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			<title>Além do Arco - Feed Customizado RSS</title>
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				<title>“O idoso precisa conversar, precisa de abraço, além da ginástica e da dança”</title>
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				<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 19:41:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Ao encerrar dois anos de atividades do PROEXT-PG, Gustavo Duarte faz um balanço dos aprendizados do projeto Feliz(c)idade e dos impactos da iniciativa para idosos, estudantes e a comunidade ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Promover o envelhecimento saudável foi o objetivo que guiou o projeto Feliz(c)idade ao longo dos dois anos de execução do PROEXT-PG UFSM Além do Arco. Coordenado pelos professores Gustavo Duarte e Melissa Braz, a iniciativa reuniu idosos, estudantes e docentes de diferentes áreas em ações voltadas à saúde e ao bem-estar.</p>
<p>O projeto promoveu uma atuação interdisciplinar que integrou Educação Física, Terapia Ocupacional, Fisioterapia e Nutrição em atividades de ginástica, fortalecimento muscular, equilíbrio, dança, estimulação cognitiva, educação alimentar e práticas integrativas. </p>
<p>Sob coordenação de Gustavo Duarte, os grupos Corpo Mais e Dança Mais reuniram dezenas de participantes em atividades semanais voltadas à promoção da saúde e à convivência. Já as ações coordenadas por Melissa Braz levaram atividades a idosos residentes na Vila Itagiba, instituição de longa permanência para pessoas idosas, e ao grupo Renascer, formado por mulheres que passaram pelo tratamento do câncer de mama. </p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-30-at-16.34.39-e1782848275728-1024x708.jpeg" alt="" width="700" height="484" /></p>
<p>A iniciativa também manteve parcerias com grupos da comunidade, como o Mexe Coração. Ao longo do projeto, dezenas de idosos participaram das atividades desenvolvidas dentro e fora da Universidade, enquanto docentes e estudantes construíram ações integradas de ensino, pesquisa e extensão voltadas ao envelhecimento.</p>
<p>Com o encerramento do ciclo de dois anos do PROEXT-PG, o professor Gustavo Duarte, do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), faz um balanço dos resultados alcançados pelo projeto, dos aprendizados construídos ao lado dos participantes e do que a experiência revelou sobre envelhecimento, convivência e combate à solidão.</p>
<p><b>Além do Arco — Depois desse período de atuação, o que vocês aprenderam sobre as principais necessidades das pessoas idosas de Santa Maria?</b></p>
<p><b>Gustavo Duarte—</b> Muitas coisas. Ainda há muita coisa para fazer, desde a acessibilidade dentro da Universidade e da cidade. Não há calçadas e adaptações suficientes para a população idosa. A gente está tentando buscar o selo de Cidade Amiga do Idoso, da Organização Mundial da Saúde. Rio Grande e Pelotas já têm, por exemplo. A ideia é construir, junto à prefeitura e outros parceiros, uma comissão para discutir o que Santa Maria precisa avançar nessa área.</p>
<p>O que a cidade pode fazer? Uma praça para idosos, um centro de referência, um centro-dia. O centro-dia é uma unidade pública destinada ao atendimento especializado de pessoas idosas durante o dia. É uma alternativa para quem precisa de acompanhamento, mas não necessita de institucionalização. Hoje nós não temos esse serviço em Santa Maria.</p>
<p>Também faltam locais públicos acessíveis, centros de convivência e mais profissionais preparados para trabalhar com o envelhecimento. Muitos idosos estão sozinhos, precisam de cuidadores e apoio. Eles vêm aos projetos, mas o nosso funciona apenas alguns dias da semana. E nos outros dias? Quem cuida do idoso? Então isso precisa ser pensado como política pública.</p>
<p><b>Além do Arco — E para além dessas questões estruturais, o que mais chamou a atenção de vocês durante o projeto?</b></p>
<p><b>Gustavo Duarte—</b> O que mais nos chamou atenção foi a questão da saúde mental. A maioria dos idosos participa de três ou quatro grupos, mas ainda assim enfrenta muita solidão e depressão. Eles chegam antes das atividades e vão embora depois porque querem conversar.</p>
