e a Excel\u00eancia Internacional"},"content":{"rendered":"<p> A inser\u00e7\u00e3o das universidades de um pa\u00eds no ranking das universidades de excel\u00eancia internacional \u00e9 um indicador claro da import\u00e2ncia dessas institui\u00e7\u00f5es como agentes de desenvolvimento de uma na\u00e7\u00e3o. No Brasil, apesar do claro entendimento e dos investimentos do governo federal nos \u00faltimos anos na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o, a inser\u00e7\u00e3o das universidades entre as melhores do mundo ainda n\u00e3o \u00e9 realidade. <!--more--> <\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Fonte: Correio Brasiliense (28\/03\/2011)<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 15.6px;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Luiz Cl\u00e1udio Costa &#8211; <\/span><\/span><em><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Secret\u00e1rio de Ensino Superior do MEC e<\/span><\/span><\/em><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"> <\/span><\/span><em><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Ex-reitor da Universidade Federal de Vi\u00e7osa-MG<\/span><\/span><\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"> Em uma sociedade do conhecimento, as universidades de excel\u00eancia internacional s\u00e3o institui\u00e7\u00f5es cruciais para a forma\u00e7\u00e3o de profissionais criativos e cidad\u00e3os plenos, capazes de promoverem avan\u00e7os na ci\u00eancia e tecnologia, bem como na constru\u00e7\u00e3o de um sistema eficiente de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. A inser\u00e7\u00e3o das universidades de um pa\u00eds no ranking das universidades de excel\u00eancia internacional \u00e9 um indicador claro da import\u00e2ncia dessas institui\u00e7\u00f5es como agentes de desenvolvimento de uma na\u00e7\u00e3o. No Brasil, apesar do claro entendimento e dos investimentos do governo federal nos \u00faltimos anos na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o, a inser\u00e7\u00e3o das universidades entre as melhores do mundo ainda n\u00e3o \u00e9 realidade.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><\/span><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\">Diversos \u00edndices foram criados para comparar e ranquear as universidades de diferentes pa\u00edses do mundo. Desde ent\u00e3o, tornar-se uma universidade de excel\u00eancia internacional deixou de ser simplesmente uma quest\u00e3o de tradi\u00e7\u00e3o ou desejo. Entre os \u00edndices mais aceitos e divulgados pela comunidade internacional est\u00e3o o Times Higher Education (THES) e o Shanghai Jiao Tong University (SJTU). Apesar das cr\u00edticas e dos questionamentos sobre a filosofia e a metodologia desses \u00edndices, algumas delas muito leg\u00edtimas, um fato \u00e9 evidente, as universidades mais bem ranqueadas por eles s\u00e3o aquelas que ao longo da hist\u00f3ria mais t\u00eam contribu\u00eddo para o desenvolvimento social e econ\u00f4mico de seus pa\u00edses e, na maioria dos casos, da humanidade. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Os avan\u00e7os do Brasil na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o v\u00eam sendo, nos \u00faltimos anos, destaque em diferentes organismos internacionais. Relat\u00f3rios do Banco Mundial apontam o Brasil como o pa\u00eds que mais avan\u00e7ou em aumento de escolaridade e, segundo dados da OCDE, o terceiro pa\u00eds que mais evoluiu em qualidade da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. O \u00faltimo relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco), publicado em novembro de 2010, destaca, em cap\u00edtulo pela primeira vez dedicado a um pa\u00eds da Am\u00e9rica do Sul, a grande evolu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica brasileira nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, o Brasil produziu 26.482 artigos cient\u00edficos em 2008, colocando o pa\u00eds na destacada posi\u00e7\u00e3o de 13\u00ba produtor de conhecimento novo do mundo. O relat\u00f3rio indica ainda que 90% das publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas brasileiras s\u00e3o oriundas das universidades p\u00fablicas, que ao mesmo tempo det\u00e9m 57% dos pesquisadores brasileiros, outros 6% est\u00e3o em institutos de pesquisas e 37% em institui\u00e7\u00f5es privadas. Da mesma forma, o Brasil conseguiu avan\u00e7ar em muito a sua forma\u00e7\u00e3o de doutores, alcan\u00e7ando, em 2008, 10.711 titulados, contra apenas 554 em 1981. Com tais indicadores, seria de se esperar que as universidades brasileiras figurassem entre as melhores universidades do mundo. No entanto, isso n\u00e3o ocorre. O \u00edndice THES foi publicado pela primeira vez em 2004 e desde ent\u00e3o nenhuma universidade brasileira esteve entre as 200 primeiras.<\/p>\n<p>Acad\u00eamicos que se dedicam a definir o que seria uma universidade de excel\u00eancia internacional identificam algumas caracter\u00edsticas b\u00e1sicas: professores altamente qualificados; excel\u00eancia em pesquisa; alto n\u00edvel de investimento do governo e privado; estudantes altamente qualificados com alto n\u00edvel de internacionaliza\u00e7\u00e3o; autonomia acad\u00eamica, estrutura de gest\u00f5es eficientes e aut\u00f4nomas e bem estruturadas instala\u00e7\u00f5es de ensino, pesquisa, extens\u00e3o, administra\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia estudantil.<\/p>\n<p>Uma agenda estrat\u00e9gica de incentivo \u00e0 internacionaliza\u00e7\u00e3o, com fluxo de professores e estudantes de excel\u00eancia internacional, e o fortalecimento da agenda da autonomia na gest\u00e3o das atividades de ensino, pesquisa e extens\u00e3o podem levar, dentro em breve, o Brasil a ter algumas de suas universidades figurando entre as melhores do mundo.<\/p>\n<p>Buscar o reconhecimento internacional para o ensino superior brasileiro n\u00e3o \u00e9 simplesmente uma quest\u00e3o de status, mas uma a\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica para um pa\u00eds que tem dado ao longo dos anos uma efetiva contribui\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica para a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida no planeta.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A inser\u00e7\u00e3o das universidades de um pa\u00eds no ranking das universidades de excel\u00eancia internacional \u00e9 um indicador claro da import\u00e2ncia dessas institui\u00e7\u00f5es como agentes de desenvolvimento de uma na\u00e7\u00e3o. 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