<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>		<rss version="2.0"
			xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
			xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
			xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
			xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
			xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
			xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
					>

		<channel>
			<title>CIÊNCIA E CONSCIÊNCIA - Feed Customizado RSS</title>
			<atom:link href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/busca?area=post&#038;rss=true&#038;sites%5B%5D=910" rel="self" type="application/rss+xml" />
			<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia</link>
			<description>Projeto de Desenvolvimento Institucional/Pesquisa/Ensino/Extensão</description>
			<lastBuildDate>Tue, 07 Apr 2026 12:11:50 +0000</lastBuildDate>
			<language>pt-BR</language>
			<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
			<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>

<image>
	<url>/app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico</url>
	<title>CIÊNCIA E CONSCIÊNCIA</title>
	<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
						<item>
				<title>Inteligência Artificial na estética: inovação, riscos e limites da tecnologia na avaliação da pele</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2025/12/07/inteligencia-artificial-na-estetica-inovacao-riscos-e-limites-da-tecnologia-na-avaliacao-da-pele</link>
				<pubDate>Sun, 07 Dec 2025 16:50:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=617</guid>
						<description><![CDATA[A Inteligência Artificial (IA) vem transformando a dermatologia e a estética, oferecendo inovações promissoras, mas também levantando desafios éticos, técnicos e clínicos. Seu uso em análise de imagens cutâneas, diagnóstico, monitoramento de tratamentos e personalização de skincare tem crescido rapidamente, conforme apontam revisões recentes da literatura. A maior parte das ferramentas de IA utiliza técnicas [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="268" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/12/Banner-IA-na-estetica-1024x268.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: justify">A Inteligência Artificial (IA) vem transformando a dermatologia e a estética, oferecendo inovações promissoras, mas também levantando desafios éticos, técnicos e clínicos. Seu uso em análise de imagens cutâneas, diagnóstico, monitoramento de tratamentos e personalização de skincare tem crescido rapidamente, conforme apontam revisões recentes da literatura.</p><p style="text-align: justify">A maior parte das ferramentas de IA utiliza técnicas de visão computacional e redes neurais profundas para analisar fotos ou vídeos da pele. Esses algoritmos aprendem padrões a partir de grandes bases de dados e podem identificar lesões, texturas, pigmentações e até sugerir classificações de risco. Quando bem treinados, modelos podem superar a acurácia de especialistas humanos em tarefas específicas. Além disso, a IA pode acompanhar a evolução da pele, comparando imagens ao longo do tempo, o que é útil para monitorar tratamentos estéticos, detectar pequenas alterações e medir resultados de forma objetiva.</p>		
													<img width="1024" height="684" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/12/foto-IA-na-estetica-1024x684.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: justify">Apesar do potencial, há limitações importantes. Um desafio central é o viés nos dados de treino. Muitos modelos foram desenvolvidos com bases que não representam adequadamente todos os tipos de pele, especialmente tons mais escuros, o que pode reduzir a acurácia e gerar diagnósticos incorretos ou recomendações inadequadas. Outro ponto crítico é a falta de explicabilidade: muitos algoritmos funcionam como uma “caixa-preta”, tornando difícil entender ou validar suas decisões. Além disso, a regulação dessas tecnologias ainda é incipiente, o que torna a implementação segura um desafio.</p><p style="text-align: justify">A IA também levanta questões éticas e de privacidade. Como trabalha com imagens faciais, dados extremamente sensíveis, é fundamental garantir armazenamento seguro, uso autorizado e políticas claras de consentimento. Estudos recentes indicam que princípios éticos como justiça, inclusão, transparência, responsabilidade e confiabilidade devem nortear o desenvolvimento e a aplicação desses sistemas. A equidade é um aspecto central: algoritmos que não foram treinados em uma população diversificada podem favorecer certos grupos e prejudicar outros.</p><p style="text-align: justify">Mesmo com limitações, a IA apresenta aplicações úteis na estética. Ela permite avaliação objetiva de textura, manchas e rugas, facilita o acompanhamento do progresso de tratamentos, apoia a personalização de produtos e procedimentos e aumenta o engajamento dos usuários com a saúde da pele. Quando integrada de forma responsável à prática clínica, a IA pode complementar o trabalho do profissional, mas nunca substituí-lo.</p><p style="text-align: justify">O futuro da IA na estética aponta para uma integração ainda maior com aparelhos clínicos, plataformas de teledermatologia e produtos dermocosméticos personalizados. Para isso, é essencial que os modelos sejam treinados em conjuntos de dados diversos, que suas decisões sejam explicáveis e que profissionais de saúde continuem envolvidos, garantindo uso seguro, ético e eficaz.</p><p> </p><p style="text-align: justify">A Inteligência Artificial trouxe inovação e praticidade ao universo da estética, mas ainda possui limitações significativas. Ela pode apoiar o cuidado com a pele, fornecendo informações rápidas e objetivas, mas não substitui profissionais qualificados nem fornece diagnóstico clínico. O uso seguro e eficiente da tecnologia depende da combinação entre ferramentas inteligentes, supervisão humana, ética e regulamentação adequada.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p><ol style="margin-top: 0cm" start="1" type="1"><li style="text-align: justify;border: none"><p>Zbrzezny, A. M., &amp; Krzywicki, T. <em>Artificial Intelligence in Dermatology: A Review of Methods, Clinical Applications, and Perspectives</em>. <em>Applied Sciences</em>, 2025. <a href="https://www.mdpi.com/2076-3417/15/14/7856?utm_source=chatgpt.com" target="_new">https://www.mdpi.com/2076-3417/15/14/7856</a></p></li><li style="text-align: justify;border: none"><p>Daneshjou, R., Vodrahalli, K., Novoa, R. A., Jenkins, M., et al. <em>Disparities in Dermatology AI Performance on a Diverse, Curated Clinical Image Set</em>. arXiv, 2022. <a href="https://arxiv.org/abs/2203.08807?utm_source=chatgpt.com" target="_new">https://arxiv.org/abs/2203.08807</a></p></li><li style="text-align: justify;border: none"><p><em>Ethical considerations for artificial intelligence in dermatology: a scoping review</em>. <em>British Journal of Dermatology</em>, 2024. <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38330217?utm_source=chatgpt.com" target="_new">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38330217</a></p></li></ol>		
			<h4>Autora:</h4>		
		<p style="text-align: justify"><strong>Bruna Fernanda da Silva Freitas</strong>, aluna do Programa de Pós-Graduação em Gerontologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e colaboradora do Portal Ciência e Consciência. </p>
<p style="text-align: justify">&nbsp;<strong>Lattes</strong>:&nbsp;<a href="https://lattes.cnpq.br/9446511046806460" style="font-family: Aptos, sans-serif;font-size: 12pt;text-align: start"><b>https://lattes.cnpq.br/9446511046806460</b></a></p>
<p style="text-align: justify;line-height: normal">
</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Metanol na bebida: o perigo invisível no copo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2025/11/18/metanol-na-bebida-o-perigo-invisivel-no-copo</link>
				<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 18:05:58 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=611</guid>
						<description><![CDATA[Imagine que você vai a uma festa com amigos, consome a mesma quantidade de bebida alcoólica de sempre e, algumas horas depois, começa a sentir uma dor de cabeça intensa, náuseas, mal-estar semelhante a ressaca e até mudanças estranhas na visão…   Se isso acontecer, é possível que você tenha ingerido uma bebida contaminada com [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="268" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/11/Banner-metanol-1024x268.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: justify;line-height: 150%">Imagine que você vai a uma festa com amigos, consome a mesma quantidade de bebida alcoólica de sempre e, algumas horas depois, começa a sentir uma dor de cabeça intensa, náuseas, mal-estar semelhante a ressaca e até mudanças estranhas na visão… </p><p> </p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">Se isso acontecer, é possível que você tenha ingerido uma bebida <b>contaminada com metanol</b>. Situações como essa têm sido relatadas recentemente na mídia e preocupam cada vez mais quem consome bebidas alcoólicas, especialmente quando a procedência não é garantida.</p>		
													<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/11/foto-metanol-1024x683.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: justify;line-height: 150%"><b>Mas afinal,</b> <b>o que é o metanol</b>? </p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">            O metanol (ou álcool metílico) é um líquido incolor, de fórmula molecular CH3OH. Ele também pode ser chamado de hidroximetano, álcool de madeira ou reverberatório, e é inflamável e facilmente dissolvido em água, podendo ser usado em várias atividades industriais. Ele é extremamente tóxico ao corpo humano, pois apresenta rápida absorção pelas membranas gastrointestinais, cutâneas e mucosas, permanecendo no corpo de 12 a 24 horas, ou até de 30 a 52 horas na presença do etanol, que é o álcool das bebidas. Ou seja, quando há presença de metanol e etanol, o metanol tende a permanecer no nosso organismo por mais tempo, sendo muito mais prejudicial. </p><p style="text-align: justify;line-height: 150%"> </p><p style="text-align: justify;line-height: 150%"><b>Por que o metanol é tão perigoso?</b></p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">            Dentro do organismo, o metanol é convertido em substâncias altamente tóxicas, como formaldeído e ácido fórmico, responsáveis pelo quadro conhecido como acidose metabólica — quando há acúmulo de ácidos no sangue, reduzindo o pH.</p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">Esses metabólitos aumentam as espécies reativas de oxigênio, levando à lesão oxidativa de tecidos, incluindo danos diretos à retina. É por isso que alterações visuais, como visão turva e sensibilidade à luz, são tão comuns na intoxicação e podem evoluir para cegueira irreversível.</p><p style="text-align: justify;line-height: 150%"> </p><p style="text-align: justify;line-height: 150%"><b>Como identificar uma possível intoxicação?</b></p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">Os sintomas costumam surgir entre 6 e 24 horas após o consumo da bebida — podendo chegar a 96 horas quando há álcool comum junto.</p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">Os sinais incluem:</p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">-Náuseas e vômitos</p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">-Dor abdominal</p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">-Dor de cabeça intensa</p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">-Sudorese</p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">-Confusão mental</p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">-Convulsões</p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">-Alterações visuais (visão borrada, fotofobia)</p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">-Em casos graves, cegueira permanente</p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">Diante desses sintomas, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente. </p><p style="text-align: justify;line-height: 150%"> </p><p style="text-align: justify;line-height: 150%"><b>Tratamento: o que existe hoje?</b></p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">            Além do uso tradicional do etanol farmacêutico como antídoto, o Ministério da Saúde passou a distribuir o fomepizol, que impede a conversão do metanol em seus metabólitos tóxicos. Isso reduz o risco de acidose metabólica e melhora o prognóstico. Porém, não se automedique: somente profissionais de saúde podem avaliar o quadro e administrar o tratamento adequado. Lembre-se, quanto antes realizado o tratamento, maiores as chances de sair sem grandes danos! </p><p style="text-align: justify;line-height: 150%"> </p><p style="text-align: justify;line-height: 150%"><b>Como se proteger?</b></p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">Embora o Ministério da Saúde não recomende o consumo de álcool, caso você opte por consumir, siga estas orientações:</p><ul style="margin-top: 0cm" type="disc"><li style="text-align: justify;line-height: 150%">Compre bebidas apenas em locais confiáveis e autorizados.</li><li style="text-align: justify;line-height: 150%">Evite produtos sem rotulagem ou com preços muito abaixo do comum.</li><li style="text-align: justify;line-height: 150%">Observe o lacre: se estiver torto, mal encaixado ou violado, não consuma.</li><li style="text-align: justify;line-height: 150%">Em caso de suspeita, procure atendimento médico e, se possível, leve a embalagem da bebida para análise.</li></ul><p style="margin-left: 36.0pt;text-align: justify;line-height: 150%"> </p><p> </p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as chances de evitar danos graves.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p><ol style="margin-top: 0cm" start="1" type="1"><li style="text-align: justify;border: none"><p>ARIAS, C. E. N.; ROMERO, C.; LA ROTA, G. <b>Intoxicación por metanol</b>. Acta Neurol Colomb. vol.41 no.2 Bogotá abr./jun. 2025 Epub Junho 24, 2025.</p></li><li style="text-align: justify;border: none"><p>BRASIL. Ministério da Saúde. <b style="font-family: 'Times New Roman', serif;font-size: 12pt">Ministério da Saúde recebe lote com 2,5 mil unidades do antídoto fomepizol</b>. Disponível em: &lt;Ministério da Saúde recebe lote com 2,5 mil unidades do antídoto fomepizol — Ministério da Saúde&gt;. Acesso em: 16 out. 2025. </p></li><li style="text-align: justify;border: none"><p>BRASIL. Ministério da Saúde. <b style="font-family: 'Times New Roman', serif;font-size: 12pt">Estados e municípios recebem novas orientações para atendimento e notificação de casos de intoxicação por metanol</b>. Disponível em: &lt;Estados e municípios recebem novas orientações para atendimento e notificação de casos de intoxicação por metanol — Ministério da Saúde&gt;. Acesso em: 16 out. 2025.</p></li><li style="text-align: justify;border: none"><p>BRASIL. Ministério da Saúde. <b style="font-family: 'Times New Roman', serif;font-size: 12pt">NOTA TÉCNICA CONJUNTA Nº 376/2025-SVSA/SAES/SECTICS/MS</b>. Disponível em: &lt;Nota Técnica Conjunta nº 376/2025-SVSA/SAES/SECTICS/MS — Ministério da Saúde&gt;. Acesso em: 16 out. 2025</p></li></ol>		
			<h4>Autora:</h4>		
		<p style="text-align: justify"><strong>Giovana Bolzan</strong>, acadêmica de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e colaboradora do Portal Ciência e Consciência. </p><p style="text-align: justify"> <strong>Lattes</strong>: http://lattes.cnpq.br/5729974068768994</p><p style="text-align: justify;line-height: normal"> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Se é bomba, estoura: efeitos e danos dos anabolizantes</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2025/10/21/se-e-bomba-estoura-efeitos-e-danos-dos-anabolizantes</link>
				<pubDate>Tue, 21 Oct 2025 15:57:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=602</guid>
						<description><![CDATA[A busca por um corpo musculoso e definido vem crescendo a cada ano, principalmente com a divulgação em massa de “corpos perfeitos” nas redes sociais e o uso crescente de substâncias sintéticas por famosos. Uma maneira rápida de conquistar o físico dos sonhos é a utilização de esteróides anabólico-androgênicos (EAA), que são versões sintéticas da [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="269" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/10/Banner-Bomba-1024x269.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">A busca por um corpo musculoso e definido vem crescendo a cada ano, principalmente com a divulgação em massa de “corpos perfeitos” nas redes sociais e o uso crescente de substâncias sintéticas por famosos. Uma maneira rápida de conquistar o físico dos sonhos é a utilização de esteróides anabólico-androgênicos (EAA), que são versões sintéticas da testosterona, o principal hormônio sexual masculino. Entretanto, essa alternativa, frequentemente divulgada como uma opção “natural” por ser um hormônio produzido naturalmente pelo corpo humano, pode causar sérios problemas à saúde, quando se trata de suplementação.</p>		
													<img width="1024" height="681" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/10/Foto-Bomba-1024x681.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Os EAA atuam tanto como anabolizantes, tendo efeitos sobre características sexuais secundárias, como crescimento de pelos e engrossamento da voz. E como esteróides, que agem estimulando o corpo a produzir e reter mais proteínas nos músculos, o que ajuda no crescimento e fortalecimento muscular, dando o aspecto de músculos mais definidos.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">O uso de esteróides anabolizantes (EAAs) sem indicação médica começou na década de 1950, principalmente entre levantadores de peso e atletas, com o objetivo de aumentar a massa muscular e a força. Nas últimas décadas, essa prática se expandiu para atletas recreacionais, mulheres e adolescentes, buscando fins estéticos ou de melhora de desempenho. No Brasil, um estudo realizado em Porto Alegre com praticantes de musculação encontrou prevalência de 11,1% de usuários de EAAs em academias, o que mostra que a utilização dessas substâncias está alcançando pessoas fora do meio esportivo.  </p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt;margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm">Os anabolizantes podem ser administrados de diferentes formas, como por injeção, via oral (em comprimidos), adesivos transdérmicos ou implantes hormonais. Entre esses, destaca-se o chamado “chip da beleza”, um tipo de implante que se popularizou especialmente entre mulheres que buscam melhorar a aparência física, promover o emagrecimento e aliviar sintomas da menopausa, como cansaço e desconforto. Esses dispositivos geralmente contêm hormônios como testosterona, gestrinona e oxandrolona. No entanto, não há comprovação científica de sua eficácia, e seu uso pode representar sérios riscos à saúde, uma vez que envolve substâncias anabolizantes.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Esses hormônios sintéticos afetam todo o corpo e, embora possam gerar resultados rápidos na aparência, trazem riscos sérios e duradouros como elevação dos níveis de colesterol e impotência sexual. No sistema cardiovascular o uso exagerado aumenta a pressão arterial e a força com que o coração precisa trabalhar, há associação com infarto ou parada cardíaca, acidente vascular cerebral (AVC), arteriopatias dos membros inferiores que são os estreitamentos ou obstruções das artérias que levam sangue para pernas e pés, aumentando o risco de amputações. No fígado, as substâncias podem provocar intoxicação e insuficiência hepática, já que esse órgão precisa eliminar o excesso de hormônios artificiais. Ainda, há associação entre aparecimento de câncer no fígado e na próstata com o uso de EAAs</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt"> </p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Também são comuns mudanças de humor, como irritação, agressividade e ansiedade, que afetam o convívio social e a saúde mental. Além disso, pode haver queda na libido, já que o corpo passa a produzir menos testosterona naturalmente. Nos músculos e ossos, o risco de ruptura de tendões aumenta, porque o crescimento muscular é rápido demais para a estrutura corporal acompanhar. Na pele, surgem acnes, espinhas e manchas, e em alguns casos até queda de cabelo.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">A utilização de anabolizantes com fins estéticos é proibida no Brasil, e a sua comercialização só pode ser realizada com receita médica, em drogarias e farmácias, conforme determina a ANVISA e o Conselho Federal de Medicina.  </p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt"> </p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Atualmente, a principal indicação do <a href="https://www.sciencedirect.com/topics/medicine-and-dentistry/androgen-therapy">tratamento com andrógenos por médicos especialistas </a>é a terapia de reposição no <a href="https://www.sciencedirect.com/topics/pharmacology-toxicology-and-pharmaceutical-science/hypogonadism">hipogonadismo</a> masculino orgânico (baixos níveis de testosterona). Também pode ser utilizado na <a href="https://www.sciencedirect.com/topics/pharmacology-toxicology-and-pharmaceutical-science/endocrine-therapy">terapia hormonal</a> transgênero, tratamento de queimaduras e em alguns casos de HIV. </p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt"> </p><p style="text-align: justify">Em síntese, os esteróides anabólico-androgênicos podem até promover mudanças rápidas no corpo, mas colocam em risco a saúde física e mental. Seus efeitos colaterais, muitas vezes graves e irreversíveis, superam qualquer ganho estético temporário. Cuidar do corpo de forma segura e consciente — por meio de exercícios regulares, alimentação equilibrada, sono de qualidade e manejo do estresse — é a verdadeira chave para um bem-estar duradouro e saudável.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p><ol style="margin-top: 0cm" start="1" type="1"><li style="text-align: justify;border: none"><p>ARIAS, C. E. N.; ROMERO, C.; LA ROTA, G. <b>Intoxicación por metanol</b>. Acta Neurol Colomb. vol.41 no.2 Bogotá abr./jun. 2025 Epub Junho 24, 2025.</p></li><li style="text-align: justify;border: none"><p>BRASIL. Ministério da Saúde. <b style="font-family: 'Times New Roman', serif;font-size: 12pt">Ministério da Saúde recebe lote com 2,5 mil unidades do antídoto fomepizol</b>. Disponível em: &lt;Ministério da Saúde recebe lote com 2,5 mil unidades do antídoto fomepizol — Ministério da Saúde&gt;. Acesso em: 16 out. 2025. </p></li><li style="text-align: justify;border: none"><p>BRASIL. Ministério da Saúde. <b style="font-family: 'Times New Roman', serif;font-size: 12pt">Estados e municípios recebem novas orientações para atendimento e notificação de casos de intoxicação por metanol</b>. Disponível em: &lt;Estados e municípios recebem novas orientações para atendimento e notificação de casos de intoxicação por metanol — Ministério da Saúde&gt;. Acesso em: 16 out. 2025.</p></li><li style="text-align: justify;border: none"><p>BRASIL. Ministério da Saúde. <b style="font-family: 'Times New Roman', serif;font-size: 12pt">NOTA TÉCNICA CONJUNTA Nº 376/2025-SVSA/SAES/SECTICS/MS</b>. Disponível em: &lt;Nota Técnica Conjunta nº 376/2025-SVSA/SAES/SECTICS/MS — Ministério da Saúde&gt;. Acesso em: 16 out. 2025</p></li></ol>		
			<h4>Autora:</h4>		
		<p style="text-align: justify"><strong>Giovana Bolzan</strong>, acadêmica de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e colaboradora do Portal Ciência e Consciência. </p>
<p style="text-align: justify">&nbsp;<strong>Lattes</strong>:&nbsp;http://lattes.cnpq.br/5729974068768994</p>
<p style="text-align: justify;line-height: normal">
</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Desvendando a trombose: saiba como e por que prevenir</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2025/10/13/desvendando-a-trombose-saiba-como-e-por-que-prevenir</link>
				<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 15:44:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=596</guid>
						<description><![CDATA[Certamente você conhece alguém que já teve trombose, mas imagino que não tenha pensado sobre o quanto ela pode ser perigosa. Afinal, como essa doença acontece? A trombose ocorre quando um coágulo de sangue se forma dentro de um vaso sanguíneo e atrapalha a passagem do sangue, bloqueando a circulação. O tipo mais comum é [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="267" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/10/Banner-trombose-1024x267.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: justify;line-height: normal">Certamente você conhece alguém que já teve trombose, mas imagino que não tenha pensado sobre o quanto ela pode ser perigosa. </p><p style="text-align: justify;line-height: normal">Afinal, como essa doença acontece?</p><p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;line-height: normal">A trombose ocorre quando um coágulo de sangue se forma dentro de um vaso sanguíneo e atrapalha a passagem do sangue, bloqueando a circulação. O tipo mais comum é a trombose venosa profunda (TVP), que geralmente aparece nas pernas. O grande perigo é que esse coágulo pode se soltar e ir parar nos pulmões, causando a temida embolia pulmonar – uma situação que pode ser grave e até mesmo fatal.</p><p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;line-height: normal"> </p>		
													<img width="1016" height="674" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-15-214420.jpg" alt="" />													
		<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;line-height: normal">Para chamar atenção sobre esse problema, foi criado em 2014 o Dia Mundial da Trombose. A data escolhida, 13 de outubro, marca o aniversário do médico e cientista alemão Rudolf Virchow, que estudou a causa da trombose. Ele descreveu a chamada “tríade de Virchow”, que explica que a trombose surge pela combinação de três fatores: lesão na parede interna dos vasos, alterações no sistema de coagulação e mudanças no fluxo normal do sangue.</p><p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;line-height: normal">Alguns fatores aumentam o risco de trombose, como idade avançada, câncer, cirurgias, internações prolongadas, uso de anticoncepcional, tabagismo e falta de movimentação. Além disso, algumas pessoas têm uma predisposição genética ou adquirida para formar coágulos, o que chamamos de trombofilias. Em até 80% dos casos, é possível identificar pelo menos um fator de risco.</p><p style="text-align: justify;line-height: normal"> </p><p style="text-align: justify;line-height: normal">Quais são os sinais de alerta?</p><p style="text-align: justify;line-height: normal">Os principais sintomas que devem levar à procura de um médico são: inchaço repentino, vermelhidão ou calor na perna, dor ou sensibilidade na panturrilha, pele endurecida e falta de ar de início súbito. Mas atenção: algumas pessoas podem não ter sintomas no começo, por isso quem faz parte dos grupos de risco precisa receber orientações específicas.</p><p style="text-align: justify;line-height: normal"> </p><p style="text-align: justify;line-height: normal">Como prevenir?</p><p style="text-align: justify;line-height: normal">Alguns hábitos ajudam muito a evitar a trombose: praticar exercícios físicos regularmente, não fumar, manter-se ativo e evitar longos períodos sentado ou deitado, principalmente em viagens longas ou no trabalho.</p><p style="text-align: justify;line-height: normal"> </p><p style="text-align: justify;line-height: normal">E o tratamento?</p><p style="text-align: justify;line-height: normal">Assim que o diagnóstico é confirmado, o tratamento deve começar. Ele depende de cada caso, mas geralmente envolve o uso de medicamentos anticoagulantes, que “afinam” o sangue. O objetivo é evitar que o coágulo cresça, se solte ou que novos coágulos se formem. Em alguns casos pode ser necessária a internação hospitalar, mas em outros o tratamento pode ser feito em casa, sempre com orientação médica.</p><p style="text-align: justify;line-height: normal"> </p><p style="text-align: justify;line-height: normal">Fique de olho!</p><p> </p><p style="text-align: justify;line-height: normal">Apesar da trombose ser uma doença frequente e com risco de complicações graves, muitos casos podem ser prevenidos e tratados com sucesso através da manutenção de hábitos saudáveis e atenção aos sinais de alerta. Então compartilhe este conteúdo com quem você conhece, pois a informação é a melhor forma de proteção! </p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p>
<ol style="margin-top: 0cm" start="1" type="1">
<li style="text-align: justify;border: none"><p style="line-height: normal"><a href="https://bvsms.saude.gov.br/trombose/">https://bvsms.saude.gov.br/trombose/</a></p></li><li style="text-align: justify;border: none"><p style="line-height: normal">OCAK, G., VOSSEN,
C.Y., VERDUIJN, M., DEKKER, F.W., ROSENDAAL, F.R., CANNEGIETER, S.C., ET AL.
