{"id":363,"date":"2020-10-29T13:14:11","date_gmt":"2020-10-29T16:14:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/extensao\/alternativa\/?page_id=363"},"modified":"2020-10-29T13:15:05","modified_gmt":"2020-10-29T16:15:05","slug":"historico","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/projetos\/extensao\/alternativa\/historico","title":{"rendered":"Hist\u00f3rico"},"content":{"rendered":"\n<p>O Pr\u00e9-Universit\u00e1rio Popular Alternativa \u00e9 um pr\u00e9-universit\u00e1rio popular criado no ano 2000 e acolhido como projeto de extens\u00e3o, com sua vincula\u00e7\u00e3o \u00e0 Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Sua cria\u00e7\u00e3o partiu da iniciativa de universit\u00e1rios ligados ao movimento estudantil e oriundos do Centro de Ci\u00eancias Rurais, que se inspiraram no Pr\u00e9-Vestibular Desafio, da Universidade Federal de Pelotas.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de um cursinho preparat\u00f3rio ao ingresso na universidade, de car\u00e1ter popular, foi motivada pela elitiza\u00e7\u00e3o da UFSM, observada, sobretudo, na d\u00e9cada de 1990, na qual a educa\u00e7\u00e3o brasileira sofreu muitos cortes e houve uma prolifera\u00e7\u00e3o de cursinhos pr\u00e9-vestibulares, sem os quais era quase imposs\u00edvel a aprova\u00e7\u00e3o no vestibular. Foi ent\u00e3o neste contexto de desigualdade no acesso ao ensino superior, em que as classes mais pobres n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es de pagar por um curso preparat\u00f3rio para o vestibular e, portanto, n\u00e3o conseguiam acessar uma universidade p\u00fablica, que nasceu o \u00a0Alternativa!<\/p>\n<p>Os primeiros anos de atividades do Alternativa ocorreram de forma itinerante, passando por v\u00e1rias escolas de Santa Maria, uma vez que a UFSM n\u00e3o dispunha de espa\u00e7o f\u00edsico que acolhesse o projeto e n\u00e3o se tinha expectativa concreta de sua continuidade.<\/p>\n<p>A primeira escola utilizada, seja para os processos seletivos, seja para as aulas, foi o Instituto Estadual de Educa\u00e7\u00e3o Olavo Bilac. Com o local definido, as aulas tiveram in\u00edcio.<\/p>\n<p>Em um primeiro momento, contando com um quadro pequeno de professores e com apenas 80 vagas, o projeto seguiu firme at\u00e9 o fim daquele ano. Al\u00e9m de contar com aulas de disciplinas obrigat\u00f3rias para o vestibular, o Projeto diferenciava-se com um per\u00edodo chamado \u201cCidadania.\u201d Por possuir a linha te\u00f3rica da educa\u00e7\u00e3o popular, os coordenadores decidiram na \u00e9poca ser importante debater diversos assuntos que n\u00e3o fossem os conte\u00fados obrigat\u00f3rios.<\/p>\n<p><strong>UM BALAN\u00c7O DO PRIMEIRO ANO DE FUNCIONAMENTO DO ALTERNATIVA<\/strong><\/p>\n<p>No fim do primeiro ano do cursinho, os resultados obtidos foram muito expressivos: 10 aprova\u00e7\u00f5es, sendo elas:Pedagogia (2); Letras (1); Engenharia Florestal (1); Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica (1); Medicina Veterin\u00e1ria (1); Engenharia Mec\u00e2nica (1); Matem\u00e1tica (1); Ci\u00eancias Cont\u00e1beis (1); Engenharia El\u00e9trica (1). Al\u00e9m disso, foi importante a ideia continuidade do projeto para o ano de 2001, demarcando assim um espa\u00e7o de educa\u00e7\u00e3o popular na cidade. A perman\u00eancia no Olavo Bilac tamb\u00e9m foi mantida. Analisando os n\u00fameros apresentados, a primeira impress\u00e3o \u00e9 que foram poucas coisas conquistadas. Por\u00e9m, considerando-se o contexto da \u00e9poca e todas as dificuldades pelas quais a educa\u00e7\u00e3o passava, \u00e9 bastante expressivo e motivo de comemora\u00e7\u00e3o para os diversos estudantes que trataram o cursinho com seriedade.<\/p>\n<p><strong>18 ANOS DE HIST\u00d3RIA<\/strong><\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 2018 o Pr\u00e9-Universit\u00e1rio Popular Alternativa completou 18 anos de vida. Do ano 2000 para c\u00e1, muitas foram as dificuldade encontradas, mas, ao mesmo tempo, foram muitas tamb\u00e9m as conquistas. Uma delas, por exemplo, foi a conquista de um espa\u00e7o definitivo para o desenvolvimento das aulas, noPr\u00e9dio de Apoio da UFSM, local onde at\u00e9 hoje as atividades ocorrem. Outra destas conquistas diz respeito \u00e0 meia-passagem estudantil.