<p>A gente está tentando ampliar atividades como sessões de cinema e rodas de conversa. Não só para fazer exercício. Vamos sentar, conversar e falar da vida. O idoso precisa conversar, precisa de abraço além da ginástica e da dança. Precisa de escuta sensível. Muitos estão sozinhos em casa. São viúvos, casais longevos, mulheres que vivem sozinhas. Muitas vezes a família não tem tempo de acompanhar, no máximo nos fins de semana.</p>
<p>Então, realmente, a solidão e a depressão aparecem muito. Foi um aprendizado importante para nós. A gente trabalhou toda a questão da saúde, mas percebeu que é preciso olhar também para a dimensão psicossocial, para os encontros, para a convivência e para as redes de apoio. Eles precisam dessa rede, desse suporte, que é o que a extensão faz há muito tempo e que, depois da pandemia, se tornou ainda mais necessário.</p>
[caption id="attachment_462" align="alignleft" width="600"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-30-at-16.34.40-3-300x237.jpeg" alt="" width="600" height="473" /> Professor Gustavo junto a participantes do projeto[/caption]
<p><b>Além do Arco — Houve algum resultado que surpreendeu vocês ao longo do projeto?</b></p>
<p><b>Gustavo Duarte—</b> Os homens continuaram e ficaram. A gente tinha só dois homens no projeto, agora a gente já tem acho que cinco ou seis. As próprias mulheres trazem os amigos viúvos, além dos companheiros. Outra coisa é que, além do nosso grupo, os idosos estão se encontrando fora. Domingo vão tomar chimarrão na Medianeira ou no Parque Itaimbé. Já foi um desdobramento do nosso projeto.</p>
<p><b>Além do Arco — Existe alguma história que represente bem o que vocês construíram nesses dois anos?</b></p>
<p><b>Gustavo Duarte—</b> Tem a dona Fausta. Ela tem 88 anos e não falta às quartas-feiras. Ela pega um ônibus ou dois lá da Tancredo Neves, Santa Marta, daquela região, para chegar. Ela faz ginástica, ela faz dança, mora sozinha, é autônoma, tá em outros grupos também. Ela faz questão de dizer que já começou lá  nos anos 1990 com o professor Juca [José Francisco Silva Dias, docente aposentado da UFSM que fundou o NIEaTI (Núcleo Integrado de Estudos e Apoio à Terceira Idade)]. Ela nunca reclama. A gente esquece que ela tem 88 anos.</p>
<p>Também tem um grupo de professoras aposentadas que estão na ginástica e na dança. Elas têm uma relação a partir do grupo. Vão no cinema, vão no teatro, fazem o figurino da dança. Agora duas delas vão a Joinville conosco para assistir ao Festival Internacional de Dança. É uma oportunidade que pode abrir a cabeça, apresentar outro mundo pra elas.</p>
<p><b>Além do Arco — Você atua diretamente com atividades de dança. O que a dança proporciona para esse público além do exercício físico?</b></p>
[caption id="attachment_461" align="alignleft" width="720"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-30-at-16.34.39-1.jpeg" alt="" width="720" height="672" /> Aulas de dança do projeto[/caption]
<p><b>Gustavo Duarte—</b> Toda atividade física é importante. Mas o que a dança proporciona, só ela proporciona. Ao mesmo tempo trabalha ritmo, coordenação, afetividade, musicalidade e novas conexões no cérebro. Porque é muita informação junto. Não é nem dupla tarefa, é tripla tarefa. São várias coisas ao mesmo tempo que uma simples coreografia trabalha no corpo e no cérebro: a coreografia tem que encaixar na música, interpretar um papel, ainda tem que segurar um objeto, né? Porque elas dançam com lenço, com sombrinha, com leque espanhol, com chapéu... É a percepção do espaço, do tempo, do ritmo.</p>
<p>E as aulas não param às quartas-feiras. Como a gente tem um grupo do WhatsApp, a gente filma a coreografia e posta lá.  Eu também coloco coisas do Festival de Dança Joinville, de balé, de Flamenco. É muito mais do que dançar. É o antes da dança e o depois. A dança não acaba só no corpo, tem um estudo teórico do grupo de dança. A gente está estudando os feminismos agora. Estamos fazendo a coreografia da história das mulheres, começamos com Gal, vai ter Elis Regina, Rita Lee… E eu não decido nada sozinho, elas estão implicadas no processo junto.</p>