Risk of venous thrombosis in patients with major illnesses: results from the
MEGA study. <b style=", serif;font-size: 12pt">Journal of Thrombosis and
Haemostasis</b>, v.11, n.1, p.116-123, Jan. 2013.</p></li><li style="text-align: justify;border: none"><p style="line-height: normal">SPENCER, F.A.,
EMERY, C., LESSARD, D., ANDERSON, F., EMANI, S., ARAGAM, J., ET AL. The
Worcester Venous Thromboembolism study: a population-based study of the
clinical epidemiology of venous thromboembolism. <b style=", serif;font-size: 12pt">Journal of General Internal Medicine</b>, v.21, n.7, p.722-727, Jul.
2006.</p></li><li style="text-align: justify;border: none"><p style="line-height: normal">ROGERS, M.A.,
LEVINE, D.A., BLUMBERG, N., FLANDERS, S.A., CHOPRA, V., LANGA, K.M. Triggers of
hospitalization for venous thromboembolism. <b style=", serif;font-size: 12pt">Circulation</b>, v.125, n.17, p.2092-2099, may. 2012.</p></li><li style="text-align: justify;border: none"><p style="line-height: normal">CHANG, W.T.,
CHANG, C.L., HO, C.H., HONG, C.S., WANG, J.J., CHEN, Z.C. Long-Term Effects of
Unprovoked Venous Thromboembolism on Mortality and Major Cardiovascular Events.
<b style=", serif;font-size: 12pt">Journal of the American Heart
Association</b>, v.6, n.5, p.e005466, may. 2017.</p></li><li style="text-align: justify;border: none"><p style="line-height: normal"><a href="https://www.worldthrombosisday.org/">https://www.worldthrombosisday.org</a></p></li>
</ol>		
			<h4>Autora:</h4>		
		<p style="text-align: justify"><strong>Andressa Duarte Seehaber</strong>, médica geriatra, mestranda do PPG de Gerontologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e colaboradora do Portal Ciência e Consciência. </p><p style="text-align: justify"> <strong>Lattes</strong>: http://lattes.cnpq.br/6345995126811635</p><p style="text-align: justify;line-height: normal"> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Não sentir cheiros pode ser um sintoma precoce do Alzheimer?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2025/09/18/nao-sentir-cheiros-pode-ser-um-sintoma-precoce-do-alzheimer</link>
				<pubDate>Thu, 18 Sep 2025 23:22:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=582</guid>
						<description><![CDATA[     Um esquecimento aqui, um esquecimento ali&#8230; e logo alguém já pensa: será que estou com Alzheimer? Essa doença atinge muitas pessoas atualmente, porém o que ainda não é muito divulgado é que muitas vezes ela começa a aparecer com outros sintomas que não a perda de memória.       Alguns estudos têm mostrado que [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="269" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/09/Banner-Alzheimer-1024x269.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: justify">     Um esquecimento aqui, um esquecimento ali... e logo alguém já pensa: será que estou com Alzheimer? Essa doença atinge muitas pessoas atualmente, porém o que ainda não é muito divulgado é que muitas vezes ela começa a aparecer com outros sintomas que não a perda de memória.</p><p style="text-align: justify">      Alguns estudos têm mostrado que curiosamente a perda da capacidade de sentir cheiros – conhecida como perda olfatória ou anosmia – pode ser um dos primeiros sinais da Doença de Alzheimer. Nessa doença, há duas partes do sistema nervoso que são comumente afetadas, o <i>locus coeruleus</i> – estrutura localizada no tronco cerebral que é a principal fonte de noradrenalina no cérebro- e o próprio sistema noradrenérgico em si. A noradrenalina é um neurotransmissor do sistema nervoso que atua em situações em que o sistema simpático está ativado, ou seja, é como se fosse um “turbo” do corpo que ajuda a controlar o estado de alerta, como quando se precisa reagir rapidamente a alguma situação de perigo. </p>		
													<img width="1024" height="857" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/09/Foto-Alzheimer-1-1024x857.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: justify">      Mas você pode estar pensando: onde entra a questão de sentir cheiro nisso tudo? Têm-se estudado que a perda da condução axonal – ou seja, a perda da transmissão do “turbo” (noradrenalina) pelo corpo – da noradrenalina em relação ao bulbo olfatório – região do cérebro responsável por receber e processar os cheiros que sentimos– coincide com a perda olfatória que ocorre na doença de Alzheimer.</p><p style="text-align: justify">     Claro que existem diversos outros fatores que podem levar à perda da capacidade de sentir cheiros, então não precisa haver desespero caso tenha esse sintoma! Para a melhor avaliação há diferentes testes que podem ser usados e muitos outros fatores que devem ser levados em consideração. Há também o fato de que muitos estudos realizados até o momento mostraram a relação entre a perda da noradrenalina e da sua conexão com o bulbo olfatório em modelos de ratos ou em tecidos <i>post-mortem</i> ( ou seja, análises após a morte).</p><p style="text-align: justify">      Embora ainda relativamente não seja totalmente demonstrado como ocorre a perda da capacidade de sentir cheiros na doença de Alzheimer, a possibilidade de ser uma das primeiras manifestações e possibilitar assim um provável diagnóstico mais precoce da doença leva-nos a pensar ser essa uma grande descoberta.</p><p> </p><p style="text-align: justify">      E você, o que achou dessa novidade tão diferente e interessante? </p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p><p>1. MEYER, C. et al.. Early <i>Locus Coeruleus</i> noradrenergic axon loss drives olfactory dysfunction in Alzheimer’s disease. <b>Nature communications, 2025. </b>Disponível em:<b> </b><a href="https://www.nature.com/articles/s41467-025-62500-8#citeas">https://www.nature.com/articles/s41467-025-62500-8#citeas</a></p><p>2. MCLAREN, A. M. R. et al.. Olfactory Dysfunction and Alzheimer’s Disease: a Review. <b>Journal of Alzheimer’s Disease, 2024. </b>Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38728185/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38728185/</a></p><p>3. LIAO, W. et al.. The current status and challenges of olfactory dysfunction study in Alzheimer’s Disease. <b>Ageing Research Reviews, 2024. </b>Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39127444/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39127444/</a></p><p>4. DAN, X. et al.. Olfactory dysfunction in aging and neurodegenerative diseases. <b>Ageing Research Reviews, 2021. </b>Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34325072/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34325072/</a></p><p style="text-align: justify;line-height: 150%"> </p><p>5. ELHABBARI, K. et al.. Olfactory deficits in aging and Alzheimer’s – spotlight on inhibitory interneurons. <b>Frontiers in Neuroscience, 2024. </b>Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39737436/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39737436/</a></p><p style="text-align: justify"> </p>		
			<h4>Autora:</h4>		
		<p style="text-align: justify"><strong>Paula Köhler Carpilovsky,</strong>&nbsp;pós-graduanda do Mestrado Profissional em Ciências da Saúde da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e colaboradora do Portal Ciência e Consciência.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Lattes</strong>:&nbsp;<a href="http://lattes.cnpq.br/5559058907044784" style="font-family: Aptos, sans-serif;font-size: 12pt;text-align: start">http://lattes.cnpq.br/5559058907044784</a></p>
<p></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Canetas emagrecedoras: revolução no tratamento da obesidade ou risco em potencial?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2025/09/14/canetas-emagrecedoras-revolucao-no-tratamento-da-obesidade-ou-risco-em-potencial</link>
				<pubDate>Sun, 14 Sep 2025 15:49:19 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=576</guid>
						<description><![CDATA[A busca pelo emagrecimento vem crescendo cada vez mais nos últimos anos. Muitas pessoas desejam perder peso não apenas por questões estéticas, mas também como forma de melhorar a saúde e reduzir riscos de doenças como hipertensão, diabetes e complicações cardiovasculares. No entanto, o processo de emagrecimento costuma ser lento, exigindo mudanças no estilo de [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="268" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/09/Banner-canetas-emagrecedoras-1024x268.jpg" alt="" />													
		<p>A busca pelo emagrecimento vem crescendo cada vez mais nos últimos anos. Muitas pessoas desejam perder peso não apenas por questões estéticas, mas também como forma de melhorar a saúde e reduzir riscos de doenças como hipertensão, diabetes e complicações cardiovasculares. No entanto, o processo de emagrecimento costuma ser lento, exigindo mudanças no estilo de vida, como a busca por uma alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos, sono adequado e manejo do estresse. Esse caminho muitas vezes é desafiador, levando parte da população a procurar alternativas que acelerem os resultados, entre elas as chamadas “canetas emagrecedoras”.</p>		
													<img width="562" height="373" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-15-093135.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 150%">Esses medicamentos injetáveis ganharam destaque nos últimos anos. Eles funcionam imitando a ação de hormônios naturais ligados à fome e à saciedade. O exemplo mais famoso é o Ozempic, cujo princípio ativo é a semaglutida. Originalmente aprovado para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2, o fármaco estimula a secreção de insulina pelas células do pâncreas, agindo de maneira semelhante ao GLP-1, um hormônio incretina secretado pelas células L do intestino, que regula os níveis de glicose no sangue e a atividade do glucagon, outro hormônio envolvido no controle da glicemia. O GLP-1, ao estimular a secreção de insulina, também provoca diminuição do apetite, aumento da sensação de saciedade e retardamento do esvaziamento gástrico. Esses efeitos facilitam o processo de emagrecimento, e é por isso que o medicamento Ozempic se popularizou entre pessoas que buscam alternativas para perder peso.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 150%">Contudo, o Ozempic não é a única opção disponível. Outro medicamento amplamente estudado é a liraglutida (Saxenda), também um agonista do receptor de GLP-1, usada especificamente para o tratamento da obesidade em doses maiores que as empregadas para o diabetes. Mais recentemente, a tirzepatida (Mounjaro) se destacou por atuar em dois hormônios ao mesmo tempo, o GLP-1 e GIP (polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose), o que potencializa o efeito na perda de peso. Em estudos clínicos de fase 3, participantes chegaram a perder em média mais de 15% do peso corporal em pouco mais de um ano de tratamento. </p><p style="text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 150%">Apesar de todo esse avanço, cresce também o “uso off-label” (fora da indicação oficial em bula) dessas medicações. Muitas pessoas, sem diagnóstico de diabetes ou obesidade, têm recorrido a essas canetas apenas por desejo estético de emagrecimento. Esse comportamento é preocupante, pois o uso sem acompanhamento médico pode causar efeitos adversos como náuseas, vômitos, diarreia, constipação, refluxo e até complicações mais graves, como pancreatite. Além disso, ao suspender o tratamento sem mudanças no estilo de vida, há risco de efeito rebote, com recuperação do peso perdido. </p><p style="text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 150%">Outro aspecto que explica a rápida popularização dessas medicações é o fim das patentes de alguns desses fármacos, o que abre caminho para versões genéricas ou biossimilares mais baratas. Se, por um lado, isso amplia o acesso, por outro pode favorecer o uso indiscriminado, sem orientação adequada, aumentando os riscos para pessoas que não têm indicação clínica.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 150%">A obesidade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é uma doença crônica, multifatorial, relacionada a fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Portanto, seu tratamento deve ser amplo, envolvendo médicos, nutricionistas, psicólogos e educadores físicos. As canetas emagrecedoras representam um avanço importante no arsenal terapêutico, mas não devem ser vistas como soluções mágicas. Elas são ferramentas que podem ajudar no tratamento, especialmente em pacientes com obesidade ou doenças associadas, mas precisam ser acompanhadas por mudanças de hábitos e acompanhamento profissional.</p><p> </p><p style="text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 150%">Em resumo, o emagrecimento pode ser um processo bastante desafiador para quem passa, e que necessita de muita paciência e apoio de todos que estão em volta. A mudança de hábitos, a busca por uma alimentação saudável e a realização de exercício físico são elementos chave para conseguir a tão sonhada mudança, seja ela por motivos estéticos ou por questões de saúde. O uso de remédios como o Ozempic ou demais medicamentos nunca deve ser a primeira e única opção, e deve vir sempre seguida por acompanhamento médico.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">JASTREBOFF, A. M. et al. Tirzepatide Once Weekly for the Treatment of Obesity. <b>New England Journal of Medicine</b>, v. 387, n. 3, p. 205–216, 2022.</p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">CLÉMENT, K. et al. Efficacy and safety of setmelanotide, an MC4R agonist, in individuals with severe obesity due to LEPR or POMC deficiency: phase 3 trials. <b>The Lancet Diabetes &amp; Endocrinology,</b> v. 8, n. 12, p. 960–970, 2020.</p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">PI-SUNYER, X. et al. A Randomized, Controlled Trial of 3.0 mg of Liraglutide in Weight Management. <b>New England Journal of Medicine</b>, v. 373, p. 11–22, 2015.</p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">DAVIES, M. J. et al. Liraglutide and Cardiovascular Outcomes in Type 2 Diabetes. <b>New England Journal of Medicine</b>, v. 377, p. 311–322, 2017.</p><p style="text-align: justify;text-indent: -18.0pt"> </p><p style="text-align: justify;line-height: 150%">WILDING, J. P. H. et al. Once-Weekly Semaglutide in Adults with Overweight or Obesity. <b>New</b> <b>England Journal of Medicine</b>, v. 384, p. 989–1002, 2021.</p><p style="text-align: justify"> </p>		
			<h4>Autora:</h4>		
		<p style="text-align: justify"><strong>Débora Luísa Filipetto Pulcinelli</strong>, acadêmica do curso de Farmácia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e colaboradora do Portal Ciência e Consciência.</p><p style="text-align: justify"><strong>Lattes</strong>: <a style="font-family: Aptos, sans-serif;font-size: 11pt;text-align: start" title="Endereço para acessar este CV:" href="https://wwws.cnpq.br/cvlattesweb/PKG_MENU.menu?f_cod=C6E5D19C59566702861AB3510BB440BE"><b>https://lattes.cnpq.br/7672415642403469</b></a></p><p> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O corpo perfeito tem um preço: riscos invisíveis à saúde de quem coloca silicone</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2025/09/01/o-corpo-perfeito-tem-um-preco-riscos-invisiveis-a-saude-de-quem-coloca-silicone</link>
				<pubDate>Mon, 01 Sep 2025 17:10:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=570</guid>
						<description><![CDATA[Bumbum empinado, rostos esticados, cinturas afinadas e pernas delineadas se tornaram o desejo de muitas mulheres — e até mesmo de homens — que buscam um corpo dentro do chamado “perfil ideal”. Na sociedade atual, movida por aparências e padrões inalcançáveis, procedimentos estéticos são cada vez mais procurados como forma de atender a esse suposto [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="267" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/09/banner-silicone-1024x267.jpg" alt="" />													
		<p>Bumbum empinado, rostos esticados, cinturas afinadas e pernas delineadas se tornaram o desejo de muitas mulheres — e até mesmo de homens — que buscam um corpo dentro do chamado “perfil ideal”. Na sociedade atual, movida por aparências e padrões inalcançáveis, procedimentos estéticos são cada vez mais procurados como forma de atender a esse suposto ideal de beleza. Contudo, nesse processo, os riscos à saúde acabam sendo frequentemente ignorados ou minimizados, seja pela indústria, pela medicina ou pelos próprios pacientes.</p>		
													<img width="1024" height="742" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/09/Foto-silicone-1024x742.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Um marco histórico aconteceu em 11 de agosto de 2025, quando a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) publicou uma  declaração com mais de 6.000 mulheres, reconhecendo oficialmente a chamada Doença do Silicone (Breast Implant Illness — BII) como uma condição clínica real. O estudo mostrou que os implantes mamários podem causar inflamações graves, reações alérgicas, presença de biofilmes bacterianos — que aumentam o risco de infecções — e até a liberação de metais pesados no organismo. Esses processos foram associados a sintomas como fadiga intensa, dores crônicas, insônia e mal-estar generalizado, sintomas que muitas vezes só melhoram após a retirada do implante.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Outro levantamento importante foi realizado por Ferreira e colaboradores, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, em Portugal. Eles analisaram 33 estudos que investigaram a Doença do Implante Mamário, somando 6.048 pacientes. Mais de 60% desses trabalhos foram publicados na última década (2014–2024), o que mostra o crescimento do interesse científico sobre o tema. A média de idade das mulheres foi de 46 anos (com variação entre 39,2 e 54,0 anos). Em média, os sintomas começaram a aparecer 6,4 anos após a cirurgia, e o tempo entre a colocação e a retirada do implante foi de aproximadamente 12 anos. </p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Os resultados confirmaram que a BII pode afetar diferentes sistemas do corpo. Os sintomas mais comuns foram: fadiga, dores musculares e articulares, dificuldades de memória e concentração, problemas de sono e sinais de inflamação generalizada. Além disso, foram encontradas associações com doenças autoimunes e complicações próprias dos implantes, como ruptura e endurecimento, que agravam o quadro clínico. Embora fatores emocionais e psicológicos também influenciam a percepção da doença, as evidências científicas mostram claramente que existe um processo físico e imunológico real.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">A pesquisa ainda revelou que a remoção dos implantes (explante) trouxe melhora significativa para cerca de 8 em cada 10 mulheres, com redução de mais da metade dos sintomas relatados. Isso reforça a importância de que cada paciente seja bem informado antes da cirurgia e acompanhado de perto após o procedimento.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Apesar de a BII ainda não ser unanimidade entre médicos, órgãos internacionais como o FDA (EUA) já reconhecem sua relevância e orientam com maior cuidado. A Doença do Implante Mamário deve ser levada a sério. A saúde precisa estar sempre acima da estética, e as mulheres afetadas merecem informação clara, respeito e acompanhamento adequado.</p><p> </p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt"> </p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p>
<p style="text-align: justify;text-indent: -18.0pt"><!-- [if !supportLists]-->1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <!--[endif]-->FERREIRA S. BARROS A. S. MARQUES M. Breast Implant Illness: Symptoms, Outcomes with Explantation and Potential Etiologies-A Systematic Review and Meta-analysis. Aesthetic Plast Surg. 2025. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40788544/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40788544/</a></p>
<p style="text-align: justify">
</p><p style="text-align: justify;text-indent: -18.0pt"><!-- [if !supportLists]-->2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <!--[endif]-->GLICKSMAN, C, A. et al. Patient Safety Advisory—Breast Implant Removal and Capsulectomy. Spring Nature. v. 47, p. 1666- 1668, 2023.&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify">
</p>		
			<h4>Autora:</h4>		
		<p style="text-align: justify"><strong>Graziela Moro Meira</strong>, acadêmica do curso de Farmácia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e colaboradora do Portal Ciência e Consciência.</p><p style="text-align: justify"><strong>Lattes</strong>: <a style="font-family: Arial, sans-serif;font-size: 11pt;text-align: start" href="http://lattes.cnpq.br/9393790545039879">http://lattes.cnpq.br/9393790545039879</a></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Geração ansiosa: por que estamos todos surtando em silêncio?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2025/08/22/geracao-ansiosa-por-que-estamos-todos-surtando-em-silencio</link>
				<pubDate>Fri, 22 Aug 2025 18:56:51 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=554</guid>
						<description><![CDATA[Você já sentiu o coração acelerar sem motivo? Ficou com a mente agitada, como se tivesse mil pensamentos ao mesmo tempo e nenhum deles tivesse solução? Muitas pessoas têm vivido isso nos últimos anos, e não é exagero dizer que a ansiedade se tornou uma das queixas mais comuns entre adolescentes e adultos jovens. Mais [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="268" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/08/Banner-ansiedade-1-1024x268.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: justify;text-indent: 35.0pt">Você já sentiu o coração acelerar sem motivo? Ficou com a mente agitada, como se tivesse mil pensamentos ao mesmo tempo e nenhum deles tivesse solução? Muitas pessoas têm vivido isso nos últimos anos, e não é exagero dizer que a ansiedade se tornou uma das queixas mais comuns entre adolescentes e adultos jovens. Mais do que um sentimento de nervosismo ocasional, a ansiedade pode ser um sinal de que o corpo e a mente estão pedindo ajuda.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 35.0pt">A ansiedade, em si, é uma reação natural do organismo a situações de estresse ou ameaça. Ela faz parte da nossa evolução como espécie: quando nossos ancestrais precisavam fugir de um perigo, o corpo entrava em estado de alerta, acelerava os batimentos cardíacos e preparava os músculos para agir. Esse mecanismo continua funcionando hoje, mas, em vez de fugirmos de predadores, lidamos com provas, com a pressão por desempenho acadêmico e profissional, com o medo de fracassar e com as incertezas sobre o futuro. O problema começa quando essa sensação de alerta se torna frequente, intensa e fora de proporção, afetando o sono, a concentração e a vida social como um todo.</p>		
