{"id":252,"date":"2024-07-29T21:16:17","date_gmt":"2024-07-30T00:16:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/ensino\/traduzindo_a_ciencia\/?page_id=252"},"modified":"2024-07-29T21:30:58","modified_gmt":"2024-07-30T00:30:58","slug":"o-gluten-e-a-doenca-celiaca","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/ensino\/traduzindo_a_ciencia\/o-gluten-e-a-doenca-celiaca","title":{"rendered":"O gl\u00faten e a doen\u00e7a cel\u00edaca"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" data-id=\"254\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/931\/2024\/07\/aquiiii-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-254\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/931\/2024\/07\/aquiiii-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/931\/2024\/07\/aquiiii-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/931\/2024\/07\/aquiiii-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/931\/2024\/07\/aquiiii-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/931\/2024\/07\/aquiiii.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Gl\u00faten<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O gl\u00faten pode ser definido como uma massa proteica gomosa que permanece depois de lavar a massa de trigo para eliminar o amido. Os principais componentes proteicos do gl\u00faten gliadinas e gluteninas s\u00e3o prote\u00ednas de armazenamento do trigo. O gl\u00faten e as prote\u00ednas relacionadas ao gl\u00faten est\u00e3o presentes no trigo, centeio e cevada, e s\u00e3o muito utilizadas na elabora\u00e7\u00e3o de alimentos para dar \u00e0 massa as propriedades de cozimento desejadas, acrescentar sabores e melhorar a textura. A exposi\u00e7\u00e3o ao gl\u00faten em indiv\u00edduos geneticamente predispostos pode conduzir \u00e0 doen\u00e7a cel\u00edaca<\/span><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Fisiopatologia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O gl\u00faten e as prote\u00ednas relacionadas presentes no trigo, centeio, cevada e na aveia (quando n\u00e3o foi evitada a contamina\u00e7\u00e3o com o trigo) s\u00e3o os agentes externos que causam a doen\u00e7a cel\u00edaca. A doen\u00e7a cel\u00edaca ocorre quase exclusivamente em pacientes que expressam o ant\u00edgeno de leuc\u00f3citos humanos do complexo de histocompatibilidade principal (MHC) classe II, a sub-regi\u00e3o DQ 2 (HLA-DQ2) e as mol\u00e9culas HLA-DQ8. A DC \u00e9 uma das causas mais comuns de m\u00e1 absor\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica. Isto resulta de les\u00e3o no intestino delgado mediada por uma rea\u00e7\u00e3o autoimune de linf\u00f3citos com destrui\u00e7\u00e3o das vilosidades intestinais, ocasionando perda de \u00e1rea de superf\u00edcie de absor\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o de enzimas digestivas e consequente absor\u00e7\u00e3o prejudicada de micronutrientes, como vitaminas lipossol\u00faveis, ferro e, potencialmente, B 12 e \u00e1cido f\u00f3lico. Al\u00e9m disso, a inflama\u00e7\u00e3o exacerba os sintomas de m\u00e1 absor\u00e7\u00e3o, causando secre\u00e7\u00e3o l\u00edquida de l\u00edquido que pode resultar em diarreia. A falha na absor\u00e7\u00e3o de calorias adequadas leva \u00e0 perda de peso e a m\u00e1 digest\u00e3o resulta em dor abdominal e distens\u00e3o abdominal. Estes s\u00e3o sintomas comuns associados \u00e0 DC.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Epidemiologia<\/h2>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A DC \u00e9 comum, com uma preval\u00eancia pontual em torno de 1% na maioria das popula\u00e7\u00f5es. A incid\u00eancia do diagn\u00f3stico de DC aumentou nas \u00faltimas d\u00e9cadas, e este aumento foi atribu\u00eddo ao aumento da conscientiza\u00e7\u00e3o e dos testes. A medi\u00e7\u00e3o da carga da DC \u00e9 limitada por v\u00e1rios fatores, tais como indiv\u00edduos assintom\u00e1ticos n\u00e3o diagnosticados e o fato de n\u00e3o existirem medicamentos prescritos para tratar a doen\u00e7a, o que provavelmente leva \u00e0 subnotifica\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sintomas e sinais cl\u00ednicos<\/h2>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Pacientes com sintomas, sinais ou evid\u00eancias laboratoriais sugestivas de m\u00e1 absor\u00e7\u00e3o, como diarreia cr\u00f4nica com perda de peso, esteatorreia, s\u00edndrome do intestino irrit\u00e1vel, dor abdominal e distens\u00e3o abdominal, devem ser considerados para teste de DC.