<p><b>Além do Arco — E qual foi o impacto do projeto para os estudantes envolvidos?</b></p>
<p><b>Gustavo Duarte—</b> Eu tenho duas ou três mestrandas que nunca tinham trabalhado com idosos. Muitas delas estão colocando questões de gênero agora que não estavam presentes nos trabalhos sobre envelhecimento. O projeto delas de mestrado mudou e se qualificou a partir desse trabalho de campo, do que elas viram no Corpo Mais, no Dança Mais e nas outras ações do Feliz(c)idade.</p>
<p>Os mestrandos que passaram pelos projetos nesses dois anos ficaram mais apaixonados pelo envelhecimento. Muitos mudaram o foco das pesquisas a partir das questões que encontraram nos grupos.</p>
<p><b>Além do Arco — E pessoalmente, como essa experiência transformou você?</b></p>
<p><b>Gustavo Duarte —</b>  É  aquilo que não cabe no Lattes, que não tem como pontuar, né? Me transformou tanto como ser humano quanto como profissional. Fazer as coisas com mais calma, com paciência, com mais emoção, com mais afetividade, com mais significado. Como professor, dentro da sala de aula, me ajudou a planejar melhor minhas aulas, e como pesquisador também, porque há múltiplas velhices, não é só um envelhecimento.</p>
<p><b>Além do Arco — O projeto está chegando ao fim. O que vem pela frente?</b></p>
<p><b>Gustavo Duarte —</b> Eu acho que é o evento Feliz(c)idade. Era uma demanda que todos queriam. A gente veio do Acampavida, que começou com o professor Juca e o professor Marco [Aurelio Acosta, referência em Gerontologia). A gente fez duas edições do Feliz(c)idade e a terceira vai ficar para novembro ou dezembro. Agora já tem os grupos parceiros, entrou no calendário da UFSM. Cada vez mais professores querem dar oficinas. Então vamos ocupar uma lacuna muito grande que existia, retomando esse encontro com outra roupagem, outra cara.</p>
<p> </p>
<p><strong>Reportagem:</strong> Luciane Treulieb, jornalista<br /><br /><strong>Fotografias:</strong> Projeto Feli(z)cidade</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Para o envelhecimento saudável da população, a aposta é no cuidado integrativo, dizem pesquisadores</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/11/21/para-o-envelhecimento-saudavel-da-populacao-a-aposta-e-no-cuidado-integrativo-dizem-pesquisadores</link>
				<pubDate>Fri, 21 Nov 2025 21:22:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Na UFSM, projeto Feliz(c)idade promove cuidado por meio de atividades físicas, cognitivas e de socialização para idosos de Santa Maria
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O cuidado com a população idosa é uma preocupação necessária, visto que, em 25 anos, o número de idosos no Brasil vai dobrar. Estes dados são do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), que também afirma que o número de idosos vai superar o de crianças até 2031. Um dos fatores desse aumento é o crescimento da expectativa de vida da população brasileira. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), <a style="text-decoration: none" href="https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202411/em-2023-expectativa-de-vida-chega-aos-76-4-anos-e-supera-patamar-pre-pandemia"><b><i>até 2024 a média de idade que uma pessoa idosa pode atingir é de 76,4 anos</i></b></a>. Em comparação com a medição de 1940 - primeiro dado do tipo registrado -, a média era de 45,5 anos, o que representa um aumento de 30,9 anos. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> No início do mês, o tema ganhou discussão ao pautar a redação do Enem com os desafios do envelhecimento da sociedade brasileira. Para Melissa Medeiros Braz, professora do Mestrado em Gerontologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a temática do envelhecimento é uma preocupação necessária. Ela envolve falar de cuidado, de saúde e tratamento de doenças, mas também de saúde mental e cognitiva, socialização, alimentação, atividade física e acessibilidade de espaços e cidades. Melissa também é coordenadora do projeto Feliz(c)idade, que surgiu com o objetivo de promover ações de extensão voltadas para pessoas idosas.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="771" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/11/Copia-de-Foto-de-Jessica35-1024x771.jpg" alt="" />											<figcaption>Idosos em momento de prática de exercício físico, no projeto Feliz(c)Idade</figcaption>
