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				<title>UFSM impulsiona turismo rural em Palmeira das Missões</title>
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				<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 00:59:15 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[Universidade auxilia produtores a transformar o cultivo tradicional da erva-mate em novas oportunidades de renda e desenvolvimento local
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							<content:encoded><![CDATA[  <section data-id="173a39a" data-element_type="section" data-model-cid="c26"> <p>A produção de erva-mate começa a ganhar novos desdobramentos na região de Palmeira das Missões – município do noroeste do Rio Grande do Sul reconhecido como “berço da erva-mate” por uma lei estadual. O que antes era visto principalmente como atividade agrícola passou a ser entendido como oportunidade de desenvolvimento regional.</p><p>“A nossa região tem muita capacidade para o turismo”, afirma a professora Rosani Marisa Spanevello, do Departamento de Zootecnia e Ciências Biológicas da UFSM-PM. O projeto de extensão que ela coordena, chamado “Estratégias e Alternativas para o Desenvolvimento Regional Sustentável”, tem a proposta de transformar o ciclo da erva-mate (plantio, colheita, beneficiamento e usos culturais) em experiência para os visitantes. A iniciativa envolve uma rede formada pela Universidade, Secretaria de Cultura e Turismo de Palmeira das Missões, Emater e pela recém-criada Associação dos Ervateiros.</p></section><section data-id="5ffd12d" data-element_type="section" data-model-cid="c35"><h2 data-elementor-setting-key="title">Diagnóstico no campo revela potencial</h2></section><section data-id="44d731f" data-element_type="section" data-model-cid="c44"><figure id="attachment_71606" aria-describedby="caption-attachment-71606"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-15.06.41-225x300.jpeg" alt="" width="400" height="533" /><figcaption id="caption-attachment-71606">Equipe da UFSM percorre as propriedades junto aos produtores de erva-mate</figcaption></figure><p>Durante o segundo semestre de 2025, professores e estudantes da UFSM percorreram as propriedades das seis famílias de produtores de erva-mate que aceitaram participar do projeto para conversar com os agricultores, observar áreas de cultivo e identificar vocações para o turismo de cada lugar.<br />Os relatórios desenvolvidos após as visitas apontaram potencial para caminhadas entre ervais, demonstrações de colheita, degustação de chimarrão e atividades relacionadas à memória da produção da erva-mate. Pretende-se valorizar a história local e abrir novas alternativas de renda.<br />Para alguns produtores, o processo já provocou mudanças na percepção sobre a própria terra. “Mudou o modo de enxergar nossa propriedade”, relata Vera Lucia Friderich da Cruz, da Ervateira Gurizinho. “Para nós, que trabalhamos aqui diariamente, é só o nosso trabalho. A UFSM e a Emater nos fizeram ver que existem muitas possibilidades.”<br />Ao longo do ano, a UFSM e a Emater ofereceram capacitações sobre temas como hospitalidade rural, turismo de natureza e organização da propriedade. A conversa com especialistas ajudou a romper a ideia de que o turismo dependeria de grandes investimentos e obras complexas. Para muitas propriedades, ajustes simples, como manejo do lixo, roçada das trilhas e placas de identificação, possibilitam a criação de atividades turísticas de baixo custo e alto valor cultural.<br />De acordo com a professora Rosani, a lógica é semelhante a qualquer outra atividade econômica: produzir morangos, ovos ou laranjas também exige investimento. No turismo, a diferença está em aproveitar o que a propriedade já oferece: o ambiente natural, as histórias da família e a relação com a erva-mate.</p><h2>Primeiros roteiros começam a tomar forma </h2></section><section data-id="44fe402" data-element_type="section" data-model-cid="c6727"><p>Com base nos diagnósticos, a equipe da UFSM está ajudando os produtores a imaginar diferentes usos turísticos para cada propriedade. Para isso, utiliza ferramentas de design e imagens criadas com apoio de inteligência artificial, simulando trilhas, mirantes, casas na árvore, balanços e outros elementos. Há propriedades com ervais sombreados por árvores centenárias e outras com vocação para gastronomia, que produzem bolos e sagus com erva-mate.