													<img width="1024" height="734" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/08/Foto-ansiedade-1024x734.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: justify;text-indent: 35.0pt">É aí que entra o transtorno de ansiedade. Do ponto de vista médico, o transtorno de ansiedade é quando o medo ou a preocupação passam a ser intensos, frequentes e difíceis de controlar. Segundo o DSM-5 (um manual usado por profissionais de saúde mental), isso acontece quando os sintomas duram por pelo menos seis meses e causam sofrimento ou prejuízos na rotina da pessoa. E não é só na cabeça: a ansiedade também se manifesta no corpo através do coração acelerado, falta de ar, dores musculares, insônia, dificuldade de concentração, irritabilidade... tudo isso pode estar relacionado.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 35.0pt">Além disso, existem diferentes tipos de transtornos de ansiedade, como o transtorno de ansiedade generalizada, o transtorno de pânico, a fobia social e outros, cada um com suas particularidades, mas todos impactam significativamente a qualidade de vida. O que chama atenção é que, atualmente, os jovens são o grupo que mais tem apresentado sintomas ansiosos. Dados recentes da Rede de Atenção Psicossocial do SUS revelam que, pela primeira vez no Brasil, o número de crianças e adolescentes com transtornos de ansiedade superou o de adultos.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 35.0pt">Mas, por que isso está acontecendo? As causas são múltiplas. A pressão interna e externa por produtividade e sucesso, o medo de não “dar conta” de tudo, a constante comparação irreal que é imposta pelas redes sociais e o aumento de estímulos gerados no cérebro tem deixado muitos jovens esgotados mentalmente. A pandemia da Covid-19 também teve um papel importante, pois interrompeu rotinas, intensificou o isolamento social e aumentou o sentimento de vulnerabilidade.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 35.0pt">O importante nesse contexto todo é ficar atento aos sinais! Se você sente que está sempre no limite, preocupado com tudo, tendo dificuldades para dormir ou se concentrar, tem pensamentos repetitivos, sinais de dificuldade respiratória, aceleração de batimentos cardíacos ou vive no modo “tensão constante”, talvez seja hora de olhar com mais carinho para isso. E a boa notícia é que existe tratamento para esse quadro.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 35.0pt">Procurar ajuda especializada é uma medida necessária quando os sintomas de ansiedade começam a interferir significativamente na vida cotidiana. Assim como outras condições de saúde, os transtornos mentais exigem acompanhamento adequado, e o suporte profissional pode contribuir para um diagnóstico preciso e para a escolha do tratamento mais eficaz. Falar sobre saúde mental de forma aberta e sem estigmas é essencial, especialmente considerando o aumento dos casos entre jovens.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 35.0pt">A terapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC), é uma ferramenta muito eficaz para ajudar a identificar e modificar padrões de pensamento que alimentam a ansiedade. Em alguns casos, o uso de medicamentos ansiolíticos ou antidepressivos pode ser indicado, sempre com orientação médica. Além disso, hábitos saudáveis como a prática de exercícios físicos, sono de qualidade, alimentação equilibrada, pausas das redes sociais e momentos de lazer e descanso fazem a diferença no controle dos sintomas.</p><p> Se você sente que a ansiedade tem te atrapalhado a viver bem, converse com alguém de confiança e, se possível, procure apoio profissional. O mundo anda pesado mesmo, e você não precisa lidar com tudo sozinho!</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p><ol style="margin-top: 0cm" start="1" type="1"><li style="text-align: justify;border: none">Mariani, Daniel, et al. “<b>Registros de Ansiedade Entre Crianças E Jovens Superam Os de Adultos Pela 1<sup>a</sup> Vez No Brasil</b>.” <i>Folha de S.Paulo</i>, 31 May 2024. Disponível em: <a href="https://www1.folha.uol.com.br/folhateen/2024/05/registros-de-ansiedade-entre-criancas-e-jovens-superam-os-de-adultos-pela-1a-vez.shtml">https://www1.folha.uol.com.br/folhateen/2024/05/registros-de-ansiedade-entre-criancas-e-jovens-superam-os-de-adultos-pela-1a-vez.shtml</a></li><li style="text-align: justify;border: none">Tian, Jinrui, et al. “<b>The Impact of Upward Social Comparison on Social Media on Appearance Anxiety: A Moderated Mediation Model.</b>” <i>Behavioral Sciences</i>, Dec 2024. Disponível em: <a href="https://doi.org/10.3390/bs15010008">https://doi.org/10.3390/bs15010008</a><u></u></li><li style="text-align: justify;border: none">Anderson, Thea L, et al. “<b>Contributing Factors to the Rise in Adolescent Anxiety and Associated Mental Health Disorders: A Narrative Review of Current Literature</b>.” <i>Journal of Child and Adolescent Psychiatric Nursing</i>, vol. 38, no. 1, 30 Dec. 2024. Disponível em: <a href="https://doi.org/10.1111/jcap.70009">https://doi.org/10.1111/jcap.70009</a><u></u></li></ol>		
			<h4>Autora:</h4>		
		<p style="text-align: justify"><strong>Julia Piton</strong>, acadêmica do curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e colaboradora do Portal Ciência e Consciência. </p><p style="text-align: justify"> <strong>Lattes</strong>: <a style="font-family: Arial, sans-serif;font-size: 11pt;text-align: start" href="http://lattes.cnpq.br/7318426348944373">http://lattes.cnpq.br/7318426348944373</a></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O Papel do Sono Profundo na Consolidação das Memórias</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2025/08/22/o-papel-do-sono-profundo-na-consolidacao-das-memorias</link>
				<pubDate>Fri, 22 Aug 2025 18:56:42 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=553</guid>
						<description><![CDATA[O sono desempenha um papel crucial na manutenção da saúde física e mental, sendo essencial para a recuperação do organismo e o equilíbrio de diversas funções biológicas, fundamental para a capacidade de aprendizado, o bem-estar emocional e a consolidação da memória, e um pilar indispensável para a qualidade de vida. Durante o período noturno, o [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="269" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/08/Banner-sono-e-memorias-1024x269.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">O sono desempenha um papel crucial na manutenção da saúde física e mental, sendo essencial para a recuperação do organismo e o equilíbrio de diversas funções biológicas, fundamental para a capacidade de aprendizado, o bem-estar emocional e a consolidação da memória, e um pilar indispensável para a qualidade de vida.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Durante o período noturno, o indivíduo geralmente passa por quatro a seis ciclos de sono, cada um composto por quatro estágios distintos: três estágios não-REM (N1, N2, N3) e o estágio REM. O estágio REM é particularmente associado à ocorrência dos sonhos, que é considerada uma atividade cerebral comum durante o sono. Todo indivíduo ao dormir sonha, mas nem todos lembram dos sonhos. Antes de chegar no estágio REM, o corpo passa pelos três estágios não-REM, sendo o N3 caracterizado pela ocorrência do sono profundo. </p>		
													<img width="773" height="716" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/08/Captura-de-tela-2025-08-30-141116.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">O sono profundo geralmente tem uma duração média de 70 a 90 minutos e ocorre predominantemente nas primeiras horas do ciclo de sono. Sabe-se que durante esse período, há uma redução significativa na frequência cardíaca, no tônus muscular e na taxa respiratória, enquanto as ondas cerebrais apresentam um padrão de baixa frequência e alta amplitude (padrões rítmicos da atividade elétrica dos neurônios ficam lentos), refletindo uma atividade neuronal mais sincronizada. Devido a essas características, o despertar torna-se mais difícil nesse estágio. Cientistas se questionam e acreditam que, enquanto dormimos, o cérebro é responsável por recordar de tudo que foi vivenciado no dia a dia, fazendo com que a memória de curto prazo, que está presente em uma região denominada hipocampo consiga levar essa informação para outra região conhecida como neocórtex, onde vai ocorrer a consolidação da memória de longo prazo.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Há duas décadas, cientistas sabiam que as ondas cerebrais lentas e síncronas do sono profundo são importantes para a formação da memória, todavia, eles não sabiam o porquê desse fato acontecer, até o presente momento. Pesquisadores da Universidade de Charité, em Berlim, na Alemanha, analisaram tecido cerebral humano do neocórtex intacto de 45 pacientes que tinham passado por cirurgia para tratar epilepsia ou tumores cerebrais, para entender os processos que guiam a formação de memórias no sono profundo. Com um equipamento, eles simularam as flutuações síncronas de voltagem dos neurônios do sono profundo e analisaram a resposta das células nervosas.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Os cientistas observaram que as ondas cerebrais lentas são responsáveis por influenciar a força das conexões sinápticas entre os neurônios da região do neocórtex, ou seja, no sono profundo, essa região do cérebro está mais receptiva a novas informações. Em algum momento específico que está ocorrendo a saída de energia baixa para a região do neocórtex, ocorre uma saturação e, consequentemente, um aumento de energia, fazendo com que as conexões sinápticas dos neurônios aumentem ao máximo. Durante o período que está ocorrendo esse recebimento de energia, se o cérebro se lembra de alguma memória que vivenciou ao longo do dia, ela acaba por ser transferida para o armazenamento de longo prazo. Por conta disso que no sono profundo novas memórias são formadas, mesmo por esse curto período de conectividade. </p><p>Entender como a memória pode ser consolidada pode auxiliar em terapias para melhorar a memória de indivíduos idosos que tenham problemas com suas lembranças, ou até mesmo para pessoas portadoras de doença neurodegenerativa, como é o caso do Alzheimer. Usar impulsos elétricos sutis ou sinais acústicos para influenciar as ondas cerebrais durante o sono, pode ser um caminho para melhorar a memória de quem necessita. Mais estudos devem ser feitos para elucidar os supostos mecanismos do armazenamento de memória a longo prazo.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p><p style="text-align: justify">1. MITTERMAIER, F. X. et al. Estados potenciais de membrana bloqueiam a consolidação sináptica no tecido neocortical humano. <a href="https://www.nature.com/ncomms">Comunicações da Natureza</a>, v 10340, n. 15, 2024. Disponível em: <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-024-53901-2">https://www.nature.com/articles/s41467-024-53901-2</a></p><p style="text-align: justify;margin: 0cm -1135.0pt .0001pt -1135.0pt">volume</p><p style="text-align: justify">2. REVISTA SUPER INTERESSANTE Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/por-que-o-sono-profundo-e-importante-para-a-formacao-de-memorias/</p><p style="text-align: justify">3. LOMBROSO, P. Aprendizado e memória. Braz. J. Psychiatry. v. 26, n. 3, 2004. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbp/a/kFQxYnRjVMs7fG5cffRHCjv/?format=html </p><p style="text-align: justify"> </p>		
			<h4>Autora:</h4>		
		<p style="text-align: justify"><strong>Graziela Moro Meira</strong>, acadêmica do curso de Farmácia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e colaboradora do Portal Ciência e Consciência.</p><p style="text-align: justify"><strong>Lattes</strong>: <a style="font-family: Arial, sans-serif;font-size: 11pt;text-align: start" href="http://lattes.cnpq.br/9393790545039879">http://lattes.cnpq.br/9393790545039879</a></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Doença de Crohn: o inimigo invisível do seu intestino</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2025/08/22/doenca-de-crohn-o-inimigo-invisivel-do-seu-intestino</link>
				<pubDate>Fri, 22 Aug 2025 18:56:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=552</guid>
						<description><![CDATA[A Doença de Crohn é uma inflamação crônica do trato gastrointestinal, que costuma afetar mais a região do íleo (parte final do intestino delgado) e o cólon, responsáveis pela absorção de água, sais minerais e vitaminas como K, B1 (tiamina) e B2 (riboflavina). Apesar disso, a doença pode atingir qualquer parte do trato gastrointestinal, acometendo [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="268" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/08/Banner-Crohn-1024x268.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">A Doença de Crohn é uma inflamação crônica do trato gastrointestinal, que costuma afetar mais a região do íleo (parte final do intestino delgado) e o cólon, responsáveis pela absorção de água, sais minerais e vitaminas como K, B1 (tiamina) e B2 (riboflavina). Apesar disso, a doença pode atingir qualquer parte do trato gastrointestinal, acometendo todas as camadas da parede intestinal. Uma de suas características marcantes é a presença de áreas inflamadas intercaladas com tecido saudável, o que dificulta o diagnóstico. A causa da doença não é completamente compreendida, mas acredita-se que esteja relacionada a uma resposta imunológica desregulada, influenciada por fatores genéticos, ambientais, alimentares e infecciosos. A Doença de Crohn afeta igualmente homens e mulheres, sendo mais frequente entre 20 e 40 anos, com maior incidência em fumantes (devido à fumaça do cigarro apresentar efeito inflamatório).</p>		
													<img width="1024" height="686" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/08/Foto-Crohn-1024x686.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Além disso, diversos fatores contribuem para o desenvolvimento dessa doença, incluindo alterações na motilidade intestinal, caracterizadas por contrações exageradas do intestino, especialmente após a ingestão de alimentos gordurosos ou em situações de estresse. Também se observa uma hipersensibilidade da parede intestinal a estímulos como oxigenação inadequada, infecções e até alterações de origem psicológica. Esses fatores, somados a processos inflamatórios persistentes, infecções e condições como depressão e ansiedade, podem influenciar significativamente no surgimento e agravamento do quadro clínico.</p>
<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Os sintomas mais comuns da Doença de Crohn incluem dor abdominal, diarreia (com ou sem muco e sangue), febre, perda de peso e enfraquecimento devido à má absorção de nutrientes. Também podem ocorrer manifestações extraintestinais, como dores articulares, aftas, lesões de pele, uveíte (inflamação nos olhos) e formação de pedras nos rins e na vesícula. Entre as complicações mais graves, estão a obstrução intestinal e a formação de fissuras e fístulas (comunicação anormal entre duas ou mais estruturas do corpo que, em condições normais, não se comunicam), sobretudo na região próxima do ânus, ou seja, de perfurações no intestino que podem drenar para a região perineal, para a vagina e para a bexiga.</p>
<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">O diagnóstico é feito a partir da avaliação clínica, histórico do paciente e exames laboratoriais e de imagem. Como os sintomas podem se confundir com outras doenças gastrointestinais, é essencial localizar as áreas afetadas. Os exames utilizados incluem: Colonoscopia, endoscopia digestiva, raios X intestinal (enema opaco), tomografia, ressonância magnética e exames laboratoriais como hemograma, dosagem de proteína C-reativa, ferro e VHS (velocidade de hemossedimentação).</p>
<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Embora a Doença de Crohn ainda não tenha cura definitiva, o tratamento visa controlar a inflamação, aliviar os sintomas, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A abordagem terapêutica é individualizada, levando em consideração a gravidade, a extensão e a localização da doença, além da resposta aos medicamentos utilizados. O objetivo é manter a remissão clínica, ou seja, um estado em que os sintomas estão ausentes ou reduzidos. Para isso, são utilizados diversos recursos, que podem incluir medicamentos, mudanças na dieta, terapias biológicas e, em alguns casos, cirurgia. Os corticosteroides, como a prednisona, são responsáveis por controlar crises inflamatórias agudas e são eficazes para induzir a remissão, mas seu uso prolongado não é recomendado devido aos efeitos colaterais. Imunomoduladores, que atuam regulando a resposta imunológica do organismo, como azatioprina, 6-mercaptopurina e metotrexato, são utilizados para manter a remissão e reduzir a dependência de corticosteroides.</p>
<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Além disso, os tratamentos biológicos com anticorpos monoclonais são indicados em casos moderados a graves ou quando os tratamentos convencionais não funcionam. Esses fármacos bloqueiam moléculas específicas envolvidas na inflamação. Para crianças, é usada a nutrição enteral que consiste em uma dieta líquida, rica em nutrientes e de fácil absorção, ajudando a reduzir a inflamação intestinal. É importante destacar que cerca de 57% dos pacientes precisarão de cirurgia em algum momento, devido às obstruções intestinais, fístulas, abscessos, perfurações e hemorragias. A cirurgia não é curativa, mas pode melhorar significativamente os sintomas e a qualidade de vida.</p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Durante os períodos de remissão, a maioria dos pacientes pode levar uma vida praticamente normal, sendo recomendadas algumas medidas para evitar o retorno dos sintomas, como não fumar, praticar exercícios físicos moderados, controlar o estresse na medida do possível, evitar alimentos gordurosos ou ricos em fibras, manter um peso saudável, seguir orientação nutricional especializada e observar o aspecto das fezes, procurando um médico caso observar sinais de sangue.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p>
<p style="text-align: justify;line-height: normal">1. Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn. Disponível em: <a href="https://www.abcd.org.br/sobre-a-doenca-de-crohn/">https://www.abcd.org.br/sobre-a-doenca-de-crohn/</a> </p>
<p style="text-align: justify;line-height: normal">2. BRASIL. Ministério da Saúde. <i style="font-size: 12pt">19/5: Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal</i>. Brasília: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: <a href="https://bvsms.saude.gov.br/19-5-dia-mundial-da-doenca-inflamatoria-intestinal-2/#:~:text=O%20Dia%20Mundial%20da%20Doen%C3%A7a,conhecidas%20como%20doen%C3%A7as%20inflamat%C3%B3rias%20intestinais">https://bvsms.saude.gov.br/19-5-dia-mundial-da-doenca-inflamatoria-intestinal 2/#:~:text=O%20Dia%20Mundial%20da%20Doen%C3%A7a,conhecidas%20como%20doen%C3%A7as%20inflamat%C3%B3rias%20intestinais</a>.</p>
<p style="text-align: justify;line-height: normal">3. VEAUTHIER, Brian; Hornecker, Jaime R. <i>Crohn's disease: diagnosis and management</i>. <b>American Family Physician</b>, v. 98, n. 11, p. 661–669, 2018. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30485038/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30485038/</a></p>
<p style="text-align: justify;line-height: normal">4. ESTEVINHO, et al. <i style="font-size: 12pt">Uma revisão de escopo sobre doença inflamatória intestinal precoce: definições, patogênese e impacto nos resultados clínicos</i>. <b style="font-size: 12pt">Therapeutic Advances in Gastroenterology</b>, v. 15, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1177/17562848221142673.</p>
<p style="text-align: justify;line-height: normal;margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm"> </p>		
			<h4>Autora:</h4>		
		<p style="text-align: justify"><strong>Gabriela Achunha Razzera</strong>, acadêmica do curso de Farmácia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e colaboradora do Portal Ciência e Consciência. </p>
<p style="text-align: justify"><strong>Lattes</strong>: http://lattes.cnpq.br/7312380567761561</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Fraturas por Estresse: Quando o corpo diz "Chega!"</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2025/07/30/fraturas-por-estresse-quando-o-corpo-diz-chega</link>
				<pubDate>Wed, 30 Jul 2025 14:24:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=539</guid>
						<description><![CDATA[As fraturas por estresse são pequenas rachaduras no osso causadas por esforço repetitivo ao longo do tempo — mesmo sem uma pancada forte. Elas acontecem com mais frequência em pessoas que praticam atividades físicas intensas e repetitivas, como corrida ou dança. Estima-se que correspondam a 10% a 20% das lesões esportivas e a 10% das [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="268" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/07/Banner-fraturas-por-estresse-1024x268.jpg" alt="" />													
		<p>As fraturas por estresse são pequenas rachaduras no osso causadas por esforço repetitivo ao longo do tempo — mesmo sem uma pancada forte. Elas acontecem com mais frequência em pessoas que praticam atividades físicas intensas e repetitivas, como corrida ou dança. Estima-se que correspondam a 10% a 20% das lesões esportivas e a 10% das lesões ortopédicas em geral. Mesmo um osso saudável pode sofrer esse tipo de lesão quando é exigido além do que consegue suportar, sem tempo suficiente para se recuperar. Aos poucos, pequenos danos vão se acumulando até que a fratura aparece. Os primeiros sinais costumam surgir por volta de três semanas após o aumento da intensidade do treino.</p>		
