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				<title>Totens interativos e exposição fotográfica são estratégias para a conscientização sobre a crise climática</title>
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				<pubDate>Fri, 19 Dec 2025 17:26:45 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[Projeto Memorar Quarta Colônia, da UFSM, objetiva sensibilização e resiliência climática]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><p>No início de novembro, a Jornada Acadêmica Integrada Mirim (<a href="https://www.ufsm.br/2025/11/05/4a-edicao-da-jai-mirim-abre-as-portas-da-ufsm-aos-pequenos-cientistas"><b><u>JAI Mirim</u></b></a>) recebeu pequenos cientistas do ensino infantil e fundamental no Museu do Conhecimento da UFSM. Dentre os projetos presentes no evento, um dos destaques foi o Memorar - Memorial das Águas e da Resiliência Climática da Quarta Colônia. Foi a estreia de t<a href="https://www.instagram.com/p/DQpa0Jskano/?img_index=1"><u><b>otens digitais interativos</b></u></a>, adquiridos com recursos do Pró-Equipamentos, projeto parceiro financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal (Capes). Por meio dos totens, as crianças puderam visualizar e interagir com histórias em quadrinhos, quizzes, imagens das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul e mapas que mostram o movimento das águas no estado.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="906" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-18-at-09.43.08-3-e1766165301863-1024x906.jpeg" alt="" />											<figcaption>Criança interage com totem durante JAI Mirim, na UFSM.</figcaption>
										</figure>
		<p>O professor Adriano Figueiró é do Departamento de Geografia da UFSM e coordena o projeto Memorar. Segundo ele, mais de 300 pessoas, entre crianças e professores, passaram e interagiram com os totens. “Todo mundo ficou bastante impactado e surpreso com o conteúdo que observaram. Eu acho que isso cumpriu um primeiro objetivo [do projeto], que é justamente a sensibilização”, afirma Adriano.</p>
<p> </p>
<p>Os totens funcionam como ferramentas de divulgação científica e difusão do conhecimento sobre mudanças e resiliência climática, pois permitem compreender, visualizar e interagir com explicações sobre causas e efeitos dos eventos climáticos extremos, que estão cada vez mais frequentes. “A partir da mudança climática, nós transformamos o extraordinário em ordinário”, declara Adriano. Para o professor, esse entendimento é importante para sensibilizar e conscientizar diferentes gerações. Crianças, adolescentes e jovens, que no momento são os públicos-alvo do projeto, têm mais facilidade de compreender a seriedade do fenômeno por terem nascido imersos nesta complexidade. Consequentemente, tem mais possibilidade de incorporar práticas sustentáveis no seu dia a dia.</p>
<p> </p>
<p>Por outro lado, por não ter presente a vivência da memória de eventos climáticos extremos que já aconteciam no século passado, a noção de urgência e de planejamento de ações a longo prazo encontra mais dificuldades. Já para os adultos, essa mesma característica dificulta a compreensão da mudança climática, uma vez que enchentes, estiagens, chuvas de granizo e vendavais já causavam destruição em décadas passadas. “Mas a partir do momento em que eles começam a compreender que a mudança climática é, na verdade, a intensificação dos fenômenos extraordinários que sempre aconteceram, eu diria que eles são parceiros mais fáceis de serem incorporados, porque têm uma noção  de mundo que os jovens não têm”, explica Adriano.</p>
<p> </p>
<p>Foram adquiridos dez totens que atualmente estão no Museu do Conhecimento da UFSM. No entanto, de acordo com Adriano, futuramente alguns deles podem ser instalados no Memorial da Resiliência Climática, objetivo principal do projeto e que está em fase de planejamento.</p>		
			<h3>Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho</h3>		
		<p>A fim de ampliar a visibilidade do projeto, o Memorar QC inaugurou na semana passada a mostra fotográfica ‘Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho’ no hall do Centro de Ciências Naturais e Exatas. “O nosso objetivo é tentar partir de diferentes instrumentos para sensibilizar diferentes grupos da comunidade”, diz Adriano. São 20 fotos das enchentes de 2024 selecionadas a partir de materiais midiáticos, que também são dados coletados pelo projeto. Estas fotografias representam a tragédia. Por outro lado, Adriano afirma que a ideia da mostra surgiu para fazer uma espécie de contrapeso, já que a atuação no projeto exige reviver a catástrofe e rememorar a tragédia. Por isso, criaram um concurso fotográfico para selecionar fotos de paisagens da Quarta Colônia, que significam o Sonho. “[Serve] para que as pessoas possam perceber o potencial dessas paisagens para construir a vida”, declara.</p>		
							“A paisagem da Quarta Colônia é excepcionalmente linda. Mas quando você confronta essas duas realidades, ou seja, uma paisagem linda e uma paisagem submetida a uma catástrofe, nós percebemos que a passagem de uma paisagem linda para uma de perigo, morte e destruição, é uma passagem muito rápida, que pode se dar num tempo muito curto. Por isso temos que criar estratégias para tentar evitar que o impacto seja tão grande como foi em 2024”. - Adriano Figueiró, coordenador do projeto.