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Adultos: diarreia cr\u00f4nica (antigamente considerada o sintoma mais comum), perda de peso, anemia ferropriva, distens\u00e3o abdominal por incha\u00e7o, mal-estar e fadiga, edema (hipoproteinemia), dermatite herpetiforme.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Crian\u00e7as: atraso no desenvolvimento, perda de peso, atraso no crescimento, v\u00f4mitos, diarreia cr\u00f4nica, distens\u00e3o abdominal por incha\u00e7o, anemia ferropriva, perda muscular, edema (hipoproteinemia), irritabilidade e desconforto.<\/span><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Diagn\u00f3stico<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">TTG IgA e IgA total altos + Endoscopia Digestiva Alta com bi\u00f3psia duodenal contendo altera\u00e7\u00f5es histopatol\u00f3gicas caracter\u00edsticas nas biopsias da mucosa intestinal, incluindo linfocitose intraepitelial, hiperplasia das criptas e v\u00e1rios graus de atrofia vilosit\u00e1ria.\u00a0 Evid\u00eancia de que a enteropatia do intestino delgado depende do gl\u00faten, o que pode ser demonstrado pela presen\u00e7a de anticorpos positivos espec\u00edficos da doen\u00e7a cel\u00edaca e\/ou uma melhoria cl\u00ednica e\/ou histol\u00f3gica em resposta a uma dieta sem gl\u00faten.<\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"487\" height=\"775\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/931\/2024\/07\/image2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-257\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/931\/2024\/07\/image2.png 487w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/931\/2024\/07\/image2-189x300.png 189w\" sizes=\"(max-width: 487px) 100vw, 487px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Terapia<\/h2>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Os pacientes com doen\u00e7a cel\u00edaca n\u00e3o deveriam consumir produtos contendo gl\u00faten, tais como trigo, centeio ou cevada. Os pacientes em geral precisam seguir uma dieta estrita sem gl\u00faten pelo resto da vida. Recomenda\u00e7\u00f5es: \u00c9 recomendado fazer uso de aveia sem gl\u00faten na dieta de pacientes com DC, pois, acrescenta palatabilidade, nutri\u00e7\u00e3o (fibra sol\u00favel, \u00f3leo poli-insaturado, vitaminas B, ferro, tiamina) e benef\u00edcios de laxa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Fatores de risco<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">A doen\u00e7a cel\u00edaca \u00e9 hoje conhecida por afetar todas as faixas et\u00e1rias, inclusive os idosos;<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">mais de 70% dos novos pacientes s\u00e3o diagnosticados acima dos 20 anos.<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Pacientes com um familiar de primeiro grau com diagn\u00f3stico confirmado de DC devem ser testados para DC. A frequ\u00eancia da DC aumenta substancialmente em pacientes que t\u00eam um familiar de primeiro grau afetado pela DC.\u00a0<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">S\u00edndrome de Down, S\u00edndrome de Turner.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Doen\u00e7a tireoidiana autoimune\u00a0<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Doen\u00e7a hep\u00e1tica autoimune<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Pacientes com diabetes mellitus tipo I devem ser testados para DC se houver quaisquer sintomas ou sinais sugestivos. H\u00e1 evid\u00eancias de que a DC \u00e9 substancialmente mais comum em pacientes com diabetes tipo I do que na popula\u00e7\u00e3o branca em geral. As estimativas variam entre 3% e 10% ( 138 ). Em crian\u00e7as, foi sugerido que a triagem anual ou a cada dois anos para DC seja realizada por meio de sorologia.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Complica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Os pacientes com doen\u00e7a cel\u00edaca (n\u00e3o tratada a longo prazo) t\u00eam risco elevado de complica\u00e7\u00f5es benignas e malignas, e de mortalidade.<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">C\u00e2ncer \u2014 maior risco nos primeiros anos ap\u00f3s o diagn\u00f3stico \u2013 diminui para risco (quase) normal no quinto ano.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0Linfomas malignos<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Adenocarcinoma do intestino delgado<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Tumores orofar\u00edngeos<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">O risco de mortalidade \u00e9 elevado em pacientes cel\u00edacos adultos, devido a um maior risco de neoplasia fatal<\/span><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>D\u00favidas comuns<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00c9 recomendado uso de probi\u00f3ticos para paciente com DC? <\/span><span style=\"font-weight: 400\">N\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias suficientes para recomendar a favor ou contra o uso de probi\u00f3ticos para o tratamento da DC.