													<img width="1024" height="647" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/07/calcacanhar-dor-get_1-1024x647.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: justify"><strong>Quem tem mais chance de ter uma fratura por estresse?</strong></p><p style="text-align: justify">As mulheres estão mais suscetíveis a esse tipo de lesão do que os homens. Em treinamentos militares, por exemplo, elas podem ter até quatro vezes mais casos. Entre os mais afetados estão corredores de longa distância, dançarinos e atletas de esportes com impacto repetitivo nas pernas, como salto, ballet ou corrida. As áreas do corpo que mais sofrem são as pernas e os pés, especialmente: a tíbia (osso da canela), os ossos do pé, como os metatarsos (ossos dos dedos), e o fêmur (coxa). Já os braços são raramente atingidos — apenas em esportes bem específicos.</p><p style="text-align: justify"><strong>Por que as fraturas acontecem e quais os Fatores de Risco?</strong></p><p style="text-align: justify">A causa é multifatorial. Ou seja, vários fatores contribuem para o surgimento da fratura, mas eles podem ser divididos entre fatores ligados ao estilo de vida de cada pessoa e aqueles ligados ao corpo e a sua composição individual:</p><ul style="text-align: justify"><li><strong>Fatores extrínsecos (relacionados ao ambiente e estilo de vida):</strong><ul><li>Dieta inadequada, com pouca ingestão de cálcio e vitamina D.</li><li>Distúrbios alimentares ou hábitos alimentares não saudáveis, especialmente entre mulheres atletas.</li><li>Treinos muito intensos, com pouca ou nenhuma pausa para descanso.</li><li>Uso de calçados inadequados ou prática de exercícios em superfícies duras.</li></ul></li><li><strong>Fatores intrínsecos (relacionados ao próprio corpo da pessoa):</strong><ul><li>Histórico de fratura por estresse anterior.</li><li>Sexo feminino (por fatores hormonais e composição corporal).</li><li>Índice de massa corporal (IMC) muito baixo (associado a déficits nutricionais) ou muito alto (ligado às comorbidades que acompanham a obesidade).</li><li>Menstruação irregular ou ausente (amenorreia).</li><li>Alterações biomecânicas, como pés chatos ou cavos, que alteram a distribuição do impacto durante o exercício.</li></ul></li></ul><p style="text-align: justify"><strong> </strong></p><p style="text-align: justify"><strong>Como é feito o diagnóstico?</strong></p><p style="text-align: justify">O diagnóstico começa com uma boa conversa do médico com o paciente, levando em conta o histórico de atividade física, alimentação, menstruação (em mulheres) e doenças prévias. Os principais sintomas são dor localizada que piora com o esforço, podendo até ocorrer inchaço.</p><p style="text-align: justify">O exame físico é importante, especialmente para identificar áreas com dor à palpação. Alguns testes específicos, como o "hop test" (teste de saltar com um pé só), ajudam a diferenciar esse tipo de fratura de outras lesões.</p><p style="text-align: justify">Para confirmar o diagnóstico, exames de imagem são fundamentais e os mais utilizados são:</p><ul style="text-align: justify"><li><strong>Radiografia (Raio-X):</strong> geralmente não detecta fraturas nos estágios iniciais.</li><li><strong>Ressonância magnética (RM):</strong> é o exame mais sensível e o padrão-ouro (melhor), pois detecta alterações precoces no osso e nos tecidos ao redor.</li><li><strong>Tomografia computadorizada (TC):</strong> útil em casos específicos, como fraturas no quadril ou pelve.</li></ul><p style="text-align: justify">Além disso, exames de sangue e avaliação da densidade óssea podem ser solicitados, principalmente em casos recorrentes, para investigar possíveis déficits nutricionais ou hormonais.</p><p style="text-align: justify"><strong>Qual o tratamento?</strong></p><p style="text-align: justify">A boa notícia é que, na maioria dos casos, não é preciso cirurgia. O tratamento costuma seguir duas etapas:</p><p style="text-align: justify"><strong>Fase de repouso  por 6 a 8 semanas</strong>, evite atividades que causam dor. Mas podemos manter o corpo em movimento com exercícios de baixo impacto, como natação ou bicicleta ergométrica</p><p style="text-align: justify"><strong>Retorno gradual às atividades</strong>, depois do descanso, com orientação profissional e fisioterapia, é possível voltar aos treinos de forma segura, desde que a dor tenha melhorado e os exames mostrem que o osso está se recuperando.</p><p style="text-align: justify"><strong>E se a dor estiver forte para andar? </strong>Pode ser necessário usar muletas ou uma bota imobilizadora. Em casos mais sérios ou em locais mais delicados (como quadril), a cirurgia pode ser indicada.</p><p style="text-align: justify">Além disso, a suplementação com cálcio e vitamina D tem se mostrado eficaz na prevenção e tratamento. Estudos mostraram que atletas que consumiram 2.000 mg de cálcio e 800 UI de vitamina D por dia tiveram menos fraturas. Para isso, é necessário que você consulte seu médico.</p><p style="text-align: justify"><strong>Como prevenir?</strong></p><p style="text-align: justify">A prevenção é essencial e inclui:</p><ul style="text-align: justify"><li>Alimentação balanceada, rica em cálcio, vitamina D e proteínas.</li><li>Treinos bem orientados, com acompanhamento profissional, com progressão gradual da intensidade.</li><li>Uso de calçados adequados.</li><li>Evitar dietas restritivas.</li><li>Tratar distúrbios alimentares.</li><li>Atenção especial à saúde menstrual em mulheres atletas.</li><li>Educação de treinadores, profissionais de saúde e dos próprios atletas.</li></ul><p style="text-align: justify"> <strong>Sentiu dor fora do comum? Não ignore! </strong>Procure um profissional: médico, fisioterapeuta ou educador físico. Às vezes, dar um passo para trás é o que te permite seguir em frente com mais força e segurança.</p><h4 style="text-align: justify;line-height: normal;margin: 14.0pt 0cm 14.0pt 0cm"><b>Referências Bibliográficas: </b></h4><p> </p><ol style="margin-top: 0cm" start="1" type="1"><li style="color: #212121;margin-top: 14.0pt;margin-bottom: 0cm;text-align: justify;line-height: normal;border: none">da Rocha Lemos Costa TM, Borba VZC, Correa RGP, Moreira CA. Stress fractures. Arch Endocrinol Metab. 2022 Nov 11;66(5):765-773. doi: 10.20945/2359-3997000000562. PMID: 36382766; PMCID: PMC10118812.<br />Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36382766/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36382766/</a></li><li style="color: #212121;margin-bottom: 14.0pt;text-align: justify;line-height: normal;border: none">Milner CE, Foch E, Gonzales JM, Petersen D. Biomechanics associated with tibial stress fracture in runners: A systematic review and meta-analysis. J Sport Health Sci. 2023 May;12(3):333-342. doi: 10.1016/j.jshs.2022.12.002. Epub 2022 Dec 5. Erratum in: J Sport Health Sci. 2025 Jan 21;14:101019. doi: 10.1016/j.jshs.2024.101019. PMID: 36481573; PMCID: PMC10199137.<br />Disponível em: <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10199137/">https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10199137/</a></li></ol>		
			<h3>Autor:</h3>		
		<p><b>Henrique Scherer Buffon</b> – Acadêmico do curso de graduação em Medicina pela UFSM e colaborador do<br />Portal Ciência e Consciência.</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Lipedema: Muito Além da Estética, um Desafio para a Saúde</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2025/03/30/lipedema-muito-alem-da-estetica-um-desafio-para-a-saude</link>
				<pubDate>Sun, 30 Mar 2025 20:43:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=504</guid>
						<description><![CDATA[    O lipedema é uma condição que afeta principalmente as mulheres, caracterizada por um acúmulo exagerado de gordura em áreas específicas do corpo, como as coxas, os joelhos e os tornozelos. Diferente do ganho de peso comum, essa gordura não diminui com dietas ou exercícios convencionais, e o problema costuma se agravar com o [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="267" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/03/Captura-de-tela-2025-05-13-114736-1-1024x267.jpg" alt="" />													
		<!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"> </p>
<p> </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">O lipedema é uma condição que afeta principalmente as mulheres, caracterizada por um acúmulo exagerado de gordura em áreas específicas do corpo, como as coxas, os joelhos e os tornozelos. Diferente do ganho de peso comum, essa gordura não diminui com dietas ou exercícios convencionais, e o problema costuma se agravar com o passar dos anos. Geralmente, os primeiros sinais aparecem logo após a puberdade (adolescência), e muitas vezes a condição passa despercebida, sendo confundida com simples obesidade ou até mesmo com problemas no sistema linfático, que é responsável por drenar líquidos, remover toxinas e participar da resposta imunológica do organismo.</p>		
													<img width="803" height="637" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/03/foto-lipedema-1.jpg" alt="" />													
		<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">Para quem convive com o lipedema, os sinais e sintomas costumam ser bem marcantes e podem afetar a qualidade de vida. Entre eles, podemos destacar:</p>
<ul style="margin-top: 0cm" type="disc">
<li style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">Aumento do volume das pernas de forma simétrica, sem afetar os pés ou as mãos;</li>
<li style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">Dor ou sensibilidade intensa quando se pressiona ou toca as áreas afetadas;</li>
<li style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">Facilidade para desenvolver hematomas, mesmo sem traumas aparentes;</li>
<li style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">Sensação de peso e desconforto nas pernas, o que pode dificultar a locomoção;</li>
<li style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify">Ausência de sinais típicos de inchaço por problemas linfáticos, como a depressão na pele (cacifo).</li>
</ul>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">A explicação para esse quadro se deve a alterações na forma como o corpo armazena gordura. No lipedema, esse armazenamento acontece de maneira desproporcional, criando um desequilíbrio que não responde às medidas convencionais para perda de peso. Com o tempo, essa situação pode afetar a circulação e até mesmo levar a problemas no sistema que ajuda a eliminar o excesso de líquidos, agravando os sintomas e criando um ciclo difícil de interromper.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">Além dos aspectos físicos, é importante destacar que o lipedema também pode ter um impacto emocional significativo. As mulheres que convivem com essa condição frequentemente se sentem incomodadas com a aparência das pernas e com a dificuldade de encontrar roupas que se ajustem bem. A dor e o desconforto também podem afetar a autoestima e o bem-estar, fazendo com que o suporte psicológico seja uma parte fundamental do tratamento.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">No que diz respeito às opções de tratamento, embora não haja uma cura definitiva, existem diversas estratégias que podem ajudar a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Mudanças no estilo de vida, como a prática regular de atividades físicas de baixo impacto – por exemplo, exercícios na água, caminhadas e ioga – podem ajudar a manter a mobilidade e reduzir a sensação de peso. O uso de meias de compressão, que ajudam a melhorar a circulação, também é bastante recomendado, mas sempre de forma personalizada, já que cada pessoa pode reagir de maneira diferente.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">A alimentação desempenha um papel importante no manejo do lipedema. Uma dieta balanceada, que evite alimentos que podem causar inflamação e priorize nutrientes saudáveis, pode ajudar a diminuir a sensação de inchaço e melhorar a saúde geral. Em alguns casos, técnicas como a drenagem manual, que auxiliam na remoção do excesso de líquidos, podem ser incorporadas ao tratamento, proporcionando alívio nos sintomas.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">Para os casos mais avançados, quando o desconforto se torna realmente incapacitante, procedimentos cirúrgicos como a lipoaspiração – realizada de forma cuidadosa para preservar a função do sistema linfático – podem ser considerados. No entanto, a cirurgia é vista como parte de um tratamento integrado e não como uma solução isolada. É fundamental que, mesmo após a intervenção cirúrgica, a paciente mantenha hábitos saudáveis e continue com as medidas conservadoras para evitar a progressão do problema.</p>
<p> </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">Em resumo, o lipedema é uma condição complexa que vai muito além de um simples acúmulo de gordura. Trata-se de um problema que afeta tanto o corpo quanto a mente, exigindo um olhar atento e multidisciplinar para que o tratamento seja eficaz. Reconhecer os sinais precocemente pode fazer toda a diferença, permitindo que medidas preventivas sejam adotadas e que a qualidade de vida seja preservada. Se você ou alguém que você conhece apresenta sintomas como os descritos, é importante procurar um profissional de saúde que possa oferecer uma avaliação detalhada e propor um plano de manejo individualizado.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p>
<p style="text-align: justify">1. AMATO, A. C. M. et al. Consenso Brasileiro de Lipedema pela metodologia Delphi. J Vasc Bras., v. 24, p. e20230183, 2025. Disponível em: <a style="font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );text-align: var(--bs-body-text-align)" href="https://doi.org/10.1590/1677-5449.202301831" target="_new">https://doi.org/10.1590/1677-5449.202301831</a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm">2. BRITO, C. J. de; ROSSI, M. da S.; ARAÚJO, E. L. <i>Cirurgia Vascular: Cirurgia Endovascular – Angiologia</i>. 4. ed. Rio de Janeiro: Thieme Revinter, 2019. Sessão 3, cap. 6.</p>		
			<h4>Autor:</h4>		
		<p style="text-align: justify"><strong>Luciano Araldi</strong>, acadêmico do 7° semestre do curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e colaborador do Portal Ciência e Consciência. </p>
<p style="text-align: justify">Link Lattes:</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Como a vacina da gripe pode prevenir pneumonias?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2025/03/30/como-a-vacina-da-gripe-pode-prevenir-pneumonias</link>
				<pubDate>Sun, 30 Mar 2025 20:42:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=503</guid>
						<description><![CDATA[Recentemente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil passou por atualizações importantes. A partir de 2025, a vacina contra a gripe (influenza) passa a integrar permanentemente o Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos. Isso significa que a partir [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="268" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/03/Banner-vacina-gripe-1024x268.jpg" alt="" />													
		<p>Recentemente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil passou por atualizações importantes. A partir de 2025, a vacina contra a gripe (influenza) passa a integrar permanentemente o Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos. Isso significa que a partir do dia 15 de março de 2025, para esses grupos, a imunização estará disponível ao longo de todo o ano, e não mais apenas em campanhas sazonais. Essa medida fortalece a proteção contra a influenza e suas complicações, como a pneumonia, uma das principais causas de hospitalização e mortalidade associadas ao vírus.</p>		
													<img width="1024" height="681" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/03/Foto-vacina-gripe-1024x681.jpg" alt="" />													
		<p>A gripe é uma infecção respiratória causada pelos vírus influenza, de surtos anuais, que ocorrem principalmente no inverno. Os sintomas incluem febre de início súbito, tosse seca, dores musculares, mal-estar, dor de garganta, congestão nasal e cefaleia. Em pessoas vacinadas, os sintomas podem ser mais brandos ou até ausentes, o que ajuda a reduzir o risco de complicações graves, como a pneumonia. Utilizando dados americanos de 2005, a gripe e a pneumonia juntas foram a oitava principal causa de morte nos Estados Unidos, destacando a gravidade dessa relação, além da tamanha importância da vacina!</p><p>A pneumonia é a complicação mais comum da gripe e pode ocorrer de três formas principais: pneumonia por influenza (causada diretamente pelo vírus da gripe), pneumonia bacteriana secundária (quando uma infecção bacteriana surge após a gripe) e pneumonia mista (causada tanto pelo vírus quanto por bactérias). A distinção entre esses tipos é importante, pois o tratamento pode variar. Um grande indício de infecção bacteriana secundária, por exemplo, é a “dupla piora”: o paciente havia melhorado dos sintomas gripais, e volta a piorar após alguns dias. Os principais sinais de alerta incluem febre persistente, tosse com dificuldade para respirar, respiração acelerada e queda nos níveis de oxigênio no sangue.</p><p>Como o vírus da gripe pode aumentar o risco de pneumonia? A infecção por influenza afeta o sistema respiratório de diversas maneiras. Uma delas é a redução da movimentação do muco nas vias respiratórias logo após a infecção, o que pode durar até 12 semanas. Isso cria um ambiente propício para a aderência de bactérias no trato respiratório, além de enfraquecer o sistema imunológico. Esses fatores combinados elevam significativamente o risco de infecções nas vias aéreas superiores e pulmonares, complicando ainda mais a recuperação dos pacientes previamente infectados com o influenza.</p><p>Do ponto de vista da saúde pública, campanhas de vacinação realizadas antes da temporada de circulação do vírus são a forma mais eficaz de alcançar uma alta cobertura vacinal. A imunização pré-temporada tem como objetivo proteger a população antes do pico de disseminação do vírus, o que é especialmente relevante em um cenário de altas taxas de mutação viral, que pode resultar em novas variantes</p><p>capazes de escapar da imunidade populacional. As vacinas devem ser administradas assim que se tornem disponíveis, com a recomendação de vacinação idealmente antes do início da circulação do vírus — que no Brasil geralmente ocorre por abril. Desse modo, procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) e se vacinar é o ideal.</p><p>A vacinação anual contra a gripe é, portanto, uma ferramenta essencial na prevenção de complicações respiratórias graves, como a pneumonia. A recente ampliação do acesso à vacina no Brasil representa um avanço significativo na proteção da população, especialmente dos grupos mais vulneráveis. Manter a vacinação em dia é um compromisso com a saúde individual e coletiva. Ao nos vacinarmos, contribuímos para a redução do impacto da influenza, evitando não apenas a sobrecarga nos serviços de saúde, mas também a diminuição das taxas de hospitalização e mortalidade associadas à doença.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p><p style="text-align: justify">1. HIBBERD, Patricia L.; MONTO, Arnold; ORTIZ, Justin R. Seasonal influenza vaccination in adults. UpToDate, 18 dez. 2024. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/seasonal-influenza-vaccination-in-adults?search=influenza+vaccine&amp;source=search_result&amp;selectedTitle=2%7E150&amp;usage_type=default&amp;display_rank=1. Acesso em: 10 mar. 2025.</p><p style="text-align: justify">2. DOLIN, Raphael. Seasonal influenza in adults: Clinical manifestations and diagnosis. UpToDate, 3 fev. 2025. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/seasonal-influenza-in-adults-clinical-manifestations-and-diagnosis?search=influenza+pneumonia&amp;source=search_result&amp;selectedTitle=1%7E150&amp;usage_type=default&amp;display_rank=1. Acesso em: 10 mar. 2025.</p><p style="text-align: justify">3. SOUZA, Tiago. Vacina da gripe para crianças entra no Calendário Nacional de Vacinação. Ministério da Saúde, 28 fev. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/fevereiro/vacina-da-gripe-para-criancas-entra-no-calendario-nacional-de-vacinacao#:~:text=A%20partir%20deste%20ano%2C%20a,não%20apenas%20em%20campanhas%20sazonais. Acesso em: 10 mar. 2025.</p>		
			<h4>Autora:</h4>		
		<p style="text-align: justify"><strong>Fernanda Lavarda Scheinpflug</strong>, acadêmica do curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e colaboradora do Portal Ciência e Consciência. </p><p style="text-align: justify">Link Lattes: http://lattes.cnpq.br/6410211951302845</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Microbiota Intestinal: A guardiã silenciosa da nossa saúde</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2025/03/07/microbiota-intestinal-a-guardia-silenciosa-da-nossa-saude</link>
				<pubDate>Fri, 07 Mar 2025 13:02:04 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=478</guid>
						<description><![CDATA[O nosso intestino é lar de trilhões de microrganismos, sobretudo bactérias, as quais constituem a microbiota intestinal, também conhecida como flora intestinal. Podemos definir a microbiota como uma grande comunidade de microrganismos do bem, que auxilia o corpo humano a funcionar adequadamente: quando ela está saudável, o corpo também está. Uma microbiota saudável é constituída [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="267" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/03/Banner-microbiota-1-1024x267.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">O nosso intestino é lar de trilhões de microrganismos, sobretudo bactérias, as quais constituem a microbiota intestinal, também conhecida como flora intestinal. Podemos definir a microbiota como uma grande comunidade de microrganismos do bem, que auxilia o corpo humano a funcionar adequadamente: quando ela está saudável, o corpo também está. Uma microbiota saudável é constituída de uma população diversificada de microrganismos, que inclui aqueles potencialmente patogênicos/oportunistas (que podem causar doenças se as defesas forem comprometidas) e aqueles não patogênicos (que não causam doenças e são promotores da saúde), vivendo em equilíbrio entre si, promovendo bem-estar e ausência de doenças.</p>		
													<img width="1024" height="677" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/03/Foto-microbiota-1024x677.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">A microbiota intestinal saudável exerce inúmeros efeitos funcionais no nosso corpo. Um deles é a função de barreira, que evita a entrada e a colonização de agentes patogênicos externos e o estabelecimento de infecções. As bactérias colonizadoras do intestino competem por espaço e nutrientes com os microrganismos infecciosos, e algumas ainda são capazes de produzir toxinas que funcionam como antimicrobianos naturais. A microbiota também tem a função de “educar” o sistema imune, influenciando na função das células de defesa e na regulação da resposta imunológica, sendo essencial para melhorar a imunidade local.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">No processo de digestão, as bactérias intestinais quebram carboidratos (açúcares) e fibras para torná-los digeríveis, produzindo ácidos graxos (gorduras) que são essenciais para as necessidades energéticas do corpo. Além disso, regulam a ação de enzimas e proteínas que auxiliam a quebrar e armazenar a gordura proveniente da dieta no corpo e produzem vitaminas, como as do complexo B, e enzimas digestivas, como a lactase - necessária para a digestão da lactose (açúcar presente no leite).</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">O intestino humano permanece em constante comunicação com o cérebro (eixo intestino-cérebro), permitindo que a microbiota influencie diretamente na função cerebral e no comportamento, em parte por ser capaz de produzir neurotransmissores como serotonina, noradrenalina e dopamina, considerados responsáveis pelos sentimentos de alegria e bom humor, auxiliando a prevenir condições como depressão e ansiedade.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">A microbiota começa a ser formada logo após o nascimento e ao longo da vida, sua composição é influenciada principalmente por fatores relacionados à genética, hábitos de vida, idade, estresse e uso de medicamentos. Quando há uma diminuição das bactérias benéficas em relação às de risco patogênico no intestino, a microbiota torna-se desequilibrada, o que a literatura chama de disbiose, favorecendo o surgimento de doenças e problemas de saúde. </p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Alterações na microbiota desregulam o balanço energético do corpo, afetam a regulação de apetite, a sensibilidade à insulina e ocasionam efeitos adversos na digestão e absorção de nutrientes, podendo provocar constipação, diarreia, inchaço e distúrbios, como doença celíaca, síndrome do intestino irritável e doença inflamatória intestinal, além de obesidade, pois há um aumento na absorção de gorduras devido à extração de energia da dieta ser intensificada, contribuindo para o ganho de peso.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Os resíduos do metabolismo de certas bactérias patogênicas prejudicam a integridade da camada de tecido que reveste o interior do intestino, podendo levar ao desenvolvimento de câncer. Além disso, há efeitos adversos significativos na pele, como acne e dermatite; na saúde mental, levando a uma série de distúrbios emocionais; no sistema cardiovascular, como hipertensão arterial; e no sistema imune, podendo levar a quadros de inflamação crônica e doenças autoimunes, como diabetes tipo 1 e artrite reumatoide.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Transplante de microbiota fecal, você já ouviu falar? Que a microbiota intestinal é de suma importância para a promoção da saúde já ficou claro, portanto, utilizá-la como método terapêutico pode ser uma alternativa bastante vantajosa. Desde 1958, a técnica do transplante de microbiota fecal vem sendo estudada e empregada para tratar problemas de saúde que acreditam-se estar relacionados a uma microbiota intestinal desequilibrada. Nessa técnica, fezes de pacientes saudáveis são inseridas no intestino de doentes, por via anal ou oral, isto para que as bactérias saudáveis tomem o lugar das causadoras de doenças e reconstituam a microbiota local.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Entre os inúmeros causadores da disbiose intestinal, merecem destaque condições que enfraquecem o sistema de defesa do corpo, deficiências nutricionais, consumo elevado de alimentos industrializados (ricos em gorduras e açúcares), uso exorbitante de laxantes, consumo de álcool, e o indiscriminado uso de medicamentos antimicrobianos, tendo em vista que estes não são capazes de distinguir a população de bactérias patogênicas das benéficas, levando a uma redução de ambas.</p><p> </p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Portanto, tendo em vista sua importância, devemos manter nossa microbiota sempre saudável. Para isso, é necessário adotar bons hábitos, praticar exercício físico, consumir alimentos ricos em fibras, isso inclui frutas, verduras e cereais integrais, controlar o estresse e acrescentar na dieta alimentos prebióticos (contêm ingredientes que estimulam a atividade dos microrganismos benéficos do intestino) e probióticos (contêm microrganismos benéficos vivos que equilibram a população microbiana no intestino), como iogurte, kombucha, kefir e chucrute. Da mesma maneira, deve-se evitar o consumo excessivo de alimentos processados e açucarados e praticar o uso racional de antimicrobianos, evitando o uso desnecessário. </p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p>