		<p>Para Adriano, este comparativo demonstra que, para além da tragédia, aquela paisagem tem capacidade de resiliência e recuperação. A mostra fotográfica é itinerante e será levada para diferentes espaços da UFSM, de escolas e da Quarta Colônia em 2026.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-18-at-09.43.09-1-1024x683.jpeg" alt="" />											<figcaption>Mostra fotográfica ‘Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho’, no Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE).</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-18-at-09.43.09-1024x682.jpeg" alt="" />											<figcaption>Mostra fotográfica reúne imagens das paisagens da Quarta Colônia antes e depois das enchentes de 2024.</figcaption>
										</figure>
			<h3>Memória como ferramenta para o futuro</h3>		
		<p>O nome do projeto já informa um de seus objetivos: transformar a enchente em memória. Adriano explica que, apesar de ser um processo doloroso, rememorar as paisagens e consequências das enchentes de 2024 é necessário. “Costumamos dizer que a memória é a única coisa que efetivamente consegue ligar o passado ao presente, para construir o futuro”, declara. Por isso ela se torna ferramenta de conscientização: permite compreender a noção da passagem do tempo. “[Ela] nos permite ter a noção de onde as coisas vieram, de como chegaram até aqui, do que aconteceu lá atrás, porque esse processo se repete no tempo. E se não temos a memória, não temos a compreensão de repetição”, conta Adriano. Isso é importante para compreender, inclusive, a intensificação de fenômenos climáticos extremos. </p>		
							<b>“Esse é o princípio para nós. Vivemos um momento, na sociedade planetária, submetido a um modo de produção capitalista, em que a memória tende a ser sistematicamente apagada porque quando temos um indivíduo sem memória, ele é mais vulnerável para o processo do consumo, da construção de imaginários que não são reais”, finaliza Adriano.</b>
		<p>Um dos instrumentos para a preservação da memória das enchentes será o Memorial da Resiliência Climática, cuja previsão de instalação é para o próximo ano.</p><p><i><b>Reportagem</b>: Samara Wobeto, jornalista</i></p>
<p><i><b>Fotografias</b>: Memorar Quarta Colônia</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>7 conceitos que podem nos ajudar a entender as mudanças climáticas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/06/09/7-conceitos-que-podem-nos-ajudar-a-entender-as-mudancas-climaticas</link>
				<pubDate>Mon, 09 Jun 2025 18:41:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Projeto da UFSM estimula protagonismo comunitário na Quarta Colônia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><strong>Conscientizar sobre o impacto das mudanças climáticas</strong> é o objetivo do projeto da UFSM <strong>MEMORAR QC – Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia</strong>. A proposta envolve ações educativas voltadas à construção de uma cultura de resiliência climática no território da Quarta Colônia, por meio de estratégias que aproximem ciência e comunidade.</p><p>O projeto surge em um contexto marcado por eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou uma das maiores catástrofes climáticas de sua história, com fortes chuvas que atingiram duramente a região central do estado, incluindo os municípios da Quarta Colônia. A repetição desses eventos mostra que é necessário engajar a população na compreensão dos desastres e na construção de novas relações com o território e o meio ambiente.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/06/memorar-qc_002-1024x667.jpg" alt="" width="700" height="456" /></p><h2>“O conhecimento é a base do processo de adaptação climática”</h2><p>Nas escolas municipais da Quarta Colônia, especialmente com estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, o projeto Memorar QC vem desenvolvendo oficinas que abordam temas como sustentabilidade e mudanças climáticas. As atividades ocorrem no contraturno escolar e incluem jogos, conversas e brincadeiras que despertam o interesse dos alunos e facilitam a compreensão dos conteúdos. A ideia é incentivar o protagonismo juvenil e engajar os estudantes como agentes transformadores em suas comunidades. O projeto também realiza ações voltadas aos adultos da região, que vão de conversas informais a palestras, promovendo diálogo e conscientização sobre os desafios climáticos.