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Existem tamb\u00e9m v\u00e1rios \u201cmitos\u201d, como:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">A doen\u00e7a cel\u00edaca \u00e9 rara.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">A doen\u00e7a cel\u00edaca ocorre: apenas em caucasianos principalmente na Europa e nos Estados Unidos, apenas na inf\u00e2ncia, apenas em pacientes com diarreia cr\u00f4nica, a doen\u00e7a cel\u00edaca pode ser curada ap\u00f3s (um per\u00edodo de) tratamento<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sensibilidade ao gl\u00faten n\u00e3o cel\u00edaca (SGNC): Caracteriza-se por uma hipersensibilidade ao gl\u00faten, a qual n\u00e3o \u00e9 caracterizada como a DC por uma cascata de inflama\u00e7\u00e3o, uma vez que,\u00a0 diferentemente da mucosa dos pacientes cel\u00edacos, a mucosa daqueles com SGNC, ao ser incubada com gliadina, n\u00e3o expressa os marcadores de inflama\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m n\u00e3o provoca ativa\u00e7\u00e3o dos bas\u00f3filos, nem tampouco h\u00e1 atrofia de vilosidades intestinais observada na DC, logo, n\u00e3o h\u00e1 redu\u00e7\u00e3o da absor\u00e7\u00e3o de nutrientes como tamb\u00e9m observado na DC. A recomenda\u00e7\u00e3o seria uma avalia\u00e7\u00e3o pelo gastroenterologista de confian\u00e7a para realizar consulta para investigar se trata-se ou n\u00e3o de uma SGNC, seu tratamento consiste na isen\u00e7\u00e3o de gl\u00faten na dieta resultando no desaparecimento dos sintomas.\u00a0<\/span><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>HUSBY, S. <em>et al<\/em>. European Society for Pediatric Gastroenterology, Hepatology, and Nutrition guidelines for the diagnosis of coeliac disease. (Diretrizes para o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a cel\u00edaca da Sociedade Europeia de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutri\u00e7\u00e3o Pedi\u00e1trica). <strong>Journal of Pediatric Gastroenterology and Nutrition<\/strong>, v. 54, p. 136-160, 2012.<\/li>\n\n\n\n<li>LUDVIGSSON, J. F. <em>et al<\/em>. Diagnosis and management of adult coeliac disease: guidelines from the British Society of Gastroenterology. (Diagn\u00f3stico e tratamento da doen\u00e7a cel\u00edaca em adultos: diretrizes da Sociedade Brit\u00e2nica de Gastroenterologia). <strong>Gut<\/strong>, v. 63, p. 1210-1228, 2014.<\/li>\n\n\n\n<li>LUDVIGSSON, J. F. <em>et al<\/em>. Transition from childhood to adulthood in coeliac disease: the Prague consensus report. (Transi\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia para a idade adulta na doen\u00e7a cel\u00edaca: relat\u00f3rio de consenso de Praga). <strong>Gut<\/strong>, v. 65, p. 1242-1251, 2016.<\/li>\n\n\n\n<li>RUBIO-TAPIA, Alberto <em>et al<\/em>. ACG clinical guidelines: diagnosis and management of celiac disease. (Diretrizes cl\u00ednicas da ACG: diagn\u00f3stico e manejo da doen\u00e7a cel\u00edaca). <strong>The American Journal of Gastroenterology<\/strong>, v. 108, p. 656-676; quiz 677, 2013. DOI: 10.1038\/ajg.2013.79.<\/li>\n\n\n\n<li>RUBIO-TAPIA, Alberto <em>et al<\/em>. Atualiza\u00e7\u00e3o das Diretrizes do American College of Gastroenterology: Diagn\u00f3stico e Tratamento da Doen\u00e7a Cel\u00edaca. <strong>The American Journal of Gastroenterology<\/strong>, v. 118, n. 1, p. 59-76, jan. 2023. DOI: 10.14309\/ajg.0000000000002075.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Autores<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><strong>Hayner Wernersbach Aranha<\/strong>, discente do curso de gradua\u00e7\u00e3o em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), participante do grupo Traduzindo Ci\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><strong>Marco Ant\u00f4nio Piletti<\/strong>, discente do curso de gradua\u00e7\u00e3o em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), participante do grupo Traduzindo Ci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gl\u00faten O gl\u00faten pode ser definido como uma massa proteica gomosa que permanece depois de lavar a massa de trigo para eliminar o amido. Os principais componentes proteicos do gl\u00faten gliadinas e gluteninas s\u00e3o prote\u00ednas de armazenamento do trigo. 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