<p style="text-align: justify">1. ANDRADE, M. E. G.; SIQUEIRA, C. G. The gut microbiota, associated diseases and possible treatments: A narrative review. Research, Society and Development, [S. l.], v. 13, n. 1, p. e6113141719, 2024. DOI: 10.33448/rsd-v13i1.41719. Disponível em: <a href="https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/41719">https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/41719</a> . Acesso em: 11 fev. 2025.</p>
<p style="text-align: justify">2. CHULUCK, J. B. G. et al. A influência da microbiota intestinal na saúde humana: uma revisão de literatura. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 6, n. 4, p. 16308–16322, 2023. DOI: 10.34119/bjhrv6n4-180. Disponível em: <a href="https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/61849">https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/61849</a> . Acesso em: 8 fev. 2025.</p>
<p style="text-align: justify">3. LUPP, C.; FINLAY, B. B. Intestinal microbiota. Current Biology, [S. l.], v. 15, n. 7, p. 235-236, 2005. DOI: 10.1016/j.cub.2005.03.032. Disponível em: <a href="https://www.cell.com/current-biology/fulltext/S0960-9822(05)00298-8">https://www.cell.com/current-biology/fulltext/S0960-9822(05)00298-8</a> . Acesso em: 14 fev. 2025.</p>
<p style="text-align: justify">4. NEUHANNIG, C. et al. Intestinal dysbiosis: Correlation with current chronic diseases and nutritional intervention. Research, Society and Development, [S. l.], v. 8, n. 6, p. e25861054, 2019. DOI: 10.33448/rsd-v8i6.1054. Disponível em: <a href="https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/1054">https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/1054</a> . Acesso em: 10 fev. 2025.</p><p style="text-align: justify">5. RAMIREZ, A. V. G. A importância da microbiota no organismo humano e sua relação com a obesidade. International Journal of Nutrology, [S. l.], v. 10, n. 4, p. 153–160, 2022. DOI: 10.1055/s-0040-1705647. Disponível em: <a href="https://ijn.zotarellifilhoscientificworks.com/index.php/ijn/article/view/129" style="font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight )">https://ijn.zotarellifilhoscientificworks.com/index.php/ijn/article/view/129</a> . Acesso em: 10 fev. 2025.</p>		
			<h4>Autora:</h4>		
		<p style="text-align: justify"><strong>Jackeline de Miranda Schmidt</strong>, acadêmica do 5° semestre do curso de Farmácia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e colaboradora do Portal Ciência e Consciência. </p><p style="text-align: justify">Link Lattes: <a href="https://lattes.cnpq.br/6278506698025703">https://lattes.cnpq.br/6278506698025703</a>  </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O papel dos MicroRNAs no envelhecimento: Pequenos reguladores, grandes impactos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2025/02/24/o-papel-dos-micrornas-no-envelhecimento-pequenos-reguladores-grandes-impactos</link>
				<pubDate>Mon, 24 Feb 2025 16:11:02 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=465</guid>
						<description><![CDATA[Os microRNAS (miRNAs) são pequenas moléculas de RNA que desempenham um papel fundamental na regulação da produção de proteínas dentro da célula. Para entender melhor, podemos imaginar que em cada célula do nosso corpo existe uma “fábrica” que é capaz de produzir diferentes tipos de proteínas, essenciais para o funcionamento do organismo. Os miRNAs funcionam [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="270" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/02/Captura-de-tela-2025-04-29-173831-1024x270.jpg" alt="" />													
		<p>Os microRNAS (miRNAs) são pequenas moléculas de RNA que desempenham um papel fundamental na regulação da produção de proteínas dentro da célula. Para entender melhor, podemos imaginar que em cada célula do nosso corpo existe uma “fábrica” que é capaz de produzir diferentes tipos de proteínas, essenciais para o funcionamento do organismo. Os miRNAs funcionam como pequenos operários, fornecendo instruções sobre quais tipos de proteínas devem ser produzidas. Eles fazem isso se ligando aos RNAs mensageiros (mRNAs), que são responsáveis por levar as instruções para a produção das proteínas. Quando um miRNA se liga a um mRNA, ele pode impedir que uma proteína seja produzida ou diminuir a sua expressão, ajudando a manter o funcionamento das células equilibrado.</p>		
													<img width="1024" height="675" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/02/Captura-de-tela-2025-04-29-174346-1024x675.jpg" alt="" />													
		<p>No contexto do envelhecimento, os miRNAs tem se mostrado reguladores importantes. O envelhecimento é um processo biológico complexo e irreversível, caracterizado pela gradual perda de funcionalidade celular e aumento da susceptibilidade a doenças, sendo causado por inúmeros fatores, como acúmulo de danos no DNA, inflamações e enfraquecimento dos mecanismos de reparo celular. Pesquisas revelam que alterações nos níveis de certos miRNAs estão associadas ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças relacionadas à idade. Por exemplo, alguns miRNAs podem promover a senescência celular – estado em que a célula perde a capacidade de se dividir – enquanto outros podem atuar na proteção contra danos celulares. Além disso, pesquisas recentes indicam que a manipulação dos microRNAs pode ajudar no combate ao câncer, uma vez que alguns miRNAs específicos controlam genes que impedem a multiplicação descontrolada das células. Esse potencial uso terapêutico pode representar um avanço significativo na oncologia e na medicina regenerativa.</p>
<p>Um estudo publicado na revista “Cell” em janeiro de 2025 destacou o potencial terapêutico dos miRNAs no combate ao envelhecimento. Pesquisadores chineses conduziram o experimento em camundongos, nos quais injetaram exossomos – pequenas vesículas que transportam moléculas entre as células – contendo o miRNA-302b. Esse miRNA específico foi capaz de reverter a senescência celular nos animais tratados. Os camundongos apresentaram sinais de rejuvenescimento, como melhora na capacidade cognitiva, crescimento de pelos em áreas calvas e aumento da longevidade. Além disso, não foram observados efeitos colaterais significativos, como o desenvolvimento de tumoras, durante o período de estudo de 2 anos e meio. </p>
<p>Outras pesquisas indicam que diferentes miRNAs estão envolvidos em processos cruciais do envelhecimento, como a inflamação e degradação celular. Estudos publicados no Journal of Cell Science e Current Genomics destacam que a manipulação de mi RNAs pode influenciar positivamente a longevidade e a saúde das células. Um exemplo é o miRNA-146a, que tem um papel anti-inflamatório e pode ajudar a proteger contra doenças relacionadas a idade, como Alzheimer e artrite. A descoberta do papel dos miRNAs abre caminho para avanços significativos na medicina. Cientistas acreditam que, no futuro, será possível desenvolver terapias que utilizem essas moléculas para retardar o envelhecimento e tratar doenças crônicas, tendo possíveis aplicações em terapias rejuvenescedoras – restaurando a função celular e retardando sinais do envelhecimento -, diagnóstico precoce de doenças – servindo como biomarcadores para a detecção de doenças - e prevenções de inflamações crônicas – utilizando a regulação de miRNAs que controlam processos inflamatórios para reduzir o impacto de doenças.  </p>
<p>O reconhecimento da importância dos microRNAs na biologia celular foi consolidado com a premiação de Victor Ambros e Gary Ruvkun com o Prêmio Nobel de Medicina de 2024, por suas descobertas sobre o papel dessas moléculas na regulação gênica. Seu trabalho revolucionou a compreensão da biologia molecular e abriu portas para novas pesquisas no campo do envelhecimento e da medicina regenerativa.</p>
<p>Dessa forma, é possível notar que os miRNAs, apesar de pequenos, são poderosos reguladores do funcionamento celular. O que antes era considerado "DNA lixo", segmentos do genoma sem função aparente, hoje desempenha papéis fundamentais na regulação gênica. Ao controlar a produção de proteínas, essas moléculas influenciam diretamente o envelhecimento e a saúde das células. Apesar do enorme potencial, ainda há desafios a serem superados, como o desenvolvimento de métodos seguros e eficazes para alterar os níveis de miRNAs no organismo sem causar efeitos colaterais indesejados. No entanto, os avanços na área são promissores e mostram que a ciência está cada vez mais próxima de encontrar soluções para prolongar a vida saudável.</p>
 <p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p>
<p style="margin-left: 36.0pt;text-align: justify">1. Chen LH, Chiou GY, Chen YW, Li HY, Chiou SH. microRNA and aging: A novel modulator in regulating the aging network. Ageing Research Reviews. 2010 Nov;9:S59–66.</p>
<p style="margin-left: 36.0pt;text-align: justify">2. Mohr A, Mott J. Overview of MicroRNA Biology. Seminars in Liver Disease. 2015 Jan 29;35(01):003-011.</p>
<p style="margin-left: 36.0pt;text-align: justify">3. Portal do Holanda. Em experimento com camundongos, cientistas conseguem reverter envelhecimento celular [Internet]. Portaldoholanda.com.br. 2025 [cited 2025 Feb 15]. Available from: https://www.portaldoholanda.com.br/variedades/em-experimento-com-camundongos-cientistas-conseguem-reverter-envelhecimento-celular</p>
<p style="margin-left: 36.0pt;text-align: justify">4. Smith-Vikos T, Slack FJ. MicroRNAs and their roles in aging. Journal of Cell Science [Internet]. 2012 Jan 1 [cited 2020 Jan 4];125(1):7–17. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3269020/</p>
<p style="margin-left: 36.0pt;text-align: justify">5. Jin Jung H, Suh Y. MicroRNA in Aging: From Discovery to Biology. Current Genomics [Internet]. 2012 Nov 1 [cited 2021 Apr 22];13(7):548–57. Available from: https://www.ingentaconnect.com/content/ben/cg/2012/00000013/00000007/art00006</p>
<p> </p>		
			<h2>Autora:</h2>		
		<p style="text-align: justify"><b>Débora Luísa Filipetto Pulcinelli</b></p>
<p style="text-align: justify">Acadêmica do curso de Farmácia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e colaboradora do Portal Ciência e Consciência.</p>
<p style="text-align: justify">Currículo Lattes: <a style="font-size: 16px;font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight )" href="http://lattes.cnpq.br/2273522025506933">https://lattes.cnpq.br/7672415642403469</a></p>
<p style="text-align: justify;line-height: 150%;margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm"> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Energia em dose dupla: O perigo oculto das bebidas energéticas e suas combinações</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2025/02/22/energia-em-dose-dupla-o-perigo-oculto-das-bebidas-energeticas-e-suas-combinacoes</link>
				<pubDate>Sat, 22 Feb 2025 17:51:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=460</guid>
						<description><![CDATA[Bebidas energéticas são produtos formulados para estimular a mente e o corpo, proporcionando um aumento temporário de energia e desempenho físico e mental. Elas geralmente contêm ingredientes como cafeína, taurina, extratos de ervas, açúcar e vitaminas do complexo B, conhecidos por seus efeitos estimulantes no organismo. Popularmente chamadas de &#8220;energéticos&#8221;, essas bebidas são amplamente consumidas, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img src="https://www.ufsm.br/app/plugins/elementor/assets/images/placeholder.png" title="" alt="" loading="lazy" />													
		<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt;line-height: normal">Bebidas energéticas são produtos formulados para estimular a mente e o corpo, proporcionando um aumento temporário de energia e desempenho físico e mental. Elas geralmente contêm ingredientes como cafeína, taurina, extratos de ervas, açúcar e vitaminas do complexo B, conhecidos por seus efeitos estimulantes no organismo. Popularmente chamadas de "energéticos", essas bebidas são amplamente consumidas, especialmente por jovens, com o objetivo de aumentar o estado de alerta e a disposição. Muitas vezes, também são misturadas com bebidas alcoólicas, uma prática que pode trazer sérios riscos à saúde.</p>		
													<img src="https://www.ufsm.br/app/plugins/elementor/assets/images/placeholder.png" title="" alt="" loading="lazy" />													
		<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt;line-height: normal">A composição dessas bebidas é cuidadosamente elaborada para oferecer efeitos rápidos. A cafeína, por exemplo, é um dos principais componentes, atuando como um potente estimulante do sistema nervoso central. Ela aumenta o estado de alerta, melhora a concentração e reduz a sensação de cansaço, sendo amplamente reconhecida por sua capacidade de melhorar o desempenho físico e mental.</p>
<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt;line-height: normal">A taurina, outro ingrediente comum, é um aminoácido que contribui para o metabolismo energético e ajuda a regular o equilíbrio eletrolítico (ou seja, condição em que a quantidade de sais minerais como sódio, potássio e cálcio no corpo está balanceada, garantindo o bom funcionamento do organismo), além de oferecer suporte à função cardiovascular. Também exerce um papel antioxidante e pode influenciar positivamente a contração muscular, sendo particularmente benéfica para pessoas que realizam atividades físicas intensas.</p>
<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt;line-height: normal">Os carboidratos (ou açúcares), geralmente na forma de sacarose ou glicose, fornecem uma fonte imediata de energia, essencial para atividades que exigem esforço físico ou mental prolongado. Ingredientes adicionais, como extratos de guaraná e ginseng, são frequentemente incluídos para potencializar os efeitos energéticos. O guaraná, rico em cafeína natural, intensifica a sensação de energia, enquanto o ginseng auxilia o corpo a lidar melhor com o estresse e a fadiga.</p>
<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt;line-height: normal">Apesar de sua popularidade e benefícios momentâneos, o consumo excessivo de bebidas energéticas pode trazer riscos à saúde. Entre os problemas mais comuns estão insônia, aumento da pressão arterial, palpitações cardíacas e, em casos extremos, intoxicação por cafeína.</p>
<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt;line-height: normal">A mistura de bebidas energéticas com álcool representa um perigo significativo à saúde, muitas vezes subestimado. Ingredientes como cafeína, taurina e açúcar, presentes nos energéticos, ajudam a disfarçar o sabor do álcool, tornando a combinação mais agradável e favorecendo o consumo excessivo. Além disso, a cafeína provoca uma sensação de euforia que pode mascarar os sinais de embriaguez, levando a pessoa a acreditar que está mais sóbria do que realmente está. A taurina, por sua vez, colabora para reduzir a sensação de fadiga muscular, diminuindo a percepção de cansaço e intoxicação. Esses efeitos criam uma falsa sensação de controle, incentivando o consumo de maiores quantidades de álcool e aumentando o risco de abuso e dependência a longo prazo. Essa combinação também ignora alertas frequentemente presentes nos rótulos de bebidas energéticas, que desaconselham seu uso com álcool devido aos graves efeitos colaterais. A associação entre energéticos e álcool pode levar a comportamentos de risco e agravar as consequências físicas. A cafeína pode mascarar os sinais de intoxicação alcoólica, enquanto o consumo excessivo dessa mistura está associado a complicações como arritmias cardíacas. Esse risco é ainda maior em pessoas com predisposição a doenças cardiovasculares, mas mesmo indivíduos saudáveis podem sofrer danos a longo prazo se o consumo for frequente e em grandes quantidades.</p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt;line-height: normal">Portanto, é essencial consumir bebidas energéticas com moderação, respeitando as recomendações dos fabricantes e evitando combinações prejudiciais. Ao compreender melhor a composição e os possíveis efeitos dessas bebidas, é possível fazer escolhas mais conscientes e proteger a saúde, especialmente entre os jovens, que representam o principal público consumidor.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p>
<p style="margin-left: 36.0pt;text-align: justify">1. NADEEM IM, et al. Energy Drinks and Their Adverse Health Effects: A Systematic Review and Meta-analysis. Sports Health. 2021 May-Jun;13(3):265-277. doi: 10.1177/1941738120949181.</p>
<p style="margin-left: 36.0pt;text-align: justify">2. Portal da Saúde. Disponível em: https://saude.mpu.mp.br/noticias/conheca-os-efeitos-de-associar-bebidas-energeticas-e-alcool#:~:text=Alguns%20dos%20ingredientes%20contidos%20nos,aumento%20do%20consumo%20de%20%C3%A1lcool.</p>
<p> </p>		
			<h2>Autora:</h2>		
		<p style="text-align: justify"><strong>Maria Eduarda Chelotti</strong></p>
<p style="text-align: justify">Mestranda do Programa de Pós Graduação em Farmacologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).</p>
<p style="text-align: justify">Currículo Lattes:<a style="font-size: 16px;font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight )" href="http://lattes.cnpq.br/2273522025506933">http://lattes.cnpq.br/2273522025506933</a></p>
<p style="text-align: justify;line-height: 150%;margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm"> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>É Possível Bronzear-se de Forma Saudável ou Segura?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2025/01/23/e-possivel-bronzear-se-de-forma-saudavel-ou-segura</link>
				<pubDate>Thu, 23 Jan 2025 12:05:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=436</guid>
						<description><![CDATA[O desejo por uma pele bronzeada é comum em muitos países, especialmente no Brasil, onde o clima tropical e a cultura de beleza, muitas vezes, incentivam a exposição prolongada ao sol. Contudo, especialistas alertam para os riscos associados ao bronzeamento, seja natural ou artificial, destacando que não há uma forma completamente segura de bronzear-se sem [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="270" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/01/Captura-de-Tela-13-1-1024x270.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">O desejo por uma pele bronzeada é comum em muitos países, especialmente no Brasil, onde o clima tropical e a cultura de beleza, muitas vezes, incentivam a exposição prolongada ao sol. Contudo, especialistas alertam para os riscos associados ao bronzeamento, seja natural ou artificial, destacando que não há uma forma completamente segura de bronzear-se sem expor a pele a danos significativos.</p>		
													<img width="612" height="407" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2025/01/familia-no-sol.jpg" alt="" />													
		<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">O bronzeamento ocorre devido ao aumento da liberação de melanina na pele, um pigmento responsável pela coloração. Apesar de proporcionar um efeito estético, a exposição à radiação ultravioleta (UV) do sol e das câmaras de bronzeamento danifica o DNA das células da pele, aumentando o risco de cânceres de pele, como o carcinoma basocelular, o espinocelular e o melanoma. O tratamento mais comum para esses tipos de câncer é a cirurgia para remoção da lesão, o que pode deixar cicatrizes, principalmente em áreas visíveis como o rosto, causando preocupações estéticas e psicológicas.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">No Brasil, estima-se que, entre 2023 e 2025, ocorrerão cerca de 220.490 casos de câncer de pele por ano, totalizando aproximadamente 661 mil novos casos ao final do período. A principal causa é a exposição solar excessiva, sendo o sol a maior fonte de radiação UV. A radiação que atinge a superfície da Terra é composta por raios UVA e UVB. Os raios UVB têm um forte efeito carcinogênico na pele, enquanto os raios UVA podem causar mutações por meio de danos oxidativos ao DNA.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">A exposição solar excessiva ou o uso de câmaras de bronzeamento preocupam especialistas, devido aos danos cumulativos à pele e ao aumento do risco de câncer. O risco é ainda maior em casos de queimaduras solares. De acordo com a Academia Americana de Dermatologia, uma única queimadura solar com bolhas pode quase dobrar o risco de melanoma, a forma mais letal de câncer de pele, ao longo da vida.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a radiação UV das câmaras de bronzeamento como cancerígena, e o Brasil proibiu seu uso estético devido aos riscos comprovados. Apenas uma sessão de bronzeamento artificial pode aumentar em 20% o risco de melanoma, tipo de câncer que pode se espalhar para outros órgãos e levar ao óbito. Esse risco é ainda maior se o uso ocorrer antes dos 35 anos.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Além do risco de câncer, a exposição solar também pode desencadear outros problemas de saúde. Entre os principais efeitos adversos à saúde, o mais comum é o eritema, conhecido como queimadura solar. A pele e os olhos são as áreas mais vulneráveis aos danos causados pela radiação UV. A exposição prolongada provoca o espessamento das camadas externas da pele, causando envelhecimento precoce, rugas e enrijecimento. Nos olhos, pode levar a problemas como ceratites, conjuntivites e cataratas. Além disso, a exposição solar na infância e adolescência preocupa especialistas, pois quanto mais cedo alguém começa a se expor, maior o dano acumulado e maior o risco de desenvolver câncer de pele ao longo da vida.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Mas afinal, há formas de se bronzear e reduzir os riscos à saúde? Se o objetivo é obter uma aparência bronzeada, os produtos autobronzeadores, como loções e sprays, são a escolha mais segura. Eles tingem a pele temporariamente sem causar danos. Porém, é importante lembrar que esses produtos não oferecem proteção contra os raios UV, tornando indispensável o uso de protetor solar.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Outras medidas de proteção incluem evitar o sol entre 10h e 15h, quando a radiação é mais intensa; aplicar protetor solar de amplo espectro com fator de proteção solar (FPS) entre 15 e 30, reaplicando a cada duas ou três horas, especialmente após nadar, suar ou usar toalhas; e usar roupas protetoras, como chapéus de aba larga, camisas de manga longa e calças. Essas ações são ainda mais importantes para pessoas de pele clara, crianças e aqueles com histórico de exposição solar prolongada. Vale ressaltar que mesmo em dias nublados, a radiação UV pode causar queimaduras solares.</p><p> </p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt">O bronzeado ideal é aquele que não coloca a saúde em risco. A busca por uma pele bronzeada deve ser substituída por medidas de proteção solar e alternativas seguras. Uma pele saudável é o verdadeiro sinônimo de beleza e bem-estar.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p><p style="text-align: justify">SHMERLING, R.H. (2022). The problem with tanning (and the myth of the base tan). Harvard Health Publishing. Disponível em: Harvard Health: <a href="https://www.health.harvard.eduwww.health.harvard.edu/blog/problem-tanning-myth-base-tan-2017041211528">The problem with tanning (and the myth of the base tan) - Harvard Health</a></p><p style="text-align: justify">PASSERON, T. et al. (2022). Sun Exposure and Associated Risks in 17 Countries: Results from Europe Compared to Other Continents. SKIN The Journal of Cutaneous Medicine. <a href="http://null/">https://</a><u>doi:10.25251/skin.6.supp.108}</u></p><p style="text-align: justify;border: none">WEHNER, M.R. et al. Indoor tanning and non-melanoma skin cancer: systematic review and meta-analysis. <a href="https://doi.org/10.1269/jrr.10175">https://</a><u>doi:10.1136/bmj.e5909 </u></p><p style="text-align: justify;border: none">IKEHATA, H., ONO, T. (2011). The mechanisms of UV mutagenesis. Journal of radiation research, 52(2), 115–125. <a href="https://doi.org/10.1269/jrr.10175">https://doi.org/10.1269/jrr.10175</a></p><p style="text-align: justify">SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA. Consequências do bronzeamento para a pele. Nota Técnica SBD. (2023). Disponível em: <a href="https://www.sbd.org.br/consequencias-do-bronzeamento-para-a-pele-nota-tecnica-sbd/">https://www.sbd.org.br/consequencias-do-bronzeamento-para-a-pele-nota-tecnica-sbd/</a></p><p style="text-align: justify">BRASIL. <a href="https://www.gov.br/inca/pt-br">Instituto Nacional de Câncer - INCA</a>. Exposição Solar. (2022). Disponível em: <a href="https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/causas-e-prevencao-do-cancer/exposicao-solar">https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/causas-e-prevencao-do-cancer/exposicao-solar</a></p>		