</p>[caption id="attachment_320" align="alignleft" width="300"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/06/Oficina-escola-Candida-Zasso-Nova-palma-300x268.jpg" alt="" width="300" height="268" /> Oficina realizada em escola na cidade de Nova Palma[/caption]<p>Para o coordenador do projeto, professor Adriano Figueiró, do Departamento de Geografia da UFSM, o conhecimento pode transformar a relação que os moradores têm com o lugar: “O conhecimento é a base do processo de adaptação climática. Se as pessoas não compreendem a dinâmica da natureza, não têm como se preparar para ela — e, portanto, não têm como se adaptar. É a partir das informações que as pessoas poderão entender como se preparar melhor para reduzir prejuízos e riscos à vida numa próxima ocorrência climática”.</p><p>O professor Adriano defende que o protagonismo comunitário é essencial quando se trata de enfrentar os desafios climáticos nos territórios rurais. Para ele, não é possível depender exclusivamente do poder público para resolver os problemas causados por eventos extremos. Diante disso, ele propõe uma reflexão prática: o que cada morador pode fazer para melhorar as condições ambientais e construir um futuro mais seguro? A resposta, segundo o pesquisador, passa por ações simples, mas fundamentais, como proteger nascentes dos rios, recompor matas ciliares, identificar áreas de risco nas propriedades e realizar pequenas intervenções nas propriedades para conter processos erosivos. Essas atitudes exigem, antes de tudo, que as pessoas compreendam a lógica do território em que vivem. “Estamos falando de uma região profundamente rural, formada por pequenas propriedades. Quando o conhecimento é apropriado pela comunidade, ele pode gerar transformações concretas  duradouras”, afirma.</p> <p>Pedimos ao professor Adriano Figueiró que ele elencasse as noções fundamentais que vêm sendo trabalhados nas atividades oferecidas pelo Memorar QC na Quarta Colônia. A seguir, apresentamos 7 conceitos sobre desastres climáticos que ajudam a entender o território, a se preparar para eventos extremos e a atuar na construção de comunidades mais resilientes e sustentáveis.</p><h2>1. Resiliência</h2><p>É o conceito central do projeto. Resiliência, segundo o professor, refere-se à capacidade que as pessoas, comunidades e também os ecossistemas têm de se reorganizar e retomar a vida após eventos extremos, como enchentes, com o menor impacto possível. Essa resiliência não é apenas física, mas também social e comunitária. Diante da intensificação de crises ambientais e mudanças climáticas, a frequência e intensidade desses eventos extremos tende a aumentar, tornando essencial essa capacidade de resposta e adaptação.</p><p>Além disso, o professor destaca que não apenas os seres humanos precisam ser resilientes, mas também os rios e a natureza como um todo. Com o acúmulo de sedimentos (solo, areia, pedras) no leito dos rios, a capacidade desses ecossistemas de absorver novas cheias diminui, tornando-os menos resilientes a eventos futuros.</p><h2>2. Adaptação Climática</h2><p>Está diretamente relacionada à resiliência. Envolve repensar práticas e estruturas do território para reduzir os danos provocados por futuros eventos extremos. A adaptação passa, portanto, por ações concretas no uso e ocupação do solo, conservação de áreas naturais e reestruturação de formas de manejo da terra, considerando os efeitos das mudanças climáticas.</p><h2>3. Área de Proteção Ambiental</h2><p>Essas áreas têm papel crucial na absorção da água da chuva. Quando bem conservadas, permitem que a água infiltre no solo, abastecendo os lençóis freáticos e liberando-a de forma gradativa para os rios, o que evita tanto a seca quanto enchentes. Quando há perda dessas áreas — em especial por conta da expansão agrícola — a água escorre rapidamente para os rios, sem ser absorvida, causando inundações.</p><p>O professor aponta que a falta de vegetação e o uso indevido dessas áreas são um dos principais motivos pelos quais as bacias hidrográficas da Quarta Colônia estão perdendo sua capacidade de resposta às chuvas intensas.</p>[caption id="attachment_318" align="alignright" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/06/DJI_0138-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" /> Área destruída após enchente de 2024[/caption]<h2>4. Matas Galerias (ou Ciliares)</h2><p>São matas que acompanham os cursos dos rios, formando uma faixa de proteção natural nas margens. Pela legislação, devem ser preservadas. Essas matas funcionam como uma barreira que reduz o escoamento de sedimentos e evita o desbarrancamento dos rios. Quando bem conservadas, fazem com que a água da chuva entre no rio sem carregar grande quantidade de terra.