										</figure>
		<p>O projeto também significa a continuidade de outros, como o Núcleo Integrado de Estudos da Terceira Idade (Niati), que está em funcionamento desde os anos 1980. Seu coordenador, Gustavo Duarte, professor do Centro de Educação Física e Desporto (CEFD) da UFSM, afirma que falar sobre o envelhecer é fundamental. “É um fenômeno global e também brasileiro. Já que no Rio Grande do Sul nós temos a maior taxa de longevidade do Brasil, toda sociedade precisa se preparar”, reitera. Para Gustavo, deve ser uma preocupação de todos, desde crianças e jovens até adultos e idosos. “Não precisa ser idoso para trabalhar e se preparar para o [envelhecimento]”, diz. A aposta é em uma educação permanente e gerontológica, de diálogo intergeracional.</p>		
			<h3>Para pensar, é preciso se mover: os benefícios da atividade física</h3>		
		<p>A imagem que se tem de pessoas idosas está em mudança: não são mais apenas as de pessoas velhas, com cabelos grisalhos e pele flácida, com dificuldades de locomoção e inúmeras doenças. Estas características ainda definem este grupo, mas o perfil é diverso. Uma pessoa é considerada idosa a partir dos 60 anos, de acordo com os parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS), também elencados no Estatuto do Idoso do Brasil. <a href="https://www.estadao.com.br/saude/treinamento-fisico-para-idosos-e-tendencia-fitness-no-brasil-conheca-as-particularidades/?srsltid=AfmBOopKj5XG_GpRRS5ssUtccwkb5-MnxP0okq9MHUENxFltvIsk_LLC" target="_blank" rel="noopener"><u><b><i>Uma reportagem publicada pelo Estadão em 2024</i></b></u></a> aborda o treinamento físico para idosos, que é tendência fitness no país. O texto traz dados de levantamento feito pelo Colégio Americano de Medicina do Esporte, que pesquisa o assunto a partir de profissionais do setor. Nas redes sociais, cresceram perfis de ‘vovós’ na academia ou no pilates, que alcançam números altos de visualizações, curtidas e comentários.</p><p> </p><p>Gustavo afirma que a busca pelo envelhecimento saudável é compartilhada: “Na qualidade de vida, podemos destacar a condição física, as capacidades funcionais, de força, de equilíbrio, de coordenação, de agilidade. O corpo é a nossa casa, nós somos esse corpo. E tudo é a partir do corpo”. Melissa explica que, nessa fase, é comum haver perda de massa muscular e óssea, o que pode afetar o equilíbrio, o deslocamento e a mobilidade. Síndromes metabólicas e doenças cardiovasculares também são mais frequentes em idosos. “O exercício aeróbico também tem um papel fundamental na prevenção e no tratamento dessas disfunções”, afirma.</p>		
										<figure>
										<img width="771" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-14-at-10.16.52-771x1024.jpeg" alt="" />											<figcaption>Atividades de musculação e fortalecimento cognitivo.</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-14-at-08.45.03-1024x768.jpeg" alt="" />											<figcaption>Aividades de estimulação cognitiva.</figcaption>
										</figure>
		<p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para Melissa, no entanto, este não é o único benefício do exercício físico. No Feliz(c)idade, a dança, os exercícios de musculação, de fisioterapia e as atividades de estimulação cognitiva são realizadas em grupos, o que assume o papel da socialização, de uma rede de encontros. </p>		
							“É uma fase de perdas ou de ressignificação dos papéis sociais. Antes a pessoa trabalhava e agora tá se aposentando. Muitas mulheres, mães, tinham os filhos em casa. Agora que eles saíram, elas se vêem em um papel diferente. Muitas, até por questões físicas, tem algumas limitações nas atividades sociais. Então, o papel do grupo é fundamental para ajudar a ressignificar essas perdas”. - Melissa Medeiros Braz, coordenadora do projeto Feliz(c)Idade.