			<h2>Autora:</h2>		
		<p><strong>Isabella Amaral Breidenbach</strong></p><p>Acadêmica do curso de graduação em Enfermagem, aluna de Iniciação Científica no Laboratório de Biogenômica – Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e colaboradora do Portal Ciência e Consciência.</p><p>Currículo Lattes: <a style="font-family: Arial, sans-serif;font-size: 11pt;font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );text-align: var(--bs-body-text-align)" href="http://lattes.cnpq.br/1282264904376572">http://lattes.cnpq.br/1282264904376572</a></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>E Como é a Comemoração do Seu Natal</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2025/01/16/e-como-e-a-comemoracao-do-seu-natal</link>
				<pubDate>Thu, 16 Jan 2025 21:35:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=435</guid>
						<description><![CDATA[O Natal está chegando e é uma das celebrações mais aguardadas em diversos países, simbolizando alegria e prosperidade. Para os que celebram o natal segundo a tradição cristã essa data é marcada por diferentes formas de comemoração: pode ser um momento de reflexão religiosa, celebrando o nascimento de Cristo, de confraternizações familiares ou até mesmo [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img src="https://www.ufsm.br/app/plugins/elementor/assets/images/placeholder.png" title="" alt="" loading="lazy" />													
		<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt;line-height: 150%;margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm">O Natal está chegando e é uma das celebrações mais aguardadas em diversos países, simbolizando alegria e prosperidade. Para os que celebram o natal segundo a tradição cristã essa data é marcada por diferentes formas de comemoração: pode ser um momento de reflexão religiosa, celebrando o nascimento de Cristo, de confraternizações familiares ou até mesmo de trocas de presentes entre amigos. No entanto, é importante lembrar que nem todos vivenciam o Natal da mesma forma. Para algumas pessoas, essa data pode não ter o mesmo significado, seja por motivos religiosos, culturais ou pessoais, e optam por não comemorá-la.</p>		
													<img src="https://www.ufsm.br/app/plugins/elementor/assets/images/placeholder.png" title="" alt="" loading="lazy" />													
		<p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt;line-height: 150%;margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm">Para os que celebram o Natal sabe que essa data é repleta de simbolismos e histórias que se transformaram ao longo dos séculos. A figura do bom velhinho de capuz vermelho, por exemplo, foi moldada ao longo do tempo, assim como outros elementos natalinos. Mistérios e tradições se entrelaçam entre mitos e fatos, como a escolha do dia 25 de dezembro para a celebração e as clássicas canções de Natal. Algumas dessas narrativas se consolidaram como lendas, enquanto outras ganharam reconhecimento histórico, tornando o Natal uma data única e rica em significados.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt;line-height: 150%;margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm">O Natal está chegando e é uma das celebrações mais esperadas em diversos países, representando alegria e prosperidade. Essa data proporciona diversas formas de celebração, seja através da reflexão religiosa, marcada através do nascimento de cristo, seja na forma de reuniões familiares para confraternização, seja através de presentear um amigo.  É importante lembrar que nem todos celebram o Natal da mesma forma. Para algumas pessoas essa data pode não ter o mesmo significado, optando por não comemorar o Natal, seja por questões religiosas, culturais ou pessoais. Mas para aqueles que gostam de celebrar o Natal na sua forma mais pura sabe que as características natalinas do nosso velinho de capuz vermelho se moldou ao longo dos séculos para se tornar o que é hoje, o Natal é cercado por mistérios e histórias que se entrelaçam entre mitos e fatos. Como é o caso da data de escolha, que é o dia 25 de dezembro, responsável por celebrar esse dia, ou até mesmo as canções de natal criadas, conforme o tempo foi passando, algumas histórias se tornaram lendas, já outras foram afirmadas. </p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt;line-height: 150%;margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm">No Brasil, o costume de cortar pinheiros para decorar a sala no Natal não é tão comum, mas a tradição de montar e enfeitar árvores segue firme. A prática, como a conhecemos hoje, teve origem na Alemanha entre os séculos 16 e 17, sendo mais tarde difundida nos Estados Unidos. Na Alemanha entre os séculos 17 e 18 as classes mais humildes costumavam pendurar árvores no teto ou nas vigas. Essa prática permitia exibir a decoração e evitar com que chega-se no alcance das crianças. </p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt;line-height: 150%;margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm">Todavia as árvores de natal não eram bem vistas pela igrega católica que contestava que fugia das celebrações religiosas sendo consideradas símbolos pagãos. Um teólogo da época criticou o costume dizendo que as árvores passaram a ganhar mais atenção do que a própria palavra de Deus. Nos Estados Unidos, o governador William Bradford, conhecido por seu rigor puritano, também se manifestou contra a novidade. Contudo, à medida que a tradição de Natal se espalhava, os líderes da Igreja Católica optaram por adotar a decoração das árvores, tornando-as parte integrante das celebrações natalinas, outro problema foi a aquisição dessa árvore onde nem todas pessoas conseguiam cortar e ter uma em casa, surgindo em 1851 o primeiro comércio de árvores. </p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt;line-height: 150%;margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm">Outra curiosidade, pode ser observado nos presentes que não ficavam embaixo das árvores, mas sim pendurados nelas. Jornais da década de 1870 descrevem exemplos de árvores atulhadas de doces, bonecas e brinquedos por todos os galhos. A tradição das meias penduradas nas grandes lareiras no natal vem da ideia de São Nicolau. São Nicolau foi um bispo cristão do século IV, natural de Myra, região que hoje corresponde à Turquia. Ele ficou famoso por sua bondade e pelos gestos de generosidade, principalmente no auxílio aos necessitados e às crianças. Uma das narrativas mais conhecidas sobre ele conta que, de maneira discreta, ele teria oferecido sacos de ouro para três irmãs em dificuldades financeiras. A lenda diz que, ao ouvir falar da pobreza de uma família, São Nicolau jogou moedas de ouro pela chaminé, que caíram dentro das meias das meninas, que estavam secando perto do fogo. Esse gesto de colocar presentes nas meias foi transformado em uma tradição de Natal, onde as crianças deixam suas meias ou sapatos pendurados na noite de Natal, esperando que o bom velhinho as preencha com presentes e doces.</p><p style="text-align: justify;text-indent: 36.0pt;line-height: 150%;margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm">Já as tradições podem variam de cidades, para regiões e até mesmo países, como é o caso na Grécia, onde é um gesto de boa sorte e celebração, a ideia diz que ao quebrar um prato, a pessoa estará livre de má sorte ou energias negativas, além de festejar a época natalina com alegria. A  tradição do beijo sob o visco veio dos festivais romanos de Saturnália e se espalhou pelo mundo com o passar do tempo. </p><p>Em suma, o Natal é uma celebração rica em história, tradição e simbolismo, com suas raízes e práticas evoluindo ao longo dos séculos. As diversas histórias e lendas que cercam essa celebração, como a escolha do dia 25 de dezembro, a origem das árvores de Natal e a tradição das meias, revelam como a festa foi moldada por diferentes culturas e crenças ao longo do tempo. Além disso, as peculiaridades regionais, como as tradições grega e romana, mostram a diversidade das comemorações natalinas. O que permanece constante, no entanto, é o espírito de generosidade, alegria e esperança que o Natal representa, unindo pessoas de todas as partes do mundo em uma celebração de amor e fraternidade. Mas e aí você costuma comemorar o Natal? Nos conte aqui no nosso post. </p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p><p style="text-align: justify">REVISTA GALILEU Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Curiosidade/noticia/2016/12/6-coisas-que-sua-arvore-de-natal-esconde-de-voce.html </p><p style="text-align: justify">REVISTA TOP MELHORES Disponível em: <a style="font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight )" href="https://www.topmelhores.com.br/as-30-curiosidades-mais-incriveis-sobre-o-natal">https://www.topmelhores.com.br/as-30-curiosidades-mais-incriveis-sobre-o-natal</a></p>		
			<h2>Autora:</h2>		
		<p><strong>Graziela Moro Meira</strong></p><p>Acadêmica do curso de graduação em Farmácia, aluna de Iniciação Científica no Laboratório de Biogenômica – Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e colaboradora do Portal Ciência e Consciência.</p><p>Currículo Lattes: <a style="font-family: Arial, sans-serif;font-size: 11pt;font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );text-align: var(--bs-body-text-align)" href="http://lattes.cnpq.br/9393790545039879">http://lattes.cnpq.br/9393790545039879</a></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Câncer colorretal: suas fezes podem ser um sinal de alerta!</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2024/12/18/cancer-colorretal-suas-fezes-podem-ser-um-sinal-de-alerta</link>
				<pubDate>Wed, 18 Dec 2024 22:38:18 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=433</guid>
						<description><![CDATA[Você sabia que suas fezes podem ser um alerta importante para sua saúde? Isso mesmo! Embora muita gente não goste de falar sobre esse assunto, a aparência, a cor e até a consistência das fezes podem indicar problemas no intestino, como o câncer colorretal. Muitas vezes, esse câncer se desenvolve de maneira silenciosa, sem sintomas [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img src="https://www.ufsm.br/app/plugins/elementor/assets/images/placeholder.png" title="" alt="" loading="lazy" />													
		<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 150%">Você sabia que suas fezes podem ser um alerta importante para sua saúde? Isso mesmo! Embora muita gente não goste de falar sobre esse assunto, a aparência, a cor e até a consistência das fezes podem indicar problemas no intestino, como o câncer colorretal. Muitas vezes, esse câncer se desenvolve de maneira silenciosa, sem sintomas visíveis no começo, mas suas fezes podem ser um sinal de que algo não está bem.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 150%">Mas o que é e como ocorre esse câncer?</p>
<p> </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 150%">O câncer colorretal é um tipo de câncer que afeta o cólon (parte do intestino grosso) ou o reto (parte final do intestino). Atualmente, é o terceiro tipo de tumor mais prevalente em homens e mulheres, principalmente depois dos 50 anos, mas os casos em pessoas jovens têm aumentado significativamente. </p>		
													<img src="https://www.ufsm.br/app/plugins/elementor/assets/images/placeholder.png" title="" alt="" loading="lazy" />													
		<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 150%">A formação do câncer ocorre quando células normais no cólon ou reto começam a crescer de maneira descontrolada, formando tumores. Geralmente, surgem os pólipos (pequenas protuberâncias ou crescimento anormal de células) nas paredes do cólon e do reto, que podem ser benignos (não cancerígenos) no início, mas, com o tempo, alguns podem se transformar em câncer, se não forem removidos. </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 150%">Se o pólipo se torna canceroso, as células cancerígenas podem crescer e se espalhar para as camadas mais profundas do intestino e, eventualmente, podem se disseminar para outros órgãos do corpo, como fígado e pulmões. Portanto, a principal forma de prevenção do câncer colorretal é o seu rastreamento por meio da colonoscopia, visando a detecção e retirada dos pólipos antes de evoluírem para câncer.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 150%">E existem fatores de risco relacionados? A resposta é sim. A idade é um dos mais significativos, com o risco aumentando após os 50 anos. Ter um histórico familiar de câncer colorretal ou pólipos também eleva as chances. Além disso, doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn e colite ulcerativa, aumentam o risco devido à inflamação crônica no intestino. Hábitos de vida, como dieta rica em carnes processadas, sedentarismo, tabagismo e álcool em excesso também contribuem para o desenvolvimento da doença. A obesidade e condições genéticas raras, como a síndrome de Lynch, também estão associadas ao aumento do risco. </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 150%">E como as fezes sinalizam essa doença? Os sintomas do câncer colorretal podem variar conforme o estágio da doença e sua localização no cólon ou reto, e muitas vezes não são percebidos logo no início. No entanto, à medida que o tumor cresce, alguns sinais começam a aparecer, como alterações no padrão das evacuações, mudança na cor das fezes ou mesmo uma sensação de evacuação incompleta. </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 150%">A presença de sangue nas fezes é um dos sintomas mais comuns e deve ser observada com atenção. O sangue pode aparecer de maneira visível, com as fezes ficando vermelhas, ou pode ser oculto, ou seja, imperceptível a olho nu, mas ainda assim detectável por exames laboratoriais, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes. O tipo de sangue também pode indicar a localização do tumor: o sangue mais escuro sugere sangramentos no cólon superior, enquanto o sangue vermelho brilhante pode estar relacionado a tumores no reto ou cólon inferior.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 150%">Além disso, uma ferramenta chamada Escala de Bristol ajuda a entender melhor a consistência das fezes. Essa escala classifica as fezes em sete tipos e mudanças significativas, como fezes muito duras ou muito líquidas, podem ser sinais de que algo não está funcionando direito no seu sistema digestivo.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 150%">Atenção! É importante destacar que nem toda alteração nas fezes significa câncer, mas quando essas mudanças persistem por mais de alguns dias, é fundamental procurar um médico. Devemos evacuar fezes macias e pastosas, bem formadas (tipo 3 e 4 da Escala de Bristol), sem a presença de sangue ou muco, com ausência de dor ou de necessidade de esforço.</p>
<p> </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 150%">Com isso, o que concluímos é que a prevenção do câncer colorretal começa com a atenção aos sinais que o nosso corpo nos envia. Realizar exames de rastreamento, como a colonoscopia, e adotar um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, prática regular de exercícios, controle de peso, e evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco, podem reduzir significativamente o risco de desenvolver a doença. Por fim, estar atento ao que suas fezes podem estar dizendo é um passo importante para a prevenção, e, ao perceber qualquer alteração persistente, buscar orientação médica é fundamental para a sua saúde e bem-estar.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p>
<p style="text-indent: -18.0pt;line-height: 150%;margin: 0cm 0cm 0cm 36.0pt"><!-- [if !supportLists]-->1.      <!--[endif]-->“<b>Câncer de intestino.”</b> <i>Instituto Nacional de Câncer - INCA</i>, 2022. Disponível em: <a href="http://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/intestino">www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/intestino</a>.</p>
<p style="text-indent: -18.0pt;line-height: 150%;margin: 0cm 0cm 0cm 36.0pt"><!-- [if !supportLists]-->2.      <!--[endif]-->“<b>Câncer de cólon e reto.”</b> <i>Instituto Nacional de Câncer – INCA</i>, 2023. Disponível em: <a href="https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa/sintese-de-resultados-e-comentarios/cancer-de-colon-e-reto">https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa/sintese-de-resultados-e-comentarios/cancer-de-colon-e-reto</a></p>
<p style="text-indent: -18.0pt;line-height: 150%;margin: 0cm 0cm 0cm 36.0pt"><!-- [if !supportLists]-->3.      <!--[endif]-->Disner, Elton. “<b>Câncer colorretal é o segundo que mais mata no mundo</b>” <i>Sociedade Brasileira Cirurgia Oncológica</i>, 2024. Disponível em: <a href="https://sbco.org.br/atualizacoes-cientificas/cancer-colorretal-e-o-segundo-que-mais-mata-no-mundo">https://sbco.org.br/atualizacoes-cientificas/cancer-colorretal-e-o-segundo-que-mais-mata-no-mundo</a></p>
<p style="text-indent: -18.0pt;line-height: 150%;margin: 0cm 0cm 0cm 36.0pt"><!-- [if !supportLists]-->4.      <!--[endif]-->Norman, Abby. “<b>An Overview of the Bristol Stool Chart</b>.” <i>Verywell Health</i>, 2018. Disponível em: <a href="https://www.verywellhealth.com/bristol-stool-chart-4174964">https://www.verywellhealth.com/bristol-stool-chart-4174964</a></p>
<p style="margin: 0cm;text-align: justify"> </p>
<p style="text-indent: -18.0pt;line-height: 150%;margin: 0cm 0cm 0cm 36.0pt"><!-- [if !supportLists]-->5.      <!--[endif]-->Sociedade Brasileira de Coloproctologia. “<b>Journal of Coloproctology</b>”, 2023. Disponível em: <a href="https://sbcp.org.br/noticias/journal-of-coloproctology/">https://sbcp.org.br/noticias/journal-of-coloproctology/</a></p>		
			<h2>Autora:</h2>		
		<p><strong>Julia Piton</strong></p>
<p>Aacadêmica do Curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e colaboradora do Portal Ciência e Consciência.</p>
<p>Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7318426348944373</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Prevenção e diagnóstico do câncer de próstata: Cuidados essenciais para a Saúde do Homem</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2024/12/07/prevencao-e-diagnostico-do-cancer-de-prostata-cuidados-essenciais-para-a-saude-do-homem</link>
				<pubDate>Sat, 07 Dec 2024 20:14:10 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=432</guid>
						<description><![CDATA[      Segundo o Ministério da Saúde (2023), o câncer de próstata é um dos tipos de câncer mais comuns entre os homens atualmente, sendo a segunda maior causa de óbitos na população masculina em todas as regiões do país. Só em 2020, foram registrados 15,8 mil óbitos, segundo dados do Sistema de Informação [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="269" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2024/12/banner-cancer-de-prostata-1024x269.jpg" alt="" />													
		<p style="margin: 0cm;text-align: justify;text-indent: 7.05pt">      Segundo o Ministério da Saúde (2023), o câncer de próstata é um dos tipos de câncer mais comuns entre os homens atualmente, sendo a segunda maior causa de óbitos na população masculina em todas as regiões do país. Só em 2020, foram registrados 15,8 mil óbitos, segundo dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade. Entre os principais fatores de risco para esta doença, destacam-se a idade (incidência e mortalidade aumentam significativamente após os 60 anos), o histórico familiar (pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos) e a alimentação (sobrepeso e obesidade).</p>		
													<img width="1024" height="658" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2024/12/Copia-de-Post-cancer-de-prostata-1024x658.jpg" alt="" />													