</p><p>Sem essa vegetação, a água escoa diretamente para os rios carregando o solo, provocando erosão e contribuindo para o assoreamento. Em muitas áreas da Quarta Colônia, essas matas estão sendo substituídas por lavouras — de arroz nas áreas mais baixas e de soja nas mais altas — o que compromete a proteção dos rios.</p><h2>5. Cabeceiras de Drenagem</h2><p>São as partes mais altas de uma bacia hidrográfica, onde os rios nascem. Nessas regiões, a presença de vegetação é essencial para permitir que a água infiltre no solo e abasteça os aquíferos subterrâneos. Se essas áreas estiverem desmatadas ou ocupadas por lavouras, a água da chuva não infiltra — ela escoa com força, erodindo o solo e carregando-o para os rios. Como essas áreas têm declive acentuado, o poder erosivo é ainda maior, contribuindo significativamente para o assoreamento dos cursos d’água.</p><h2>6. Assoreamento</h2><p>É o acúmulo de sedimentos (como solo, areia e pedras) no leito dos rios. Esse processo ocorre principalmente quando a água da chuva escoa por áreas desmatadas, levando o solo com ela. Ao chegar no rio, esses materiais se depositam, diminuindo o volume útil da calha fluvial. O rio, então, tem menos capacidade de conter novas águas em eventos de chuva intensa, transbordando com maior facilidade e provocando inundações. O assoreamento é, portanto, um dos principais fatores que reduzem a resiliência dos rios.</p><h2>7. Sedimentos</h2><p>São os materiais sólidos que a água carrega ao escoar sobre o solo, como terra, areia e pedras, especialmente em terrenos inclinados. Nos eventos extremos recentes da Quarta Colônia, o professor destaca que até grandes blocos rochosos foram transportados. Esses sedimentos são responsáveis por entupir os leitos dos rios (assoreamento), agravando os impactos das enchentes.</p><p><strong>O projeto MEMORAR QC – Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia</strong> foi selecionado pelo edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco. É uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Geografia, com apoio dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, em Patrimônio Cultural e em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo.</p><p>R<i>eportagem: </i><i>Luciane Treulieb, jornalista</i></p><p><i>Ilustração: Evandro Bertol, designer</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Comunicação como ferramenta de prevenção e educação</title>
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				<pubDate>Fri, 01 Nov 2024 17:39:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Projeto da UFSM visa aproximar Universidade e Quarta Colônia por meio de ações comunicacionais
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

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<p><img class="size-large wp-image-262 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2024/11/imagem_entrevista-5_001-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em momentos de catástrofes climáticas, a comunicação desempenha um papel essencial para a disseminação de informações confiáveis, que instruem a população e colaboram para mitigar os impactos da tragédia. Uma comunicação responsável também tem o potencial de colaborar de forma educativa para evitar novos desastres e conscientizar a comunidade. Esses são alguns dos objetivos do projeto </span><b>“Comunicação de Proximidade: </b><b>memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia”</b><span style="font-weight: 400">, desenvolvido pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM. Confira nossa entrevista com a coordenadora da iniciativa, Aline Roes Dalmolin: </span></p>
<p> </p>
<p><b>1- Como o projeto  nasceu e como ele visa impactar a sociedade?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O projeto nasceu da vontade de impactar a Quarta Colônia. Foi uma conversa inicial minha com a professora Laura Storch, na qual ela manifestou essa sensação de impotência que a gente sentia. Trabalhamos durante o período das enchentes dentro do SOS Comunidades Quarta Colônia, com a distribuição de donativos,</span><a href="https://www.ufsm.br/2024/05/09/ufsm-integra-campanha-liderada-pela-unics-para-arrecadacao-de-radios-a-pilha-e-pilhas"><span style="font-weight: 400"> recebimento de pilhas</span></a><span style="font-weight: 400">, ações que eram de caráter emergencial, assistencial, e aí nós percebemos que poderíamos ter uma contribuição maior, para além daquele momento. Percebemos que poderíamos contribuir de uma forma mais efetiva a partir do nosso ponto de vista, da comunicação, porque muitos dos problemas que foram enfrentados eram uma questão