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacarmos tamb\u00e9m alguns n\u00fameros que comprovam o quanto o Pr\u00e9-Universit\u00e1rio Popular Alternativa vem contribuindo para a diminui\u00e7\u00e3o da desigualdade no acesso ao ensino superior ao longo dos anos. Assim como o n\u00famero de vagas ofertadas pelo curso aumentou (hoje s\u00e3o 150), o n\u00famero de aprova\u00e7\u00f5es no vestibular e no ENEM tamb\u00e9m cresceu, e muito!<\/p>\n<p><strong>A CONQUISTA DA MEIA-PASSAGEM<\/strong><\/p>\n<p>Nos primeiros anos de funcionamento, o Pr\u00e9-Universit\u00e1rio Popular Alternativa conquistou algo que foi de suma import\u00e2ncia para a sobreviv\u00eancia do projeto: a libera\u00e7\u00e3o da venda da meia passagem de \u00f4nibus para seus educandos!<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7ou no ano de 2005, quando educadores e educadoras perceberam que a dificuldade de locomo\u00e7\u00e3o era um fator que influenciava muito na evas\u00e3o dos educandos. Muitos moravam longe dos locais onde as aulas ocorriam na \u00e9poca, o Col\u00e9gio Estadual de Ensino M\u00e9dio Cilon Rosa, na regi\u00e3o central de Santa Maria. Em decorr\u00eancia dessa localiza\u00e7\u00e3o, os educandos dependiam do transporte coletivo municipal para frequentar o curso. Por\u00e9m, muitos n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es de pagar o pre\u00e7o integral da passagem de \u00f4nibus todos os dias, sendo este, portanto, um dos principais motivos de desist\u00eancias dos estudantes ao longo dos anos.<\/p>\n<p><strong>A MOBILIZA\u00c7\u00c3O:<\/strong><\/p>\n<p>Detectado o problema, um grupo de educadores e educadoras do Alternativa iniciou um processo de mobiliza\u00e7\u00e3o, juntamente com educadores e educadoras do Pr\u00e1xis Coletivo Popular (projeto tamb\u00e9m surgido na UFSM) para tentar minimizar esta situa\u00e7\u00e3o que era comum aos dois pr\u00e9-universit\u00e1rios populares.<\/p>\n<p>\u00c9\u00a0importante destacarmos aqui tamb\u00e9m a participa\u00e7\u00e3o de educandos e educandas nesta mobiliza\u00e7\u00e3o para a conquista da meia passagem, j\u00e1 que a partir do momento em que teve in\u00edcio a busca por este direito junto \u00e0 prefeitura, o que ocorreu foi um verdadeiro embate com os empres\u00e1rios donos das empresas de transporte da cidade, representados pela ATU (Associa\u00e7\u00e3o dos Transportadores Urbanos).<\/p>\n<p>Em um primeiro momento, o Conselho Municipal de Transporte (CMT), \u00f3rg\u00e3o ligado \u00e0 prefeitura, aprovou o pedido de meia-passagem dos pr\u00e9-universit\u00e1rios ligados a UFSM. Foi a partir desta decis\u00e3o que aquele grupo empresarial passou a fazer uma grande press\u00e3o dentro da prefeitura e por meio da imprensa para que este direito n\u00e3o fosse cumprido.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que com o reconhecimento do v\u00ednculo dos pr\u00e9-universit\u00e1rios populares com a UFSM, a prefeitura municipal de Santa Maria encontrou uma base legal (lei municipal N\u00ba 562) para manter a decis\u00e3o do CMT de libera\u00e7\u00e3o da meia passagem.<\/p>\n<p>Dentro deste contexto \u00e9 que dizemos que a uni\u00e3o entre educadores(as) e educandos(as) na luta pela meia passagem foi uma a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, surgida de um trabalho de conscientiza\u00e7\u00e3o e di\u00e1logo entre estas duas partes! Desta conscientiza\u00e7\u00e3o \u00e9 que resultou\u00a0uma s\u00e9rie de manifesta\u00e7\u00f5es dos educandos e educadores pelas ruas da cidade para reivindicar um direito que era (e ainda \u00e9) garantido por lei. Destacamos aqui tamb\u00e9m o apoio do Diret\u00f3rio Central dos Estudantes (DCE) da UFSM e alguns movimentos sociais naquelas mobiliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>A CONQUISTA!