</p><p>“O mais interessante é o ar puro, o sossego, a sombra boa e a paisagem linda”, descreve Vera, da ervateira Gurizinho. A expectativa é oferecer aos visitantes um ambiente de simplicidade, descanso e acolhimento. “A gente espera mostrar que existe um lugar de refúgio, onde tudo é simples, mas muito bonito — e, claro, espera ter retorno financeiro”, afirma.</p></section><section data-id="62f084e" data-element_type="section" data-model-cid="c8273"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-15.06.40-768x1024.jpeg" alt="" width="768" height="1024" /><figcaption>A produtora rural Vera da Cruz junto a bolos e sagu feitos com erva-mate</figcaption></figure> <figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/IA-erval.jpg" alt="" width="576" height="864" /><figcaption>"Trilha do erval" é uma das propostas de turismo rural. Imagem criada por Inteligência Artificial. </figcaption></figure></section><section data-id="40c34d2" data-element_type="section" data-model-cid="c71"><h2 data-elementor-setting-key="title">Indicação geográfica: reconhecimento que pode fortalecer o setor</h2></section><section data-id="ffd221e" data-element_type="section" data-model-cid="c80"><p>Outra frente do projeto é a discussão sobre a indicação geográfica (IG) da erva-mate produzida em Palmeira das Missões. Concedida pelo INPI, a IG funciona como um selo de origem que certifica características únicas do produto — sabor, cor, qualidade e história associadas ao território.<br />Para apresentar a ideia aos agricultores, foi realizada uma visita a Machadinho, cidade que já possui registro de IG de erva-mate. A comparação permitiu que os produtores visualizassem a potência local. “Eles perceberam, ao ver de perto, que Palmeira também têm muito potencial”, conta Rosani.<br />A professora recorre a um exemplo conhecido do público gaúcho para explicar o conceito: “O vinho pode ser produzido em vários lugares. Mas o vinho do Vale dos Vinhedos tem um sabor, uma cor, uma qualidade e uma história que são daquele território.”<br />Segundo ela, a erva-mate de Palmeira pode trilhar caminho semelhante, conquistando reconhecimento por atributos próprios. O processo, porém, exige articulação coletiva — por isso a Universidade tem apoiado os produtores na compreensão e preparação para uma futura candidatura. </p></section><section data-id="449b085" data-element_type="section" data-model-cid="c89"><h2 data-elementor-setting-key="title">Próximos passos </h2></section><section data-id="cbf7ad4" data-element_type="section" data-model-cid="c98"><p>Com os diagnósticos concluídos e as primeiras capacitações realizadas, o próximo semestre será dedicado ao planejamento das atividades experimentais. A proposta é que, durante o Festival do Carijo, que vai ser realizado em maio de 2026, a Secretaria de Cultura e Turismo promova visitas-piloto às propriedades participantes. Será uma oportunidade para testar fluxos, observar a recepção dos primeiros grupos e ajustar a estrutura para roteiros futuros.<br />Até lá, as propriedades devem realizar os pequenos ajustes sugeridos nas devolutivas elaboradas pela UFSM. A expectativa é construir um circuito inicial que permita aos visitantes vivenciar o cultivo da erva-mate e compreender a importância desse patrimônio para o território.</p><p>Repórter: Luciane Treulieb</p><p>Imagens cedidas pelo projeto</p></section>]]></content:encoded>
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				<title>Turismo como motor do desenvolvimento regional</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2024/11/28/turismo-como-motor-do-desenvolvimento-regional</link>
				<pubDate>Thu, 28 Nov 2024 16:17:52 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento regional sustentável]]></category>
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						<description><![CDATA[Projeto da UFSM visa articulação entre setores públicos e privados para criar políticas públicas e desenvolver a região de Palmeira das Missões]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">O turismo, quando bem planejado, tem o potencial de gerar empregos, promover intercâmbio cultural, conservar as belezas naturais e impulsionar mudanças sociais e estruturais positivas. Alinhado a esse propósito, o programa de extensão “Estratégias e Alternativas para o Desenvolvimento Regional Sustentável” foi selecionado pelo edital Proext-PG UFSM Além do Arco e tem como foco o desenvolvimento regional com ênfase no turismo, promovendo a articulação entre atores públicos e privados. </span></p>