comunicacional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Pensamos que precisávamos trabalhar com alguns direcionamentos que permitissem a manutenção da comunicação básica em momentos de crise. Muitas pessoas ficaram ilhadas em casa e tiveram dificuldades extremas devido à falta de uma comunicação rápida que permitisse que saíssem desses espaços. Eu sou moradora da Quarta Colônia, sou de Silveira Martins, e foi uma vivência muito próxima, minha família teve o estabelecimento comercial alagado. Essa vivência nos permitiu repensar esse processo e nos colocar como partícipes de uma forma muito mais intensa, além de pensar em como a Universidade pode ajudar, uma vez que temos a UFSM também lá em Silveira Martins. Esse compromisso social com toda a comunidade, com certeza é um diferencial do projeto, que se estrutura em três eixos:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Temos o Eixo 1, que visa trabalhar com a malha de comunicação, através desse engajamento entre os vários atores que participam do processo comunicacional, são pessoas que levam informação no dia a dia, em grupos de WhatsApp, informações de primeira necessidade. Buscamos o fortalecimento dessa malha, que é muito importante não apenas em casos de tragédias climáticas. Estamos iniciando o mapeamento e levantamento dessas fontes e desses veículos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O objetivo do Eixo 2 são os sistemas de alerta. Para que, caso uma nova tragédia aconteça, as pessoas fiquem sabendo de forma rápida e tenham como reagir, ou seja, que estejam preparadas para ter uma resposta segura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O Eixo 3 visa o trabalho nas escolas, a educomunicação, para conscientização sobre mudanças climáticas e questões relacionadas à perspectiva comunicacional e à desinformação ambiental. </span></p>
<p><b>Como participar de projetos de extensão influenciou a tua carreira?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">A extensão fez parte da minha trajetória desde a graduação, quando participei de várias ações de extensão e desenvolvi esse gosto de atuar com a comunidade. Isso se intensificou na docência, eu já tenho 10 anos de UFSM e, logo que eu entrei como professora na instituição, eu me engajei no projeto chamado Universo da Leitura, um projeto do curso de Produção Editorial que envolvia um engajamento mais forte dos alunos na divulgação da leitura, na produção de um programa de televisão, mas era uma atividade não tão engajada com a comunidade. Sempre foi uma vontade minha colocar em prática essa atuação mais direta. Passei por várias atividades em escolas, que foram muito interessantes também. Nos últimos anos, me dediquei mais à pesquisa e à docência. Atuei no projeto Geoparque Quarta Colônia através de algumas ações, mas também mais relacionadas ao ensino, com a disciplina de Produção Audiovisual. Também atuei junto à Pró-Reitoria de Extensão em algumas ações, mas a vontade de desenvolver novos projetos sempre esteve ali. O momento da catástrofe climática no Rio Grande do Sul nos sacudiu e fez emergir de novo essa busca por trabalhar de forma mais ativa, juntar essa experiência dos projetos de extensão anteriores e continuar trabalhando. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Acho que a extensão tem muito disso, ela mexe diretamente com a vontade de ter uma atuação transformadora. Esse desafio é o que nos move, nos motiva, como seres políticos e sociais. A extensão faz com que aquilo que a gente trabalha na sala de aula chegue lá na outra ponta e transforme a vida das pessoas.</span></p>
<p><b>Qual é a importância de um edital como o Proext-PG para estimular a extensão na pós-graduação? Que impactos os projetos contemplados pelo edital podem causar?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">É extremamente importante, tanto esse enfoque na extensão quanto esse enquadramento dentro da pós-graduação. Durante muito tempo, a extensão da pós-graduação foi renegada ao segundo plano, de uma forma geral, a própria política de pós-graduação no Brasil não olhava para a extensão da forma que ela merece. Nos últimos anos, a gente vê um movimento oposto, observamos um estímulo para os professores, porque os produtos de extensão também contam dentro das nossas avaliações da Capes. Isso nos trouxe uma maior necessidade de trabalhar com esse eixo e também um maior reconhecimento por parte dos órgãos governamentais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Iniciativas como o Além do Arco nos dão a possibilidade de trabalhar a extensão de