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				<title>Capacitação em piscicultura contribui para o desenvolvimento sustentável e geração de renda em Santa Maria e região</title>
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				<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 17:07:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Progeaqua visa melhorar o conhecimento técnico de produtores de peixe da região]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O Programa de Geração de Renda e Qualidade do Pescado (Progeaqua) é um exemplo de projeto de extensão da UFSM que promove o desenvolvimento sustentável, fortalece a produção local e cria novas oportunidades de renda para famílias do meio rural. Coordenado pelo professor dos Programas de Pós-Graduação em Zootecnia e em Agronegócios da UFSM Rafael Lazzari, o Progeaqua capacita produtores de Santa Maria e região na área de piscicultura. </span></p>
<p><img class="size-large wp-image-268 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2024/11/imagem_entrevista-6_001-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">A seguir, confira a entrevista com o coordenador do projeto, na qual Lazzari discute o impacto social, a importância da extensão para a formação acadêmica e os desafios de integrar sustentabilidade e geração de renda.</span></p>
<ol>
<li><b> Como o projeto visa impactar a sociedade?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">O impacto desse projeto na sociedade está justamente na capacitação de produtores rurais de Santa Maria e da região na área de piscicultura. O objetivo principal é melhorar o conhecimento técnico desses produtores, para que possam produzir peixe de forma mais adequada, com maior eficiência econômica e ambiental. Isso vai resultar em uma maior geração de renda, o que é especialmente importante no cenário atual de crise climática, após as enchentes recentes. Nesse contexto, a produção de peixe é uma alternativa para que os produtores tenham uma maior renda e, assim, uma vida melhor. Esse é o principal impacto esperado para a sociedade e para os produtores da região de Santa Maria e da regional da Emater, que abrange 35 municípios.</span></p>
<ol start="2">
<li><b> Por que isso é importante? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">A importância desse projeto é muito grande, pois, além do impacto que ele tem nos produtores rurais da região, trata-se de uma iniciativa multidisciplinar que envolve, por exemplo, questões de saúde pública, como o estímulo ao consumo de peixe, que é uma carne saudável e benéfica para a saúde. O projeto é essencial também para a formação dos nossos estudantes de graduação e pós-graduação, que terão a oportunidade de interagir com o mundo real, com a sociedade, com o sistema produtivo e com a realidade dos pequenos produtores da região. Eles vão conhecer as comunidades e as características sociais e econômicas desses produtores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O projeto tem, ainda, uma importância econômica, pois o principal objetivo é capacitar e possibilitar uma geração de renda maior para os produtores. O projeto visa, justamente, promover o desenvolvimento social por meio da capacitação, de cursos, palestras e dias de campo, praticando, assim, a extensão universitária com foco no desenvolvimento regional.</span></p>
<ol start="3">
<li><b> Como participar de projetos de extensão influenciou a tua carreira?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">Fazer extensão sempre foi, primeiro, uma forma de suprir uma realização pessoal: estar próximo do setor produtivo e das pessoas. Além disso, a extensão nos dá uma nova perspectiva de como planejar projetos de pesquisa, permitindo uma melhor compreensão de toda essa dinâmica. É uma experiência muito rica, pois a extensão molda como ensinamos em sala de aula e como realizamos pesquisas e outras atividades. Diria que o principal ponto dos projetos de extensão é a sensação de estar realmente próximo de uma realidade diferente, que pode ser local, regional ou nacional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Acredito que não só os docentes, mas todos os estudantes de graduação e pós-graduação deveriam ter a experiência de participar de um projeto de extensão.</span></p>
<ol start="4">
<li><b> Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">Porque participar de projetos de extensão amplia a visão das pessoas, melhora a compreensão da realidade e, portanto, permite que os estudantes tenham uma formação de melhor qualidade. A interação com as pessoas e o treinamento de práticas de extensão vai desde aprender a falar em público, organizar pequenos eventos, até entender as diferentes realidades, como as que encontramos no meio rural da região, com municípios de contextos bastante diversos. </span></p>
<ol start="5">
<li><b> Qual é a importância de um edital como o Proext-PG para estimular a extensão na pós-graduação? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">A importância do Proext-PG é fundamental, primeiro porque fornece recursos de bolsa e custeio para que nós, extensionistas, possamos levar a pós-graduação - os resultados das pesquisas -  à comunidade, por meio da extensão,. Do ponto de vista institucional, obviamente um projeto de extensão bem financiado, como é o Proext-PG, também contribui para uma melhor avaliação dos nossos programas de pós-graduação. Na área de produção de peixe, por exemplo, pode ajudar a articular políticas públicas para o setor, incluindo novos projetos tanto de extensão quanto de pesquisa. O Proext-PG é, portanto, fundamental nisso, oferecendo o custeio mínimo para algumas ações e permitindo posteriormente a migração para outros projetos maiores. </span></p>
<ol start="6">
<li><b> Em 2026, quando finalizam os meses previstos para a execução do projeto, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como os principais público-alvo do projeto? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">A grande expectativa que temos em relação ao final da execução dos projetos é conseguir, de fato, estimular e treinar os produtores para a produção de peixes, gerando mais renda nas regiões onde atuam. Acho que esse é o principal ponto. Se conseguirmos mobilizar os produtores, oferecer uma assistência mais adequada e propor alternativas dentro de suas realidades, estaremos no caminho certo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A piscicultura, em vários locais do mundo, tem se caracterizado como uma produção animal sustentável e uma fonte de renda importante, mas, como todo sistema de produção, precisa de conhecimento e acompanhamento. O grande desafio do projeto será esse: envolver um número maior de produtores na atividade, de preferência atuando de forma sustentável, gerando mais renda e também cuidando do meio ambiente.</span></p>
<p><em>Texto: Milene Eichelberger, acadêmica de jornalismo</em></p>
<p><em>Revisão: Luciane Treulieb, jornalista</em></p>
<p><em>Ilustração: Evandro Bertol, designer </em></p>
<p><em>Aluata Comunicação e Ciência</em></p>
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