<p><img class="size-large wp-image-270 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2024/11/imagem_entrevista-7_001-1024x667.jpg" alt="" width="1024" height="667" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesta entrevista, o professor Tiago Patias, do Departamento de Administração do campus de Palmeira das Missões da UFSM, apresenta os detalhes do projeto e ressalta a importância de integrar diferentes áreas do conhecimento para impulsionar um turismo sustentável e transformador.</span></p>
<p><b>Como o projeto visa impactar a sociedade?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Este programa de extensão visa impactar a sociedade por meio da articulação com os atores públicos e privados para o desenvolvimento de políticas públicas de desenvolvimento regional. O foco, neste momento, é o turismo, que tem diferentes potencialidades regionais e que, por falta de articulação e política pública formalizada, não consegue ou tem dificuldades de se desenvolver. Importante destacar que, pelo fato de este projeto estar vinculado a diferentes Programas de Pós-Graduação e o fazer extensionista ser dinâmico, há demandas que vêm da sociedade e que este Programa de Extensão tem condições de auxiliar para uma efetiva transformação social.</span></p>
<p><b>Por que isso é importante? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os recursos governamentais, em sua maioria, são distribuídos por meio de políticas públicas que têm uma legislação e normativas próprias. Por exemplo, em relação ao turismo, há a Lei Geral do Turismo, que indica que estados e municípios precisam constituir instâncias e legislações próprias para que o recurso possa ser destinado de forma correta e tenha maior efetividade. Os municípios precisam ter Conselho Municipal de Turismo, Plano Municipal de Turismo e projetos de ação, portanto, de forma articulada, este programa de extensão visa auxiliar para que todas estas questões sejam atendidas e com isso, todo o </span><i><span style="font-weight: 400">trade</span></i><span style="font-weight: 400"> turístico possa se beneficiar.</span></p>
<p><b>Como participar de projetos de extensão influenciou a tua carreira?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Fazer extensão permite ver de perto a realidade da sociedade, suas dores, angústias, potencialidades e dificuldades. Articular a extensão com a pesquisa e o ensino não é uma tarefa simples, mas depois que você percebe que são coisas indissociáveis, os horizontes se ampliam, podendo ver na prática a transformação social, que é o fundamento principal do fazer extensionista.</span></p>
<p><b>Qual é a importância de um edital como o Proext-PG para estimular a extensão na pós-graduação? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400">A pós-graduação sempre foi associada à pesquisa, publicação… tanto que somos cobrados pela sociedade em relação aos impactos da pesquisa. Penso que trabalhar pesquisa e extensão de forma indissociável é imprescindível. O fomento através de um edital como o Proext-PG acelera esse processo e qualifica o fazer extensionista, que tradicionalmente esteve mais vinculado à graduação. Os impactos com certeza serão mais duradouros, pois ao termos estudantes de mestrado e doutorado no grupo extensionista, cria-se a possibilidade de gerar transformações sociais efetivas.</span></p>
<p><b>Por que graduandos e pós-graduandos deveriam participar de projetos de extensão? </b><span style="font-weight: 400">Como já destaquei anteriormente, a extensão permite ver na prática a realidade da sociedade. O velho chavão "na teoria é uma coisa, na prática é outra" é o que a extensão proporciona, usando a teoria para produzir transformações sociais de qualidade, trazendo para a sala de aula essas experiências, relacionando com as teorias, produzindo novos conhecimentos. Portanto, participar de projetos de extensão é fundamental para a formação do estudante, pois amplia seu campo de visão, abrindo inúmeras outras possibilidades que, por vezes, a sala de aula ou o laboratório não proporciona.</span></p>