uma forma mais intensiva dentro da pós-graduação, sem esquecer a graduação, o que também vai possibilitar a troca de experiências entre os alunos de graduação e de pós-graduação. Outro ponto positivo da proposta é a ideia do interdisciplinar. Temos quatro PPGs parceiros dentro da proposta, tem o PPG da Geografia e o PPG de Patrimônio Cultural, que já tem uma trajetória muito forte de atuação dentro do território da Quarta Colônia e trazem para nós todas a </span><i><span style="font-weight: 400">expertise</span></i><span style="font-weight: 400"> desse conhecimento. Também temos a participação do PPG Letras e do PPG Enfermagem, sendo esse último responsável pelos protocolos, um dos eixos que a gente pretende trabalhar dentro do projeto. O PPG da Enfermagem teve uma atuação muito forte depois da tragédia da Boate Kiss: ter essa experiência de reação às tragédias e como a sociedade pode estar melhor preparada para enfrentar tais situações é muito relevante.</span></p>
<p><b>Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para os alunos é muito importante essa participação. Estamos num processo de levantamento de alunos da Quarta Colônia que foram atingidos, tiveram familiares atingidos, buscamos envolver os alunos de Comunicação que têm essa visão de dentro da comunidade, o que soma esforços. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para a graduação, como um todo, é uma experiência única, de estar dentro da comunidade. Tivemos o contexto pandêmico, com a Covid-19, que nos deixou dentro de nossas próprias casas e muitas vezes os alunos já vêm dessas vivências. Alunos da graduação hoje são alunos que viveram o ensino médio na pandemia e precisam, mais do que nunca, ter essas oportunidades de sair dos seus casulos. O período na universidade é um momento que nos deixa mais introspectivos e engajados com a própria experiência da vida universitária, que é plural e diversa, mas muitas vezes não nos dá a oportunidade de olhar para fora e entender a comunidade. É preciso construir essas pontes para que o aluno, depois de graduado, continue engajado com a comunidade, engajado com o lugar onde vive. É preciso que esses alunos saiam da universidade com compromisso social.</span></p>
<p><b>Em 2026, quando finalizam os meses previstos para a execução do projeto, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como os principais público-alvo do projeto?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O nosso principal objetivo é que a comunidade esteja mais preparada caso uma nova tragédia climática venha a acontecer. Temos essa grande preocupação de que a Universidade Federal de Santa Maria, devido a todo esse histórico de participação na Quarta Colônia, consiga mudar essa situação para que a população esteja mais preparada, ao menos em termos comunicacionais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Então, através dos três eixos que comentei, imaginamos conseguir transformar. Se não transformar, esperamos que seja um embrião para uma transformação do território da Quarta Colônia. </span></p>
<p> </p>
<p><em>Texto: Milene Eichelberger, acadêmica de jornalismo</em></p>
<p><em>Revisão: Luciane Treulieb, jornalista</em></p>
<p><em>Ilustração: Evandro Bertol, designer </em></p>
<p><em>Aluata Comunicação e Ciência</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>"Restaurar e conservar é a única resposta possível para reduzir o impacto de eventos climáticos futuros"</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2024/09/26/restaurar-e-conservar-e-a-unica-resposta-possivel-para-reduzir-o-impacto-de-eventos-climaticos-futuros</link>
				<pubDate>Thu, 26 Sep 2024 13:55:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
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		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>

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						<description><![CDATA[Proposta da UFSM visa desenvolver um espaço educativo para relembrar as tragédias que assolaram a Quarta Colônia e conscientizar as futuras gerações]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Fomentar a preservação da memória e conscientizar sobre o impacto das mudanças climáticas é o objetivo do projeto </span><b>MEMORAR QC- Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia</b><span style="font-weight: 400">. A iniciativa foi uma das selecionadas pelo edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco e partiu do Programa de Pós-Graduação em Geografia, com apoio dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, em Patrimônio Cultural e em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo. </span></p>