		<p style="margin: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">A próstata é uma pequena glândula do sistema reprodutor masculino, localizada abaixo da bexiga, cuja principal função é a produção de parte do líquido seminal, que auxilia na nutrição e transporte dos espermatozoides. Quando as células dessa glândula crescem de maneira descontrolada, pode surgir o câncer de próstata. Na maioria dos casos, o câncer de próstata se desenvolve lentamente, não trazendo riscos à vida do paciente e, muitas vezes, não apresenta sintomas no início, o que torna o diagnóstico precoce fundamental para o sucesso do tratamento.</p><p style="margin: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">Embora seja uma doença comum, por estigmas sociais ou por desconhecimento, muitos homens preferem não conversar sobre esse assunto. Na fase inicial da doença, para aqueles pacientes sintomáticos, é preciso se atentar aos seguintes sintomas: dificuldade de urinar; demora em começar e terminar de urinar; sangue na urina; diminuição do jato de urina e a necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite e, caso os percebam, devem procurar uma unidade de saúde.</p><p style="margin: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">Neste contexto, faz-se necessário que os homens tenham acompanhamento médico de rotina ao longo da vida para prevenção. Essa investigação se dá pela realização de dois exames: o toque retal e o Antígeno Prostático Específico (PSA), por meio do exame de sangue. Essas são as duas formas complementares, na busca por problemas na próstata, entretanto, para confirmação da doença, é preciso realizar biópsia, indicada caso seja encontrada alguma alteração nos exames anteriores. Se o diagnóstico de câncer de próstata for confirmado, o tratamento vai depender do estágio da doença e das condições de saúde do paciente.</p><p style="margin: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">Tradicionalmente, era comum que homens a partir dos 45 anos de idade realizassem essa rotina de exames para a prevenção da doença. Recentemente, o Instituto Nacional do Câncer (INCA), órgão do Ministério da Saúde, atualizou suas recomendações sobre o rastreamento da doença. Atualmente, o INCA não recomenda mais o uso do toque retal em campanhas de rastreamento em larga escala para toda a população masculina, enfatizando que o exame deve ser indicado com base em critérios individuais, levando em consideração fatores de risco, como idade avançada, histórico familiar de câncer de próstata e a presença de sintomas.</p><p style="margin: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">A mudança de diretrizes ocorre porque estudos realizados no Canadá, nos Estados Unidos e na Europa provam que o rastreamento - a aplicação de exames à população geral - não reduz a mortalidade pela doença. Esses estudos mostraram que tais exames, quando realizados em grandes grupos de homens assintomáticos, podem levar ao diagnóstico excessivo de cânceres de evolução indolente, ou seja, que possivelmente não se desenvolveriam de forma agressiva ao longo da vida. Com isso, o excesso de diagnósticos pode resultar em tratamentos desnecessários, que, embora muitas vezes eficazes, estão associados a potenciais efeitos colaterais adversos, significativos na qualidade de vida.</p><p style="margin: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">No entanto, isso não significa que o exame de toque ou o PSA sejam proibidos. Por isso, mesmo com as mudanças nas recomendações de rastreamento, é essencial que os homens continuem cuidando da sua saúde e discutam com seus médicos a melhor abordagem para cada caso, buscando avaliar os riscos e benefícios, considerando o histórico familiar e outras condições de saúde.</p><p> </p><p style="margin: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">Em resumo, o câncer de próstata permanece como uma das principais causas de morte entre os homens, estando relacionado a fatores como idade avançada, histórico familiar e hábitos de vida. Embora o desenvolvimento desse tipo de câncer seja, em muitos casos, lento e assintomático nas fases iniciais, o diagnóstico precoce continua sendo de extrema importância, permitindo maior possibilidade de tratamento eficaz, aumentando as chances de cura e diminuindo complicações mais graves, reforçando a importância da conscientização e dos exames regulares, principalmente para homens a partir dos 50 anos. </p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p><p style="margin: 0cm;text-align: justify">BRASIL. Ministério da Saúde. <b>Câncer de próstata.</b> Disponível em: <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-prostata">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-prostata</a></p><p style="margin: 0cm;text-align: justify">BRASIL. Ministério da Saúde.<b> Diagnóstico precoce do câncer de próstata possibilita melhores resultados no tratamento.</b> Disponível em: <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2023/outubro/diagnostico-precoce-do-cancer-de-prostata-possibilita-melhores-resultados-no-tratamento">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2023/outubro/diagnostico-precoce-do-cancer-de-prostata-possibilita-melhores-resultados-no-tratamento</a></p><p style="margin: 0cm;text-align: justify">BRASIL. Ministério da Saúde. <b>Estimativa 2023: Incidência de câncer no Brasil.</b> Disponível em: <a href="https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/estimativa-2023-incidencia-de-cancer-no-brasil">https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/estimativa-2023-incidencia-de-cancer-no-brasil</a></p><p style="margin: 0cm;text-align: justify">BRASIL. Ministério da Saúde. <b>Síntese de resultados e comentários. </b>Disponível em:<b> </b><a href="https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa/sintese-de-resultados-e-comentarios">https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa/sintese-de-resultados-e-comentarios</a></p><p style="margin: 0cm;text-align: justify">BRASIL. Instituto Nacional do Câncer. <b>Manual do Câncer de Próstata.</b> Disponível em: <a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/inca/manual_prostata.pdf">https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/inca/manual_prostata.pdf</a></p><p style="margin: 0cm;text-align: justify">BRASIL. Instituto Nacional do Câncer. <b>Mudança de paradigma</b>. Disponível em: <a href="https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/rrc-06-prevencao-mudanca-de-paradigma.pdf">https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/rrc-06-prevencao-mudanca-de-paradigma.pdf</a></p><p style="margin: 0cm;text-align: justify">BRASIL. Instituto Nacional do Câncer.<b> Câncer de próstata: vamos falar sobre isso?</b> Disponível em: <a href="https://www.inca.gov.br/publicacoes/cartilhas/cancer-de-prostata-vamos-falar-sobre-isso">https://www.inca.gov.br/publicacoes/cartilhas/cancer-de-prostata-vamos-falar-sobre-isso</a></p><p> </p><p style="margin: 0cm;text-align: justify">BRASIL. Instituto Nacional do Câncer.<b> Nota Técnica - Recomendação pelo não rastreamento populacional do câncer de próstata.</b> Disponível em: <a href="https://www.inca.gov.br/publicacoes/notas-tecnicas/nota-tecnica-recomendacao-pelo-nao-rastreamento-populacional-do-cancer-de">https://www.inca.gov.br/publicacoes/notas-tecnicas/nota-tecnica-recomendacao-pelo-nao-rastreamento-populacional-do-cancer-de</a></p>		
			<h2>Autora:</h2>		
		<p><strong>Camille Coletto Canals</strong></p><p>Acadêmica do curso de graduação em Enfermagem, aluna de Iniciação Científica no Laboratório de Biogenômica – Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e colaboradora do Portal Ciência e Consciência.</p><p>Currículo Lattes:</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Quando a genética manda no coração: Por que a atração vai além da aparência?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2024/12/07/quando-a-genetica-manda-no-coracao-por-que-a-atracao-vai-alem-da-aparencia</link>
				<pubDate>Sat, 07 Dec 2024 20:13:54 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=431</guid>
						<description><![CDATA[Se você já foi rejeitado por alguém e nunca entendeu o motivo, a explicação pode estar relacionada aos seus próprios genes, especificamente no Complexo Principal de Histocompatibilidade (MHC) – uma parte do genoma que controla o sistema imunológico. Lembrando que genoma é a sequência completa de DNA de um ser vivo, ou seja, o conjunto [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="268" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2024/12/Banner-genetica-e-coracao-1024x268.jpg" alt="" />													
		<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Se você já foi rejeitado por alguém e nunca entendeu o motivo, a explicação pode estar relacionada aos seus próprios genes, especificamente no Complexo Principal de Histocompatibilidade (MHC) – uma parte do genoma que controla o sistema imunológico. Lembrando que genoma é a sequência completa de DNA de um ser vivo, ou seja, o conjunto de todos os seus genes. Essa intrigante região do genoma desempenha um papel surpreendente na escolha dos nossos parceiros.</p><p> </p><p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 36.0pt">O MHC é um conjunto de genes encontrado em todos os vertebrados e compreende o centro do sistema imunológico adaptativo, relacionado aos processos evolutivos ao longo dos anos, que favoreceram a variabilidade genética como uma estratégia de sobrevivência. Esses genes são responsáveis pela codificação de proteínas que apresentam antígenos (substâncias que podem induzir uma resposta imune) aos linfócitos T, que são fundamentais para a defesa do organismo contra patógenos, como vírus e bactérias. </p>		
													<img width="849" height="717" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2024/12/Copia-de-Post-genetica-e-coracao-1.jpg" alt="" />													
		<p>O MHC é altamente polimórfico, o que significa que existem muitas variantes (alelos) desses genes em uma população, permitindo uma ampla diversidade na resposta imune, pois quando uma célula apresenta um antígeno estranho, os linfócitos T identificam e iniciam uma resposta imunológica para eliminá-lo. É importante mencionar que o MHC interage com várias células do sistema imunológico, além dos linfócitos T, como as células dendríticas e os macrófagos. Isso demonstra o papel essencial do MHC no centro de uma complexa rede de defesa do organismo contra ameaças externas.</p><p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Mas como isso se conecta com a atração? A teoria é que a associação do MHC com a escolha de parceiros sexuais surge da hipótese de que a diferença de MHC entre parceiros pode ser benéfica para a prole. Essa teoria é apoiada por estudos guiados pelo olfato, que testaram preferências por parceiros de MHC-diferentes, em camundongos, e revelaram que as preferências são mediadas por sinais de odor, influência de hormônios, levando a uma seleção de parceiros que potencialmente melhora a aptidão reprodutiva.</p><p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Além disso, as preferências de parceiros associadas ao MHC também foram testadas em humanos. Um estudo conhecido por "experimentos de camiseta suada” fez com que mulheres cheirassem as camisetas com as quais os homens - sem terem usado perfume ou desodorante - dormiram por duas noites seguidas. Foram relatadas preferências por odores masculinos (com influência de proteínas do MHC que se manifestam na pele e em secreções corporais, como o suor) de indivíduos com MHC diferente do seu – a menos que estejam usando contraceptivos hormonais, que podem inverter essa preferência. O odor corporal, influenciado por proteínas do MHC, transmite informações importantes sobre a saúde, a fertilidade e a compatibilidade genética. Assim, o odor corporal se torna uma forma de comunicação não verbal que pode transmitir informações fundamentais para entender como as pessoas se conectam em um nível biológico.</p><p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Além de influenciar o desejo, a compatibilidade genética pode ter implicações na satisfação e na qualidade dos relacionamentos. Pesquisas indicam que casais com maior similaridade no MHC tendem a relatar menor satisfação sexual, enquanto aqueles com maior diferença genética no HLA (como é chamado o MHC em humanos - Antígeno Leucocitário Humano) geralmente têm maior satisfação. Isso sugere que a dissimilaridade genética pode ser um fator positivo na atração e na formação de relacionamentos saudáveis.</p><p> </p><p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 36.0pt">Dessa forma, a interseção entre genética e a atração revela que o que nos atrai em alguém vai além da aparência. A diversidade genética no MHC pode ser um fator importante para a compatibilidade, desafiando a visão superficial do que nos aproxima uns dos outros. Compreender o papel do MHC e outros fatores biológicos pode ajudar a entender melhor a complexidade das conexões humanas. Afinal, o coração pode ser influenciado por muito mais do que aquilo que os olhos podem ver.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p><p style="text-align: justify">SCALISE, R. et al. A retrospective longitudinal study in a cohort of children with dyskinetic cerebral palsy treated with tetrabenazine. <i>Frontiers in Neurology</i>, v. 12, 2021. DOI: 10.3389/fneur.2021.612429.</p><p style="text-align: justify">WINTERNITZ, J. et al. MHC-dependent mate selection patterns in humans and non-human primates: a meta-analysis. <i>Molecular Ecology</i>, v. 26, n. 2, p. 668-688, 2017.</p><p style="text-align: justify">HAVLÍČEK, J.; ROBERTS, S. C. Odor preferences associated with MHC and choice of human partners: near and far horizons. <i style="font-family: Arial, sans-serif;font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight )">Philosophical Transactions of the Royal Society B</i>, v. 374, 2019. DOI: 10.1098/rstb.2019.0260.</p>		
			<h2>Autora:</h2>		
		<p><strong>Gabriela Achunha Razzera</strong></p><p style="text-align: justify">Acadêmica do curso de Farmácia da Universidade Federal de Santa Maria e colaboradora do Portal Ciência e Consciência.</p><p>Currículo Lattes: <a style="font-family: Aptos, sans-serif;font-size: 12pt;font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );text-align: var(--bs-body-text-align)" href="http://lattes.cnpq.br/7312380567761561">http://lattes.cnpq.br/7312380567761561</a></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>12 por 8 é pressão alta? Explicando a Hipertensão Arterial Sistêmica</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2024/12/07/12-por-8-e-pressao-alta-explicando-a-hipertensao-arterial-sistemica</link>
				<pubDate>Sat, 07 Dec 2024 20:13:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=430</guid>
						<description><![CDATA[A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), conhecida popularmente como “pressão alta”, é uma doença que afeta milhares de brasileiros. Todos temos algum conhecido ou parente que sofre com essa condição. Mas afinal, o que realmente é essa tal “pressão alta”? A HAS é uma condição em que a pressão sanguínea, ou seja, a “força” com que [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="270" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2024/12/Banner-HAS-1024x270.jpg" alt="" />													
		<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 115%">A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), conhecida popularmente como “pressão alta”, é uma doença que afeta milhares de brasileiros. Todos temos algum conhecido ou parente que sofre com essa condição. Mas afinal, o que realmente é essa tal “pressão alta”?</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 115%">A HAS é uma condição em que a pressão sanguínea, ou seja, a “força” com que o sangue circula pelas nossas artérias está acima dos valores aceitáveis. Isso pode ocorrer por uma série de fatores como: estilo de vida, hábitos saudáveis, medicamentos utilizados, fatores genéticos e até mesmo a nossa alimentação, tudo isso pode influenciar na nossa pressão arterial.</p>
<p>Mas o que isso pode causar? </p>		
													<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2024/12/Foto-HAS-1024x683.jpg" alt="" />													
		<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 115%">Bom, um aumento sustentado, ou seja, por longo período, da nossa pressão arterial pode causar danos a vários órgãos, sendo potencialmente prejudicial a longo prazo. Alguns exemplos de problemas causados são doenças renais, hepáticas (que acometem o fígado), cerebrais e, claro, problemas cardíacos, sendo o acidente vascular cerebral (AVC) e o infarto agudo do miocárdio as complicações mais famosas.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 115%">Mas afinal, quanto é o valor que a minha pressão precisa estar?</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 115%">Um estudo recente, publicado pela Sociedade Europeia de Cardiologia, redefiniu os níveis pressóricos. Agora, busca-se ter uma Pressão Arterial Sistólica (PAS) menor que 120 mmHg e uma Pressão Arterial Diastólica (PAD) menor que 70 mmHg, resultando em uma pressão alvo de “12 por 7”. Isso significa que caso eu tenha a famosa pressão 12x8 mmHg, que tanto estávamos acostumados a ouvir, eu tenho hipertensão? Calma, não é bem assim, na verdade, isso significa que o “12 por 8” passou a ser considerada uma pressão elevada, mas não significa que você sofre de HAS. </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 115%">O diagnóstico de HAS é um pouco mais complexo, envolve outros fatores além de uma medida alterada apenas. Na verdade, depende inclusive de onde está sendo feita a medição, se no consultório, se no ambulatório ou se é em casa, isso tudo pode influenciar no diagnóstico. Para a Sociedade Europeia de Cardiologia, é considerada HAS nos seguintes casos:</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: -18.0pt;line-height: 115%"><!-- [if !supportLists]-->·         <!--[endif]-->Quando a pressão for aferida em consultório médico:</p>
<p style="text-align: justify;text-indent: -18.0pt;line-height: 115%;margin: 0cm 0cm 0cm 72.0pt"><!-- [if !supportLists]-->o   <!--[endif]-->PAS ≥ 140 mmHg ou</p>
<p style="text-align: justify;text-indent: -18.0pt;line-height: 115%;margin: 0cm 0cm 0cm 72.0pt"><!-- [if !supportLists]-->o   <!--[endif]-->PAD ≥ 90 mmHg</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: -18.0pt;line-height: 115%"><!-- [if !supportLists]-->·         <!--[endif]-->Quando a pressão for aferida em casa:</p>
<p style="text-align: justify;text-indent: -18.0pt;line-height: 115%;margin: 0cm 0cm 0cm 72.0pt"><!-- [if !supportLists]-->o   <!--[endif]-->PAS ≥ 135 mmHg ou</p>
<p style="text-align: justify;text-indent: -18.0pt;line-height: 115%;margin: 0cm 0cm 0cm 72.0pt"><!-- [if !supportLists]-->o   <!--[endif]-->PAD ≥ 85 mmHg</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: -18.0pt;line-height: 115%"><!-- [if !supportLists]-->·         <!--[endif]-->Quando a pressão for aferida em ambulatório:</p>
<p style="text-align: justify;text-indent: -18.0pt;line-height: 115%;margin: 0cm 0cm 0cm 72.0pt"><!-- [if !supportLists]-->o   <!--[endif]-->PAS ≥ 135 mmHg ou</p>
<p style="text-align: justify;text-indent: -18.0pt;line-height: 115%;margin: 0cm 0cm 0cm 72.0pt"><!-- [if !supportLists]-->o   <!--[endif]-->PAD ≥ 85 mmHg</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 115%">Nesses casos, a pressão sanguínea já é suficientemente alta para que se comece um tratamento farmacológico, com o objetivo de evitar danos e doenças a longo prazo. Mas lembre-se: uma medida de pressão em que se encontra esses valores não é suficiente para que o diagnóstico seja feito. É necessário que outras medidas sejam feitas para que realmente seja percebida uma manutenção dos níveis pressóricos acima dos valores “ideais”.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 115%">Caso você faça a medida da pressão em casa e note algumas vezes os valores alterados, é recomendado que você procure um médico e exponha essa situação, para que ele possa fazer o rastreio dessa doença e, caso necessário, faça o diagnóstico e indique o tratamento mais adequado.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 115%">Vale ressaltar que pessoas com comorbidades, como obesidade, diabéticos, pessoas com problema de colesterol, etc. possuem um maior risco de eventos cardiovasculares e, por isso, devem fazer um acompanhamento mais frequente com o médico, seja na Unidade Básica de Saúde ou com um médico cardiologista.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 115%">E é possível evitar que eu tenha hipertensão?</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 115%">Sim!!! A prática de atividades físicas com frequência é uma das medidas mais efetivas para evitar doenças como a HAS. Idealmente, é recomendado que se faça exercícios aeróbicos de intensidade moderada por pelo menos 150 min/semana ou então de alta intensidade por 75 min/semana. Para pacientes com outras comorbidades como as anteriormente citadas, essa prática se torna ainda mais importante, pois pode, por exemplo, ajudar na absorção da glicose pelos músculos (principalmente em pacientes diabéticos), ajudar na perda de peso de pacientes com obesidade e ainda por cima, reduzir os níveis lipídicos em pessoas com problema de colesterol alto.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 115%">Além disso, o cuidado com a alimentação também é importante. Reduzir a quantidade de sal utilizado no preparo das refeições é uma das principais medidas. Uma forma de evitar que se consuma sal em excesso é evitar realizar refeições com o saleiro em cima da mesa, dessa forma evitamos que mais sal seja adicionado aos alimentos além daquele utilizado no preparo destes.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 115%">E fique tranquilo, caso você possua HAS, existe uma grande quantidade de medicamentos testados e aprovados para o tratamento dessa doença que fazem com que a pessoa que a possui consiga viver uma vida tranquila e segura. Mas claro, tomando alguns cuidados e fazendo o tratamento de acordo com o orientado pelo médico.</p>
<p> </p>
<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt;line-height: 115%">Em caso de dúvidas, consulte seu médico.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">2024 ESC Guidelines for the management of elevated blood pressure and hypertension: Developed by the task force on the management of elevated blood pressure and hypertension of the European Society of Cardiology (ESC) and&nbsp;<em>endorsed by the European Society of Endocrinology (ESE) and the European Stroke Organisation (ESO)</em>. Disponível em: https://academic.oup.com/eurheartj/article/45/38/3912/7741010?login=false#ehae178-s4</p>		
			<h2>Autor:</h2>		
		<p><strong>Henrique Scherer Buffon</strong></p>
<p>Aluno do curso de medicina da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e colaborador do Portal Ciência e Consciência</p>
<p>Currículo Lattes: <a style="font-family: Calibri, sans-serif;font-size: 11pt;font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );text-align: var(--bs-body-text-align)" href="http://lattes.cnpq.br/9480594162344652">http://lattes.cnpq.br/9480594162344652</a></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Varizes: Um problema que vai além da estética</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2024/11/17/varizes-um-problema-que-vai-alem-da-estetica</link>
				<pubDate>Sun, 17 Nov 2024 23:48:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=429</guid>
						<description><![CDATA[As varizes, caracterizadas por veias dilatadas e tortuosas, são uma condição vascular comum que afeta milhões de pessoas no mundo, especialmente nas pernas. Embora muitas vezes associadas a preocupações estéticas, as varizes podem causar sintomas desconfortáveis e até complicações sérias se não forem tratadas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="268" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2024/11/Banner-varizes-1024x268.jpg" alt="" />													
		<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">As varizes, caracterizadas por veias dilatadas e tortuosas, são uma condição vascular comum que afeta milhões de pessoas no mundo, especialmente nas pernas. Embora muitas vezes associadas a preocupações estéticas, as varizes podem causar sintomas desconfortáveis e até complicações sérias se não forem tratadas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, cerca de 35% da população brasileira, principalmente mulheres, sofre com esse problema. Elas ocorrem quando as válvulas nas veias, que deveriam garantir que o sangue flua de volta ao coração, deixam de funcionar corretamente. Isso faz com que o sangue se acumule nas veias, resultando em sua dilatação. A origem desse mau funcionamento é multifatorial, influenciada por fatores genéticos, hormonais e comportamentais.</p>		