<p><b>Em 2026, quando finalizam os meses previstos para a execução do projeto, que mudanças você imagina que terão ocorrido nas comunidades apontadas como os principais público-alvo do projeto? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400">De forma objetiva, vejo as políticas públicas do turismo bem definidas e claras, com respectivos planos de ação e projetos em execução em pelo menos os municípios de Palmeira das Missões, Chapada, Nova Boa Vista e Novo Barreiro. Da mesma forma, a reorganização da Instância de Governança da região turística Cultura e Tradição, ação esta em conjunto com a Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul. A meta é ampliar para todos os 44 municípios da região da Associação dos Municípios da Zona de Produção (AMZOP), o que vai exigir bastante trabalho dos estudantes e docentes envolvidos no projeto. Destaco ainda que o fazer extensionista abre novas frentes de trabalho e possibilidades de transformação da sociedade, a qual vê na Universidade uma grande aliada para a solução de problemas, portanto, são novas demandas que precisam ter continuidade. Além disso, considero importante que tenhamos continuidade nas ações, pois fazer extensão exige dedicação, esforço, comprometimento e reconhecer isso por meio de fomento para docentes e discentes é fundamental.</span></p>
<p> </p>
<p><em>Texto: Luciane Treulieb, jornalista</em></p>
<p><em>Ilustração: Evandro Bertol, designer </em></p>
<p><em>Aluata Comunicação e Ciência</em></p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto de Desenvolvimento Regional Sustentável participa de mesa-redonda sobre turismo rural em Constantina</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2024/11/01/projeto-de-desenvolvimento-regional-sustentavel-participa-de-mesa-redonda-sobre-turismo-rural-em-constantina</link>
				<pubDate>Fri, 01 Nov 2024 18:09:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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						<description><![CDATA[Encontro reuniu representantes do poder público e de entidades para debater desafios da rota de turismo regional]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Na última sexta-feira (25), o Projeto de Desenvolvimento Regional Sustentável participou de uma mesa-redonda promovida pelo Conselho Municipal de Turismo de Constantina (RS) para discutir a criação de uma nova rota de turismo regional. O evento ocorreu no Salão de Eventos Villa Faé, em Constantina, e contou com a presença de representantes da Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul, Emater, Sebrae, Sicredi e da Secretaria de Cultura de Palmeira das Missões.</p>
<p><img class="alignright  wp-image-264" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2024/11/villa-fae.jpg" alt="" width="547" height="410" /></p>
<p>Durante o encontro, os participantes apresentaram ao Governo do Estado os principais desafios que os municípios enfrentam para desenvolver o turismo rural na região. A proposta foi promover um espaço de troca de experiências e dialogar sobre os pontos críticos com o Governo do Estado para viabilizar o turismo na região.</p>
<p>O professor Tiago Zardin Patias, coordenador do projeto, destacou a importância de uma abordagem colaborativa e regionalizada para fortalecer o turismo, explicando que “a intenção é despertar o potencial turístico da região e conectar os municípios e as entidades locais para um trabalho coletivo de desenvolvimento”.</p>
<p>Já Cláudia Mara Borges, Diretora de Planejamento e Competitividade da Secretaria de Turismo do Estado, reforçou que “o fortalecimento regional exige uma articulação entre as entidades locais, o poder público e a comunidade, pois só com esse apoio mútuo é possível consolidar a rota turística e promover uma comunicação eficiente que atraia e engaje para a região”.</p>
<p>O Projeto de Desenvolvimento Regional Sustentável, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Agronegócios da Universidade Federal de Santa Maria – campus Palmeira das Missões (UFSM-PM), ao Departamento de Administração e aos programas PROEXT-PG Além do Arco e FIEX, tem como objetivo auxiliar na construção dos Planos Municipais de Turismo e fomentar o desenvolvimento de roteiros turísticos com foco no turismo rural.</p>
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