<p><img class="size-large wp-image-251 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-25-at-23.13.20-1024x667.jpeg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para compreender mais sobre o projeto, seus objetivos e como pretende impactar a comunidade, conversamos com o professor Adriano Severo Figueiró, coordenador da proposta. Confira a entrevista:</span></p>
<ol>
<li><b> Em que contexto o projeto MEMORAR QC foi desenvolvido?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">Sabemos que não estamos vivendo um momento qualquer na história da humanidade. A aceleração do processo industrial pós segunda guerra não apenas acelerou a velocidade de produção e consumo de recursos no planeta, como estabeleceu uma nova ordem de significados e de valores para a forma como nos relacionamos com a natureza. Temos popularmente chamado de </span><b>Antropoceno</b><span style="font-weight: 400"> este momento tão controverso e de transformações bruscas na dinâmica da sociedade e nas dinâmicas da natureza. Uma das principais consequências do Antropoceno tem sido a mudança nos ritmos climáticos, com acentuação de eventos extremos como secas, inundações, anticiclones, etc., o que amplia exponencialmente a vulnerabilidade das comunidades, especialmente aquelas com baixa capacidade econômica e menor capacidade de resposta, além de sobrecarregar toda a estrutura de saúde, logística e infraestrutura do Estado.</span></p>
<ol start="2">
<li><b> Como o projeto visa impactar a sociedade? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">O Rio Grande do Sul tem sido palco desse novo cenário de incertezas climáticas, e esse processo tende a se aprofundar nas próximas décadas. Isso exige da comunidade científica uma resposta forte, e que seja capaz de ultrapassar a mera indicação tecnológica de reconstrução. É preciso preparar a comunidade para a construção de um processo de resiliência, capaz de mitigar os efeitos desses fenômenos que virão, ao mesmo tempo em que buscamos uma mudança na trajetória desenvolvimentista desse modelo que nos trouxe para essa condição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Dar início à </span><b>construção de um processo de resiliência climática na comunidade da Quarta Colônia</b><span style="font-weight: 400"> é a principal contribuição do nosso projeto. Buscamos a compreensão dos processos e as causas dos eventos que assolaram o território em maio de 2024, ao mesmo tempo em que se desenvolve a capacidade de refletir sobre as transformações pelas quais tem passado esse território nas últimas décadas e como poderemos enfrentar, reduzir e/ou mitigar o impacto dos eventos que teremos nas décadas seguintes. Todo esse processo pedagógico de alfabetização ecológica da comunidade traz como estratégia principal a montagem de um </span><b>Memorial das Águas e da Resiliência Climática</b><span style="font-weight: 400"> - um espaço educativo onde as escolas e as pessoas poderão se conectar com a ciência de uma forma mais lúdica e interpretativa.</span></p>
<ol start="3">
<li><b> Por que isso é importante? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">Os impactos da tragédia climática sobre o território da Quarta Colônia assumem, nesse momento, relevância no cenário do Rio Grande do Sul, por conta das centenas de deslizamentos, dezenas de casas destruídas, perdas de infraestruturas viárias e de uma quantidade incalculável de solo fértil e pessoas afetadas. Também por se tratar de um Geoparque Mundial da Unesco, o que o torna um território que demanda um ordenamento voltado para a construção de estruturas mais resilientes e sustentáveis, incluindo processos de governança mais eficientes e assertivos. Infelizmente, não foi o que se verificou, e isso representa um grande desafio em termos da reconstrução a partir de um novo patamar de pensamento. Nesse sentido, o projeto tem por finalidade </span><b>a construção de um espaço educativo e de memória das tragédias climáticas que assolaram a Quarta Colônia nos séculos 20 e 21</b><span style="font-weight: 400">, com vistas a refletir sobre o ordenamento do território, fortalecer o capital social da comunidade e subsidiar a criação de um processo de resiliência climática que garanta um modelo de desenvolvimento territorial mais sustentável a partir desse marco histórico de maio de 2024.</span></p>
<ol start="4">