<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s toda esta luta para assegurar um direito previsto em lei, no final do m\u00eas de setembro de 2005, a meia passagem foi ent\u00e3o liberada na ATU, e at\u00e9 o presente momento todos os educandos do Alternativa n\u00e3o precisam pagar o valor integral da tarifa de \u00f4nibus. Por isso dizemos que esta foi uma conquista que deve ser lembrada na hist\u00f3ria do PUPA, n\u00e3o s\u00f3 por sua import\u00e2ncia na diminui\u00e7\u00e3o da evas\u00e3o dos estudantes, mas tamb\u00e9m pelo o que representou em termos de educa\u00e7\u00e3o popular, com a uni\u00e3o de educadores e educandos na luta consciente por uma sociedade menos injusta.\u00a0Com certeza a conquista da meia-passagem contribuiu muito para um amadurecimento de ideias dentro do Alternativa no que se refere a uma educa\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica e reflexiva, servindo de exemplo para outras a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de transforma\u00e7\u00e3o da sociedade nos anos seguintes.\u00a0<\/p>\n<table style=\"border-collapse: collapse;width: 100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 50%\">\n<figure style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/841\/2020\/10\/Capa_Jornal.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"537\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Capa do Jornal A Raz\u00e3o, de 27 de setembro de 2005. Fonte: Acervo do Arquivo Hist\u00f3rico Municipal de Santa Maria.<\/figcaption><\/figure>\n<\/td>\n<td style=\"width: 50%\">\n<figure style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/841\/2020\/10\/Reportagem_Jornal.jpg\" alt=\"\" width=\"410\" height=\"547\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Reportagem do Jornal A Raz\u00e3o, de 28 de setembro de 2005. Fonte: Acervo do Arquivo Hist\u00f3rico Municipal de Santa Maria.<\/figcaption><\/figure>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>O PR\u00c9DIO DE APOIO DID\u00c1TICO-COMUNIT\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Nos primeiros anos de funcionamento do Pr\u00e9-Universit\u00e1rio Popular Alternativa as aulas ocorreram em diversos lugares da cidade de Santa Maria e, por um curto per\u00edodo, at\u00e9 mesmo no munic\u00edpio de S\u00e3o Pedro do Sul. O curso, portanto, funcionava de maneira itinerante, dependendo de institui\u00e7\u00f5es que cediam algumas de suas salas de aula para as atividades, tais como as escolas estaduais Olavo Bilac, Cilon Rosa,Augusto Ruschi, e Manoel Ribas. O curso tamb\u00e9m funcionou por um tempo no\u00a0Servi\u00e7o Social do Com\u00e9rcio (SESC).<\/p>\n<p>Foi no ano de 2007 que o Alternativa teve definido um local fixo para funcionar, sendo este, o Pr\u00e9dio de Apoio da UFSM, localizado na Rua Floriano Peixoto, regi\u00e3o central de Santa Maria, onde at\u00e9 hoje est\u00e1 instalado. Destacamos que naquele mesmo ano houve uma grande mobiliza\u00e7\u00e3o estudantil para que este pr\u00e9dio n\u00e3o fosse privatizado pelo governo federal. Depois de uma s\u00e9rie de manifesta\u00e7\u00f5es lideradas pelo DCE da UFSM o pr\u00e9dio n\u00e3o foi vendido, sendo esta mais uma conquista para os educadores e educandos do curso popular!<\/p>\n<figure style=\"width: 567px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/841\/2020\/10\/Reportagem_Jornal2.jpg\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"425\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Reportagem do Jornal A Raz\u00e3o, de 25 de maio de 2007. Acervo do Arquivo Hist\u00f3rico Municipal de Santa Maria.<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Pr\u00e9-Universit\u00e1rio Popular Alternativa \u00e9 um pr\u00e9-universit\u00e1rio popular criado no ano 2000 e acolhido como projeto de extens\u00e3o, com sua vincula\u00e7\u00e3o \u00e0 Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 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