		<p>Além do fortalecimento físico e muscular - que ajudam a prevenir quedas -, as atividades auxiliam na prevenção da demência, da depressão e da ansiedade, ou seja, atuam no fortalecimento da saúde mental. Outros benefícios do exercício físico incluem o aumento da vascularização cerebral, que ajuda na memória e nas funções cognitivas. Para Gustavo, a atividade física é a base do que ele chama de ‘educação do movimento’. “Nós planejamos exercícios e atividades de interação em duplas em trios, de resolução de problemas, de interação com materiais. Além do movimento, os idosos também têm que responder questões da atualidade. O movimento é intrínseco: precisa pensar para se mover”, explica.</p>		
			<h3>Atividade física, mas não somente: o papel do cuidado integrativo</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O cuidado com o envelhecimento deve ser integrativo, afirma a professora Melissa Braz. Isso significa que é preciso ter, além do fortalecimento e diversos benefícios da atividade física, atenção à alimentação, à socialização, à saúde mental, ao desenvolvimento e fortalecimento cognitivo, à acessibilidade das casas e dos espaços e cidades. Com a perda da força muscular e do equilíbrio, pessoas idosas se tornam mais propensas à quedas. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ruas esburacadas e irregulares não são inacessíveis apenas para pessoas com deficiência, como aquelas usuárias de cadeira de rodas e pessoas cegas, que usam bengalas. São inacessíveis também para pessoas idosas, que estão com mobilidade reduzida, com maior risco de quedas e, consequentemente, torções ou fraturas. “Não podemos pensar somente na saúde, mas também na estrutura das cidades. Temos calçadas super irregulares, não somos uma cidade amiga da pessoa idosa. Quanto mais áreas esse conhecimento abranger, para poder garantir a acessibilidade para as pessoas idosas, melhor”, declara Melissa.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">É uma abordagem multidisciplinar, de acordo com Gustavo. “Os mesmos idosos passam por nutricionistas, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, fisioterapeutas. Aprendem em oficinas e atividades esse cuidados, de uma maneira integrativa, mais holística, do corpo como um todo em todas as suas dimensões”, descreve.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O projeto se divide em núcleos:</p>
<p></p>
<ul style="margin-top: 0;margin-bottom: 0;padding-inline-start: 48px">
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman',serif;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Corpo Mais: acontece no CEFD e trabalha atividades cardiovasculares com música, ginástica, capacidade aeróbica e cardiorrespiratória, exercícios de força, mobilidade e equilíbrio. Também tem o grupo de dança.</p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman',serif;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Cognito: grupo que trabalha a estimulação cognitiva, tanto na prevenção de demência quanto com pessoas que já têm a doença. Trabalha com atividades de memória, de reminiscência e de jogos.&nbsp;</p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman',serif;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Pacto: projeto que se juntou ao Feliz(c)idade e que dedica atenção aos cuidadores de pessoas idosas, que muitas vezes também são idosos. Trabalha temáticas de cuidado, das doenças, mas também da saúde mental de quem cuida.</p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman',serif;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Mexe Coração: acontece na Antiga Reitoria da UFSM e trabalha com exercícios e atividades de educação em saúde, como cuidados, alimentação saudável e hábitos de vida.</p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman', serif;color: #000000;background-color: transparent;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Renascer: grupo de mulheres sobreviventes do câncer de mama. Também realiza atividades de promoção e educação em saúde, não apenas na relação com as consequências ou possíveis sequelas da doença, mas com atividades que ultrapassam essa dimensão: pilates, dança, atividades comemorativas, viagens e passeios. <b><i><a style="text-decoration: none" href="https://www.instagram.com/p/DNwhxWJ3N9l/?img_index=1">Na última Feira do Livro, por exemplo, o grupo esteve presente para conhecer as oficinas</a>.</i></b></p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman',serif;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Villa Itagiba: atende um grupo de 60 homens, com atividades de educação em saúde e exercícios em grupo associados à ludicidade, como dançaterapia e artes.</p>
</li>
</ul>		
										<figure>
										<img width="1024" height="771" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-14-at-10.16.57-1-1024x771.jpeg" alt="" />											<figcaption>Aividades na Vila Itagiba</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-14-at-08.44.37-1024x576.jpeg" alt="" />											<figcaption>Atividades do Grupo Cognito</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">2º FelizIdade</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Evento realizado pelo projeto para o público idoso</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Quando: 22 de novembro</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Onde: Antiga Reitoria da UFSM</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Grupos parceiros: Corpo Mais, Mexe Coração e Vila Itagiba</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apoio: SESC e Conselho Municipal do Idoso (COMID)</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> I Encontro da RIEDE - Rede Internacional de Estudos em Dança e Envelhecimento</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Quando: 28 de novembro</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Onde: Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Parceiros: Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).</p><p dir="ltr" style="line-height:1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">Expediente:</p><p dir="ltr" style="line-height:1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">Reportagem: Samara Wobeto, jornalista</p><p>Fotografias: Divulgação</p>]]></content:encoded>
													</item>
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