<li><b> Como participar de projetos de extensão influenciou a tua carreira?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">A atividade extensionista me acompanha desde o início da vida como docente na UFSM, em 1992. A minha grande angústia dentro da academia sempre foi perceber que uma fração muito pequena do conhecimento que produzimos acaba chegando nos espaços coletivos de organização da sociedade, como escolas, sindicatos, associações, prefeituras e empresas.  Não acho que a universidade exista apenas para resolver os problemas imediatos da sociedade, pois isso apenas reforçaria o aspecto tecnicista e instrumental do conhecimento, ao passo que o verdadeiro motivo de uma universidade está na capacidade de anunciarmos um novo mundo, de repensarmos nossa caminhada civilizatória. Portanto, fazer extensão, ou seja, usar o conhecimento produzido para estimular o movimento e fortalecer o capital social das comunidades, sempre foi algo que fez todo sentido com meu projeto de mundo e de sociedade.</span></p>
<ol start="5">
<li><b> Qual é a importância de um edital como o PROEXT-PG UFSM Além do Arco para estimular a extensão na pós-graduação? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">Este é um começo, com grande vitalidade, de muitas expectativas, </span><b>onde alunos de graduação e pós-graduação se somam aos docentes em busca de respostas reais</b><span style="font-weight: 400"> (e não apenas teóricas) aos problemas enfrentados pelo território. Acho que a instituição universitária em geral ainda não está preparada para esse tipo de desafio, mas esse é um processo que necessariamente vai começar a forçar uma mudança na organização e no olhar interno dentro da instituição, e isso por si só, já é um tremendo sucesso.</span></p>
<ol start="6">
<li><b> Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão? </b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">A atividade de extensão é a verdadeira fonte de validação do nosso conhecimento. Nossos experimentos, feitos em “condições controladas” de laboratório, ou operando apenas a partir da razão teórica, não são capazes muitas vezes de responder às necessidades concretas da sociedade, justamente porque nossos “algoritmos metodológicos” não costumam incorporar a complexidade dos processos reais que ocorrem quotidianamente na vida das comunidades. Todavia, quando vamos para a atividade extensionista, não há como eliminarmos os “ruídos” da complexidade, pois eles se colocam em nossa frente a cada passo e muitas vezes atropelam nossas teorias com muita facilidade. O trabalho extensionista é como, mal comparando, o desafio de se trabalhar em um pronto socorro, pois, por mais especialista que seja o médico, nunca se sabe que tipo de problema pode entrar por uma porta e, muitas vezes, diferentes problemas se entrecruzam na origem da urgência que se apresenta. Nesse cenário, a capacidade de compreensão sistêmica é muito mais resolutiva do que a hiperespecialização, e esse é o panorama da extensão, pois os extensionistas dialogam tanto com técnicos de prefeitura, ou professores de escolas, até agricultores com baixo nível de escolaridade ou crianças em processo de alfabetização. </span><b>É preciso construir espaços de mediação, reinterpretar, conectar diferentes dimensões do humano e do conhecimento</b><span style="font-weight: 400">, para gerar uma comunicação que seja eficiente e eficaz em termos de construção de sinergias </span></p>
<ol start="7">
<li><b> Em 2026, quando finalizam os meses previstos para a execução do projeto, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como os principais público-alvo do projeto?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400"> Estamos iniciando um processo lento e longo de transformação de consciências na comunidade, para que consigam compreender que restaurar e conservar é a única resposta possível para reduzir o impacto de eventos futuros. Esperamos chegar em 2026 com a comunidade da Quarta Colônia discutindo ativamente os seus problemas e sendo capazes de protagonizar algumas pequenas ações que podem se tornar gigantescas ao longo do tempo, como a recuperação de matas ciliares, a conservação de nascentes, a realocação de estruturas e atividades em áreas de risco, etc. </span><b>A principal contribuição do projeto não é a mudança do cenário, mas nas consciências que começarão a pensar os cenários do futuro.</b></p>
<p><em>Texto: Milene Eichelberger, acadêmica de jornalismo</em></p>
<p><em>Revisão: Luciane Treulieb, jornalista</em></p>
<p><em>Ilustração: Evandro Bertol, designer </em></p>
<p><em>Aluata Comunicação e Ciência</em></p>
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													</item>
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