													<img width="1024" height="649" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2024/11/foto-varizes-1024x649.jpg" alt="" />													
		<p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">A predisposição genética e os hormônios sexuais desempenham papel significativo no desenvolvimento de varizes. Indivíduos com histórico familiar têm maior probabilidade de desenvolver a condição. Nas mulheres, o estrogênio e a progesterona são conhecidos por promover o relaxamento da musculatura lisa das paredes venosas, facilitando a dilatação das veias. Isso explica por que as varizes são mais comuns em mulheres, particularmente durante a gravidez ou em uso de anticoncepcionais. Durante a gravidez, além das alterações hormonais, o volume de sangue aumenta para nutrir o feto, aumentando a pressão nas veias das pernas. Além disso, o útero pode comprimir as veias pélvicas, dificultando o retorno venoso dos membros inferiores. Nos homens, embora menos frequente, as varizes também podem ocorrer, e alguns estudos sugerem uma ligação com os níveis elevados de hormônios como a testosterona e o estradiol.</p><p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">O estilo de vida é um fator importante no desenvolvimento de varizes. Pessoas que permanecem em pé ou sentadas por longos períodos têm maior risco, porque a gravidade dificulta o retorno do sangue ao coração, aumentando a pressão nas veias das pernas. A falta de movimento dos músculos da panturrilha, que auxiliam o retorno venoso, agrava esse problema. O uso de saltos altos por longos períodos é citado como fator de risco, porque o salto pode contribuir para o aumento da pressão nas veias das pernas, especialmente quando combinado com outros fatores de risco. Além disso, calçados que não permitem a flexão adequada dos pés podem dificultar a ação dos músculos das panturrilhas. A obesidade também desempenha papel importante, uma vez que o excesso de peso aumenta a pressão sobre as veias. A constipação crônica pode ser outro fator agravante, uma vez que o esforço para evacuar aumenta a pressão intra-abdominal, o que pode prejudicar as válvulas venosas ao longo do tempo.</p><p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">Embora as varizes sejam associadas a uma aparência desagradável nas pernas, os sintomas podem ser muito mais complexos, com dor, cansaço, sensação de peso e desconforto nas pernas, especialmente após longos períodos em pé. Outros sintomas incluem ardência, formigamento, cãibras e inchaço. Em casos mais graves, a pele ao redor das varizes pode ficar mais escura e endurecida, levando a úlceras venosas, que são feridas de cicatrização difícil. Um aspecto interessante é que o grau de dor ou desconforto nem sempre está relacionado ao tamanho visível das veias. Algumas pessoas com varizes grandes não relatam dor, enquanto outras, com pequenas veias superficiais, sentem grande desconforto. As varizes também podem afetar a autoestima, especialmente quando são visivelmente pronunciadas. A sensação de constrangimento pode levar ao isolamento social, impactando a qualidade de vida e bem-estar emocional.</p><p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">O tratamento varia de acordo com a gravidade. Em casos leves, podem ser usadas meias de compressão, que exercem uma pressão externa nas pernas, ajudando o sangue a circular de volta ao coração e reduzindo o inchaço e a dor. É recomendado realizar exercícios que envolvam os músculos das pernas, como caminhadas, ciclismo e natação. Nos casos avançados, intervenções mais invasivas podem ser necessárias, como a escleroterapia, na qual uma substância é injetada diretamente nas veias, provocando o seu fechamento. A ablação por laser ou por radiofrequência é outra alternativa, em que a energia térmica é usada para destruir as veias varicosas. Nos casos mais graves, a cirurgia pode ser indicada. O procedimento tradicional, chamado safenectomia, consiste na remoção das veias safenas doentes. Atualmente, técnicas menos invasivas, como a microcirurgia ou laser endovenoso, também vêm se popularizando.<br />        A prevenção das varizes envolve medidas simples e eficazes, como evitar longos períodos de imobilidade, manter um peso saudável e adotar uma dieta rica em fibras para prevenir a constipação. A elevação das pernas ao final do dia pode ajudar a reduzir a pressão nas veias, assim como o uso de calçados confortáveis. É importante lembrar que, embora as varizes sejam comuns e geralmente não representem ameaça imediata à saúde, a detecção precoce e o tratamento adequado são essenciais para prevenir complicações mais graves e melhorar a qualidade de vida.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p><p>1. RAETZ, J.; WILSON, M.; COLLINS, K. <b>Varicose Veins: Diagnosis and Treatment</b>. Am Fam Physician. 2019 Jun 1;99(11):682-688. PMID: 31150188.</p><p>2. PORTO, C. C. <b>Semiologia médica</b>. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. Cap. 57.<br /><br />3. BRITO, C. J.; ROSSI, M.; LOUREIRO, E. <b style="font-size: 12pt;text-align: var(--bs-body-text-align)">Cirurgia vascular: cirurgia endovascular, angiologia</b>. 4. ed. Rio de Janeiro: Thieme Revinter, 2019. Cap. 138.</p>		
			<h2>Autor:</h2>		
		<p style="text-align: justify"><b>Luciano Araldi</b></p><p style="text-align: justify">Acadêmico do Curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e colaborador do Portal Ciência e Consciência.</p><p style="text-align: justify">Currículo Lattes: <a style="font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight )" href="http://lattes.cnpq.br/3413142507576457">http://lattes.cnpq.br/3413142507576457</a></p><p style="margin-bottom: 0cm;text-align: justify"> </p><p style="text-align: justify"> </p><p style="text-align: justify;line-height: 150%;margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm"> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Prevenção e diagnóstico do câncer de próstata: Cuidados essenciais para a saúde masculina</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2024/10/14/prevencao-e-diagnostico-do-cancer-de-prostata-cuidados-essenciais-para-a-saude-masculina</link>
				<pubDate>Mon, 14 Oct 2024 20:27:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=428</guid>
						<description><![CDATA[      Segundo o Ministério da Saúde (2023), o câncer de próstata é um dos tipos de câncer mais comuns entre os homens atualmente, sendo a segunda maior causa de óbitos na população masculina em todas as regiões do país. Só em 2020, foram registrados 15,8 mil óbitos, segundo dados do Sistema de Informação [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="269" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2024/10/banner-cancer-de-prostata-1024x269.jpg" alt="" />													
		<p style="margin: 0cm;text-align: justify;text-indent: 7.05pt">      Segundo o Ministério da Saúde (2023), o câncer de próstata é um dos tipos de câncer mais comuns entre os homens atualmente, sendo a segunda maior causa de óbitos na população masculina em todas as regiões do país. Só em 2020, foram registrados 15,8 mil óbitos, segundo dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade. Entre os principais fatores de risco para esta doença, destacam-se a idade (incidência e mortalidade aumentam significativamente após os 60 anos), o histórico familiar (pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos) e a alimentação (sobrepeso e obesidade).</p>		
													<img width="1024" height="658" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2024/10/Copia-de-Post-cancer-de-prostata-1024x658.jpg" alt="" />													
		<p style="margin: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">A próstata é uma pequena glândula do sistema reprodutor masculino, localizada abaixo da bexiga, cuja principal função é a produção de parte do líquido seminal, que auxilia na nutrição e transporte dos espermatozoides. Quando as células dessa glândula crescem de maneira descontrolada, pode surgir o câncer de próstata. Na maioria dos casos, o câncer de próstata se desenvolve lentamente, não trazendo riscos à vida do paciente e, muitas vezes, não apresenta sintomas no início, o que torna o diagnóstico precoce fundamental para o sucesso do tratamento.</p><p style="margin: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">Embora seja uma doença comum, por estigmas sociais ou por desconhecimento, muitos homens preferem não conversar sobre esse assunto. Na fase inicial da doença, para aqueles pacientes sintomáticos, é preciso se atentar aos seguintes sintomas: dificuldade de urinar; demora em começar e terminar de urinar; sangue na urina; diminuição do jato de urina e a necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite e, caso os percebam, devem procurar uma unidade de saúde.</p><p style="margin: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">Neste contexto, faz-se necessário que os homens tenham acompanhamento médico de rotina ao longo da vida para prevenção. Essa investigação se dá pela realização de dois exames: o toque retal e o Antígeno Prostático Específico (PSA), por meio do exame de sangue. Essas são as duas formas complementares, na busca por problemas na próstata, entretanto, para confirmação da doença, é preciso realizar biópsia, indicada caso seja encontrada alguma alteração nos exames anteriores. Se o diagnóstico de câncer de próstata for confirmado, o tratamento vai depender do estágio da doença e das condições de saúde do paciente.</p><p style="margin: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">Tradicionalmente, era comum que homens a partir dos 45 anos de idade realizassem essa rotina de exames para a prevenção da doença. Recentemente, o Instituto Nacional do Câncer (INCA), órgão do Ministério da Saúde, atualizou suas recomendações sobre o rastreamento da doença. Atualmente, o INCA não recomenda mais o uso do toque retal em campanhas de rastreamento em larga escala para toda a população masculina, enfatizando que o exame deve ser indicado com base em critérios individuais, levando em consideração fatores de risco, como idade avançada, histórico familiar de câncer de próstata e a presença de sintomas.</p><p style="margin: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">A mudança de diretrizes ocorre porque estudos realizados no Canadá, nos Estados Unidos e na Europa provam que o rastreamento - a aplicação de exames à população geral - não reduz a mortalidade pela doença. Esses estudos mostraram que tais exames, quando realizados em grandes grupos de homens assintomáticos, podem levar ao diagnóstico excessivo de cânceres de evolução indolente, ou seja, que possivelmente não se desenvolveriam de forma agressiva ao longo da vida. Com isso, o excesso de diagnósticos pode resultar em tratamentos desnecessários, que, embora muitas vezes eficazes, estão associados a potenciais efeitos colaterais adversos, significativos na qualidade de vida.</p><p style="margin: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">No entanto, isso não significa que o exame de toque ou o PSA sejam proibidos. Por isso, mesmo com as mudanças nas recomendações de rastreamento, é essencial que os homens continuem cuidando da sua saúde e discutam com seus médicos a melhor abordagem para cada caso, buscando avaliar os riscos e benefícios, considerando o histórico familiar e outras condições de saúde.</p><p style="margin: 0cm;text-align: justify;text-indent: 35.4pt">Em resumo, o câncer de próstata permanece como uma das principais causas de morte entre os homens, estando relacionado a fatores como idade avançada, histórico familiar e hábitos de vida. Embora o desenvolvimento desse tipo de câncer seja, em muitos casos, lento e assintomático nas fases iniciais, o diagnóstico precoce continua sendo de extrema importância, permitindo maior possibilidade de tratamento eficaz, aumentando as chances de cura e diminuindo complicações mais graves, reforçando a importância da conscientização e dos exames regulares, principalmente para homens a partir dos 50 anos.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p><p>1.BRASIL. Ministério da Saúde. <b style="text-align: justify">Câncer de próstata. </b>Disponível em: <a style="text-align: justify;font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight )" href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-prostata">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-prostata</a>.</p><p style="margin: 0cm;text-align: justify">2.BRASIL. Ministério da Saúde.<b> Diagnóstico precoce do câncer de próstata possibilita melhores resultados no tratamento.</b> Disponível em: <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2023/outubro/diagnostico-precoce-do-cancer-de-prostata-possibilita-melhores-resultados-no-tratamento">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2023/outubro/diagnostico-precoce-do-cancer-de-prostata-possibilita-melhores resultados-no-tratamento</a>.</p><p style="margin: 0cm;text-align: justify"> </p><p style="margin: 0cm;text-align: justify">3.BRASIL. Ministério da Saúde. <b>Estimativa 2023: Incidência de câncer no Brasil.</b> Disponível em: <a href="https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/estimativa-2023-incidencia-de-cancer-no-brasil">https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/estimativa-2023-incidencia-de-cancer-no-brasil</a>.</p><p style="margin: 0cm;text-align: justify"> </p><p style="margin: 0cm;text-align: justify">4.BRASIL. Ministério da Saúde. <b>Síntese de resultados e comentários. </b>Disponível em:<b> </b><a href="https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa/sintese-de-resultados-e-comentarios">https://www.gov.br/inca/pt br/assuntos/cancer/numeros/estimativa/sintese-de-resultados-e-comentarios</a>.</p><p style="margin: 0cm;text-align: justify"> </p><p style="margin: 0cm;text-align: justify">5.BRASIL. Instituto Nacional do Câncer. <b>Manual do Câncer de Próstata.</b> Disponível em: <a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/inca/manual_prostata.pdf">https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/inca/manual_prostata.pdf</a>.</p><p style="margin: 0cm;text-align: justify"> </p><p style="margin: 0cm;text-align: justify">6.BRASIL. Instituto Nacional do Câncer. <b>Mudança de paradigma</b>. Disponível em: <a href="https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/rrc-06-prevencao-mudanca-de-paradigma.pdf">https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/rrc-06-prevencao-mudanca-de-paradigma.pdf</a>.</p><p style="margin: 0cm;text-align: justify"> </p><p style="margin: 0cm;text-align: justify">7.BRASIL. Instituto Nacional do Câncer.<b> Câncer de próstata: vamos falar sobre isso?</b> Disponível em: <a href="https://www.inca.gov.br/publicacoes/cartilhas/cancer-de-prostata-vamos-falar-sobre-isso">https://www.inca.gov.br/publicacoes/cartilhas/cancer-de-prostata-vamos-falar-sobre-isso</a>.</p><p style="margin: 0cm;text-align: justify"> </p><p style="margin: 0cm;text-align: justify">8.BRASIL. Instituto Nacional do Câncer.<b> Nota Técnica - Recomendação pelo não rastreamento populacional do câncer de próstata. </b>Disponível em: <a href="https://www.inca.gov.br/publicacoes/notas-tecnicas/nota-tecnica-recomendacao-pelo-nao-rastreamento-populacional-do-cancer-de">https://www.inca.gov.br/publicacoes/notas-tecnicas/nota-tecnica-recomendacao-pelo-nao-rastreamento-populacional-do-cancer-de</a>.</p>		
			<h2>Autora:</h2>		
		<p style="text-align: justify"><b>Camille Coletto Canals</b></p><p style="text-align: justify">Acadêmica do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e colaboradora do Portal Ciência e Consciência.</p><p style="text-align: justify">Currículo Lattes: <a style="font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight )" href="http://lattes.cnpq.br/2273522025506933">http://lattes.cnpq.br/6410211951302845</a></p><p style="text-align: justify"> </p><p style="text-align: justify;line-height: 150%;margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm"> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O que fazer em casos de parada cardiorrespiratória?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/2024/10/14/o-que-fazer-em-casos-de-parada-cardiorrespiratoria</link>
				<pubDate>Mon, 14 Oct 2024 20:17:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/ciencia-e-consciencia/?p=427</guid>
						<description><![CDATA[A parada cardiorrespiratória é uma emergência que pode acontecer a qualquer pessoa, em qualquer lugar. Saber como agir rapidamente pode ser a diferença entre a vida e a morte. Mesmo sem treinamento médico, uma pessoa orientada pode realizar manobras simples que aumentam consideravelmente as chances de sobrevivência, até a chegada do socorro. Aqui, vamos explicar o que é [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1919" height="504" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2024/10/banner-PCR-1.jpg" alt="" />													
		<p>A parada cardiorrespiratória é uma emergência que pode acontecer a qualquer pessoa, em qualquer lugar. Saber como agir rapidamente pode ser a diferença entre a vida e a morte. Mesmo sem treinamento médico, uma pessoa orientada pode realizar manobras simples que aumentam consideravelmente as chances de sobrevivência, até a chegada do socorro. Aqui, vamos explicar o que é o Suporte Básico de Vida e como usar o Desfibrilador Externo Automático — por vezes presentes em locais públicos — dois procedimentos relativamente simples, mas de grande potencial.</p>		
													<img width="1024" height="639" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/910/2024/10/foto-PCR-1-1024x639.jpg" alt="" />													
		<p>A parada cardiorrespiratória, quando ocorre fora do hospital, é fatal em cerca de 90% dos casos, uma vez que a falta de oxigenação cerebral tem potencial de causar danos graves em poucos minutos. No Brasil, o tempo médio de resposta dos serviços mde emergência varia entre 10 e 15 minutos, o que torna o suporte básico de vida mnecessário até a chegada do resgate. A cada minuto que a vítima passa sem ressuscitação cardiopulmonar, as chances de sobrevivência caem 10%; no entanto, a aplicação imediata do suporte básico de vida pode dobrar ou até triplicar as chances de sobrevivência. </p><p>Então, como prosseguir em uma situação de parada cardiorrespiratória? Ao se deparar com uma emergência, a primeira ação é garantir sua segurança. Verifique se o local é seguro para você e a vítima. Pergunte-se: "Há perigo para mim ou para a vítima?". Em algumas situações, é possível tornar o ambiente seguro, como parando o mtrânsito ou desligando a rede elétrica. Em seguida, verifique se a pessoa está consciente. Tente chamá-la em voz alta, tocando nos ombros. Se ela não responder, chamar ajuda é prioridade: o próximo passo é ligar para o serviço de emergência (SAMU 192). Se houver um desfibrilador externo automático nas proximidades, peça para alguém buscá-lo enquanto você continua com os procedimentos de suporte básico de vida.</p><p>Mas o que é o Desfibrilador Externo Automático? É um dispositivo portátil que detecta ritmos cardíacos perigosos e, quando necessário, aplica um choque elétrico para restaurar o ritmo normal. Ele é projetado para ser fácil de usar, com instruções de voz que guiam o usuário durante todo o processo. Por isso, mesmo pessoas sem treinamento podem utilizá-lo com segurança.</p><p>Com a ajuda a caminho, é hora de iniciar as manobras de suporte à vida. Primeiramente, deite a vítima de costas em uma superfície rígida, como o chão. Incline suavemente a cabeça para trás e levante o queixo para abrir as vias aéreas. Certifique- se de que não há obstruções visíveis na garganta — se houver, é necessário removê- las. Verifique se a pessoa está respirando, observando o tórax; se não estiver, é hora mde iniciar a ressuscitação cardiopulmonar. A ressuscitação cardiopulmonar é a combinação de compressões torácicas e ventilação de resgate. Para as compressões torácicas, coloque as mãos no centro do peito da vítima e comprima com força, afundando o tórax cerca de 5 cm em adultos (4 cm em crianças). Mantenha um ritmo de 100-120 compressões por minuto – algumas músicas populares, como “Staying Alive” e "Baby Shark" podem ajudar a manter o ritmo adequado. Depois de 30 compressões, faça duas ventilações de resgate. Feche o nariz da vítima, sele os lábios em torno da boca dela e sopre suavemente, observando se o tórax se levanta. Continue o ciclo de compressões e ventilação até que o socorro especializado chegue ou até que o desfibrilador externo automático seja conectado. Quando o desfibrilador externo automático estiver disponível, ligue o aparelho imediatamente. Ele vai dar instruções claras e automáticas para que você possa utilizá-lo com segurança. Coloque os adesivos (eletrodos) no peito da vítima: um abaixo da clavícula direita e outro na lateral esquerda, logo abaixo do peito. O desfibrilador analisará o ritmo cardíaco da vítima; durante essa análise, afaste-se para evitar interferências. Se o aparelho indicar a necessidade de choque, ele irá orientar a aplicação. Certifique-se de que todos estejam afastados da vítima antes de aplicar o choque. Enquanto a ressuscitação cardiopulmonar mantém o fluxo sanguíneo e oxigena os órgãos, o desfibrilador externo automático pode identificar ritmos cardíacos anormais e aplicar o choque necessário para restaurar o funcionamento adequado do coração. Se o desfibrilador não indicar a necessidade de choque, continue com as compressões torácicas e siga as instruções do aparelho até a chegada do socorro.</p><p>Assim, mais importante do que querer salvar é ter o conhecimento de como salvar. O suporte básico de vida e o desfibrilador externo automático são exemplos claros de como ações simples e bem orientadas podem, de fato, salvar vidas. Cada indivíduo que aprende esses procedimentos se torna uma peça-chave em uma cadeia de sobrevivência, capaz de atuar até que o socorro especializado chegue.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong>:</p><p>1. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo de Suporte Básico de Vida. 2020. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/samu- 192/publicacoes/protocolo-de-suporte-basico-de-vida-1-2.pdf/view. Acesso em: 06 out. 2024.</p><p>2. QUILICI, Ana P.; TIMERMAN, Sergio. Suporte Básico de Vida: Primeiro Atendimento na Emergência para Profissionais da Saúde. Barueri: Manole, 2011. E-book. p.47. ISBN 9788520444924. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520444924/. Acesso em: 06 out. 2024.</p><p>3. SOUSA, Lucila Medeiros Minichello. Suporte Básico a vida. Rio de Janeiro: Érica, 2014. E-book. p.53. ISBN 9788536530604. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536530604/. Acesso em: 06 out. 2024.</p>		
			<h2>Autora:</h2>		
		<p style="text-align: justify"><b>Fernanda Lavarda Scheinpflug</b></p><p style="text-align: justify">Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e colaboradora do Portal Ciência e Consciência.</p><p style="text-align: justify">Currículo Lattes: <a style="font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight )" href="http://lattes.cnpq.br/2273522025506933">http://lattes.cnpq.br/6410211951302845</a></p><p style="text-align: justify"> </p><p style="text-align: justify;line-height: 150%;margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm"> </p>]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        